Arquivo mensais:março 2015

Por que não explicar tudo para a criança pequena

Por que não explicar tudo para a criança pequena

Pilar Tetilla Manzano Borba

Fonte: www.pedagogiawaldorfjoinville.blogspot.com.br – clique e conheça

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“Nos primeiros anos de vida, até a troca dos dentes, por volta dos seis anos, a mielinização para a aprendizagem está sendo formada. A consciência da criança está ainda num estado de sono nesta etapa da infância,ou seja, ela não tem consciência das coisas como nós adultos já a temos. Por isso que a criança é criança e depende de nós para tudo. Ela não tem discernimento, crítica e julgamento ainda sobre as coisas da vida. Deixe que a criança descubra o mundo por si mesma, vivenciando-o; experimentando-o; incorporando-o e, sobretudo, aprendendo ao vivo e não através da mídia. Promova-lhes as oportunidades. Quanto mais a criança descobrir por si através do movimento, do equilíbrio e dos seus órgãos dos sentidos, mais ela fará conexões nervosas e quanto mais sinapses ele tiver feito na infância por ela mesma mais espaço no cérebro ela terá para a aprendizagem posterior cognitiva.”

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O ser humano leva 21 anos para adquirir maior consciência das coisas. Esse tempo é o tempo que o sistema nervoso central leva para mielinizar todas suas células nervosas, isto é, deixa-las maduras. Essa bainha de mielina é a responsável pelas conexões nervosas (sinapses) entre os neurônios.

Nos primeiros anos de vida, até a troca dos dentes, por volta dos seis anos, a mielinização para a aprendizagem está sendo formada. A consciência da criança está ainda num estado de sono nesta etapa da infância,ou seja, ela não tem consciência das coisas como nós adultos já a temos. Por isso que a criança é criança e depende de nós para tudo. Ela não tem discernimento, crítica e julgamento ainda sobre as coisas da vida.

Ter consciência significa fazer as sinapses entre os neurônios. Nas sinapses há um dispêndio de energia muito grande. Por isso que quando prestamos atenção em algo ou quando usamos por demais nossos órgãos dos sentidos nos sentimos cansados. À noite necessitamos dormir para repor essa energia gasta durante o dia de vigília, de atenção a tudo.

Em antroposofia costumamos dizer que nos sete primeiros anos o corpo da vida ( vital, ou etérico) da criança está sendo plasmado, formado. Seus órgãos ao nascer não estavam de todo amadurecidos e para que esse amadurecimento ocorra é necessário ter energia, vitalidade. Lembre-se sempre que consciência é gasto de energia, é queima de substância cerebral.

O cérebro também é um órgão e ele é a base para o pensamento. Se a criança até três anos está formando cérebro para pensar como é que ela pode usá-lo pensando? Não se cozinha feijão numa panela que ainda está sendo feita! Como a criança ainda não tem a coordenação fina pronta porque lhe dar um lápis, uma agulha? Se ela ainda não se administra nos perigos porque lhe dar a tesoura, a faca?

Outros órgãos como o fígado, pulmões, coração, rins, estão amadurecendo também e quando exigimos da criança que aprenda algo com a cabecinha, ou entenda as coisas como nós queremos que ela entenda, estamos fazendo com que ela use essas forças formativas que estão plasmando os órgãos para a compreensão e o entendimento e aí nós as DESVITALIZAMOS e promovemos uma má formação dos órgãos PARA O RESTO DE SUAS VIDAS!

Já está provado pela ciência que o avanço da doença ALZHEIMER é também decorrente de uma exigência precoce do sistema neurosensorial na infância. Rudolf Steiner cita muitas vezes esse fator em seus livros. Por isso que a Pedagogia Waldorf, por estar baseada numa ciência antroposófica, preocupada em formar seres humanos saudáveis, verdadeiros e livres, é totalmente contra a alfabetização precoce. Essa pedagogia prima por excelência pela saúde física, emocional, mental e espiritual da criança e do adolescente principalmente no período de seu desenvolvimento.

Hoje, com essa mania de escolarização precoce, as crianças de um modo geral estão muito doentes: depressão, dores de barriga, dores de cabeça, pedra nos rins, pneumonia, cansadas, entediadas, tristes apáticas… O que estamos fazendo com nossas crianças?

As crianças aprendem pelo movimento e pela repetição. Se quiser que ela atenda uma ordem faça o que quer que ela faça: coma você com a boca fechada se quer que assim o aprenda; fale você mais baixo; feche a porta você sem bater; escove você os dentes com a torneira fechada; seja você carinhoso com ela, e assim por diante. Na infância as crianças aprendem pela IMITAÇÃO do que você faz e não pela palavra, pelo sermão. Mas, é óbvio que precisamos conversar com ela para que aprender a falar; mas devemos saber o que falar e o que não falar.

Deixe que a criança descubra o mundo por si mesma, vivenciando-o; experimentando-o; incorporando-o e, sobretudo, aprendendo ao vivo e não através da mídia. Promova-lhes as oportunidades. Quanto mais a criança descobrir por si através do movimento, do equilíbrio e dos seus órgãos dos sentidos, mais ela fará conexões nervosas e quanto mais sinapses ele tiver feito na infância por ela mesma mais espaço no cérebro ela terá para a aprendizagem posterior cognitiva.

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Crianças sem rotina para dormir têm mais problemas de comportamento

Crianças sem rotina para dormir têm mais problemas de comportamento

Bruna Menegueço

Fonte: www.revistacrescer.globo.com – clique e conheça

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“Os cientistas perceberam que ter horários irregulares para dormir afeta o relógio biológico da criança e, consequentemente, o funcionamento do corpo. As mudanças aparecem logo no humor e no apetite, mas não param por aí. A longo prazo, crianças sem rotina de sono podem perder a capacidade de resolver problemas e têem mais chances de desenvolver hiperatividade e problemas emocionais, como ansiedade e envolvimento em brigas com colegas. Segundo os cientistas, as mudanças na hora de dormir são semelhantes aos efeitos do jetlag, aquele cansaço que você sente após uma viagem, sabe? E assim como o seu sono se altera após um voo longo, o mesmo acontece com seu filho, que sofre com os efeitos.”

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Pesquisa mostra que dormir em horários diferentes pode prejudicar o relógio biológico do seu filho e aumentar as chances de hiperatividade e ansiedade no futuro

Você já deve ter ouvido muitas vezes a importância de manter uma rotina antes de colocar seu filho para dormir. Um estudo britânico publicado na revista científica Pediatrics acaba de reforçar, mais uma vez, os benefícios de manter os horários das crianças à noite.

Pesquisadores analisaram a rotina de sono de 10.230 crianças aos 3, 5 e 7 anos. Depois de compilar todos os dados e analisar questionários respondidos pelos pais e professores, os cientistas perceberam que ter horários irregulares para dormir afeta o relógio biológico da criança e, consequentemente, o funcionamento do corpo. As mudanças aparecem logo no humor e no apetite, mas não param por aí.

A longo prazo, crianças sem rotina de sono tiveram notas mais baixas em testes que mediram a capacidade de resolver problemas e mais chances de desenvolver hiperatividade e problemas emocionais, como ansiedade e envolvimento em brigas com colegas.

Segundo os cientistas, as mudanças na hora de dormir são semelhantes aos efeitos do jetlag, aquele cansaço que você sente após uma viagem, sabe? E assim como o seu sono se altera após um voo longo, o mesmo acontece com seu filho, que sofre com os efeitos.

Mas, se aí na sua casa não há um esquema certinho para o momento de descanso das crianças, aqui vai uma boa notícia. Todos esses prejuízos são reversíveis. Ou seja, assim que você conseguir estabelecer os horários, seu filho vai melhorar as notas e ter menos chances de desenvolver problemas de comportamento.

Vamos lá, então? A pediatra Marcia Pradella-Hallinan, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orienta que duas horas antes de seu filho ir para a cama, você sirva o jantar (para dar tempo de a refeição ser digerida) e diminua o ritmo da casa. Um banho também ajuda a acalmar. Melhor trocar a TV, o videogame ou os tablets por brincadeiras mais calmas e pela leitura de um livro.

Na hora de colocá-lo para dormir, conte uma história  (inventada também vale…). Uma música calminha ou até mesmo cantada por você pode fazer parte deste momento.

Quando já estiver quase dormindo, dê um beijinho de boa noite e deixe-o adormecer sozinho.

Pode ser que seu filho demore para se adaptar à rotina. Isso é normal. O importante é se manter firme e repetir a técnica por pelo menos 15 dias antes de fazer qualquer mudança. Aos poucos, por já saber o que esperar, a criança fica mais segura e, com certeza, vai dormir melhor.

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Seu filho precisa mesmo ser tão feliz?

Seu filho precisa mesmo ser tão feliz?

Cris Leão

Fonte: www.antesqueelescrescam.com – clique e conheça

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“Educar dá mais trabalho do que servir o sorvete antes do jantar, já que seu filho está querendo tanto. Educar envolve mais compromisso do que pagar as 6 parcelas da viagem mágica. Educar é coisa de gente grande. Deve ser por isso que crianças não podem ter filhos. Porque filhos precisam de adultos. Parece que esse é o grande problema da minha geração, não queremos ser adultos.”

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No meu tempo de criança, os pais eram pessoas esforçadas pelo sustento da família. Com ostentação ou sem, as pessoas eram mais preocupadas com o trabalho do que com ser feliz. Talvez por isso, já que filhos querem sempre fazer tudo diferente dos pais, agora todo mundo quer fazer o filho feliz, acima de tudo. Isso explica os valores escandalosos que se paga hoje em dia por uma festa de aniversário, a quantidade de brinquedos que as crianças têm e o número enorme de brasileiros indo para a Disney, às vezes para passar o final de semana. Claro que existe a culpa de muitos pais que trabalham demais e tentam compensar os filhos de alguma forma. Mas reflexo da culpa ou não, as crianças de agora nasceram para ser felizes. Será que está certo isso?

Vamos lembrar da nossa infância. Eu pelo menos, era muito feliz. Brincando com minha amiga que morava na casa ao lado, passávamos horas penteando o cabelo uma da outra, ou fazendo comidinha com as plantas do jardim. A maior aventura de que me recordo era brincar de pega-pega com o meu cachorro. Muito básico para você? Acontece que meu cachorro se transformava em uma onça que na verdade era uma Medusa, então em um simples olhar, ele poderia nos transformar em pedras. Por isso estávamos sempre equipadas com frascos vazios de shampoo cheios de água que explodiam como granadas quando caiam no chão. Pois é, criança vem com imaginação de berço. Por isso não precisa ir até Orlando ver os espetáculos de fogos de artifício para ficar maravilhada. Aliás, cá entre nós, já estive na Disney 3 vezes (2 em Orlando e 1 em Paris) e nunca vi tanta criança triste em um parque. Chorando, cansadas, angustiadas, com as mães e os familiares estressados. Claro, já viu o tamanho do lugar? E a quantidade de informação? E de sorrisos maquiados, brilhos, alegria explosiva? Gente, somos humanos. Isso não é um filme. É vida real. Não somos super heróis, nem princesas. Seu filho vai comer aquela salsicha processada junto com aquele pão velho de uma lanchonete linda com várias coisas girando, e pode ser que passe mal. E ai? Não! Não pode passar mal na Disney. Tem que curtir. Tem que ser feliz.

Eu trabalhei para a Disney traduzindo todos os materiais para português durante 4 anos. Sou encantada com a empresa e com o negócio em si, gosto de ir porque moro a 300 quilômetros de distância, temos o passe anual então é um programa barato em um lugar super organizado e bonito na maioria das vezes. Só estou usando de exemplo porque sei que é uma viagem muito cara para se fazer do Brasil mas isso não está impedindo cada vez mais brasileiros de fazerem. Minha pergunta usando este exemplo é: será que precisamos fazer tanto pelos nossos filhos? (Viagem de 8 horas de avião, filas intermináveis, kilômetros e mais kilômetros de parque de diversão) Eu suponho que não. E que está errado os pais sentirem que são responsáveis por fazer dos filhos, pessoas felizes. De onde tiramos essa ideia maluca?

O que eles precisam na verdade é de adultos para educá-los. E como adultos é claro que estamos ocupados. Com a família, com o trabalho, com as funções da casa. Se nessa lista se somar “a felicidade do(s) meu(s) filho(s)” alguém vai ficar muito sobrecarregado e frustado. Talvez seu filho, talvez você, talvez todo mundo. É chato tentar e não conseguir. Já pensou como sente os pais que pagaram a viagem em 6 vezes, passaram 8 horas na lata de sardinha, mais 1 hora em um brinquedo se o filho sair do brinquedo chorando?

Uma vez eu li o livro Encantador de Cães e fiquei fascinada com o raciocínio simples que o genial Cesar Millan escreve ali. Ele diz que cães só vão obedecer quem eles respeitam. E para ganhar respeito, é preciso ser a autoridade, é preciso colocar ordem antes do amor. Agora tente trocar a palavra “cães” por “filhos”, dá no mesmo. Autoridade é o contrário de democracia. Os pais não podem estar sempre abertos “o que querem comer, o que vamos fazer hoje, onde vamos passar as férias”. Entende como é complicado para a criança ouvir isso? Sentir que não existe uma ordem. Ela no auge dos seus 4 anos (ou por volta disso) é que precisa saber, querer e lidar com seus desejos. Meu Deus, está tudo errado ai. No meu tempo de criança, minha mãe interrompia a brincadeira trazendo uma bandeja com uma limonada fresca e biscoitos Maria. Sempre que lembro dessa cena (que aconteceu várias vezes) ela aparece iluminada como uma fada. O que eu sentia era: Nossa, ela é mágica! Como ela sabe que estamos com fome e com sede? Teria sido bem diferente se ela tivesse aparecido e perguntado: querem lanchar? vão querer sorvete ou pode ser biscoito mesmo? Estava pensando em fazer uma limonada, vocês vão beber? Ou é melhor eu trazer um suco de uva?

Infelizmente não estou escrevendo isso porque já aprendi a lição depois de ler o livro. Estou tentando aprender. E só estou escrevendo sobre isso porque descobri que tenho errado bastante. Desde que nos mudamos para Miami, fico com pena e compaixão por qualquer expressão de sofrimento que meus filhos tenham. Porque sei que é difícil para eles. E até esqueço que é difícil também para mim. Minha vida mudou completamente. Mas nem lembro disso. Só penso neles. A consequência? Minha filha de 4 anos cada dia faz uma coisa para me irritar. E então percebi que ela está fazendo isso porque eu estou irritando ela. E porque? Porque estou aberta todos os dias para ouvir, para entender o lado dela. Não parece errado à princípio, certo? Mas está errado. Criança precisa de adulto, alguém que tenha um norte, e ela acompanha o caminho, se frustando, entendendo seus limites e entendendo, porque não, que a vida não é um parque de diversões cheio de pessoas fantasiadas sorrindo para você o dia todo. A vida é para evoluir. Vamos tentar evoluir como pais antes que eles cresçam. Já pensou como deve ser frustante a adolescência de uma criança que sempre teve uma, duas, ou mais pessoas prontas a atender seus pedidos? Como deve ser difícil perder para um adulto que passou a infância sempre ganhando? Nem que a custa de 12 sofridas prestações para os pais?

Educar dá mais trabalho do que servir o sorvete antes do jantar, já que seu filho está querendo tanto. Educar envolve mais compromisso do que pagar as 6 parcelas da viagem mágica. Educar é coisa de gente grande. Deve ser por isso que crianças não podem ter filhos. Porque filhos precisam de adultos. Parece que esse é o grande problema da minha geração, não queremos ser adultos. Outro dia vi um post sobre a crise dos 25 anos. Levei o maior susto! A maioria das pessoas que conheço estão nessa crise aos 35 (ou mais). Está na hora de dar esse passo. Parar de focar só na diversão e na felicidade e evoluir, amadurecer. Todo grande passo na vida acontece quando a gente faz aquilo que é desconfortável. Já aprendemos muito sobre diversão e entretenimento, que tal agora aprender a viver?

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Dor de cabeça infantil

Dor de cabeça infantil

Wolfgang Goebel / Michaela Glöckler

Fonte: Consultório Pediátrico

Little girl crying

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Em caso elevação da temperatura

Caso frequente: Uma criança, já desde a manhã, queixa-se de dor de cabeça e mal-estar. A noite tem febre de 39,5°C. A dor de cabeça surge, neste caso, antes ou durante a elevação da temperatura, como sintoma passageiro. Isto pode acontecer no quadro de uma infecção gripal ou outra doença. Uma vez que a febre atingiu seu ponto mais alto, em geral a dor de cabeça cede. Concomitantemente poderão surgir calafrios dores nos braços e nas pernas, dores abdominais e náuseas.

Em caso de irritação e inflamação das meninges

Se a dor de cabeça persiste após a fase de elevação da temperatura, acrescentando-se náuseas ou vômitos, deverá ser observado o seguinte:

1- Se a criança é capaz ou não de sentar-se na cama com as pernas esticadas e os braços erguidos: em caso negativo, ela precisa apoiar-se constantemente com os braços para trás na chamada “posição de tripé”.

2- Se a criança, ainda sentada, é capaz de encostar a boca nos joelhos.

Se ela é capaz de fazer as duas coisas, fica praticamente excluída a possibilidade de estar com meningite. Se não consegue realizar uma das provas, ou se é muito pequena para tais testes, deve-se consultar o médico.

É bem verdade que podem ocorrer erros neste tipo de avaliação, quando os pais fazem as perguntas deixando transparecer ansiedade, pedindo ou explicando em demasia essas tarefas às crianças. Em tais casos ela poderá ficar bloqueada, chorar ou teimar, parecendo incapaz de assumir as posições sugeridas. Quando, em caso de dúvida, o médico foi consultado, esta avaliará se existe apenas um estado de irritação das meninges com febre alta ou se há suspeita de meningite. Os mesmos sintomas podem aparecer ainda, ocasionalmente, numa inflamação dos gânglios linfáticos profundos do pescoço ou num torcicolo acentuado.

Meningites provocadas por vírus (meningite- ditas assépticas) — como, por exemplo, em caso de caxumba — geralmente não têm gravidade, embora sejam desagradáveis para a criança.

Sob suspeita de meningite purulenta ou bacteriana, a criança deve ser levada imediatamente para uma clínica ou hospital, onde lhe seja tirado líquido da espinha com uma agulha bem fina (punção lombar) para exames posteriores necessários. A seguir pode ser feito um tratamento especifico e rápido com antibióticos, que permite, na maioria das vezes, prevenir sequelas. Mas tal tratamento é tarefa do hospital ou da clinica.

Excluída a possibilidade de meningite, oferece-se à criança um pouco de chá adoçado para ser tomado aos goles. Dores de cabeça que persistam por mais de oito horas seguidas ou vômitos que não apresentem tendências a desaparecer devem ser, em todo caso, relatados ao pediatra.

Em caso de enxaqueca

Dores de cabeça sem febre podem ter várias causas e exigem diagnóstico médico. Quando as dores se manifestam em acessos irregulares, acompanhadas ou não por vômitos e náuseas, podem estar representando a enxaqueca infantil. Seu tratamento é feito pelo médico, de modo individualizado, de acordo com a constituição geral da criança. No entanto, em geral mostrou-se eficaz não sobrecarregar o processo digestivo dessas crianças: oferecer somente gorduras de fácil digestão e insaturadas, evitar o excesso de proteínas e, em compensação, oferecer legumes e verduras em grande quantidade. Muito cuidado também com os doces! De modo geral, é preferível oferecer quatro ou cinco refeições menores em lugar de três refeições com quantidades muito grandes. Recomendável também é o sono regular, não excessivamente longo, e sempre a mesma hora de acordar, mesmo aos domingos, Igualmente indispensáveis são a atividade física regular e muito ar puro. Ao ocorrer a crise de enxaqueca, o modo mais saudável de vencê-la é entregar-se ao sono num quarto escuro e dormir à vontade. Durante a crise não se dá alimento — no máximo, um pouco de pão sueco ou torrada e chá com um pouco de limão. Paciência e calma em todos os sentidos favorecem a recuperação.

Em caso de deficiência visual

Se a dor de cabeça só se manifesta com a leitura, é aconselhável uma visita ao oftalmologista. Na maioria das vezes trata-se de miopia, hipermetropia ou outro defeito visual.

Na escola

Se a queixa é de dor de cabeça antes, durante ou depois do horário escolar, convém conversar primeiro com o professor e depois, eventualmente, com o médico. É bom saber que não são poucas as crianças sofrendo de dores de cabeça e de barriga na escola, principalmente entre os nove e os doze anos. Às vezes isto se relaciona com a circulação sanguínea, que só se estabiliza nessa idade e cuja eficiência não acompanha adequadamente o crescimento de estatura típico da puberdade. Em consequência disso, o organismo, por motivos econômicos, redistribui o sangue face a uma demanda unilateral.  Assim, se a cabeça da criança recebe uma menor irrigação sanguínea, surge a dor. Se, por outro lado, a cabeça é bem provida de sangue, a deficiência de irrigação pode apresentar-se nos intestinos, levando a espasmos e a dores do tipo cólica.

Em fins de semana em casa

Dores de cabeça que se manifestam principalmente em casa e especialmente nos fins de semana sugerem um exame da situação familiar. Seria a dor atribuível à alteração do ritmo habitual do levantar, das refeições, das atividades e da hora de dormir? Para eliminar este tipo de dor de cabeça sempre se mostrou eficaz manter um ritmo cotidiano regular, mesmo nos fins de semana. Muito importante é evitar que sejam consumidos doces entre as refeições. Também é preciso cuidar de um funcionamento intestinal regular. Se eventualmente existem gases abdominais, isto deve ser tratado. É importante também que a criança, ao queixar-se de dor de cabeça, não se transforme imediatamente em centro de atenções de família. Pelo contrário, ela deve vivenciar o fato de ser levada para a cama, de ser “depositada”; a importância exagerada atribuída a uma dor de cabeça torna a criança alvo de todas as atenções, fazendo-a projetar qualquer aborrecimento para a cabeça, adotando o adulto como sua “dama-de-companhia”. De modo algum, porém, deve ser empregado sem indicação médica o ótimo analgésico da vizinha.

Ao se deitar o bebê

Manifestações de dor e de mal-estar ao se deitar o bebê no berço sugerem distúrbios de dentição, dor de ouvido ou dor de cabeça, desencadeados na posição deitada pelo afluxo maior de sangue aos vasos sanguíneos da cabeça. Os dois primeiros diagnósticos podem ser confirmados examinando-se e apalpando-se o local, e a dor de cabeça só pode ser deduzida por exclusão das outras causas. Pode haver febre nos três casos, sendo regra quando há uma inflamação do ouvido médio (otite média).

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A nova geração de pais que mimam

A nova geração de pais que mimam

Isabella Ianelli

Fonte: www.papodehomem.com.br – clique e conheça

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“Para os pais mimados que mimam, será parte de sua missão aqui na terra livrar seu filho de qualquer empecilho e obstáculo natural e necessário, tal qual como tédio, bagunça, tio chato, normas da sociedade, rituais da nossa cultura etc. Para um pai mimado, a vontade do filho não precisa ter limites…”

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Se observamos há algum tempo uma geração criada à base de leite e pêra, cercada de mimos, já era de se esperar que estes homens mimados uma hora se tornassem pais.

Frutos de uma classe média zelosa e protetora, estes pais (e aqui me refiro também às mães) agora exercem suas facetas mimadas no cuidado com os filhos. Este comportamento egoísta e mesquinho passa a ser exacerbado e levado ao extremo quando envolve crianças ditas inocentes, doces, meigas e suaves.

Para os pais mimados que mimam será parte de sua missão aqui na terra livrar seu filho de qualquer empecilho e obstáculo natural e necessário, tal qual como tédio, bagunça, tio chato, normas da sociedade, rituais da nossa cultura etc. Para um pai mimado, a vontade do filho não precisa ter limites.

A seguir alguns dos principais comportamentos na relação que os pais mimados estabelecem com seus filhos.

Eles fazem da criança o centro da casa

Talvez uma das principais características dos pais que mimam seja o fato de a rotina da casa ser adequada de acordo com as vontades da criança. Cadeirão da comida na frente da televisão, horários não determinados, cadeira distrativa para entreter o bebê, produtos, acessórios, engenhocas específicas, tudo essencialmente voltado para ele. E para a loucura da casa.

Em French Children Don’t Throw Food, Pamela Druckerman conta o que faz das crianças francesas mais comportadas. Entre pesquisas, entrevistas e exemplos, a autora mostra que o fato dos pais franceses não tratarem as crianças como centro da casa é essencial para que elas entendam que se adequarão a um modelo já existente – e não o contrário! Tratar a criança como o centro da rotina de toda a casa é a base de uma educação de mimados para mimados.

“Para a geração de meus avós e de meus pais, a vida dos adultos não devia ser decidida em função do interesse das crianças, até porque o principal interesse das crianças era sua transformação em adulto” –Contardo Calligaris

Eles acreditam que criança só come bife e batata frita

Com certeza ele já tem idade para saber o que é mais saudável.

Por terem suas vontades tomadas como verdade absoluta, é claro que estas crianças não comeriam o que os pais comem. Ou porque é temperado demais, ou porque tem vegetais e uma vez ele recusou ou porque, veja só, Pedrinho só come macarrão com manteiga, não aceita outra coisa.

Cada vez mais comum nos restaurantes, o cardápio kids fica sempre entre opções não muito criativas: macarrão, bife, batata frita. E se mesmo assim a criança recusa o almoço, existe um leque de industrializados que será oferecido em pouco tempo para que o pimpolho não passe fome: bolacha, salgadinho, achocolatado, sucos açucarados…

Além de nada saudável, isto é um alerta de mimo: criança come o que você ensina a comer. É muito mais simples achar sabor num macarrão do que, de cara, numa couve-flor.

Lição de casa para os pais que tendem a mimar: ler os escritos de Pat Feldman a respeito dos pequenos e entender que o gosto pela comida é construído. Conjuntamente, na mesa de refeição, estimulando que experimentem, entendendo o apetite da criança e respeitando seu gosto. Sempre ensinando que parte importante da refeição é o convívio com os outros e demonstrando respeito pela comida que foi feita em casa e que será a base da refeição de todos que por ali moram.

Eles não conversam, distraem

É comum olhar para o lado no restaurante e encontrar uma criança hipnotizada por um iPad. Ou no carro com iPod e fones, alheia às interações do ambiente ou à ausência delas. Aliados dos pais mimados, as engenhocas tecnológicas ajudam a criança a não se frustrar, não lidar com o tédio de um restaurante repleto de adultos, de um carro sem atrativos, de uma vida inteira que às vezes não tem grandes aventuras mesmo.

Mas, ora, por mais que pais se esforcem para preencher este vazio intrínseco aos filhos, ele não será preenchido. Proteger um filho é uma missão fadada ao fracasso, já atestou Eliane Brum.

Eles não confiam na escola

Julio Groppa Aquino diz que nós, educadores destes tempos modernos, nada mais somos do que babás. “Babás+”, foi o termo engraçadinho sugerido por ele para colocar em pauta esta realidade de pais que não querem saber das relações, dos aprendizados, do ensino, das evoluções de suas crianças. Exigem em primeiro lugar que sua cria seja mimada pela escola, aplaudida a todo momento, nunca confrontada.

Não confiar em quem se confiou a educação dos filhos é uma grande insegurança, certamente um sinal de pais mimados. Nota baixa é culpa do professor, comportamento ruim é culpa da escola e a comunidade é cruel e não ideal para ensinar seu filho a lidar com a vida.

Antes a criança respondia à escola, agora é a escola que responde à criança.

Eles elogiam muito a cria

Prática comum entre os pais zelosos, elogiar a criança faz bem, aumenta sua autoestima, favorece o desenvolvimento da criança, dá segurança, correto? Errado.

No livro Filhos: novas ideias sobre educação, Po Bronson e Ashley Merryman contam de recentes pesquisas que mostram, entre outras coisas, o poder inverso do elogio.

A explicação é muito simples: assegurar a todo momento que seu filho é inteligente faz com que a criança se torne insegura desta sua condição. E, por medo de errar e perder o título da inteligência, a criança passa a arriscar menos e a se esconder atrás desta máscara. Cheia de inseguranças e com um batalhão de elogios vazios (que recebeu sem perceber seus esforços), está aí um bom início de frustração para o pimpolho.

Em comum, o que todos estes tópicos têm é que tratam a criança como um frágil cristal. Delicada, fruto de uma imaginação romântica de pureza, incapaz de lidar com qualquer obstáculo. Sabemos que frustração é algo que ninguém quer para sua cria. Mas é só o que a vida garante.

Que tal começar a criar seu filho para o mundo?

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A alimentação como problema de consciência

A alimentação como problema de consciência

Gerhard Schmidt

Fonte: A alimentação dinâmica

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“Aquele que não quer colocar na cabeça que espírito e matéria, alma e corpo, pensamento e percepção, vontade e movimento, foram, são e serão os duplos ingredientes do universo – cada qual reclamando direitos iguais ao outro – e que esses pares devem ser considerados, sem dúvida, como os representantes de Deus, aquele que não pode se elevar até esta ideia deveria ter, há muito tempo, renunciado ao pensar.”

Goethe

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Aquele que quer se dedicar em nossos dias ao estudo da alimentação não pode se esquivar de graves problemas. Com efeito, há menos de um século os seres humanos escolhiam sua alimentação baseando-se num sentido instintivo, relativamente seguro. A alimentação, a digestão, a assimilação, etc. não traziam problemas ao homem de boa saúde. Mas essa situação deteriorou-se intensamente. O sentimento de ser protegido pela natureza, fornecedora de alimentos, a confiança que se tinha nela, deram lugar a uma insegurança cada vez mais marcante, a um mal estar e mesmo à suspeita: o alimento oferecido ou escolhido está apto a responder às nossas demandas e às necessidades de nossa vida? Não é apenas a perda do instinto, nem mesmo a baixa qualidade da nutrição, o que atormenta os homens; é também – e sobretudo – o sentimento bem nítido de que o saber tradicional ou modernamente adquirido somente pode responder imperfeitamente às perguntas feitas. Por isso, torna-se um problema de consciência. O homem procura ampliar e aprofundar o campo de sua compreensão, ou seja, uma maior segurança, uma melhor possibilidade de julgar. No que se refere à alimentação, essa necessidade, em nossos dias, apresenta-se sob formas bem diversas.

A situação atual da dietética realmente é um sintoma dessa evolução. No início do século essa disciplina movia-se ainda dentro de modestos limites; em nossos dias ela quase que os ultrapassou. Os pesquisadores são numerosíssimos e suas publicações proliferam de maneira inacreditável. Um problema que já parecia resolvido não cessa de aumentar e de se complicar. Os detalhes e as especializações triunfam. Praticamente não é mais possível ao observador ter uma visão de conjunto. E, entretanto, sente-se por detrás dessa agitação o mesmo mal estar, a mesma inquietação, a mesma pergunta angustiada: Colocamos suficientemente o homem em nossas especulações? Podemos realmente estudar a natureza? Ou será que ambos não fogem para longe, envoltos em brumas?

Falta-nos uma imagem do homem e uma imagem da natureza

Uma personalidade tal como Karl Marx acreditou ter resolvido no século 19 o enigma da natureza, do homem e de suas mútuas relações, quando escreveu: “A força do trabalho nada mais é do que a matéria natural transformada no organismo humano. O metabolismo age de tal maneira que a natureza seja humanizada e o homem naturalizado”. Com tal concepção certamente poder-se-ia fundar o materialismo teórico, do qual nasceu a experiência socialista com a visão de edificar uma nova ordem econômica e política. Mas assim, a imagem do homem poderia apenas se petrificar, e a da natureza, desaparecer. É necessário confessar que “por trás da medicina científica atual não existe realmente uma imagem da natureza” (H. Schipperges). Não há muita diferença em relação à dietética. Doerr escreveu: “Isso significa que os dados da Ciência são exatos, mas que a imagem do homem, fundada unicamente sobre esses dados, é falsa”. Nem imagem da natureza, nem imagem do homem, tal é a triste conclusão da pesquisa moderna. Mas ela leva à explosão e à progressão para um novo domínio do conhecimento.

A chave que abre a porta para esse novo domínio já fora pressentida por Goethe: “Aquele que não quer colocar na cabeça que espírito e matéria, alma e corpo, pensamento e percepção, vontade e movimento, foram, são e serão os duplos ingredientes do universo – cada qual reclamando direitos iguais ao outro – e que esses pares devem ser considerados, sem dúvida, como os representantes de Deus, aquele que não pode se elevar até esta ideia deveria ter, há muito tempo, renunciado ao pensar”. Em outras palavras, sem a ciência espiritual, a ciência não pode compreender nem a natureza, nem o homem.

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