Arquivo mensais:janeiro 2015

O que é medicina antroposófica?

O que é medicina antroposófica?

Entrevista com Dr. Bernardo Kaliks

Fonte: www.namu.com.br – clique e conheça

medicina

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“Encontrei a antroposofia quando era estudante de medicina e tinha uns 20 anos de idade. O que me encantou foi a maneira da antroposofia ver como se processa a parte psicológica em relação aos processos fisiológicos do organismo”, conta o médico chileno Bernardo Kaliks, radicado no Brasil há mais de 40 anos. Kaliks explica como a medicina antroposófica complementa a convencional. Segundo ele, a medicina convencional apenas analisa a parte corpórea, enquanto a antroposófica integra também a parte psicológica, intitulada como anímico-espiritual nos textos de Rudolf Steiner, criador da antroposofia. Para aprofundar o tratamento, o médico antroposófico também pode contar com a ajuda de outros terapeutas que aprofundam aspectos dos quais o paciente está mais necessitado. “

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Elogie seu filho do jeito certo

Elogie seu filho do jeito certo

Marcos Meier

Fonte: www.justrealmoms.com.br – clique e conheça

criança com pintas

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“Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim…”

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“Na vida não há prêmios nem castigos. Somente consequência”
Elogie o esforço, não a inteligência.
Elogie do jeito certo.

Recentemente, um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência.. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!”, e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa… As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “Parabéns, meu filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “Isso mesmo, filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “Acho você muito esperto, meu filho”, “Como você é charmoso”, “Que cabelo lindo”, “Seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, de copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

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Madre Teresa de Calcuta

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Por que o letramento precoce pode ser prejudicial

Entenda por que o letramento precoce pode ser prejudicial

Juliana Duarte

Fonte: www.revistaeducacao.uol.com.br – clique e conheça

estresse infantil

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“O letramento precoce é um assunto permeado por controvérsias. Enquanto algumas instituições de ensino apostam em atividades ligadas à leitura e à escrita, outras defendem a ideia de que é preciso preparar a criança antes de abordar esse tipo de assunto. Introduzida pelo filósofo e educador croata Rudolf Steiner (1861-1925) em 1919, a pedagogia Waldorf defende que os pequenos (com até 7 anos de idade) tenham apenas uma responsabilidade na escola: brincar. Ao participar de jogos e atividades lúdicas, meninos e meninas desenvolvem diversas habilidades, entre físicas e motoras, além de um estímulo essencial para a vida: a confiança. Segundo a teoria, nessa fase o aluno tende a gastar muita energia e se prepara fisicamente – isso é fundamental para o seu desenvolvimento neurológico e sensorial. Tais capacidades refletem em domínio corporal, linguagem oral e, principalmente, contribuem para a inteligência da criança.”

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Aprender a ler e a escrever antes do tempo pode excluir etapas decisivas no desenvolvimento das crianças

O letramento precoce é um assunto permeado por controvérsias. Enquanto algumas instituições de ensino apostam em atividades ligadas à leitura e à escrita, outras defendem a ideia de que é preciso preparar a criança antes de abordar esse tipo de assunto.

Introduzida pelo filósofo e educador croata Rudolf Steiner (1861-1925) em 1919, a pedagogia Waldorf defende que os pequenos (com até 7 anos de idade) tenham apenas uma responsabilidade na escola: brincar. Ao participar de jogos e atividades lúdicas, meninos e meninas desenvolvem diversas habilidades, entre físicas e motoras, além de um estímulo essencial para a vida: a confiança. Segundo a teoria, nessa fase o aluno tende a gastar muita energia e se prepara fisicamente – isso é fundamental para o seu desenvolvimento neurológico e sensorial. Tais capacidades refletem em domínio corporal, linguagem oral e, principalmente, contribuem para a inteligência da criança.

Em poucas palavras: na educação infantil, aprimorar essas características é mais importante do que aprender a ler o próprio nome. “Eliminar atividades que favorecem a criatividade e o pensamento pode ter consequências graves. Infelizmente, muitas dessas práticas estão sendo substituídas pela escolarização antecipada”, alerta Luiz Carlos de Freitas, diretor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Os ideais disseminados pelo croata têm ligação direta com estudos elaborados por outro profissional de renome na área, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934). Ele dizia que a alfabetização é resultado de um processo longo e repleto de etapas, como gestos e expressões. Ao fazer um símbolo no ar, por exemplo, a criança já se manifesta a partir de uma linguagem mais próxima da escrita. Esse aprendizado gradual é imprescindível e deve acontecer nas classes de primeira infância, sem que atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalhem ou forcem as etapas de desenvolvimento. “O letramento exige um grau muito grande de amadurecimento neuromotor. Desse ponto de vista, a criança só estará pronta para ser alfabetizada por volta dos 6 anos”, afirma Eliana de Barros Santos, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Global e da Escola Globinho. Segundo ela, brincar leva o aluno a compreender a si mesmo, seus sentimentos e o mundo em que vive. “Essa prática garante a formação das bases necessárias para a construção de outras linguagens”, comenta.

Estimular a leitura precoce, por sua vez, compromete tal formação. Além disso, pode ocasionar problemas como sobrecarga, deficiências na coordenação motora, apatia, desinteresse, desmotivação e estresse. “Aprender a ler não é simplesmente decifrar as letras, mas sim dominar um sistema simbólico, o que exige um grande amadurecimento neuropsíquico”, explica a diretora.

ANA – Avaliação Nacional de Alfabetização

Essa discussão ganhou fôlego principalmente depois da implantação da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013. Direcionada a estudantes do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas, a prova avalia os índices de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática. O objetivo é verificar se as crianças são preparadas corretamente para uma nova fase da vida estudantil. No entanto, uma questão defendida por muitos profissionais da área é que a aplicação de uma prova desse porte pode não ser tão benéfica quanto parece e ter reflexos já nas classes de educação infantil.

De acordo com Sandra Zákia Sousa, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), a ANA tende a fortalecer uma visão que já existe nas unidades escolares – a de que, na primeira infância, é preciso preparar os estudantes para a etapa seguinte, o ensino fundamental. “Fazer isso significa antecipar iniciativas relacionadas a processos de alfabetização e letramento, ou seja, o educador pula etapas importantes e passa a concentrar suas energias em algo que ainda não precisaria ser abordado”, diz.

Para Freitas, testes como a ANA deveriam acontecer apenas a partir do final do ensino fundamental. O formato também poderia ser diferente. O interessante, segundo ele, é que o método avalie as políticas públicas em geral e não a escola. “Um professor sabe muito bem em quais pontos seus alunos são bons ou não”, ressalta.

Pais podem contribuir

Ao mesmo tempo em que a instituição exerce um papel importante, os pais também devem redobrar o cuidado com o letramento precoce. De acordo com Sandra, a pressão pode começar a ocorrer dentro de casa, quando os familiares incentivam a criança a ler palavras ou a escrever nomes aleatórios. “É fundamental que todos se atentem a isso. No lar, bem como na escola, as atividades devem ser adequadas para a faixa etária”, diz.

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Ser mãe é aprender a perdoar as próprias imperfeições

Ser mãe é aprender a perdoar as próprias imperfeições

Nívea Salgado

Fonte: www.mildicasdemae.com.br – clique e conheça

mãe 2

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“Mãe erra por inexperiência, por cansaço, por ser humana. E, pior do que saber que errou, é perceber que foi o filho quem sofreu com esse erro e isso machuca lá no fundo do seu coração. Porque achou que o choro era de fome, e não percebeu que era dor de ouvido. Porque colocou roupa demais e só depois viu que o filho ficou cheio de brotoejas. Porque não sabia o que fazer para parar a cólica e o bebê chorou até dormir de exaustão. Porque não sabia de que tamanho precisava cortar o pedaço de fruta, e na primeira vez que ofereceu, o filho engasgou. Porque passou o pequeno do berço para a cama, e dias depois ouviu o barulho da queda no chão. Porque gritou quando o filho teve a décima crise de birra do dia, ao invés de pegá-lo no colo e distraí-lo…”

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Acho que, nessa vida, não existe uma única pessoa que goste de errar. Por isso me sinto à vontade para confessar a vocês: eu sempre detestei cometer um erro. Sabe aquela menininha que buscava o caderno nota 10 na escola? Essa era eu. O desenho tinha que ser caprichado: todos os cantinhos pintados, e se possível com degradê de cores. As contas matemáticas, perfeitamente resolvidas. Receber uma lição de casa com correções era motivo de irritação: como é que eu não tinha acertado tudo? Mas, o que mais me doía, certamente, era errar com alguém. Causar sofrimento a um amigo, ou parente, era algo que me corroía por dentro. Eu me colocava no lugar daquela pessoa, sentia o sofrimento que eu havia causado (por menor que ele fosse) e ficava extremamente triste comigo mesma.

O tempo passou, eu cresci. E quando minha filha nasceu, eu me vi sendo a grande responsável por seus cuidados. Era eu quem decidia o jeito de colocá-la no berço, a forma de amamentar, a marca da fralda que ela usava, se deveria ou não marcar o pediatra (e quantas vezes não tive dúvida, depois de um dia inteiro de choro!). Eu percebi que tomar decisões por alguém significa acertar de vez em quando, errar um montão de vezes, e ter que desculpar a si mesma por todos os erros que cometeu.

Mãe erra por inexperiência. Porque achou que o choro era de fome, e não percebeu que era dor de ouvido. Porque colocou roupa demais e só depois viu que o filho ficou cheio de brotoejas. Porque não sabia o que fazer para parar a cólica e o bebê chorou até dormir de exaustão. Porque comprou um sabonete novo e o filhote teve alergia. Porque não sabia de que tamanho precisava cortar o pedaço de fruta, e na primeira vez que ofereceu, o filho engasgou. Porque passou o pequeno do berço para a cama, e dias depois ouviu o barulho da queda no chão.

Mãe erra por cansaço. Porque demorou cinco minutos para acordar quando o bebê começou a chorar durante a madrugada (depois de uma semana em que acordou uma média de seis vezes por noite para amamentar). Porque deixou a chupeta na fervura e só se lembrou de desligar o fogo quando ela derreteu. Porque esqueceu a carteira em casa quando saiu correndo para não perder a hora no pediatra. Porque gritou quando o filho teve a décima crise de birra do dia, ao invés de pegá-lo no colo e distraí-lo.

Mãe erra porque acha que a maternidade lhe dá poder de super-heroína. Porque ela ouviu dizer que aquela prima amamentou exclusivamente até os seis meses, nunca teve babá ou ajuda para as tarefas da casa. Porque sua amiga tinha um bebê recém-nascido e trabalhava no computador enquanto ele dormia, já nas primeira semanas do pós-parto. Porque sua irmã é a mãe mais bem-sucedida do universo: o filho dorme a noite toda desde os 3 meses, come até salada de agrião e nunca fica doente. E é claro: se as outras conseguiram, ela tem que conseguir também.

Conclusão: mãe erra todo dia, ou quase isso. E, pior do que saber que errou, é perceber que foi o filho quem sofreu com esse erro. Você pensa: “mas a dor tinha que ser em mim, e não nele”; e isso machuca lá no fundo do seu coração. Mas não adianta, porque você não pode voltar no tempo. Pode, no máximo, aprender com o erro para não cometê-lo novamente. Então você começa a se aceitar como é de verdade: imperfeita. Mas com uma grande vontade de fazer melhor no dia seguinte.

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Competição: filhos que sabem mais que os filhos de outros

O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade?

Fonte: www.justrealmoms.com.br – clique e conheça

criança 4 anos

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“Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria, então, sinal de adequação e o mais importante: de sucesso. O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade. Segundo Alicia Bayer, o que não só a entristeceu, mas também a irritou, foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.”

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Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria, então, sinal de adequação e o mais importante: de sucesso.

O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade.

Segundo Alicia Bayer, no artigo publicado em um conhecido portal de notícias americano – The Huffington Post –, o que não só a entristeceu, mas também a irritou, foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.

Para contrapor às listas indicadas pelas mães (em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e sobrenome, saber contar até 100), Bayer organizou uma lista bem mais interessante para que pais e mães considerem o que uma criança deve saber.

Vejam alguns exemplos abaixo:

– Deve saber que a querem por completo, incondicionalmente e em todos os momentos.

– Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos, com outras pessoas e em distintas situações.

– Deve saber seus direitos e que sua família sempre a apoiará.

– Deve saber rir, fazer-se de boba, ser vilão e utilizar sua imaginação.

– Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.

– Deve saber que o mundo é mágico e ela também.

– Deve saber que é fantástica, inteligente, criativa, compassiva e maravilhosa.

– Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo colares de flores, bolos de barro e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Melhor dizendo, muito mais importante.

E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber:

– Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.

– Que o fator de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches elegantes, nem jogos e computadores chamativos, se não que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.

– Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir a nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos dando são vidas com múltiplas atividades e cheias de tensão como as nossas. Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.

– Que nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia se desfazer de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.

– Que nossos filhos necessitam nos ter mais. Vivemos em uma época em que as revistas para pais recomendam que tratemos de dedicar 10 minutos diários a cada filho e prever um sábado ao mês dedicado à família. Que horror! Nossos filhos necessitam do Nintendo, dos computadores, das atividades extraescolares, das aulas de balé, do grupo para jogar futebol muito menos do que necessitam de nós. Necessitam de pais que se sentem para escutar seus relatos do que fizeram durante o dia, de mães que se sentem e façam trabalhos manuais com eles. Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora. Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que tardemos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho. Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.

Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?

Muito menos do que pensamos e muito mais!

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Madre Teresa de Calcuta

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Tecnologia x desenvolvimento infantil

Tecnologia x desenvolvimento infantil

Não é autismo, é Ipad

Entrevista com a fonoaudióloga Maria Lúcia Novaes Menezes

Fonte: www.entretenimento.r7.com/blogs/andre-barcinski – clique e conheça

ipad

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“Nos primeiros três anos de vida da criança o desenvolvimento da cognição social se dá através do desenvolvimento da intersubjetividade, ou seja, que as diferentes fases da interação da criança com seus pais e cuidadores se dão através de compartilhar experiências e do olhar da criança para o outro. O uso do tablet e outros eletrônicos está cada vez mais tomando o lugar da interação entre as crianças e seus pais e o brincar no contexto familiar. Existem inúmeros casos em que os pais chegam a suspeitar que os filhos são autistas, sem perceber que o uso prolongado de tablets, joguinhos eletrônicos e celulares é que está dificultando o desenvolvimento da comunicação das crianças.”

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A fonoaudióloga Maria Lúcia Novaes Menezes está preocupada com um fenômeno que tem percebido nos últimos tempos: o aumento do número de crianças muito novas – de dois ou três anos – usando tablets.

Profissional com mais de 30 anos de experiência, a doutora tem atendido, em seu consultório no Rio de Janeiro, inúmeros casos em que os pais chegam a suspeitar que os filhos são autistas, sem perceber que o uso prolongado de tablets, joguinhos eletrônicos e celulares é que está dificultando o desenvolvimento da comunicação das crianças.

Fiz uma breve entrevista com a doutora Maria Lúcia Novaes Menezes. Aqui vai a conversa:

A senhora disse estar assustada com o número de pais que deixam filhos pequenos – crianças de dois ou três anos – usarem tablets. Isso tem aumentado nos últimos tempos?

A cada ano percebe-se que aumenta o número de crianças com menos de três anos de idade fazendo uso de tablets. Podemos observar, nos shoppings, bebês com tablets pendurados nos carrinhos. Isso tem prejudicado o desenvolvimento da linguagem e, principalmente, da socialização.

Quais as consequências que a senhora tem percebido nas crianças?

Se considerarmos que, nos primeiros três anos de vida da criança o desenvolvimento da cognição social se dá através do desenvolvimento da intersubjetividade, ou seja, que as diferentes fases da interação da criança com seus pais e cuidadores se dão através de compartilhar experiências e do olhar da criança para o outro, a utilização do tablet impede estas ações.

O tablet, utilizado por longo tempo, retira do contexto da criança esse contato fundamental para a socialização, causando um prejuízo no desenvolvimento das habilidades humanas que dependem da socialização, do envolvimento com o outro, prejudicando o desenvolvimento da socialização e do aprendizado que depende de experiências com o mundo à sua volta.

A senhora mencionou que alguns pais a procuram para tratar de supostos problemas de comunicação das crianças, sem perceber que o uso do tablet é uma das principais razões para isso.

O que tenho observado, principalmente no último ano de clínica, é que o uso do tablet e outros eletrônicos está cada vez mais tomando o lugar da interação entre as crianças e seus pais e o brincar no contexto familiar. Os pais passam muito tempo no trabalho, chegam em casa cansados e, quando os filhos querem assistir desenhos e joguinhos no tablet, eles liberam, em vez de tentar conversar ou brincar.

Como conseqüência, se a criança tem alguma dificuldade para adquirir a linguagem e a socialização, essa pouca comunicação com os pais poderá desencadear esse déficit. Talvez, em um contexto familiar onde fosse mais estimulado a se comunicar e brincar, essa dificuldade não aparecesse de forma tão acentuada. Essa hipótese surgiu da minha prática clínica, onde na entrevista com os pais eles relatam o uso de tablets, jogos no celular e DVD. Tem acontecido com freqüência que a observação dos pais da forma que interagimos e brincamos com a criança no set terapêutico e como, aos poucos, seu filho vai começando ou expandindo a sua comunicação e o interesse em brincar, eles mudam a dinâmica com seus filhos no contexto familiar, a comunicação verbal e social da criança começa a expandir, os pais ficam mais tranqüilos e mais próximos dos filhos, e a criança, tendo a companhia do pai ou da mãe, passa a se interessar mais pelos brinquedos e em brincar e diminui o interesse pelo tablet, DVDs e joguinhos nos celular.

A senhora mencionou casos em que os pais suspeitavam ter um filho autista, mas o problema da criança se resumia a uso prolongado de novas tecnologias.

No ano de 2014 atendi crianças com idade em torno de dois anos, trazidas com queixa de comunicação social e desenvolvimento da fala, os pais suspeitando de autismo. Mas, ao mudar a dinâmica familiar, essas crianças apresentaram uma mudança muito grande na sua comunicação social e verbal.

O que os pais devem fazer para evitar problemas desse tipo, numa época em que os tablets estão em todos os lugares?

Sei que é difícil ir contra o sistema e penso que a criança deve ser cobrada pelos amiguinhos para ter e usar um tablet. O que talvez auxiliasse a romper com o hábito dos joguinhos eletrônicos e tablets seria restringir ao máximo possível o uso do tablet. Talvez a melhor forma de se conseguir é dando mais atenção ao filho através de conversas, do brincar, e utilizar mais jogos não eletrônicos e mais interativos.

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Madre Teresa de Calcuta

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A Maternidade e o desenvolvimento da criança

A Maternidade e o desenvolvimento da criança

Maria Leopoldina Leal

 Fonte: www.namu.com.br – clique e conheça

mae e filho

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“O afeto materno e a segurança que ele traz são suportes muito importantes, tornando-se ponte para alçar novos caminhos. A mãe suficientemente boa permite que o pequeno fantasie um mundo ideal que o fortalece emocionalmente, o alimenta de crenças e o leva a tornar-se um indivíduo apto a se desenvolver. Quando adulto, essas crenças se manifestam de diversas formas: ideologias, filosofias, religião, esperança, expectativa e perspectivas, inovações, otimismo, valores, princípios. São combustíveis para buscas e superações.”

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A “mãe suficientemente boa” tem a sabedoria de apresentar o mundo em doses “homeopáticas”

Desde a Antiguidade o ser humano pensa em deuses, anjos, santos e criaturas mitológicas. Antes disto, há 20 mil anos, na Europa, o homem das cavernas desenhava animais com valor de totens e pintava simbolizações mágicas de caça. A habilidade em acreditar é traço característico do ser humano e se fortalece no exercício da imaginação.

Por sua vez, ser capaz de acreditar leva o indivíduo a ser mais forte e bem estruturado emocionalmente. Todo este conceito foi trabalhado pelo inglês Donald W. Winnicott (1896-1971), pediatra que chamou de “mundo transicional” essa capacidade imaginativa do homem.

Mãe não precisa ser perfeita

Winnicott era pediatra, mas teve forte atuação como psicanalista. Ele reconhecia a carga genética, no entanto também identificava a importância do ambiente na formação de seus pacientes. De modo simples e com clareza, via o conjunto, e concluiu que o afeto materno e a segurança que ele traz são suportes muito importantes, tornando-se ponte para alçar novos caminhos.

Inicia-se nesse ponto o diferencial deste estudioso de sensibilidade ímpar. Para ele, a mãe que mais vai beneficiar o filho é aquela atenta às necessidades básicas, que preserva a infância e apresenta os problemas do mundo real aos poucos, conforme o pequeno tenha estrutura. Nem por isso o pediatra colocou sobre os ombros das mães uma carga pesada, porque também afirmava que essa mãe não é uma criatura perfeita, mas uma pessoa normal, com altos e baixos emocionais.

Sabedoria natural

Winnicott deixou claro que a mãe perfeita não existe. Existe a mãe suficientemente boa (good-enough mothering, em inglês), que mantém sua individualidade e, por vezes, erra tentando acertar. “A mãe suficientemente boa é um colo protetor e facilitador para que o filho enfrente o mundo”, interpreta a psicóloga Maria Leopoldina de Siqueira Leal. Graduada em psicologia clínica, fez mestrado e doutorado pautados na obra de Winnicott.

A mãe suficientemente boa é um colo protetor e facilitador para que o filho enfrente o mundo.

Um dos aspectos que definem a “mãe suficientemente boa”, explica a psicanalista, é a sabedoria para apresentar o mundo em doses “homeopáticas”, evitando que os choques de realidade sejam antecipados. Isso quer dizer que ela vai procurar apresentar o mundo, e o outro, no momento em que o pequeno tiver estrutura emocional para isso.

Novo papel

A mãe com esse perfil orienta, facilita e encaminha sem interferir demais. É coerente em relação ao que se pode mostrar para cada idade, aceita o fantasiar e permite o crescer. Maria Leopoldina Leal conta que a música preferida do pediatra era Let it be, dos Beatles, traduzido por “deixe estar”. A canção sugere que se deixe o tempo passar porque as coisas se acertam.

Menos preocupação, mais orientação e apoio, atender as necessidades básicas e reais dos filhos, é isso o que deve fazer a mãe suficientemente boa. Sem abrir mão de sua individualidade, diga-se.

Mãe exigente

“Winnicott retirou das mães muito do peso que havia em seus ombros, ele alivia a culpa e abre caminho para que se seja naturalmente boa. Se ela estiver saudável, ela vai cumprir esse papel que a natureza lhe permitiu, de ser mãe”, diz Leal, cuja tese de doutorado trata do tema, sob o título Preocupação materna primária, um conceito winnicottiano.1

Winnicott retirou das mães muito do peso que havia em seus ombros, ele alivia a culpa e abre caminho para que se seja naturalmente boa.

“A mãe suficientemente boa não é rígida, é exigente. Respeita e atende às necessidades do bebê, permite à criança fantasiar, tem laço forte com o filho e aceita seu desenvolvimento, até que ele se desconecte para tornar-se adulto. E depois, voltar para perto, porque o laço jamais será desfeito”, afirma a psicanalista.

Da imaginação ao desenvolvimento

Enquanto protegida do mundo real, a criança pode – e deve –desenvolver seu pensamento mágico e fantasiar o mundo ideal, exercícios que, para ela, são espontâneos e naturais. Quanto mais puder trabalhar sua dose de sonho e crença, mais forte e completo será quando adulto. Quanto mais a criatividade puder fluir, mais hábil e confiante estará para resolver conflitos.

Lembrando: a mãe suficientemente boa permite que o pequeno fantasie um mundo ideal que o fortalece emocionalmente, o alimenta de crenças e o leva a tornar-se um indivíduo apto a se desenvolver. Quando adulto, essas crenças se manifestam de diversas formas: ideologias, filosofias, religião, esperança, expectativa e perspectivas, inovações, otimismo, valores, princípios. São combustíveis para buscas e superações.

Capacidade de crer

Com esse conceitual teórico consistente, Winnicott define que a característica maior do ser humano, que até o diferencia dos outros seres vivos, é a capacidade de crer. “Essa capacidade é a criatividade, ou riqueza imaginativa, inerente à natureza humana”, afirma a psicanalista. “Ele jamais personificou o ‘acreditar’, no entanto, retirava as amarras que impediam a crença em algo além da psique”, diz Leopoldina. Winnicott não fala em alma, mas fala muito em natureza humana. A força que leva uma pessoa a se reinventar, criar um universo de perspectivas e ideias, reiniciar, enfim.

O grande ensinamento que Winnicott nos deixa é que todo ser humano tem capacidade e criatividade para se desenvolver permanentemente.

Sempre há tempo de se fazer um novo curso, realizar um antigo desejo, superar dores: essa ‘crença’ de que tudo pode melhorar mantém um indivíduo de pé, e acaba resultando em atitude proativa. “O grande ensinamento que Winnicott nos deixa é que todo ser humano tem capacidade e criatividade para se desenvolver permanentemente”, afirma a psicanalista. O pediatra morreu aos 75 anos, superando a expectativa de vida da época (1971), e ainda atendia em seu consultório. Leal incita à reflexão, referindo-se a uma frase de Winnicott: “Oh, deus, fazei com que eu esteja ainda vivo ao morrer”.

Quem foi Winnicott

O britânico Donald W. Winnicott formou-se médico na Universidade de Cambridge e vivenciou as guerras mundiais (1896-1971). Ele apreciava as ideias de Sigmund Freud, relevantes durante seus atendimentos como pediatra. Não foi escritor como Freud, não era místico como Carl Gustav Jung, seus conceitos não foram tão divulgados mas, conforme é estudado, mais e mais ganha reconhecimento.

Pediatra de formação e estudioso das teorias de Sigmund Freud, Donald Winnicott observou em seu consultório como as relações interpessoais interferem na formação de uma personalidade. Estabelecidos a partir da observação, seus conceitos são simples, objetivos e flexíveis.

Diferenças teóricas

Enquanto Freud se pautou em uma teoria que resume o desenvolvimento psíquico à maturidade sexual, Winnicott construiu um corpo teórico consistente expandindo as possibilidades conforme observava em consultório a elaborada rede formadora de uma personalidade. Freud buscava adequar o paciente à teoria, Winnicott usava as teorias para entender a psique. Seus conceitos podem ser subdivididos em temas mas todos são absolutamente interligados.

Pioneiro em consultas terapêuticas (em que além do paciente entravam mãe, avó, irmãos), durante o atendimento percebia se um irmão subjugava outro, se a mãe era amorosa ou rígida, entre outros aspectos da relação vivida por seu paciente. Ele reconhecia a carga genética mas também a importância do ambiente. Ante a rigidez, preferia o afeto, este sim curativo e positivo para a formação. Morreu aos 75 anos, ainda atendendo em consultório.

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Medicina Antroposófica e seus fundamentos

Medicina Antroposófica e seus fundamentos

Fonte:www.luaama.com.br

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“A medicina antroposófica amplia os conhecimentos da medicina acadêmica pela concepção de que o ser humano, além de seu corpo físico, também é uma realidade psíquica e espiritual individualizada, que interage com seu meio ambiente, sociedade e cultura. Tal ampliação se deve ao desenvolvimento do pensamento, o qual, partindo do lógico, objetivo e sensível, pode alcançar a essência arquetípica dos processos naturais. Todos os medicamentos antroposóficos são obtidos da natureza, a partir de substâncias minerais, vegetais ou animais. Não há medicamento antroposófico sintético, embora o médico antroposófico possa recorrer aos chamados medicamentos alopáticos sintéticos quando necessário. Tampouco se concebe um medicamento antroposófico obtido de uma planta geneticamente modificada, ou que em seu processo de cultivo foram usados agrotóxicos, fertilizantes químicos ou herbicidas sintéticos. A razão disso está na visão antroposófica de que os processos fisiológicos ou patológicos do ser humano encontram na natureza algum processo correlato ou oposto. De acordo com cada caso, a medicina antroposófica indicará um medicamento para estimular no organismo humano uma reação que levará à cura ou alívio da enfermidade. O medicamento antroposófico, portanto, estimula as forças auto-curativas do organismo.”

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A MEDICINA ANTROPOSÓFICA

A medicina ampliada pelos princípios da antroposofia, designada por medicina antroposófica, amplia os conhecimentos da medicina acadêmica pela concepção de que o ser humano, além de seu corpo físico, também é uma realidade psíquica e espiritual individualizada, que interage com seu meio ambiente, sociedade e cultura.

Tal ampliação se deve ao desenvolvimento do pensamento, o qual, partindo do lógico, objetivo e sensível, pode alcançar a essência arquetípica dos processos naturais.

Essa metodologia está fundamentada na obra do filósofo social Rudolf Steiner e em seu trabalho conjunto com a médica Ita Wegman, proporcionando-nos um novo conceito de saúde, enfermidade e cura. Portanto, a medicina antroposófica não é uma simples técnica de diagnóstico e medicação; ela possibilita um caminho de desenvolvimento interior do médico, permitindo-lhe conferir, além desses preceitos médicos, um auxílio no processo de conhecimento e desenvolvimento próprio e de seus pacientes.

O Ministério da Saúde define, em sua Portaria 1600 de 2006, que “a medicina antroposófica apresenta-se como uma abordagem médico-terapêutica complementar, de base vitalista, cujo modelo de atenção está organizado de maneira transdisciplinar, buscando a integralidade do cuidado em saúde. Entre os recursos terapêuticos da medicina antroposófica, destacam-se: a utilização de aplicações externas (banhos e compressas), massagens, movimentos rítmicos, terapia artística e uso de medicamentos naturais (fitoterápicos ou dinamizados). (…) Utilizam-se recursos que estimulam os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.”

Assim, desde a década de 1920 ela vem se expandindo a partir da Europa, sendo praticada em vários países do mundo.

No Brasil, o movimento médico antroposófico começou na década de 1950 com o pioneirismo da médica Gudrun K. Burkhard. Antes disso, já havia membros da Sociedade Antroposófica entre os imigrantes alemães nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Em 1969, com o apoio da Associação Beneficente Tobias, Burkhard inaugurou a primeira clínica de medicina antroposófica no Brasil, a Clínica Tobias, em São Paulo. Atualmente, além da sede nacional da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica, a Clínica Tobias abriga também uma área de consultórios particulares, cursos de formação em medicina antroposófica e terapia artística, assim como o ambulatório didático e social.
O Brasil, atualmente, conta com o segundo maior contingente de médicos antroposóficos do mundo, somente atrás da Alemanha, e o primeiro em médicos em formação antroposófica.

OS MEDICAMENTOS ANTROPOSÓFICOS

Quando a medicina antroposófica começou a se estruturar, houve a necessidade de que um laboratório farmacêutico atendesse às suas designações. Dessa forma, em 1921, Steiner e Wegman criaram a Weleda e os primeiros produtos medicinais antroposóficos começaram a ser produzidos. Oskar Schmiedel era o químico responsável. A sede da Weleda estabeleceu-se em Arlesheim, Suíça.

Em 1935, o químico Rudolf Hauschka iniciou os trabalhos do laboratório Wala, tendo também como base os fundamentos da Antroposofia de Steiner. Desde então, a Wala produz medicamentos para uso injetável subcutâneo, glóbulos sublinguais e produtos de uso tópico.

Em 1971, a Abnoba foi fundada na Alemanha para produzir e comercializar especificamente preparações de Viscum album. Suas pesquisas farmacêuticas são orientadas pelo método de conhecimento científico de Goethe.

Na tentativa de melhorar a eficácia dos preparados de Viscum album, membros da Verein für Leukämie and Krebstherapie (Sociedade para o Tratamento da Leucemia e Câncer) desenvolveram em 1972 o medicamento Helixor, liderados pelos médicos Dietrich Bóie e Maria Günczler em Stuttgart, Alemanha. Como a demanda foi crescente, em 1975 foi fundado o laboratório Helixor, que atualmente também produz Helleborus niger.

Na cidade austríaca de Pörtschach, desde 1980, o laboratório Novipharm dedica-se à produção de Viscum (Isorel) a partir do trabalho de Herta, Rudolf, and Elisabeth Weiss.

No Brasil, o casal de farmacêuticos Marilda e Flávio Milanese desenvolveu a farmácia magistral Sirimim a partir de 1998, que produz novos medicamentos antroposóficos através do éter químico. Seus medicamentos não usam álcool, mas sim glicerina a 70% para tornar sua assimilação mais fácil, além de glóbulos e cremes.

Todos os medicamentos antroposóficos são obtidos da natureza, a partir de substâncias minerais, vegetais ou animais. Não há medicamento antroposófico sintético, embora o médico antroposófico possa recorrer aos chamados medicamentos alopáticos sintéticos quando necessário. Tampouco se concebe um medicamento antroposófico obtido de uma planta geneticamente modificada, ou que em seu processo de cultivo foram usados agrotóxicos, fertilizantes químicos ou herbicidas sintéticos.

A razão disso está na visão antroposófica de que os processos fisiológicos ou patológicos do ser humano encontram na natureza algum processo correlato ou oposto. De acordo com cada caso, a medicina antroposófica indicará um medicamento para estimular no organismo humano uma reação que levará à cura ou alívio da enfermidade. O medicamento antroposófico, portanto, estimula as forças auto-curativas do organismo.
Um medicamento antroposófico pode agir, de acordo com sua composição, de três modos:

(1) estimulando um processo contrário à doença – esta é a maneira alopática de ação, por exemplo, para uma inflamação pode-se usar uma planta que estimule no organismo suas atividades anti-inflamatórias;

(2) agindo de modo igual à doença e provocando uma reação contrária maior do organismo no sentido da cura – princípio homeopático de ação: aquilo que provoca, também pode curar;

(3) proporcionando um modelo orientador para o órgão ou sistema doente, levando à sua atividade sadia – este princípio é exclusivo dos medicamentos antroposóficos.
Muitos medicamentos antroposóficos são dinamizados, ou seja, diluídos e agitados ritmicamente, um processo farmacêutico que ‘desperta’ na substância seu potencial curativo, que antes estava ‘adormecido’. Há, também, remédios antroposóficos feitos a partir de tinturas de plantas, extratos secos e chás, ou seja, medicamentos não dinamizados.

Existe grande preocupação com a qualidade da substância que será usada para se fazer o medicamento antroposófico, pois se entende que a substância é a fase final de um processo. Então, o processo precisa ser tão valorizado quanto seu produto final. O modo de cultivo (orgânico e, preferencialmente, biodinâmico) e o momento mais adequado tanto para semeadura, como para colheita – de acordo com seu potencial terapêutico – é fundamental para medicamentos de origem vegetal.

Entre o mineral natural e o derivado de uma reação química sintética – ainda que ambos tenham a mesma composição – o mineral natural será o escolhido para compor um medicamento antroposófico justamente porque ele trará consigo todo o processo natural que culminou na substância mineral.

Para os metais, a dinamização é feita levando-se em consideração a fase do ano, pelas influências que a Terra sofre dos planetas, Sol e Lua.

As principais vias de administração dos medicamentos antroposóficos são a oral, a injetável subcutânea e a tópica (compressas externas de pomadas, cremes, tinturas, óleos e infusões). De acordo com a trimembração do ser humano – um dos fundamentos da medicina antroposófica – e o que se pretende estimular, o médico optará por uma ou outra via.

Oficialmente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) reconhece os medicamentos antroposóficos como uma categoria de medicamentos dinamizados, e a farmácia antroposófica é reconhecida pelo Conselho Federal de Farmácia.

A instituição que congrega os farmacêuticos antroposóficos no Brasil é a Farmantropo (Associação Brasileira de Farmácia Antroposófica), fundada em 2005 e filiada à Associação Internacional de Farmacêuticos Antroposóficos (IAAP), sediada em Dornach, Suíça.

A CONSTITUIÇÃO DO SER HUMANO DE ACORDO COM A ANTROPOSOFIA

Nos fundamentos da antroposofia estão duas estruturas constitucionais básicas do ser humano, uma tríplice e outra quádrupla. São importantes alicerces para o diagnóstico antroposófico e, por conseguinte, para a terapêutica.

A estruturação quádrupla do ser humano, ou quadrimembração, é composta por organizações que, em equilíbrio, determinam a saúde.

A organização física é o que o ser humano tem em comum com o reino mineral, ou seja, os minerais, substâncias inorgânicas. Porém, como todo ser vivo, hierarquicamente acima da organização física está a organização vital, com suas leis próprias diferentes das leis físicas.
A organização vital domina o inorgânico para o desenvolvimento da vida vegetativa. É de sua competência o crescimento, a reprodução celular, o anabolismo, a regeneração e a cicatrização. É o que o ser humano tem em comum com o reino vegetal. A caracterização dos ritmos orgânicos, a memória, a adaptabilidade e a sensação de bem estar são qualidades da organização vital. Seu suporte material é a água – única substância sem a qual não há vida, no sentido biológico da palavra.

A organização anímica (do latim anima, “alma”, “animalidade”) que o ser humano tem em comum com o reino animal deve ordenar os processos vitais para que exista vida de relação. São suas características a sensibilidade, a dualidade simpatia-antipatia, os instintos e o psiquismo. As forças do desgaste estão ligadas à organização anímica, assim como os movimentos.

Existe, portanto, uma luta de opostos complementares entre as organizações vital e anímica, uma que promove o crescimento e a vitalização, e outra que desgasta a vitalidade e dá consciência.

O quarto e último membro é a organização do eu, exclusiva do ser humano, que deve dominar os princípios anímicos e os instintos para o desenvolvimento da vida interior: consciência de si, auto-reflexão e habilidade para modelar o destino individual. O andar ereto, o falar e o pensar são qualidades da organização do eu. Para a antroposofia, isso é de tal importância que torna o ser humano tão diferente dos animais quanto estes dos vegetais e estes, por sua vez, dos minerais. Por isso, de acordo com esta visão, o ser humano não pertence ao reino animal.

Dentro da organização física, além de sua parte sólida, existem os constituintes líquidos, aéreos e o calor. A medicina antroposófica chama de organismo líquido o conjunto de líquidos orgânicos que mostra como a organização vital atua na organização física. Já o organismo aéreo, conjunto de gases, revela a atuação da organização anímica na física. E o organismo calórico – temperatura orgânica, sua regulação, distribuição e fisiologia –, mostra a atuação da organização do eu na organização física.

A medicina hipocrática, resgatada pela medicina antroposófica, considerava quatro humores ou forças básicas no ser humano: a bile negra, ligada ao temperamento melancólico, aos pulmões e ao elemento terra (organização física); a fleuma, ligada ao temperamento fleumático, ao fígado e ao elemento água (organização vital); o sangue, ligado ao temperamento sanguíneo, aos rins e ao elemento ar (organização anímica); e a bile amarela, ligada ao temperamento colérico, ao coração e ao elemento fogo (organização do eu).

A estrutura tríplice, ou trimembração, distingue sistemas que interagem dinamicamente.
O sistema neurossensorial é composto fundamentalmente pelo sistema nervoso central e periférico e órgãos dos sentidos, incluindo a pele. Tem como características básicas a imobilidade, a temperatura mais baixa e a pequena capacidade de regeneração. Sua célula mais típica é o neurônio, extremamente especializado, que funciona em rede e não isoladamente.

Do ponto de vista estrutural, o sistema neurossensorial está sediado na cabeça, com partes moles internas e arcabouço ósseo externo, este composto por ossos chatos que não se articulam. Na cabeça, apenas a base do crânio e a articulação têmporo-mandibular apresentam movimento articular.

Do ponto de vista morfológico tudo é simétrico no sistema neurossensorial. A metade direita é exatamente igual à esquerda.

Totalmente oposto ao neurossensorial é o sistema metabólico-locomotor, composto pelos órgãos infra-diafragmáticos e os membros. O calor e o movimento são suas características marcantes, além da habilidade de multiplicação e regeneração. Um típico representante celular é o hepatócito, generalista – cada hepatócito faz o que todos os outros fazem – e independente dos demais. Mesmo morfologicamente falando, existe polaridade entre o neurônio e o hepatócito.

A estrutura óssea dos membros é totalmente oposta à da cabeça. Os ossos são longos e internos, com partes moles externas. Todos eles se articulam para assegurar grande a característica desse sistema: o movimento.

Morfologicamente, na cabeça reina a ordem, no abdome reina o caos. A assimetria é marcante, especialmente ao se observar os intestinos, a disposição das vísceras como fígado, baço, pâncreas, etc. As grandes exceções simétricas no abdome são os rins, as supra-renais e as gônadas – todos eles tiveram sua origem embriológica comum e migraram desde a cabeça até o abdome, porém mantendo uma membrana que os separa do restante dos órgãos, o peritônio. Embora estejam no abdome, é como se não pertencessem a ele.

Entre sistemas polares dentro de um mesmo organismo, há a necessidade de mediação, de equilíbrio entre os opostos. Isso é feito pelo sistema rítmico, sediado no tórax – exatamente entre a cabeça e o abdome. Coração, pulmões e toda a circulação sanguínea são os principais constituintes desse sistema.

No sistema rítmico tudo funciona por meio de alternância entre os opostos, ou seja, contração e expansão, inspiração e expiração, sístole e diástole. Suas características lembram, em parte, o neurossensorial e, em parte, o metabólico. Coração e pulmões têm alguma capacidade de regeneração, nada comparável, por exemplo, ao fígado. Porém, não tão reduzida quanto o tecido nervoso.

As costelas formam uma caixa no tórax, como o crânio. Porém, não de ossos chatos, mas sim longos, como os ossos dos membros. Não possuem a mobilidade destes, mas existe algum movimento para as incursões respiratórias.

A simetria no tórax também aponta para algo intermediário. Aparentemente, coração e pulmões são simétricos. Todavia, o coração está ligeiramente desviado para a esquerda e para frente e suas cavidades esquerdas são mais desenvolvidas que as direitas. O pulmão direito tem três lobos, enquanto o esquerdo possui apenas dois.

O sistema rítmico deve promover a harmonia entre o que está acima (neurossensorial) e o que está abaixo (metabólico-locomotor), assim como o que está dentro vida psíquica e o que está fora (mundo externo).

Cada sistema e órgão podem ser individualmente trimembrados.

Três qualidades anímicas se desenvolvem, tendo como base cada um dos três sistemas. O pensamento se origina no do sistema neuro-sensorial, o sentimento no rítmico e a vontade, do metabólico-locomotor.

O predomínio metabólico-locomotor no primeiro terço da vida (até os 21 anos) está ligado à maior incidência, nesta fase, das doenças inflamatórias agudas, geralmente febris, chamadas na medicina antroposófica de ‘doenças quentes’. No terço médio – entre 21 e 42 anos – com o predomínio rítmico, normalmente se tem a fase mais estável da vida do ponto de vista de saúde. Já a partir dos 42 anos, com o predomínio neurossensorial, tornam-se mais frequentes as doenças assim chamadas ‘frias’, esclerosantes e degenerativas.

Outros fundamentos antroposóficos são importantes para a compreensão do ser humano, dentre eles a composição sétupla, a duodécupla, os quatro órgãos cardinais, as leis biográficas, as constituições infantis. Sugere-se a leitura das obras referenciadas para sua compreensão.

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Homens e mulheres se complementam

Homens e mulheres se complementam

Pela poesia de Victor Hugo

Fonte: www.contioutra.com – clique e conheça

victor hugo

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“O homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.”

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O escritor francês Victor Hugo (1802-1885) aponta-nos em um de seus poemas mais famosos diversos aspectos de como homens e mulheres se complementam.

Então, diga-nos: sendo Victor Hugo um dos maiores escritores românticos da história, você também é romântico(a)?

1 –  O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.

2 – O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o amor.
A luz fecunda, o amor ressuscita.

3 – O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.

4 – O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.

5 – O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.

6 – O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.

7 – O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.

8 – O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.”

E, no final, arremata:

“Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.”

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Os contos de fadas e as questões existenciais

Os contos de fadas e as questões existenciais

Dr. José Carlos Neves Machado

Fonte: Comunidade Vovó Lupo no Facebook – clique e conheça

contos de fadas

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“Através dos contos de fada, principalmente aqueles folclóricos, pode-se aprender mais sobre os problemas interiores dos seres humanos e sobre as suas soluções do que qualquer outro tipo de estória, dentro de uma compreensão infantil. A criança já se encontra, naturalmente exposta à sociedade em que vive e enfrenta cada uma do seu modo e graças aos recursos interiores que lhe são próprios, os conflitos que surgem à sua frente, exatamente por ser a vida desconcertante e complexa, a criança precisa ter a possibilidade de fantasiar e aprender a lidar com esses desajustes, nesse turbilhão de sentimentos ela se encontra, muitas vezes perdida, falta uma ordenação não moralista, mas moral, para colocar ordem na casa interna e os contos permite isso, é com esse tipo de significado que trabalham os verdadeiros contos de fada.”

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Através dos contos de fada, principalmente aqueles folclóricos, pode-se aprender mais sobre os problemas interiores dos seres humanos e sobre as suas soluções do que qualquer outro tipo de estória, dentro de uma compreensão infantil. A criança já se encontra, naturalmente exposta à sociedade em que vive e enfrenta cada uma do seu modo e graças aos recursos interiores que lhe são próprios, os conflitos que surgem à sua frente, exatamente por ser a vida desconcertante e complexa, a criança precisa ter a possibilidade de fantasiar e aprender a lidar com esses desajustes, nesse turbilhão de sentimentos ela se encontra, muitas vezes perdida, falta uma ordenação não moralista, mas moral, para colocar ordem na casa interna e os contos permite isso, é com esse tipo de significado que trabalham os verdadeiros contos de fada.

Os personagens, quando verdadeiros e bem construídos, lidam com essas frustrações e angústias de uma forma muito peculiar, mas através do esforço, tenacidade e persistência conseguem alcançar o objetivo, em outras palavras podem viver felizes para sempre. Nos contos de fada o bem é sempre BEM e o mal é representado pelo MAL, que pode tomar forma de uma bruxa, de um mentiroso, de um falso amigo, mas esses elementos são polares e diametralmente opostos, o que já não acontece em muitos contos modernos, onde o bem se camufla, se confunde com o mal e perdemos a noção de certo e de errado, para a criança isso é devassado, pois a mensagem não se estabelece de uma forma clara e nítida, tudo é muito nebuloso e não irá ser um bom auxílio para alguém que já vive um conflito interno, esses elementos fantásticos que as estórias modernas e muitas vezes inventadas pelos pais (com raras exceções), evitam, geralmente, esses problemas existenciais, que são, justamente, as causas do conflito e a fantasia da criança não consegue alcançar. A criança precisa e anseia para que lhe sejam apresentadas sugestões de uma forma simbólica, na qual, por uma espécie de reconhecimento ela possa sair da angústia em que vive, ou de algum modo mostrar que alguém já viveu algo parecido e obteve sucesso e ela, criança, certamente também terá: “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe e se não morreram estão vivos até hoje”. Os contos de fada têm a riqueza de colocar os dilemas existenciais de uma forma breve e categórica, permitindo à criança aprender o problema em sua forma mais essencial, a narrativa dos contos simplifica todas as situações, por isso são tão especiais, principalmente quando contados na hora de dormir, com a criança em sua própria cama, tendo ao seu lado um bom narrador, preferencialmente o seu pai ou sua mãe, que se limita a ler ou contar a estória, sem se preocupar em imitar a voz dos personagens e nem em apresentar as figuras, deixando para a própria criança fantasiar isso à vontade. Existem contos de fadas específicos para cada idade e também podemos indicá-los para várias situações mais específicas, no geral os contos dos Irmãos Grimm são bastante recomendados para as crianças de primeiro (contos curtos) e segundo setênio (mais extensos) e os de Andersen assim como os contos mitológicos para as crianças maiores.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Dispositivos eletrônicos e crianças menores de 12 anos

10 razões por que os dispositivos eletrônicos portáteis deveriam ser banidos a crianças menores de 12 anos

João Pedro Martins

Fonte: www.familia.com.br – clique e conheça

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“Estudos já mostraram que o uso exagerado de tecnologia está ligado a um aumento de casos de déficit de atenção, mas também, a uma redução de concentração, na memória e a uma maior impulsividade. Além disso: atraso no desenvolvimento físico,  obesidade, privação do sono, doenças mentais, agressividade e dependência.”

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A tecnologia veio trazer muitas coisas boas para as nossas vidas, mas o seu uso exagerado pode causar muitos problemas no desenvolvimento das crianças.

Há pouco mais de uma década, as crianças desejavam ter um boneco que representasse o seu herói favorito, ou brincar com kits de construção; hoje em dia, é mais fácil encontrar uma criança jogando com um computador ou tablet. Há pouco mais de uma década, poucas crianças tinham um celular pessoal, mas, hoje em dia, existem cada vez mais crianças com menos de 12 anos que têm um aparelho celular.

Os avanços tecnológicos trouxeram coisas maravilhosas, principalmente na sala de aula; no entanto, estudos sugerem que o uso exagerado de tecnologia, por parte de crianças com menos de 12 anos, é bastante prejudicial para o desenvolvimento delas.

  • 1. Crescimento cerebral acelerado

    O nosso cérebro está em constante mudança, mas o seu crescimento é bastante acelerado quando somos crianças, e se estabiliza no final da adolescência (21 anos de idade). O desenvolvimento do cérebro de uma criança é determinado pelos estímulos que recebe ou pela falta desses. Segundo Linda S. Pagani, doutora em psicologia da educação, a exposição exagerada a tecnologias, como celulares, tablets e até televisão, está associada a problemas cada vez maiores nas crianças de hoje – ao déficit de atenção, a atrasos cognitivos, a uma aprendizagem difícil e a uma maior impulsividade.

  • 2. Atraso no desenvolvimento físico

    Segundo Cris Rowan, terapeuta ocupacional, grande parte da aprendizagem e desenvolvimento infantil é realizado através da observação e experimentação. Essa segunda parte requer movimento, contato físico com o ambiente. Todos nós lembramos de ver uma criança tentando caminhar pela primeira vez, ou quando corre, curiosa, atrás de um animal de estimação. Quando uma criança está brincando com um tablet, por exemplo, ela não está interagindo, não está se movendo. O seu desenvolvimento físico está restrito a um sedentarismo que nós, adultos, já somos alertados a evitar.

  • 3. Obesidade

    Os adultos são constantemente alertados para este problema, mas, infelizmente, é algo que está também aumentando nas crianças: o sedentarismo. O uso exagerado das tecnologias está diretamente ligado a uma diminuição do exercício físico que, nas crianças, é sinônimo de brincadeiras ao ar livre ou o simples correr dentro de casa, quando se está brincando. Segundo estudos realizados nos Estudos Unidos da América, citando Dr. Mark Tremblay, a obesidade em crianças é 30% mais elevada quando essas têm uma televisão, ou computador, no próprio quarto. É também de notar que, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, 30% das crianças obesas vão desenvolver diabetes, para não esquecer os riscos já conhecidos de AVC e de ataque cardíaco precoce.

  • 4. Privação do sono

    Segundo a fundação Kaiser, 60% dos pais não fazem uma supervisão cuidadosa sobre o uso das tecnologias por parte dos filhos, e 75% dessas crianças estão autorizadas a usar essas tecnologias, no quarto, antes de dormir. Estudos similares já foram realizados em adultos com problemas para adormecer, e é de notar que o uso de tecnologia, antes de dormir, é a causa. Segundo Hanna Fry, investigadora da Universidade de Londres (UCL), “a tecnologia também desempenha um papel nos hábitos de sono. A chamada ‘luz azul’ produzida por aparelhos como a televisão, o smartphone, o tablet e o computador prolonga a sensação de ser dia, e consequentemente o estado de alerta do cérebro, fazendo descer os níveis de melatonina. Portanto, se é quase impossível alterar o ciclo circadiano, pelo menos podemos não piorar a nossa situação, evitando o uso destes aparelhos ao serão. Um livro é uma boa alternativa.” Um livro é, realmente, uma excelente alternativa, principalmente para as crianças.

  • 5. Doença mental

    A Universidade de Bristol realizou um estudo sobre a relação entre o uso excessivo de tecnologia por parte das crianças, e os resultados foram preocupantes. Existe, de fato, uma relação entre esse uso exagerado e o aumento de casos de depressão infantil, transtorno do apego, ansiedade, défice de atenção (ver ponto 1) e até autismo, transtorno bipolar e psicoses.

  • 6. Agressividade

    A televisão e os jogos de vídeo expõem as crianças, mesmo desde pequenas, à violência física e até sexual. Apesar de muitos desses conteúdos terem uma restrição quanto ao uso por menores, muitos pais ignoram esses avisos, e crianças são expostas a programas de televisão e a jogos violentos. Não devemos nos esquecer de que as crianças se desenvolvem principalmente através da observação e, quando elas passam muito tempo com esses conteúdos estão, também, aprendendo com eles.

  • 7. Demência digital

    Este ponto está ligado ao ponto 1 e 5. Estudos já mostraram que o uso exagerado de tecnologia está ligado a um aumento de casos de défice de atenção, mas também, a uma redução de concentração e na memória (Dr Christakis). Crianças que não conseguem se concentrar e prestar atenção também não conseguem aprender.

  • 8. Dependência

    Um dia, vi uma foto que ilustra esse problema: uma família, numa sala, em que os pais estavam no sofá vendo televisão, uma adolescente estava no celular enviando mensagens, e uma criança estava brincando com um tablet O aumento do uso da tecnologia está criando um afastamento entre pais e filhos. Segundo Cris Rowan, como as crianças não encontram conforto nos pais, vão apegar-se aos jogos e aparelhos digitais, o que pode causar dependência, o que se torna mais visível quando chegam à adolescência; hoje, há cada vez mais jovens incapazes de conseguir se separar dos jogos de vídeo ou das redes sociais sem mostrar sinais de depressão, irritabilidade e ansiedade.

  • 9. Emissão de radiação

    Todos os aparelhos elétricos emitem algum tipo de radiação. Apesar de essa radiação ser bastante reduzida, a constante exposição a ela, segundo a Organização Mundial de Saúde, pode ser classificada de possivelmente cancerígena. Os adultos têm uma maior resistência à radiação, mas uma criança, durante o seu desenvolvimento, é mais frágil e, mesmo que reduzida, a radiação recebida, desde a tenra idade, pode provocar danos que só serão notados no futuro.

  • 10. “Insustentável”

    É dessa forma que a terapeuta ocupacional Cris Rowan classifica a forma como as crianças são criadas e educadas com uma exposição exagerada às tecnologias. Segundo ele, “As crianças são o nosso futuro, mas não há futuro para crianças que fazem uso excessivo de tecnologia”, principalmente quando observamos que esse uso exagerado traz mais problemas do que benefícios.

    Encontrar um equilíbrio pode ser a resposta mais rápida, mas o equilíbrio pode não chegar. Um estudo realizado por Rowan concluiu que uma criança dos zero aos dois anos não deve estar exposta à tecnologia; entre os três e os cino anos apenas devem estar uma hora por dia, mas apenas televisão, subindo para duas horas até os 12 anos. Apenas quando atingem os 13 anos, a exposição pode ser alargada a outros aparelhos (como PC, tablet), mas apenas duas horas por dia, com um aconselhamento de apenas 30 minutos de vídeo e jogos por dia.

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Madre Teresa de Calcuta

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Noite – Sono e sonho na visão da Antroposofia

Noite – Sono e sonho na visão da Antroposofia

Rudolf Lanz

Fonte: Comunidade Vovó Lupo no Facebook – clique e conheça

sono

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“A parte anímico-espiritual pode sofrer efeitos nocivos: em contato com o mundo surgem desejos irracionais e impulsos negativos (ódio, inveja, cobiça) que prejudicam a própria “substancialidade” da alma e do espírito. Uma ação má deteriora o ego, uma cobiça excessiva afeta o corpo astral. Para se regenerarem desse desgaste, os vários componentes do ser humano devem periodicamente afrouxar os laços que os unem, permitindo a cada um haurir forças renovadoras em seu próprio meio. Esse fenômeno constitui o sono. A inconsciência do sono é, pois, uma necessidade imperiosa para todo ser dotado de uma consciência desenvolvida.”

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Durante o estado de vigília, os quatro membros da entidade humana fazem-se presentes: Podemos também dizer que o indivíduo, para constituir o seu ser, reúne, durante a sua vida, “substâncias” de quatro planos.

Essa aglomeração está longe de ser harmoniosa. Sabemos, por experiência própria, que nem o nosso corpo, nem a nossa alma, nem o nosso eu como ser moral, são perfeitos. Ao contrário, a nossa vida traz um desgaste constante dos vários membros da nossa entidade.

A própria consciência, os impulsos nocivos, as impressões feias, os alimentos impróprios, etc., prejudicam o organismo, ou seja, a parte constituída pelos corpos físico e etérico, produzindo perturbações dos sistemas digestivo, circulatório, etc., as quais podem até chegar à doença.

Mas também a parte anímico-espiritual pode sofrer efeitos nocivos: em contato com o mundo surgem desejos irracionais e impulsos negativos (ódio, inveja, cobiça) que prejudicam a própria “substancialidade” da alma e do espírito. Uma ação má deteriora o ego, uma cobiça excessiva afeta o corpo astral.

Para se regenerarem desse desgaste, os vários componentes do ser humano devem periodicamente afrouxar os laços que os unem, permitindo a cada um haurir forças renovadoras em seu próprio meio. Esse fenômeno constitui o sono. A inconsciência do sono é, pois, uma necessidade imperiosa para todo ser dotado de uma consciência desenvolvida.

Com efeito, durante o sono ocorre uma separação da parte anímico espiritual da parte físico-etérica. Aliviado da consciência, das sensações da vida anímica, o corpo descansa na cama, reduzido ao nível de uma planta, pois aparenta apenas funções vegetativas. Não se manifestam a consciência, a personalidade, os sentimentos e os pensamentos. Nesse estado inconsciente, forças e seres superiores penetram no organismo e o corpo etérico se regenera pela entrada de impulsos e forças provenientes do plano etérico universal.

O corpo astral e o eu se desligam do organismo durante o sono e voltam para as regiões das quais originalmente emanaram. Não devemos imaginar essa separação como simplesmente espacial. Durante essa sua permanência nos mundos superiores, o corpo astral e o eu recebem impulsos dos seres superiores que vivem nessas regiões. Ambos têm experiências notáveis, mas sem pensamento próprio porque o cérebro, instrumento do pensar ficou na cama e sem a possibilidade de se lembrar mais tarde dessas experiências (porque o corpo etérico, instrumento da memória, tampouco os acompanhou nessa viagem). Enquanto o homem aparentemente dorme, o seu eu está na realidade em plena atividade; mas só o clarividente pode observar esse fato.

Falei em seres superiores. Teremos ainda ensejo de ocupar-nos detalhadamente desses seres. Aqui bastará dizer que existem seres “bons” e “maus” – que a crença popular identifica como os anjos e demônios. Dos impulsos recebidos desses entes durante o sono dependerá o comportamento do indivíduo depois de despertar. Uma sabedoria antiga conhecia essas influências: os homens se deixavam inspirar durante o sono pelos deuses, pelas musas. Nos contos de fada autênticos encontramos a cada passo alusões à inspiração recebida nessas ocasiões.

Antes do adormecer e do acordar existe um estado de pouca duração, durante o qual o eu e o corpo astral estão “separados” do corpo físico, enquanto existe a ligação com o corpo etérico. O homem está, pois, em presença da sua “memória” (ligada ao corpo etérico) e pode exercer certas funções mentais (igualmente ligadas ao corpo etérico), mas faltam-lhe as percepções sensoriais claras, a plena consciência e o pensar racional que não podem prescindir do instrumento do corpo físico.

Certas experiências do eu durante esse estado, combinadas com reminiscências da memória, fazem surgir então os sonhos. O sonho constitui, pois, um estado intermediário entre o sono e a vigília. Ele é caracterizado por uma consciência reduzida, por imagens e formas do mundo exterior, porém sem lógica e clareza. O eu traduz suas vivências e recordações e em imagens simbólicas.

Desde tempos imemoriais o homem conhecia a natureza desse estado que possibilitava uma experiência velada de certas realidades espirituais. Daí a importância atribuída à arte de analisar os sonhos para conhecer a realidade espiritual ou para chegar à verdadeira personalidade do homem que se revela durante o sonho quando inexistem os tabus sociais e as barreiras que fazem com que o caráter se dissimule durante a vida normal.

Sem pretender sermos completos, podemos indicar alguns tipos relevantes de sonhos:

Em muitos sonhos, o homem é perseguido pelas reminiscências do dia. Preocupações e angústias o acompanham, problemas não resolvidos martelam seu espírito de maneira incoerente, certos impulsos (vingança, ódio, amor, cobiça) manifestam-se de modo irrefreado. Um sono repleto de sonhos dessa espécie não é regenerador, pois impede uma separação suficiente e benéfica entre o eu e a parte orgânica.

Muitos sonhos são determinados, no seu enredo, por influências do ambiente. Assim, podemos sonhar uma estória, que termina no tilintar agudo de uma flauta tocada por um dos personagens do drama onírico. Acordados, verificamos que o despertador provocou o tilintar no sono: eu recordo toda uma estória que o precede; e cujo final lógico é o tilintar. Isso prova que os sonhos não se desenrolam no tempo, mas são imagens instantâneas que somente ao recordar são mentalmente decompostas em várias fases sucessivas. Da mesma maneira, um incêndio no sonho pode ter por causa o calor excessivo provocado por um cobertor.

Há sonhos causados pelo próprio corpo. Uma refeição um pouco pesada, tomada antes de dormir, pode provocar pesadelos, e muitas vezes o próprio órgão pode aparecer sob uma forma simbólica (intestinos = serpente, dente = torre, sangue = água). Vemos mais uma vez que o sonho é simbolizador. A arte de interpretar os sonhos consiste, justamente, em descobrir a “realidade” que se traduz em símbolos.

Como já foi dito, os desejos mais íntimos do eu, reprimidos durante a vigília e sem possibilidades de subir à consciência, podem ter livre curso no sonho embora sob forma simbólica. Esse fenômeno figura nos fundamentos de muitas análises psicoterapêuticas.

Um tipo de sonho ainda mais significativo é aquele onde o indivíduo encontra pessoas vivas ou mortas, delas recebendo uma mensagem que amiúde se confirma, mais tarde, na realidade: uma pessoa ausente pode nos dizer no sonho que está doente ou morta; a notícia confirmatória chega poucos dias mais tarde. O que se torna patente, aqui, é uma experiência feita pelo eu, de uma realidade no mundo espiritual. Com efeito, a morte de qualquer pessoa é um acontecimento que se reflete naquele domínio. Transcendendo os limites do espaço, o eu vivencia esse fato e o sonho o transforma em imagem.

Finalmente, há pessoas que ao despertar sabem que no sonho lhes apareceu um ser espiritual superior com uma mensagem ou uma revelação, ou que elas “assistiram” a acontecimentos do futuro. São os chamados sonhos proféticos, que tamanho papel tiveram em tempos passados, desde os sonhos interpretados por José na Corte do Faraó (as vacas gordas e as vacas magras) até visões dos profetas (aparições de Serafins, Querubins, Anjos. etc.). Esses sonhos também têm papel importante na psicologia moderna (especialmente em C.G.Jung).

Não há adormecer ou despertar sem sonho; na maioria dos casos, porém, não o lembramos. Muitas vezes também, sem poder recordar um sonho concreto, acordamos com a certeza de ter passado um tempo num outro mundo.

Ao despertar, sonhamos muitas vezes com a volta ao corpo sob forma simbólica. Sonhamos, por exemplo, que voamos e nos aproximamos cada vez mais do chão, até bater nele. Nesse instante despertamos. Ou queremos entrar num edifício ou, por exemplo, numa torre. Não o conseguimos durante algum tempo, até que finalmente quase irrompemos nela à força e acordamos. Aqui o corpo é representado pelo símbolo da torre.

O sono, com a fase transitória do sonho, é, pois, um fenômeno que decorre de uma necessidade rítmica de todo o nosso ser. Compreende-se facilmente que sonos ou sonhos provocados artificialmente (narcóticos, hipnose, anestesia) não são, nesse sentido, “naturais”, e perturbam o equilíbrio forças físicas e psico-espirituais.

Os três estados: vigília, sonho e sono correspondem a três graus diferentes de consciência.

Podemos dizer que o homem é homem somente quando, no estado de vigília, é plenamente consciente e lúcido.

A Antroposofia ensina que a consciência do animal é semelhante (embora não idêntica) à nossa consciência de sonho, enquanto a planta vive numa inconsciência total correspondendo ao nosso estado de sono. A consciência dos minerais – se é que podemos ainda falar em consciência – seria ainda mais apagada do que a do nosso sono mais profundo.

Existem também no próprio homem zonas ou sistemas diferenciados por vários graus de consciência; Rudolf Steiner teve a intuição genial da trimembração do organismo humano, cuja essência pode ser resumida da seguinte forma:

O homem é plenamente consciente em seu pensar e em suas observações sensoriais. A esse sistema, Rudolf Steiner chama de sistema neuro-sensorial, ensinando que ele está centrado na cabeça, muito embora o corpo todo possua percepções sensoriais. O pólo oposto é constituído pelas funções completamente inconscientes do metabolismo e da vontade traduzida em movimentos (o homem tem a representação clara dos motivos e do resultado almejado de um ato de vontade; mas o “funcionamento” e a realização do impulso volitivo lhe são completamente ocultos). Esse outro pólo constitui o sistema do metabolismo e dos membros. Ele atua em todo o corpo, mas seu centro está no abdome e nos membros.

Entre esses dois pólos, e com o grau de consciência intermediário entre a lucidez completa do sistema neuro-sensorial e a inconsciência do sistema metabólico-motor, acha-se o sistema circulatório (respiração, circulação), que tem por sede a parte torácica e que liga, por assim dizer, os dois extremos. A esse sistema corresponde a vida sentimental e um grau de consciência que equivale ao sonho.

Já que se falou, neste capítulo, de seres superiores, parece indicado dizer mais algumas palavras sobre esse assunto. O leitor desejoso de conhecer detalhes mais amplos deve consultar a obra de Rudolf Steiner.

Não existe religião que não fale de seres elevados possuidores de inteligência, conhecimentos e poderes superiores aos do homem. As divindades da mitologia hindu, grega e germânica são alguns desses seres; também nas religiões chamadas “monoteístas” (judaísmo, cristianismo e islamismo) existem arcanjos, anjos, demônios e diabos. Que são eles, uma vez serem nitidamente superiores aos seres humanos? O cristianismo, mantendo o dogma israelita “Deus é um”, fala ao mesmo tempo de Anjos, Querubins, Serafins e outros seres respeitabilíssimos. Como explicar essa multidão de “deuses”?

Admitindo-se um caráter evolucionista do cosmo (voltaremos a esse assunto mais adiante) nada impede de imaginar, acima do homem, seres que possuam faculdades superiores, sem precisar, para sua existência, de um corpo físico. A experiência supra-sensível revela de fato, ao vidente, a existência de tais seres, e a Antroposofia contém descrições detalhadas dessas “hierarquias superiores”. Com efeito, esses entes pertencem a vários níveis de evolução, cada um caracterizado por um novo grau de consciência, de faculdades e funções.

O nosso espírito humano é naturalmente incapaz de captar totalmente os estados de consciência desses seres. Apesar disso, é possível descrever-lhes certos aspectos. Mas em épocas passadas, certos indivíduos mais evoluídos tinham a capacidade de “perceber” esses seres e de ter contato com eles. A Antroposofia não pretende inovar nesse campo. O esoterismo cristão de um Dionísio Aeropagita já continha uma descrição pormenorizada dos “coros dos anjos”, e o próprio São Tomás de Aquino repetiu essa doutrina com pleno endosso da sua própria sabedoria.

Rudolf Steiner soube completar os conhecimentos tradicionais a esse respeito, pela sua própria experiência. Ele mostrou a ligação íntima desses seres e da sua atuação no nosso mundo e sobre o homem. A “imanência” dessas entidades é total. Tudo o que se passa em nosso mundo resulta da ação e da influência de tais seres. Isso não impede que o homem, em determinado grau do seu desenvolvimento, consiga libertar-se de tal influência criando as condições para seu próprio livre arbítrio.

Imediatamente “acima” do ser humano encontram-se entidades que as várias religiões chamam de Anjos (em grego, Aggeloi). São entes cujo “corpo” mais baixo é o corpo etérico. Entre as suas múltiplas funções há aquela de constituírem elementos de ligação entre o homem e os mundos superiores. Cada homem tem, portanto, o seu “anjo”, fato que se traduz no conceito popular de “anjo da guarda”.

Os chamados Arcanjos (Archaggeloi) já não são dedicados a indivíduos, mas a povos e outros agrupamentos. Cada povo tem o “seu” arcanjo que lhe determina as características étnicas. Quando um povo se forma como tal (por exemplo, o povo suíço ou belga), o fato espiritual correspondente é que um arcanjo começa a atuar pouco a pouco sobre um certo número de indivíduos, fazendo nascer neles um espírito de comunidade e a sua diferenciação étnica e histórica dos outros povos.

Os Arqueus, ou “Espíritos de Época”, são os líderes espirituais de toda uma época. Quando novos impulsos aparecem na história da humanidade, ao mesmo tempo, em todos os povos evoluídos, isso se deve à influência desses Arqueus.

Acima dos Arqueus existem os “Espíritos da Forma”, ou Exusiai. São idênticos aos Elohim da Bíblia. Veremos. mais tarde. que o nosso “eu” nos foi originalmente “dado” pelos Exusiai.

Os “Espíritos do Movimento” ou Dynameis constituem a próxima hierarquia. São os regentes cósmicos de todos os ritmos e movimentos.

Os “Espíritos da Sabedoria” ou Kyriotetes permeiam de suas emanações tudo o que nos aparece como repleto de sabedoria, desde as formas harmoniosas da natureza até os grandes princípios da sabedoria cósmica que filósofos como Aristóteles ou astrônomos como Kepler ainda vislumbravam como que por intuição.

Os “Espíritos da Vontade” ou Tronos representam a vontade divina como impulso básico de todo o Universo.

Os dois grupos supremos, os Serafins (8) e os Querubins (9), fogem a qualquer análise humana. São os seres mais elevados ainda acessíveis ao ser humano e constituem a parte dos impulsos mais puros do amor, caridade e elevação da alma. O próprio Velho Testamento fala repetidamente desses seres por ocasião das visões dos grandes profetas.

Onde está “Deus” nesta hierarquia? Em que consiste a Trindade? O conhecimento humano não pode aspirar a abranger essas alturas da existência cósmica. Seria temerário fazer afirmações a esse respeito. Tentar descrever “Deus” já seria uma blasfêmia, e mesmo os maiores iniciados, como por exemplo, Rudolf Steiner, somente puderam aproximar-se dele com um balbuciar de humildade. Qualquer outra atitude seria de presunção e de prepotência. Aliás, a Antroposofia não promete revelar “tudo”. Ela tem os seus limites e procura apenas alargar o nosso campo de observação. A Antroposofia é ciência, mas não onisciência. Se soubéssemos tudo, seríamos… Deus!

Mesmo assim, a obra de Steiner contém profundas revelações sobre o Mistério de Deus e da Trindade.

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O Resgate da Mitologia

O Resgate da Mitologia

Fonte: Curso de Mitologia no Facebook – clique e conheça

mitologia

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“Existe uma espécie de preconceito generalizado contra os pensamentos não-científicos, especialmente contra os métodos filosóficos especulativos e o pensamento mítico. Porém a Mitologia transfere o conhecimento humano de um plano meramente materialista (científico) para um plano psíquico vivo (Inconsciente Coletivo) e deste, para um derradeiro plano espiritual. O desafio está em realizar a verdadeira “religião”: a “religação” do mundo externo ao mundo interno, do concreto ao abstrato, do material ao espiritual, do mortal ao imortal e eterno…”

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Existe uma espécie de preconceito generalizado contra os pensamentos não-científicos, especialmente contra os métodos filosóficos especulativos e o pensamento mítico. Porém, o estudo da Mitologia não pode ser visto com um interesse meramente histórico. A Mitologia Grega é a base do pensamento ocidental e guarda em si a chave para o entendimento de nosso mundo, de nossa mente analítica e de nossa psicologia. Ao se comparar a Mitologia Grega com as demais mitologias (africanas, indígenas, pré-colombianas, orientais, etc) descobre-se que há entre todas elas um denominador comum. Algumas vezes estaremos frente aos exatos mesmos deuses, apenas com nomes diferentes, sem que exista nenhuma relação histórica ou geográfica entre eles. Este material comum a todas as mitologias foi descoberto pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung e foi por ele denominado de “Inconsciente Coletivo”. O estudo deste material revela-nos a mente humana e seus meandros multifacetados. Como foi dito, os mitos são atemporais e eternos e estão presentes na vida de cada Ser Humano, não importa em que tempo ou em que local.

O estudo da Mitologia torna-se então essencial a todo aquele que pretende entender profundamente o Ser Humano e sua maneira de ver o mundo. Os deuses tornam-se forças primordiais da natureza psíquica humana e readquirem vida e poder. Nota-se a sua utilização no cotidiano em cada pequeno detalhe. A existência real dos deuses mitológicos antigos em todas as suas roupagens étnicas reafirma em última instância a idéia de divindade em si: através dos deuses encontra-se a “Idéia de Deus” (Imago Dei) e, através dela, Deus em toda sua misteriosa ambigüidade. A Mitologia transfere o conhecimento humano de um plano meramente materialista (científico) para um plano psíquico vivo (Inconsciente Coletivo) e deste, para um derradeiro plano espiritual. O desafio está em realizar a verdadeira “religião”: a “religação” do mundo externo ao mundo interno, do concreto ao abstrato, do material ao espiritual, do mortal ao imortal e eterno.

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Direito às crianças

Direito às crianças

Prof. Dr José Martins Filho

Fonte: www.pediatrajosemartinsfilho.wordpress.com – clique e conheça

presença dos pais

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“Existe esse problema do vínculo, do afeto, do carinho, da atenção e da presença dos pais. Alguns tão pobres e problemáticos como o Brasil descobriram que a criança é o futuro da humanidade. Ando pelo Brasil falando de aleitamento, de tercerização, de vínculo e de afeto, esclarecendo e combatendo a alienação parental…”

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“Muitos me chamam de ingênuo, utópico e romântico quando falo do direito às crianças terem um vínculo garantido para as mulheres que precisam trabalhar para sustentar a família…

Tenho escrito, feito vídeos sobre esse problema do vínculo, do afeto, do carinho, da atenção e da presença dos pais. Infelizmente nem sempre sou ouvido e atendido…às vezes vejo risos sardônicos e caretas quando falo da experiência que tive quando trabalhei em outros países, principalmente na Europa.

Tenho recebido mensagens de muitas mulheres brasileiras, que estão em outros páises… Vejam a Áustria (2 anos de licença para a mãe e 2 meses para o pai). Já recebi testemunhos e exemplos de muitas outras pessoas de vários outros países. Recentemente recebi uma mensagem da também da Austrália falando dos dois anos… e claro que em todos os países nórdicos assim é…. as pessoas temem o desemprego das mulheres e dizem que os patrões não vão mais contratar mulheres, etc., mas esquecem que é o Estado quem vai pagar esse tempo para cuidar das crianças e claro, economizará com muito menos crianças enfermas, com creches em tempo integral, com crianças com problemas emocionais e físicos…

Tenho um sonho e sei que um dia.. talvez eu não esteja mais vivo, conseguiremos isso e aí será bem mais fácil falar de amamentação exclusiva de 6 meses e até dois anos complementada…falar de vinculo, de desenvolvimento infantil, etc.

Por favor, quem puder e ler esta mensagem, divulguem, compartilhem…

No meu novo livro que está sendo terminado (está no forno brando) falo muito disso e cito exemplos de países, alguns tão pobres e problemáticos como o Brasil e que descobriram que a criança é o futuro da humanidade. É preciso pensar muito, antes de criticar…

Conto com a ajuda e o apoio de todos… ando pelo Brasil falando de aleitamento, de tercerização, de vínculo e de afeto, esclarecendo e combatendo a alienação parental e vendo se conseguimos melhorar as condições legais de adoção.

Conto com quem quiser me ajudar… entrem no meu blog (pediatrajosemartinsfilho.wordpress.com) e vejam os trabalhos.

Grande abraço a todos que amam as crianças e sabem que elas são o futuro da humanidade… sem afeto, sem carinho e sem proteção, não conseguiremos melhorar esse mundo violento e egoísta em que vivemos.”

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Madre Teresa de Calcuta

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Sinto muito, mas não deu…

Sinto muito, mas não deu…

Milene Mizuta

Fonte: www.liderdesi.web587.kinghost.net – clique e conheça

sinto muito

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“Mas de tanto doer, tentando ser o que não sou,
sobraram algumas coisas legais:
Eu aprendi a não ter preconceitos religiosos, étnicos e sociais. Eu aprendi a não ter medo de tentar e errar. Eu aprendi a achar bonito o que não é perfeito, e de tanto achar bonito, não sei mais qual o referencial de perfeito, para mim você é lindo e perfeito! Eu aprendi que religião tem a ver com bondade e atos e não com nomenclaturas ou templos.Eu aprendi que pessoas sofrem e muito, independente de dinheiro, crença, raça e qualquer outra coisa que possa nos diferenciar. Eu aprendi que família tem sua base em laços de amor e só, por isso, qualquer ser humano que me ame pode fazer parte da minha família. Eu aprendi que mulheres morrem e adoecem tentando dar conta do que esse mundo impõe como exigência. Eu aprendi que homens morrem e adoecem tentando dar conta do que esse mundo impõe como exigência. Eu aprendi que falar é bonito, mas que ouvir com amor cura tudo. Eu aprendi que qualquer trabalho tem um valor imensurável no mundo e que todo ser humano tem a capacidade de fazer coisas incríveis e transformadoras. Eu aprendi que pessoas mudam, porque o que está vivo muda.Aprendi que não existe certo e errado, existe o possível a ser feito naquele momento. Aprendi que ser gentil é muito mais fácil. Aprendi que todos temos coisas boas e ruins, e que isso é uma realidade imutável. Aprendi a amar e respeitar o ser humano incondicionalmente e compreender que diferentes não são concorrentes, são simplesmente diferentes.”

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Meu texto dessa vez, quer pedir desculpas publicamente e propor um acordo de paz, mas como sempre vou ter que explicar tudo bem bonitinho para não complicar mais do que já é complexa a questão. Então vou começar com uma frase: Sinto muito, mas não deu…

Quando eu nasci, primeira filha, a expectativa da família é que viesse um homem. Sinto muito, mas não deu…

Nasci em uma família de um lado oriental cheia de valores e bons costumes e do outro lado, italianos religiosos fervorosos.

Já que não rolou de ser homem que ao menos eu fosse delicada e feminina, minha mãe me colocou no ballet, mas com 9 anos a professora falou que eu era muito desengonçada e distraída, ainda assim minha mãe acho que falando comigo eu melhoraria. Sinto muito, mas não deu…

Na escola eu aprendi a ler e a escrever no primeiro semestre, fui a melhor aluna da sala, mas como gostava muito de brincar com pessoas que tinham problemas chamados “sociais” na época a professora dizia para minha mãe que era bom cuidar disso porque era muito boa para ficar com “aquele tipo” de gente, não aceitei nada daquilo, tinha tudo para ser um exemplo. Sinto muito, mas não deu.

Na adolescência tentei jogar vôlei nas aulas de educação física, de todos os esportes era o que todas as meninas gostavam mas achava aquilo tudo tão chato, que fui jogar Handball, esporte considerado “violento”. Era para ser vôlei sinto muito, mas não deu.

Fui para igreja nas aulas de primeira comunhão, mas hoje posso dizer que achava tudo aquilo uma coisa de maluco, alguém me dizer o que pode ou o que não pode, foi ali que descobri que falava super bem e um dia me disseram que deveria fazer uma apresentação, tudo que consegui foi fazer um link sobre a natureza e Deus pai, pecado e o escambau, não rolou…Sinto muito, mas não deu.

Comecei a “namorar” muito cedo apesar de ouvir que meninas tinham que ser recatadas e que jamais poderiam ser mal faladas eu não conseguia, quando me dava conta já estava arrastando um bonde escancarado para o primeiro menino que achava bonitinho. Resultado: Fiquei mal falada. Sinto muito, mas não deu.

Minha mãe tentou me recuperar me mandando para um seminário de jovens, mas a menina que sentava do meu lado só falava sobre a primeira relação sexual dela e como tinha sido boa, juro por tudo que tenho de sagrado, eu tentei naqueles cinco dias me concentrar nos ensinamentos para ser uma pessoa melhor, mas tudo que eu tinha decidido é que queria experimentar “aquilo” que a menina tinha me contado…sinto muitíssimo, mas não deu mesmo.

Meninas não saiam a noite na minha adolescência, mas eu, eu não conseguia era sair ainda noite de  nenhum lugar. Tentei algumas vezes juro, sinto muito, mas não deu.

Meninas tinham que casar virgem, vou parar por aqui, sinto muito mas logo no início já não deu.

Traí meu primeiro namorado, juro, tentei ser fiel. Sinto muito, mas não deu.

Tentei beijar poucas bocas, negar algumas vezes…sinto muito, mas não deu, já tinha perdido a conta aos 19 anos.

Tentei não ser amiga de gays ou namorar pobres, negros e burros essa galera da “margem”, sinto muito mas, não deu.

Me formei e tentei entrar no mercado de trabalho e ganhar muito dinheiro para construir patrimônio, “pensar no futuro”, mas tudo que começava não me dava prazer e eu parava, juro que me esforcei tantas vezes para me estabilizar e tentar ser feliz na minha aposentadoria, mas…sinto muito, não deu.

Tentei arrumar um bom partido para casar, mas o resultado foi um filho sozinha aos vinte e quatro anos. Cara, te juro eu tentei e como tentei, sinto muito mesmo, mas não deu.

Tentei ter um parto “decente”, mas fiz cocô em todo o quarto, porque meu filho escorregou perna abaixo e eu não quis tomar analgesia, porque queria mesmo era que aquele guri nascesse logo, não queria ninguém perto, me achava “dona” do meu corpo, que absurdo… tentei fazer desse momento um momento sublime, sinto muito, mas não deu.

Minha família acreditava que demonstrações de amor estão diretamente vinculadas a sua presença física em festas, comemorações e afins e aos 25 anos com um filho de oito meses resolvi tentar a vida em outro estado 800 km da minha família de origem. Queria dizer como amo vocês, sinto muito, mas não deu…

Tentei usar chupeta, dar açúcar, acostumar meu filho a minha rotina, dar antibiótico no primeiro espirro, mas não conseguia, eu achava que febre era bom, que criança não precisava de leite de vaca mantive ele “pregado” no peito até os 2 anos quase. E o pior e mais insano de tudo, decidia tudo sozinha, não pedia opinião, porque vivia sozinha, não tinha nenhum argumento do porquê daquilo, tentei ser coerente e informada…sinto muito, mas não deu.

Tentei ter uma babá exemplar, que cuidasse do meu filho como eu, mas o resultado foi ele pregado na TV mais de cinco horas por dia, enquanto trabalhava insanamente para botar comida na mesa e dividia meu tempo com minhas saídas a noite, porque sempre me senti no direito de reconstruir minha vida, tentei ser uma mãe exemplar…sinto muito, mas não deu.

Sempre achei que o homem deveria aceitar meu filho e ponto, que isto não estava em discussão, e pasmem, não tinha vergonha de dizer que era solteira e tinha um filho que ficava com babá, enquanto eu enchia a cara! Tentei acreditar que eu era menos interessante por já ter um filho, sinto muito, mas não deu, ainda hoje não acredito nisso.

Encontrei uma pessoa “na night” e decidimos casar, ele assumiu meu filho como filho dele, namoramos pouco e nossa família se conheceu no dia do nosso casamento, que foi uma cerimônia esquisita, com um pastor que nunca ninguém tinha ouvido falar. Não teve bebedeira nem nada disso, eu queria que aquilo fosse para mim, meu filho – que levou as alianças – e meu futuro marido. Poderia ter feito diferente, mas não queria…sinto muito, mas foi o que deu…

Mudei de trabalho em trabalho e nada me satisfazia, até procurar uma formação de uma profissão que não existe no mercado e resolvi que isso seria meu caminho de vida, porque eu acredito que trabalho tem uma relação estreita com satisfação, amor e felicidade. Eu tentei ser rica e acreditar que dinheiro não traz felicidade mas manda comprar, sinto muito, mas não deu.

E quando meu filho mais velho estava com dez anos e a vida mais calma eu decidi…viajar? Não, ter outro filho, parido em casa, sem visitas até um mês, dormindo comigo, só mamando leito de peito, longe da chupeta, sem vacina, blábláblá. Mais velha era para o negócio ser mais equilibrado não é? Sinto muito, mas não deu…

Minha mãe morreu e no velório dela, muitas pessoas da minha família tentaram me convencer de que ela tinha feito tudo aquilo para preservar a família, juro que tentei acreditar nisso, mas sinto muito, não deu. Para mim minha mãe estava falando: “Filha seja livre!”

Estava decidida a ser mãe meio período e trabalhar no outro, porque acredito na importância da mãe em casa. Acreditava, sinto muito, mas também não deu. Criei um projeto de um curso que forma pessoas em nada e faz uma tal de economia associativa, onde indivíduos apoiam indivíduos e o dinheiro não é determinante para sua participação. Queria conseguir explicar meu trabalho em duas palavras, sinto muito, mas não deu. Era para ficar em casa meio período, mas o negócio cresceu tanto que não consigo ficar em casa meio mês de tanto que viajo. Sinto muito, mas não deu.

Ficar casada administrando os conflitos do dia a dia, acreditando que ficar juntos para todo o sempre é mais importante que tudo. Sinto muito, mas nem essa deu.

Em pleno inferno astral aos 37 anos eu olhei para mim e com muito amor eu disse: “Milene, nós tentamos, tudo que pudemos, mas não deu…”

Faço parte do seleto grupo de pessoas marginalizadas, aos trinta e sete anos, com dois filhos um de cada pai, separada, com uma profissão que não se explica, falando palavrão, com algumas tatuagens no corpo e de roupa curta.

Cara, como eu tentei ser igual a vocês, juro, li dezenas de livros, chorei litros em terapias, corri de um lado para o outro, adoeci, mudei tantas vezes, eu tentei dias a fio da hora que abria meus olhos ao pijama que escolhia para me deitar. Sinto muito, como eu sinto, mas não deu.

Mas de tanto doer, tentando ser o que não sou, sobraram algumas coisas legais:

Eu aprendi a não ter preconceitos religiosos, étnicos e sociais.

Eu aprendi a não ter medo de tentar e errar.

Eu aprendi a achar bonito o que não é perfeito, e de tanto achar bonito, não sei mais qual o referencial de perfeito, para mim você é lindo e perfeito!

Eu aprendi que religião tem a ver com bondade e atos e não com nomenclaturas ou templos.

Eu aprendi que pessoas sofrem e muito, independente de dinheiro, crença, raça e qualquer outra coisa que possa nos diferenciar.

Eu aprendi que as vezes falamos coisas e fazemos outras porque o discurso posto em prática traz novidades que não esperávamos, aprendi a não julgar.

Eu aprendi que família tem sua base em laços de amor e só, por isso, qualquer ser humano que me ame pode fazer parte da minha família.

Eu aprendi que eu e meus dois filhos somos uma família, que eu, meus dois filhos e meu ex- marido, somos uma família, que eu, meus filhos e todos os outros homens ou mulheres que nos amem são nossa família.

Eu aprendi que mulheres morrem e adoecem tentando dar conta do que esse mundo impõe como exigência.

Eu aprendi que homens morrem e adoecem tentando dar conta do que esse mundo impõe como exigência.

Eu aprendi que não existem perguntas mais cruéis que: “Tem certeza que você é isso?” ou “Tem certeza que você está infeliz?” ou “Porque fazer tanto drama por nada?”

Eu aprendi que frases do tipo: “Dê graças a Deus por essa pessoa que te atura!” “Eu esperava mais de você.” “Um dia quem sabe você chega lá”, “Se coloque no seu lugar”, são tão avassaladoras moralmente que podem destruir alguém.

Eu aprendi que violência física não se justifica, por nada.

Eu aprendi que falar é bonito, mas que ouvir com amor cura tudo.

Eu aprendi que qualquer trabalho tem um valor imensurável no mundo e que todo ser humano tem a capacidade de fazer coisas incríveis e transformadoras.

Eu aprendi que pessoas mudam, porque o que está vivo muda.

Eu aprendi que ter razão é uma coisa estúpida e cruel, que bom mesmo é estar certa do que é melhor para você, independente do que o resto do mundo pense a respeito disso.

Aprendi a ser generosa, porque encontrei gente muito generosa na minha vida.

Aprendi que não existe certo e errado, existe o possível a ser feito naquele momento.

Aprendi que ser gentil é muito mais fácil.

Aprendi que todos temos coisas boas e ruins, e que isso é uma realidade imutável.

Aprendi que puta não é um xingamento para mulheres, muito menos ser filho delas.

Aprendi que gay não é um xingamento para os homens ou mulheres, é uma preferência sexual.

Aprendi a amar e respeitar o ser humano incondicionalmente e compreender que diferentes não são concorrentes, são simplesmente diferentes.

E por falar em concorrência, minha proposta para você que tudo “deu” é a seguinte:

Se eu te contar que tudo que fiz não foi tentando ir contra você, mas na verdade tentando ser igual a você, fica mais fácil de fazermos as pazes?

Fica melhor se eu contar que adoro ver como sua vida é toda bem estruturada e que fico imaginando como gostaria de ter nascido assim?

Fica melhor se eu te disser que mesmo você sendo tão diferente eu gosto do que você é?

Então te proponho, gostar de mim…me aceitar e reconhecer que tenho coisas boas, eu te proponho parar de me julgar, porque o que fiz foi o melhor que pude, te proponho ainda que sejamos próximos para aprendermos uns com os outros.

Te entrego na mão a tarefa de me tirar da marginalidade e me colocar no mesmo patamar que você, o das pessoas que fizeram tudo que foi possível tentando acertar, mesmo as vezes errando.

Te digo que não te ameaço sendo o que sou, que não vou destruir sua família, seus alicerces, suas bases, nem suas crenças, porque não quero te fazer mal por ser diferente, eu só sou o que sou.

E como sou muito arrojada e como você é muito ponderado e juntos somos mais, proponho ainda aceitarmos todas essas diferenças que existem no mundo com o que temos de melhor e tirarmos todos esses que continuam a margem. Assim como eu existem um contingente enorme de pessoas doendo e doendo, acordando todos os dias olhando para a imagem imponente e intacta do indivíduo perfeito, morrendo pouco a pouco tentando fazer alguma coisa com isso.

Eu te dou minha liberdade com base no amor, você me dá sua segurança com base na sua estabilidade. E juntos criamos uma sociedade livre, amorosa, segura e estável.

E fique tranquilo, não tem nada de errado com a gente, só vivemos e levamos a vida de uma maneira distinta da sua, nem pior nem melhor, só diferente, somos felizes e para nossa felicidade ser completa só falta você acreditar nisso.

Eu queria discorrer um texto de tantas linhas defendendo o meu ponto de vista, te odiando, e te falando tantas vezes o quanto você é preconceituoso, medroso e que sua vida é uma chatice, mas eu não acredito nisso…sinto muito, não deu. Pedir para fazermos as pazes foi o que deu.

Me ajuda?

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Os filhos são nossos

Os filhos são nossos

Kiki

Fonte: www.eumae.pt – clique e conheça

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“Afinal se eles são nossos , frutos do nosso Amor, nós temos a obrigação de nos dar a eles , de os considerar a nossa grande prioridade na vida… Podemos viver felizes na mesma e continuar a ter tempo para as escolhas que fizemos mas sem nunca deixar de lado aquele que é o nosso grande compromisso… Não falhar com os nossos filhos!”

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Os filhos são nossos. Porque saíram de nós. Não da nossa barriga, mas de nós. Daquilo que construímos. E embora tenham nascido de um amor que já não existe, esse amor acaba por existir para sempre. Neles. Porque foi de amor que eles foram feitos. Da carne com carne, do beijo com beijo.

Terão sempre um pouco dele, terão sempre um pouco de nós. Nem que seja o mau feitio do pai ou o jeito fantástico para dançar da mãe. (Cada um que puxe a brasa à sua sardinha como quiser.)

Numa separação, acaba-se o casal, acaba-se aquele núcleo familiar. Mas os filhos levam até à eternidade aquilo que um dia existiu. E por isso serão sempre nossos. Tão meus. Tão dele. E só por isso merecem todo o nosso respeito e toda a nossa consideração.

Eu entendo o coração de uma mãe que sofre por ter de deixar um filho ir para o pai. Seja para férias, seja para fins-de-semana. Entendo o amor visceral que faz uma mãe sofrer por ter de deixar o filho ir. As saudades dilacerantes. Também a mim me custou tanto, doeu por dentro. As primeiras noites que eles dormiram longe de mim. As primeiras noites que não rezámos juntos o anjo da guarda, que não pus a almofada na posição que eles gostam, que não lhes dei aquele beijo igual a todas as noites desde que nasceram. Juro que entendo. Mas um pai ama tanto um filho como uma mãe. Eles são tão nossos quanto deles. E um pai (ou mãe) não pode ser privado desse privilégio. Nem os filhos! De os deitar na cama à noite e de se deitarem com o pai, de lhes dar aquele abraço quentinho e de receberem aquele abraço quentinho. De os ver acordar no dia seguinte e de se enrolarem no sofá com o leite e os desenhos na televisão. Porque quando uma mãe priva o pai de o fazer, não está só a privar o pai. Está também a privar o filho.

Com o tempo apercebemo-nos que é tão importante para eles o tempo que passam do lado de lá, como é o tempo que passamos nós sozinhas sem eles. Porque temos um privilégio que as mães casadas não têm. Tempo!

Tempo para dormir, tempo para sair, tempo para namorar, tempo para ler, tempo para ir ao ginásio. Nem que seja para arrumar a casa sem tropeçar nos brinquedos que acabámos de arrumar 5 minutos antes. Tempo para não fazer nada! Tempo!

Aquele tempo que tanto reclamávamos que não existia. E por isso, temos de ver o copo meio cheio.

É importante! É muito importante que nunca nos esqueçamos disto. Quando um dia tivermos vontade de lhes (ao ex) mostrar que estamos zangadas, tristes, frustradas, não nos esqueçamos! Os filhos são feitos do nosso amor. Que mesmo que já não exista em nós, existe neles. Que não saíram só da nossa barriga. Saíram de nós! E são tão nossos, quanto deles.

E nós recebemo-los de volta preenchidas, realizadas, relaxadas e descansadas e eles voltam para nós felizes e completos! Completos porque têm tempo de pai e tempo de mãe. Porque recebem amor de pai e amor de mãe. (Mesmo que tenham comido ovos com salsichas o fim‑de‑semana inteiro! São ovos feitos com tanto amor como a carne assada com esparregado feitos por nós!) E assim estaremos a criar adultos fortes, felizes e justos.
Os filhos são nossos! Meus e dele! Porque saíram de nós.

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Madre Teresa de Calcuta

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Sobre o brincar e os brinquedos

Sobre o brincar e os brinquedos

Dra. Elaine Marasca Garcia da Costa

Fonte: www.luaama.com.br – clique e conheça

Artigo compartilhado por: Página do Facebook Comunidade Vovó Lupo – clique e conheça

brinquedos

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“No brincar, a criança usaria e desenvolveria todos os seus impulsos advindos do corpo físico e da imaginação, dando liberdade à sua fantasia numa entrega profunda a si mesma.”

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Entende-se que o brincar seja a principal atividade da criança pré-escolar. Ao contrário do adulto, não seria uma atividade de lazer, mas um processo de muita seriedade, como se fora o trabalho para este. No brincar, a criança usaria e desenvolveria todos os seus impulsos advindos do corpo físico e da imaginação, dando liberdade à sua fantasia numa entrega profunda a si mesma.

O brincar, uma atividade essencial nos primeiros sete anos de vida, tem uma força modeladora na estrutura física e na vitalidade da criança e, em especial, para o seu cérebro.

A escolha das atividades e dos brinquedos é fundamental para que isso ocorra de maneira harmônica. Ela deve guiar-se, em primeiro lugar, pela idade da criança; deve ter um caráter de incentivo, não sendo aconselhável, portanto, brinquedos já totalmente acabados, a fim de que se possa estimular a possibilidade de participação da criança na sua complementação.

Segundo aquilo que viveria na alma da criança do primeiro setênio, ou seja, a imitação de tudo e de todos, um simples amontoado de blocos de madeira poderia se transformar em vários objetos de sua vida cotidiana: uma casa, um carro, um móvel, uma lojinha cheia de mercadorias etc.

Observa-se, por exemplo, que as bonecas prontas, feitas de material sintético, levam, muitas vezes, a um rápido desinteresse da criança, por mais bonitas e perfeitas que sejam. Ao contrário, é muito comum encontrarmos crianças que não largam de sua boneca de pano, apenas com traços sugerindo o rosto, o qual poderá ser, inclusive, completado pela própria criança.

Os pequenos animais, trens, caminhões, fazem a alegria da criança, desde que elas mesmas os conduzam. Os brinquedos com automação, saídos de histórias grotescas e monstruosas da tevê poderiam funcionar como uma espécie de droga que nada teriam de autêntico, podendo embrutecer e causar um vício que cresce em necessidade de maiores estímulos, ou mesmo uma perigosa atrofia psíquica. (LANZ, 2000).

Os brinquedos considerados pedagógicos devem exigir da criança, um treinamento da habilidade manual, do equilíbrio e do domínio de seu próprio corpo como um todo. São interessantes e extremamente educativos aqueles que lembrem trabalhos caseiros ou profissões como, por exemplo, os utensílios domésticos, as ferramentas de lavoura, jardinagem e tantos outros.

Os materiais utilizados na confecção dos brinquedos devem estimular o desenvolvimento especialmente dos sentidos; devem ser de matéria verdadeira, natural e robusta (madeira, pano, pedra, metal), pois, através do brincar e dos brinquedos, a criança adquire confiança no mundo dos adultos.

Tudo que não fosse natural deveria ser mantido afastado do mundo infantil, especialmente os brinquedos plásticos, que de várias maneiras podem dar sensações falsas, como por exemplo:

• Tamanho desproporcional ao peso;
• Cores antinaturais;
• Desenho grotesco, antiestético;
• Fragilidade, fazendo com que se quebrem facilmente.

Além disso, o toque de um brinquedo plástico seria considerado totalmente artificial e não auxiliaria no desenvolvimento do sentido do tato, tão importante nesse período. Por fim, poderíamos dizer, ainda, que são produtos desenvolvidos em série, em máquinas, quase sem a presença do homem, o que traria uma imagem de massificação, não colaborando com um desenvolvimento sadio do caráter individual.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Bata nela!!!

Bata nela!!!

Vídeo produzido por: www.fanpage.it – clique e conheça

bata nela

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“Não se deve bater em garotas, nem mesmo com uma flor.
Porquê? Porque eu sou homem.”

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Ambiente escolar totalmente desfavorável

Ambiente escolar totalmente desfavorável

Hidrafil – via Wikimedia Commons

Fonte: Medium Brasil – clique e conheça

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Ambiente escolar totalmente desfavorável, foco na memória e não na habilidade de pensar, inibição da criatividade, conteúdos nem sempre relevantes, padronização do ensino. Tomo emprestada a metáfora do fascinante educador Rubem Alves, afirmando que a maioria das escolas são gaiolas, quando na verdade deveriam ser asas:

“Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.”

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Os problemas enfrentados pelas gerações atuais são cada vez mais dinâmicos. O mundo muda rapidamente e, para transpor seus novos desafios, cresce a demanda por pessoas que realmente pensem. Pessoas capazes de olhar para os problemas e imaginar soluções. Capazes de criar, inovar e reinventar. Pessoas que construam a mudança que o mundo precisa. Contraditoriamente, logo nos primeiros anos de vida, inserimos as crianças em um sistema educacional que tenta convertê-las em adultos consumidores, e não criadores de conhecimento. Adultos que deixam seus talentos de lado para se tornarem simplesmente medianos. Colocamos as crianças em um ambiente há muito tempo ultrapassado e esperamos que ele proporcione a elas alguma educação.

Eis algumas razões pelas quais o modelo educacional vigente é obsoleto e quais são as sequelas que ele deixa em cada um que passa por ele.

Ambiente escolar totalmente desfavorável

Conforme observado pelo especialista em educação Ken Robinson, as escolas são indústrias. Essa afirmação talvez não seja tão imediata, mas pare para pensar. As escolas agrupam os alunos em turmas, que nada mais são do que lotes. Em uma sala de aula, cada lote passa por uma rotina repetitiva, na qual profissionais especializados — os professores — desempenham seus papeis de maneira bem segmentada — cada um ensinando o conteúdo específico que lhe cabe, mesmo que na verdade todo o conhecimento esteja entrelaçado, e não dividido em disciplinas. Sirenes tocam indicando que é hora da aula atual ser interrompida para dar lugar à próxima. Após vários anos de repetições diárias desse ciclo, os alunos recebem o rótulo de “formados”, o que indica que o lote está pronto para ir para o mercado.

Infelizmente, não para por aí. Além de uma fábrica, as escolas também possuem características de um presídio. Elas cerceiam a liberdade dos alunos. Todos têm hora para entrar, hora para ir para o pátio e hora para sair. Há inspetores vigiando os estudantes e uma série de punições — advertências, suspensões e expulsões — para os que tiverem mau comportamento.

Esse conjunto de medidas faz com que as escolas suprimam o desejo de aprender, ao invés de despertar a curiosidade e estimular a inteligência. Tomo emprestada a metáfora do fascinante educador Rubem Alves, afirmando que a maioria das escolas são gaiolas, quando na verdade deveriam ser asas.

“Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.” – Rubem Alves

Escola de cinco décadas atrás e escola de hoje: pouca coisa mudou

O modus operandi que norteia o funcionamento de praticamente todas as escolas é o mesmo há muitas décadas. As poucas mudanças que aconteceram não foram de caráter educacional, e sim cultural, como o surgimento das escolas mistas e o fim dos internatos. Fora isso, as escolas em que você estudou seguem os mesmos paradigmas das escolas em que seus avós estudaram. Salas de aula, lousas, cadernos e a velha relação dual: “o professor ensina e o aluno aprende”.

Foco na memória, e não na habilidade de pensar

Ao invés de ensiná-los a pensar, as escolas apenas obrigam os alunos a digerir grandes quantidades de informações. Transmite-se o conhecimento em aulas puramente expositivas. Posteriormente, o conteúdo é cobrado em provas, que são a forma que as escolas encontraram para avaliar se os alunos realmente aprenderam. Isso é bastante curioso, porque as provas, em geral, exigem que os alunos apenas reproduzam o que lhes foi “ensinado”, e não que desenvolvam seu raciocínio, senso crítico e a habilidade de relacionar fatos para tirar conclusões. Basicamente, na escola, os alunos são treinados para memorizar informações e despejá-las em avaliações escritas.

Inibição da criatividade

As escolas instituem desde o começo que serão feitas perguntas, e que cada pergunta admite apenas uma resposta correta. Se o aluno não responde exatamente o que lhe foi ensinado, ele errou. E é bom que não erre muitas vezes. Caso contrário, ele não passará de ano. O aluno aprende que ele não tem liberdade para pensar fora da caixa.

Conteúdos nem sempre relevantes

O cenário em uma sala de aula é, quase sempre, o mesmo: alunos sentados durante várias horas anotando o que o professor ensina. Não importa se o assunto lhes interessa ou se terá utilidade no futuro. Na verdade, a escolas desperdiçam boa parte do tempo e da energia dos alunos com assuntos desnecessários, quando poderiam estar desenvolvendo habilidades relevantes para a vida pessoal e profissional.

As escolas ensinam que a democracia surgiu na Grécia Antiga, mas não despertam nos alunos o pensamento crítico para avaliar o nosso cenário político e tomar melhores decisões. As escolas ensinam conhecimentos matemáticos nada triviais, como logaritmos, mas não instruem sobre noções básicas de economia ou finanças pessoais. As escola ensinam o que são dígrafos e sujeitos desinenciais, mas não formam pessoas que saibam utilizar bem a linguagem na hora de se comunicar com clareza.

Padronização do ensino

O ensino é o mesmo para todos. Um aluno que se interessa mais por uma determinada área não tem, dentro da maioria das escolas, a oportunidade de se aprofundar nela. Alunos com capacidades e interesses distintos são agrupados simplesmente por terem idades iguais, freando o desenvolvimento dos que têm mais facilidade e ignorando as necessidades especiais dos que possuem dificuldades. Além disso, as escolas conduzem o ensino sempre da mesma maneira, ignorando o fato de que cada aluno se adapta melhor a um tipo de aprendizado: visual, auditivo, cinestésico, entre outros.

Ao passar por todas as falhas desse modelo educacional, as crianças não ficam ilesas de suas consequências: redução da capacidade criativa, desprezo pelo ato de estudar, pouca habilidade para pensar por si próprias, estresse e acúmulo de muitas informações dispensáveis.

É por isso que já passa da hora das escolas serem reinventadas. Ao invés de doutrinar os alunos para se tornarem cidadãos obedientes e passivos, elas precisam estimulá-los a pensar de maneira inovadora e lidar com problemas reais — que são muito diferentes de um enunciado aguardando uma resposta decorada. Quando isso acontecer, chegaremos ao cerne da resolução de boa parte dos problemas contemporâneos.

E, quiçá, de uma verdadeira revolução.

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” — Nelson Mandela

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Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 12ª Noite Santa – Constelação de Áries

As Doze Noites Santas

12ª Noite Santa - Constelação de Áries

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Como um eco longínquo, é feito o Reconhecimento, a síntese de todo o caminho, unindo o Natal ao Batismo. O Natal como o nascimento da criança natural e o Batismo como o posterior nascimento da criança divina, o Cristo, como uma luz brilhando no interior, como um Sol interno na alma livre e plenamente consciente. Da Região de Áries, o Cristo, o próprio Filho de Deus, lhe traz a liberdade de ser você mesmo…”

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Décima-segunda Noite Santa

ouça a narrativa

Um novo Sol e um novo dia, e a última noite desta Ascenção através das hierarquias espirituais. Alcançamos o último degrau desta escada, que nos transporta para as fronteiras do universo.

Este é o portal por onde o filho de Deus, o Eu cósmico, adentrou da esfera macrocósmica, da esfera de Brahman, Javé, de Alá, da esfera do divino, para a nossa existência. Através deste portal ressoa no nosso Cosmos, vindo das regiões macrocósmicas além do Zodíaco, a voz do Pai:

“Este é o meu filho muito amado, hoje eu o engendrei.”

Como um eco longínquo, é feito o Reconhecimento, a síntese de todo o caminho, unindo o Natal ao Batismo. O Natal como o nascimento da criança natural e o Batismo como o posterior nascimento da criança divina, o Cristo, como uma luz brilhando no interior, como um Sol interno na alma livre e plenamente consciente.

A voz de Deus é a voz da consciência humana que eleva o Eu de uma condição terrena, inferior, a uma condição cósmica, superior, trazendo para o ser humano a possibilidade de se tornar o Ser da Liberdade e do Amor – o ápice da hierarquia espiritual.

Nesta noite, pense em uma Graça que você quer alcançar.

Da Região de Áries, o Cristo, o próprio Filho de Deus, lhe traz a liberdade de ser você mesmo!

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As Doze Noites Santas: 11ª Noite Santa – Constelação de Touro

As Doze Noites Santas

11ª Noite Santa - Constelação de Touro

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Na décima primeira Noite Santa através do portal do Touro o Espírito Santo emana a plenitude do amor divino inspirada como persistência em relação ao que se pretende alcançar.”

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Décima-primeira Noite Santa

ouça a narrativa

De novo vem o Sol e um novo dia, e ao cair da noite uma estrela brilha no céu, emanando seu brilho da Constelação de Touro, portal por onde adentra à esfera do Zodíaco, vindo das regiões macrocósmicas, o sopro do Espírito Santo.

Os Reis Magos estavam próximos ao lugar onde se encontrava a Criança, e iluminando a noite, o brilho da estrela que os precedia ampliava enormemente a dimensão do deserto. A alma se eleva, tocando outra dimensão que não é terrena, e o Espírito Santo adentra a dimensão humana, manifestado sob a forma de uma pomba, no Batismo de João.

É uma noite de grande expansão da alma, os horizontes se ampliam e a nossa alma pode se elevar, alcançando a dimensão da alma do Cosmos, da Sofia divina, e sentir a presença do Espírito . No Antigo Egito isso era representado nas esculturas que portavam os chifres do Touro com o espaço entre eles preenchido por um disco solar coroando a cabeça do faraó, considerado o descendente direto de Deus.

Foram as forças do Touro que configuraram a laringe, o órgão da fala, que segundo Steiner está em transformação, e ele diz que nos estágios evolutivos futuros do ser humano, a palavra terá de novo a força plasmadora referida na Gênesis de todas as religiões: No princípio era o verbo e o verbo estava em Deus.

A palavra será como uma lança sagrada de expressão do amor divino.

Na décima primeira Noite Santa através do portal do Touro o Espírito Santo emana a plenitude do amor divino inspirada como persistência em relação ao que se pretende alcançar.

Nesta noite, deixe seu olhar buscar novos horizontes para a sua vida. Da região de Touro, o Espírito Santo traz a você a força da persistência que leva ao progresso.

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As Doze Noites Santas: 10ª Noite Santa – Constelação de Gêmeos

As Doze Noites Santas

10ª Noite Santa - Constelação de Gêmeos

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Da região de Gêmeos, os Serafins, Espíritos do Amor, lhe trazem impulsos para vencer a barreira do individualismo e da solidão e encontrar sentido na união e na fraternidade. A fraternidade é o mais poderoso impulso para a vida social, porque ela pode quebrar as barreiras de status, etnia e crenças.”

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Décima Noite Santa

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De novo sai o sol, atravessamos um novo dia e vem o cair da noite. Uma estrela brilha no céu, emanando seu brilho da Constelação de Gêmeos, o portal através do qual emanam as forças espirituais dos Serafins, os Seres do Amor. Amor que não está mais assentado nos laços físicos, nos laços da paixão, mas em laços espirituais. O amor fraterno.

O mito grego de Kastor e de Polydeukes, irmãos que eram filhos da mesma mãe com pais diferentes, sendo que Kastor era mortal e Polydeukes imortal. Ocorreu que Kastor morre e o seu irmão vai até Zeus e pede que a sua imortalidade seja retirada e concedida a Kastor; Zeus comovido, tornou ambos imortais e os colocou no céu na forma de uma constelação, a constelação de Gemeos!

Ele os eleva à condição macrocósmica, e o que os torna imortais não são os laços de sangue, mas o abrir mão de si mesmo, que é a forma ainda mais elevada de Amor!

No Evangelho temos a expressão dessa forma de amor: “onde dois estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles” – abre-se mão do próprio Eu, e ganha-se um outro Eu que é eterno.

A fraternidade é o mais poderoso impulso para a vida social, porque ela pode quebrar as barreiras de status, etnia e crenças.

Na décima Noite Santa, através do portal de Gêmeos, os impulsos espirituais dos Serafins ajudam a vencer a barreira do individualismo e da solidão.

Nesta noite abra o seu coração, reconheça o bem em si e nos outros. Da região de Gêmeos, os Serafins, Espíritos do Amor, lhe trazem impulsos para vencer a barreira do individualismo e da solidão e encontrar sentido na união e na fraternidade.

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As Doze Noites Santas: 9ª Noite Santa – Constelação de Câncer

As Doze Noites Santas

9ª Noite Santa – Constelação de Câncer

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Na nona Noite Santa, através do portal de Câncer, recebemos os impulsos espirituais dos Querubins. Os Querubins trazem o impulso para que as transições de um ciclo para outro ocorram de forma harmoniosa. Eles atuam na forma da espiral cujas forças vêm do ciclo anterior, criam um invólucro e se direcionam para o próximo ciclo – em uma sequência repetitiva, harmoniosa.”

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Nona Noite Santa

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De novo sai o Sol, atravessamos um novo dia e vem o cair da noite.

Uma estrela brilha no céu, emanando o seu brilho da Constelação de Câncer, o portal do qual emanam as forças espirituais dos Querubins, os Seres da Harmonia.

Foi a ação dos Querubins no início da evolução que criou o cinturão protetor de estrelas em volta do nosso sistema separando-o da totalidade macrocósmica.

Esta ação está expressa na própria configuração do tórax: as forças de Câncer configuram os doze pares de costelas, o invólucro protetor físico do coração, o órgão da vida.

Os Querubins trazem o impulso para que as transições de um ciclo para outro ocorram de forma harmoniosa. Eles atuam na forma da espiral cujas forças vêm do ciclo anterior, criam um invólucro e se direcionam para o próximo ciclo – em uma seqüência repetitiva, harmoniosa. Podemos observar essas espirais cósmicas também em ciclos menores da natureza . São os Querubins que cuidam por exemplo que a semente do outono renasça como uma nova planta na primavera.

Essas transições no nosso desenvolvimento às vezes se apresentam de forma dramática, como crises .

Na nona Noite Santa, através do portal de Câncer, recebemos os impulsos espirituais dos Querubins, que nos trazem força para nos harmonizarmos com o novo e cria aconchego para que os momentos de transição ocorram de forma harmoniosa.

Nesta noite, deixe de lado a apreensão pelo que está em transição na sua vida. Da região de Câncer , os Querubins, Espíritos da Harmonia, trazem a você a força da harmonia com o novo e aconchego para os momentos de transição.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 8ª Noite Santa – Constelação de Leão

As Doze Noites Santas

8ª Noite Santa – Constelação de Leão

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Nesta noite, abandone o medo dos desafios que você tem pela frente. Da região de Leão, os Tronos, Espíritos da Vontade, lhe trazem poderosas forças para vencer as provas que as suas escolhas lhe trazem.”

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Oitava Noite Santa

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Nasce um novo Sol, atravessamos mais um dia e vem o cair da noite. Uma nova estrela brilha no céu, emanando luz da Constelação de Leão, portal do qual emanam as forças dos Tronos, os Seres da Vontade.

Alcançamos a primeira hierarquia, de seres espirituais muito evoluídos que manifestam as intenções divinas atuando da esfera macrocósmica para dentro do nosso sistema solar.

Na evolução, os Tronos eram seres tão completamente conscientes de si que seu querer era sua própria substância, e este querer é tão exaltado que estes seres produziam calor e doaram sua própria substância.

As forças de Leão configuraram o coração humano e os dirigentes da Antiguidade e os reis da Idade Média associavam sua realeza com este signo, que era relacionado com a coragem e a prontidão de realizar no exterior o que é determinado a partir de dentro: da voz do coração.

Na oitava Noite Santa, a partir do portal do Leão, recebemos os impulsos de entusiasmo e coragem para enfrentar as provas que o destino nos traz.

Nesta noite, abandone o medo dos desafios que você tem pela frente. Da região de Leão, os Tronos, Espíritos da Vontade, lhe trazem poderosas forças para vencer as provas que as suas escolhas lhe trazem.

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