Arquivo mensais:fevereiro 2015

Cruzando o jardim…

Cruzando o jardim…

Flávia Penido

cruzando o jardim

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Sair de casa para entrar na escola é uma transição do espaço privado para o espaço publico, do espaço seguro para espaço da exploração. Deve ser encarado como um desmame e como todos desmames que vivemos, deve ser feito de forma suave e com apoio das duas partes fazendo uma ponte segura, para que a criança vá por seus próprios meios internos. Que aquele ser vá por inteiro, caminhando com suas duas perninhas, como se o caminho interior fosse mais longo que o caminho exterior de casa para escola. A família passa tranquilidade e dá permissão para que a criança vá confiante, a escola aquece o laço seguro, enriquece a curiosidade, desperta o desejo pelos pares e por esse novo lugar. Esperando que a criança desça do colo e corra para o novo como se ganhasse asas e aprendesse a voar, cada criança terá seu ritmo e sua forma de cruzar esse jardim. Cada adulto cumpre seu papel de tornar a escola um novo quintal onde experimentar novas aprendizagens como um novo horizonte a explorar em toda sua potência, cada adulto busca não transformar os portões da escola em grades de uma prisão cuja única escolha da criança seria, sobreviver ou resistir.”

Conheça a Pedagogia Waldorf – clique aqui

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Cultura da nota desvaloriza processos de aprendizagem

Cultura da nota desvaloriza processos de aprendizagem

Fonte: www.paisefilhos.pt – clique e conheça

Criança-estudando

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

Em Portugal:
Na recomendação aprovada por unanimidade pelo CNE – Conselho Nacional de Educação, este órgão refere-se a uma “cultura da nota”, que desvaloriza os “processos que promovem as aprendizagens”, dando como exemplo uma prática que gostaria de ver revista: a afixação pública e obrigatória das pautas com ‘notas’ individuais e nominais, decorrentes da avaliação interna, sob o pretexto da transparência, mas com questionáveis efeitos na percepção dos resultados por parte dos alunos e das famílias. De notar que este procedimento, ao invés de ser revisto, está a estender-se aos primeiros anos de escolaridade, onde a avaliação tinha um caráter individual e descritivo”, acrescenta o texto do CNE.”

linha

O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), David Justino, defende que a avaliação com base nas notas dos exames tem “um efeito de influência” na avaliação dos alunos ao longo do ano, que “é necessário evitar”.

Numa conferência de imprensa para apresentar a recomendação do CNE ao Governo, relativa à retenção de alunos no ensino básico e secundário, David Justino defendeu que “é preciso evitar que a avaliação interna seja um processo de sucessão de notas de exames e testes”, sublinhando que “há outras formas de avaliar” e que a avaliação interna “deve ser preferencialmente formativa”, e sem “sacrificar uma avaliação à outra”, uma vez que devem funcionar numa lógica de complementaridade.

Na recomendação aprovada por unanimidade pelo CNE, este órgão refere-se a uma “cultura da nota”, que desvaloriza os “processos que promovem as aprendizagens”, dando como exemplo uma prática que gostaria de ver revista: “a afixação pública e obrigatória das pautas com ‘notas’ individuais e nominais, decorrentes da avaliação interna, sob o pretexto da transparência, mas com questionáveis efeitos na percepção dos resultados por parte dos alunos e das famílias”.

“De notar que este procedimento, ao invés de ser revisto, está a estender-se aos primeiros anos de escolaridade, onde a avaliação tinha um caráter individual e descritivo”, acrescenta o texto do CNE.

David Justino defendeu ainda que as elevadas taxas de retenção de alunos em Portugal estão a prejudicar os resultados do país em testes internacionais como o PISA, da OCDE: “Outros países com resultados semelhantes aos nossos têm taxas de retenção mais baixas”.

Para o também ex-ministro da Educação, a acumulação de repetências de ano “é potenciadora da degradação do ambiente escolar”, refletindo-se na indisciplina e no abandono precoce, considerando a meta europeia de ter 10 por cento de abandono escolar em 2020 “um objetivo difícil de atingir”.

David Justino questionou ainda os benefícios de obrigar um aluno que repete um ano por ter chumbado a algumas disciplinas a frequentar todas as disciplinas novamente.

O presidente do CNE recusou ainda estabelecer qualquer “relação direta” entre os exames de final de ciclo e as taxas de retenção, até porque, se no 6.º ano de escolaridade os exames recentemente instituídos podem ajudar a explicar as elevadas taxas de retenção, o mesmo já não se aplica para o 8.º ano, um daqueles em que os ‘chumbos’ aumentaram “de forma significativa”.

O relatório técnico que serviu de suporte aos conselheiros cita dados do PISA 2009 (programa internacional de avaliação de alunos), segundo os quais a prática da retenção é “especialmente significativa” em Portugal, na Bélgica, em França, no Luxemburgo e em Espanha, “países em que mais de 35 por cento de estudantes, com 15 anos de idade, repetiram um ou mais anos (contra uma média OCDE de 13 por cento).

Num relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) de 2013 são recuperados dados do PISA 2012 para constituir grandes grupos de países europeus com comportamentos idênticos no que respeita à retenção (alunos de 15 anos que reportam terem no percurso pelo menos uma retenção).

Destacam-se Espanha, Luxemburgo e Portugal (todos com taxas superiores a 30%), França e Holanda – (com taxas próximas dos 30 por cento), Alemanha e Suíça (com taxas próximas dos 20 por cento), Croácia, Lituânia, Reino Unido e Islândia (com taxas inferiores a três por cento) e a Noruega.

Conheça um pouco da Pedagogia Waldorf, onde a avaliação do desenvolvimento do aluno é feita de outra maneira – clique aqui

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

A minha avó dizia-me…

A minha avó dizia-me…

Paola Klug

Fonte: Perfil do Rui Sá no Facebook – clique e conheça

rui sá

Fotografia tirada na Nicarágua por Candelaria Rivera

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo. Havia que ter cuidado para que a tristeza não entrasse nos olhos, porque iria fazer com que chorassem, também não era bom deixar entrar a tristeza nos nossos lábios porque iria forçá-los a dizer coisas que não eram verdadeiras, que também não se metesse nas mãos porque se pode deixar tostar demais o café ou queimar a massa. Porque a tristeza gosta do sabor amargo.

Quando te sintas triste menina- dizia a minha avó- entrança o cabelo, prende a dor na madeixa e deixa escapar o cabelo solto quando o vento do norte sopre com força. O nosso cabelo é uma rede capaz de apanhar tudo, é forte como as raízes do cipreste e suave como a espuma do atole.

Que não te apanhe desprevenida a melancolia minha neta, ainda que tenhas o coração despedaçado ou os ossos frios com alguma ausência. Não deixes que a tristeza entre em ti com o teu cabelo solto, porque ela irá fluir em cascata através dos canais que a lua traçou no teu corpo. Trança a tua tristeza, dizia. Trança sempre a tua tristeza.

E na manhã ao acordar com o canto do pássaro, ele encontrará a tristeza pálida e desvanecida entre o trançar dos teus cabelos…”

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Os efeitos terapêuticos e curativos das mandalas

Os efeitos terapêuticos e curativos das mandalas

Julia Barany

mandala 8 do amor

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“A palavra mandala, em sânscrito, significa círculo. Um círculo circunscrito em um campo quadrado, com subdivisões regulares, tendo um centro que irradia energia ou a concentra. Para fora ou para dentro, essa figura geométrica traz a magia da totalidade. Reproduz as leis do universo, o macro no microcosmo.

linha

Aparecem no mundo todo em diferentes versões, de acordo com a cultura e as crenças de cada lugar. A palavra “mandala”, em sânscrito, significa “círculo”.

Um círculo circunscrito em um campo quadrado, com subdivisões regulares, tendo um centro que irradia energia ou a concentra. Para fora ou para dentro.

Pintado, entalhado, salpicado com terras coloridas, areias, flores, pedras, dançado, esboçado no ar, essa figura geométrica traz a magia da totalidade.

Reproduz as leis do universo, o macro no microcosmo.

Na ordenação das energias numa mandala, a totalidade psíquica também é ordenada, a personalidade encontra o seu centro.

É possível produzir assim um novo centro, uma nova ordem, criando um novo mundo interno a partir de elementos conscientemente escolhidos, ou intuitivamente acolhidos. Um novo centro, ou o redescobrimento do seu centro verdadeiro.

Quando você cria sua mandala, você se dá a oportunidade de se acolher dentro de si mesmo.

Você se dá a oportunidade de integrar o seu eu no todo e refazer o caminho de volta para dentro.

Criar sua mandala é um processo de meditação profunda.

Você encontra aquele local sagrado em que se sente tranquilo porque acessou a sua integridade.

Sendo o círculo simbólico do mundo espiritual, combinado com o quadrado, símbolo do mundo material, você transita pelo plano cósmico, antropológico e divino.

Esse trânsito estimula a sua mente a equilibrar as emoções e ativa processos físicos ajudando a restabelecer a saúde plena.

“O círculo ou esfera, como um símbolo do “Self”, expressa a totalidade da psique em todos os seus aspectos, incluindo o relacionamento entre o homem e a natureza, ele indica sempre o mais importante aspecto da vida: sua extrema e integral totalidade.”, diz Marie Louise von Franz, discípula de Jung.

Assim, a mandala é o arquétipo da ordem, da integração e plenitude psíquica, proporcionando o processo de autocura e da individuação.

O princípio da sincronicidade é a ocorrência de dois fenômenos que aparentemente nada têm em comum, mas que revelam uma relação de sintonia, simultaneidade, não de causalidade. Um não poderia existir sem o outro. Um dá razão, dá significado ao outro. Algo semelhante acontece na astrologia. O seu mapa astral não é a causa de seus traços natos de personalidade, mas um retrato celeste de suas tendências e possibilidades. Algo semelhante acontece também na arte.

Toda manifestação artística de uma pessoa é a imagem que surge no espelho da sua alma. Assim o é também a sua mandala que você desenha, pinta, colore, constrói, canta, representa, brinca ou dança.

Não precisa ser artista. Basta voltar a ser criança.

linha

Oportunidade em São Paulo:

curso mandalas 2015

Na técnica específica que utilizamos neste curso, combinamos a criação da mandala, a pintura em aquarela e o desenho de formas, num recurso terapêutico agradável e eficiente.
Este curso tem a frequência de uma vez por mês. Entre uma aula e outra, você convive com sua mandala, trabalha um pouco nela, e isto faz parte do seu processo.
Começando da mandala no. 1, que é o todo, caminhamos até a mandala no. 7, percorrendo as sete etapas da criação.

Início: 27 de fevereiro
Investimento: R$ 180,00/aula
Frequência: 10 aulas, uma vez por mês, às sextas-feiras: 27/02, 13/03, 10/04, 08/05, 12/06, 14/08, 11/09, 09/10, 05/11, 04/12.
Horário: das 13h00 às 17h00
Local: R. Eng. Antonio Jovino, 164, apt. 13, Vila Andrade (próx. Shop. Jardim Sul)
Inscrições: fone: (11) 3501.9910 – (11) 99525.8218 (Júlia)
Email: jabarany@baranyeditora.com.br

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

A mãe inteira vive no leite materno

A mãe inteira vive no leite materno

Publicado na página Comunidade Vovó Lupo no Facebook – clique e conheça

aleitamento

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“O aleitamento materno é o significado do mais puro amor, que une dois seres numa única expressão. É a continuação do processo de nutrição, cuidado, proteção e calor que começam no útero e que se completa no seio materno. Ao formar o leite materno a mãe se exterioriza por inteiro no ato da amamentação. Todo o seu mundo interno volta-se para fora, ela doa-se por completo, conferindo-lhe um sentimento global de si mesma, uma autoconsciência singular e única. O ato da amamentação é, então, ao mesmo tempo, uma doação completa de si.”

linha

O aleitamento materno é o significado do mais puro amor, que une dois seres numa única expressão. É a continuação do processo de nutrição, cuidado, proteção e calor que começam no útero e que se completa no seio materno. (Rabboni, 2002).

Ao formar o leite materno a mãe se exterioriza por inteiro no ato da amamentação. Todo o seu mundo interno volta-se para fora, ela doa-se por completo, conferindo-lhe um sentimento global de si mesma, uma autoconsciência singular e única. O ato da amamentação é, então, ao mesmo tempo, uma doação completa de si.

Após o nascimento, ocorrem transformações profundas na forma de existência de uma criança. Durante sua vida embrionária ela é envolta, protegida, aquecida e alimentada dentro do útero materno. Com o nascimento, esta relação intima é quebrada bruscamente e a criança vê-se entregue a si mesma. Ela tem de se adaptar as novas condições de vida do mundo físico. Assim, o leite materno é a ligação entre ele e seu antigo abrigo. (CAMPOS, 1995).

O ato de amamentar constitui, portanto, uma transição importante, efetiva e indispensável da vida intra-uterina para a existência pós-nascimento. O leite materno não representa apenas uma composição perfeita de substâncias nutritivas indispensáveis ao recém nascido, mas carrega consigo também todo o calor materno que passa assim diretamente a criança. (CAMPOS, 1995).

Em uma visão antroposófica, através do ato da amamentação, todo ser materno flui, diretamente ao recém nascido sem que haja entre ele e a mãe nenhuma interferência externa, ou seja, o leite materno não entra em contato com o mundo físico, ele flui diretamente de um organismo vivo para outro. Desta forma este ato permite que a organização vital da mãe, as forças formativas de sua organização para o Eu, fluam de forma bem especial ao novo ser.

Além desta efetiva relação estabelecida entre mãe e filho, a amamentação apresenta como grande benefício a aquisição de resistência contra diversas doenças.

Por outro lado, de acordo com Ferriolli existe uma relação entre a amamentação e deglutição, mastigação, respiração, fala e pensamento que se desenvolvem no ser humano. Um bebê que é amamentado pela mãe desenvolve melhor suas funções orais predispondo-se menos a alterações no vedamento labial (boca aberta) na mastigação (unilateral, ineficiente ou rápida demais), na deglutição (invertida e com interposição de língua) e na fala (distúrbios articulatórios). Assim uma boa oclusão auxilia a elaboração correta das experiências anímicas, assim como a mastigação correta o “bem triturar” das vivências e o equilíbrio na resolução de seus problemas. Além disto, “é possível notar um embotamento do pensamento, dispersão e desatenção pela dificuldade em respirar, acarretando dificuldades de aprendizagem escolar pela pouca concentração”.

De encontro a esta importante relação de mãe e filho através da amamentação também está o Método Mãe Canguru ou Método pele a pele.

Este método foi idealizado na Colômbia com o objetivo de reduzir a mortalidade neonatal naquele país. O fundamento do método é de que colocando o recém nascido contra o peito da mãe, possa promover uma maior estabilidade térmica substituindo assim as incubadoras, permitindo alta precoce, menor taxa de infecção hospitalar e conseqüentemente melhor qualidade da assistência com menor custo para o sistema saúde. No entanto, quando adequadamente analisado esse procedimento não mostrou a melhoria esperada na sobrevida dessas crianças prematuras. Porem há evidências de impacto positivo do Método Mãe Canguru sobre a prática da amamentação e também que este possa reduzir a morbidade infantil. Por outro lado, não existem relatos sobre efeitos deletérios da aplicação do método (Método Mãe Canguru; Venâncio e Almeida, 2004).

Mas a atitude de promover um maior contato precoce entre a mãe e o seu bebê mostrou desenvolver um maior vínculo afetivo e um melhor desenvolvimento da criança.

O “Mãe Canguru” lembra bem a relação de cuidados que as índias têm com seus filhos, seguindo a mesma linha de atuação da medicina antroposófica. Isso se deve, talvez, ao elemento profundamente humano que é resgatado na relação mãe-bebê através dessa prática. O triângulo que ampara o “Mãe Canguru” é “Calor-Amor-Leite Materno” enquanto que a medicina antroposófica desperta para a importância do ambiente harmonioso, do calor da mãe (principalmente o calor espiritual materno) e da nutrição através do leite materno para promover o processo de encarnação de forma mais apropriada e transmitir adequadamente as forças formativas e plasmadoras que permitam um desenvolvimento global do bebê e uma chegada mais suave ao ambiente terrestre.

Todos esses princípios são preenchidos pelo “Mãe Canguru” e desta forma, observa-se um ponto de encontro inquestionável entre as práticas antroposóficas e a tradicionais, quando essa última caminha em direção à valorização do Humano.

No Brasil o Método Mãe Canguru foi implantado na rede pública com a visão de um novo paradigma que é o da atenção humanizada à criança, à mãe e à família, respeitando-os nas suas características e individualidades.

Assim ao buscarmos as relações humanas mais naturais e preenchidas de calorosidade estamos indo de encontro à concepção de um mundo mais harmonioso.

“Tudo que é dado ao organismo humano através da alimentação de leite prepara-o para torná-lo uma criatura humana terrestre, coloca-o em união com as relações terrestres. Ele (o leite) torna-o um cidadão terrestre, mas não o impede de se tornar um cidadão de todo sistema solar.” (Steiner, 1913)

Ser mãe é uma benção, ser mãe que amamenta é uma dádiva, ser mãe que acolhe e transmite energia deve ser uma inspiração.
linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Crianças com formação musical possuem melhor gerenciamento do cérebro

Crianças com formação musical
possuem melhor gerenciamento do cérebro

Fonte: www.zh.clicrbs.com.br – clique e conheça

ozgurluk

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando cada vez mais tempo em preparação para provas, nossos resultados sugerem que a formação musical pode realmente ajudar a moldar as crianças para um futuro acadêmico melhor. Crianças que tocam um instrumento apresentam níveis de atividade no córtex cerebral aumentados, indicando maior aptidão a multitarefas.”

linha

Pesquisadores do Hospital Infantil de Boston trabalharam com imagem por ressonância magnética e descobriram que a formação musical precoce melhora as áreas do cérebro responsáveis pelo funcionamento executivo.

Também conhecido como controle cognitivo ou sistema atencional supervisor, o “funcionamento executivo” se refere à gestão do cérebro, parecido com o termo corporativo correspondente.

No topo da hierarquia em termos de organização do cérebro, o funcionamento executivo permite o processamento e a retenção de informações, regula o comportamento e é responsável pela resolução de problemas e planejamento, entre outros processos cognitivos. Pode ser considerada uma peça-chave para se ter sucesso na vida.

No estudo, os pesquisadores consideraram que uma criança musicalmente treinada era alguém que tivera pelo menos dois anos de aulas particulares. Eles selecionaram 15 delas, com idades entre 9 e 12 anos, e as estatísticas do grupo corresponderam a treinamentos mais significativos do que aqueles que os pesquisadores estavam procurando: as crianças tocavam por 5,2 anos e praticavam 3,7 horas por semana, começando na idade de 5,9 anos.

Os cientistas os compararam com um grupo de 12 crianças da mesma faixa etária sem formação musical. Em seguida, foram formados dois grupos de estrutura semelhante de adultos, embora o grupo musical consistisse unicamente de músicos profissionais ativos. Os testes cognitivos mostraram que músicos em ambas as faixas etárias tiveram uma posição de vantagem.

A ressonância magnética mostrou que as crianças apresentaram os níveis de atividade no córtex pré-frontal aumentados, indicando que elas podem ser mais aptas a multitarefas do que as não musicais. Os inúmeros benefícios cerebrais da formação musical são bem conhecidos e têm sido o tema central de muitos estudos acadêmicos.

No ano passado, a Sociedade para Neurociência apresentou três estudos em uma conferência anual. Todos eles concluem que as influências da formação musical não só determina as funções, como também a anatomia do cérebro.

O estudo de Boston, contudo, é um dos poucos a explorar o funcionamento executivo e adaptar os resultados ao nível socioeconômico, fator importante ao qual estudos anteriores não deram a devida atenção.

—Já que o funcionamento executivo tem fortes condições para determinar o desempenho acadêmico, mais até do que o QI, pensamos que nossas descobertas possuem grandes implicações educacionais. Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando cada vez mais tempo em preparação para provas, nossos resultados sugerem que a formação musical pode realmente ajudar a moldar as crianças para um futuro acadêmico melhor— afirma a pesquisadora Nadine Gaab.

Nadine diz que estudos futuros podem determinar se crianças e adultos que têm dificuldade com o funcionamento executivo – como crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou idosos – poderiam se beneficiar da música como uma ferramenta de intervenção terapêutica.

Os pesquisadores observaram que um melhor funcionamento executivo é o verdadeiro aspecto do cérebro, motivando as crianças a continuar suas aulas de música, sugerindo que a formação deve começar cedo na vida. O estudo foi publicado no PLOS ONE.

linha

Em Florianópolis, dê a oportunidade para seu filho estudar música:

Wrinkled Parchment Paper

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Como lidar com as situações de dor da criança

Como lidar com as situações de dor da criança

Wolfgang Goebel / Michaela Glöckler

Fonte: Consultório Pediátrico

crianc3a7a-chorando

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Quanto menores são as crianças, tanto mais difícil é descobrir o que lhes dói. Como adultos somos, portanto, solicitados a amparar a criança com uma atitude de calma e confiança. Se soubermos lidar com a situação, ela suportará melhor as dores do que se entrarmos em pânico. Inquietação, angústia e ruidosas manifestações de pena se transmitem à criança, acentuando sua sensação de dor.”

linha

Quanto menores são as crianças, tanto mais difícil é descobrir o que lhes dói. Por isso comentaremos as afecções dolorosas freqüentes, em seu contexto, mostrando até que ponto é possível à mãe reconhecer a causa. Inicialmente serão apresentados dois exemplos genéricos, a fim de se caracterizar a forma de lidar com as dores e com as crianças.

1- Uma criança cai, arranhando muito os joelhos e as mãos. Com os dentes cerrados afasta-se dos companheiros de brinquedo, mancando em direção à sua casa e acelerando os passos à medida que se aproxima. A vista da mãe começa então a soluçar alto e a chorar, literalmente despejando sua pequena alma represada.

2. Um bebê de cinco meses, já tendo passado o dia um tanto irrequieto, não tendo mamado direito, noite começa a gritar tão logo é colocado no berço. Nunca, até agora, a mãe o viu assim — ele sempre se deixou deitar tranqüilamente. Ela o ergue de novo ao colo, para fazê-lo arrotar mais uma vez — sem grande resultado. As fraldas já foram trocadas e, no decorrer do dia, ele evacuou normalmente. Apesar de não achar a cria, quente, por precaução a mãe mede sua temperatura axilar, constatando uma febre de pouco mais de 37°C. Ao ser deitado. o pequeno recomeça logo a gritar incontrolavelmente, mais alto ainda que antes. Agora a preocupação da mãe se acentua — será que ele tem sede? O chá adoçado que lhe oferece é recusado. Ela o toma novamente nos braços e o embala —mas nem isto adianta. Ela dá pulinhos com ele — ele sempre gostou tanto disso —, mas agora o berreiro se torna insuportável. A mãe, muito aflita, resolve então procurar o médico, a quem entrega, hesitante, o “pacotinho que berra”. Examinar a criança no momento, nem pensar. Com ela nos braços, o médico caminha pela sala com passos calmos, cadenciados, quase no ritmo de sua própria respiração. Aos poucos a tensão — também da mãe — vai cedendo. O berreiro cessa. O ar represado escapa num grande arroto. A cabecinha cai, cansada. Mais alguns soluços e um profundo suspiro.

Agora o abdomem pode ser cuidadosamente apalpado. Não há reação dolorosa — tampouco nos ouvidos. Todos os demais órgãos possivelmente suspeitos são examinados, sem constatação de qualquer problema. E provável que um leigo experiente tivesse, logo de inicio, examinado a boca — onde, por trás do lábio inferior, há um ponto inchado na gengiva. Nesse ínterim a mãe já descobriu do que se trata.

À noite o berreiro ainda se repete por duas vezes, mas agora a mãe permanece calma. De manhã ambos dormem até um pouco mais tarde. Na hora de trocar as fraldas, tudo se passa como antes — só que agora a mãe se alegra vendo o primeiro dentinho que acaba de apontar! Ambos os exemplos mostram que as manifestações de dor numa criança dependem do ambiente em que se apresentam.

Como adultos somos, portanto solicitados a amparar a criança com uma atitude de calma e confiança. Se soubermos lidar com a situação, ela suportará melhor as dores do que se entrarmos em pânico. Inquietação, angústia e ruidosas manifestações de pena se transmitem à criança, acentuando sua sensação de dor.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

A alimentação Biodinâmica – O estímulo da ciência espiritual de Rudolf Steiner a uma nova higiene da nutrição

Tradução disponível para download

A alimentação Biodinâmica

O estímulo da ciência espiritual de Rudolf Steiner a uma nova higiene da nutrição

Dr. Med. Gerhard Schmidt

Tradução: Dr. Ivan Stratievsky

arvore-das-estac3a7oesa6

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Rudolf Steiner (1861 – 1925), fundador da Antroposofia, colocou, durante o Congresso de Pentecostes, em 1924, a pedra fundamental do berço do Movimento Biodinâmico, em forma de um ciclo de oito palestras para agricultores. Esse congresso teve lugar no castelo Koberwitz, perto de Wroclaw/Breslau, que hoje abriga a prefeitura de Kobierzyce, Polônia. O impulso da Agricultura Biodinâmica, sendo uno com a Antroposofia, tem como conseqüência natural à renovação do manejo agrícola, a sanação do meio ambiente e a produção de alimentos realmente condignos ao ser humano. Esse impulso quer devolver à agricultura sua força original criadora e fomentadora cultural e social, força que ela perdeu no caminho à industrialização direcionada à monocultura e à criação em massa de animais fora do seu ambiente natural. A Agricultura Biodinâmica quer ajudar aqueles que lidam no campo a vencer a unilateralidade materialista na concepção da Natureza, para que eles possam, cada um por si mesmo, achar uma relação espiritual–ética com o solo, com as plantas e os animais e com os coirmãos humanos. A Biodinâmica quer lembrar todos os homens que: “A Agricultura é o fundamento de toda cultura, ela tem algo a ver com todos”.
O ponto central da Agricultura Biodinâmica é o Ser Humano que conclui a criação a partir de suas intenções espirituais baseadas numa verdadeira cognição da Natureza.”

linha

Download: A alimentação biodinâmica

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o livro, clique aqui…

linha

Conteúdo:

A alimentação Biodinâmica

CAPÍTULO I: AS BASES DA NUTRIÇÃO. A AMPLIAÇÃO DA CIÊNCIA NUTRICIONAL PELA CIÊNCIA ESPIRITRUAL DE RUDOLF STEINER

A nutrição como questão de consciência.
A situação nutricional atual.
A evolução da ciência nutricional.
Nascimento da dietética.
O combate contra a teoria materialista da nutrição.
Necessidade de novos métodos de investigação.
As leis naturais são válidas apenas para o mundo inorgânico.
O mundo das forças formativas.
A realidade da alma e do espírito.
Os fenômenos do anabolismo e do catabolismo no homem.
Os conceitos de saúde e de doença no homem.
A tarefa da alimentação.
A dietética.
Variações e limites da concepção científica.
A ligação a antigos hábitos de pensamento.
A nova imagem do homem.
Novos critérios de qualidade.
A natureza quádrupla do homem.
A corrente quádrupla da nutrição.
O duplo problema da alimentação humana.
A atividade dos constituintes do homem do ponto de vista da alimentação.
A ponte entre o físico-corporal e o anímico-espiritual.
Uma alimentação apropriada ao ser humano.

CAPÍTULO II: POR QUE ALIMENTAR-SE?

A balança e o termômetro no estudo da nutrição.
Qual é o objetivo da alimentação humana?
A “natureza própria” das substâncias alimentares é um critério de qualidade indispensável.
A lei energética e seus limites.
A individualidade bioquímica do homem.
Destruição e ressurreição da matéria do homem.
A alimentação: uma resistência contra a natureza.

CAPÍTULO III: CONTRIBUIÇÃO À FISIOLOGIA DA NUTRIÇÃO

O homem e os reinos naturais na alimentação.
As quatro etapas da digestão.
A digestão bucal.
O triunfo sobre a natureza estranha dos alimentos.
A digestão gástrica.
A digestão no intestino delgado.
Processos rítmicos no intestino – O papel do baço.
A organização rítmica – O ritmo circadiano.
A absorção dos alimentos.
Desvitalização e revitalização dos alimentos.
Admissão do alimento na organização superior do homem: papel da função renal.
A humanização da substância nutritiva – O papel do fígado e da bile.
A ação do colesterol.
O metabolismo do açúcar.
O calor, suporte da organização do Eu.
Significado do peristaltismo intestinal.
Polaridade da constituição humana.
Significado da flora intestinal.
Aspectos da digestão das albuminas e das gorduras.
Fermentação dos carboidratos.
Sentido e realidade da alimentação – quantidade e qualidade.
O problema fundamental da alimentação: a corrente terrestre e a corrente cósmica.
Materialidade e ação das forças.
Origem e objetivo da alimentação – Nutrição terrestre e cósmica.

CAPÍTULO IV: OS PROCESSOS DO ODOR E DO GOSTO: CONDIMENTOS, TEMPEROS E SUBSTÂNCIAS AROMÁTICAS

Dados preliminares.
A percepção olfativa – Significado do aroma.
Processos gustativos – O problema dos condimentos.

CAPÍTULO V: O PROBLEMA DO RITMO NA ALIMENTAÇÃO

Atividades da organização rítmica.
O ritmo circadiano do fígado.
Resultados da ciência moderna dos ritmos.
A importância do ritmo para a saúde humana.

CAPÍTULO VI: O QUENTE E O FRIO NA ALIMENTAÇÃO

Fisiologia do sentido do calor.
O ser de calor.
Processos térmicos no homem – A teoria das calorias.
Utilização do quente e do frio na alimentação.
A essência do quente e do frio.
Técnicas modernas do quente e do frio na alimentação.
Alimentação.
Alimentos secos, torrados, cozidos.

CAPÍTULO VII: O CRU E O COZIDO

A descoberta de M. Bircher-Benner.
Os dados da ciência espiritual.
O significado da sopa.

CAPÍTULO VIII: ALIMENTOS. PRODUTOS DE REGIME. GULOSEIMAS. MEDICAMENTOS.

As relações da planta com o homem tripartido.
As plantas medicinais.
Os produtos de regime.
O sal de cozinha.
A essência do mineral.
Outros pontos de vista.
A formação dos venenos.
Diferenças entre o alimento e o remédio.

CAPÍTULO IX: REGIME VEGETARIANO. REGIME CARNÍVORO

Origem do vegetarianismo moderno.
Primeiro argumento: o de M. Bircher-Benner.
Ampliação pela ciência espiritual.
Pontos de vista da fisiologia do comportamento.
Qual regime escolher? O aspecto pedagógico.
Resultados da pesquisa científica.
Os dados da ciência espiritual moderna.
Aspectos da alimentação carnívora.
O leite e seus derivados.

CAPÍTULO X: ALIMENTO E VIDA ESPIRITUAL

Um pouco de história.
Pontos de vista da ciência moderna.
O papel do fósforo.
Sal de cozinha – Sílica – Ácido úrico – Açúcar.
Um alimento raiz: a cenoura.
Beterraba vermelha e raiz-forte.
Fatores de inibição: Proteínas, batatas e álcool.
Café e chá.
A ciência espiritual liberta do dogmatismo e dos fantasmas pessoais.

CAPÍTULO XI: ALIMENTAÇÃO E VIDA DA ALMA

Dados do problema.
Resultados da “fisiologia do comportamento”.
Os esclarecimentos da ciência espiritual.
O triplo mundo dos instintos, impulsos e desejos.
Não é o alimento que nutre, é a alma.
O jejum, a dieta e a ascese.
Aspectos contemporâneos.
Evolução dos hábitos alimentares.
Pontos de vista fisiológicos.
A fome e a sede.
A “benção”.
Ações e reações entre a substância física e o elemento anímico-espirirtual do homem.
A nova imagem do homem.
Nutrição terrestre e nutrição cósmica.

CAPÍTULO XII: A REFEIÇÃO, FATOR DE APROXIMAÇÃO

A alimentação cria elos.
Aspectos históricos.
Hábitos e usos alimentares.
Nossa alimentação, “pomo da discórdia”.
A coletividade da alimentação.
Problemas modernos de alimentação – Problemas modernos de alimentação coletiva.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Escrever à mão ajuda no desenvolvimento cerebral das crianças

Escrever à mão ajuda no desenvolvimento cerebral das crianças

Karin James

Fonte: www.bbc.co.uk – clique e conheça

escrito-na-mão-autores

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Em partes do mundo, há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo. Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e telas sensíveis ao toque em vez de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento de crianças. Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura, além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever à mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo.”

linha

Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e telas sensíveis ao toque em vez de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento de crianças.

A neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, nos Estados Unidos, estudou a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro infantil.

Ela estudou crianças que, apesar de ainda não alfabetizadas, eram capazes de identificar letras, mas não sabiam como juntá-las para formar palavras.

No estudo, as crianças foram separadas em grupos diferentes: um foi treinado para copiar letras à mão enquanto o outro usou computadores.

A pesquisa testou a capacidade destas crianças de aprender as letras; mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais áreas do cérebro eram ativadas e, assim, tentar entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizavam com as letras do alfabeto.

O cérebro das crianças foi analisado antes e depois do treinamento e os cientistas compararam os dois grupos diferentes, medindo o consumo de oxigênio no cérebro para mensurar sua atividade.

Respostas diferentes

Os pesquisadores descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando aprende através da cópia de letras à mão de quando aprende as letras digitando-as em um teclado.

As crianças que trabalharam copiando as letras à mão mostraram padrões de ativação do cérebro parecidos com os de pessoas alfabetizadas, que conseguem ler e escrever.

Este não foi o caso com as crianças que usaram o teclado.

O cérebro parece ficar “ligado” e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escrevê-las à mão, estabelecendo uma ligação entre o processo de aprender a escrever e o de aprender a ler.

“Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura quando as crianças começam a passar por este processo”, disse James.

Além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever à mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.

Computadores em escolas

As descobertas da pesquisa podem ser importantes para formular políticas educacionais.

“Em partes do mundo, há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, isto (esta pesquisa) pode atenuar (esta tendência)”, disse Karin James.

Muitas escolas americanas já transformaram o ensino da escrita à mão em alternativa opcional para professores. Por isso, muitos educadores não ensinam mais caligrafia.

Uma solução poderia seria usar algum programa em um tablet que simulasse o ato de escrever à mão.

Mas, pelo que a pesquisa da cientista sugere, nada parece substituir o aprendizado com a escrita à mão.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

A Febre e a Antroposofia

A Febre e a Antroposofia

Entrevista com o Dr. Samir Rahme publicada pela revista Arte Médica, Ano III, No. 3, novembro de 2002, da Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos (SBMA)

Fonte: www.curandoofigado.blogspot.com.br – clique e conheça

febre 2

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“A febre, em princípio, é sempre boa. Ela tem um papel fundamental na dinâmica do nosso sistema imunológico, ativando a liberação de anticorpos e de outras substâncias de defesa que vão permitir ao organismo lidar com possíveis “invasores”. Hoje sabe-se que é esse mesmo calor que inibe o crescimento de bactérias e aniquila os vírus, ou seja, o calor põe tudo no lugar, renova o organismo. Isso já foi amplamente reconhecido pela comunidade científica tradicional. A cultura do medo da febre e a tendência de combatê-la rapidamente instalaram-se em nossa sociedade nos últimos 50 anos em virtude de uma grande estratégia de marketing da indústria farmacêutica. Considero esta tendência muito nociva para a nossa saúde. Em minha opinião, a febre é um fenômeno relacionado ao desenvolvimento da nossa individualidade. Essa é a grande tarefa da febre na nossa vida. E não é à toa que a maioria dos episódios febris ocorre do nascimento até os 7 anos de idade.”

linha

… Muitos … ficam apavorados quando o termômetro começa a subir… Será que é algo grave? Será que esta febre vai causar convulsão? Quem nos responde estas perguntas é Samir Rahme, presidente da SBMA e médico antroposófico com mais de quinze anos de experiência – muitos deles dedicados à compreensão do papel da febre no equilíbrio de nossos processos vitais.

AM: Como você encara a febre hoje? Ela pode ser benéfica e ter uma função específica para o ser humano?

Samir: A febre, em princípio, é sempre boa. Ela tem um papel fundamental na dinâmica do nosso sistema imunológico, ativando a liberação de anticorpos e de outras substâncias de defesa que vão permitir ao organismo lidar com possíveis “invasores”. Hoje sabe-se que é esse mesmo calor que inibe o crescimento de bactérias e aniquila os vírus, ou seja, o calor põe tudo no lugar, renova o organismo. Isso já foi amplamente reconhecido pela comunidade científica tradicional. A cultura do medo da febre e a tendência de combatê-la rapidamente instalaram-se em nossa sociedade nos últimos 50 anos em virtude de uma grande estratégia de marketing da indústria farmacêutica. Considero esta tendência muito nociva para a nossa saúde. Em minha opinião, a febre é um fenômeno relacionado ao desenvolvimento da nossa individualidade. Essa é a grande tarefa da febre na nossa vida. E não é à toa que a maioria dos episódios febris ocorre do nascimento até os 7 anos de idade.

AM: Então os médicos antroposóficos valorizam a febre um pouco mais do que o fazem seus colegas da alopatia, certo?

Samir: Certo! Para nós, ela representa a chance de desenvolvimento da verdadeira individualidade e liberdade em relação aos condicionamentos genéticos. Quando as crianças contraem as doenças denominadas exantemáticas, ou seja, que se manifestam por meio da pele, como o sarampo, a rubéola e outras – e que sempre são acompanhadas por febre –, é uma grande oportunidade para o organismo infantil “quebrar” e eliminar as proteínas herdadas, criando novas estruturas a partir de si mesmo. Na Europa, muitas mães ainda cultivam a antiga tradição de levarem os filhos para visitar as outras crianças com doenças exantemáticas com o objetivo de proporcionar uma imunização natural. Mas, hoje em dia, fica cada vez mais difícil para esse pequeno ser usufruir os benefícios que estas doenças “naturais” podem lhe proporcionar. De um lado, temos as vacinas e de outro os antitérmicos…

AM: O calor vivenciado através da febre tem uma função para nós?

Samir. Segundo a Antroposofia, nós, seres humanos, temos um organismo com quatro componentes básicos, que didaticamente chamamos de “corpos”: um corpo físico (terra), um corpo vital (água), um corpo astral ou alma (ar) e um corpo espiritual ou individualidade (fogo). Quando se dá o aumento da temperatura, o que está acontecendo num nível mais sutil, não mensurável por aparelhos, é que a individualidade (o corpo espiritual ou “Eu”) está em seu caminho de conquistar o corpo, está atuando mais de perto, por meio do calor, que é seu elemento natural. O significado do calor ainda é pouco explorado na Medicina, mas já estamos avançando: os mais avançados tratamentos de tumores são feitos com hipertermia.

AM: Como lidar com a ansiedade?

Samir: O melhor remédio é paciência e conversa. Os médicos devem tentar esta abordagem com os pais, resistindo à pressão. Hoje em dia, tanto na medicina quanto em outras áreas predomina o conceito de FAST(rápido, em inglês), ou sejam, tudo deve ser e ocorrer de maneira rápida, o que não proporciona um desfrutar das situações. Quando lidamos com o ser humano, quanto mais SLOW melhor o resultado e, no caso de afecções do organismo, estamos sempre lidando com a eternidade. Muitas vezes, somos procurados porque os pais já não agüentam mais dar tanto remédio químico para seus filhos, e a reclamação é sempre a mesma: não ficam bons nunca.

AM: E medo da convulsão?

Samir. Poucos sabem que as convulsões causadas pela febre ocorrem em apenas 2% das pessoas e não dependem da temperatura que a febre alcança, mas da velocidade com que ela sobe. Assim, as pessoas propensas a ter convulsões febris poderão ter crises mesmo com febres baixas. Nesta situação, o uso antitérmico está mais que justificado, mas sem nos esquecermos de que estamos lidando com uma minoria.

AM: E como você orienta o tratamento da febre?

Samir: A primeira preocupação do médico é diagnosticar e tratar a doença que provoca a febre, que é apenas um sintoma. Na medicina Antroposófica existem medicamentos naturais, à base de plantas, animais e minerais, que podem ser usados no tratamento das causas da febre. A compressa de limão na panturrilha costuma baixar a temperatura de 1 a 2 graus, sem comprometer o processo como um todo. (Ver receitas abaixo.)

AM: Quais seriam suas considerações finais sobre a febre?

Samir: Vale alertar que numa pessoa bem nutrida os efeitos de uma febre serão mais bem tolerados do que numa desnutrida. Repito que a febre é o remédio mais potente e sábio que existe, devendo ser encarada como uma grande aliada do médico e do paciente. Acho fundamental iniciarmos uma contracultura da febre!

Compressa com rodelas de limão:

Corta-se um limão em rodelas. Depois, elas são colocadas entre as dobras de um pano e batidas para se extrair o suco. Em seguida, a compressa com as rodelas de limão batidas é aplicada morna na panturrilha e firmemente enrolada com um xale de lã.

Compressa com suco de limão:

A compressa de limão pode ser aplicada morna na panturrilha. Um limão é colocado numa vasilha com água suficiente para cobri-lo. É depois cortado e espremido debaixo d’água, fazendo-se diversos cortes na casca para se obter bastante óleo etérico (sumo). Dobra-se um pano de algodão ou linho (pode ser um lenço) de modo que cubra o panturrilha. Molha-se o pano na água com limão, espremendo-o depois com força. Ele é aplicado, sem pregas, ao redor da perna, preso com um pano maior e, em seguida, com um pano de lã firmemente enrolado.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Os estados primordiais da Terra: Livro Conferência aos trabalhadores Vol II – disponível para download

Livro Completo disponível para download

Conferência aos trabalhadores – Vol II

Os estados primordiais da Terra

4 conferências de Rudolf Steiner

Tradução: Gerard Bannwart

steiner

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Nós realmente carregamos na alma a predisposição para o amor humano e para o calor, aquele calor moral que entende o outro ser humano.”

Rudolf Steiner

linha

Download: Conferência aos trabalhadores Vol II

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o livro, clique aqui…

linha

Conteúdo:

Os estados primordiais da Terra

Primeira Conferência – Dornach, 20 de setembro de 1922

Estados primordiais da Terra: a Lemúria
Lama terrosa e ar ígneo.
Pássaros-dragões, Ictiosáurios e Plesiosáurios.
Pássaros-dragões como alimento dos Ictiosáurios e dos Plesiosáurios.
Aves, animais vegetarianos e Megatérios.
A terra: um gigantesco animal morto.

Segunda Conferência – Dornach, 23 de setembro de 1922

Estados primordiais da Terra parte 2.
Tartarugas, crocodilos.
Instintos curativos dos animais.
Oxigênio e carbono.
Plantas e florestas.
Contínua alteração da Terra.
As gigantescas ostras e sua vida na “sopa terrestre”.
As minhocas.
A Terra no estado glacial.
A Lua como estimuladora da fantasia e das forças de crescimento.
Indicação de Metschnikow para o “Fausto” de Goethe.
A Lua no interior da Terra.
Saída da Lua e o estado subsequente.
Conservação da antiga substância lunar na força de reprodução dos seres animais e humanos.

Terceira Conferência – Dornach, 27 de setembro de 1922

O mais primordial estado da Terra.
Estado da Terra, anterior à saída da Lua.
Reprodução das ostras gigantes.
Procedência das forças masculinas e femininas no período anterior à saída da Lua.
Elefante, pulgão da folha, vorticelas.
O Sol como força fecundante.
Conservação das batatas em covas na terra.
A Terra dá as forças reprodutoras a seus seres por conservar dentro de si as forças solares durante o inverno. Reprodução por estacas.
Levar plantas ao crescimento correto.
Minhocas, vermes intestinais.
Força vital na semente das plantas.
Ação do Sol na reprodução vegetal e animal.
Ação da Lua sobre o clima.
A disputa lunar de Fechner-Schleiden.
A época da evolução em que Terra, Sol e Lua ainda eram um só corpo.
O experimento de Plateau.
A Terra como ser vivo.

Quarta conferência – Dornach, 30 de setembro de 1922

Adão Kadmon na Lemúria.
Outrora a Terra foi uma cabeça humana viva.
Nutrição primordial da Terra a partir do espaço universal.
Julius Robert Mayer.
O Sol “devora” os cometas.
Meteoros: cometas decaídos.
A Terra nutrida pelo Sol.
A cabeça humana embrionária, uma evidente cópia da Terra.
Em tempos idos a Terra foi o germe de um gigantesco ser humano.
Outrora o ser humano foi a Terra toda.
“O semblante da Terra” de Eduard Suess.
Origem dos animais.
Porque o homem é tão pequeno.
Todos descendemos de um único homem.
O gigante Ymir.
Explanação errônea do Antigo Testamento.
Extermínio do antigo saber.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Sete erros dos pais na hora de impor limites

Sete erros dos pais na hora de impor limites

Renata Losso

Fonte: www.delas.ig.com.br – clique e conheça

bronca_31.05.11

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Filho, se você não parar com isso agora…”. Muitos pais já devem ter usado esse conhecido início de frase em tentativas frustradas de impor limites aos filhos. Logo depois, pode seguir uma ameaça de palmada ou de castigo. Funcionaria? Provavelmente não. Ser permissivo tampouco é uma solução…

- Não faça ameaças se não for cumpri-las.
- Não ceda por sentimento de culpa.
- Evite recompensas.
- Não dê ordens dúbias para a criança.
- Seja firme e paciente.
- Não se prolongue demais nas explicações.
- Não insista se não tiver razão.

linha

Os equívocos mais comuns dos adultos quando as crianças precisam ouvir um “não” – e as dicas para evitá-los

“Filho, se você não parar com isso agora…”. Muitos pais já devem ter usado esse conhecido início de frase em tentativas frustradas de impor limites aos filhos. Logo depois, pode seguir uma ameaça de palmada ou de castigo. Funcionaria? Provavelmente não. Ser permissivo tampouco é uma solução.

Para os pais não acharem que estão em um beco sem saída, listamos alguns dos erros mais comuns cometidos nestas horas. Saiba quais são e como evitá-los.

1. Não faça ameaças se não for cumpri-las

Antes de dizer que o filho desobediente ficará sem sorvete até o ano que vem, os pais precisam pensar – de verdade – se poderão cumprir a promessa. Ameaçar e não cumprir, para o psicólogo Caio Feijó, autor do livro “Pais Competentes, Filhos Brilhantes – Os Maiores Erros dos Pais na Educação dos Filhos e os Sete Princípios Fundamentais para Prevenir essas Falhas” (Novo Século Editora), gera filhos que perdem o respeito pelos pais. Se ele não se comportou direito, melhor vetar aquela festinha do amigo que está próxima – e cumprir – do que proibir que ele jogue videogame para sempre.

Dica: Transforme ameaças em avisos, passando a mensagem sem violência.

2. Não ceda

Não vale ser indulgente com a indisciplina do filho porque você trabalha fora e se sente culpada, nem por achar que ele deixará de amá-la – medos bem comuns, segundo a psicóloga Dora Lorch, autora do livro “Superdicas para Educar bem seu Filho” (Editora Saraiva). Se uma posição foi determinada, não volte atrás. A postura, segundo Caio Feijó, é essencial para as crianças não serem tão resistentes com os limites impostos.

Dica: Leve em consideração se o seu filho está passando por um momento difícil – como a perda de um animal de estimação.

3. Evite recompensas

O comportamento adequado não é uma moeda de troca. Os pais não devem prometer um brinquedo novo para o filho se comportar em um restaurante. “Dessa forma ele acreditará que tudo na vida se resolve negociando”, afirma a psicóloga e pedagoga Regina Mara Conrado, autora do livro “Filhos e Alunos sem Limites: Um Desafio para Pais e Professores” (Editora WAK) ao lado de Lucy Silva.

Dica: Não coloque a recompensa como um prêmio, mas saiba reconhecer a boa conduta da criança com palavras. Presentes não são proibidos, mas o psicólogo e terapeuta familiar João David Cavallazzi Mendonça sugere dá-los só às vezes.

4. Não dê ordens dúbias para a criança

Para o psicoterapeuta e educador Leo Fraiman, os pais que não decidem juntos os padrões da educação do filho cometem um grande erro. Se a mãe diz que o filho não deve ir dormir mais tarde em dia de jogo do time preferido e o pai acaba deixando, a criança não irá entender o que deve fazer.

Dica: Os pais devem decidir as regras a dois – e cumpri-las.

5. Seja firme e paciente

Frustrar a criança a ajudará a lidar com as adversidades da vida no futuro. “Dizer ‘não’ é prerrogativa e obrigação dos pais quando necessário”, diz Caio Feijó. Portanto, os pais devem ser firmes em suas ações e não deixar para resolver um problema depois que ele já passou. Resolver de cabeça quente também não adianta: diante de um comportamento inadequado, insista e, se necessário, conte até mil. Mas sempre evite dizer que a criança é malcriada e não faz nada direito.

Dica: “É mais seguro sugerir que aquilo que ela fez foi errado e é melhor não se repetir”, diz João David.

6. Não se prolongue demais nas explicações

De acordo com Regina Mara Conrado, é importante pontuar o porquê dos limites, mas não é necessário contar uma novela enquanto a criança reluta. “Se os pais se estendem na justificativa, acabam se perdendo e cedem à insistência da criança”, diz.

Dica: Seja claro e objetivo sobre por que a criança ouviu um “não”, mas adapte a explicação à capacidade de compreender dela.

7. Não insista se não tiver razão

Existem coisas que não se obriga. Se seu filho não gosta das aulas de judô, não há razões para insistir. Dora Lorch recomenda aos pais perceber quando a criança precisa de acolhimento em vez de imposição. Ela pode estar sendo intransigente por estar sofrendo bullying na escola, por exemplo.

Dica: Esteja próximo a seu filho para saber diferenciar indisciplina de apreensão.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Livro: Conferência aos trabalhadores I – disponível para download

Livro Completo disponível para download

Conferência aos trabalhadores I

6 conferências de Rudolf Steiner

Tradução: Gerard Bannwart

Man-Sitting

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Admirar o belo, preservar o vero, venerar o nobre, decidir o bem: conduz o homem, na vida, a objetivos – no agir, para o justo, no sentir, para a paz, no pensar, para a luz – e o ensina a confiar na presença divina em tudo o que há: na amplidão do Universo, no fundo da alma…”

Rudolf Steiner

linha

Download: Conferência aos trabalhadores I

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o livro, clique aqui…

linha

Conteúdo:

O CONHECIMENTO DO SER HUMANO
NO QUE DIZ RESPEITO A CORPO, ALMA E ESPÍRITO

Primeira Conferência – Dornach, 2 de agosto de 1922

Sobre o surgimento da fala e dos idiomas.
A descoberta de Broca.
Apoplexia cerebral e perda da fala.
O falar e a formação da circunvolução temporal esquerda.
O desenvolvimento da fala infantil.
Vogais e consoantes.
Imitação ao falar.
Ser canhoto e ser destro.
Tratamento pedagógico do canhoto.
Diversidade das línguas segundo regiões da Terra e segundo constelações celestes.

Segunda Conferência – Dornach, 5 de agosto de 1922

Sobre o corpo vital do ser humano.
O cérebro e o pensar.
Como o ser humano é um ser pensante?
Alimentação láctea.
Leite de jumenta.
Leite materno.
Amortecer e reavivar a nutrição.
Os corpúsculos brancos do sangue e as células cerebrais.
Estados de desmaio e anemia.
A consciência e sua dependência da exata proporção entre glóbulos brancos e glóbulos vermelhos do sangue.
Vivacidade do cérebro durante o sono.
Inconsciência no sono.
Atividade pensante durante o sono.
Processo respiratório e atividade cerebral.
Percepção dos sonhos.
Atividade pensante diurna do cérebro.

Terceira Conferência – Dornach, 9 de agosto de 1922

O ser humano em sua relação com o mundo.
Formação e dissolução.
Amortecimento da vida.
Procedência dos pensamentos.
Formação de cristal.
Silício.
Formação de montanhas.
Os Alpes.
Açúcar e sua dissolução.
Diabete.
Reumatismo e gota.
Formação e dissolução da areia cerebral.
Apoplexia cerebral.
Adoecer não é senão formar algo com muitas forças.
Café e chá.
Nutrição rica em nitrogênio.
Processo de dissolução e consciência do Eu.

Quarta conferência – Dornach, 9 de setembro de 1922

O conhecimento do ser humano segundo corpo, alma e espírito.
O cérebro e o pensar.
O fígado como órgão sensorial.
A vida nas células cerebrais e nos glóbulos brancos do sangue.
Imbecilidade e amolecimento do cérebro.
Amortecimento da vida no cérebro como pressuposto do pensar.
Causas da esclerose do fígado.
O fígado como órgão de percepção.
Troca de materiais no corpo humano.
Formação do ser humano no complexo corpóreo da mãe.
O sono da criança de peito.
Inutilização do corpo com a idade.
Câncer intestinal, estomacal ou do piloro.
Sobrecarga da memória e esclerose do órgão.
Conhecimento real e factual.
A ciência tornada prática.

Quinta Conferência – Dornach, 13 de setembro de 1922

A percepção e o pensar dos órgãos interiores.
Leite materno e leite de vaca.
Amortecimento e reavivamento da nutrição.
O fígado como órgão sensorial interno.
Atividade perceptiva pelos rins.
Escleroses cerebrais.
Diabete.
Peculiaridades do fígado.
O fígado: um olho interno.
Secreções biliares.
Os olhos do animal como órgão pensante.
As cabeças de Jano dos romanos.

Sexta conferência – Dornach, 16 de setembro de 1922

O processo de nutrição do ponto de vista físico-material e anímico-espiritual.
Ptialina, pepsina, tripsina.
Sentir o fígado.
Secreção biliar.
Amido: açúcar; albumina: albumina líquida, formação de álcool; gorduras: glicerina, ácidos graxos; sais permanecem sais.
Sobre a morte de Paracelso.
Absorção de grandes porções de álcool.
A enxaqueca. O cérebro no líquido cerebral.
Principal diferença entre homem e animal.
Sais e fósforo como os principais materiais no cérebro humano.
Sal e pensar, fósforo e vontade.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

O equilíbrio entre desejo e amor

O equilíbrio entre desejo e amor

Alain de Botton

Fonte: Página do facebook Fronteiras do pensamento – clique e conheça

desejo e amor

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Nossa cultura nos encoraja a reconhecer muito pouco do que geralmente somos no ato do sexo. Como se fosse um processo puramente físico, sem importância psicológica. Mas, o que acontece ao fazer amor está muito conectado às nossas ambições mais centrais. Quanto mais de perto analisarmos aquilo que consideramos sensual, mais claramente entenderemos que erotismo é a excitação que sentimos ao encontrar outro ser humano que compartilhe nossos valores e nosso sentido de existência.”

linha

ALAIN DE BOTTON: “Quanto mais de perto analisarmos aquilo que consideramos sensual, mais claramente entenderemos que erotismo é a excitação que sentimos ao encontrar outro ser humano que compartilhe nossos valores e nosso sentido de existência.”

Na obra “How to think more about sex”, o escritor suíço Alain de Botton argumenta que o século 21 está fadado a ser uma busca pelo equilíbrio entre desejo e amor, entre aventura e comprometimento. O autor defende que mais satisfatório do que ser bem-sucedido em levar alguém para a cama é compreender a complexidade dos dilemas que a sexualidade hoje nos apresenta.

“Nossa cultura nos encoraja a reconhecer muito pouco do que geralmente somos no ato do sexo. Como se fosse um processo puramente físico, sem importância psicológica. Mas, o que acontece ao fazer amor está muito conectado às nossas ambições mais centrais. O sexo se desenrola através do contato de órgãos, mas nossa excitação não é uma reação fisiológica insensível; pelo contrário, é um êxtase que sentimos ao encontrar alguém que pode ter a capacidade de acalmar alguns de nossos maiores medos, alguém que podemos depositar a esperança de construir uma vida baseada no compartilhamento de valores comuns.”

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Livro: O ser humano como sinfonia das forças universais – disponível para download

Livro Completo disponível para download

O ser humano como sinfonia das forças universais

12 conferências de Rudolf Steiner

Tradução: Gerard Bannwart

1a

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“O ser humano representa um pequeno mundo, um
microcosmo perante o macrocosmo; que ele realmente contém em
si todas as leis do mundo, todos os mistérios do mundo…”

Rudolf Steiner

linha

Download: O ser humano como sinfonia das forças universais

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o livro, clique aqui…

linha

Conteúdo:

CAPÍTULO I – A INTERCONEXÃO DAS RELAÇÕES CÓSMICAS, DAS RELAÇÕES TERRESTRES E DO MUNDO ANIMAL COM O SER HUMANO

Primeira conferência – 19 de outubro de 1923

O ser humano como microcosmo.
Forças plasmadoras.
A classe das aves.
O ser humano como síntese de águia, leão e touro.
Correspondências do humano interior com o que está fora no cosmo. Interpretação artística das configurações. O artístico como princípio de conhecimento.

Segunda Conferência – 20 de outubro de 1923

Atmosfera permeada de brilho solar e Zodíaco.
As regiões do cosmo.
As relações do ser humano com o sistema planetário.
A tríade de chamados.
Os perigos dos chamados.
A lei da ressonância das vibrações.
Os ensinamentos da tríade animal: caracteres do universo.
A tríade de respostas do ser humano para a compensação das unilateralidades e espiritualização da civilização mecanística da Terra.
Simbolismo cósmico.

Terceira conferência – 21 de outubro de 1923

A substância física da terra e a substância espiritual da alma.
Forças espirituais e físico-terrenas.
O ser humano como ser espiritual e fisicamente substancial e como ser dinâmico.
O endividamento cármico do ser humano para com a Terra.
A compensação através das entidades cósmicas.
O segredo das forças zodiacais que se configuram nos animais.
O enigma cósmico da tríade animal.

CAPÍTULO II – A CONEXÃO INTERNA DOS FENÔMENOS E DOS SERES DO MUNDO

Quarta conferência – 26 de outubro de 1923

As metamorfoses da evolução da Terra e suas consequências para a condição atual da Terra.
As forças cósmicas atuantes no mundo dos insetos.
A natureza da borboleta e a entidade vegetal.
A necessidade da metamorfose dos pensamentos abstratos para o senso artístico.
Os pensamentos abstratos precisam ser permeados pelo movimento artístico.

Quinta conferência – 27 de outubro de 1923

Espiritualização da matéria por borboletas e pássaros.
Economia cósmica.
A luz espiritual das borboletas e dos pássaros.
A leveza do calor dos pássaros e o peso do crepúsculo dos morcegos; seu medo cósmico; sua matéria espiritual excretada: alimento do dragão.
A proteção do ser humano contra isso no impulso micaélico.

Sexta conferência – 28 de outubro de 1923

A diferença entre a formação cósmica do ser humano e a dos animais superiores.
Simultaneamente ao crescimento do ser humano, formam-se em sentido descendente as diversas classes de animais.
A co-vivência da vida cósmica pela Terra.
Répteis e peixes.
O ser humano em relação aos animais.
A ponte para o reino das plantas.
O significado do mineral.

CAPÍTULO III – O MUNDO DAS PLANTAS  E OS ESPÍRITOS ELEMENTARES DA NATUREZA

Sétima conferência – 2 de novembro de 1923

A existência vegetal.
Os espíritos da raiz, os seres da água, espíritos do ar e do fogo.
Seu trabalho no mundo vegetal.
A irradiação do físico espiritualizado para o espaço cósmico.
O processo espiritual do crescimento vegetal.
A interação da força descendente do amor-oferenda e da força ascendente da gravidade.

Oitava conferência – 3 de novembro de 1923

A antipatia dos gnomos para com os animais inferiores, para os quais eles são um complemento superior, no polo cefálico; sua força de observação desperta.
As ondinas como seres complementares para os peixes e anfíbios superiores.
As sílfides, um complemento descendente para o mundo das aves.
Os seres do fogo como complemento da natureza das borboletas.
Seres elementares malévolos e benévolos; suas forças construtivas e destrutivas; o deslocamento das esferas.

Nona conferência – 4 de novembro de 1923

A percepção e a experiência das entidades elementares da natureza.
Suas palavras universais, que soam em conjunto a partir de inumeráveis seres em diferentes tonalidades.
A última ressonância emitida palavra universal criadora, formadora, configuradora.
O ser humano como acorde dessa palavra universal.

CAPÍTULO IV – OS SEGREDOS DA ORGANIZAÇÃO HUMANA

Décima conferência – 9 de novembro de 1923

Processos metabólicos e processos circulatórios.
Processos patológicos e processos curativos.
Arte pedagógica e terapia.

Décima primeira conferência – 10 de novembro de 1923

O emprego do mineral no ser humano.
Sua conversão em éter de calor.
Do ser humano as forças se elevam de maneira humana para as hierarquias superiores.
O mundo vegetal é espelho externo da natureza para consciência moral humana.
A espiritualização do vegetal quando acolhido pelo organismo humano.
O processo do alimento vegetal dentro do animal.

Décima segunda conferência – 11 de novembro de 1923

As fontes do espiritual-moral na humanidade: compreensão humana e amor humano.
Frieza moral e ódio ao humano na configuração física do ser humano.
O trabalho das hierarquias na conversão da configuração espiritual do ser humano.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Educação infantil: antecipar escolarização é crime

Educação infantil: antecipar escolarização é crime

Luiz Carlos de Freitas

Fonte: www.avaliacaoeducacional.com – clique e conheça

child in rain (1)

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“O MEC está preparando na Secretaria de Educação Básica, agora tendo Manuel Palácios como novo titular,  a base nacional comum para a educação básica. Em pauta estará a introdução de novas exigências de desempenho para a educação infantil, pois o atual Ministro acha que a criança tem que se alfabetizar até os sete anos. Isso irá provocar uma antecipação da escolarização das nossas crianças nas creches e pré-escolas do país, como se pode ver em outros países. Antecipar a escolarização das nossas crianças é um crime, primeiro contra o desenvolvimento pessoal delas, e segundo contra o próprio país pois esta é a idade propícia para o desenvolvimento de uma série de habilidades pessoais e interpessoais que são vitais para o favorecimento da criatividade e, como sabemos a criatividade é a base da inovação. Esta sim é vital para o desenvolvimento econômico do país.”

linha

O MEC está preparando na Secretaria de Educação Básica, agora tendo Manuel Palácios como novo titular,  a base nacional comum para a educação básica. Em pauta estará a introdução de novas exigências de desempenho para a educação infantil, pois o atual Ministro acha que a criança tem que se alfabetizar até os sete anos. Isso irá provocar uma antecipação da escolarização das nossas crianças nas creches e pré-escolas do país, como se pode ver em outros países.

A experiência americana neste sentido é trágica. Lutam há anos para combater esta ideia que agora foi introduzida também na base nacional comum dos americanos. Um relatório sobre a matéria já foi divulgado anos atrás. Agora, acaba de ser divulgado novo relatório em janeiro, insistindo em que a pesquisa não referenda tal antecipação da escolarização das crianças na pré-escola.

As principais conclusões são:

  • Muitas crianças não estão, do ponto de vista de seu desenvolvimento, prontas para ler na pré-escola, mas os padrões da base nacional comum obrigam-nas a fazer exatamente isso. Isso está levando a práticas inadequadas em sala de aula.
  • Nenhuma pesquisa registra ganhos a longo prazo com aprender a ler na pré-escola.
  • As pesquisas mostram maiores ganhos com programas baseados em jogos do que com pré-escolas de foco mais acadêmico.
  • As crianças aprendem através de experiências lúdicas ativas com materiais, o mundo natural, e envolvidas, cuidadas por adultos.
  • Experiências ativas, baseadas em jogos em ambientes ricos em linguagem ajudam as crianças a desenvolver suas ideias sobre símbolos, linguagem oral e palavra impressa – todos os componentes vitais da leitura.
  • Nós estamos definindo metas irrealistas de leitura e frequentemente usando métodos inadequados para realizá-las.
  • Em pré-escolas e creches baseadas em jogos, os professores projetam intencionalmente experiências de linguagem e alfabetização que ajudam a preparar as crianças para se tornarem leitores fluentes.
  • A adoção dos padrões da base nacional comum implica falsamente que tendo as crianças atingido estes padrões irão superar o impacto da pobreza sobre o desenvolvimento e aprendizagem, e criarão igualdade de oportunidades educacionais para todas as crianças.

O relatório foi produzido por Nancy Carlsson-Paige; Geralyn Bywater McLaughlin e Joan Wolfsheimer Almon e conta com o patrocínio da Defending the Early Years e da Alliance for Childhood ambas americanas.

O relatório completo está aqui.

Antecipar a escolarização das nossas crianças é um crime, primeiro contra o desenvolvimento pessoal delas, e segundo contra o próprio país pois esta é a idade propícia para o desenvolvimento de uma série de habilidades pessoais e interpessoais que são vitais para o favorecimento da criatividade e, como sabemos a criatividade é a base da inovação. Esta sim é vital para o desenvolvimento econômico do país.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Escolas que questionam o sistema e dão a cada aluno o seu tempo

Escolas que questionam o sistema e dão a cada aluno o seu tempo

Maria João Lopes

Imagens: Escola Waldorf Cora Coralina em Florianópolis/SC

Fonte: www.publico.pt – clique e conheça

Cora 1

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

O dia começa com uma roda. De mãos dadas, cantam, saltam à corda, dizem poemas. A professora toca flauta, fala do vento, eles rodopiam. Só depois vão para a aula. A Casa da Floresta Verdes Anos – Pedagogia Waldorf, colégio em Lisboa onde não há computadores nem quadros interactivos, não é a única a seguir uma via menos convencional: “Não acreditamos na avaliação quantitativa, mas qualitativa. O professor olha para cada criança e vê se brinca, se come, se resolve um problema na sala, lá fora, se tem dificuldade a Português, a Matemática. Não há um melhor do que outro. As notas não contam mais do que aprender a conhecer-se e a ser feliz.”

linha

Há escolas que não têm manuais, nem aulas expositivas. Em algumas são os alunos que escolhem o que estudar e quando querem ser avaliados. Noutras, as notas não contam mais do que aprender a conhecer-se e a ser feliz.

O dia começa com uma roda. De mãos dadas, cantam, saltam à corda, dizem poemas. A professora toca flauta, fala do vento, eles rodopiam. Só depois vão para a aula. A Casa da Floresta Verdes Anos, colégio em Lisboa onde não há computadores nem quadros interactivos, não é a única a seguir uma via menos convencional.

N’Os Aprendizes, em Cascais, além do edifício onde decorrem as aulas, há uma casa, o Reino dos Sentidos, dedicada sobretudo à arte-terapia: não é só para meninos com necessidades educativas especiais, qualquer criança pode ir lá e tentar ultrapassar uma dificuldade através da pintura, música, neuroterapia, entre outras hipóteses.

Estes colégios são privados, mas a Escola da Ponte, Santo Tirso, do pré-escolar ao 3.º ciclo, é pública. Sem aulas expositivas, são os alunos que escolhem as matérias e quando querem ser avaliados.

São três exemplos, entre outros que não encaixam no sistema convencional. Não se vangloriam de serem os melhores nos rankings, mas garantem que as crianças aprendem e trabalham a criatividade, o espírito crítico, a cidadania, a liberdade, a responsabilidade.

“Não acreditamos na avaliação quantitativa, mas qualitativa. O professor olha para cada criança e vê se brinca, se come, se resolve um problema na sala, lá fora, se tem dificuldade a Português, a Matemática. Não há um melhor do que outro”, diz Rita Dacosta, directora da Casa da Floresta, colégio até ao 1.º ciclo que segue a pedagogia Waldorf.

Além desta pedagogia, Os Aprendizes cruza o método High Scope e o Movimento Escola Moderna. À fusão chamaram “Pedagogia do Amor”: “Está na moda falar em sucesso, não em amor. Mas preparar os miúdos para a vida não é só prepará-los tecnicamente. Ser bem sucedido profissionalmente é ser feliz, realizado, trabalhar em algo produtivo, é cada um alcançar o máximo do seu potencial”, diz Sofia Borges, directora deste colégio até ao 2.º ciclo.

A gestora da Escola da Ponte, Eugénia Tavares, frisa que naquele estabelecimento – que funde várias correntes, mas tem forte influência do Movimento Escola Moderna – “o aluno tem uma atitude mais activa na procura do conhecimento”. A coordenadora de projecto, Ana Moreira, acrescenta: “Nas aulas convencionais, um assunto é dado e quem apanhou apanhou.”

Sérgio Niza, um dos fundadores do Movimento Escola Moderna e que já fez parte do Conselho Nacional de Educação (CNE), diz que o “método simultâneo” da maioria das escolas “resume-se a ensinar a muitos como se fossem um só”: “A monstruosidade disto é não haver respeito por cada um.”

Ludovina Silva é presidente da Associação de Pais da Escola da Ponte, tem lá dois filhos: “Quando saem da Ponte, são mais interventivos, questionam mais.” Nesta escola, há comissões de ajuda, uma assembleia: os alunos identificam os problemas da escola, debruçam-se sobre as soluções.

Admite que se sentiu “insegura” quando, no fim do 1.º ano, a filha não sabia ler: “Mas ela teve de lidar com a timidez e, na Ponte, trabalharam isso. É uma escola que respeita o tempo de cada aluno. Hoje é excelente aluna.”

Efeito “perverso”

Rita DaCosta assume que a Casa da Floresta é avessa à lógica dos melhores e piores: “Quando uma criança tem um “não satisfaz”, acha que é ela que não satisfaz. A partir daqui, é muito difícil trabalhar a criatividade e a auto-estima.”

Para o docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e do Centro de Investigação e Intervenção Educativas, Rui Trindade, há um “efeito educativo perverso da valorização de um tipo de competitividade que poderá ser adequada para o desporto de alta competição”, mas, na escola, é “um obstáculo educativo” – é uma lógica em que o sucesso não é em função das “aprendizagens”, mas das notas.

No ano passado, a Casa da Floresta não teve exames nacionais. Mas, segundo o ranking do PÚBLICO, que inclui as notas dos alunos internos na 1.ª fase dos exames, n’Os Aprendizes, a média do 4.º foi 2,75 e, na Ponte, 3,67 – a média nacional foi 2,8. Ainda na Ponte, no 6.º foi 3, acima dos 2,71 nacionais e no 9.º foi 2,5, a mesma do país.

Rui Trindade ressalva que “bons resultados nos exames não significam, obrigatoriamente”, alunos “mais inteligentes, cultos e atentos aos outros e ao mundo”. E Sérgio Niza defende mesmo que há “um desvio de sentido” do Governo que, “sob a capa de um suposto rigor, é de um populismo desenfreado”: “Não compreende nada do que é essencial na escola, compreende tudo no plano empresarial. Joga com os alunos como se fossem mercadorias. Os exames sucessivos fazem fugir a escola da cultura e põem-na a repetir, a treinar, como se fosse treino desportivo”, faz notar. E frisa que esse caminho forma pessoas “acéfalas e repetitivas”, em vez de “criativas, críticas, imaginativas”.

Conheça um pouco sobre a Pedagogia Waldorf – clique aqui

[slideshow_deploy id='7359']

 Imagens: Escola Waldorf Cora Coralina em Florianópolis/SC

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Livro:O Salvamento da Alma – disponível para download

Livro Completo disponível para download

O Salvamento da Alma

Bernard Lievegoed

Tradução: Gerard Bannwart

00000001

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Sempre quando a humanidade está para transpor um limiar, Áriman e Lúcifer esperam nos portais.”

linha

Download: O Salvamento da Alma

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o livro, clique aqui…

linha

Prefácio à edição brasileira

Dra. Gudrun Burkhard

Conheci o Prof. Lievegoed em 1962 na Europa, por ocasião de uma palestra no Encontro de Natal na Clínica Ita Wegmann. Ainda ressoam em mim as palavras proferidas por ele: denn es waltet der Christuswille im Umkreis in den Welten Rhythmen Seelen begnadend – “pois impera a vontade de Cristo na periferia nos ritmos cósmicos agraciando a alma”, da Pedra Fundamental. Já naquela época, Pedro Schmidt o havia contatado para buscar soluções para a sua empresa Giroflex, convidando-o para vir ao Brasil.

Esta visita só se efetivou em 1969 quando a Clínica Tobias, já inaugurada, recebeu a ele e à sua esposa como hóspedes, com a finalidade de dar palestras sobre Pedagogia Curativa. Nesta ocasião o Prof. Lievegoed já sofria de uma hérnia esofágica, fazendo com que tomasse seu desjejum recostado na cama. Nessa ocasião eu o visitava todas as manhãs e criou-se uma grande amizade.

Lievegoed vivia a antroposofia. Em suas palestras não citava as palestras de Steiner, mas estas brotavam de forma elaborada do seu interior. Um dos dirigentes do ramo lhe perguntou de que ciclo era o que ele estava falando, e ele ficou bastante bravo, pois não era um “recitador de ciclos”. Lievegoed fazia parte do Círculo de Rafael, que se reunia todos os anos na semana após a Páscoa na Clínica Ita Wegman, onde ele dava contribuições importantes, e onde eu pude vivenciá-lo como um mestre esotérico. Num dos últimos, talvez o último do qual participou, colocou para os colegas médicos a descoberta esotérica sobre a corrente de Manu, e como via sua tarefa futura.

Nesta ocasião ele se volta para mim e diz: “Agora você sabe de que corrente você é!” Naquela ocasião eu já iniciara o trabalho biográfico havia alguns anos, e, sem saber conscientemente, trabalhava no “salvamento da alma”.

Por ocasião do primeiro congresso biográfico realizado em Dornach, na Seção Médica do Goetheanum, o Prof. Lievegoed ainda pôde estar presente, dando sua força para toda a corrente de desenvolvimento que trabalha com a biografia humana. Lievegoed incentivava a Pedagogia Curativa, havendo fundado com sua esposa o Zonnenhuis, dirigido por ela; fundou o NPI, instituto que fomenta o impulso de consultoria antroposófica nas empresas; impulso esse que inspira várias instituições aqui no Brasil, que trabalham com os princípios desenvolvidos por ele.

Na Holanda, fundou ainda a Escola Superior Livre, em Driebergen, um ano básico para o desenvolvimento espiritual dos jovens antes de ingressarem na faculdade, desenvolvendo portanto novas formas de ensino.

Lievegoed tinha uma ampla visão do futuro e lastimava-se por ter ficado tão velho, tendo com isso de levar algum tempo para se encarnar de novo na Terra. Sentia que sua obra não estava terminada e tinha certa ansiedade por poder participar no desenvolvimento futuro da humanidade.

Sem dúvida o seu Ser tem uma grande projeção para o futuro – um ser luminoso, consciente, capaz de entrar na pele do dragão sem medo e ter uma visão das contra-forças à espreita no limiar: “Sempre quando a humanidade está para transpor um limiar, Áriman e Lúcifer esperam nos portais.” (Revista Info 3, 11/1990)

Seu Ser luminoso trabalha em prol do desenvolvimento da humanidade!

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Quando a Alma contempla

Quando a Alma contempla

José Paulo Ferrari

alma

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“A beleza das coisas é, na verdade – creio – reflexos de nossas próprias Almas que, de certa forma, funcionam como verdadeiros espelhos.”

linha

Imagens e palavras, quando expressas em harmonia, revelando belezas impares, sensibilizam nossas Almas, estimulam nossas imaginações e, geralmente,promovem paz em nossos corações! Pois, captadas pelos dois maiores órgãos de nosso ser, a visão e o olhar, preenchem nosso universo interior nos conduzindo, sempre, à reflexão.São como alimentos. Energias que nos vitalizam e despertam nossas capacidades mais sutis de agir, em planos mais elevados.

Daí a importância de buscarmos, sempre, o bom, o belo e o verdadeiro.Se as imagens e as palavras forem harmônicas é por que revelam Verdades. Ou, no mínimo, retratam conteúdos que já existem em nosso próprio ser.Se nos forem belas é por que traduzem aspectos que compõem o mundo particular, de cada um de nós. Pois, só enxergamos ou ouvimos belezas se elas, antes, já existirem em nossas Almas. Nossas mentes não percebem, não traduzem arquétipos se eles não compuserem o nosso universo particular. A beleza das coisas é, na verdade – creio – reflexos de nossas próprias Almas que, de certa forma, funcionam como verdadeiros espelhos.

Quanto maior a sensibilidade, a capacidade de captar beleza, harmonia ou mesmo de sentir e interpretar a feiura ou a dor, sobretudo de nossos semelhantes, maior o conteúdo de cada ser. Mais preciosos são seus tesouros particulares, conquistados ao longo da jornada de suas Almas.Almas – penso – não são medidas pelo seu saber. Mas, pela sua particular capacidade de sentir! Talvez, por essa razão, há Verdades que se sentem, mas que não se podem ser traduzidas em palavras.

Comunguemos, pois, em silêncio!

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Princípios educacionais da Antroposofia

Princípios educacionais da Antroposofia

Rudolf Steiner

Fonte: www.terapiabiografica.com.br

child_and_flowers-wallpaper-800x600

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Duas palavras mágicas caracterizam a maneira como a criança se relaciona com o mundo: imitação e exemplo. Mesmo na adolescência, os bons exemplos recebidos dos adultos são o que forma a estrutura moral e de valores do ser humano. Quando a criança pode imitar tais exemplos sadios numa atmosfera de amor, ela se encontra em seu elemento adequado.”

linha

Nos primeiros anos de vida, a criança aprende por imitação. Mesmo na adolescência, os bons exemplos recebidos dos adultos são o que forma a estrutura moral e de valores do ser humano. É o que ensina a ciência espiritual de Rudolf Steiner, médico alemão que, no começo do Século XX, fundou as bases da Antroposofia

“Duas palavras mágicas caracterizam a maneira como a criança se relaciona com o mundo: imitação e exemplo. O filósofo grego Aristóteles denominou o homem como o animal mais propenso a imitar; essa verdade vale para a idade infantil, até os sete anos, mais do que para qualquer outra. O que acontece no ambiente físico, a criança imita, e essa imitação confere aos órgãos físicos suas formas definitivas. Devemos considerar o ambiente físico em sua acepção mais ampla, incluindo nele não apenas o que se passa materialmente ao redor da criança, mas tudo o que ocorre, o que seus sentidos percebem, o que, a partir do espaço físico, é suscetível de agir sobre as forças espirituais. Isso inclui todas a ações morais e imorais, inteligentes e tolas que a criança possa perceber.

Não são, pois, as sentenças morais nem os ensinamentos da razão que atuam nesse sentido sobre a crianças, mas apenas o que os adultos fazem em sua redondeza de maneira visível. Preceitos deste tipo têm efeito plasmador, não sobre o corpo físico, mas sobre o etérico; porém esse, até a idade dos sete anos, tem o envoltório etérico protetor da mãe exatamente como, fisicamente falando, o corpo físico foi protegido antes do nascimento pelo envoltório materno.

O que deve desenvolver-se nesse corpo etérico antes do sétimo ano, quanto a representações, hábitos, memória, etc., deve fazê-lo espontaneamente, tal como o fazem os olhos e as orelhas no ventre da mãe sem que haja intervenção da luz exterior.

Seus órgãos físicos adquirem forma pela influência do ambiente físico. A visão desenvolve-se sadiamente quando existem no ambiente da criança fenômenos apropriados de luz e cor; no cérebro e na circulação sangüínea, formam-se as disposições para um sentido moral sadio, desde que a criança perceba em seu ambiente fatos morais. Se antes da idade de sete anos a criança vê ao seu redor apenas atitudes tolas, o cérebro adquire formas tais que a capacitam apenas para tolices na vida posterior.

Assim como os músculos da mão se tornam fortes e vigorosos quando exercem atividades apropriadas, o cérebro e os demais órgãos do corpo humano seguem o rumo certo quando recebem do ambiente os impulsos adequados.

Pode-se fazer para a criança uma boneca com um guardanapo dobrado: duas pontas serão os braços, as outras as pernas, um nó servira para a cabeça. Tendo à sua frente o guardanapo dobrado, a criança deve, por meio de sua fantasia, acrescentar algo que o transforme em figura humana. Essa atividade da fantasia tem efeito plasmador sobre as formas do cérebro. Porém, se a criança ganha uma linda boneca rosto de porcelana, nada resta ao cérebro para fazer, e ele atrofia-se em vez de desabrochar.

Se os homens pudessem olhar, como pode fazê-lo o pesquisador espiritual, para dentro do cérebro empenhado em estruturar suas próprias formas, com toda a certeza só dariam a seus filhos brinquedos suscetíveis de avivar as forças plasmadoras do cérebro.

Nossa época materialista produz poucos bons brinquedos. Veja-se como é saudável aquele brinquedo que, mediante dois pedaços de madeira deslocáveis, mostra dois ferreiros virados um contra o outro, martelando um objeto. Ótimos, também, são os livros ilustrados com figuras móveis: puxando os fios fixados nessas figuras, a criança transforma a ilustração morta em imagem animada. Tudo isso provoca a atividade íntima dos órgãos, a partir da qual se constróem as formas corretas para eles.

De acordo com a Ciência Espiritual, uma criança nervosa e irrequieta e outra letárgica e fleumática devem receber tratamentos diferentes, a começar pelo ambiente em que vivem. A esse respeito tudo é importante, desde as cores do quarto e dos objetos que normalmente rodeiam a criança até as cores das roupas com as quais ela é vestida.

Quando não se segue a orientação da Ciência Espiritual, freqüentemente se faz o contrário, pois os conceitos materialistas conduzem, em muitos casos, a soluções incorretas. Uma criança excitada deve ser rodeada e vestida de cores amarelas e vermelhas; no caso de uma criança impassível, convém recorrer a tonalidade azuis e esverdeadas. O que importa é a cor complementar produzida interiormente. No caso do vermelho, será a cor verde; no do azul, a alaranjada – como facilmente constatamos ao olhar durante algum tempo para uma superfície colorida nessas cores e depois fixar o olhar rapidamente numa superfície branca. Essa cor complementar é produzida pelos órgãos físicos da criança e provoca as estruturas orgânicas correspondentes, de acordo com suas necessidades. Se a criança irrequieta tem ao seu redor uma cor vermelha, esta produz intimamente a imagem complementar verde, que tem efeito calmante, e assim os órgão adquirem tendência à calma.

Convém levar em conta que o próprio corpo físico determina, nessa idade, o que lhe convém. Ele faz isso desenvolvendo adequadamente os apetites. De maneira geral, pode-se dizer que o corpo físico sadio requer o que lhe faz bem. Enquanto se tratar do corpo físico da criança, convém observar quais são os desejos do apetite sadio e da alegria. A alegria e o prazer são as forças que melhor plasmam as formas físicas dos órgãos.

Podemos incorrer em graves erros a esse respeito, deixando de proporcionar um entrosamento perfeito da crianças com seu ambiente físico. Isso pode acontecer em particular com os instintos relativos à alimentação. Podemos abarrotar a criança com certos alimentos, a ponto de fazê-la perder totalmente os instintos sadios relativos à comida; por meio de uma alimentação correta, esses instintos podem ser mantidos de tal maneira que a criança só solicite o que lhe for conveniente (isso se aplica até a um simples copo de água), enquanto recusa o que pode prejudicá-la.

Entre os impulsos que têm efeitos plasmadores sobre os órgãos físicos encontramos, pois, a alegria provocada pelo ambiente e, dentro desse, os rostos alegres dos educadores, como um amor antes de tudo sincero, nunca simulado. Tal amor, permeando calorosamente todo o ambiente, incuba, no verdadeiro sentido da palavra, as formas dos órgãos físicos.
Quando a criança pode imitar tais exemplos sadios numa atmosfera de amor, ela se encontra em seu elemento adequado. Deve-se observar rigorosamente que, ao seu redor, nada ocorra que ela não deva imitar. Ninguém deveria praticar qualquer ação dizendo-lhe isso você não pode fazer. Quando se vê a criança rabiscar letras muito antes de compreender seu sentido, constata-se que ela procura, nessa idade, apenas imitar. Aliás, é bom que ela primeiro imite estes signos e somente mais tarde entenda seu significado.

Com efeito, a tendência a imitar pertence à época em que se desenvolve o corpo físico, enquanto a interpretação do sentido diz respeito ao corpo etérico. É conveniente atuar sobre este ultimo só depois da troca dos dentes, quando já se desprendeu o envoltório etérico. Todo aprendizado deveria ocorrer, nessa época, especialmente pela imitação. É ouvindo que a criança melhor aprende a falar. Quaisquer regras e qualquer instrução artificial nada podem trazer de bom.

Nos primeiros anos da infância, meios educativos como as canções devem impressionar os sentidos por seu belo ritmo. O que importa não é tanto o conteúdo, mas a beleza sonora. Quanto mais algo vivifica a visão e o ouvido, tanto melhor. Nunca se deveria subestimar a força plasmadora de movimentos de dança acompanhando o ritmo de uma música.

Com a segunda dentição, o corpo etérico se liberta de seu envoltório etérico; começa então a época em que se pode exercer sobre ele uma influência pedagógica externa. Convém ter em mente quais fatores atuam de fora sobre o corpo etérico. Sua transformação e seu desenvolvimento caminham a par com uma transformação e uma mudança das inclinações, dos hábitos, da consciência, do caráter, da memória e dos temperamentos. O que atua sobre o corpo etérico são imagens, exemplos e uma orientação disciplinada da fantasia. Assim como até os sete anos de idade a criança deve ter exemplos físicos para serem imitados, entre a troca de dentes e a puberdade seu ambiente deve conter tudo o que possa orientá-lo por seu valor intrínseco e seu sentido. Isso ocorre com tudo o que atua através de imagem e por analogia.

O corpo etérico desenvolve sua força quando uma fantasia bem orientada pode seguir, como modelos e idéias, as imagens e impressões extraídas da vida ou recebidas pelo ensino. O que atua harmoniosamente sobre o corpo etérico em desenvolvimento não são conceitos abstratos, mas o elemento plástico – não o sensorial, mas o espiritual visível. A observação espiritual é o meio educativo mais apropriado para esses anos. Daí a importância, para o jovem, de ter à sua volta mestres, personalidade cujas maneiras de ver e julgar o mundo possa despertar nele as forças intelectuais e morais desejáveis.

Assim como imitação e exemplo eram as palavras mágicas para a educação dos primeiros anos, para os anos ora focalizados o são a aspiração a idéias e a autoridade. A autoridade natural, não-imposta, deve constituir a evidência espiritual imediata para que o jovem forme consciência, hábitos e inclinações e discipline seu temperamento, com cujos olhos observa o mundo. Valem principalmente para essa idade as belas palavras do poeta: cada um deve escolher o herói a quem pretende imitar em sua ascensão ao Olimpo.

Veneração e respeito são forças que devem fazer crescer o corpo etérico de maneira sadia. Quando falta essa veneração, as forças vivas do corpo etérico se atrofiam. Imaginemos a seguinte cena e o efeito produzido por ela sobre um menino de, digamos, oito anos de idade. Alguém lhe conta algo a respeito de uma pessoa particularmente venerável. Tudo o que ele ouve lhe incute um temor quase sagrado. Aproxima-se o dia em que ele deve ter o primeiro encontro com essa pessoa. Ao pressionar a maçaneta da porta atrás da qual deverá aparecer o ser venerável, um tremor de respeito o invade. Os belos sentimentos gerados por semelhante experiência permanecerão entre as reminiscências mais duradouras da vida. Feliz é o adolescente que pode elevar seu olhar para o mestre e educador como autoridades naturais, e isso não apenas em alguns momentos excepcionais, mas durante toda a juventude! Além dessas autoridades vivas, verdadeiras encarnações da força moral e intelectual, deve haver as autoridades espirituais aceitas.

O rumo espiritual do jovem deve ser determinado pelas grandes figuras da História, pela descrição de homens e mulheres modelares e não por princípios abstratos de moral, que só atuarão efetivamente depois que o corpo astral se tiver despedido de seu envoltório astral, na época da puberdade. Tais considerações devem nortear sobretudo o ensino da História.
Antes da troca dos dentes, todas as histórias, contos, etc. terão como único fim trazer à criança um ambiente de alegria e riso; mais tarde, as histórias deverão conter, além disso, imagens vívidas que incitem nos adolescentes o desejo de igualar os feitos descritos. Não se deve esquecer que maus hábitos podem ser combatidos por meio de imagens repugnantes apropriadas. Quando existem tais maus hábitos e inclinações, pouco adianta recorrer a admoestações. Contudo, muito pode ser feito para erradicá-los por meio de imagens realistas de homens maus que possuam os mesmos defeitos e sofram suas conseqüências negativas em sua vida posterior.

Convém ter em mente que não é de conceitos abstratos que o corpo etérico em formação recebe impulsos profundos, mas sim de imagens vívidas em sua clareza espiritual. É necessário, naturalmente, proceder com bastante tato para não provocar um efeito contraproducente. O que importa é a maneira como se contam as histórias. Por esse motivo, um conto bem narrado nunca pode ser substituído por uma leitura.”

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Vivemos tempos líquidos, nada é para durar

Vivemos tempos líquidos, nada é para durar

Giseli Betsy

Publicado em: www.lounge.obviousmag.org – clique e conheça

casal-apaixonado

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se” as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. As relações se misturam e condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Em um mundo cada vez mais dinâmico, fluido e veloz, seja real ou virtual.”

linha

Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. Este texto tem como base a ideia de líquido, característica presente nas relações humanas atuais. Inspirado na obra “Amor Líquido” – sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman. As relações se misturam e condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Em um mundo cada vez mais dinâmico, fluido e veloz, seja real ou virtual.

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 87 anos seus livros publicados venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Entre eles “Amor liquido” é talvez o livro mais popular de Bauman no Brasil. É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples e próxima do cotidiano, analisando as relações amorosas e, algumas particularidades da “modernidade liquida”. Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água.

Bauman tenta nos mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva já que todos querem relacionar-se, mas chega na hora, não conseguem. Seja por medo ou insegurança. O autor ainda cita como exemplo um vaso de cristal na primeira queda, quebra. As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.

É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se” as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo ou seja, caso haja defeito descarta-se ou até mesmo troca-se por versões mais atualizadas.

O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor de verdade foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas na qual se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Não existem mais responsabilidades de estar amando, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem sabem direito seu real significado.

Ainda para tentar explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Zygmunt Bauman fala da “ Afinidade e Parentesco.” O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável é aquilo que não nos dá escolha. A afinidade é ao contrário do parentesco, voluntária, esta é escolhida. Porém, e isso é importante, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Entretanto, vivendo em uma sociedade de total “descartabilidade” até as afinidades estão se tornando raras.

Bauman fala também sobre o amor próprio. Afirma que as pessoas precisam se sentir amadas, ouvidas, amparadas ou saber que sentem sua falta. Segundo ele ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, o que fazemos é aceitar essa classificação. Mas com tantas incertezas, relações sem forma, líquidas, na qual o amor nos é negado como teremos amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada. É uma descrição poética da situação.

“Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis [...] um é segurança e o outro é liberdade, você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. [...] Cada vez que você tem mais segurança você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo”. Bauman

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Estresse infantil

Estresse infantil

Rachel Costa

Fonte: www.istoe.com.br – clique e conheça

Sad Young Blonde Child

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Agenda cheia, reprovação dos pais, conflitos na escola. É cada vez mais comum encontrar crianças que mal saíram da pré-escola e já cumprem agendas de “miniexecutivo”, com compromissos que se estendem ao longo do dia. A intenção dos pais ao submeter os filhos a essas rotinas é torná-los adultos super preparados para o competitivo mundo moderno. O preço que se paga por tanto esforço, porém, pode ser alto. Ainda pequenas, essas crianças passam a apresentar um problema de gente grande, o estresse. Outro perfil que se tornou comum nos consultórios é o da criança estressada pela superproteção dos pais. São os “reizinhos mandões”, como apelidou a psicopedagoga Edith Rubinstein. “Esses meninos e meninas têm muita voz dentro de casa e dificuldade de lidar com o esforço”, diz a especialista.”

linha

Agenda cheia, reprovação dos pais, conflitos na escola. Pesquisas na ár ea de neurociência e comportamento mostram como a exposição a fatores estressantes compromete o desenvolvimento das crianças e o que fazer para evitar danos futuros.

Natação, inglês, equitação, tênis, futebol. É cada vez mais comum encontrar crianças que mal saíram da pré-escola e já cumprem agendas de “miniexecutivo”, com compromissos que se estendem ao longo do dia. A intenção dos pais ao submeter os filhos a essas rotinas é torná-los adultos superpreparados para o competitivo mundo moderno. O preço que se paga por tanto esforço, porém, pode ser alto. Ainda pequenas, essas crianças passam a apresentar um problema de gente grande, o estresse. “É uma troca que não vale a pena”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, um dos fundadores do Instituto Zero a Seis, instituição especializada na atenção à primeira infância. “Frequentemente essa rotina impõe à criança um sentimento de incompetência, pois lhe são atribuídas tarefas para as quais ela não está neurologicamente capacitada.” Como uma bomba-relógio prestes a explodir, o estresse infantil tem ganhado status de problema de saúde pública. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Academia Americana de Pediatria publicou, em dezembro, novas diretrizes para ajudar os médicos a identificar e tratar esse mal. O risco dessa exposição, alertam os cientistas, são danos que vão bem além da infância, como a propensão a doenças coronarianas, diabetes, uso de drogas e depressão.

Dos poucos estudos brasileiros sobre estresse infantil, se destaca um levantamento realizado pela pesquisadora Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR). A pesquisa, feita com 220 crianças entre 7 e 12 anos nas cidades de Porto Alegre e São Paulo, revelou que oito a cada dez casos em que os pais buscam ajuda profissional para seus filhos por causa de alterações de comportamento têm sua origem no estresse. “O estresse é uma reação natural do nosso corpo, o problema é esse estímulo atingir níveis muitos altos ou se prolongar por longos períodos”, diz Ana Maria.

Para ajudar pais e profissionais de saúde a identificar quando há risco, cientistas do Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, propuseram uma divisão: o estresse positivo, aquele em que há pouca elevação dos hormônios e por pouco tempo; o tolerável, caracterizado pela reação temporária e que pode ser contornada quando a criança recebe ajuda; e o tóxico, o que deve ser combatido, ligado à estimulação prolongada do organismo, sem que a criança tenha alguém que a ajude a lidar com a situação. “A origem pode estar em episódios corriqueiros que gerem frustração ou aflição frequentemente, como brigas na escola ou com familiares, ou em situações únicas, mas com impacto muito grande, como a morte inesperada de alguém próximo, abuso sexual ou acidente”, esclarece Christian Kristensen, coordenador do programa de pós-graduação em psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Quando exposto a quantidades muito grandes dos hormônios do estresse, o organismo sofre uma espécie de intoxicação. Cai a imunidade, deixando a pessoa mais exposta a infecções, há uma interferência nos hormônios do crescimento e até mesmo o amadurecimento de partes essenciais do cérebro, como o córtex pré-frontal, é afetado. “Essa região é responsável pelo controle das funções cognitivas, como a capacidade de moderar a impulsividade e a tomada de decisões”, explica o neurocientista Antônio Pereira, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Mas o que tem tirado as crianças do eixo tão prematuramente? No estudo realizado pelo Isma-BR, em primeiro lugar aparecem a crítica e a desaprovação dos pais, seguidas pelo excesso de atividades, o bullying e os conflitos familiares. Esse último fator mereceu atenção especial em uma pesquisa realizada na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. E o resultado comprovou uma suspeita antiga. “Em nosso estudo demonstramos que o ambiente estressante está associado à ocorrência mais frequente de doenças nas crianças”, disse à ISTOÉ a pediatra Mary Caserta, coordenadora do trabalho, que envolveu 169 crianças entre 5 e 10 anos. Muitas vezes, os pais nem desconfiam que a enfermidade do filho pode ter raízes no estresse. “Passa tão batido que às vezes a criança é medicada de modo errado”, diz Marilda Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress e professora da PUC-Campinas. Encontrar reações físicas intensas, mas sem nenhuma doença de fundo não é mais novidade para os médicos. “Cefaleias e dores abdominais causadas por estresse são as queixas mais comuns”, diz Ricardo Halpern, presidente do departamento de comportamento e desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outro perfil que se tornou comum nos consultórios é o da criança estressada pela superproteção dos pais. São os “reizinhos mandões”, como apelidou a psicopedagoga Edith Rubinstein. “Esses meninos e meninas têm muita voz dentro de casa e dificuldade de lidar com o esforço”, diz a especialista. Não deixar a criança aprender a contornar situações difíceis é extremamente prejudicial. Isso porque uma característica importante para evitar os quadros de estresse tóxico é justamente a resiliência – a capacidade de a pessoa se adaptar e sair de situações adversas. “Quando a criança é sempre tirada pelos pais do apuro, ela não desenvolve essa habilidade e se torna mais suscetível ao estresse”, diz a psicanalista infantil Ana Olmos.

Com a evolução científica, o que se tem constatado é que não só no comportamento as reações ao estresse são distintas. Estudando um grupo de 210 crianças de 2 anos, pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, notaram que comportamentos diferentes estão associados a níveis distintos de cortisol no sangue. Os pequenos voluntários foram divididos em dois grupos: as “pombas” (crianças cautelosas e dóceis) ou os “falcões” (atrevidas e assertivas). Enquanto as “pombas” apresentavam uma elevação abrupta na quantidade de cortisol circulando na corrente sanguínea quando expostas a situações estressantes, nos “falcões” a concentração desse hormônio permanecia praticamente inalterada. E isso trazia consequências diversas para os dois grupos: “pombas” demonstraram mais chances de desenvolver depressão e ansiedade. Já os “falcões” estavam mais suscetíveis a comportamentos de risco, hiperatividade e déficit de atenção. “É importante reconhecer essas diferenças para intervir”, disse à ISTOÉ Melissa Sturge-Apple, coautora da pesquisa.

“O estresse é um fator de risco importante para a grande maioria das doenças mentais”, diz Guilherme Polanczyk, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. “E seu efeito sobre o organismo é bem maior em sistemas menos maduros, como o das crianças.” Prova disso foram os dados apresentados por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. A exposição à violência, ainda que moderada, foi capaz de gerar modificações no comportamento em 90% das 160 crianças entre 4 e 6 anos analisadas no estudo. As principais alterações eram pesadelos, voltar a fazer xixi na cama e a chupar o dedo. Em um terço dos pequenos voluntários, a consequência foi mais grave: ocorreram crises de asma, alergias e déficit de atenção ou hiperatividade. E 20% deles desenvolveram transtorno do estresse pós-traumático. “Quanto mais estresse na infância, maior a chance de se ter alterações físicas e psicológicas quando adulto”, disse à ISTOÉ Sandra Graham-Bermann, autora da pesquisa.

Foi após dois eventos estressores que a menina R., 14 anos, desenvolveu o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Na mesma semana, em 2009, ela viu o som do carro da mãe ser roubado e o pai escapar, por pouco, da tragédia no voo 3054 da TAM (que se chocou contra um hangar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, matando todos a bordo). Depois dos sustos, começou a manifestar manias de repetição. “O ritual de repetição me deixa muito ansiosa e me abate muito”, diz a menina. “Para os pacientes de TOC, a própria doença é considerada estresse crônico”, avalia o psiquiatra Eduardo Aliende Perin, membro do Consórcio Brasileiro de Pesquisa em TOC.

Estresse e transtornos mentais também vêm juntos quando falta diagnóstico. Foi o que ocorreu com o psiquiatra Jorge Simeão, 38 anos. Sem saber o que tinha, ele sofreu durante toda a sua adolescência e juventude. Muitos o consideravam um rapaz distraído, que não se preocupava com os outros. Foi preciso se formar na faculdade como médico psiquiatra para Simeão finalmente descobrir que os traços de comportamento que o acompanhavam não eram uma falha de caráter, mas uma alteração no funcionamento do seu cérebro. Ele tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). “O esforço que precisava fazer para me concentrar e a falta de compreensão de colegas me geraram uma tensão muito forte, a vida toda.” Histórias como a de Simeão são bem mais comuns do que se imagina. Pelos cálculos da Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças tem alguma desordem psiquiátrica e a grande maioria leva anos até receber o diagnóstico. A mais comum, de acordo com pesquisas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, é a ansiedade, presente em 8% dos meninos e meninas abaixo dos 18 anos. Em seguida, aparecem a depressão (7,8%), os distúrbios de conduta (5,6%) e o TDAH (5%).

Ainda há poucas ações voltadas para a saúde mental infantil, mas algumas já demonstram bons resultados. Edmara de Lima, coordenadora pedagógica da Prima Escola Montessori, em São Paulo, orienta uma dessas. “Observamos as crianças sob três ângulos: primeiro analisamos o corpo, se ela enxerga e fala bem e se está com os hormônios em níveis adequados. Depois analisamos a inteligência, se está adequada à idade. Por último vemos as questões emocionais.” No Rio, o neurologista do comportamento Alexandre Ghelman ajusta os últimos detalhes para iniciar, no próximo semestre, um trabalho com alunos do terceiro ano do ensino médio para evitar a tensão, em especial a gerada pelo vestibular. “Vamos ensinar-lhes técnicas para que lidem melhor com as situações estressantes”, diz Ghelman. Entre as lições, os jovens vão aprender como identificar o que os tira do sério, quais são os sentimentos que os dominam nessa hora e como relaxar diante dos fatores estressores. A escola tem mesmo muito que contribuir. Foi graças ao alerta de uma professora que a editora gráfica Liliana Franco, 48 anos, levou o filho Rafael, então com sete anos, ao médico. “Ela me disse que ele estava lendo só a primeira linha dos enunciados das perguntas antes de responder às questões”, afirma Liliana. No psiquiatra, se descobriu que Rafael tem TDAH e ansiedade. Com o treino cognitivo-comportamental e o tratamento medicamentoso, porém, o garoto, hoje com 15 anos, conseguiu reverter vários sintomas e se prepara para prestar vestibular.

Nem todos, porém, têm a sorte de receber um diagnóstico precoce. Daí advêm as complicações. “Podemos fazer um paralelo entre os transtornos mentais e a diabete. Em ambos, você não vai curar a pessoa, mas quanto mais cedo é a intervenção, maiores as chances de reduzir seus impactos”, avalia o psiquiatra Christian Kieling. “A lacuna entre quem tem algum transtorno mental e aqueles que recebem o atendimento especializado é muito grande”, avalia Dévora Kestel, assessora regional de Saúde Mental da Organização Panamericana de Saúde (Opas). No Brasil, o governo federal planeja os primeiros passos. “Estamos começando a pensar uma política integrada entre os ministérios para cuidar da saúde mental na infância”, informou Paulo Bonilho, coordenador nacional de Saúde da Criança do Ministério da Saúde. Medida mais que necessária para desarmar a bomba-relógio do estresse infantil.

Massacre traumático

Até um ano atrás, um estudante armado invadir um colégio e atirar contra seus colegas era algo distante do imaginário brasileiro. A cena era usualmente associada a alguma tragédia americana – país que concentra 70% de ataques desse tipo. Desde 7 de abril de 2011, porém, o Brasil passou a integrar essa estatística. Wellington de Oliveira, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, invadiu o colégio e disparou contra alunos e funcionários, deixando 12 mortos. “É preciso atenção após tragédias, pois elas são importantes gatilhos para os transtornos mentais, em especial o do estresse pós-traumático”, avalia Fábio Barbirato, chefe do setor de psiquiatria da infância e adolescência da Santa Casa do Rio. Por isso, desde o massacre há um esforço coletivo para apagar essas marcas. No atendimento psicológico, que se iniciou no dia seguinte ao incidente, já passaram 90 crianças e 100 adultos. Cerca de metade deles segue em tratamento. Caíque, um menino de 3 anos que perdeu a tia Jéssika Guedes no massacre, ficou durante muito tempo perguntando quando a jovem voltaria para a casa. “Ele perguntava para quem ia à escola se Jéssika estava lá.” Com apoio psicológico, está aos poucos assimilando que a tia não voltará mais. Como ele, várias crianças e famílias ainda sofrem com a tragédia. “Pode demorar anos para esses efeitos negativos serem contornados”, disse à ISTOÉ o psiquiatra Timothy Brewerton, um dos responsáveis pelo atendimento às vítimas do massacre de Columbine, ocorrido em uma escola americana em 1999. Para ele, à medida que se aproxima o marco de um ano da tragédia, é preciso mais cuidado. “A efeméride é uma espécie de gatilho para novas reações emocionais.”

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:



linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

O ser capaz

O ser capaz

Nobuyuki Tsujii

Fonte: Página do atleta Pauê Aagaard no Facebook – clique e conheça

nobuyuki-tsujii-2010-1_c_yuji-hori

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Nunca subestime a capacidade humana…

Reproduzir com perfeição “La Campanella”, de Liszt, é um desafio às habilidades de qualquer pianista. O pianista do vídeo em anexo é cego e portador da Síndrome de Down. Um verdadeiro anjo, que consegue transmitir a criação do compositor, numa interpretação perfeita, como se fosse de sua autoria. Sem a leitura, pode canalizar de maneira perfeitamente livre a composição…”

linha

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:

Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

O fígado e a vitalidade

O fígado e a vitalidade

Dr. Nilo Gardin

Fonte: Periodicum Weleda nº 41 Outono de 2007

Autumn

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Para a medicina antroposófica, as doenças psíquicas podem se originar na esfera orgânico-vital. Depressão e insônia, por exemplo, podem ter sua origem no metabolismo, especialmente no fígado, assim como a enxaqueca. O fígado faz a individualização das substâncias e cuida do metabolismo energético, o que nos confere vontade, força para decisão e atuação. O correto funcionamento do fígado deve trazer os aspectos fleumáticos do temperamento: bem estar, aparência jovial e uma boa “metabolização” das vivências tristes, que não chegam a causar depressão. O mal funcionamento do fígado pode levar à fraqueza de vontade, inércia, depressão, sintomas digestivos (empachamento, gosto amargo, intolerância à gordura) e medo da vida.”

linha

Problemas comuns como depressão e enxaqueca podem estar relacionados ao fígado.

Se nos últimos 50 anos ocorreram grandes avanços no tratamento e prevenção das doenças cardíacas, nos próximos 50 provavelmente assistiremos isso acontecer em relação às doenças do fígado. Além da hepatite C, que hoje acomete 3% da população mundial e supera a AIDS em número de casos, diversas outras doenças hepáticas passam ganhar maior importância nos meios científicos.

O fígado, maior víscera do corpo humano, é um de nossos órgãos essenciais. Pela veia porta chega ao fígado todas as substâncias absorvidas pelo tubo digestivo, com exceção de parte dos lipídios que é transportada por via linfática. Ao receber esses nutrientes, o fígado sintetiza proteínas e armazena glicose para ser usada nos períodos de jejum, além de vitaminas e gorduras.

Outras funções não menos importantes são a desintoxicação e neutralização de toxinas que tenham sido absorvidas, e a secreção de bile, que se concentra na vesícula, para participar da digestão especialmente de gorduras.

Cerca de 71% da composição do fígado é de água. Para se ter uma idéia comparativa, o sangue tem 78%. Por isso a medicina antroposófica o chama de “órgão água”. Ao lado disso ele participa ativamente do balanço hídrico do corpo humano. Como a água é o veículo imprescindível da vida, o fígado é o principal órgão da nossa vitalidade.

De acordo com Rudolf Steiner e Ita Wegman, criadores da medicina antroposófica, no metabolismo existem 2 ritmos complementares e alternados: a atividade biliar e a atividade hepática. A primeira é diurna, tem seu pico às 15 horas, é catabólica, caracterizada pela maior excreção de bile – o que explica a melhor tolerância aos alimentos gordurosos durante o dia. À noite, com pico às 3 horas, predomina a atividade do fígado, de anabolismo, de armazenamento de glicose.

Para a medicina antroposófica, as doenças psíquicas podem se originar na esfera orgânico-vital. Depressão e insônia, por exemplo, podem ter sua origem no metabolismo, especialmente no fígado, assim como a enxaqueca.

O fígado faz a individualização das substâncias e cuida do metabolismo energético, o que nos confere vontade, força para decisão e atuação. O correto funcionamento do fígado deve trazer os aspectos fleumáticos do temperamento: bem estar, aparência jovial e uma boa “metabolização” das vivências tristes, que não chegam a causar depressão. O mal funcionamento do fígado pode levar à fraqueza de vontade, inércia, depressão, sintomas digestivos (empachamento, gosto amargo, intolerância à gordura) e medo da vida.

Quando Hipócrates, o pai da medicina, nomeou a melancolia, ele fazia referência a um processo hepático mórbido (mélas, ‘negro’ + kholê, ‘bile’; melancolia: bile negra).

Para harmonizar o ritmo fígado – atividade biliar, algumas orientações alimentares são úteis. Na depressão, a pessoa não se interessa pelo mundo. Para que exista na alma esse interesse, deve-se formar no metabolismo a base do mesmo processo, relacionado ao alimento – que vem do mundo externo. Os amargos assumem papel central – rúcula, agrião, chicória, almeirão, boldo do Chile, mil folhas, losna, carqueja etc. Somados aos condimentos, eles fazem o processo digestivo ter mais “interesse” pelo alimento, aumentando a quantidade e a qualidade dos sucos digestivos. Devem ser evitados: açúcar concentrado, as gorduras animais e o leite (extremamente fermentativo), e àqueles cansados mentalmente deve-se recomendar raízes e tubérculos coloridos (beterraba, cenoura, mandioquinha, salsa, etc.) para vitalizar o sistema neuro sensorial.

Deve se dar preferência aos alimentos orgânicos, visando não intoxicar ainda mais o fígado com os agrotóxicos e fertilizantes químicos, usualmente encontrados nos alimentos não orgânicos.

Ritmo é fundamental, pois a base de nosso metabolismo está ligada ao ritmo, contrariamente às tendências da vida moderna. Sono e vigília; trabalho e descanso; horários regulares de alimentação – quando tudo isso ocorre com harmonia, existe uma capacidade vital maior.

Obviamente que esse é apenas o início de um tratamento mais profundo, que deverá ser conduzido por médico com experiência no assunto.

Visão semelhante tem a medicina tradicional chinesa, que considera que no fígado aloja-se o hun, a alma etérea, que dá a capacidade de realizar os sonhos, ter estratégias com discernimento e sabedoria, e é afetado pela raiva.

Ao lado daquilo que essas abordagens médicas holísticas dão aos problemas do fígado, cabe a cada um cuidar bem de sua vitalidade, para assim assistir o que virá nos próximos 50 anos. Ou 100.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:

Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

A turma do “Eu me acho”

A turma do “Eu me acho”

Camila Guimarães, Luiza Karam e Isabella Ayub

Fonte: www.revistaepoca.globo.com – clique aqui e conheça

Narcisismo

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“A educação moderna exagerou no culto à autoestima – e produziu adultos que se comportam como crianças. Como enfrentar esse problema? Com uma visão distorcida de suas qualidades, com dificuldade para lidar com as críticas e aprender com seus erros, muito jovens narcisistas não conseguem se acertar em nenhuma carreira. Outros vão parar na terapia. Esses jovens acham que podem muito. Quando chegam à vida adulta, descobrem que simplesmente não dão conta da própria vida. Ou sentem uma insatisfação constante por achar que não há mais nada a conquistar. Eles são estatisticamente mais propensos a desenvolver pânico e depressão. Também são menos produtivos socialmente.”

linha

A educação moderna exagerou no culto à autoestima – e produziu adultos que se comportam como crianças. Como enfrentar esse problema

Os alunos do 3º ano de uma das melhores escolas de ensino médio dos Estados Unidos, a Wellesley High School, em Massachusetts, estavam reunidos, numa tarde ensolarada no mês passado, para o momento mais especial de sua vida escolar, a formatura. Com seus chapéus e becas coloridos e pais orgulhosos na plateia, todos se preparavam para ouvir o discurso do professor de inglês David McCullough Jr. Esperavam, como sempre nessas ocasiões, uma ode a seus feitos acadêmicos, esportivos e sociais. O que ouviram do professor, porém, pode ser resumido em quatro palavras: vocês não são especiais. Elas foram repetidas nove vezes em 13 minutos. “Ao contrário do que seus troféus de futebol e seus boletins sugerem, vocês não são especiais”, disse McCullough logo no começo. “Adultos ocupados mimam vocês, os beijam, os confortam, os ensinam, os treinam, os ouvem, os aconselham, os encorajam, os consolam e os encorajam de novo. (…) Assistimos a todos os seus jogos, seus recitais, suas feiras de ciências. Sorrimos quando vocês entram na sala e nos deliciamos a cada tweet seus. Mas não tenham a ideia errada de que vocês são especiais. Porque vocês não são.”

O que aconteceu nos dias seguintes deixou McCullough atônito. Ao chegar para trabalhar na segunda-feira, notou que havia o dobro da quantidade de e-mails que costumava receber em sua caixa postal. Paravam na rua para cumprimentá-lo. Seu telefone não parava de tocar. Dezenas de repórteres de jornais, revistas, TV e rádio queriam entrevistá-lo. Todos queriam saber mais sobre o professor que teve a coragem de esclarecer que seus alunos não eram o centro do universo. Sem querer, ele tocara num tema que a sociedade estava louca para discutir – mas não tinha coragem. Menos de uma semana depois, McCullough fez a primeira aparição na TV. Teve de explicar que não menosprezava seus jovens alunos, mas julgava necessário alertá-los. “Em 26 anos ensinando adolescentes, pude ver como eles crescem cercados por adultos que os tratam como preciosidades”, disse ele a ÉPOCA. “Mas, para se dar bem daqui para a frente, eles precisam saber que agora estão todos na mesma linha, que nenhum é mais importante que o outro.”

A reação ao discurso do professor McCullough pode parecer apenas mais um desses fenômenos de histeria americanos. Mas a verdade é que ele tocou numa questão que incomoda pais, educadores e empresas no mundo inteiro – a existência de adolescentes e jovens adultos que têm uma percepção totalmente irrealista de si mesmos e de seus talentos. Esses jovens cresceram ouvindo de seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma autoestima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo real. “Muitos pais modernos expressam amor por seus filhos tratando-os como se eles fossem da realeza”, afirma Keith Campbell, psicólogo da Universidade da Geórgia e coautor do livro Narcisism epidemic (Epidemia narcisista), de 2009, sem tradução para o português. “Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo.”

Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho”. Porque se acham mesmo. Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento (se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer seu valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.

“Esse grupo tem dificuldade em aceitar críticas e tarefas que não consideram a sua altura”, diz Daniela do Lago, especialista em comportamento no trabalho e professora da Fundação Getulio Vargas. Daniela conta que, recentemente, uma das empresas para a qual dá consultoria selecionava candidatos ao cargo de supervisor. A gerente do departamento de marketing fazia as entrevistas, e uma de suas estagiárias a procurou, se candidatando ao cargo. A gerente disse que gostara da iniciativa ousada, mas respondeu que a moça ainda não estava madura nem preparada para assumir a função. Ela fora contratada havia apenas dois meses. Mesmo assim não gostou da resposta. “Achou que sofria perseguição”, diz Daniela. Dentro das empresas brasileiras, esse tipo de comportamento já foi identificado como a principal causa da volatilidade da mão de obra jovem. A Page Personnel, uma das maiores empresas de recrutamento de jovens em início de carreira, fez um levantamento entre brasileiros de até 30 anos sobre suas expectativas de promoção. Quase 80% responderam que pretendem mudar de empresa se não forem promovidos.

A expectativa exagerada dos jovens foi detectada no livro Generation me (Geração eu), escrito em 2006 por Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego. No trabalho seguinte, em parceria com Campbell, ela vasculhou os arquivos de uma pesquisa anual feita desde os anos 1960 sobre o perfil dos calouros nas universidades. Descobriu que os alunos dos anos 2000 tinham traços narcisistas muito mais acentuados que os jovens das três décadas anteriores. Em 2006, dois terços deles pontuaram acima da média obtida entre 1979 e 1985. Um aumento de 30%. “O narcisismo pode levar ao excesso de confiança e a uma sensação fantasiosa sobre seus próprios direitos”, diz Campbell.

Os maiores especialistas no assunto concordam que a educação que esses jovens receberam na infância é responsável por seu ego inflado e hipersensível. E eles sabem disso. Uma pesquisa da revista Time e da rede de TV CNN mostrou que dois terços dos pais americanos acreditam que mimaram demais sua prole. Sally Koslow, uma jornalista aposentada, chegou a essa conclusão depois que seu filho, que passara quatro anos estudando fora de casa e outros dois procurando emprego, voltou a morar com ela. “Fizemos um superinvestimento em sua educação e acompanhamos cada passo para garantir que ele tivesse sua independência”, diz ela. “Ao ver meu filho de quase 30 anos andando de cueca pela sala, percebi que deveria tê-lo deixado se virar sozinho.”

Que criação é essa que, mesmo com a garantia da melhor educação e sem falta de atenção dos pais, produz legiões de narcisistas com dificuldade de adaptação? Os estilos de criação modernos têm em comum duas características. A primeira é o esforço incansável dos pais para garantir o sucesso futuro de sua prole – e esse sucesso depende, mais do que nunca, de entrar numa boa universidade e seguir uma carreira sólida. Nos Estados Unidos, a tentativa de empacotar as crianças para esse modelo de vida começa desde cedo. Escolas infantis selecionam bebês de 2 anos por meio de testes. Isso acontece no Brasil também. No colégio paulista Vértice, um dos mais bem classificados no ranking do Enem, há fila para uma vaga no jardim da infância.

O segundo pilar da criação moderna está na forma que os pais encontraram para estimular seus filhos e mantê-los no caminho do sucesso: alimentando sua autoestima. É uma atitude baseada no Movimento da Autoestima, criado a partir das ideias do psicoterapeuta canadense Nathaniel Branden, hoje com 82 anos. Em 1969, ele lançou um livro pregando que a autoestima é uma necessidade humana. Não atendida, ela poderia levar a depressão, ansiedade e dificuldades de relacionamento. Para Branden, a chave para o sucesso tanto nas relações pessoais quanto profissionais é nutrir as pessoas com o máximo possível de autoestima desde crianças. Tal tarefa, diz ele, cabe sobretudo a pais e professores. Foi uma mudança radical na maneira de olhar para a questão. Até a década de 1970, os pais não se preocupavam em estimular a autoestima das crianças. Temiam mimá-las. O movimento de Branden chegou ao auge nos Estados Unidos em 1986, quando o então governador da Califórnia, George Deukmejian, assinou uma lei criando um grupo de estudos de autoestima. Os pesquisadores deveriam descobrir como as escolas e as famílias poderiam estimulá-la.

Os pais reuniram esses dois elementos – o desejo de ver o filho se dar bem na vida e a ideia de que é preciso estimular a autoestima – e fizeram uma tremenda confusão. Na ânsia de criar adultos competentes e livres de traumas, passaram a evitar ao máximo criticá-los. O elogio virou obrigação e fonte de trapalhadas. Para fazer com que as crianças se sintam bem com elas mesmas, muitos pais elogiam seus filhos até quando não é necessário. O resultado é que eles começam a acreditar que são bons em tudo e criam uma imagem triunfante e distorcida de si mesmos. Como distinguir o elogio bom do ruim? O exemplo mais comum de elogio errado, dizem os psicólogos, é aquele que premia tarefas banais. Se a criança sabe amarrar o tênis, não é necessário parabenizá-la por isso todo dia. Se o adolescente sabe que é sua obrigação diária ajudar a tirar a mesa, diga apenas obrigado. Não é preciso exaltar sua habilidade em dobrar a toalha. Os elogios mais inadequados são feitos quando não há nada a elogiar. Se o time de futebol do filho perde de goleada – e o desempenho dele ajudou na derrota –, não adianta dizer: “Você jogou bem, o que atrapalhou foi o gramado ruim”. Isso não é elogio. É mentira.

Para piorar, um grupo de psicólogos afirma agora que a premissa fundamental do movimento da autoestima estava errada. “Há poucas e fracas evidências científicas que mostram que alta autoestima leva ao sucesso escolar ou profissional”, diz Roy Baumeister, professor de psicologia da Universidade Estadual da Flórida. Ele é responsável pela mais extensa e detalhada revisão dos estudos feitos sobre o tema desde a década de 1970. Descobriu que a autoestima alta é provocada pelo sucesso – não é causa dele. Primeiro vêm a nota boa e a promoção no trabalho, depois a sensação de se sentir bem – não o contrário. “Na verdade, a autoestima elevada pode ser muitas vezes contraproducente. Ela produz indivíduos que exageram seus feitos e realizações.” Outra de suas conclusões é que o elogio mal aplicado pode ser negativo. “Quando os elogios aos estudantes são gratuitos, tiram o estímulo para que os alunos trabalhem duro”, afirma.

Narcisistas sem rumo

Com uma visão distorcida de suas qualidades, com dificuldade para lidar com as críticas e aprender com seus erros, muito jovens narcisistas não conseguem se acertar em nenhuma carreira. Outros vão parar na terapia. Esses jovens acham que podem muito. Quando chegam à vida adulta, descobrem que simplesmente não dão conta da própria vida. Ou sentem uma insatisfação constante por achar que não há mais nada a conquistar. Eles são estatisticamente mais propensos a desenvolver pânico e depressão. Também são menos produtivos socialmente.

Em terapia desde os 15 anos, Priscila Pazzetto tem hoje 25 e não hesita em dizer que foi e ainda é mimada. “Uma vez pedi para minha mãe me pôr de castigo, porque não sabia como era”, afirma. Os pais se referem a ela como “nossa taça de champanhe”, a caçula de três irmãos que veio brindar a felicidade da família num momento em que seu pai lutava contra um câncer. “Nasci no Ano-Novo. Quando assistia às chuvas de fogos na TV, meus pais diziam que aquilo tudo era para mim, para comemorar meu aniversário”, diz Priscila.

Quando cresceu, nada disso a ajudou a terminar o que começava. Tentou inglês, teatro, tênis, caratê, futebol, jiu-jítsu e natação. Interrompeu até o hipismo, pelo qual era apaixonada. Estudou em sete colégios particulares de São Paulo e, com frequência, seu pai precisou interferir para que ela passasse de ano. Passou em três vestibulares, mas não concluiu nenhum curso superior. “Simplesmente não me sinto motivada a ir até o fim”, afirma. Ainda morando com os pais, Priscila acaba de fazer um curso técnico de maquiagem e diz que arrumou emprego na butique de uma amiga. Tenta de novo começar.

Claro, nem todos da turma do “eu me acho” estão sem rumo. Muitos são empreendedores bem-sucedidos, e seu estilo de vida – independente, inquieto, individualista – tem defensores ferozes. Um deles é a escritora americana Penelope Trunk, uma ex-jogadora de vôlei de praia que se tornou a maior propagandista da geração nascida na década de 1980, chamada nos Estados Unidos de geração Y. “Qual o problema em se sentir o máximo?”, diz ela. “Se você se sente incrível, tem mais chances de fazer coisas incríveis, sem ligar para pessoas que recomendam o contrário.” Quando os integrantes da turma do “eu me acho” conseguem superar o fato de não ser perfeitos e se põem a usar com dedicação a excelente bagagem técnica e cultural que receberam, coisas muito boas podem acontecer.

Aos 20 anos, no início de sua carreira, o paulistano Roberto Meirelles, hoje com 26, conseguiu seu primeiro estágio. Seu sonho era se tornar diretor de arte. Morava com a mãe numa casa confortável, tinha seu próprio carro e não sofria nenhuma pressão para sair de casa. Resolveu trabalhar até de graça. Aos 24 anos, foi promovido e assumiu o cargo que almejava. Chamou os amigos e deu uma festa. Seus pais ficaram orgulhosos. Sete meses depois, assinou sua carta de demissão. Não era aquilo que ele realmente queria. Seus antigos colegas de trabalho riram ao ouvir que ele estava deixando a agência para “fazer algo em que acreditava”. Seus pais não compreenderam o que ele queria dizer com “curadoria de conhecimento”, expressão que usou para definir seu empreendimento. Apesar da descrença geral, ele foi em frente e criou com dois amigos uma empresa que seleciona informação e organiza estudos sobre temas diversos, para vendê-los no mercado corporativo e para pessoas físicas. Com dois anos recém-completados, a Inesplorato conseguiu faturamento de R$ 1,4 milhão. “Minha maior conquista foi conseguir ganhar dinheiro com uma ideia própria. Eu amo isso”, diz Meirelles.

ma das conclusões a que o psicólogo Baumeister chegou na revisão dos estudos sobre autoestima pode servir de esperança para os jovens da geração “eu me acho” que ainda estão perdidos: a autoestima produz indivíduos capazes de fazer grandes reviravoltas em sua vida. Justamente por ter um ego exaltado, eles têm a ferramenta para ser mais persistentes depois de um fracasso. Em seu último livro, Força de vontade (Editora Lafonte), Baumeister dá outra dica de como conduzir a vida: ter controle dos próprios impulsos é mais importante que a autoestima como fator de sucesso. “A força de vontade é um dos ingredientes que nos ajudam a ter autocontrole. É a energia que usamos para mudar a nós mesmos, o nosso comportamento, e tomar decisões”, disse ele a ÉPOCA no ano passado.

Também há esperança para os pais que se pegam diariamente na dúvida sobre como lidar com suas crianças. Muitos deles conseguem criar seus filhos equilibrando limite e afeto e ensinando a lidar com frustrações sem ferir a autoestima (leia os quadros acima). Na casa de Maria Soledad Más, de 49 anos, e Helder, de 35, pais de Natália, de 9 anos, e Mariana, de 11, os direitos estão ligados ao merecimento e a responsabilidades. “As meninas aprenderam a lidar com erros e frustrações desse jeito”, diz Helder. Para Mariana, uma frustração é não ter celular, já que a maioria das amiguinhas tem seu próprio aparelho. “Explico a ela que ter celular envolve responsabilidade e que ela é muito nova”, diz a mãe. “Claro que esse assunto sempre volta à tona, mas não incomoda. Ela acata bem nossas decisões.”

Esses modelos de criação domésticos são chamados pelos psicólogos de “estilo parental”. Não é uma atitude isolada ou outra. É o clima emocional criado na família graças ao conjunto de ações dos pais para disciplinar e educar os filhos. Eles começaram a ser estudados em 1966 pela psicóloga Diana Baumrind, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Berkeley. De acordo com sua observação, ela dividiu os pais em três tipos: os autoritários, os permissivos e aqueles que têm autoridade, os competentes. O melhor modelo detectado por psicólogos, claro, são os pais competentes. Eles são exigentes – sabem exercer o papel de pai ao impor limites e regras que os filhos devem respeitar –, mas, ao mesmo tempo, são flexíveis para escutar as demandas das crianças e ceder, se julgarem necessário. A criança pode questionar por que não pode brincar antes de fazer o dever de casa, e eles podem topar que ela faça como queira, contanto que o dever seja feito em algum momento. Mas jamais admitirão que a criança não cumpra com sua obrigação. Ao dar limites, podem ajudar o filho a aprender a escolher e a administrar seu tempo. Os filhos de pais competentes costumam ser muito responsáveis, seguros e maduros. Têm altos índices de competência psicológica e baixos índices de disfunções sociais e comportamentais .

Os piores resultados vêm da criação de pais negligentes. Eles não são exigentes, não impõem limites e nem estão abertos a ouvir as demandas dos filhos. Segundo pesquisas brasileiras – com amostras pequenas, que não devem ser tomadas como definitivas –, esse é o estilo parental que predomina no país nos últimos anos. Quando se fala em estilo negligente de criação, isso não quer dizer que a criança está abandonada e não receba o suficiente para suprir suas necessidades materiais e de afeto. O problema é mais sutil. Com medo de parecer repressores, esses pais hesitam em impor limites. “É uma interpretação errônea dos modelos educacionais propostos a partir da década de 1970. Eles pregavam que a criança não deveria ser cerceada para que pudesse manifestar todo seu potencial”, diz Claudete Bonatto Reichert, professora do Departamento de Psicologia da Universidade Luterana do Brasil. “Provavelmente, a culpa que os pais sentem por trabalhar fora leva a isso.”

Se parece difícil implantar em sua casa o modelo dos pais com autoridade, ainda há outra esperança. Nem todos concordam que os pais sejam totalmente responsáveis pela formação da personalidade dos filhos. A psicóloga britânica Judith Harris, de 74 anos, ficou famosa por discordar do tamanho da influência dos pais na criação dos filhos. Para ela, se os filhos lembram em algo os pais, não é graças à educação, mas à genética. “Os pais assumem que ensinaram a seus filhos comportamentos desejáveis. Na verdade, foram seus genes”, afirma. O resto, diz Judith, ficará a cargo dos amigos, a quem as crianças se comparam. É por isso que ela acha inútil tentar dar aos filhos uma criação diferente da turma do “eu me acho”. “Houve uma mudança enorme na cultura”, afirma. “As crianças são vistas como infinitamente preciosas. Recebem elogios demais não só em casa, mas em qualquer lugar aonde vão. O modelo de criação reflete a cultura.”

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:

Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Que lindo seria se nós pudéssemos ensinar a nossas crianças que é preciso esperar

Que lindo seria se nós pudéssemos ensinar
a nossas crianças que é preciso esperar

Carolina Delboni

Fonte: www.brasilpost.com.br – clique e conheça

criança esperando

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Simbolicamente, estão trocando os alimentos. Alimentar uma criança com comida é alimentá-la com amor e de amor. Alimentá-la com imagens e sons de iPad é alimentá-las de impaciência, falta de respeito, falta de dialogo, falta de interação e principalmente, falta de tédio. A médica fonoaudióloga carioca Maria Lúcia Novaes Menezes fala da quantidade assustadora de crianças que têm recebido em seu consultório com a queixa de não se comunicarem por volta dos 2/3 anos de idade. Ela diz que em 80% dos casos a criança simplesmente não fala porque não recebe estímulos dos pais. Porque não existe dialogo, não existe troca. Existem ipads nas mesas dos restaurantes e com isso crianças que crescem mudas e sem a capacidade de aprender a esperar.”

linha

Criança não espera. Elas enlouquecem a gente até que cedemos e damos algo, literalmente, pra que fiquem quietas. Mas nós adultos já aprendemos a esperar (e aprendemos quando criança). Hoje, nossa espera é vivida. A deles é com o iPad ou a TV na cara ligada – e com som ainda. Pais não sentam mais a mesa num restaurante sem que antes já liguem o desenho para a criança. Muitas vezes colocam o iPad dentro do prato.

Simbolicamente, estão trocando os alimentos. Alimentar uma criança com comida é alimentá-la com amor e de amor. Alimentá-la com imagens e sons de iPad é alimentá-las de impaciência, falta de respeito, falta de dialogo, falta de interação e principalmente, falta de tédio. Porque pode ser extremamente tedioso ficar a mesa “sem fazer nada” esperando a comida chegar. Mas é nessa espera que aprendemos a transformar tédio em algo maior como a conversa com os pais.

Recentemente saiu uma entrevista muito interessante no R7 (que repercutiu pacas em sites e blogs), onde a médica fonoaudióloga carioca Maria Lúcia Novaes Menezes fala da quantidade assustadora de crianças que têm recebido em seu consultório com a queixa de não se comunicarem por volta dos 2/3 anos de idade. Ela diz que em 80% dos casos a criança simplesmente não fala porque não recebe estímulos dos pais. Porque não existe dialogo, não existe troca. Existem ipads nas mesas dos restaurantes e com isso crianças que crescem mudas e sem a capacidade de aprender a esperar.

Aparentemente, tentar agradar toda hora (ou muitas vezes temer o próprio filho) é o primeiro passo pra rejeição. Você tira dele a possiblidade de fazer ninhos, fazer laços. A criança se isola primeiro dos pais e logo mais do restante da família e até mesmo dos amigos. Ela perde, aos poucos, a capacidade de se relacionar e se comunicar. Acredite se quiser, tudo isso porque interrompemos o processo da espera. Porque estamos sempre ansiosos para preencher o tempo de nossos filhos e não deixa-los entediados. Etimologicamente, o verbo “esperar” vem de “esperança” que significa contar com, confiar em. Quando a criança espera e tem pais ao lado dela reafirmando a necessidade da espera, ela ganha confiança. E um pouquinho de tédio não mata ninguém ;)

Ah, a espera…. Que lindo seria se nós pudéssemos ensinar a nossas crianças que é preciso esperar as pessoas saírem do elevador antes de nós entrarmos, que é preciso esperar os que estão na nossa frente para chegar nossa vez, que é preciso esperar todos terminarem na mesa para poder levantar, que é preciso esperar crescer para ter o que se quer… Que é preciso aprender a esperar para respeitar o próximo, para convivermos, minimamente, melhor num mundo onde não existe mais o outro porque o “eu” é tão imediatista que se eu não suprir minhas vontades já eu morro. Daí ensinamos nossas crianças que o outro não importa, que conseguimos fácil e rápido tudo que queremos com um gritar, com um chilique. Tiramos a espera e junto tiramos a possibilidade da conquista. Ganhar de mão beijada não tem graça. Logo a criança encosta e pede outro e a insatisfação vai crescer. E para suprir será cada mais difícil.

A espera gera expectativa do que está por vir. Espera gera respeito, gera noção do próximo, gera dialogo, gera estímulos, gera confiança, gera amizades e, com certeza, gera um mundo melhor. Desculpem a frase feita, mas é isso mesmo: crianças que aprenderem a esperar vão aprender a viver em sociedade e na sociedade. Como parte dela e não no centro dela. Requisito básico para um futuro que todos queremos.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:

Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

O Comercialismo na Vida das Crianças

O Comercialismo na Vida das Crianças

Susan Linn

Publicado no perfil do Facebook da Vovó Lupo – clique e conheça

abc

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Hoje, a atividade de lazer preferida das crianças, seja em países industrializados ou em desenvolvimento, é ver televisão. Mais do que nunca, as crianças precisam de tempo, espaço, ferramentas e silêncio, essenciais para desenvolverem suas aptidões para curiosidade, criatividade, autorreflexão e envolvimento com significado no mundo. Mas quando o consumismo e o materialismo dominam a sociedade, os jogos criativos deixam de ser valorizados.As crianças que entram sem grande esforço no mundo do faz-de-conta são mestras da transformação. Podem fazer aparecer algo a partir do nada e logo transformar um simples graveto, por exemplo, em uma varinha mágica, uma espada, um mastro de navio ou uma ferramenta para desenhar na areia. Sua diversão não depende da novidade da compra, mas sim do que conseguem imaginar a partir do seu ambiente. Sendo assim, é mais provável que tenham recursos internos para resistir às mensagens que as empurram para o consumo excessivo.”

linha

O marketing está ligado a um grande número de problemas sociais e de saúde pública que as crianças enfrentam atualmente. A Organização Mundial da Saúde e outras instituições de saúde pública identificam o marketing dirigido ao público infantil como um fator significativo na epidemia mundial de obesidade infantil. Além disso, a propaganda e o marketing têm sido associados a distúrbios alimentares, sexualização, violência juvenil, estresse familiar e uso de álcool e cigarro por menores de idade.

Dentre os efeitos mais perturbadores do acesso irrestrito do marketing às crianças está o declínio das brincadeiras criativas, essenciais para o desenvolvimento saudável. As forças comerciais que impedem o desenvolvimento da capacidade infantil natural de brincar são assustadoras. Mas existe um movimento em franca expansão para resgatar a infância das mãos dos marqueteiros e um ressurgimento do interesse em proteger e promover o “faz-de-conta” prático, não estruturado e desenvolvido pelas crianças.

Por que Brincar é Importante

O brincar tem um aspecto cultural universal e é fundamental para o bem-estar das crianças – o que levou as Nações Unidas, em sua Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, a incluir esse item na lista de direitos garantidos. Brincar é essencial para um desenvolvimento saudável, e garantir o direito de brincar das crianças é um componente básico para um mundo sustentável. No entanto, no século 21, a brincadeira criativa e prática é uma espécie em extinção. Talvez a ameaça mais insidiosa e poderosa ao direito que cada criança adquire ao nascer seja a escalada do comercialismo na vida dos pequenos.

Poder brincar de forma criativa é essencial para a capacidade humana de experimentar, agir em vez de reagir, e diferenciar-se do entorno. É assim que as crianças lutam com a vida e dão sentido a ela. A espiritualidade e os avanços + científicos e artísticos têm suas raízes no brincar. O brincar promove atributos essenciais para uma população democrática, tais como curiosidade, raciocínio, empatia, compartilhamento, cooperação e um sentido de competência – a crença de que o indivíduo pode fazer diferença no mundo. A resolução construtiva de problemas, o pensamento divergente e a capacidade de autorregulação são adquiridos por meio das brincadeiras criativas.

Quando as crianças brincam, conseguem, animadas, fazer surgir biscoitos do nada ou conversar com criaturas que mais ninguém vê, enquanto permanecem com os pés no mundo “real”. Depois que as crianças desenvolvem a habilidade de reconhecer simultaneamente um objeto pelo que ele é e pelo que poderia ser, são capazes de alterar o mundo ao redor de si para concretizar seus sonhos e esperanças e dominar seus medos. Quando as crianças têm tempo e oportunidade, mudam espontaneamente para os jogos de “faz-de-conta” para entender suas experiências, lidar com adversidades e experimentar e ensaiar novos papéis. Desenvolvem, ainda, a capacidade de usar o jogo de faz-de-conta como ferramenta para cura, autoconhecimento e crescimento.

De modo geral, pressupomos que quando as crianças têm tempo livre, participam de algum tipo de brincadeira autocentrada, ou “livre”, cuja motivação vem de dentro, e não de forças externas. Mas pela primeira vez na história, essa tese é desmentida. Entre 1997 e 2002, em cinco anos apenas, o número de horas que as crianças de 6 a 8 anos usaram em jogos de faz-de-conta nos Estados Unidos – como fantasiar-se ou brincar recorrendo a transformações da imaginação – caiu cerca de um terço. Mais da metade dos pais no Japão e na França consideram fazer compras uma atividade de brincar. Um levantamento internacional feito em 16 países verificou que apenas 27% das crianças participam de jogos criativos, e apenas 15% das mães acreditavam que brincar era essencial para a saúde das crianças.

Os bebês nascem com uma capacidade inata de brincar. Quando os interesses comerciais dominam uma cultura, no entanto, incentivar jogos criativos pode vir a ser um ato de contracultura: é uma ameaça aos lucros corporativos. As crianças que brincam de forma criativa não dependem tanto dos bens de consumo para se divertir. Sua capacidade de diversão, de sentir alegria e de se envolver dependem basicamente delas próprias e do que dão para o mundo, e não do que o mundo lhes dá. São ativas, e não reativas, e não precisam ser constantemente entretidas.

As crianças que entram sem grande esforço no mundo do faz-de-conta são mestras da transformação. Podem fazer aparecer algo a partir do nada e logo transformar um simples graveto, por exemplo, em uma varinha mágica, uma espada, um mastro de navio ou uma ferramenta para desenhar na areia. Sua diversão não depende da novidade da compra, mas sim do que conseguem imaginar a partir do seu ambiente. Sendo assim, é mais provável que tenham recursos internos para resistir às mensagens que as empurram para o consumo excessivo.

Nenhum estudo longitudinal foi feito para examinar as implicações de longo prazo que afetam crianças privadas dos jogos criativos. Mas uma pesquisa junto a 400 dos principais empregadores dos EUA revelou que muitos de seus novos funcionários cujas infâncias foram moldadas por uma comercialização marcante, não tinham pensamento crítico e habilidades básicas para resolução de problemas, tampouco criatividade e inovação, sendo todos esses recursos qualidades fomentadas em jogos criativos.

A Ascensão do Comercialismo

O fervor em prol da desregulamentação governamental que teve início nos Estados Unidos nos anos 80, combinado à revolução digital, resultou numa escalada sem precedentes do comercialismo na vida das crianças. Em 1983, os marqueteiros norte- americanos gastaram cerca de US$ 100 milhões com marketing dirigido ao público infantil, um valor irrisório se comparado aos US$ 17 bilhões gastos atualmente. Embora boa parte do ímpeto do marketing direcionado para crianças venha dos EUA, a tendência é disseminada mundialmente pelas multinacionais ). Somente as empresas do ramo alimentício gastam cerca de US$ 1,9 bilhões por ano no mundo todo com o marketing voltado diretamente para as crianças.

O entretenimento comercial criado nos Estados Unidos tem sido há muito um de seus produtos de exportação mais rentáveis. O Mickey Mouse já era reconhecido no mundo todo muito antes da propaganda e marketing dirigido ao público infantil se intensificarem nos anos 80. Mas a combinação da globalização, tecnologias sofisticadas de mídia e políticas norte-americanas contrárias à regulamentação converteram as crianças do mundo todo em um alvo muito mais viável. Os avanços tecnológicos, como vídeo, DVDs, as estações de TV a cabo e por satélite, aumentam o acesso dos marqueteiros às crianças. Agora que a Internet e os videogames podem ser acessados nos tocadores de MP3 e telefones celulares, os caminhos que levam às crianças estão aumentando.

A mera introdução da mídia eletrônica com tela em uma cultura pode influenciar profundamente as normas da sociedade, como por exemplo, padrões de beleza, hábitos alimentares e interações interpessoais. Um estudo clássico mostrou o aumento dos distúrbios alimentares entre as mulheres em Fiji após a televisão ter chegado à ilha em 1995. A introdução de programação específica traz também consequências. Em 1994, logo após a chegada da programação de TV do World Wrestling Entertainment em Israel, cientistas sociais documentaram o que foi descrito por eles como uma epidemia de danos aos pátios das escolas causados por crianças que imitavam os movimentos da luta livre.
As duas companhias que dominam mundialmente a indústria de brinquedos, Hasbro e Mattel, criam filmes e programas de TV para promover seus produtos no mundo todo. Em 2009, a Hasbro anunciou planos de criar sua própria estação de TV a cabo infantil em parceria com o Discovery Channel, apresentando marcas de sucesso como Tonka e My Little Pony. Em um recente estudo internacional sobre atividades de lazer das crianças, os pesquisadores ficaram surpresos com a pouca diferenciação atual na maneira como as crianças no mundo todo passam seu tempo livre.

Os críticos da globalização caracterizam a comercialização da infância como um veículo poderoso para incutir valores capitalistas em crianças desde muito cedo. A mensagem subjacente de praticamente todo o marketing, seja qual for o produto anunciado, é que comprar coisas faz as pessoas felizes. Além do fato de as pesquisas sobre felicidade mostrarem que isso é falso, mergulhar as crianças na mensagem de que os bens materiais são essenciais para a autorrealização promove a aquisição de valores materialistas, que já foram associados à depressão e baixa autoestima. As pesquisas mostram que crianças com valores mais materialistas são também menos propensas a desenvolver comportamentos ecologicamente sustentáveis tais como reciclagem ou economia de água.

Iniciativas de Marketing Dirigido ao Público Infantil no Mundo Todo

Cursos de inglês da Disney

Na China, os pais pagam US$ 1.000 por semestre para enviar seus filhos a cursos de idiomas com temas da Disney. Algumas crianças supostamente aprenderam apenas quatro palavras; no entanto, seu esforço é recompensado com brindes da Disney e acesso a filmes da Disney proibidos pelo governo chinês.

McLanche Feliz

À medida que o McDonald’s expande sua presença na Índia, é cada vez maior o número de crianças que ganha amostras de brinquedos de filmes como A Era do Gelo 3 e Madagascar junto com seus hambúrgueres e batatas fritas.

Bob Esponja Calça Quadrada

Uma versão “ao vivo” da personagem de desenho animado mais popular do canal Nickelodeon, da Viacom, recentemente visitou escolas na Namíbia. O desenho é exibido em 171 mercados no mundo todo, em 25 idiomas.

O Impacto do Comercialismo sobre o Brincar

Hoje, a atividade de lazer preferida das crianças, seja em países industrializados ou em desenvolvimento, é ver televisão. Nos Estados Unidos, as crianças passam mais tempo na frente das telas de TV do que em qualquer outra atividade que não seja dormir: cerca de 40 horas por semana, quando não estão na escola. Dezenove por cento dos bebês norte-americanos com menos de 1 ano de idade têm uma TV no quarto. No Vietnã, 91% das mães relatam que seus filhos veem TV com frequência, assim como 80% das mães na Argentina, Brasil, Índia e Indonésia.

As pesquisas indicam que quanto mais as crianças pequenas ficam na frente das telas, menos tempo passam brincando de forma criativa. Diferentemente de outros meios de comunicação como a leitura e o rádio, que exigem que as pessoas imaginem sons ou representações visuais, a tela faz todo esse trabalho. Embora haja algumas indicações de que determinadas mídias com tela possam incentivar as crianças a brincar de forma criativa e melhorar alguns tipos de aprendizagem específicos, quando as telas dominam a vida das crianças – não importando o conteúdo – elas ameaçam, em vez de intensificar, a criatividade, o brincar e o faz-de-conta.

A possibilidade de assistir a programas em DVD, tocadores de MP3, celulares, TIVO e outros aparelhos de gravação domésticos que permitem a programação “sob encomenda” traz uma nova realidade para a vida das crianças: assistir ao mesmo programa diversas vezes. Dentre todas as plataformas, as telas eletrônicas são o meio principal usado pelo marketing para atingir as crianças. Personagens adoráveis, tecnologia de ponta, apresentação em cores vivas e estratégias de marketing bem fundamentadas combinam-se em campanhas coordenadas para conquistar o coração, a mente e a imaginação das crianças – ensinando-lhes a dar mais valor ao que pode ser comprado do que a suas criações de faz-de-conta.

Hoje, mais do que nunca, as crianças precisam de tempo, espaço, ferramentas e silêncio, essenciais para desenvolverem suas aptidões para curiosidade, criatividade, autorreflexão e envolvimento com significado no mundo. Mas quando o consumismo e o materialismo dominam a sociedade, os jogos criativos deixam de ser valorizados. Os brinquedos que incentivam a imaginação – blocos, material de arte, bonecas e bicho de pelúcia sem chips e conexões com meios de comunicação – podem ser usados inúmeras vezes e de diversas maneiras, diminuindo a necessidade de gastar dinheiro com brinquedos novos. As brinquedotecas são outra forma de reduzir o gasto com mais um item novo.

A parafernália eletrônica que caracteriza os brinquedos campeões de vendas de hoje dá margem a grandes campanhas de marketing. Eles parecem divertidos, mas são criados com uma certa obsolescência planejada. De modo geral, não são projetados para entreter as crianças durante anos, ou mesmo meses, são projetados para vender. Se o interesse for embora, tanto melhor: uma nova versão será lançada em breve. Brinquedos que falam, gorjeiam e dão saltos para trás sozinhos roubam muito da criatividade e, portanto, do valor das brincadeiras.

Brinquedos com marcas licenciadas são um negócio especialmente vultoso e renderam em 2007 cerca de US$ 6,2 bilhões, só nos Estados Unidos.14 Brinquedos que representam personagens conhecidos na mídia cujas vozes, ações e personalidades já estão determinadas roubam das crianças a oportunidade de exercer sua própria criatividade – especialmente se as crianças conhecerem o programa que originou o personagem. A menos que se encontre uma maneira de evitar que os marqueteiros atinjam as crianças, as brincadeiras delas nutrirão a imitação, reatividade e dependência das telas, em vez da criatividade, iniciativa própria e exploração ativa.

Brinquedotecas

Uma forma inteligente adotada por muitos pais para reduzir o consumismo na infância é o uso das brinquedotecas. Elas são como bibliotecas, com a diferença que as crianças emprestam brinquedos e jogos, em vez de livros.

Localizadas no centro da comunidade, as brinquedotecas aproximam as famílias para compartilhar bens coletivos. Uma estimativa revelou que há 4.500 brinquedotecas espalhadas por 31 países. Na Nova Zelândia, por exemplo, 217 brinquedotecas atendem mais de 23.000 crianças.

Ao fornecerem brinquedos e jogos, as brinquedotecas ajudam os pais a economizar. Adotando os valores da comunidade, as brinquedotecas também podem deixar de fora brinquedos que não tenham valor educativo ou que reforcem valores de consumo negativos, como bonecas Barbie e carrinhos e armas de brinquedo.

As brinquedotecas resolvem ainda um importante dilema enfrentado pelos pais: como atender o direito básico da criança de brincar com brinquedos variados e estimulantes e ao mesmo tempo evitar o consumo excessivo e o desperdício? Além disso, a brinquedoteca ajuda os pais a reduzir a influência do mercado sobre seus filhos. Muitos pais consideram a experiência de procurar e comprar itens para crianças em lojas de brinquedos muito estressante e conflituosa. Pegar um brinquedo emprestado da brinquedoteca oferece às crianças opções abundantes e uma profusão de brinquedos desafiadores.

Dividir bens coletivos também ensina às crianças lições importantes, como generosidade, empatia e valores ecológicos. Ao que tudo indica, essas experiências positivas de compartilhar contaminam todos, e os pais acabam expandindo seu conceito para outras experiências, como doação de brinquedos, trocas de roupas infantis, dar itens de segunda mão de presente, participar de cooperativas de livros, organizar caronas e participar de bancos de horas.

Estimulando o Brincar em um Mundo Comercialista

A proteção do direito de brincar da criança está inextrincavelmente ligada ao seu direito de crescer e se desenvolver sem ser prejudicada por interesses comerciais. As leis que protegem as crianças do marketing empresarial variam bastante, sendo que muitos países contam principalmente com a autorregulação do setor. As leis mais rigorosas são as da província de Québec, no Canadá, que proíbe propagandas na televisão para crianças menores de 13 anos, e as da Noruega e Suécia, que proíbem propagandas na TV para crianças com menos de 12 anos. Na Grécia, anúncios de brinquedos não podem ser veiculados antes das dez da noite, e anúncios de brinquedos de guerra são totalmente proibidos. A França baniu programas na TV aberta voltados para crianças com menos de três anos de idade.

Devido à Internet e à TV por satélite, entretanto, os marqueteiros conseguem atingir cada vez mais as crianças em qualquer país, o que faz da regulamentação adequada uma tarefa complexa, porém mais necessária ainda. As mudanças na política regulatória levam tempo e com frequência enfrentam a resistência firme e bem fundamentada dos interesses comerciais. Como consequência, a tarefa de “salvar” o brincar em um mundo regido pela comercialização conta apenas com os esforços de organizações não governamentais (ONGs) e grupos profissionais que trabalham para influenciar políticas, estabelecer limites no acesso que os marqueteiros têm às crianças e ajudar os pais e escolas a incentivar brincadeiras criativas. Instituições públicas, como bibliotecas e museus, podem oferecer outras alternativas de oportunidades educacionais criativas.

As ações organizadas para coibir a exploração comercial das crianças acabam de nascer, mas continuam crescendo. A pressão das ONGs levou o governo do Reino Unido a regulamentar a propaganda de determinados alimentos na TV. No Brasil, graças aos esforços do grupo Criança e Consumo, que atua em defesa das crianças, a estação de TV pública mantida pelo governo do Estado de São Paulo não exibe mais comerciais para crianças, e há um projeto de lei em estudo no Congresso Nacional proibindo o marketing dirigido ao público infantil.

Nos Estados Unidos, onde o marketing voltado às crianças é menos regulado do que em muitas democracias de países industrializados, a pressão de grupos como a Campanha por uma Infância Livre de Comerciais forçou companhias como a Disney e o McDonald’s a alterar algumas de suas práticas de marketing. A Comissão Federal de Comunicações lançou recentemente uma revisão de suas normas sobre TV para crianças com o objetivo de atender as novas demandas da tecnologia digital. E organizações profissionais como a American Academy of Pediatrics (Academia Americana de Pediatria) e American Psychological Association (Associação Americana de Psicologia) publicaram recomendações que incluem nenhuma exposição à TV para crianças de até dois anos, exposição limitada à TV para crianças maiores, e propaganda e marketing limitados para crianças com menos de oito anos.

Grupos ad hoc de profissionais da saúde e educadores reuniram-se para emitir pareceres contundentes sobre a importância do brincar e a necessidade de limitar o acesso dos comerciais às crianças. No Reino Unido, diversas personalidades famosas como o Arcebispo de Canterbury, o autor de livros infantis Philip Pullman e os membros do Parlamento uniramse a educadores e profissionais da saúde na crítica à situação da infância no país, lançando um apelo insistente pela limitação do acesso dos comerciais às crianças e defendendo o aumento das oportunidades para um brincar criativo.

Os esforços para limitar a exposição das crianças ao comercialismo e promover as brincadeiras criativas contam com o auxílio do reconhecimento crescente da necessidade de as crianças se conectarem à natureza. Estudos indicam que as crianças brincam de forma mais criativa em áreas verdes. Em consequência dos esforços básicos feitos por ONGs como a Children & Nature Network, o Congresso dos EUA estuda atualmente a promulgação da lei No Child Left Inside Act (Nenhuma Criança Dentro da Sala de Aula), uma lei que fornece recursos aos professores para uso dos pátios escolares e áreas verdes locais como espaço para aulas. Na Holanda, ativistas conservacionistas e ecológicos – em cooperação com o Ministro da Agricultura, Natureza e Segurança dos Alimentos – insistem para que o Parlamento apoie iniciativas importantes para ajudar na conexão das crianças com a natureza. Na Alemanha, as Waldkindergärtens – pré-escolas onde crianças pequenas passam o tempo escolar junto à natureza – estão se multiplicando.

Para as gerações anteriores, era um pressuposto óbvio que as crianças usavam seu tempo livre para brincar. Mas isso não é mais verdade. O brincar é uma espécie em extinção, e precisa haver um esforço consciente e concentrado para salvar o faz-de- conta para as gerações futuras. A consequência de milhões de crianças crescerem sem brincar é um mundo carente de alegria, criatividade, pensamento crítico, individualidade e significado – muitas das coisas que fazem valer a pena ser humano. Precisamos deixar as crianças brincarem.

Extraído do relatório “Estado do Mundo 2010” , publicado por The Worldwatch Institute e Instituto Akatu.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:

Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Brincar espontâneo como preparação para a alfabetização

Brincar espontâneo como preparação para a alfabetização

Fonte: Escola Waldorf Pólen – clique e conheça

criança

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“A capacidade de concentração, a acuidade auditiva (sensibilidade musical, saber ouvir o adulto), o desenvolvimento psicomotor, a maturação da lateralidade (base para a escrita) e a linguagem são amplamente cultivados numa escola Waldorf. Estas são habilidades básicas para que o processo de alfabetização aconteça de forma harmônica.”

linha

No jardim e maternal Waldorf, o brincar é a  aula da criança, momento em que ela estrutura ativamente a vivência que tem do mundo. Todo o ambiente do maternal e jardim é montado em função de permitir brincadeiras criativas e construtivas. As classes assemelham-se a um lar – sala, cozinha, banheiro, uma tendinha para as bonecas de pano, móveis de brinquedo, enfim, um espaço no qual as crianças se sentem seguras. Panos coloridos para montar cabanas e inventar fantasias; brinquedos artesanais  que mais sugerem do que definem, estimulando a imaginação; tesouros da natureza, tais como pedras, conchas e sementes; bonecas de pano e marionetes – tudo em material natural, para a educação do tato. Depois de brincar espontaneamente, todos juntos ordenam a sala e os brinquedos. Ao ar livre, as crianças brincam com terra, água, areia, pernas de pau, sobem em árvores, adquirindo domínio do próprio corpo, exercitando a coordenação motora  e a autoconfiança.  Canto, histórias e contos, rodas de dança, pular corda, jardinagem e atividades artísticas também enriquecem as manhãs.

A capacidade de concentração, a acuidade auditiva (sensibilidade musical, saber ouvir o adulto), o desenvolvimento psicomotor, a maturação da lateralidade (base para a escrita), a linguagem, são portanto amplamente cultivados. Estas são habilidades básicas para que o processo de alfabetização, que se inicia em torno dos 6 anos e meio, aconteça de maneira harmônica para o desenvolvimento da criança como um todo.

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:

Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar:

Os contos infantis e a formação da personalidade das crianças

Os contos infantis e a formação da personalidade das crianças

Fonte: www.contioutra.com – clique e conheça

fairy tale

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

linha

“Os contos ajudam a criança a lidar com as dificuldades do seu dia a dia e a elaborar melhor os sentimentos negativos tão comuns na primeira infância, como medo, frustração, abandono, rejeição, rivalidade entre irmãos, inveja, relação com os pais, inferioridade, vingança etc… Os contos mostram que existem os bons e os maus, deixando transparecer valores sempre atuais. A bruxa, o lobo, o pirata e outros personagens maus, representam sentimentos ruins, são arquétipos desses sentimentos, portanto querer que estes personagens morram não é uma atitude violenta, mas sim a necessidade de acabar com estes sentimentos ruins. É preciso lembrar que nas histórias a morte não é violência, é o símbolo da transformação que vai ajudar a criança a elaborar os sentimentos ou sensações que a incomodam.”

linha

1- Ajudam a criança a lidar com as dificuldades e seus sentimentos!

Os contos ajudam a criança a lidar com as dificuldades do seu dia a dia e a elaborar melhor os sentimentos negativos tão comuns na primeira infância, como medo, frustração, abandono, rejeição, rivalidade entre irmãos, inveja, relação com os pais, inferioridade, vingança etc. Por isso, elas pedem para ler diversas vezes a mesma história.

2- Aprendem a diferença entre o bom e o mau!

Os contos mostram que existem os bons e os maus, deixando transparecer valores sempre atuais. A bruxa, o lobo, o pirata e outros personagens maus, representam sentimentos ruins, são arquétipos desses sentimentos, portanto querer que estes personagens morram não é uma atitude violenta, mas sim a necessidade de acabar com estes sentimentos ruins. É preciso lembrar que nas histórias a morte não é violência, é o símbolo da transformação que vai ajudar a criança a elaborar os sentimentos ou sensações que a incomodam.

Não devemos nos preocupar quando a criança festeja a morte desses personagens, eles representam seus medos e esta é a forma que ela tem de vencê-los ou elaborar estes sentimentos que a angustiam.

3- Aprendem a lidar com as frustrações!

Reconhecer a dor e aceitá-la é um meio de superá-la e assim ser feliz. As crianças aceitam com mais naturalidade as desilusões que encontrarão no dia a dia, pois sabe que, à semelhança do que acontece nos contos de fadas, os esforços desprendidos hão de ter uma grandiosa recompensa.

4- Por meio das histórias podemos trabalhar sentimentos e sensações muito presentes nas crianças!

Ingenuidade, aceitação social, medo, inexperiência, insegurança, rejeição, culpa, dor, abandono etc…

5- Podemos trabalhar o conceito de “finitude”!

Tudo na vida tem um começo, meio e fim. As crianças precisam saber que as pessoas não são como os personagens dos desenhos ou jogos eletrônicos, que nunca morrem. Diante de tanta tecnologia, nunca os contos foram tão importantes e necessários na vida da criança como hoje.

6- Aprendem o “limite”!

Por meio dos contos de fadas a criança consegue discernir o certo do errado, o que pode e o que não pode fazer, enfim, reconhece o sim e o não.

7- Aprendem a ética e valores importantes da vida humana!

Os contos de fada sobreviveram ao tempo justamente porque contêm ensinamentos que falam à alma da criança, falam de valores imutáveis, caso contrário já teriam desaparecido, apagados pelo tempo e caídos no esquecimento.

Passar valores à criança é algo complexo. As histórias são, por isso, um meio facilitador de resolver algumas das questões que esta tarefa nos coloca. Se, por um lado, divertem as crianças, estimulam a sua curiosidade e promovem competências cognitivas e de oralidade, por outro lado são também a forma de concretizarmos alguns dos valores que consideramos aceitáveis e oportunos transmitir à criança.

Por isso, os pais devem usar e abusar dos contos. Só assim poderão sonhar com um final feliz para nossa sociedade tão carente dos verdadeiros valores.

8- Tornam-se otimistas e com vontade de vencer obstáculos!

Os contos de fadas exercem uma influência muito benéfica na formação da personalidade porque, pela assimilação dos conteúdos da estória, as crianças aprendem que é possível vencer obstáculos e saírem vitoriosas (o herói sempre vence no final). Isso ocorre porque, durante o desenrolar da trama, a criança se identifica com as personagens e “vive” o drama que ali é apresentado de uma forma geralmente simples, porém impactante.

Essas estórias de contos de fadas normalmente começam com “Era uma vez…” e terminam com “viveram felizes para sempre”. Essa ideia cria a esperança de que as coisas na vida podem dar certo e elas podem ter sucesso em suas dificuldades.

9- Cada criança interpreta a estória da sua forma, entenda qual o significado do conto para seu filho!

Os contos de fadas possuem significados e significantes diferentes em determinadas faixas etárias, como por exemplo, ter um significado para uma criança de cinco anos e outro para uma de treze na mesma estória, já que as situações, os sentimentos, os desejos e anseios são outros.

10- Serão adultos mais felizes!

Os contos de fadas são para serem escutados, apreciados e internalizados, cumprindo desta forma com seu papel que é a construção da personalidade infantil, criando bases sólidas que favoreçam o desenvolvimento intelectual, moral e psíquico. Dessa forma, ao se tornarem adultos, saberão resolver dificuldades, terão uma estrutura mais forte para aguentar seus problemas e saberão que mesmo depois de tantas amarguras terão uma recompensa que será a resolução do que os afligia. Pode não ser a resolução esperada, mas uma coisa é certa: sempre haverá a possibilidade para uma nova descoberta e um recomeço, pois a beleza da vida é justamente lutar por seus ideais e conquistá-los. E isso, só os contos de fadas são capazes de proporcionar ainda na tenra idade!

linha

Vc acha relevante a divulgação destes conteúdos? A Biblioteca está com dificuldades para continuar seu trabalho. Precisamos de ajuda:

Quero ajudar – clique aqui!!!

linha

Sinta se o conteúdo faz sentido para você ou não para compartilhar: