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Por que não explicar tudo para a criança pequena

Pilar Tetilla Manzano Borba

Fonte: www.pedagogiawaldorfjoinville.blogspot.com.br – clique e conheça

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“Nos primeiros anos de vida, até a troca dos dentes, por volta dos seis anos, a mielinização para a aprendizagem está sendo formada. A consciência da criança está ainda num estado de sono nesta etapa da infância,ou seja, ela não tem consciência das coisas como nós adultos já a temos. Por isso que a criança é criança e depende de nós para tudo. Ela não tem discernimento, crítica e julgamento ainda sobre as coisas da vida. Deixe que a criança descubra o mundo por si mesma, vivenciando-o; experimentando-o; incorporando-o e, sobretudo, aprendendo ao vivo e não através da mídia. Promova-lhes as oportunidades. Quanto mais a criança descobrir por si através do movimento, do equilíbrio e dos seus órgãos dos sentidos, mais ela fará conexões nervosas e quanto mais sinapses ele tiver feito na infância por ela mesma mais espaço no cérebro ela terá para a aprendizagem posterior cognitiva.”

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O ser humano leva 21 anos para adquirir maior consciência das coisas. Esse tempo é o tempo que o sistema nervoso central leva para mielinizar todas suas células nervosas, isto é, deixa-las maduras. Essa bainha de mielina é a responsável pelas conexões nervosas (sinapses) entre os neurônios.

Nos primeiros anos de vida, até a troca dos dentes, por volta dos seis anos, a mielinização para a aprendizagem está sendo formada. A consciência da criança está ainda num estado de sono nesta etapa da infância,ou seja, ela não tem consciência das coisas como nós adultos já a temos. Por isso que a criança é criança e depende de nós para tudo. Ela não tem discernimento, crítica e julgamento ainda sobre as coisas da vida.

Ter consciência significa fazer as sinapses entre os neurônios. Nas sinapses há um dispêndio de energia muito grande. Por isso que quando prestamos atenção em algo ou quando usamos por demais nossos órgãos dos sentidos nos sentimos cansados. À noite necessitamos dormir para repor essa energia gasta durante o dia de vigília, de atenção a tudo.

Em antroposofia costumamos dizer que nos sete primeiros anos o corpo da vida ( vital, ou etérico) da criança está sendo plasmado, formado. Seus órgãos ao nascer não estavam de todo amadurecidos e para que esse amadurecimento ocorra é necessário ter energia, vitalidade. Lembre-se sempre que consciência é gasto de energia, é queima de substância cerebral.

O cérebro também é um órgão e ele é a base para o pensamento. Se a criança até três anos está formando cérebro para pensar como é que ela pode usá-lo pensando? Não se cozinha feijão numa panela que ainda está sendo feita! Como a criança ainda não tem a coordenação fina pronta porque lhe dar um lápis, uma agulha? Se ela ainda não se administra nos perigos porque lhe dar a tesoura, a faca?

Outros órgãos como o fígado, pulmões, coração, rins, estão amadurecendo também e quando exigimos da criança que aprenda algo com a cabecinha, ou entenda as coisas como nós queremos que ela entenda, estamos fazendo com que ela use essas forças formativas que estão plasmando os órgãos para a compreensão e o entendimento e aí nós as DESVITALIZAMOS e promovemos uma má formação dos órgãos PARA O RESTO DE SUAS VIDAS!

Já está provado pela ciência que o avanço da doença ALZHEIMER é também decorrente de uma exigência precoce do sistema neurosensorial na infância. Rudolf Steiner cita muitas vezes esse fator em seus livros. Por isso que a Pedagogia Waldorf, por estar baseada numa ciência antroposófica, preocupada em formar seres humanos saudáveis, verdadeiros e livres, é totalmente contra a alfabetização precoce. Essa pedagogia prima por excelência pela saúde física, emocional, mental e espiritual da criança e do adolescente principalmente no período de seu desenvolvimento.

Hoje, com essa mania de escolarização precoce, as crianças de um modo geral estão muito doentes: depressão, dores de barriga, dores de cabeça, pedra nos rins, pneumonia, cansadas, entediadas, tristes apáticas… O que estamos fazendo com nossas crianças?

As crianças aprendem pelo movimento e pela repetição. Se quiser que ela atenda uma ordem faça o que quer que ela faça: coma você com a boca fechada se quer que assim o aprenda; fale você mais baixo; feche a porta você sem bater; escove você os dentes com a torneira fechada; seja você carinhoso com ela, e assim por diante. Na infância as crianças aprendem pela IMITAÇÃO do que você faz e não pela palavra, pelo sermão. Mas, é óbvio que precisamos conversar com ela para que aprender a falar; mas devemos saber o que falar e o que não falar.

Deixe que a criança descubra o mundo por si mesma, vivenciando-o; experimentando-o; incorporando-o e, sobretudo, aprendendo ao vivo e não através da mídia. Promova-lhes as oportunidades. Quanto mais a criança descobrir por si através do movimento, do equilíbrio e dos seus órgãos dos sentidos, mais ela fará conexões nervosas e quanto mais sinapses ele tiver feito na infância por ela mesma mais espaço no cérebro ela terá para a aprendizagem posterior cognitiva.

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Crianças sem rotina para dormir têm mais problemas de comportamento

Bruna Menegueço

Fonte: www.revistacrescer.globo.com – clique e conheça

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“Os cientistas perceberam que ter horários irregulares para dormir afeta o relógio biológico da criança e, consequentemente, o funcionamento do corpo. As mudanças aparecem logo no humor e no apetite, mas não param por aí. A longo prazo, crianças sem rotina de sono podem perder a capacidade de resolver problemas e têem mais chances de desenvolver hiperatividade e problemas emocionais, como ansiedade e envolvimento em brigas com colegas. Segundo os cientistas, as mudanças na hora de dormir são semelhantes aos efeitos do jetlag, aquele cansaço que você sente após uma viagem, sabe? E assim como o seu sono se altera após um voo longo, o mesmo acontece com seu filho, que sofre com os efeitos.”

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Pesquisa mostra que dormir em horários diferentes pode prejudicar o relógio biológico do seu filho e aumentar as chances de hiperatividade e ansiedade no futuro

Você já deve ter ouvido muitas vezes a importância de manter uma rotina antes de colocar seu filho para dormir. Um estudo britânico publicado na revista científica Pediatrics acaba de reforçar, mais uma vez, os benefícios de manter os horários das crianças à noite.

Pesquisadores analisaram a rotina de sono de 10.230 crianças aos 3, 5 e 7 anos. Depois de compilar todos os dados e analisar questionários respondidos pelos pais e professores, os cientistas perceberam que ter horários irregulares para dormir afeta o relógio biológico da criança e, consequentemente, o funcionamento do corpo. As mudanças aparecem logo no humor e no apetite, mas não param por aí.

A longo prazo, crianças sem rotina de sono tiveram notas mais baixas em testes que mediram a capacidade de resolver problemas e mais chances de desenvolver hiperatividade e problemas emocionais, como ansiedade e envolvimento em brigas com colegas.

Segundo os cientistas, as mudanças na hora de dormir são semelhantes aos efeitos do jetlag, aquele cansaço que você sente após uma viagem, sabe? E assim como o seu sono se altera após um voo longo, o mesmo acontece com seu filho, que sofre com os efeitos.

Mas, se aí na sua casa não há um esquema certinho para o momento de descanso das crianças, aqui vai uma boa notícia. Todos esses prejuízos são reversíveis. Ou seja, assim que você conseguir estabelecer os horários, seu filho vai melhorar as notas e ter menos chances de desenvolver problemas de comportamento.

Vamos lá, então? A pediatra Marcia Pradella-Hallinan, do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), orienta que duas horas antes de seu filho ir para a cama, você sirva o jantar (para dar tempo de a refeição ser digerida) e diminua o ritmo da casa. Um banho também ajuda a acalmar. Melhor trocar a TV, o videogame ou os tablets por brincadeiras mais calmas e pela leitura de um livro.

Na hora de colocá-lo para dormir, conte uma história  (inventada também vale…). Uma música calminha ou até mesmo cantada por você pode fazer parte deste momento.

Quando já estiver quase dormindo, dê um beijinho de boa noite e deixe-o adormecer sozinho.

Pode ser que seu filho demore para se adaptar à rotina. Isso é normal. O importante é se manter firme e repetir a técnica por pelo menos 15 dias antes de fazer qualquer mudança. Aos poucos, por já saber o que esperar, a criança fica mais segura e, com certeza, vai dormir melhor.

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Seu filho precisa mesmo ser tão feliz?

Cris Leão

Fonte: www.antesqueelescrescam.com – clique e conheça

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“Educar dá mais trabalho do que servir o sorvete antes do jantar, já que seu filho está querendo tanto. Educar envolve mais compromisso do que pagar as 6 parcelas da viagem mágica. Educar é coisa de gente grande. Deve ser por isso que crianças não podem ter filhos. Porque filhos precisam de adultos. Parece que esse é o grande problema da minha geração, não queremos ser adultos.”

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No meu tempo de criança, os pais eram pessoas esforçadas pelo sustento da família. Com ostentação ou sem, as pessoas eram mais preocupadas com o trabalho do que com ser feliz. Talvez por isso, já que filhos querem sempre fazer tudo diferente dos pais, agora todo mundo quer fazer o filho feliz, acima de tudo. Isso explica os valores escandalosos que se paga hoje em dia por uma festa de aniversário, a quantidade de brinquedos que as crianças têm e o número enorme de brasileiros indo para a Disney, às vezes para passar o final de semana. Claro que existe a culpa de muitos pais que trabalham demais e tentam compensar os filhos de alguma forma. Mas reflexo da culpa ou não, as crianças de agora nasceram para ser felizes. Será que está certo isso?

Vamos lembrar da nossa infância. Eu pelo menos, era muito feliz. Brincando com minha amiga que morava na casa ao lado, passávamos horas penteando o cabelo uma da outra, ou fazendo comidinha com as plantas do jardim. A maior aventura de que me recordo era brincar de pega-pega com o meu cachorro. Muito básico para você? Acontece que meu cachorro se transformava em uma onça que na verdade era uma Medusa, então em um simples olhar, ele poderia nos transformar em pedras. Por isso estávamos sempre equipadas com frascos vazios de shampoo cheios de água que explodiam como granadas quando caiam no chão. Pois é, criança vem com imaginação de berço. Por isso não precisa ir até Orlando ver os espetáculos de fogos de artifício para ficar maravilhada. Aliás, cá entre nós, já estive na Disney 3 vezes (2 em Orlando e 1 em Paris) e nunca vi tanta criança triste em um parque. Chorando, cansadas, angustiadas, com as mães e os familiares estressados. Claro, já viu o tamanho do lugar? E a quantidade de informação? E de sorrisos maquiados, brilhos, alegria explosiva? Gente, somos humanos. Isso não é um filme. É vida real. Não somos super heróis, nem princesas. Seu filho vai comer aquela salsicha processada junto com aquele pão velho de uma lanchonete linda com várias coisas girando, e pode ser que passe mal. E ai? Não! Não pode passar mal na Disney. Tem que curtir. Tem que ser feliz.

Eu trabalhei para a Disney traduzindo todos os materiais para português durante 4 anos. Sou encantada com a empresa e com o negócio em si, gosto de ir porque moro a 300 quilômetros de distância, temos o passe anual então é um programa barato em um lugar super organizado e bonito na maioria das vezes. Só estou usando de exemplo porque sei que é uma viagem muito cara para se fazer do Brasil mas isso não está impedindo cada vez mais brasileiros de fazerem. Minha pergunta usando este exemplo é: será que precisamos fazer tanto pelos nossos filhos? (Viagem de 8 horas de avião, filas intermináveis, kilômetros e mais kilômetros de parque de diversão) Eu suponho que não. E que está errado os pais sentirem que são responsáveis por fazer dos filhos, pessoas felizes. De onde tiramos essa ideia maluca?

O que eles precisam na verdade é de adultos para educá-los. E como adultos é claro que estamos ocupados. Com a família, com o trabalho, com as funções da casa. Se nessa lista se somar “a felicidade do(s) meu(s) filho(s)” alguém vai ficar muito sobrecarregado e frustado. Talvez seu filho, talvez você, talvez todo mundo. É chato tentar e não conseguir. Já pensou como sente os pais que pagaram a viagem em 6 vezes, passaram 8 horas na lata de sardinha, mais 1 hora em um brinquedo se o filho sair do brinquedo chorando?

Uma vez eu li o livro Encantador de Cães e fiquei fascinada com o raciocínio simples que o genial Cesar Millan escreve ali. Ele diz que cães só vão obedecer quem eles respeitam. E para ganhar respeito, é preciso ser a autoridade, é preciso colocar ordem antes do amor. Agora tente trocar a palavra “cães” por “filhos”, dá no mesmo. Autoridade é o contrário de democracia. Os pais não podem estar sempre abertos “o que querem comer, o que vamos fazer hoje, onde vamos passar as férias”. Entende como é complicado para a criança ouvir isso? Sentir que não existe uma ordem. Ela no auge dos seus 4 anos (ou por volta disso) é que precisa saber, querer e lidar com seus desejos. Meu Deus, está tudo errado ai. No meu tempo de criança, minha mãe interrompia a brincadeira trazendo uma bandeja com uma limonada fresca e biscoitos Maria. Sempre que lembro dessa cena (que aconteceu várias vezes) ela aparece iluminada como uma fada. O que eu sentia era: Nossa, ela é mágica! Como ela sabe que estamos com fome e com sede? Teria sido bem diferente se ela tivesse aparecido e perguntado: querem lanchar? vão querer sorvete ou pode ser biscoito mesmo? Estava pensando em fazer uma limonada, vocês vão beber? Ou é melhor eu trazer um suco de uva?

Infelizmente não estou escrevendo isso porque já aprendi a lição depois de ler o livro. Estou tentando aprender. E só estou escrevendo sobre isso porque descobri que tenho errado bastante. Desde que nos mudamos para Miami, fico com pena e compaixão por qualquer expressão de sofrimento que meus filhos tenham. Porque sei que é difícil para eles. E até esqueço que é difícil também para mim. Minha vida mudou completamente. Mas nem lembro disso. Só penso neles. A consequência? Minha filha de 4 anos cada dia faz uma coisa para me irritar. E então percebi que ela está fazendo isso porque eu estou irritando ela. E porque? Porque estou aberta todos os dias para ouvir, para entender o lado dela. Não parece errado à princípio, certo? Mas está errado. Criança precisa de adulto, alguém que tenha um norte, e ela acompanha o caminho, se frustando, entendendo seus limites e entendendo, porque não, que a vida não é um parque de diversões cheio de pessoas fantasiadas sorrindo para você o dia todo. A vida é para evoluir. Vamos tentar evoluir como pais antes que eles cresçam. Já pensou como deve ser frustante a adolescência de uma criança que sempre teve uma, duas, ou mais pessoas prontas a atender seus pedidos? Como deve ser difícil perder para um adulto que passou a infância sempre ganhando? Nem que a custa de 12 sofridas prestações para os pais?

Educar dá mais trabalho do que servir o sorvete antes do jantar, já que seu filho está querendo tanto. Educar envolve mais compromisso do que pagar as 6 parcelas da viagem mágica. Educar é coisa de gente grande. Deve ser por isso que crianças não podem ter filhos. Porque filhos precisam de adultos. Parece que esse é o grande problema da minha geração, não queremos ser adultos. Outro dia vi um post sobre a crise dos 25 anos. Levei o maior susto! A maioria das pessoas que conheço estão nessa crise aos 35 (ou mais). Está na hora de dar esse passo. Parar de focar só na diversão e na felicidade e evoluir, amadurecer. Todo grande passo na vida acontece quando a gente faz aquilo que é desconfortável. Já aprendemos muito sobre diversão e entretenimento, que tal agora aprender a viver?

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Dor de cabeça infantil

Wolfgang Goebel / Michaela Glöckler

Fonte: Consultório Pediátrico

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Em caso elevação da temperatura

Caso frequente: Uma criança, já desde a manhã, queixa-se de dor de cabeça e mal-estar. A noite tem febre de 39,5°C. A dor de cabeça surge, neste caso, antes ou durante a elevação da temperatura, como sintoma passageiro. Isto pode acontecer no quadro de uma infecção gripal ou outra doença. Uma vez que a febre atingiu seu ponto mais alto, em geral a dor de cabeça cede. Concomitantemente poderão surgir calafrios dores nos braços e nas pernas, dores abdominais e náuseas.

Em caso de irritação e inflamação das meninges

Se a dor de cabeça persiste após a fase de elevação da temperatura, acrescentando-se náuseas ou vômitos, deverá ser observado o seguinte:

1- Se a criança é capaz ou não de sentar-se na cama com as pernas esticadas e os braços erguidos: em caso negativo, ela precisa apoiar-se constantemente com os braços para trás na chamada “posição de tripé”.

2- Se a criança, ainda sentada, é capaz de encostar a boca nos joelhos.

Se ela é capaz de fazer as duas coisas, fica praticamente excluída a possibilidade de estar com meningite. Se não consegue realizar uma das provas, ou se é muito pequena para tais testes, deve-se consultar o médico.

É bem verdade que podem ocorrer erros neste tipo de avaliação, quando os pais fazem as perguntas deixando transparecer ansiedade, pedindo ou explicando em demasia essas tarefas às crianças. Em tais casos ela poderá ficar bloqueada, chorar ou teimar, parecendo incapaz de assumir as posições sugeridas. Quando, em caso de dúvida, o médico foi consultado, esta avaliará se existe apenas um estado de irritação das meninges com febre alta ou se há suspeita de meningite. Os mesmos sintomas podem aparecer ainda, ocasionalmente, numa inflamação dos gânglios linfáticos profundos do pescoço ou num torcicolo acentuado.

Meningites provocadas por vírus (meningite- ditas assépticas) — como, por exemplo, em caso de caxumba — geralmente não têm gravidade, embora sejam desagradáveis para a criança.

Sob suspeita de meningite purulenta ou bacteriana, a criança deve ser levada imediatamente para uma clínica ou hospital, onde lhe seja tirado líquido da espinha com uma agulha bem fina (punção lombar) para exames posteriores necessários. A seguir pode ser feito um tratamento especifico e rápido com antibióticos, que permite, na maioria das vezes, prevenir sequelas. Mas tal tratamento é tarefa do hospital ou da clinica.

Excluída a possibilidade de meningite, oferece-se à criança um pouco de chá adoçado para ser tomado aos goles. Dores de cabeça que persistam por mais de oito horas seguidas ou vômitos que não apresentem tendências a desaparecer devem ser, em todo caso, relatados ao pediatra.

Em caso de enxaqueca

Dores de cabeça sem febre podem ter várias causas e exigem diagnóstico médico. Quando as dores se manifestam em acessos irregulares, acompanhadas ou não por vômitos e náuseas, podem estar representando a enxaqueca infantil. Seu tratamento é feito pelo médico, de modo individualizado, de acordo com a constituição geral da criança. No entanto, em geral mostrou-se eficaz não sobrecarregar o processo digestivo dessas crianças: oferecer somente gorduras de fácil digestão e insaturadas, evitar o excesso de proteínas e, em compensação, oferecer legumes e verduras em grande quantidade. Muito cuidado também com os doces! De modo geral, é preferível oferecer quatro ou cinco refeições menores em lugar de três refeições com quantidades muito grandes. Recomendável também é o sono regular, não excessivamente longo, e sempre a mesma hora de acordar, mesmo aos domingos, Igualmente indispensáveis são a atividade física regular e muito ar puro. Ao ocorrer a crise de enxaqueca, o modo mais saudável de vencê-la é entregar-se ao sono num quarto escuro e dormir à vontade. Durante a crise não se dá alimento — no máximo, um pouco de pão sueco ou torrada e chá com um pouco de limão. Paciência e calma em todos os sentidos favorecem a recuperação.

Em caso de deficiência visual

Se a dor de cabeça só se manifesta com a leitura, é aconselhável uma visita ao oftalmologista. Na maioria das vezes trata-se de miopia, hipermetropia ou outro defeito visual.

Na escola

Se a queixa é de dor de cabeça antes, durante ou depois do horário escolar, convém conversar primeiro com o professor e depois, eventualmente, com o médico. É bom saber que não são poucas as crianças sofrendo de dores de cabeça e de barriga na escola, principalmente entre os nove e os doze anos. Às vezes isto se relaciona com a circulação sanguínea, que só se estabiliza nessa idade e cuja eficiência não acompanha adequadamente o crescimento de estatura típico da puberdade. Em consequência disso, o organismo, por motivos econômicos, redistribui o sangue face a uma demanda unilateral.  Assim, se a cabeça da criança recebe uma menor irrigação sanguínea, surge a dor. Se, por outro lado, a cabeça é bem provida de sangue, a deficiência de irrigação pode apresentar-se nos intestinos, levando a espasmos e a dores do tipo cólica.

Em fins de semana em casa

Dores de cabeça que se manifestam principalmente em casa e especialmente nos fins de semana sugerem um exame da situação familiar. Seria a dor atribuível à alteração do ritmo habitual do levantar, das refeições, das atividades e da hora de dormir? Para eliminar este tipo de dor de cabeça sempre se mostrou eficaz manter um ritmo cotidiano regular, mesmo nos fins de semana. Muito importante é evitar que sejam consumidos doces entre as refeições. Também é preciso cuidar de um funcionamento intestinal regular. Se eventualmente existem gases abdominais, isto deve ser tratado. É importante também que a criança, ao queixar-se de dor de cabeça, não se transforme imediatamente em centro de atenções de família. Pelo contrário, ela deve vivenciar o fato de ser levada para a cama, de ser “depositada”; a importância exagerada atribuída a uma dor de cabeça torna a criança alvo de todas as atenções, fazendo-a projetar qualquer aborrecimento para a cabeça, adotando o adulto como sua “dama-de-companhia”. De modo algum, porém, deve ser empregado sem indicação médica o ótimo analgésico da vizinha.

Ao se deitar o bebê

Manifestações de dor e de mal-estar ao se deitar o bebê no berço sugerem distúrbios de dentição, dor de ouvido ou dor de cabeça, desencadeados na posição deitada pelo afluxo maior de sangue aos vasos sanguíneos da cabeça. Os dois primeiros diagnósticos podem ser confirmados examinando-se e apalpando-se o local, e a dor de cabeça só pode ser deduzida por exclusão das outras causas. Pode haver febre nos três casos, sendo regra quando há uma inflamação do ouvido médio (otite média).

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A nova geração de pais que mimam

Isabella Ianelli

Fonte: www.papodehomem.com.br – clique e conheça

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“Para os pais mimados que mimam, será parte de sua missão aqui na terra livrar seu filho de qualquer empecilho e obstáculo natural e necessário, tal qual como tédio, bagunça, tio chato, normas da sociedade, rituais da nossa cultura etc. Para um pai mimado, a vontade do filho não precisa ter limites…”

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Se observamos há algum tempo uma geração criada à base de leite e pêra, cercada de mimos, já era de se esperar que estes homens mimados uma hora se tornassem pais.

Frutos de uma classe média zelosa e protetora, estes pais (e aqui me refiro também às mães) agora exercem suas facetas mimadas no cuidado com os filhos. Este comportamento egoísta e mesquinho passa a ser exacerbado e levado ao extremo quando envolve crianças ditas inocentes, doces, meigas e suaves.

Para os pais mimados que mimam será parte de sua missão aqui na terra livrar seu filho de qualquer empecilho e obstáculo natural e necessário, tal qual como tédio, bagunça, tio chato, normas da sociedade, rituais da nossa cultura etc. Para um pai mimado, a vontade do filho não precisa ter limites.

A seguir alguns dos principais comportamentos na relação que os pais mimados estabelecem com seus filhos.

Eles fazem da criança o centro da casa

Talvez uma das principais características dos pais que mimam seja o fato de a rotina da casa ser adequada de acordo com as vontades da criança. Cadeirão da comida na frente da televisão, horários não determinados, cadeira distrativa para entreter o bebê, produtos, acessórios, engenhocas específicas, tudo essencialmente voltado para ele. E para a loucura da casa.

Em French Children Don’t Throw Food, Pamela Druckerman conta o que faz das crianças francesas mais comportadas. Entre pesquisas, entrevistas e exemplos, a autora mostra que o fato dos pais franceses não tratarem as crianças como centro da casa é essencial para que elas entendam que se adequarão a um modelo já existente – e não o contrário! Tratar a criança como o centro da rotina de toda a casa é a base de uma educação de mimados para mimados.

“Para a geração de meus avós e de meus pais, a vida dos adultos não devia ser decidida em função do interesse das crianças, até porque o principal interesse das crianças era sua transformação em adulto” –Contardo Calligaris

Eles acreditam que criança só come bife e batata frita

Com certeza ele já tem idade para saber o que é mais saudável.

Por terem suas vontades tomadas como verdade absoluta, é claro que estas crianças não comeriam o que os pais comem. Ou porque é temperado demais, ou porque tem vegetais e uma vez ele recusou ou porque, veja só, Pedrinho só come macarrão com manteiga, não aceita outra coisa.

Cada vez mais comum nos restaurantes, o cardápio kids fica sempre entre opções não muito criativas: macarrão, bife, batata frita. E se mesmo assim a criança recusa o almoço, existe um leque de industrializados que será oferecido em pouco tempo para que o pimpolho não passe fome: bolacha, salgadinho, achocolatado, sucos açucarados…

Além de nada saudável, isto é um alerta de mimo: criança come o que você ensina a comer. É muito mais simples achar sabor num macarrão do que, de cara, numa couve-flor.

Lição de casa para os pais que tendem a mimar: ler os escritos de Pat Feldman a respeito dos pequenos e entender que o gosto pela comida é construído. Conjuntamente, na mesa de refeição, estimulando que experimentem, entendendo o apetite da criança e respeitando seu gosto. Sempre ensinando que parte importante da refeição é o convívio com os outros e demonstrando respeito pela comida que foi feita em casa e que será a base da refeição de todos que por ali moram.

Eles não conversam, distraem

É comum olhar para o lado no restaurante e encontrar uma criança hipnotizada por um iPad. Ou no carro com iPod e fones, alheia às interações do ambiente ou à ausência delas. Aliados dos pais mimados, as engenhocas tecnológicas ajudam a criança a não se frustrar, não lidar com o tédio de um restaurante repleto de adultos, de um carro sem atrativos, de uma vida inteira que às vezes não tem grandes aventuras mesmo.

Mas, ora, por mais que pais se esforcem para preencher este vazio intrínseco aos filhos, ele não será preenchido. Proteger um filho é uma missão fadada ao fracasso, já atestou Eliane Brum.

Eles não confiam na escola

Julio Groppa Aquino diz que nós, educadores destes tempos modernos, nada mais somos do que babás. “Babás+”, foi o termo engraçadinho sugerido por ele para colocar em pauta esta realidade de pais que não querem saber das relações, dos aprendizados, do ensino, das evoluções de suas crianças. Exigem em primeiro lugar que sua cria seja mimada pela escola, aplaudida a todo momento, nunca confrontada.

Não confiar em quem se confiou a educação dos filhos é uma grande insegurança, certamente um sinal de pais mimados. Nota baixa é culpa do professor, comportamento ruim é culpa da escola e a comunidade é cruel e não ideal para ensinar seu filho a lidar com a vida.

Antes a criança respondia à escola, agora é a escola que responde à criança.

Eles elogiam muito a cria

Prática comum entre os pais zelosos, elogiar a criança faz bem, aumenta sua autoestima, favorece o desenvolvimento da criança, dá segurança, correto? Errado.

No livro Filhos: novas ideias sobre educação, Po Bronson e Ashley Merryman contam de recentes pesquisas que mostram, entre outras coisas, o poder inverso do elogio.

A explicação é muito simples: assegurar a todo momento que seu filho é inteligente faz com que a criança se torne insegura desta sua condição. E, por medo de errar e perder o título da inteligência, a criança passa a arriscar menos e a se esconder atrás desta máscara. Cheia de inseguranças e com um batalhão de elogios vazios (que recebeu sem perceber seus esforços), está aí um bom início de frustração para o pimpolho.

Em comum, o que todos estes tópicos têm é que tratam a criança como um frágil cristal. Delicada, fruto de uma imaginação romântica de pureza, incapaz de lidar com qualquer obstáculo. Sabemos que frustração é algo que ninguém quer para sua cria. Mas é só o que a vida garante.

Que tal começar a criar seu filho para o mundo?

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A alimentação como problema de consciência

Gerhard Schmidt

Fonte: A alimentação dinâmica

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“Aquele que não quer colocar na cabeça que espírito e matéria, alma e corpo, pensamento e percepção, vontade e movimento, foram, são e serão os duplos ingredientes do universo – cada qual reclamando direitos iguais ao outro – e que esses pares devem ser considerados, sem dúvida, como os representantes de Deus, aquele que não pode se elevar até esta ideia deveria ter, há muito tempo, renunciado ao pensar.”

Goethe

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Aquele que quer se dedicar em nossos dias ao estudo da alimentação não pode se esquivar de graves problemas. Com efeito, há menos de um século os seres humanos escolhiam sua alimentação baseando-se num sentido instintivo, relativamente seguro. A alimentação, a digestão, a assimilação, etc. não traziam problemas ao homem de boa saúde. Mas essa situação deteriorou-se intensamente. O sentimento de ser protegido pela natureza, fornecedora de alimentos, a confiança que se tinha nela, deram lugar a uma insegurança cada vez mais marcante, a um mal estar e mesmo à suspeita: o alimento oferecido ou escolhido está apto a responder às nossas demandas e às necessidades de nossa vida? Não é apenas a perda do instinto, nem mesmo a baixa qualidade da nutrição, o que atormenta os homens; é também – e sobretudo – o sentimento bem nítido de que o saber tradicional ou modernamente adquirido somente pode responder imperfeitamente às perguntas feitas. Por isso, torna-se um problema de consciência. O homem procura ampliar e aprofundar o campo de sua compreensão, ou seja, uma maior segurança, uma melhor possibilidade de julgar. No que se refere à alimentação, essa necessidade, em nossos dias, apresenta-se sob formas bem diversas.

A situação atual da dietética realmente é um sintoma dessa evolução. No início do século essa disciplina movia-se ainda dentro de modestos limites; em nossos dias ela quase que os ultrapassou. Os pesquisadores são numerosíssimos e suas publicações proliferam de maneira inacreditável. Um problema que já parecia resolvido não cessa de aumentar e de se complicar. Os detalhes e as especializações triunfam. Praticamente não é mais possível ao observador ter uma visão de conjunto. E, entretanto, sente-se por detrás dessa agitação o mesmo mal estar, a mesma inquietação, a mesma pergunta angustiada: Colocamos suficientemente o homem em nossas especulações? Podemos realmente estudar a natureza? Ou será que ambos não fogem para longe, envoltos em brumas?

Falta-nos uma imagem do homem e uma imagem da natureza

Uma personalidade tal como Karl Marx acreditou ter resolvido no século 19 o enigma da natureza, do homem e de suas mútuas relações, quando escreveu: “A força do trabalho nada mais é do que a matéria natural transformada no organismo humano. O metabolismo age de tal maneira que a natureza seja humanizada e o homem naturalizado”. Com tal concepção certamente poder-se-ia fundar o materialismo teórico, do qual nasceu a experiência socialista com a visão de edificar uma nova ordem econômica e política. Mas assim, a imagem do homem poderia apenas se petrificar, e a da natureza, desaparecer. É necessário confessar que “por trás da medicina científica atual não existe realmente uma imagem da natureza” (H. Schipperges). Não há muita diferença em relação à dietética. Doerr escreveu: “Isso significa que os dados da Ciência são exatos, mas que a imagem do homem, fundada unicamente sobre esses dados, é falsa”. Nem imagem da natureza, nem imagem do homem, tal é a triste conclusão da pesquisa moderna. Mas ela leva à explosão e à progressão para um novo domínio do conhecimento.

A chave que abre a porta para esse novo domínio já fora pressentida por Goethe: “Aquele que não quer colocar na cabeça que espírito e matéria, alma e corpo, pensamento e percepção, vontade e movimento, foram, são e serão os duplos ingredientes do universo – cada qual reclamando direitos iguais ao outro – e que esses pares devem ser considerados, sem dúvida, como os representantes de Deus, aquele que não pode se elevar até esta ideia deveria ter, há muito tempo, renunciado ao pensar”. Em outras palavras, sem a ciência espiritual, a ciência não pode compreender nem a natureza, nem o homem.

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Cruzando o jardim…

Flávia Penido

cruzando o jardim

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“Sair de casa para entrar na escola é uma transição do espaço privado para o espaço publico, do espaço seguro para espaço da exploração. Deve ser encarado como um desmame e como todos desmames que vivemos, deve ser feito de forma suave e com apoio das duas partes fazendo uma ponte segura, para que a criança vá por seus próprios meios internos. Que aquele ser vá por inteiro, caminhando com suas duas perninhas, como se o caminho interior fosse mais longo que o caminho exterior de casa para escola. A família passa tranquilidade e dá permissão para que a criança vá confiante, a escola aquece o laço seguro, enriquece a curiosidade, desperta o desejo pelos pares e por esse novo lugar. Esperando que a criança desça do colo e corra para o novo como se ganhasse asas e aprendesse a voar, cada criança terá seu ritmo e sua forma de cruzar esse jardim. Cada adulto cumpre seu papel de tornar a escola um novo quintal onde experimentar novas aprendizagens como um novo horizonte a explorar em toda sua potência, cada adulto busca não transformar os portões da escola em grades de uma prisão cuja única escolha da criança seria, sobreviver ou resistir.”

Conheça a Pedagogia Waldorf – clique aqui

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Cultura da nota desvaloriza processos de aprendizagem

Fonte: www.paisefilhos.pt – clique e conheça

Criança-estudando

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Em Portugal:
Na recomendação aprovada por unanimidade pelo CNE – Conselho Nacional de Educação, este órgão refere-se a uma “cultura da nota”, que desvaloriza os “processos que promovem as aprendizagens”, dando como exemplo uma prática que gostaria de ver revista: a afixação pública e obrigatória das pautas com ‘notas’ individuais e nominais, decorrentes da avaliação interna, sob o pretexto da transparência, mas com questionáveis efeitos na percepção dos resultados por parte dos alunos e das famílias. De notar que este procedimento, ao invés de ser revisto, está a estender-se aos primeiros anos de escolaridade, onde a avaliação tinha um caráter individual e descritivo”, acrescenta o texto do CNE.”

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O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), David Justino, defende que a avaliação com base nas notas dos exames tem “um efeito de influência” na avaliação dos alunos ao longo do ano, que “é necessário evitar”.

Numa conferência de imprensa para apresentar a recomendação do CNE ao Governo, relativa à retenção de alunos no ensino básico e secundário, David Justino defendeu que “é preciso evitar que a avaliação interna seja um processo de sucessão de notas de exames e testes”, sublinhando que “há outras formas de avaliar” e que a avaliação interna “deve ser preferencialmente formativa”, e sem “sacrificar uma avaliação à outra”, uma vez que devem funcionar numa lógica de complementaridade.

Na recomendação aprovada por unanimidade pelo CNE, este órgão refere-se a uma “cultura da nota”, que desvaloriza os “processos que promovem as aprendizagens”, dando como exemplo uma prática que gostaria de ver revista: “a afixação pública e obrigatória das pautas com ‘notas’ individuais e nominais, decorrentes da avaliação interna, sob o pretexto da transparência, mas com questionáveis efeitos na percepção dos resultados por parte dos alunos e das famílias”.

“De notar que este procedimento, ao invés de ser revisto, está a estender-se aos primeiros anos de escolaridade, onde a avaliação tinha um caráter individual e descritivo”, acrescenta o texto do CNE.

David Justino defendeu ainda que as elevadas taxas de retenção de alunos em Portugal estão a prejudicar os resultados do país em testes internacionais como o PISA, da OCDE: “Outros países com resultados semelhantes aos nossos têm taxas de retenção mais baixas”.

Para o também ex-ministro da Educação, a acumulação de repetências de ano “é potenciadora da degradação do ambiente escolar”, refletindo-se na indisciplina e no abandono precoce, considerando a meta europeia de ter 10 por cento de abandono escolar em 2020 “um objetivo difícil de atingir”.

David Justino questionou ainda os benefícios de obrigar um aluno que repete um ano por ter chumbado a algumas disciplinas a frequentar todas as disciplinas novamente.

O presidente do CNE recusou ainda estabelecer qualquer “relação direta” entre os exames de final de ciclo e as taxas de retenção, até porque, se no 6.º ano de escolaridade os exames recentemente instituídos podem ajudar a explicar as elevadas taxas de retenção, o mesmo já não se aplica para o 8.º ano, um daqueles em que os ‘chumbos’ aumentaram “de forma significativa”.

O relatório técnico que serviu de suporte aos conselheiros cita dados do PISA 2009 (programa internacional de avaliação de alunos), segundo os quais a prática da retenção é “especialmente significativa” em Portugal, na Bélgica, em França, no Luxemburgo e em Espanha, “países em que mais de 35 por cento de estudantes, com 15 anos de idade, repetiram um ou mais anos (contra uma média OCDE de 13 por cento).

Num relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) de 2013 são recuperados dados do PISA 2012 para constituir grandes grupos de países europeus com comportamentos idênticos no que respeita à retenção (alunos de 15 anos que reportam terem no percurso pelo menos uma retenção).

Destacam-se Espanha, Luxemburgo e Portugal (todos com taxas superiores a 30%), França e Holanda – (com taxas próximas dos 30 por cento), Alemanha e Suíça (com taxas próximas dos 20 por cento), Croácia, Lituânia, Reino Unido e Islândia (com taxas inferiores a três por cento) e a Noruega.

Conheça um pouco da Pedagogia Waldorf, onde a avaliação do desenvolvimento do aluno é feita de outra maneira – clique aqui

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A minha avó dizia-me…

Paola Klug

Fonte: Perfil do Rui Sá no Facebook – clique e conheça

rui sá

Fotografia tirada na Nicarágua por Candelaria Rivera

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“A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo. Havia que ter cuidado para que a tristeza não entrasse nos olhos, porque iria fazer com que chorassem, também não era bom deixar entrar a tristeza nos nossos lábios porque iria forçá-los a dizer coisas que não eram verdadeiras, que também não se metesse nas mãos porque se pode deixar tostar demais o café ou queimar a massa. Porque a tristeza gosta do sabor amargo.

Quando te sintas triste menina- dizia a minha avó- entrança o cabelo, prende a dor na madeixa e deixa escapar o cabelo solto quando o vento do norte sopre com força. O nosso cabelo é uma rede capaz de apanhar tudo, é forte como as raízes do cipreste e suave como a espuma do atole.

Que não te apanhe desprevenida a melancolia minha neta, ainda que tenhas o coração despedaçado ou os ossos frios com alguma ausência. Não deixes que a tristeza entre em ti com o teu cabelo solto, porque ela irá fluir em cascata através dos canais que a lua traçou no teu corpo. Trança a tua tristeza, dizia. Trança sempre a tua tristeza.

E na manhã ao acordar com o canto do pássaro, ele encontrará a tristeza pálida e desvanecida entre o trançar dos teus cabelos…”

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Os efeitos terapêuticos e curativos das mandalas

Julia Barany

mandala 8 do amor

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“A palavra mandala, em sânscrito, significa círculo. Um círculo circunscrito em um campo quadrado, com subdivisões regulares, tendo um centro que irradia energia ou a concentra. Para fora ou para dentro, essa figura geométrica traz a magia da totalidade. Reproduz as leis do universo, o macro no microcosmo.

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Aparecem no mundo todo em diferentes versões, de acordo com a cultura e as crenças de cada lugar. A palavra “mandala”, em sânscrito, significa “círculo”.

Um círculo circunscrito em um campo quadrado, com subdivisões regulares, tendo um centro que irradia energia ou a concentra. Para fora ou para dentro.

Pintado, entalhado, salpicado com terras coloridas, areias, flores, pedras, dançado, esboçado no ar, essa figura geométrica traz a magia da totalidade.

Reproduz as leis do universo, o macro no microcosmo.

Na ordenação das energias numa mandala, a totalidade psíquica também é ordenada, a personalidade encontra o seu centro.

É possível produzir assim um novo centro, uma nova ordem, criando um novo mundo interno a partir de elementos conscientemente escolhidos, ou intuitivamente acolhidos. Um novo centro, ou o redescobrimento do seu centro verdadeiro.

Quando você cria sua mandala, você se dá a oportunidade de se acolher dentro de si mesmo.

Você se dá a oportunidade de integrar o seu eu no todo e refazer o caminho de volta para dentro.

Criar sua mandala é um processo de meditação profunda.

Você encontra aquele local sagrado em que se sente tranquilo porque acessou a sua integridade.

Sendo o círculo simbólico do mundo espiritual, combinado com o quadrado, símbolo do mundo material, você transita pelo plano cósmico, antropológico e divino.

Esse trânsito estimula a sua mente a equilibrar as emoções e ativa processos físicos ajudando a restabelecer a saúde plena.

“O círculo ou esfera, como um símbolo do “Self”, expressa a totalidade da psique em todos os seus aspectos, incluindo o relacionamento entre o homem e a natureza, ele indica sempre o mais importante aspecto da vida: sua extrema e integral totalidade.”, diz Marie Louise von Franz, discípula de Jung.

Assim, a mandala é o arquétipo da ordem, da integração e plenitude psíquica, proporcionando o processo de autocura e da individuação.

O princípio da sincronicidade é a ocorrência de dois fenômenos que aparentemente nada têm em comum, mas que revelam uma relação de sintonia, simultaneidade, não de causalidade. Um não poderia existir sem o outro. Um dá razão, dá significado ao outro. Algo semelhante acontece na astrologia. O seu mapa astral não é a causa de seus traços natos de personalidade, mas um retrato celeste de suas tendências e possibilidades. Algo semelhante acontece também na arte.

Toda manifestação artística de uma pessoa é a imagem que surge no espelho da sua alma. Assim o é também a sua mandala que você desenha, pinta, colore, constrói, canta, representa, brinca ou dança.

Não precisa ser artista. Basta voltar a ser criança.

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Oportunidade em São Paulo:

curso mandalas 2015

Na técnica específica que utilizamos neste curso, combinamos a criação da mandala, a pintura em aquarela e o desenho de formas, num recurso terapêutico agradável e eficiente.
Este curso tem a frequência de uma vez por mês. Entre uma aula e outra, você convive com sua mandala, trabalha um pouco nela, e isto faz parte do seu processo.
Começando da mandala no. 1, que é o todo, caminhamos até a mandala no. 7, percorrendo as sete etapas da criação.

Início: 27 de fevereiro
Investimento: R$ 180,00/aula
Frequência: 10 aulas, uma vez por mês, às sextas-feiras: 27/02, 13/03, 10/04, 08/05, 12/06, 14/08, 11/09, 09/10, 05/11, 04/12.
Horário: das 13h00 às 17h00
Local: R. Eng. Antonio Jovino, 164, apt. 13, Vila Andrade (próx. Shop. Jardim Sul)
Inscrições: fone: (11) 3501.9910 – (11) 99525.8218 (Júlia)
Email: jabarany@baranyeditora.com.br

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A mãe inteira vive no leite materno

Publicado na página Comunidade Vovó Lupo no Facebook – clique e conheça

aleitamento

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“O aleitamento materno é o significado do mais puro amor, que une dois seres numa única expressão. É a continuação do processo de nutrição, cuidado, proteção e calor que começam no útero e que se completa no seio materno. Ao formar o leite materno a mãe se exterioriza por inteiro no ato da amamentação. Todo o seu mundo interno volta-se para fora, ela doa-se por completo, conferindo-lhe um sentimento global de si mesma, uma autoconsciência singular e única. O ato da amamentação é, então, ao mesmo tempo, uma doação completa de si.”

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O aleitamento materno é o significado do mais puro amor, que une dois seres numa única expressão. É a continuação do processo de nutrição, cuidado, proteção e calor que começam no útero e que se completa no seio materno. (Rabboni, 2002).

Ao formar o leite materno a mãe se exterioriza por inteiro no ato da amamentação. Todo o seu mundo interno volta-se para fora, ela doa-se por completo, conferindo-lhe um sentimento global de si mesma, uma autoconsciência singular e única. O ato da amamentação é, então, ao mesmo tempo, uma doação completa de si.

Após o nascimento, ocorrem transformações profundas na forma de existência de uma criança. Durante sua vida embrionária ela é envolta, protegida, aquecida e alimentada dentro do útero materno. Com o nascimento, esta relação intima é quebrada bruscamente e a criança vê-se entregue a si mesma. Ela tem de se adaptar as novas condições de vida do mundo físico. Assim, o leite materno é a ligação entre ele e seu antigo abrigo. (CAMPOS, 1995).

O ato de amamentar constitui, portanto, uma transição importante, efetiva e indispensável da vida intra-uterina para a existência pós-nascimento. O leite materno não representa apenas uma composição perfeita de substâncias nutritivas indispensáveis ao recém nascido, mas carrega consigo também todo o calor materno que passa assim diretamente a criança. (CAMPOS, 1995).

Em uma visão antroposófica, através do ato da amamentação, todo ser materno flui, diretamente ao recém nascido sem que haja entre ele e a mãe nenhuma interferência externa, ou seja, o leite materno não entra em contato com o mundo físico, ele flui diretamente de um organismo vivo para outro. Desta forma este ato permite que a organização vital da mãe, as forças formativas de sua organização para o Eu, fluam de forma bem especial ao novo ser.

Além desta efetiva relação estabelecida entre mãe e filho, a amamentação apresenta como grande benefício a aquisição de resistência contra diversas doenças.

Por outro lado, de acordo com Ferriolli existe uma relação entre a amamentação e deglutição, mastigação, respiração, fala e pensamento que se desenvolvem no ser humano. Um bebê que é amamentado pela mãe desenvolve melhor suas funções orais predispondo-se menos a alterações no vedamento labial (boca aberta) na mastigação (unilateral, ineficiente ou rápida demais), na deglutição (invertida e com interposição de língua) e na fala (distúrbios articulatórios). Assim uma boa oclusão auxilia a elaboração correta das experiências anímicas, assim como a mastigação correta o “bem triturar” das vivências e o equilíbrio na resolução de seus problemas. Além disto, “é possível notar um embotamento do pensamento, dispersão e desatenção pela dificuldade em respirar, acarretando dificuldades de aprendizagem escolar pela pouca concentração”.

De encontro a esta importante relação de mãe e filho através da amamentação também está o Método Mãe Canguru ou Método pele a pele.

Este método foi idealizado na Colômbia com o objetivo de reduzir a mortalidade neonatal naquele país. O fundamento do método é de que colocando o recém nascido contra o peito da mãe, possa promover uma maior estabilidade térmica substituindo assim as incubadoras, permitindo alta precoce, menor taxa de infecção hospitalar e conseqüentemente melhor qualidade da assistência com menor custo para o sistema saúde. No entanto, quando adequadamente analisado esse procedimento não mostrou a melhoria esperada na sobrevida dessas crianças prematuras. Porem há evidências de impacto positivo do Método Mãe Canguru sobre a prática da amamentação e também que este possa reduzir a morbidade infantil. Por outro lado, não existem relatos sobre efeitos deletérios da aplicação do método (Método Mãe Canguru; Venâncio e Almeida, 2004).

Mas a atitude de promover um maior contato precoce entre a mãe e o seu bebê mostrou desenvolver um maior vínculo afetivo e um melhor desenvolvimento da criança.

O “Mãe Canguru” lembra bem a relação de cuidados que as índias têm com seus filhos, seguindo a mesma linha de atuação da medicina antroposófica. Isso se deve, talvez, ao elemento profundamente humano que é resgatado na relação mãe-bebê através dessa prática. O triângulo que ampara o “Mãe Canguru” é “Calor-Amor-Leite Materno” enquanto que a medicina antroposófica desperta para a importância do ambiente harmonioso, do calor da mãe (principalmente o calor espiritual materno) e da nutrição através do leite materno para promover o processo de encarnação de forma mais apropriada e transmitir adequadamente as forças formativas e plasmadoras que permitam um desenvolvimento global do bebê e uma chegada mais suave ao ambiente terrestre.

Todos esses princípios são preenchidos pelo “Mãe Canguru” e desta forma, observa-se um ponto de encontro inquestionável entre as práticas antroposóficas e a tradicionais, quando essa última caminha em direção à valorização do Humano.

No Brasil o Método Mãe Canguru foi implantado na rede pública com a visão de um novo paradigma que é o da atenção humanizada à criança, à mãe e à família, respeitando-os nas suas características e individualidades.

Assim ao buscarmos as relações humanas mais naturais e preenchidas de calorosidade estamos indo de encontro à concepção de um mundo mais harmonioso.

“Tudo que é dado ao organismo humano através da alimentação de leite prepara-o para torná-lo uma criatura humana terrestre, coloca-o em união com as relações terrestres. Ele (o leite) torna-o um cidadão terrestre, mas não o impede de se tornar um cidadão de todo sistema solar.” (Steiner, 1913)

Ser mãe é uma benção, ser mãe que amamenta é uma dádiva, ser mãe que acolhe e transmite energia deve ser uma inspiração.
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Crianças com formação musical
possuem melhor gerenciamento do cérebro

Fonte: www.zh.clicrbs.com.br – clique e conheça

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“Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando cada vez mais tempo em preparação para provas, nossos resultados sugerem que a formação musical pode realmente ajudar a moldar as crianças para um futuro acadêmico melhor. Crianças que tocam um instrumento apresentam níveis de atividade no córtex cerebral aumentados, indicando maior aptidão a multitarefas.”

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Pesquisadores do Hospital Infantil de Boston trabalharam com imagem por ressonância magnética e descobriram que a formação musical precoce melhora as áreas do cérebro responsáveis pelo funcionamento executivo.

Também conhecido como controle cognitivo ou sistema atencional supervisor, o “funcionamento executivo” se refere à gestão do cérebro, parecido com o termo corporativo correspondente.

No topo da hierarquia em termos de organização do cérebro, o funcionamento executivo permite o processamento e a retenção de informações, regula o comportamento e é responsável pela resolução de problemas e planejamento, entre outros processos cognitivos. Pode ser considerada uma peça-chave para se ter sucesso na vida.

No estudo, os pesquisadores consideraram que uma criança musicalmente treinada era alguém que tivera pelo menos dois anos de aulas particulares. Eles selecionaram 15 delas, com idades entre 9 e 12 anos, e as estatísticas do grupo corresponderam a treinamentos mais significativos do que aqueles que os pesquisadores estavam procurando: as crianças tocavam por 5,2 anos e praticavam 3,7 horas por semana, começando na idade de 5,9 anos.

Os cientistas os compararam com um grupo de 12 crianças da mesma faixa etária sem formação musical. Em seguida, foram formados dois grupos de estrutura semelhante de adultos, embora o grupo musical consistisse unicamente de músicos profissionais ativos. Os testes cognitivos mostraram que músicos em ambas as faixas etárias tiveram uma posição de vantagem.

A ressonância magnética mostrou que as crianças apresentaram os níveis de atividade no córtex pré-frontal aumentados, indicando que elas podem ser mais aptas a multitarefas do que as não musicais. Os inúmeros benefícios cerebrais da formação musical são bem conhecidos e têm sido o tema central de muitos estudos acadêmicos.

No ano passado, a Sociedade para Neurociência apresentou três estudos em uma conferência anual. Todos eles concluem que as influências da formação musical não só determina as funções, como também a anatomia do cérebro.

O estudo de Boston, contudo, é um dos poucos a explorar o funcionamento executivo e adaptar os resultados ao nível socioeconômico, fator importante ao qual estudos anteriores não deram a devida atenção.

—Já que o funcionamento executivo tem fortes condições para determinar o desempenho acadêmico, mais até do que o QI, pensamos que nossas descobertas possuem grandes implicações educacionais. Enquanto muitas escolas estão cortando os programas de música e gastando cada vez mais tempo em preparação para provas, nossos resultados sugerem que a formação musical pode realmente ajudar a moldar as crianças para um futuro acadêmico melhor— afirma a pesquisadora Nadine Gaab.

Nadine diz que estudos futuros podem determinar se crianças e adultos que têm dificuldade com o funcionamento executivo – como crianças com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou idosos – poderiam se beneficiar da música como uma ferramenta de intervenção terapêutica.

Os pesquisadores observaram que um melhor funcionamento executivo é o verdadeiro aspecto do cérebro, motivando as crianças a continuar suas aulas de música, sugerindo que a formação deve começar cedo na vida. O estudo foi publicado no PLOS ONE.

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Em Florianópolis, dê a oportunidade para seu filho estudar música:

Wrinkled Parchment Paper

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Como lidar com as situações de dor da criança

Wolfgang Goebel / Michaela Glöckler

Fonte: Consultório Pediátrico

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“Quanto menores são as crianças, tanto mais difícil é descobrir o que lhes dói. Como adultos somos, portanto, solicitados a amparar a criança com uma atitude de calma e confiança. Se soubermos lidar com a situação, ela suportará melhor as dores do que se entrarmos em pânico. Inquietação, angústia e ruidosas manifestações de pena se transmitem à criança, acentuando sua sensação de dor.”

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Quanto menores são as crianças, tanto mais difícil é descobrir o que lhes dói. Por isso comentaremos as afecções dolorosas freqüentes, em seu contexto, mostrando até que ponto é possível à mãe reconhecer a causa. Inicialmente serão apresentados dois exemplos genéricos, a fim de se caracterizar a forma de lidar com as dores e com as crianças.

1- Uma criança cai, arranhando muito os joelhos e as mãos. Com os dentes cerrados afasta-se dos companheiros de brinquedo, mancando em direção à sua casa e acelerando os passos à medida que se aproxima. A vista da mãe começa então a soluçar alto e a chorar, literalmente despejando sua pequena alma represada.

2. Um bebê de cinco meses, já tendo passado o dia um tanto irrequieto, não tendo mamado direito, noite começa a gritar tão logo é colocado no berço. Nunca, até agora, a mãe o viu assim — ele sempre se deixou deitar tranqüilamente. Ela o ergue de novo ao colo, para fazê-lo arrotar mais uma vez — sem grande resultado. As fraldas já foram trocadas e, no decorrer do dia, ele evacuou normalmente. Apesar de não achar a cria, quente, por precaução a mãe mede sua temperatura axilar, constatando uma febre de pouco mais de 37°C. Ao ser deitado. o pequeno recomeça logo a gritar incontrolavelmente, mais alto ainda que antes. Agora a preocupação da mãe se acentua — será que ele tem sede? O chá adoçado que lhe oferece é recusado. Ela o toma novamente nos braços e o embala —mas nem isto adianta. Ela dá pulinhos com ele — ele sempre gostou tanto disso —, mas agora o berreiro se torna insuportável. A mãe, muito aflita, resolve então procurar o médico, a quem entrega, hesitante, o “pacotinho que berra”. Examinar a criança no momento, nem pensar. Com ela nos braços, o médico caminha pela sala com passos calmos, cadenciados, quase no ritmo de sua própria respiração. Aos poucos a tensão — também da mãe — vai cedendo. O berreiro cessa. O ar represado escapa num grande arroto. A cabecinha cai, cansada. Mais alguns soluços e um profundo suspiro.

Agora o abdomem pode ser cuidadosamente apalpado. Não há reação dolorosa — tampouco nos ouvidos. Todos os demais órgãos possivelmente suspeitos são examinados, sem constatação de qualquer problema. E provável que um leigo experiente tivesse, logo de inicio, examinado a boca — onde, por trás do lábio inferior, há um ponto inchado na gengiva. Nesse ínterim a mãe já descobriu do que se trata.

À noite o berreiro ainda se repete por duas vezes, mas agora a mãe permanece calma. De manhã ambos dormem até um pouco mais tarde. Na hora de trocar as fraldas, tudo se passa como antes — só que agora a mãe se alegra vendo o primeiro dentinho que acaba de apontar! Ambos os exemplos mostram que as manifestações de dor numa criança dependem do ambiente em que se apresentam.

Como adultos somos, portanto solicitados a amparar a criança com uma atitude de calma e confiança. Se soubermos lidar com a situação, ela suportará melhor as dores do que se entrarmos em pânico. Inquietação, angústia e ruidosas manifestações de pena se transmitem à criança, acentuando sua sensação de dor.

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Tradução disponível para download

A alimentação Biodinâmica

O estímulo da ciência espiritual de Rudolf Steiner a uma nova higiene da nutrição

Dr. Med. Gerhard Schmidt

Tradução: Dr. Ivan Stratievsky

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“Rudolf Steiner (1861 – 1925), fundador da Antroposofia, colocou, durante o Congresso de Pentecostes, em 1924, a pedra fundamental do berço do Movimento Biodinâmico, em forma de um ciclo de oito palestras para agricultores. Esse congresso teve lugar no castelo Koberwitz, perto de Wroclaw/Breslau, que hoje abriga a prefeitura de Kobierzyce, Polônia. O impulso da Agricultura Biodinâmica, sendo uno com a Antroposofia, tem como conseqüência natural à renovação do manejo agrícola, a sanação do meio ambiente e a produção de alimentos realmente condignos ao ser humano. Esse impulso quer devolver à agricultura sua força original criadora e fomentadora cultural e social, força que ela perdeu no caminho à industrialização direcionada à monocultura e à criação em massa de animais fora do seu ambiente natural. A Agricultura Biodinâmica quer ajudar aqueles que lidam no campo a vencer a unilateralidade materialista na concepção da Natureza, para que eles possam, cada um por si mesmo, achar uma relação espiritual–ética com o solo, com as plantas e os animais e com os coirmãos humanos. A Biodinâmica quer lembrar todos os homens que: “A Agricultura é o fundamento de toda cultura, ela tem algo a ver com todos”.
O ponto central da Agricultura Biodinâmica é o Ser Humano que conclui a criação a partir de suas intenções espirituais baseadas numa verdadeira cognição da Natureza.”

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Download: A alimentação biodinâmica

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o livro, clique aqui…

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Conteúdo:

A alimentação Biodinâmica

CAPÍTULO I: AS BASES DA NUTRIÇÃO. A AMPLIAÇÃO DA CIÊNCIA NUTRICIONAL PELA CIÊNCIA ESPIRITRUAL DE RUDOLF STEINER

A nutrição como questão de consciência.
A situação nutricional atual.
A evolução da ciência nutricional.
Nascimento da dietética.
O combate contra a teoria materialista da nutrição.
Necessidade de novos métodos de investigação.
As leis naturais são válidas apenas para o mundo inorgânico.
O mundo das forças formativas.
A realidade da alma e do espírito.
Os fenômenos do anabolismo e do catabolismo no homem.
Os conceitos de saúde e de doença no homem.
A tarefa da alimentação.
A dietética.
Variações e limites da concepção científica.
A ligação a antigos hábitos de pensamento.
A nova imagem do homem.
Novos critérios de qualidade.
A natureza quádrupla do homem.
A corrente quádrupla da nutrição.
O duplo problema da alimentação humana.
A atividade dos constituintes do homem do ponto de vista da alimentação.
A ponte entre o físico-corporal e o anímico-espiritual.
Uma alimentação apropriada ao ser humano.

CAPÍTULO II: POR QUE ALIMENTAR-SE?

A balança e o termômetro no estudo da nutrição.
Qual é o objetivo da alimentação humana?
A “natureza própria” das substâncias alimentares é um critério de qualidade indispensável.
A lei energética e seus limites.
A individualidade bioquímica do homem.
Destruição e ressurreição da matéria do homem.
A alimentação: uma resistência contra a natureza.

CAPÍTULO III: CONTRIBUIÇÃO À FISIOLOGIA DA NUTRIÇÃO

O homem e os reinos naturais na alimentação.
As quatro etapas da digestão.
A digestão bucal.
O triunfo sobre a natureza estranha dos alimentos.
A digestão gástrica.
A digestão no intestino delgado.
Processos rítmicos no intestino – O papel do baço.
A organização rítmica – O ritmo circadiano.
A absorção dos alimentos.
Desvitalização e revitalização dos alimentos.
Admissão do alimento na organização superior do homem: papel da função renal.
A humanização da substância nutritiva – O papel do fígado e da bile.
A ação do colesterol.
O metabolismo do açúcar.
O calor, suporte da organização do Eu.
Significado do peristaltismo intestinal.
Polaridade da constituição humana.
Significado da flora intestinal.
Aspectos da digestão das albuminas e das gorduras.
Fermentação dos carboidratos.
Sentido e realidade da alimentação – quantidade e qualidade.
O problema fundamental da alimentação: a corrente terrestre e a corrente cósmica.
Materialidade e ação das forças.
Origem e objetivo da alimentação – Nutrição terrestre e cósmica.

CAPÍTULO IV: OS PROCESSOS DO ODOR E DO GOSTO: CONDIMENTOS, TEMPEROS E SUBSTÂNCIAS AROMÁTICAS

Dados preliminares.
A percepção olfativa – Significado do aroma.
Processos gustativos – O problema dos condimentos.

CAPÍTULO V: O PROBLEMA DO RITMO NA ALIMENTAÇÃO

Atividades da organização rítmica.
O ritmo circadiano do fígado.
Resultados da ciência moderna dos ritmos.
A importância do ritmo para a saúde humana.

CAPÍTULO VI: O QUENTE E O FRIO NA ALIMENTAÇÃO

Fisiologia do sentido do calor.
O ser de calor.
Processos térmicos no homem – A teoria das calorias.
Utilização do quente e do frio na alimentação.
A essência do quente e do frio.
Técnicas modernas do quente e do frio na alimentação.
Alimentação.
Alimentos secos, torrados, cozidos.

CAPÍTULO VII: O CRU E O COZIDO

A descoberta de M. Bircher-Benner.
Os dados da ciência espiritual.
O significado da sopa.

CAPÍTULO VIII: ALIMENTOS. PRODUTOS DE REGIME. GULOSEIMAS. MEDICAMENTOS.

As relações da planta com o homem tripartido.
As plantas medicinais.
Os produtos de regime.
O sal de cozinha.
A essência do mineral.
Outros pontos de vista.
A formação dos venenos.
Diferenças entre o alimento e o remédio.

CAPÍTULO IX: REGIME VEGETARIANO. REGIME CARNÍVORO

Origem do vegetarianismo moderno.
Primeiro argumento: o de M. Bircher-Benner.
Ampliação pela ciência espiritual.
Pontos de vista da fisiologia do comportamento.
Qual regime escolher? O aspecto pedagógico.
Resultados da pesquisa científica.
Os dados da ciência espiritual moderna.
Aspectos da alimentação carnívora.
O leite e seus derivados.

CAPÍTULO X: ALIMENTO E VIDA ESPIRITUAL

Um pouco de história.
Pontos de vista da ciência moderna.
O papel do fósforo.
Sal de cozinha – Sílica – Ácido úrico – Açúcar.
Um alimento raiz: a cenoura.
Beterraba vermelha e raiz-forte.
Fatores de inibição: Proteínas, batatas e álcool.
Café e chá.
A ciência espiritual liberta do dogmatismo e dos fantasmas pessoais.

CAPÍTULO XI: ALIMENTAÇÃO E VIDA DA ALMA

Dados do problema.
Resultados da “fisiologia do comportamento”.
Os esclarecimentos da ciência espiritual.
O triplo mundo dos instintos, impulsos e desejos.
Não é o alimento que nutre, é a alma.
O jejum, a dieta e a ascese.
Aspectos contemporâneos.
Evolução dos hábitos alimentares.
Pontos de vista fisiológicos.
A fome e a sede.
A “benção”.
Ações e reações entre a substância física e o elemento anímico-espirirtual do homem.
A nova imagem do homem.
Nutrição terrestre e nutrição cósmica.

CAPÍTULO XII: A REFEIÇÃO, FATOR DE APROXIMAÇÃO

A alimentação cria elos.
Aspectos históricos.
Hábitos e usos alimentares.
Nossa alimentação, “pomo da discórdia”.
A coletividade da alimentação.
Problemas modernos de alimentação – Problemas modernos de alimentação coletiva.

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Escrever à mão ajuda no desenvolvimento cerebral das crianças

Karin James

Fonte: www.bbc.co.uk – clique e conheça

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“Em partes do mundo, há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo. Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e telas sensíveis ao toque em vez de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento de crianças. Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura, além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever à mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo.”

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Uma pesquisa americana sugere que o uso excessivo de teclados e telas sensíveis ao toque em vez de escrever à mão, com lápis e papel, pode prejudicar o desenvolvimento de crianças.

A neurocientista cognitiva Karin James, da Universidade de Bloomington, nos Estados Unidos, estudou a importância da escrita à mão para o desenvolvimento do cérebro infantil.

Ela estudou crianças que, apesar de ainda não alfabetizadas, eram capazes de identificar letras, mas não sabiam como juntá-las para formar palavras.

No estudo, as crianças foram separadas em grupos diferentes: um foi treinado para copiar letras à mão enquanto o outro usou computadores.

A pesquisa testou a capacidade destas crianças de aprender as letras; mas os cientistas também usaram exames de ressonância magnética para analisar quais áreas do cérebro eram ativadas e, assim, tentar entender como o cérebro muda enquanto as crianças se familiarizavam com as letras do alfabeto.

O cérebro das crianças foi analisado antes e depois do treinamento e os cientistas compararam os dois grupos diferentes, medindo o consumo de oxigênio no cérebro para mensurar sua atividade.

Respostas diferentes

Os pesquisadores descobriram que o cérebro responde de forma diferente quando aprende através da cópia de letras à mão de quando aprende as letras digitando-as em um teclado.

As crianças que trabalharam copiando as letras à mão mostraram padrões de ativação do cérebro parecidos com os de pessoas alfabetizadas, que conseguem ler e escrever.

Este não foi o caso com as crianças que usaram o teclado.

O cérebro parece ficar “ligado” e responde de forma diferente às letras quando as crianças aprendem a escrevê-las à mão, estabelecendo uma ligação entre o processo de aprender a escrever e o de aprender a ler.

“Os dados do exame do cérebro sugerem que escrever prepara um sistema que facilita a leitura quando as crianças começam a passar por este processo”, disse James.

Além disso, desenvolver as habilidades motoras mais sofisticadas necessárias para escrever à mão pode ser benéfico em muitas outras áreas do desenvolvimento cognitivo, acrescentou a pesquisadora.

Computadores em escolas

As descobertas da pesquisa podem ser importantes para formular políticas educacionais.

“Em partes do mundo, há uma certa pressa em introduzir computadores nas escolas cada vez mais cedo, isto (esta pesquisa) pode atenuar (esta tendência)”, disse Karin James.

Muitas escolas americanas já transformaram o ensino da escrita à mão em alternativa opcional para professores. Por isso, muitos educadores não ensinam mais caligrafia.

Uma solução poderia seria usar algum programa em um tablet que simulasse o ato de escrever à mão.

Mas, pelo que a pesquisa da cientista sugere, nada parece substituir o aprendizado com a escrita à mão.

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A Febre e a Antroposofia

Entrevista com o Dr. Samir Rahme publicada pela revista Arte Médica, Ano III, No. 3, novembro de 2002, da Sociedade Brasileira de Médicos Antroposóficos (SBMA)

Fonte: www.curandoofigado.blogspot.com.br – clique e conheça

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“A febre, em princípio, é sempre boa. Ela tem um papel fundamental na dinâmica do nosso sistema imunológico, ativando a liberação de anticorpos e de outras substâncias de defesa que vão permitir ao organismo lidar com possíveis “invasores”. Hoje sabe-se que é esse mesmo calor que inibe o crescimento de bactérias e aniquila os vírus, ou seja, o calor põe tudo no lugar, renova o organismo. Isso já foi amplamente reconhecido pela comunidade científica tradicional. A cultura do medo da febre e a tendência de combatê-la rapidamente instalaram-se em nossa sociedade nos últimos 50 anos em virtude de uma grande estratégia de marketing da indústria farmacêutica. Considero esta tendência muito nociva para a nossa saúde. Em minha opinião, a febre é um fenômeno relacionado ao desenvolvimento da nossa individualidade. Essa é a grande tarefa da febre na nossa vida. E não é à toa que a maioria dos episódios febris ocorre do nascimento até os 7 anos de idade.”

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… Muitos … ficam apavorados quando o termômetro começa a subir… Será que é algo grave? Será que esta febre vai causar convulsão? Quem nos responde estas perguntas é Samir Rahme, presidente da SBMA e médico antroposófico com mais de quinze anos de experiência – muitos deles dedicados à compreensão do papel da febre no equilíbrio de nossos processos vitais.

AM: Como você encara a febre hoje? Ela pode ser benéfica e ter uma função específica para o ser humano?

Samir: A febre, em princípio, é sempre boa. Ela tem um papel fundamental na dinâmica do nosso sistema imunológico, ativando a liberação de anticorpos e de outras substâncias de defesa que vão permitir ao organismo lidar com possíveis “invasores”. Hoje sabe-se que é esse mesmo calor que inibe o crescimento de bactérias e aniquila os vírus, ou seja, o calor põe tudo no lugar, renova o organismo. Isso já foi amplamente reconhecido pela comunidade científica tradicional. A cultura do medo da febre e a tendência de combatê-la rapidamente instalaram-se em nossa sociedade nos últimos 50 anos em virtude de uma grande estratégia de marketing da indústria farmacêutica. Considero esta tendência muito nociva para a nossa saúde. Em minha opinião, a febre é um fenômeno relacionado ao desenvolvimento da nossa individualidade. Essa é a grande tarefa da febre na nossa vida. E não é à toa que a maioria dos episódios febris ocorre do nascimento até os 7 anos de idade.

AM: Então os médicos antroposóficos valorizam a febre um pouco mais do que o fazem seus colegas da alopatia, certo?

Samir: Certo! Para nós, ela representa a chance de desenvolvimento da verdadeira individualidade e liberdade em relação aos condicionamentos genéticos. Quando as crianças contraem as doenças denominadas exantemáticas, ou seja, que se manifestam por meio da pele, como o sarampo, a rubéola e outras – e que sempre são acompanhadas por febre –, é uma grande oportunidade para o organismo infantil “quebrar” e eliminar as proteínas herdadas, criando novas estruturas a partir de si mesmo. Na Europa, muitas mães ainda cultivam a antiga tradição de levarem os filhos para visitar as outras crianças com doenças exantemáticas com o objetivo de proporcionar uma imunização natural. Mas, hoje em dia, fica cada vez mais difícil para esse pequeno ser usufruir os benefícios que estas doenças “naturais” podem lhe proporcionar. De um lado, temos as vacinas e de outro os antitérmicos…

AM: O calor vivenciado através da febre tem uma função para nós?

Samir. Segundo a Antroposofia, nós, seres humanos, temos um organismo com quatro componentes básicos, que didaticamente chamamos de “corpos”: um corpo físico (terra), um corpo vital (água), um corpo astral ou alma (ar) e um corpo espiritual ou individualidade (fogo). Quando se dá o aumento da temperatura, o que está acontecendo num nível mais sutil, não mensurável por aparelhos, é que a individualidade (o corpo espiritual ou “Eu”) está em seu caminho de conquistar o corpo, está atuando mais de perto, por meio do calor, que é seu elemento natural. O significado do calor ainda é pouco explorado na Medicina, mas já estamos avançando: os mais avançados tratamentos de tumores são feitos com hipertermia.

AM: Como lidar com a ansiedade?

Samir: O melhor remédio é paciência e conversa. Os médicos devem tentar esta abordagem com os pais, resistindo à pressão. Hoje em dia, tanto na medicina quanto em outras áreas predomina o conceito de FAST(rápido, em inglês), ou sejam, tudo deve ser e ocorrer de maneira rápida, o que não proporciona um desfrutar das situações. Quando lidamos com o ser humano, quanto mais SLOW melhor o resultado e, no caso de afecções do organismo, estamos sempre lidando com a eternidade. Muitas vezes, somos procurados porque os pais já não agüentam mais dar tanto remédio químico para seus filhos, e a reclamação é sempre a mesma: não ficam bons nunca.

AM: E medo da convulsão?

Samir. Poucos sabem que as convulsões causadas pela febre ocorrem em apenas 2% das pessoas e não dependem da temperatura que a febre alcança, mas da velocidade com que ela sobe. Assim, as pessoas propensas a ter convulsões febris poderão ter crises mesmo com febres baixas. Nesta situação, o uso antitérmico está mais que justificado, mas sem nos esquecermos de que estamos lidando com uma minoria.

AM: E como você orienta o tratamento da febre?

Samir: A primeira preocupação do médico é diagnosticar e tratar a doença que provoca a febre, que é apenas um sintoma. Na medicina Antroposófica existem medicamentos naturais, à base de plantas, animais e minerais, que podem ser usados no tratamento das causas da febre. A compressa de limão na panturrilha costuma baixar a temperatura de 1 a 2 graus, sem comprometer o processo como um todo. (Ver receitas abaixo.)

AM: Quais seriam suas considerações finais sobre a febre?

Samir: Vale alertar que numa pessoa bem nutrida os efeitos de uma febre serão mais bem tolerados do que numa desnutrida. Repito que a febre é o remédio mais potente e sábio que existe, devendo ser encarada como uma grande aliada do médico e do paciente. Acho fundamental iniciarmos uma contracultura da febre!

Compressa com rodelas de limão:

Corta-se um limão em rodelas. Depois, elas são colocadas entre as dobras de um pano e batidas para se extrair o suco. Em seguida, a compressa com as rodelas de limão batidas é aplicada morna na panturrilha e firmemente enrolada com um xale de lã.

Compressa com suco de limão:

A compressa de limão pode ser aplicada morna na panturrilha. Um limão é colocado numa vasilha com água suficiente para cobri-lo. É depois cortado e espremido debaixo d’água, fazendo-se diversos cortes na casca para se obter bastante óleo etérico (sumo). Dobra-se um pano de algodão ou linho (pode ser um lenço) de modo que cubra o panturrilha. Molha-se o pano na água com limão, espremendo-o depois com força. Ele é aplicado, sem pregas, ao redor da perna, preso com um pano maior e, em seguida, com um pano de lã firmemente enrolado.

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Conferência aos trabalhadores – Vol II

Os estados primordiais da Terra

4 conferências de Rudolf Steiner

Tradução: Gerard Bannwart

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“Nós realmente carregamos na alma a predisposição para o amor humano e para o calor, aquele calor moral que entende o outro ser humano.”

Rudolf Steiner

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Conteúdo:

Os estados primordiais da Terra

Primeira Conferência – Dornach, 20 de setembro de 1922

Estados primordiais da Terra: a Lemúria
Lama terrosa e ar ígneo.
Pássaros-dragões, Ictiosáurios e Plesiosáurios.
Pássaros-dragões como alimento dos Ictiosáurios e dos Plesiosáurios.
Aves, animais vegetarianos e Megatérios.
A terra: um gigantesco animal morto.

Segunda Conferência – Dornach, 23 de setembro de 1922

Estados primordiais da Terra parte 2.
Tartarugas, crocodilos.
Instintos curativos dos animais.
Oxigênio e carbono.
Plantas e florestas.
Contínua alteração da Terra.
As gigantescas ostras e sua vida na “sopa terrestre”.
As minhocas.
A Terra no estado glacial.
A Lua como estimuladora da fantasia e das forças de crescimento.
Indicação de Metschnikow para o “Fausto” de Goethe.
A Lua no interior da Terra.
Saída da Lua e o estado subsequente.
Conservação da antiga substância lunar na força de reprodução dos seres animais e humanos.

Terceira Conferência – Dornach, 27 de setembro de 1922

O mais primordial estado da Terra.
Estado da Terra, anterior à saída da Lua.
Reprodução das ostras gigantes.
Procedência das forças masculinas e femininas no período anterior à saída da Lua.
Elefante, pulgão da folha, vorticelas.
O Sol como força fecundante.
Conservação das batatas em covas na terra.
A Terra dá as forças reprodutoras a seus seres por conservar dentro de si as forças solares durante o inverno. Reprodução por estacas.
Levar plantas ao crescimento correto.
Minhocas, vermes intestinais.
Força vital na semente das plantas.
Ação do Sol na reprodução vegetal e animal.
Ação da Lua sobre o clima.
A disputa lunar de Fechner-Schleiden.
A época da evolução em que Terra, Sol e Lua ainda eram um só corpo.
O experimento de Plateau.
A Terra como ser vivo.

Quarta conferência – Dornach, 30 de setembro de 1922

Adão Kadmon na Lemúria.
Outrora a Terra foi uma cabeça humana viva.
Nutrição primordial da Terra a partir do espaço universal.
Julius Robert Mayer.
O Sol “devora” os cometas.
Meteoros: cometas decaídos.
A Terra nutrida pelo Sol.
A cabeça humana embrionária, uma evidente cópia da Terra.
Em tempos idos a Terra foi o germe de um gigantesco ser humano.
Outrora o ser humano foi a Terra toda.
“O semblante da Terra” de Eduard Suess.
Origem dos animais.
Porque o homem é tão pequeno.
Todos descendemos de um único homem.
O gigante Ymir.
Explanação errônea do Antigo Testamento.
Extermínio do antigo saber.

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Sete erros dos pais na hora de impor limites

Renata Losso

Fonte: www.delas.ig.com.br – clique e conheça

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“Filho, se você não parar com isso agora…”. Muitos pais já devem ter usado esse conhecido início de frase em tentativas frustradas de impor limites aos filhos. Logo depois, pode seguir uma ameaça de palmada ou de castigo. Funcionaria? Provavelmente não. Ser permissivo tampouco é uma solução…

– Não faça ameaças se não for cumpri-las.
– Não ceda por sentimento de culpa.
– Evite recompensas.
– Não dê ordens dúbias para a criança.
– Seja firme e paciente.
– Não se prolongue demais nas explicações.
– Não insista se não tiver razão.

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Os equívocos mais comuns dos adultos quando as crianças precisam ouvir um “não” – e as dicas para evitá-los

“Filho, se você não parar com isso agora…”. Muitos pais já devem ter usado esse conhecido início de frase em tentativas frustradas de impor limites aos filhos. Logo depois, pode seguir uma ameaça de palmada ou de castigo. Funcionaria? Provavelmente não. Ser permissivo tampouco é uma solução.

Para os pais não acharem que estão em um beco sem saída, listamos alguns dos erros mais comuns cometidos nestas horas. Saiba quais são e como evitá-los.

1. Não faça ameaças se não for cumpri-las

Antes de dizer que o filho desobediente ficará sem sorvete até o ano que vem, os pais precisam pensar – de verdade – se poderão cumprir a promessa. Ameaçar e não cumprir, para o psicólogo Caio Feijó, autor do livro “Pais Competentes, Filhos Brilhantes – Os Maiores Erros dos Pais na Educação dos Filhos e os Sete Princípios Fundamentais para Prevenir essas Falhas” (Novo Século Editora), gera filhos que perdem o respeito pelos pais. Se ele não se comportou direito, melhor vetar aquela festinha do amigo que está próxima – e cumprir – do que proibir que ele jogue videogame para sempre.

Dica: Transforme ameaças em avisos, passando a mensagem sem violência.

2. Não ceda

Não vale ser indulgente com a indisciplina do filho porque você trabalha fora e se sente culpada, nem por achar que ele deixará de amá-la – medos bem comuns, segundo a psicóloga Dora Lorch, autora do livro “Superdicas para Educar bem seu Filho” (Editora Saraiva). Se uma posição foi determinada, não volte atrás. A postura, segundo Caio Feijó, é essencial para as crianças não serem tão resistentes com os limites impostos.

Dica: Leve em consideração se o seu filho está passando por um momento difícil – como a perda de um animal de estimação.

3. Evite recompensas

O comportamento adequado não é uma moeda de troca. Os pais não devem prometer um brinquedo novo para o filho se comportar em um restaurante. “Dessa forma ele acreditará que tudo na vida se resolve negociando”, afirma a psicóloga e pedagoga Regina Mara Conrado, autora do livro “Filhos e Alunos sem Limites: Um Desafio para Pais e Professores” (Editora WAK) ao lado de Lucy Silva.

Dica: Não coloque a recompensa como um prêmio, mas saiba reconhecer a boa conduta da criança com palavras. Presentes não são proibidos, mas o psicólogo e terapeuta familiar João David Cavallazzi Mendonça sugere dá-los só às vezes.

4. Não dê ordens dúbias para a criança

Para o psicoterapeuta e educador Leo Fraiman, os pais que não decidem juntos os padrões da educação do filho cometem um grande erro. Se a mãe diz que o filho não deve ir dormir mais tarde em dia de jogo do time preferido e o pai acaba deixando, a criança não irá entender o que deve fazer.

Dica: Os pais devem decidir as regras a dois – e cumpri-las.

5. Seja firme e paciente

Frustrar a criança a ajudará a lidar com as adversidades da vida no futuro. “Dizer ‘não’ é prerrogativa e obrigação dos pais quando necessário”, diz Caio Feijó. Portanto, os pais devem ser firmes em suas ações e não deixar para resolver um problema depois que ele já passou. Resolver de cabeça quente também não adianta: diante de um comportamento inadequado, insista e, se necessário, conte até mil. Mas sempre evite dizer que a criança é malcriada e não faz nada direito.

Dica: “É mais seguro sugerir que aquilo que ela fez foi errado e é melhor não se repetir”, diz João David.

6. Não se prolongue demais nas explicações

De acordo com Regina Mara Conrado, é importante pontuar o porquê dos limites, mas não é necessário contar uma novela enquanto a criança reluta. “Se os pais se estendem na justificativa, acabam se perdendo e cedem à insistência da criança”, diz.

Dica: Seja claro e objetivo sobre por que a criança ouviu um “não”, mas adapte a explicação à capacidade de compreender dela.

7. Não insista se não tiver razão

Existem coisas que não se obriga. Se seu filho não gosta das aulas de judô, não há razões para insistir. Dora Lorch recomenda aos pais perceber quando a criança precisa de acolhimento em vez de imposição. Ela pode estar sendo intransigente por estar sofrendo bullying na escola, por exemplo.

Dica: Esteja próximo a seu filho para saber diferenciar indisciplina de apreensão.

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Conferência aos trabalhadores I

6 conferências de Rudolf Steiner

Tradução: Gerard Bannwart

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“Admirar o belo, preservar o vero, venerar o nobre, decidir o bem: conduz o homem, na vida, a objetivos – no agir, para o justo, no sentir, para a paz, no pensar, para a luz – e o ensina a confiar na presença divina em tudo o que há: na amplidão do Universo, no fundo da alma…”

Rudolf Steiner

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Conteúdo:

O CONHECIMENTO DO SER HUMANO
NO QUE DIZ RESPEITO A CORPO, ALMA E ESPÍRITO

Primeira Conferência – Dornach, 2 de agosto de 1922

Sobre o surgimento da fala e dos idiomas.
A descoberta de Broca.
Apoplexia cerebral e perda da fala.
O falar e a formação da circunvolução temporal esquerda.
O desenvolvimento da fala infantil.
Vogais e consoantes.
Imitação ao falar.
Ser canhoto e ser destro.
Tratamento pedagógico do canhoto.
Diversidade das línguas segundo regiões da Terra e segundo constelações celestes.

Segunda Conferência – Dornach, 5 de agosto de 1922

Sobre o corpo vital do ser humano.
O cérebro e o pensar.
Como o ser humano é um ser pensante?
Alimentação láctea.
Leite de jumenta.
Leite materno.
Amortecer e reavivar a nutrição.
Os corpúsculos brancos do sangue e as células cerebrais.
Estados de desmaio e anemia.
A consciência e sua dependência da exata proporção entre glóbulos brancos e glóbulos vermelhos do sangue.
Vivacidade do cérebro durante o sono.
Inconsciência no sono.
Atividade pensante durante o sono.
Processo respiratório e atividade cerebral.
Percepção dos sonhos.
Atividade pensante diurna do cérebro.

Terceira Conferência – Dornach, 9 de agosto de 1922

O ser humano em sua relação com o mundo.
Formação e dissolução.
Amortecimento da vida.
Procedência dos pensamentos.
Formação de cristal.
Silício.
Formação de montanhas.
Os Alpes.
Açúcar e sua dissolução.
Diabete.
Reumatismo e gota.
Formação e dissolução da areia cerebral.
Apoplexia cerebral.
Adoecer não é senão formar algo com muitas forças.
Café e chá.
Nutrição rica em nitrogênio.
Processo de dissolução e consciência do Eu.

Quarta conferência – Dornach, 9 de setembro de 1922

O conhecimento do ser humano segundo corpo, alma e espírito.
O cérebro e o pensar.
O fígado como órgão sensorial.
A vida nas células cerebrais e nos glóbulos brancos do sangue.
Imbecilidade e amolecimento do cérebro.
Amortecimento da vida no cérebro como pressuposto do pensar.
Causas da esclerose do fígado.
O fígado como órgão de percepção.
Troca de materiais no corpo humano.
Formação do ser humano no complexo corpóreo da mãe.
O sono da criança de peito.
Inutilização do corpo com a idade.
Câncer intestinal, estomacal ou do piloro.
Sobrecarga da memória e esclerose do órgão.
Conhecimento real e factual.
A ciência tornada prática.

Quinta Conferência – Dornach, 13 de setembro de 1922

A percepção e o pensar dos órgãos interiores.
Leite materno e leite de vaca.
Amortecimento e reavivamento da nutrição.
O fígado como órgão sensorial interno.
Atividade perceptiva pelos rins.
Escleroses cerebrais.
Diabete.
Peculiaridades do fígado.
O fígado: um olho interno.
Secreções biliares.
Os olhos do animal como órgão pensante.
As cabeças de Jano dos romanos.

Sexta conferência – Dornach, 16 de setembro de 1922

O processo de nutrição do ponto de vista físico-material e anímico-espiritual.
Ptialina, pepsina, tripsina.
Sentir o fígado.
Secreção biliar.
Amido: açúcar; albumina: albumina líquida, formação de álcool; gorduras: glicerina, ácidos graxos; sais permanecem sais.
Sobre a morte de Paracelso.
Absorção de grandes porções de álcool.
A enxaqueca. O cérebro no líquido cerebral.
Principal diferença entre homem e animal.
Sais e fósforo como os principais materiais no cérebro humano.
Sal e pensar, fósforo e vontade.

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O equilíbrio entre desejo e amor

Alain de Botton

Fonte: Página do facebook Fronteiras do pensamento – clique e conheça

desejo e amor

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“Nossa cultura nos encoraja a reconhecer muito pouco do que geralmente somos no ato do sexo. Como se fosse um processo puramente físico, sem importância psicológica. Mas, o que acontece ao fazer amor está muito conectado às nossas ambições mais centrais. Quanto mais de perto analisarmos aquilo que consideramos sensual, mais claramente entenderemos que erotismo é a excitação que sentimos ao encontrar outro ser humano que compartilhe nossos valores e nosso sentido de existência.”

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ALAIN DE BOTTON: “Quanto mais de perto analisarmos aquilo que consideramos sensual, mais claramente entenderemos que erotismo é a excitação que sentimos ao encontrar outro ser humano que compartilhe nossos valores e nosso sentido de existência.”

Na obra “How to think more about sex”, o escritor suíço Alain de Botton argumenta que o século 21 está fadado a ser uma busca pelo equilíbrio entre desejo e amor, entre aventura e comprometimento. O autor defende que mais satisfatório do que ser bem-sucedido em levar alguém para a cama é compreender a complexidade dos dilemas que a sexualidade hoje nos apresenta.

“Nossa cultura nos encoraja a reconhecer muito pouco do que geralmente somos no ato do sexo. Como se fosse um processo puramente físico, sem importância psicológica. Mas, o que acontece ao fazer amor está muito conectado às nossas ambições mais centrais. O sexo se desenrola através do contato de órgãos, mas nossa excitação não é uma reação fisiológica insensível; pelo contrário, é um êxtase que sentimos ao encontrar alguém que pode ter a capacidade de acalmar alguns de nossos maiores medos, alguém que podemos depositar a esperança de construir uma vida baseada no compartilhamento de valores comuns.”

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O ser humano como sinfonia das forças universais

12 conferências de Rudolf Steiner

Tradução: Gerard Bannwart

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“O ser humano representa um pequeno mundo, um
microcosmo perante o macrocosmo; que ele realmente contém em
si todas as leis do mundo, todos os mistérios do mundo…”

Rudolf Steiner

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Download: O ser humano como sinfonia das forças universais

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Conteúdo:

CAPÍTULO I – A INTERCONEXÃO DAS RELAÇÕES CÓSMICAS, DAS RELAÇÕES TERRESTRES E DO MUNDO ANIMAL COM O SER HUMANO

Primeira conferência – 19 de outubro de 1923

O ser humano como microcosmo.
Forças plasmadoras.
A classe das aves.
O ser humano como síntese de águia, leão e touro.
Correspondências do humano interior com o que está fora no cosmo. Interpretação artística das configurações. O artístico como princípio de conhecimento.

Segunda Conferência – 20 de outubro de 1923

Atmosfera permeada de brilho solar e Zodíaco.
As regiões do cosmo.
As relações do ser humano com o sistema planetário.
A tríade de chamados.
Os perigos dos chamados.
A lei da ressonância das vibrações.
Os ensinamentos da tríade animal: caracteres do universo.
A tríade de respostas do ser humano para a compensação das unilateralidades e espiritualização da civilização mecanística da Terra.
Simbolismo cósmico.

Terceira conferência – 21 de outubro de 1923

A substância física da terra e a substância espiritual da alma.
Forças espirituais e físico-terrenas.
O ser humano como ser espiritual e fisicamente substancial e como ser dinâmico.
O endividamento cármico do ser humano para com a Terra.
A compensação através das entidades cósmicas.
O segredo das forças zodiacais que se configuram nos animais.
O enigma cósmico da tríade animal.

CAPÍTULO II – A CONEXÃO INTERNA DOS FENÔMENOS E DOS SERES DO MUNDO

Quarta conferência – 26 de outubro de 1923

As metamorfoses da evolução da Terra e suas consequências para a condição atual da Terra.
As forças cósmicas atuantes no mundo dos insetos.
A natureza da borboleta e a entidade vegetal.
A necessidade da metamorfose dos pensamentos abstratos para o senso artístico.
Os pensamentos abstratos precisam ser permeados pelo movimento artístico.

Quinta conferência – 27 de outubro de 1923

Espiritualização da matéria por borboletas e pássaros.
Economia cósmica.
A luz espiritual das borboletas e dos pássaros.
A leveza do calor dos pássaros e o peso do crepúsculo dos morcegos; seu medo cósmico; sua matéria espiritual excretada: alimento do dragão.
A proteção do ser humano contra isso no impulso micaélico.

Sexta conferência – 28 de outubro de 1923

A diferença entre a formação cósmica do ser humano e a dos animais superiores.
Simultaneamente ao crescimento do ser humano, formam-se em sentido descendente as diversas classes de animais.
A co-vivência da vida cósmica pela Terra.
Répteis e peixes.
O ser humano em relação aos animais.
A ponte para o reino das plantas.
O significado do mineral.

CAPÍTULO III – O MUNDO DAS PLANTAS  E OS ESPÍRITOS ELEMENTARES DA NATUREZA

Sétima conferência – 2 de novembro de 1923

A existência vegetal.
Os espíritos da raiz, os seres da água, espíritos do ar e do fogo.
Seu trabalho no mundo vegetal.
A irradiação do físico espiritualizado para o espaço cósmico.
O processo espiritual do crescimento vegetal.
A interação da força descendente do amor-oferenda e da força ascendente da gravidade.

Oitava conferência – 3 de novembro de 1923

A antipatia dos gnomos para com os animais inferiores, para os quais eles são um complemento superior, no polo cefálico; sua força de observação desperta.
As ondinas como seres complementares para os peixes e anfíbios superiores.
As sílfides, um complemento descendente para o mundo das aves.
Os seres do fogo como complemento da natureza das borboletas.
Seres elementares malévolos e benévolos; suas forças construtivas e destrutivas; o deslocamento das esferas.

Nona conferência – 4 de novembro de 1923

A percepção e a experiência das entidades elementares da natureza.
Suas palavras universais, que soam em conjunto a partir de inumeráveis seres em diferentes tonalidades.
A última ressonância emitida palavra universal criadora, formadora, configuradora.
O ser humano como acorde dessa palavra universal.

CAPÍTULO IV – OS SEGREDOS DA ORGANIZAÇÃO HUMANA

Décima conferência – 9 de novembro de 1923

Processos metabólicos e processos circulatórios.
Processos patológicos e processos curativos.
Arte pedagógica e terapia.

Décima primeira conferência – 10 de novembro de 1923

O emprego do mineral no ser humano.
Sua conversão em éter de calor.
Do ser humano as forças se elevam de maneira humana para as hierarquias superiores.
O mundo vegetal é espelho externo da natureza para consciência moral humana.
A espiritualização do vegetal quando acolhido pelo organismo humano.
O processo do alimento vegetal dentro do animal.

Décima segunda conferência – 11 de novembro de 1923

As fontes do espiritual-moral na humanidade: compreensão humana e amor humano.
Frieza moral e ódio ao humano na configuração física do ser humano.
O trabalho das hierarquias na conversão da configuração espiritual do ser humano.

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Educação infantil: antecipar escolarização é crime

Luiz Carlos de Freitas

Fonte: www.avaliacaoeducacional.com – clique e conheça

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“O MEC está preparando na Secretaria de Educação Básica, agora tendo Manuel Palácios como novo titular,  a base nacional comum para a educação básica. Em pauta estará a introdução de novas exigências de desempenho para a educação infantil, pois o atual Ministro acha que a criança tem que se alfabetizar até os sete anos. Isso irá provocar uma antecipação da escolarização das nossas crianças nas creches e pré-escolas do país, como se pode ver em outros países. Antecipar a escolarização das nossas crianças é um crime, primeiro contra o desenvolvimento pessoal delas, e segundo contra o próprio país pois esta é a idade propícia para o desenvolvimento de uma série de habilidades pessoais e interpessoais que são vitais para o favorecimento da criatividade e, como sabemos a criatividade é a base da inovação. Esta sim é vital para o desenvolvimento econômico do país.”

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O MEC está preparando na Secretaria de Educação Básica, agora tendo Manuel Palácios como novo titular,  a base nacional comum para a educação básica. Em pauta estará a introdução de novas exigências de desempenho para a educação infantil, pois o atual Ministro acha que a criança tem que se alfabetizar até os sete anos. Isso irá provocar uma antecipação da escolarização das nossas crianças nas creches e pré-escolas do país, como se pode ver em outros países.

A experiência americana neste sentido é trágica. Lutam há anos para combater esta ideia que agora foi introduzida também na base nacional comum dos americanos. Um relatório sobre a matéria já foi divulgado anos atrás. Agora, acaba de ser divulgado novo relatório em janeiro, insistindo em que a pesquisa não referenda tal antecipação da escolarização das crianças na pré-escola.

As principais conclusões são:

  • Muitas crianças não estão, do ponto de vista de seu desenvolvimento, prontas para ler na pré-escola, mas os padrões da base nacional comum obrigam-nas a fazer exatamente isso. Isso está levando a práticas inadequadas em sala de aula.
  • Nenhuma pesquisa registra ganhos a longo prazo com aprender a ler na pré-escola.
  • As pesquisas mostram maiores ganhos com programas baseados em jogos do que com pré-escolas de foco mais acadêmico.
  • As crianças aprendem através de experiências lúdicas ativas com materiais, o mundo natural, e envolvidas, cuidadas por adultos.
  • Experiências ativas, baseadas em jogos em ambientes ricos em linguagem ajudam as crianças a desenvolver suas ideias sobre símbolos, linguagem oral e palavra impressa – todos os componentes vitais da leitura.
  • Nós estamos definindo metas irrealistas de leitura e frequentemente usando métodos inadequados para realizá-las.
  • Em pré-escolas e creches baseadas em jogos, os professores projetam intencionalmente experiências de linguagem e alfabetização que ajudam a preparar as crianças para se tornarem leitores fluentes.
  • A adoção dos padrões da base nacional comum implica falsamente que tendo as crianças atingido estes padrões irão superar o impacto da pobreza sobre o desenvolvimento e aprendizagem, e criarão igualdade de oportunidades educacionais para todas as crianças.

O relatório foi produzido por Nancy Carlsson-Paige; Geralyn Bywater McLaughlin e Joan Wolfsheimer Almon e conta com o patrocínio da Defending the Early Years e da Alliance for Childhood ambas americanas.

O relatório completo está aqui.

Antecipar a escolarização das nossas crianças é um crime, primeiro contra o desenvolvimento pessoal delas, e segundo contra o próprio país pois esta é a idade propícia para o desenvolvimento de uma série de habilidades pessoais e interpessoais que são vitais para o favorecimento da criatividade e, como sabemos a criatividade é a base da inovação. Esta sim é vital para o desenvolvimento econômico do país.

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Escolas que questionam o sistema e dão a cada aluno o seu tempo

Maria João Lopes

Imagens: Escola Waldorf Cora Coralina em Florianópolis/SC

Fonte: www.publico.pt – clique e conheça

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O dia começa com uma roda. De mãos dadas, cantam, saltam à corda, dizem poemas. A professora toca flauta, fala do vento, eles rodopiam. Só depois vão para a aula. A Casa da Floresta Verdes Anos – Pedagogia Waldorf, colégio em Lisboa onde não há computadores nem quadros interactivos, não é a única a seguir uma via menos convencional: “Não acreditamos na avaliação quantitativa, mas qualitativa. O professor olha para cada criança e vê se brinca, se come, se resolve um problema na sala, lá fora, se tem dificuldade a Português, a Matemática. Não há um melhor do que outro. As notas não contam mais do que aprender a conhecer-se e a ser feliz.”

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Há escolas que não têm manuais, nem aulas expositivas. Em algumas são os alunos que escolhem o que estudar e quando querem ser avaliados. Noutras, as notas não contam mais do que aprender a conhecer-se e a ser feliz.

O dia começa com uma roda. De mãos dadas, cantam, saltam à corda, dizem poemas. A professora toca flauta, fala do vento, eles rodopiam. Só depois vão para a aula. A Casa da Floresta Verdes Anos, colégio em Lisboa onde não há computadores nem quadros interactivos, não é a única a seguir uma via menos convencional.

N’Os Aprendizes, em Cascais, além do edifício onde decorrem as aulas, há uma casa, o Reino dos Sentidos, dedicada sobretudo à arte-terapia: não é só para meninos com necessidades educativas especiais, qualquer criança pode ir lá e tentar ultrapassar uma dificuldade através da pintura, música, neuroterapia, entre outras hipóteses.

Estes colégios são privados, mas a Escola da Ponte, Santo Tirso, do pré-escolar ao 3.º ciclo, é pública. Sem aulas expositivas, são os alunos que escolhem as matérias e quando querem ser avaliados.

São três exemplos, entre outros que não encaixam no sistema convencional. Não se vangloriam de serem os melhores nos rankings, mas garantem que as crianças aprendem e trabalham a criatividade, o espírito crítico, a cidadania, a liberdade, a responsabilidade.

“Não acreditamos na avaliação quantitativa, mas qualitativa. O professor olha para cada criança e vê se brinca, se come, se resolve um problema na sala, lá fora, se tem dificuldade a Português, a Matemática. Não há um melhor do que outro”, diz Rita Dacosta, directora da Casa da Floresta, colégio até ao 1.º ciclo que segue a pedagogia Waldorf.

Além desta pedagogia, Os Aprendizes cruza o método High Scope e o Movimento Escola Moderna. À fusão chamaram “Pedagogia do Amor”: “Está na moda falar em sucesso, não em amor. Mas preparar os miúdos para a vida não é só prepará-los tecnicamente. Ser bem sucedido profissionalmente é ser feliz, realizado, trabalhar em algo produtivo, é cada um alcançar o máximo do seu potencial”, diz Sofia Borges, directora deste colégio até ao 2.º ciclo.

A gestora da Escola da Ponte, Eugénia Tavares, frisa que naquele estabelecimento – que funde várias correntes, mas tem forte influência do Movimento Escola Moderna – “o aluno tem uma atitude mais activa na procura do conhecimento”. A coordenadora de projecto, Ana Moreira, acrescenta: “Nas aulas convencionais, um assunto é dado e quem apanhou apanhou.”

Sérgio Niza, um dos fundadores do Movimento Escola Moderna e que já fez parte do Conselho Nacional de Educação (CNE), diz que o “método simultâneo” da maioria das escolas “resume-se a ensinar a muitos como se fossem um só”: “A monstruosidade disto é não haver respeito por cada um.”

Ludovina Silva é presidente da Associação de Pais da Escola da Ponte, tem lá dois filhos: “Quando saem da Ponte, são mais interventivos, questionam mais.” Nesta escola, há comissões de ajuda, uma assembleia: os alunos identificam os problemas da escola, debruçam-se sobre as soluções.

Admite que se sentiu “insegura” quando, no fim do 1.º ano, a filha não sabia ler: “Mas ela teve de lidar com a timidez e, na Ponte, trabalharam isso. É uma escola que respeita o tempo de cada aluno. Hoje é excelente aluna.”

Efeito “perverso”

Rita DaCosta assume que a Casa da Floresta é avessa à lógica dos melhores e piores: “Quando uma criança tem um “não satisfaz”, acha que é ela que não satisfaz. A partir daqui, é muito difícil trabalhar a criatividade e a auto-estima.”

Para o docente da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e do Centro de Investigação e Intervenção Educativas, Rui Trindade, há um “efeito educativo perverso da valorização de um tipo de competitividade que poderá ser adequada para o desporto de alta competição”, mas, na escola, é “um obstáculo educativo” – é uma lógica em que o sucesso não é em função das “aprendizagens”, mas das notas.

No ano passado, a Casa da Floresta não teve exames nacionais. Mas, segundo o ranking do PÚBLICO, que inclui as notas dos alunos internos na 1.ª fase dos exames, n’Os Aprendizes, a média do 4.º foi 2,75 e, na Ponte, 3,67 – a média nacional foi 2,8. Ainda na Ponte, no 6.º foi 3, acima dos 2,71 nacionais e no 9.º foi 2,5, a mesma do país.

Rui Trindade ressalva que “bons resultados nos exames não significam, obrigatoriamente”, alunos “mais inteligentes, cultos e atentos aos outros e ao mundo”. E Sérgio Niza defende mesmo que há “um desvio de sentido” do Governo que, “sob a capa de um suposto rigor, é de um populismo desenfreado”: “Não compreende nada do que é essencial na escola, compreende tudo no plano empresarial. Joga com os alunos como se fossem mercadorias. Os exames sucessivos fazem fugir a escola da cultura e põem-na a repetir, a treinar, como se fosse treino desportivo”, faz notar. E frisa que esse caminho forma pessoas “acéfalas e repetitivas”, em vez de “criativas, críticas, imaginativas”.

Conheça um pouco sobre a Pedagogia Waldorf – clique aqui

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 Imagens: Escola Waldorf Cora Coralina em Florianópolis/SC

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Livro Completo disponível para download

O Salvamento da Alma

Bernard Lievegoed

Tradução: Gerard Bannwart

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“Sempre quando a humanidade está para transpor um limiar, Áriman e Lúcifer esperam nos portais.”

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Download: O Salvamento da Alma

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Prefácio à edição brasileira

Dra. Gudrun Burkhard

Conheci o Prof. Lievegoed em 1962 na Europa, por ocasião de uma palestra no Encontro de Natal na Clínica Ita Wegmann. Ainda ressoam em mim as palavras proferidas por ele: denn es waltet der Christuswille im Umkreis in den Welten Rhythmen Seelen begnadend – “pois impera a vontade de Cristo na periferia nos ritmos cósmicos agraciando a alma”, da Pedra Fundamental. Já naquela época, Pedro Schmidt o havia contatado para buscar soluções para a sua empresa Giroflex, convidando-o para vir ao Brasil.

Esta visita só se efetivou em 1969 quando a Clínica Tobias, já inaugurada, recebeu a ele e à sua esposa como hóspedes, com a finalidade de dar palestras sobre Pedagogia Curativa. Nesta ocasião o Prof. Lievegoed já sofria de uma hérnia esofágica, fazendo com que tomasse seu desjejum recostado na cama. Nessa ocasião eu o visitava todas as manhãs e criou-se uma grande amizade.

Lievegoed vivia a antroposofia. Em suas palestras não citava as palestras de Steiner, mas estas brotavam de forma elaborada do seu interior. Um dos dirigentes do ramo lhe perguntou de que ciclo era o que ele estava falando, e ele ficou bastante bravo, pois não era um “recitador de ciclos”. Lievegoed fazia parte do Círculo de Rafael, que se reunia todos os anos na semana após a Páscoa na Clínica Ita Wegman, onde ele dava contribuições importantes, e onde eu pude vivenciá-lo como um mestre esotérico. Num dos últimos, talvez o último do qual participou, colocou para os colegas médicos a descoberta esotérica sobre a corrente de Manu, e como via sua tarefa futura.

Nesta ocasião ele se volta para mim e diz: “Agora você sabe de que corrente você é!” Naquela ocasião eu já iniciara o trabalho biográfico havia alguns anos, e, sem saber conscientemente, trabalhava no “salvamento da alma”.

Por ocasião do primeiro congresso biográfico realizado em Dornach, na Seção Médica do Goetheanum, o Prof. Lievegoed ainda pôde estar presente, dando sua força para toda a corrente de desenvolvimento que trabalha com a biografia humana. Lievegoed incentivava a Pedagogia Curativa, havendo fundado com sua esposa o Zonnenhuis, dirigido por ela; fundou o NPI, instituto que fomenta o impulso de consultoria antroposófica nas empresas; impulso esse que inspira várias instituições aqui no Brasil, que trabalham com os princípios desenvolvidos por ele.

Na Holanda, fundou ainda a Escola Superior Livre, em Driebergen, um ano básico para o desenvolvimento espiritual dos jovens antes de ingressarem na faculdade, desenvolvendo portanto novas formas de ensino.

Lievegoed tinha uma ampla visão do futuro e lastimava-se por ter ficado tão velho, tendo com isso de levar algum tempo para se encarnar de novo na Terra. Sentia que sua obra não estava terminada e tinha certa ansiedade por poder participar no desenvolvimento futuro da humanidade.

Sem dúvida o seu Ser tem uma grande projeção para o futuro – um ser luminoso, consciente, capaz de entrar na pele do dragão sem medo e ter uma visão das contra-forças à espreita no limiar: “Sempre quando a humanidade está para transpor um limiar, Áriman e Lúcifer esperam nos portais.” (Revista Info 3, 11/1990)

Seu Ser luminoso trabalha em prol do desenvolvimento da humanidade!

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Quando a Alma contempla

José Paulo Ferrari

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“A beleza das coisas é, na verdade – creio – reflexos de nossas próprias Almas que, de certa forma, funcionam como verdadeiros espelhos.”

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Imagens e palavras, quando expressas em harmonia, revelando belezas impares, sensibilizam nossas Almas, estimulam nossas imaginações e, geralmente,promovem paz em nossos corações! Pois, captadas pelos dois maiores órgãos de nosso ser, a visão e o olhar, preenchem nosso universo interior nos conduzindo, sempre, à reflexão.São como alimentos. Energias que nos vitalizam e despertam nossas capacidades mais sutis de agir, em planos mais elevados.

Daí a importância de buscarmos, sempre, o bom, o belo e o verdadeiro.Se as imagens e as palavras forem harmônicas é por que revelam Verdades. Ou, no mínimo, retratam conteúdos que já existem em nosso próprio ser.Se nos forem belas é por que traduzem aspectos que compõem o mundo particular, de cada um de nós. Pois, só enxergamos ou ouvimos belezas se elas, antes, já existirem em nossas Almas. Nossas mentes não percebem, não traduzem arquétipos se eles não compuserem o nosso universo particular. A beleza das coisas é, na verdade – creio – reflexos de nossas próprias Almas que, de certa forma, funcionam como verdadeiros espelhos.

Quanto maior a sensibilidade, a capacidade de captar beleza, harmonia ou mesmo de sentir e interpretar a feiura ou a dor, sobretudo de nossos semelhantes, maior o conteúdo de cada ser. Mais preciosos são seus tesouros particulares, conquistados ao longo da jornada de suas Almas.Almas – penso – não são medidas pelo seu saber. Mas, pela sua particular capacidade de sentir! Talvez, por essa razão, há Verdades que se sentem, mas que não se podem ser traduzidas em palavras.

Comunguemos, pois, em silêncio!

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Princípios educacionais da Antroposofia

Rudolf Steiner

Fonte: www.terapiabiografica.com.br

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“Duas palavras mágicas caracterizam a maneira como a criança se relaciona com o mundo: imitação e exemplo. Mesmo na adolescência, os bons exemplos recebidos dos adultos são o que forma a estrutura moral e de valores do ser humano. Quando a criança pode imitar tais exemplos sadios numa atmosfera de amor, ela se encontra em seu elemento adequado.”

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Nos primeiros anos de vida, a criança aprende por imitação. Mesmo na adolescência, os bons exemplos recebidos dos adultos são o que forma a estrutura moral e de valores do ser humano. É o que ensina a ciência espiritual de Rudolf Steiner, médico alemão que, no começo do Século XX, fundou as bases da Antroposofia

“Duas palavras mágicas caracterizam a maneira como a criança se relaciona com o mundo: imitação e exemplo. O filósofo grego Aristóteles denominou o homem como o animal mais propenso a imitar; essa verdade vale para a idade infantil, até os sete anos, mais do que para qualquer outra. O que acontece no ambiente físico, a criança imita, e essa imitação confere aos órgãos físicos suas formas definitivas. Devemos considerar o ambiente físico em sua acepção mais ampla, incluindo nele não apenas o que se passa materialmente ao redor da criança, mas tudo o que ocorre, o que seus sentidos percebem, o que, a partir do espaço físico, é suscetível de agir sobre as forças espirituais. Isso inclui todas a ações morais e imorais, inteligentes e tolas que a criança possa perceber.

Não são, pois, as sentenças morais nem os ensinamentos da razão que atuam nesse sentido sobre a crianças, mas apenas o que os adultos fazem em sua redondeza de maneira visível. Preceitos deste tipo têm efeito plasmador, não sobre o corpo físico, mas sobre o etérico; porém esse, até a idade dos sete anos, tem o envoltório etérico protetor da mãe exatamente como, fisicamente falando, o corpo físico foi protegido antes do nascimento pelo envoltório materno.

O que deve desenvolver-se nesse corpo etérico antes do sétimo ano, quanto a representações, hábitos, memória, etc., deve fazê-lo espontaneamente, tal como o fazem os olhos e as orelhas no ventre da mãe sem que haja intervenção da luz exterior.

Seus órgãos físicos adquirem forma pela influência do ambiente físico. A visão desenvolve-se sadiamente quando existem no ambiente da criança fenômenos apropriados de luz e cor; no cérebro e na circulação sangüínea, formam-se as disposições para um sentido moral sadio, desde que a criança perceba em seu ambiente fatos morais. Se antes da idade de sete anos a criança vê ao seu redor apenas atitudes tolas, o cérebro adquire formas tais que a capacitam apenas para tolices na vida posterior.

Assim como os músculos da mão se tornam fortes e vigorosos quando exercem atividades apropriadas, o cérebro e os demais órgãos do corpo humano seguem o rumo certo quando recebem do ambiente os impulsos adequados.

Pode-se fazer para a criança uma boneca com um guardanapo dobrado: duas pontas serão os braços, as outras as pernas, um nó servira para a cabeça. Tendo à sua frente o guardanapo dobrado, a criança deve, por meio de sua fantasia, acrescentar algo que o transforme em figura humana. Essa atividade da fantasia tem efeito plasmador sobre as formas do cérebro. Porém, se a criança ganha uma linda boneca rosto de porcelana, nada resta ao cérebro para fazer, e ele atrofia-se em vez de desabrochar.

Se os homens pudessem olhar, como pode fazê-lo o pesquisador espiritual, para dentro do cérebro empenhado em estruturar suas próprias formas, com toda a certeza só dariam a seus filhos brinquedos suscetíveis de avivar as forças plasmadoras do cérebro.

Nossa época materialista produz poucos bons brinquedos. Veja-se como é saudável aquele brinquedo que, mediante dois pedaços de madeira deslocáveis, mostra dois ferreiros virados um contra o outro, martelando um objeto. Ótimos, também, são os livros ilustrados com figuras móveis: puxando os fios fixados nessas figuras, a criança transforma a ilustração morta em imagem animada. Tudo isso provoca a atividade íntima dos órgãos, a partir da qual se constróem as formas corretas para eles.

De acordo com a Ciência Espiritual, uma criança nervosa e irrequieta e outra letárgica e fleumática devem receber tratamentos diferentes, a começar pelo ambiente em que vivem. A esse respeito tudo é importante, desde as cores do quarto e dos objetos que normalmente rodeiam a criança até as cores das roupas com as quais ela é vestida.

Quando não se segue a orientação da Ciência Espiritual, freqüentemente se faz o contrário, pois os conceitos materialistas conduzem, em muitos casos, a soluções incorretas. Uma criança excitada deve ser rodeada e vestida de cores amarelas e vermelhas; no caso de uma criança impassível, convém recorrer a tonalidade azuis e esverdeadas. O que importa é a cor complementar produzida interiormente. No caso do vermelho, será a cor verde; no do azul, a alaranjada – como facilmente constatamos ao olhar durante algum tempo para uma superfície colorida nessas cores e depois fixar o olhar rapidamente numa superfície branca. Essa cor complementar é produzida pelos órgãos físicos da criança e provoca as estruturas orgânicas correspondentes, de acordo com suas necessidades. Se a criança irrequieta tem ao seu redor uma cor vermelha, esta produz intimamente a imagem complementar verde, que tem efeito calmante, e assim os órgão adquirem tendência à calma.

Convém levar em conta que o próprio corpo físico determina, nessa idade, o que lhe convém. Ele faz isso desenvolvendo adequadamente os apetites. De maneira geral, pode-se dizer que o corpo físico sadio requer o que lhe faz bem. Enquanto se tratar do corpo físico da criança, convém observar quais são os desejos do apetite sadio e da alegria. A alegria e o prazer são as forças que melhor plasmam as formas físicas dos órgãos.

Podemos incorrer em graves erros a esse respeito, deixando de proporcionar um entrosamento perfeito da crianças com seu ambiente físico. Isso pode acontecer em particular com os instintos relativos à alimentação. Podemos abarrotar a criança com certos alimentos, a ponto de fazê-la perder totalmente os instintos sadios relativos à comida; por meio de uma alimentação correta, esses instintos podem ser mantidos de tal maneira que a criança só solicite o que lhe for conveniente (isso se aplica até a um simples copo de água), enquanto recusa o que pode prejudicá-la.

Entre os impulsos que têm efeitos plasmadores sobre os órgãos físicos encontramos, pois, a alegria provocada pelo ambiente e, dentro desse, os rostos alegres dos educadores, como um amor antes de tudo sincero, nunca simulado. Tal amor, permeando calorosamente todo o ambiente, incuba, no verdadeiro sentido da palavra, as formas dos órgãos físicos.
Quando a criança pode imitar tais exemplos sadios numa atmosfera de amor, ela se encontra em seu elemento adequado. Deve-se observar rigorosamente que, ao seu redor, nada ocorra que ela não deva imitar. Ninguém deveria praticar qualquer ação dizendo-lhe isso você não pode fazer. Quando se vê a criança rabiscar letras muito antes de compreender seu sentido, constata-se que ela procura, nessa idade, apenas imitar. Aliás, é bom que ela primeiro imite estes signos e somente mais tarde entenda seu significado.

Com efeito, a tendência a imitar pertence à época em que se desenvolve o corpo físico, enquanto a interpretação do sentido diz respeito ao corpo etérico. É conveniente atuar sobre este ultimo só depois da troca dos dentes, quando já se desprendeu o envoltório etérico. Todo aprendizado deveria ocorrer, nessa época, especialmente pela imitação. É ouvindo que a criança melhor aprende a falar. Quaisquer regras e qualquer instrução artificial nada podem trazer de bom.

Nos primeiros anos da infância, meios educativos como as canções devem impressionar os sentidos por seu belo ritmo. O que importa não é tanto o conteúdo, mas a beleza sonora. Quanto mais algo vivifica a visão e o ouvido, tanto melhor. Nunca se deveria subestimar a força plasmadora de movimentos de dança acompanhando o ritmo de uma música.

Com a segunda dentição, o corpo etérico se liberta de seu envoltório etérico; começa então a época em que se pode exercer sobre ele uma influência pedagógica externa. Convém ter em mente quais fatores atuam de fora sobre o corpo etérico. Sua transformação e seu desenvolvimento caminham a par com uma transformação e uma mudança das inclinações, dos hábitos, da consciência, do caráter, da memória e dos temperamentos. O que atua sobre o corpo etérico são imagens, exemplos e uma orientação disciplinada da fantasia. Assim como até os sete anos de idade a criança deve ter exemplos físicos para serem imitados, entre a troca de dentes e a puberdade seu ambiente deve conter tudo o que possa orientá-lo por seu valor intrínseco e seu sentido. Isso ocorre com tudo o que atua através de imagem e por analogia.

O corpo etérico desenvolve sua força quando uma fantasia bem orientada pode seguir, como modelos e idéias, as imagens e impressões extraídas da vida ou recebidas pelo ensino. O que atua harmoniosamente sobre o corpo etérico em desenvolvimento não são conceitos abstratos, mas o elemento plástico – não o sensorial, mas o espiritual visível. A observação espiritual é o meio educativo mais apropriado para esses anos. Daí a importância, para o jovem, de ter à sua volta mestres, personalidade cujas maneiras de ver e julgar o mundo possa despertar nele as forças intelectuais e morais desejáveis.

Assim como imitação e exemplo eram as palavras mágicas para a educação dos primeiros anos, para os anos ora focalizados o são a aspiração a idéias e a autoridade. A autoridade natural, não-imposta, deve constituir a evidência espiritual imediata para que o jovem forme consciência, hábitos e inclinações e discipline seu temperamento, com cujos olhos observa o mundo. Valem principalmente para essa idade as belas palavras do poeta: cada um deve escolher o herói a quem pretende imitar em sua ascensão ao Olimpo.

Veneração e respeito são forças que devem fazer crescer o corpo etérico de maneira sadia. Quando falta essa veneração, as forças vivas do corpo etérico se atrofiam. Imaginemos a seguinte cena e o efeito produzido por ela sobre um menino de, digamos, oito anos de idade. Alguém lhe conta algo a respeito de uma pessoa particularmente venerável. Tudo o que ele ouve lhe incute um temor quase sagrado. Aproxima-se o dia em que ele deve ter o primeiro encontro com essa pessoa. Ao pressionar a maçaneta da porta atrás da qual deverá aparecer o ser venerável, um tremor de respeito o invade. Os belos sentimentos gerados por semelhante experiência permanecerão entre as reminiscências mais duradouras da vida. Feliz é o adolescente que pode elevar seu olhar para o mestre e educador como autoridades naturais, e isso não apenas em alguns momentos excepcionais, mas durante toda a juventude! Além dessas autoridades vivas, verdadeiras encarnações da força moral e intelectual, deve haver as autoridades espirituais aceitas.

O rumo espiritual do jovem deve ser determinado pelas grandes figuras da História, pela descrição de homens e mulheres modelares e não por princípios abstratos de moral, que só atuarão efetivamente depois que o corpo astral se tiver despedido de seu envoltório astral, na época da puberdade. Tais considerações devem nortear sobretudo o ensino da História.
Antes da troca dos dentes, todas as histórias, contos, etc. terão como único fim trazer à criança um ambiente de alegria e riso; mais tarde, as histórias deverão conter, além disso, imagens vívidas que incitem nos adolescentes o desejo de igualar os feitos descritos. Não se deve esquecer que maus hábitos podem ser combatidos por meio de imagens repugnantes apropriadas. Quando existem tais maus hábitos e inclinações, pouco adianta recorrer a admoestações. Contudo, muito pode ser feito para erradicá-los por meio de imagens realistas de homens maus que possuam os mesmos defeitos e sofram suas conseqüências negativas em sua vida posterior.

Convém ter em mente que não é de conceitos abstratos que o corpo etérico em formação recebe impulsos profundos, mas sim de imagens vívidas em sua clareza espiritual. É necessário, naturalmente, proceder com bastante tato para não provocar um efeito contraproducente. O que importa é a maneira como se contam as histórias. Por esse motivo, um conto bem narrado nunca pode ser substituído por uma leitura.”

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Vivemos tempos líquidos, nada é para durar

Giseli Betsy

Publicado em: www.lounge.obviousmag.org – clique e conheça

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“É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se” as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. As relações se misturam e condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Em um mundo cada vez mais dinâmico, fluido e veloz, seja real ou virtual.”

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Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. Este texto tem como base a ideia de líquido, característica presente nas relações humanas atuais. Inspirado na obra “Amor Líquido” – sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman. As relações se misturam e condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Em um mundo cada vez mais dinâmico, fluido e veloz, seja real ou virtual.

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 87 anos seus livros publicados venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Entre eles “Amor liquido” é talvez o livro mais popular de Bauman no Brasil. É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples e próxima do cotidiano, analisando as relações amorosas e, algumas particularidades da “modernidade liquida”. Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água.

Bauman tenta nos mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva já que todos querem relacionar-se, mas chega na hora, não conseguem. Seja por medo ou insegurança. O autor ainda cita como exemplo um vaso de cristal na primeira queda, quebra. As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.

É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se” as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo ou seja, caso haja defeito descarta-se ou até mesmo troca-se por versões mais atualizadas.

O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor de verdade foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas na qual se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Não existem mais responsabilidades de estar amando, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem sabem direito seu real significado.

Ainda para tentar explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Zygmunt Bauman fala da “ Afinidade e Parentesco.” O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável é aquilo que não nos dá escolha. A afinidade é ao contrário do parentesco, voluntária, esta é escolhida. Porém, e isso é importante, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Entretanto, vivendo em uma sociedade de total “descartabilidade” até as afinidades estão se tornando raras.

Bauman fala também sobre o amor próprio. Afirma que as pessoas precisam se sentir amadas, ouvidas, amparadas ou saber que sentem sua falta. Segundo ele ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, o que fazemos é aceitar essa classificação. Mas com tantas incertezas, relações sem forma, líquidas, na qual o amor nos é negado como teremos amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada. É uma descrição poética da situação.

“Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis […] um é segurança e o outro é liberdade, você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. […] Cada vez que você tem mais segurança você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo”. Bauman

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Estresse infantil

Rachel Costa

Fonte: www.istoe.com.br – clique e conheça

Sad Young Blonde Child

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“Agenda cheia, reprovação dos pais, conflitos na escola. É cada vez mais comum encontrar crianças que mal saíram da pré-escola e já cumprem agendas de “miniexecutivo”, com compromissos que se estendem ao longo do dia. A intenção dos pais ao submeter os filhos a essas rotinas é torná-los adultos super preparados para o competitivo mundo moderno. O preço que se paga por tanto esforço, porém, pode ser alto. Ainda pequenas, essas crianças passam a apresentar um problema de gente grande, o estresse. Outro perfil que se tornou comum nos consultórios é o da criança estressada pela superproteção dos pais. São os “reizinhos mandões”, como apelidou a psicopedagoga Edith Rubinstein. “Esses meninos e meninas têm muita voz dentro de casa e dificuldade de lidar com o esforço”, diz a especialista.”

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Agenda cheia, reprovação dos pais, conflitos na escola. Pesquisas na ár ea de neurociência e comportamento mostram como a exposição a fatores estressantes compromete o desenvolvimento das crianças e o que fazer para evitar danos futuros.

Natação, inglês, equitação, tênis, futebol. É cada vez mais comum encontrar crianças que mal saíram da pré-escola e já cumprem agendas de “miniexecutivo”, com compromissos que se estendem ao longo do dia. A intenção dos pais ao submeter os filhos a essas rotinas é torná-los adultos superpreparados para o competitivo mundo moderno. O preço que se paga por tanto esforço, porém, pode ser alto. Ainda pequenas, essas crianças passam a apresentar um problema de gente grande, o estresse. “É uma troca que não vale a pena”, afirma o psicoterapeuta João Figueiró, um dos fundadores do Instituto Zero a Seis, instituição especializada na atenção à primeira infância. “Frequentemente essa rotina impõe à criança um sentimento de incompetência, pois lhe são atribuídas tarefas para as quais ela não está neurologicamente capacitada.” Como uma bomba-relógio prestes a explodir, o estresse infantil tem ganhado status de problema de saúde pública. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Academia Americana de Pediatria publicou, em dezembro, novas diretrizes para ajudar os médicos a identificar e tratar esse mal. O risco dessa exposição, alertam os cientistas, são danos que vão bem além da infância, como a propensão a doenças coronarianas, diabetes, uso de drogas e depressão.

Dos poucos estudos brasileiros sobre estresse infantil, se destaca um levantamento realizado pela pesquisadora Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR). A pesquisa, feita com 220 crianças entre 7 e 12 anos nas cidades de Porto Alegre e São Paulo, revelou que oito a cada dez casos em que os pais buscam ajuda profissional para seus filhos por causa de alterações de comportamento têm sua origem no estresse. “O estresse é uma reação natural do nosso corpo, o problema é esse estímulo atingir níveis muitos altos ou se prolongar por longos períodos”, diz Ana Maria.

Para ajudar pais e profissionais de saúde a identificar quando há risco, cientistas do Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, propuseram uma divisão: o estresse positivo, aquele em que há pouca elevação dos hormônios e por pouco tempo; o tolerável, caracterizado pela reação temporária e que pode ser contornada quando a criança recebe ajuda; e o tóxico, o que deve ser combatido, ligado à estimulação prolongada do organismo, sem que a criança tenha alguém que a ajude a lidar com a situação. “A origem pode estar em episódios corriqueiros que gerem frustração ou aflição frequentemente, como brigas na escola ou com familiares, ou em situações únicas, mas com impacto muito grande, como a morte inesperada de alguém próximo, abuso sexual ou acidente”, esclarece Christian Kristensen, coordenador do programa de pós-graduação em psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Quando exposto a quantidades muito grandes dos hormônios do estresse, o organismo sofre uma espécie de intoxicação. Cai a imunidade, deixando a pessoa mais exposta a infecções, há uma interferência nos hormônios do crescimento e até mesmo o amadurecimento de partes essenciais do cérebro, como o córtex pré-frontal, é afetado. “Essa região é responsável pelo controle das funções cognitivas, como a capacidade de moderar a impulsividade e a tomada de decisões”, explica o neurocientista Antônio Pereira, do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Mas o que tem tirado as crianças do eixo tão prematuramente? No estudo realizado pelo Isma-BR, em primeiro lugar aparecem a crítica e a desaprovação dos pais, seguidas pelo excesso de atividades, o bullying e os conflitos familiares. Esse último fator mereceu atenção especial em uma pesquisa realizada na Universidade de Rochester, nos Estados Unidos. E o resultado comprovou uma suspeita antiga. “Em nosso estudo demonstramos que o ambiente estressante está associado à ocorrência mais frequente de doenças nas crianças”, disse à ISTOÉ a pediatra Mary Caserta, coordenadora do trabalho, que envolveu 169 crianças entre 5 e 10 anos. Muitas vezes, os pais nem desconfiam que a enfermidade do filho pode ter raízes no estresse. “Passa tão batido que às vezes a criança é medicada de modo errado”, diz Marilda Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress e professora da PUC-Campinas. Encontrar reações físicas intensas, mas sem nenhuma doença de fundo não é mais novidade para os médicos. “Cefaleias e dores abdominais causadas por estresse são as queixas mais comuns”, diz Ricardo Halpern, presidente do departamento de comportamento e desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Outro perfil que se tornou comum nos consultórios é o da criança estressada pela superproteção dos pais. São os “reizinhos mandões”, como apelidou a psicopedagoga Edith Rubinstein. “Esses meninos e meninas têm muita voz dentro de casa e dificuldade de lidar com o esforço”, diz a especialista. Não deixar a criança aprender a contornar situações difíceis é extremamente prejudicial. Isso porque uma característica importante para evitar os quadros de estresse tóxico é justamente a resiliência – a capacidade de a pessoa se adaptar e sair de situações adversas. “Quando a criança é sempre tirada pelos pais do apuro, ela não desenvolve essa habilidade e se torna mais suscetível ao estresse”, diz a psicanalista infantil Ana Olmos.

Com a evolução científica, o que se tem constatado é que não só no comportamento as reações ao estresse são distintas. Estudando um grupo de 210 crianças de 2 anos, pesquisadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, notaram que comportamentos diferentes estão associados a níveis distintos de cortisol no sangue. Os pequenos voluntários foram divididos em dois grupos: as “pombas” (crianças cautelosas e dóceis) ou os “falcões” (atrevidas e assertivas). Enquanto as “pombas” apresentavam uma elevação abrupta na quantidade de cortisol circulando na corrente sanguínea quando expostas a situações estressantes, nos “falcões” a concentração desse hormônio permanecia praticamente inalterada. E isso trazia consequências diversas para os dois grupos: “pombas” demonstraram mais chances de desenvolver depressão e ansiedade. Já os “falcões” estavam mais suscetíveis a comportamentos de risco, hiperatividade e déficit de atenção. “É importante reconhecer essas diferenças para intervir”, disse à ISTOÉ Melissa Sturge-Apple, coautora da pesquisa.

“O estresse é um fator de risco importante para a grande maioria das doenças mentais”, diz Guilherme Polanczyk, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. “E seu efeito sobre o organismo é bem maior em sistemas menos maduros, como o das crianças.” Prova disso foram os dados apresentados por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. A exposição à violência, ainda que moderada, foi capaz de gerar modificações no comportamento em 90% das 160 crianças entre 4 e 6 anos analisadas no estudo. As principais alterações eram pesadelos, voltar a fazer xixi na cama e a chupar o dedo. Em um terço dos pequenos voluntários, a consequência foi mais grave: ocorreram crises de asma, alergias e déficit de atenção ou hiperatividade. E 20% deles desenvolveram transtorno do estresse pós-traumático. “Quanto mais estresse na infância, maior a chance de se ter alterações físicas e psicológicas quando adulto”, disse à ISTOÉ Sandra Graham-Bermann, autora da pesquisa.

Foi após dois eventos estressores que a menina R., 14 anos, desenvolveu o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Na mesma semana, em 2009, ela viu o som do carro da mãe ser roubado e o pai escapar, por pouco, da tragédia no voo 3054 da TAM (que se chocou contra um hangar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, matando todos a bordo). Depois dos sustos, começou a manifestar manias de repetição. “O ritual de repetição me deixa muito ansiosa e me abate muito”, diz a menina. “Para os pacientes de TOC, a própria doença é considerada estresse crônico”, avalia o psiquiatra Eduardo Aliende Perin, membro do Consórcio Brasileiro de Pesquisa em TOC.

Estresse e transtornos mentais também vêm juntos quando falta diagnóstico. Foi o que ocorreu com o psiquiatra Jorge Simeão, 38 anos. Sem saber o que tinha, ele sofreu durante toda a sua adolescência e juventude. Muitos o consideravam um rapaz distraído, que não se preocupava com os outros. Foi preciso se formar na faculdade como médico psiquiatra para Simeão finalmente descobrir que os traços de comportamento que o acompanhavam não eram uma falha de caráter, mas uma alteração no funcionamento do seu cérebro. Ele tem transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). “O esforço que precisava fazer para me concentrar e a falta de compreensão de colegas me geraram uma tensão muito forte, a vida toda.” Histórias como a de Simeão são bem mais comuns do que se imagina. Pelos cálculos da Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças tem alguma desordem psiquiátrica e a grande maioria leva anos até receber o diagnóstico. A mais comum, de acordo com pesquisas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos, é a ansiedade, presente em 8% dos meninos e meninas abaixo dos 18 anos. Em seguida, aparecem a depressão (7,8%), os distúrbios de conduta (5,6%) e o TDAH (5%).

Ainda há poucas ações voltadas para a saúde mental infantil, mas algumas já demonstram bons resultados. Edmara de Lima, coordenadora pedagógica da Prima Escola Montessori, em São Paulo, orienta uma dessas. “Observamos as crianças sob três ângulos: primeiro analisamos o corpo, se ela enxerga e fala bem e se está com os hormônios em níveis adequados. Depois analisamos a inteligência, se está adequada à idade. Por último vemos as questões emocionais.” No Rio, o neurologista do comportamento Alexandre Ghelman ajusta os últimos detalhes para iniciar, no próximo semestre, um trabalho com alunos do terceiro ano do ensino médio para evitar a tensão, em especial a gerada pelo vestibular. “Vamos ensinar-lhes técnicas para que lidem melhor com as situações estressantes”, diz Ghelman. Entre as lições, os jovens vão aprender como identificar o que os tira do sério, quais são os sentimentos que os dominam nessa hora e como relaxar diante dos fatores estressores. A escola tem mesmo muito que contribuir. Foi graças ao alerta de uma professora que a editora gráfica Liliana Franco, 48 anos, levou o filho Rafael, então com sete anos, ao médico. “Ela me disse que ele estava lendo só a primeira linha dos enunciados das perguntas antes de responder às questões”, afirma Liliana. No psiquiatra, se descobriu que Rafael tem TDAH e ansiedade. Com o treino cognitivo-comportamental e o tratamento medicamentoso, porém, o garoto, hoje com 15 anos, conseguiu reverter vários sintomas e se prepara para prestar vestibular.

Nem todos, porém, têm a sorte de receber um diagnóstico precoce. Daí advêm as complicações. “Podemos fazer um paralelo entre os transtornos mentais e a diabete. Em ambos, você não vai curar a pessoa, mas quanto mais cedo é a intervenção, maiores as chances de reduzir seus impactos”, avalia o psiquiatra Christian Kieling. “A lacuna entre quem tem algum transtorno mental e aqueles que recebem o atendimento especializado é muito grande”, avalia Dévora Kestel, assessora regional de Saúde Mental da Organização Panamericana de Saúde (Opas). No Brasil, o governo federal planeja os primeiros passos. “Estamos começando a pensar uma política integrada entre os ministérios para cuidar da saúde mental na infância”, informou Paulo Bonilho, coordenador nacional de Saúde da Criança do Ministério da Saúde. Medida mais que necessária para desarmar a bomba-relógio do estresse infantil.

Massacre traumático

Até um ano atrás, um estudante armado invadir um colégio e atirar contra seus colegas era algo distante do imaginário brasileiro. A cena era usualmente associada a alguma tragédia americana – país que concentra 70% de ataques desse tipo. Desde 7 de abril de 2011, porém, o Brasil passou a integrar essa estatística. Wellington de Oliveira, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, invadiu o colégio e disparou contra alunos e funcionários, deixando 12 mortos. “É preciso atenção após tragédias, pois elas são importantes gatilhos para os transtornos mentais, em especial o do estresse pós-traumático”, avalia Fábio Barbirato, chefe do setor de psiquiatria da infância e adolescência da Santa Casa do Rio. Por isso, desde o massacre há um esforço coletivo para apagar essas marcas. No atendimento psicológico, que se iniciou no dia seguinte ao incidente, já passaram 90 crianças e 100 adultos. Cerca de metade deles segue em tratamento. Caíque, um menino de 3 anos que perdeu a tia Jéssika Guedes no massacre, ficou durante muito tempo perguntando quando a jovem voltaria para a casa. “Ele perguntava para quem ia à escola se Jéssika estava lá.” Com apoio psicológico, está aos poucos assimilando que a tia não voltará mais. Como ele, várias crianças e famílias ainda sofrem com a tragédia. “Pode demorar anos para esses efeitos negativos serem contornados”, disse à ISTOÉ o psiquiatra Timothy Brewerton, um dos responsáveis pelo atendimento às vítimas do massacre de Columbine, ocorrido em uma escola americana em 1999. Para ele, à medida que se aproxima o marco de um ano da tragédia, é preciso mais cuidado. “A efeméride é uma espécie de gatilho para novas reações emocionais.”

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O ser capaz

Nobuyuki Tsujii

Fonte: Página do atleta Pauê Aagaard no Facebook – clique e conheça

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“Nunca subestime a capacidade humana…

Reproduzir com perfeição “La Campanella”, de Liszt, é um desafio às habilidades de qualquer pianista. O pianista do vídeo em anexo é cego e portador da Síndrome de Down. Um verdadeiro anjo, que consegue transmitir a criação do compositor, numa interpretação perfeita, como se fosse de sua autoria. Sem a leitura, pode canalizar de maneira perfeitamente livre a composição…”

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O fígado e a vitalidade

Dr. Nilo Gardin

Fonte: Periodicum Weleda nº 41 Outono de 2007

Autumn

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“Para a medicina antroposófica, as doenças psíquicas podem se originar na esfera orgânico-vital. Depressão e insônia, por exemplo, podem ter sua origem no metabolismo, especialmente no fígado, assim como a enxaqueca. O fígado faz a individualização das substâncias e cuida do metabolismo energético, o que nos confere vontade, força para decisão e atuação. O correto funcionamento do fígado deve trazer os aspectos fleumáticos do temperamento: bem estar, aparência jovial e uma boa “metabolização” das vivências tristes, que não chegam a causar depressão. O mal funcionamento do fígado pode levar à fraqueza de vontade, inércia, depressão, sintomas digestivos (empachamento, gosto amargo, intolerância à gordura) e medo da vida.”

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Problemas comuns como depressão e enxaqueca podem estar relacionados ao fígado.

Se nos últimos 50 anos ocorreram grandes avanços no tratamento e prevenção das doenças cardíacas, nos próximos 50 provavelmente assistiremos isso acontecer em relação às doenças do fígado. Além da hepatite C, que hoje acomete 3% da população mundial e supera a AIDS em número de casos, diversas outras doenças hepáticas passam ganhar maior importância nos meios científicos.

O fígado, maior víscera do corpo humano, é um de nossos órgãos essenciais. Pela veia porta chega ao fígado todas as substâncias absorvidas pelo tubo digestivo, com exceção de parte dos lipídios que é transportada por via linfática. Ao receber esses nutrientes, o fígado sintetiza proteínas e armazena glicose para ser usada nos períodos de jejum, além de vitaminas e gorduras.

Outras funções não menos importantes são a desintoxicação e neutralização de toxinas que tenham sido absorvidas, e a secreção de bile, que se concentra na vesícula, para participar da digestão especialmente de gorduras.

Cerca de 71% da composição do fígado é de água. Para se ter uma idéia comparativa, o sangue tem 78%. Por isso a medicina antroposófica o chama de “órgão água”. Ao lado disso ele participa ativamente do balanço hídrico do corpo humano. Como a água é o veículo imprescindível da vida, o fígado é o principal órgão da nossa vitalidade.

De acordo com Rudolf Steiner e Ita Wegman, criadores da medicina antroposófica, no metabolismo existem 2 ritmos complementares e alternados: a atividade biliar e a atividade hepática. A primeira é diurna, tem seu pico às 15 horas, é catabólica, caracterizada pela maior excreção de bile – o que explica a melhor tolerância aos alimentos gordurosos durante o dia. À noite, com pico às 3 horas, predomina a atividade do fígado, de anabolismo, de armazenamento de glicose.

Para a medicina antroposófica, as doenças psíquicas podem se originar na esfera orgânico-vital. Depressão e insônia, por exemplo, podem ter sua origem no metabolismo, especialmente no fígado, assim como a enxaqueca.

O fígado faz a individualização das substâncias e cuida do metabolismo energético, o que nos confere vontade, força para decisão e atuação. O correto funcionamento do fígado deve trazer os aspectos fleumáticos do temperamento: bem estar, aparência jovial e uma boa “metabolização” das vivências tristes, que não chegam a causar depressão. O mal funcionamento do fígado pode levar à fraqueza de vontade, inércia, depressão, sintomas digestivos (empachamento, gosto amargo, intolerância à gordura) e medo da vida.

Quando Hipócrates, o pai da medicina, nomeou a melancolia, ele fazia referência a um processo hepático mórbido (mélas, ‘negro’ + kholê, ‘bile’; melancolia: bile negra).

Para harmonizar o ritmo fígado – atividade biliar, algumas orientações alimentares são úteis. Na depressão, a pessoa não se interessa pelo mundo. Para que exista na alma esse interesse, deve-se formar no metabolismo a base do mesmo processo, relacionado ao alimento – que vem do mundo externo. Os amargos assumem papel central – rúcula, agrião, chicória, almeirão, boldo do Chile, mil folhas, losna, carqueja etc. Somados aos condimentos, eles fazem o processo digestivo ter mais “interesse” pelo alimento, aumentando a quantidade e a qualidade dos sucos digestivos. Devem ser evitados: açúcar concentrado, as gorduras animais e o leite (extremamente fermentativo), e àqueles cansados mentalmente deve-se recomendar raízes e tubérculos coloridos (beterraba, cenoura, mandioquinha, salsa, etc.) para vitalizar o sistema neuro sensorial.

Deve se dar preferência aos alimentos orgânicos, visando não intoxicar ainda mais o fígado com os agrotóxicos e fertilizantes químicos, usualmente encontrados nos alimentos não orgânicos.

Ritmo é fundamental, pois a base de nosso metabolismo está ligada ao ritmo, contrariamente às tendências da vida moderna. Sono e vigília; trabalho e descanso; horários regulares de alimentação – quando tudo isso ocorre com harmonia, existe uma capacidade vital maior.

Obviamente que esse é apenas o início de um tratamento mais profundo, que deverá ser conduzido por médico com experiência no assunto.

Visão semelhante tem a medicina tradicional chinesa, que considera que no fígado aloja-se o hun, a alma etérea, que dá a capacidade de realizar os sonhos, ter estratégias com discernimento e sabedoria, e é afetado pela raiva.

Ao lado daquilo que essas abordagens médicas holísticas dão aos problemas do fígado, cabe a cada um cuidar bem de sua vitalidade, para assim assistir o que virá nos próximos 50 anos. Ou 100.

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A turma do “Eu me acho”

Camila Guimarães, Luiza Karam e Isabella Ayub

Fonte: www.revistaepoca.globo.com – clique aqui e conheça

Narcisismo

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“A educação moderna exagerou no culto à autoestima – e produziu adultos que se comportam como crianças. Como enfrentar esse problema? Com uma visão distorcida de suas qualidades, com dificuldade para lidar com as críticas e aprender com seus erros, muito jovens narcisistas não conseguem se acertar em nenhuma carreira. Outros vão parar na terapia. Esses jovens acham que podem muito. Quando chegam à vida adulta, descobrem que simplesmente não dão conta da própria vida. Ou sentem uma insatisfação constante por achar que não há mais nada a conquistar. Eles são estatisticamente mais propensos a desenvolver pânico e depressão. Também são menos produtivos socialmente.”

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A educação moderna exagerou no culto à autoestima – e produziu adultos que se comportam como crianças. Como enfrentar esse problema

Os alunos do 3º ano de uma das melhores escolas de ensino médio dos Estados Unidos, a Wellesley High School, em Massachusetts, estavam reunidos, numa tarde ensolarada no mês passado, para o momento mais especial de sua vida escolar, a formatura. Com seus chapéus e becas coloridos e pais orgulhosos na plateia, todos se preparavam para ouvir o discurso do professor de inglês David McCullough Jr. Esperavam, como sempre nessas ocasiões, uma ode a seus feitos acadêmicos, esportivos e sociais. O que ouviram do professor, porém, pode ser resumido em quatro palavras: vocês não são especiais. Elas foram repetidas nove vezes em 13 minutos. “Ao contrário do que seus troféus de futebol e seus boletins sugerem, vocês não são especiais”, disse McCullough logo no começo. “Adultos ocupados mimam vocês, os beijam, os confortam, os ensinam, os treinam, os ouvem, os aconselham, os encorajam, os consolam e os encorajam de novo. (…) Assistimos a todos os seus jogos, seus recitais, suas feiras de ciências. Sorrimos quando vocês entram na sala e nos deliciamos a cada tweet seus. Mas não tenham a ideia errada de que vocês são especiais. Porque vocês não são.”

O que aconteceu nos dias seguintes deixou McCullough atônito. Ao chegar para trabalhar na segunda-feira, notou que havia o dobro da quantidade de e-mails que costumava receber em sua caixa postal. Paravam na rua para cumprimentá-lo. Seu telefone não parava de tocar. Dezenas de repórteres de jornais, revistas, TV e rádio queriam entrevistá-lo. Todos queriam saber mais sobre o professor que teve a coragem de esclarecer que seus alunos não eram o centro do universo. Sem querer, ele tocara num tema que a sociedade estava louca para discutir – mas não tinha coragem. Menos de uma semana depois, McCullough fez a primeira aparição na TV. Teve de explicar que não menosprezava seus jovens alunos, mas julgava necessário alertá-los. “Em 26 anos ensinando adolescentes, pude ver como eles crescem cercados por adultos que os tratam como preciosidades”, disse ele a ÉPOCA. “Mas, para se dar bem daqui para a frente, eles precisam saber que agora estão todos na mesma linha, que nenhum é mais importante que o outro.”

A reação ao discurso do professor McCullough pode parecer apenas mais um desses fenômenos de histeria americanos. Mas a verdade é que ele tocou numa questão que incomoda pais, educadores e empresas no mundo inteiro – a existência de adolescentes e jovens adultos que têm uma percepção totalmente irrealista de si mesmos e de seus talentos. Esses jovens cresceram ouvindo de seus pais e professores que tudo o que faziam era especial e desenvolveram uma autoestima tão exagerada que não conseguem lidar com as frustrações do mundo real. “Muitos pais modernos expressam amor por seus filhos tratando-os como se eles fossem da realeza”, afirma Keith Campbell, psicólogo da Universidade da Geórgia e coautor do livro Narcisism epidemic (Epidemia narcisista), de 2009, sem tradução para o português. “Eles precisam entender que seus filhos são especiais para eles, não para o resto do mundo.”

Em português, inglês ou chinês, esses filhos incensados desde o berço formam a turma do “eu me acho”. Porque se acham mesmo. Eles se acham os melhores alunos (se tiram uma nota ruim, é o professor que não os entende). Eles se acham os mais competentes no trabalho (se recebem críticas, é porque o chefe tem inveja do frescor de seu talento). Eles se acham merecedores de constantes elogios e rápido reconhecimento (se não são promovidos em pouco tempo, a empresa foi injusta em não reconhecer seu valor). Você conhece alguém assim em seu trabalho ou em sua turma de amigos? Boa parte deles, no Brasil e no resto do mundo, foi bem-educada, teve acesso aos melhores colégios, fala outras línguas e, claro, é ligada em tecnologia e competente em seu uso. São bons, é fato. Mas se acham mais do que ótimos.

“Esse grupo tem dificuldade em aceitar críticas e tarefas que não consideram a sua altura”, diz Daniela do Lago, especialista em comportamento no trabalho e professora da Fundação Getulio Vargas. Daniela conta que, recentemente, uma das empresas para a qual dá consultoria selecionava candidatos ao cargo de supervisor. A gerente do departamento de marketing fazia as entrevistas, e uma de suas estagiárias a procurou, se candidatando ao cargo. A gerente disse que gostara da iniciativa ousada, mas respondeu que a moça ainda não estava madura nem preparada para assumir a função. Ela fora contratada havia apenas dois meses. Mesmo assim não gostou da resposta. “Achou que sofria perseguição”, diz Daniela. Dentro das empresas brasileiras, esse tipo de comportamento já foi identificado como a principal causa da volatilidade da mão de obra jovem. A Page Personnel, uma das maiores empresas de recrutamento de jovens em início de carreira, fez um levantamento entre brasileiros de até 30 anos sobre suas expectativas de promoção. Quase 80% responderam que pretendem mudar de empresa se não forem promovidos.

A expectativa exagerada dos jovens foi detectada no livro Generation me (Geração eu), escrito em 2006 por Jean Twenge, professora de psicologia da Universidade Estadual de San Diego. No trabalho seguinte, em parceria com Campbell, ela vasculhou os arquivos de uma pesquisa anual feita desde os anos 1960 sobre o perfil dos calouros nas universidades. Descobriu que os alunos dos anos 2000 tinham traços narcisistas muito mais acentuados que os jovens das três décadas anteriores. Em 2006, dois terços deles pontuaram acima da média obtida entre 1979 e 1985. Um aumento de 30%. “O narcisismo pode levar ao excesso de confiança e a uma sensação fantasiosa sobre seus próprios direitos”, diz Campbell.

Os maiores especialistas no assunto concordam que a educação que esses jovens receberam na infância é responsável por seu ego inflado e hipersensível. E eles sabem disso. Uma pesquisa da revista Time e da rede de TV CNN mostrou que dois terços dos pais americanos acreditam que mimaram demais sua prole. Sally Koslow, uma jornalista aposentada, chegou a essa conclusão depois que seu filho, que passara quatro anos estudando fora de casa e outros dois procurando emprego, voltou a morar com ela. “Fizemos um superinvestimento em sua educação e acompanhamos cada passo para garantir que ele tivesse sua independência”, diz ela. “Ao ver meu filho de quase 30 anos andando de cueca pela sala, percebi que deveria tê-lo deixado se virar sozinho.”

Que criação é essa que, mesmo com a garantia da melhor educação e sem falta de atenção dos pais, produz legiões de narcisistas com dificuldade de adaptação? Os estilos de criação modernos têm em comum duas características. A primeira é o esforço incansável dos pais para garantir o sucesso futuro de sua prole – e esse sucesso depende, mais do que nunca, de entrar numa boa universidade e seguir uma carreira sólida. Nos Estados Unidos, a tentativa de empacotar as crianças para esse modelo de vida começa desde cedo. Escolas infantis selecionam bebês de 2 anos por meio de testes. Isso acontece no Brasil também. No colégio paulista Vértice, um dos mais bem classificados no ranking do Enem, há fila para uma vaga no jardim da infância.

O segundo pilar da criação moderna está na forma que os pais encontraram para estimular seus filhos e mantê-los no caminho do sucesso: alimentando sua autoestima. É uma atitude baseada no Movimento da Autoestima, criado a partir das ideias do psicoterapeuta canadense Nathaniel Branden, hoje com 82 anos. Em 1969, ele lançou um livro pregando que a autoestima é uma necessidade humana. Não atendida, ela poderia levar a depressão, ansiedade e dificuldades de relacionamento. Para Branden, a chave para o sucesso tanto nas relações pessoais quanto profissionais é nutrir as pessoas com o máximo possível de autoestima desde crianças. Tal tarefa, diz ele, cabe sobretudo a pais e professores. Foi uma mudança radical na maneira de olhar para a questão. Até a década de 1970, os pais não se preocupavam em estimular a autoestima das crianças. Temiam mimá-las. O movimento de Branden chegou ao auge nos Estados Unidos em 1986, quando o então governador da Califórnia, George Deukmejian, assinou uma lei criando um grupo de estudos de autoestima. Os pesquisadores deveriam descobrir como as escolas e as famílias poderiam estimulá-la.

Os pais reuniram esses dois elementos – o desejo de ver o filho se dar bem na vida e a ideia de que é preciso estimular a autoestima – e fizeram uma tremenda confusão. Na ânsia de criar adultos competentes e livres de traumas, passaram a evitar ao máximo criticá-los. O elogio virou obrigação e fonte de trapalhadas. Para fazer com que as crianças se sintam bem com elas mesmas, muitos pais elogiam seus filhos até quando não é necessário. O resultado é que eles começam a acreditar que são bons em tudo e criam uma imagem triunfante e distorcida de si mesmos. Como distinguir o elogio bom do ruim? O exemplo mais comum de elogio errado, dizem os psicólogos, é aquele que premia tarefas banais. Se a criança sabe amarrar o tênis, não é necessário parabenizá-la por isso todo dia. Se o adolescente sabe que é sua obrigação diária ajudar a tirar a mesa, diga apenas obrigado. Não é preciso exaltar sua habilidade em dobrar a toalha. Os elogios mais inadequados são feitos quando não há nada a elogiar. Se o time de futebol do filho perde de goleada – e o desempenho dele ajudou na derrota –, não adianta dizer: “Você jogou bem, o que atrapalhou foi o gramado ruim”. Isso não é elogio. É mentira.

Para piorar, um grupo de psicólogos afirma agora que a premissa fundamental do movimento da autoestima estava errada. “Há poucas e fracas evidências científicas que mostram que alta autoestima leva ao sucesso escolar ou profissional”, diz Roy Baumeister, professor de psicologia da Universidade Estadual da Flórida. Ele é responsável pela mais extensa e detalhada revisão dos estudos feitos sobre o tema desde a década de 1970. Descobriu que a autoestima alta é provocada pelo sucesso – não é causa dele. Primeiro vêm a nota boa e a promoção no trabalho, depois a sensação de se sentir bem – não o contrário. “Na verdade, a autoestima elevada pode ser muitas vezes contraproducente. Ela produz indivíduos que exageram seus feitos e realizações.” Outra de suas conclusões é que o elogio mal aplicado pode ser negativo. “Quando os elogios aos estudantes são gratuitos, tiram o estímulo para que os alunos trabalhem duro”, afirma.

Narcisistas sem rumo

Com uma visão distorcida de suas qualidades, com dificuldade para lidar com as críticas e aprender com seus erros, muito jovens narcisistas não conseguem se acertar em nenhuma carreira. Outros vão parar na terapia. Esses jovens acham que podem muito. Quando chegam à vida adulta, descobrem que simplesmente não dão conta da própria vida. Ou sentem uma insatisfação constante por achar que não há mais nada a conquistar. Eles são estatisticamente mais propensos a desenvolver pânico e depressão. Também são menos produtivos socialmente.

Em terapia desde os 15 anos, Priscila Pazzetto tem hoje 25 e não hesita em dizer que foi e ainda é mimada. “Uma vez pedi para minha mãe me pôr de castigo, porque não sabia como era”, afirma. Os pais se referem a ela como “nossa taça de champanhe”, a caçula de três irmãos que veio brindar a felicidade da família num momento em que seu pai lutava contra um câncer. “Nasci no Ano-Novo. Quando assistia às chuvas de fogos na TV, meus pais diziam que aquilo tudo era para mim, para comemorar meu aniversário”, diz Priscila.

Quando cresceu, nada disso a ajudou a terminar o que começava. Tentou inglês, teatro, tênis, caratê, futebol, jiu-jítsu e natação. Interrompeu até o hipismo, pelo qual era apaixonada. Estudou em sete colégios particulares de São Paulo e, com frequência, seu pai precisou interferir para que ela passasse de ano. Passou em três vestibulares, mas não concluiu nenhum curso superior. “Simplesmente não me sinto motivada a ir até o fim”, afirma. Ainda morando com os pais, Priscila acaba de fazer um curso técnico de maquiagem e diz que arrumou emprego na butique de uma amiga. Tenta de novo começar.

Claro, nem todos da turma do “eu me acho” estão sem rumo. Muitos são empreendedores bem-sucedidos, e seu estilo de vida – independente, inquieto, individualista – tem defensores ferozes. Um deles é a escritora americana Penelope Trunk, uma ex-jogadora de vôlei de praia que se tornou a maior propagandista da geração nascida na década de 1980, chamada nos Estados Unidos de geração Y. “Qual o problema em se sentir o máximo?”, diz ela. “Se você se sente incrível, tem mais chances de fazer coisas incríveis, sem ligar para pessoas que recomendam o contrário.” Quando os integrantes da turma do “eu me acho” conseguem superar o fato de não ser perfeitos e se põem a usar com dedicação a excelente bagagem técnica e cultural que receberam, coisas muito boas podem acontecer.

Aos 20 anos, no início de sua carreira, o paulistano Roberto Meirelles, hoje com 26, conseguiu seu primeiro estágio. Seu sonho era se tornar diretor de arte. Morava com a mãe numa casa confortável, tinha seu próprio carro e não sofria nenhuma pressão para sair de casa. Resolveu trabalhar até de graça. Aos 24 anos, foi promovido e assumiu o cargo que almejava. Chamou os amigos e deu uma festa. Seus pais ficaram orgulhosos. Sete meses depois, assinou sua carta de demissão. Não era aquilo que ele realmente queria. Seus antigos colegas de trabalho riram ao ouvir que ele estava deixando a agência para “fazer algo em que acreditava”. Seus pais não compreenderam o que ele queria dizer com “curadoria de conhecimento”, expressão que usou para definir seu empreendimento. Apesar da descrença geral, ele foi em frente e criou com dois amigos uma empresa que seleciona informação e organiza estudos sobre temas diversos, para vendê-los no mercado corporativo e para pessoas físicas. Com dois anos recém-completados, a Inesplorato conseguiu faturamento de R$ 1,4 milhão. “Minha maior conquista foi conseguir ganhar dinheiro com uma ideia própria. Eu amo isso”, diz Meirelles.

ma das conclusões a que o psicólogo Baumeister chegou na revisão dos estudos sobre autoestima pode servir de esperança para os jovens da geração “eu me acho” que ainda estão perdidos: a autoestima produz indivíduos capazes de fazer grandes reviravoltas em sua vida. Justamente por ter um ego exaltado, eles têm a ferramenta para ser mais persistentes depois de um fracasso. Em seu último livro, Força de vontade (Editora Lafonte), Baumeister dá outra dica de como conduzir a vida: ter controle dos próprios impulsos é mais importante que a autoestima como fator de sucesso. “A força de vontade é um dos ingredientes que nos ajudam a ter autocontrole. É a energia que usamos para mudar a nós mesmos, o nosso comportamento, e tomar decisões”, disse ele a ÉPOCA no ano passado.

Também há esperança para os pais que se pegam diariamente na dúvida sobre como lidar com suas crianças. Muitos deles conseguem criar seus filhos equilibrando limite e afeto e ensinando a lidar com frustrações sem ferir a autoestima (leia os quadros acima). Na casa de Maria Soledad Más, de 49 anos, e Helder, de 35, pais de Natália, de 9 anos, e Mariana, de 11, os direitos estão ligados ao merecimento e a responsabilidades. “As meninas aprenderam a lidar com erros e frustrações desse jeito”, diz Helder. Para Mariana, uma frustração é não ter celular, já que a maioria das amiguinhas tem seu próprio aparelho. “Explico a ela que ter celular envolve responsabilidade e que ela é muito nova”, diz a mãe. “Claro que esse assunto sempre volta à tona, mas não incomoda. Ela acata bem nossas decisões.”

Esses modelos de criação domésticos são chamados pelos psicólogos de “estilo parental”. Não é uma atitude isolada ou outra. É o clima emocional criado na família graças ao conjunto de ações dos pais para disciplinar e educar os filhos. Eles começaram a ser estudados em 1966 pela psicóloga Diana Baumrind, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Berkeley. De acordo com sua observação, ela dividiu os pais em três tipos: os autoritários, os permissivos e aqueles que têm autoridade, os competentes. O melhor modelo detectado por psicólogos, claro, são os pais competentes. Eles são exigentes – sabem exercer o papel de pai ao impor limites e regras que os filhos devem respeitar –, mas, ao mesmo tempo, são flexíveis para escutar as demandas das crianças e ceder, se julgarem necessário. A criança pode questionar por que não pode brincar antes de fazer o dever de casa, e eles podem topar que ela faça como queira, contanto que o dever seja feito em algum momento. Mas jamais admitirão que a criança não cumpra com sua obrigação. Ao dar limites, podem ajudar o filho a aprender a escolher e a administrar seu tempo. Os filhos de pais competentes costumam ser muito responsáveis, seguros e maduros. Têm altos índices de competência psicológica e baixos índices de disfunções sociais e comportamentais .

Os piores resultados vêm da criação de pais negligentes. Eles não são exigentes, não impõem limites e nem estão abertos a ouvir as demandas dos filhos. Segundo pesquisas brasileiras – com amostras pequenas, que não devem ser tomadas como definitivas –, esse é o estilo parental que predomina no país nos últimos anos. Quando se fala em estilo negligente de criação, isso não quer dizer que a criança está abandonada e não receba o suficiente para suprir suas necessidades materiais e de afeto. O problema é mais sutil. Com medo de parecer repressores, esses pais hesitam em impor limites. “É uma interpretação errônea dos modelos educacionais propostos a partir da década de 1970. Eles pregavam que a criança não deveria ser cerceada para que pudesse manifestar todo seu potencial”, diz Claudete Bonatto Reichert, professora do Departamento de Psicologia da Universidade Luterana do Brasil. “Provavelmente, a culpa que os pais sentem por trabalhar fora leva a isso.”

Se parece difícil implantar em sua casa o modelo dos pais com autoridade, ainda há outra esperança. Nem todos concordam que os pais sejam totalmente responsáveis pela formação da personalidade dos filhos. A psicóloga britânica Judith Harris, de 74 anos, ficou famosa por discordar do tamanho da influência dos pais na criação dos filhos. Para ela, se os filhos lembram em algo os pais, não é graças à educação, mas à genética. “Os pais assumem que ensinaram a seus filhos comportamentos desejáveis. Na verdade, foram seus genes”, afirma. O resto, diz Judith, ficará a cargo dos amigos, a quem as crianças se comparam. É por isso que ela acha inútil tentar dar aos filhos uma criação diferente da turma do “eu me acho”. “Houve uma mudança enorme na cultura”, afirma. “As crianças são vistas como infinitamente preciosas. Recebem elogios demais não só em casa, mas em qualquer lugar aonde vão. O modelo de criação reflete a cultura.”

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Que lindo seria se nós pudéssemos ensinar
a nossas crianças que é preciso esperar

Carolina Delboni

Fonte: www.brasilpost.com.br – clique e conheça

criança esperando

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“Simbolicamente, estão trocando os alimentos. Alimentar uma criança com comida é alimentá-la com amor e de amor. Alimentá-la com imagens e sons de iPad é alimentá-las de impaciência, falta de respeito, falta de dialogo, falta de interação e principalmente, falta de tédio. A médica fonoaudióloga carioca Maria Lúcia Novaes Menezes fala da quantidade assustadora de crianças que têm recebido em seu consultório com a queixa de não se comunicarem por volta dos 2/3 anos de idade. Ela diz que em 80% dos casos a criança simplesmente não fala porque não recebe estímulos dos pais. Porque não existe dialogo, não existe troca. Existem ipads nas mesas dos restaurantes e com isso crianças que crescem mudas e sem a capacidade de aprender a esperar.”

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Criança não espera. Elas enlouquecem a gente até que cedemos e damos algo, literalmente, pra que fiquem quietas. Mas nós adultos já aprendemos a esperar (e aprendemos quando criança). Hoje, nossa espera é vivida. A deles é com o iPad ou a TV na cara ligada – e com som ainda. Pais não sentam mais a mesa num restaurante sem que antes já liguem o desenho para a criança. Muitas vezes colocam o iPad dentro do prato.

Simbolicamente, estão trocando os alimentos. Alimentar uma criança com comida é alimentá-la com amor e de amor. Alimentá-la com imagens e sons de iPad é alimentá-las de impaciência, falta de respeito, falta de dialogo, falta de interação e principalmente, falta de tédio. Porque pode ser extremamente tedioso ficar a mesa “sem fazer nada” esperando a comida chegar. Mas é nessa espera que aprendemos a transformar tédio em algo maior como a conversa com os pais.

Recentemente saiu uma entrevista muito interessante no R7 (que repercutiu pacas em sites e blogs), onde a médica fonoaudióloga carioca Maria Lúcia Novaes Menezes fala da quantidade assustadora de crianças que têm recebido em seu consultório com a queixa de não se comunicarem por volta dos 2/3 anos de idade. Ela diz que em 80% dos casos a criança simplesmente não fala porque não recebe estímulos dos pais. Porque não existe dialogo, não existe troca. Existem ipads nas mesas dos restaurantes e com isso crianças que crescem mudas e sem a capacidade de aprender a esperar.

Aparentemente, tentar agradar toda hora (ou muitas vezes temer o próprio filho) é o primeiro passo pra rejeição. Você tira dele a possiblidade de fazer ninhos, fazer laços. A criança se isola primeiro dos pais e logo mais do restante da família e até mesmo dos amigos. Ela perde, aos poucos, a capacidade de se relacionar e se comunicar. Acredite se quiser, tudo isso porque interrompemos o processo da espera. Porque estamos sempre ansiosos para preencher o tempo de nossos filhos e não deixa-los entediados. Etimologicamente, o verbo “esperar” vem de “esperança” que significa contar com, confiar em. Quando a criança espera e tem pais ao lado dela reafirmando a necessidade da espera, ela ganha confiança. E um pouquinho de tédio não mata ninguém 😉

Ah, a espera…. Que lindo seria se nós pudéssemos ensinar a nossas crianças que é preciso esperar as pessoas saírem do elevador antes de nós entrarmos, que é preciso esperar os que estão na nossa frente para chegar nossa vez, que é preciso esperar todos terminarem na mesa para poder levantar, que é preciso esperar crescer para ter o que se quer… Que é preciso aprender a esperar para respeitar o próximo, para convivermos, minimamente, melhor num mundo onde não existe mais o outro porque o “eu” é tão imediatista que se eu não suprir minhas vontades já eu morro. Daí ensinamos nossas crianças que o outro não importa, que conseguimos fácil e rápido tudo que queremos com um gritar, com um chilique. Tiramos a espera e junto tiramos a possibilidade da conquista. Ganhar de mão beijada não tem graça. Logo a criança encosta e pede outro e a insatisfação vai crescer. E para suprir será cada mais difícil.

A espera gera expectativa do que está por vir. Espera gera respeito, gera noção do próximo, gera dialogo, gera estímulos, gera confiança, gera amizades e, com certeza, gera um mundo melhor. Desculpem a frase feita, mas é isso mesmo: crianças que aprenderem a esperar vão aprender a viver em sociedade e na sociedade. Como parte dela e não no centro dela. Requisito básico para um futuro que todos queremos.

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O Comercialismo na Vida das Crianças

Susan Linn

Publicado no perfil do Facebook da Vovó Lupo – clique e conheça

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“Hoje, a atividade de lazer preferida das crianças, seja em países industrializados ou em desenvolvimento, é ver televisão. Mais do que nunca, as crianças precisam de tempo, espaço, ferramentas e silêncio, essenciais para desenvolverem suas aptidões para curiosidade, criatividade, autorreflexão e envolvimento com significado no mundo. Mas quando o consumismo e o materialismo dominam a sociedade, os jogos criativos deixam de ser valorizados.As crianças que entram sem grande esforço no mundo do faz-de-conta são mestras da transformação. Podem fazer aparecer algo a partir do nada e logo transformar um simples graveto, por exemplo, em uma varinha mágica, uma espada, um mastro de navio ou uma ferramenta para desenhar na areia. Sua diversão não depende da novidade da compra, mas sim do que conseguem imaginar a partir do seu ambiente. Sendo assim, é mais provável que tenham recursos internos para resistir às mensagens que as empurram para o consumo excessivo.”

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O marketing está ligado a um grande número de problemas sociais e de saúde pública que as crianças enfrentam atualmente. A Organização Mundial da Saúde e outras instituições de saúde pública identificam o marketing dirigido ao público infantil como um fator significativo na epidemia mundial de obesidade infantil. Além disso, a propaganda e o marketing têm sido associados a distúrbios alimentares, sexualização, violência juvenil, estresse familiar e uso de álcool e cigarro por menores de idade.

Dentre os efeitos mais perturbadores do acesso irrestrito do marketing às crianças está o declínio das brincadeiras criativas, essenciais para o desenvolvimento saudável. As forças comerciais que impedem o desenvolvimento da capacidade infantil natural de brincar são assustadoras. Mas existe um movimento em franca expansão para resgatar a infância das mãos dos marqueteiros e um ressurgimento do interesse em proteger e promover o “faz-de-conta” prático, não estruturado e desenvolvido pelas crianças.

Por que Brincar é Importante

O brincar tem um aspecto cultural universal e é fundamental para o bem-estar das crianças – o que levou as Nações Unidas, em sua Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, a incluir esse item na lista de direitos garantidos. Brincar é essencial para um desenvolvimento saudável, e garantir o direito de brincar das crianças é um componente básico para um mundo sustentável. No entanto, no século 21, a brincadeira criativa e prática é uma espécie em extinção. Talvez a ameaça mais insidiosa e poderosa ao direito que cada criança adquire ao nascer seja a escalada do comercialismo na vida dos pequenos.

Poder brincar de forma criativa é essencial para a capacidade humana de experimentar, agir em vez de reagir, e diferenciar-se do entorno. É assim que as crianças lutam com a vida e dão sentido a ela. A espiritualidade e os avanços + científicos e artísticos têm suas raízes no brincar. O brincar promove atributos essenciais para uma população democrática, tais como curiosidade, raciocínio, empatia, compartilhamento, cooperação e um sentido de competência – a crença de que o indivíduo pode fazer diferença no mundo. A resolução construtiva de problemas, o pensamento divergente e a capacidade de autorregulação são adquiridos por meio das brincadeiras criativas.

Quando as crianças brincam, conseguem, animadas, fazer surgir biscoitos do nada ou conversar com criaturas que mais ninguém vê, enquanto permanecem com os pés no mundo “real”. Depois que as crianças desenvolvem a habilidade de reconhecer simultaneamente um objeto pelo que ele é e pelo que poderia ser, são capazes de alterar o mundo ao redor de si para concretizar seus sonhos e esperanças e dominar seus medos. Quando as crianças têm tempo e oportunidade, mudam espontaneamente para os jogos de “faz-de-conta” para entender suas experiências, lidar com adversidades e experimentar e ensaiar novos papéis. Desenvolvem, ainda, a capacidade de usar o jogo de faz-de-conta como ferramenta para cura, autoconhecimento e crescimento.

De modo geral, pressupomos que quando as crianças têm tempo livre, participam de algum tipo de brincadeira autocentrada, ou “livre”, cuja motivação vem de dentro, e não de forças externas. Mas pela primeira vez na história, essa tese é desmentida. Entre 1997 e 2002, em cinco anos apenas, o número de horas que as crianças de 6 a 8 anos usaram em jogos de faz-de-conta nos Estados Unidos – como fantasiar-se ou brincar recorrendo a transformações da imaginação – caiu cerca de um terço. Mais da metade dos pais no Japão e na França consideram fazer compras uma atividade de brincar. Um levantamento internacional feito em 16 países verificou que apenas 27% das crianças participam de jogos criativos, e apenas 15% das mães acreditavam que brincar era essencial para a saúde das crianças.

Os bebês nascem com uma capacidade inata de brincar. Quando os interesses comerciais dominam uma cultura, no entanto, incentivar jogos criativos pode vir a ser um ato de contracultura: é uma ameaça aos lucros corporativos. As crianças que brincam de forma criativa não dependem tanto dos bens de consumo para se divertir. Sua capacidade de diversão, de sentir alegria e de se envolver dependem basicamente delas próprias e do que dão para o mundo, e não do que o mundo lhes dá. São ativas, e não reativas, e não precisam ser constantemente entretidas.

As crianças que entram sem grande esforço no mundo do faz-de-conta são mestras da transformação. Podem fazer aparecer algo a partir do nada e logo transformar um simples graveto, por exemplo, em uma varinha mágica, uma espada, um mastro de navio ou uma ferramenta para desenhar na areia. Sua diversão não depende da novidade da compra, mas sim do que conseguem imaginar a partir do seu ambiente. Sendo assim, é mais provável que tenham recursos internos para resistir às mensagens que as empurram para o consumo excessivo.

Nenhum estudo longitudinal foi feito para examinar as implicações de longo prazo que afetam crianças privadas dos jogos criativos. Mas uma pesquisa junto a 400 dos principais empregadores dos EUA revelou que muitos de seus novos funcionários cujas infâncias foram moldadas por uma comercialização marcante, não tinham pensamento crítico e habilidades básicas para resolução de problemas, tampouco criatividade e inovação, sendo todos esses recursos qualidades fomentadas em jogos criativos.

A Ascensão do Comercialismo

O fervor em prol da desregulamentação governamental que teve início nos Estados Unidos nos anos 80, combinado à revolução digital, resultou numa escalada sem precedentes do comercialismo na vida das crianças. Em 1983, os marqueteiros norte- americanos gastaram cerca de US$ 100 milhões com marketing dirigido ao público infantil, um valor irrisório se comparado aos US$ 17 bilhões gastos atualmente. Embora boa parte do ímpeto do marketing direcionado para crianças venha dos EUA, a tendência é disseminada mundialmente pelas multinacionais ). Somente as empresas do ramo alimentício gastam cerca de US$ 1,9 bilhões por ano no mundo todo com o marketing voltado diretamente para as crianças.

O entretenimento comercial criado nos Estados Unidos tem sido há muito um de seus produtos de exportação mais rentáveis. O Mickey Mouse já era reconhecido no mundo todo muito antes da propaganda e marketing dirigido ao público infantil se intensificarem nos anos 80. Mas a combinação da globalização, tecnologias sofisticadas de mídia e políticas norte-americanas contrárias à regulamentação converteram as crianças do mundo todo em um alvo muito mais viável. Os avanços tecnológicos, como vídeo, DVDs, as estações de TV a cabo e por satélite, aumentam o acesso dos marqueteiros às crianças. Agora que a Internet e os videogames podem ser acessados nos tocadores de MP3 e telefones celulares, os caminhos que levam às crianças estão aumentando.

A mera introdução da mídia eletrônica com tela em uma cultura pode influenciar profundamente as normas da sociedade, como por exemplo, padrões de beleza, hábitos alimentares e interações interpessoais. Um estudo clássico mostrou o aumento dos distúrbios alimentares entre as mulheres em Fiji após a televisão ter chegado à ilha em 1995. A introdução de programação específica traz também consequências. Em 1994, logo após a chegada da programação de TV do World Wrestling Entertainment em Israel, cientistas sociais documentaram o que foi descrito por eles como uma epidemia de danos aos pátios das escolas causados por crianças que imitavam os movimentos da luta livre.
As duas companhias que dominam mundialmente a indústria de brinquedos, Hasbro e Mattel, criam filmes e programas de TV para promover seus produtos no mundo todo. Em 2009, a Hasbro anunciou planos de criar sua própria estação de TV a cabo infantil em parceria com o Discovery Channel, apresentando marcas de sucesso como Tonka e My Little Pony. Em um recente estudo internacional sobre atividades de lazer das crianças, os pesquisadores ficaram surpresos com a pouca diferenciação atual na maneira como as crianças no mundo todo passam seu tempo livre.

Os críticos da globalização caracterizam a comercialização da infância como um veículo poderoso para incutir valores capitalistas em crianças desde muito cedo. A mensagem subjacente de praticamente todo o marketing, seja qual for o produto anunciado, é que comprar coisas faz as pessoas felizes. Além do fato de as pesquisas sobre felicidade mostrarem que isso é falso, mergulhar as crianças na mensagem de que os bens materiais são essenciais para a autorrealização promove a aquisição de valores materialistas, que já foram associados à depressão e baixa autoestima. As pesquisas mostram que crianças com valores mais materialistas são também menos propensas a desenvolver comportamentos ecologicamente sustentáveis tais como reciclagem ou economia de água.

Iniciativas de Marketing Dirigido ao Público Infantil no Mundo Todo

Cursos de inglês da Disney

Na China, os pais pagam US$ 1.000 por semestre para enviar seus filhos a cursos de idiomas com temas da Disney. Algumas crianças supostamente aprenderam apenas quatro palavras; no entanto, seu esforço é recompensado com brindes da Disney e acesso a filmes da Disney proibidos pelo governo chinês.

McLanche Feliz

À medida que o McDonald’s expande sua presença na Índia, é cada vez maior o número de crianças que ganha amostras de brinquedos de filmes como A Era do Gelo 3 e Madagascar junto com seus hambúrgueres e batatas fritas.

Bob Esponja Calça Quadrada

Uma versão “ao vivo” da personagem de desenho animado mais popular do canal Nickelodeon, da Viacom, recentemente visitou escolas na Namíbia. O desenho é exibido em 171 mercados no mundo todo, em 25 idiomas.

O Impacto do Comercialismo sobre o Brincar

Hoje, a atividade de lazer preferida das crianças, seja em países industrializados ou em desenvolvimento, é ver televisão. Nos Estados Unidos, as crianças passam mais tempo na frente das telas de TV do que em qualquer outra atividade que não seja dormir: cerca de 40 horas por semana, quando não estão na escola. Dezenove por cento dos bebês norte-americanos com menos de 1 ano de idade têm uma TV no quarto. No Vietnã, 91% das mães relatam que seus filhos veem TV com frequência, assim como 80% das mães na Argentina, Brasil, Índia e Indonésia.

As pesquisas indicam que quanto mais as crianças pequenas ficam na frente das telas, menos tempo passam brincando de forma criativa. Diferentemente de outros meios de comunicação como a leitura e o rádio, que exigem que as pessoas imaginem sons ou representações visuais, a tela faz todo esse trabalho. Embora haja algumas indicações de que determinadas mídias com tela possam incentivar as crianças a brincar de forma criativa e melhorar alguns tipos de aprendizagem específicos, quando as telas dominam a vida das crianças – não importando o conteúdo – elas ameaçam, em vez de intensificar, a criatividade, o brincar e o faz-de-conta.

A possibilidade de assistir a programas em DVD, tocadores de MP3, celulares, TIVO e outros aparelhos de gravação domésticos que permitem a programação “sob encomenda” traz uma nova realidade para a vida das crianças: assistir ao mesmo programa diversas vezes. Dentre todas as plataformas, as telas eletrônicas são o meio principal usado pelo marketing para atingir as crianças. Personagens adoráveis, tecnologia de ponta, apresentação em cores vivas e estratégias de marketing bem fundamentadas combinam-se em campanhas coordenadas para conquistar o coração, a mente e a imaginação das crianças – ensinando-lhes a dar mais valor ao que pode ser comprado do que a suas criações de faz-de-conta.

Hoje, mais do que nunca, as crianças precisam de tempo, espaço, ferramentas e silêncio, essenciais para desenvolverem suas aptidões para curiosidade, criatividade, autorreflexão e envolvimento com significado no mundo. Mas quando o consumismo e o materialismo dominam a sociedade, os jogos criativos deixam de ser valorizados. Os brinquedos que incentivam a imaginação – blocos, material de arte, bonecas e bicho de pelúcia sem chips e conexões com meios de comunicação – podem ser usados inúmeras vezes e de diversas maneiras, diminuindo a necessidade de gastar dinheiro com brinquedos novos. As brinquedotecas são outra forma de reduzir o gasto com mais um item novo.

A parafernália eletrônica que caracteriza os brinquedos campeões de vendas de hoje dá margem a grandes campanhas de marketing. Eles parecem divertidos, mas são criados com uma certa obsolescência planejada. De modo geral, não são projetados para entreter as crianças durante anos, ou mesmo meses, são projetados para vender. Se o interesse for embora, tanto melhor: uma nova versão será lançada em breve. Brinquedos que falam, gorjeiam e dão saltos para trás sozinhos roubam muito da criatividade e, portanto, do valor das brincadeiras.

Brinquedos com marcas licenciadas são um negócio especialmente vultoso e renderam em 2007 cerca de US$ 6,2 bilhões, só nos Estados Unidos.14 Brinquedos que representam personagens conhecidos na mídia cujas vozes, ações e personalidades já estão determinadas roubam das crianças a oportunidade de exercer sua própria criatividade – especialmente se as crianças conhecerem o programa que originou o personagem. A menos que se encontre uma maneira de evitar que os marqueteiros atinjam as crianças, as brincadeiras delas nutrirão a imitação, reatividade e dependência das telas, em vez da criatividade, iniciativa própria e exploração ativa.

Brinquedotecas

Uma forma inteligente adotada por muitos pais para reduzir o consumismo na infância é o uso das brinquedotecas. Elas são como bibliotecas, com a diferença que as crianças emprestam brinquedos e jogos, em vez de livros.

Localizadas no centro da comunidade, as brinquedotecas aproximam as famílias para compartilhar bens coletivos. Uma estimativa revelou que há 4.500 brinquedotecas espalhadas por 31 países. Na Nova Zelândia, por exemplo, 217 brinquedotecas atendem mais de 23.000 crianças.

Ao fornecerem brinquedos e jogos, as brinquedotecas ajudam os pais a economizar. Adotando os valores da comunidade, as brinquedotecas também podem deixar de fora brinquedos que não tenham valor educativo ou que reforcem valores de consumo negativos, como bonecas Barbie e carrinhos e armas de brinquedo.

As brinquedotecas resolvem ainda um importante dilema enfrentado pelos pais: como atender o direito básico da criança de brincar com brinquedos variados e estimulantes e ao mesmo tempo evitar o consumo excessivo e o desperdício? Além disso, a brinquedoteca ajuda os pais a reduzir a influência do mercado sobre seus filhos. Muitos pais consideram a experiência de procurar e comprar itens para crianças em lojas de brinquedos muito estressante e conflituosa. Pegar um brinquedo emprestado da brinquedoteca oferece às crianças opções abundantes e uma profusão de brinquedos desafiadores.

Dividir bens coletivos também ensina às crianças lições importantes, como generosidade, empatia e valores ecológicos. Ao que tudo indica, essas experiências positivas de compartilhar contaminam todos, e os pais acabam expandindo seu conceito para outras experiências, como doação de brinquedos, trocas de roupas infantis, dar itens de segunda mão de presente, participar de cooperativas de livros, organizar caronas e participar de bancos de horas.

Estimulando o Brincar em um Mundo Comercialista

A proteção do direito de brincar da criança está inextrincavelmente ligada ao seu direito de crescer e se desenvolver sem ser prejudicada por interesses comerciais. As leis que protegem as crianças do marketing empresarial variam bastante, sendo que muitos países contam principalmente com a autorregulação do setor. As leis mais rigorosas são as da província de Québec, no Canadá, que proíbe propagandas na televisão para crianças menores de 13 anos, e as da Noruega e Suécia, que proíbem propagandas na TV para crianças com menos de 12 anos. Na Grécia, anúncios de brinquedos não podem ser veiculados antes das dez da noite, e anúncios de brinquedos de guerra são totalmente proibidos. A França baniu programas na TV aberta voltados para crianças com menos de três anos de idade.

Devido à Internet e à TV por satélite, entretanto, os marqueteiros conseguem atingir cada vez mais as crianças em qualquer país, o que faz da regulamentação adequada uma tarefa complexa, porém mais necessária ainda. As mudanças na política regulatória levam tempo e com frequência enfrentam a resistência firme e bem fundamentada dos interesses comerciais. Como consequência, a tarefa de “salvar” o brincar em um mundo regido pela comercialização conta apenas com os esforços de organizações não governamentais (ONGs) e grupos profissionais que trabalham para influenciar políticas, estabelecer limites no acesso que os marqueteiros têm às crianças e ajudar os pais e escolas a incentivar brincadeiras criativas. Instituições públicas, como bibliotecas e museus, podem oferecer outras alternativas de oportunidades educacionais criativas.

As ações organizadas para coibir a exploração comercial das crianças acabam de nascer, mas continuam crescendo. A pressão das ONGs levou o governo do Reino Unido a regulamentar a propaganda de determinados alimentos na TV. No Brasil, graças aos esforços do grupo Criança e Consumo, que atua em defesa das crianças, a estação de TV pública mantida pelo governo do Estado de São Paulo não exibe mais comerciais para crianças, e há um projeto de lei em estudo no Congresso Nacional proibindo o marketing dirigido ao público infantil.

Nos Estados Unidos, onde o marketing voltado às crianças é menos regulado do que em muitas democracias de países industrializados, a pressão de grupos como a Campanha por uma Infância Livre de Comerciais forçou companhias como a Disney e o McDonald’s a alterar algumas de suas práticas de marketing. A Comissão Federal de Comunicações lançou recentemente uma revisão de suas normas sobre TV para crianças com o objetivo de atender as novas demandas da tecnologia digital. E organizações profissionais como a American Academy of Pediatrics (Academia Americana de Pediatria) e American Psychological Association (Associação Americana de Psicologia) publicaram recomendações que incluem nenhuma exposição à TV para crianças de até dois anos, exposição limitada à TV para crianças maiores, e propaganda e marketing limitados para crianças com menos de oito anos.

Grupos ad hoc de profissionais da saúde e educadores reuniram-se para emitir pareceres contundentes sobre a importância do brincar e a necessidade de limitar o acesso dos comerciais às crianças. No Reino Unido, diversas personalidades famosas como o Arcebispo de Canterbury, o autor de livros infantis Philip Pullman e os membros do Parlamento uniramse a educadores e profissionais da saúde na crítica à situação da infância no país, lançando um apelo insistente pela limitação do acesso dos comerciais às crianças e defendendo o aumento das oportunidades para um brincar criativo.

Os esforços para limitar a exposição das crianças ao comercialismo e promover as brincadeiras criativas contam com o auxílio do reconhecimento crescente da necessidade de as crianças se conectarem à natureza. Estudos indicam que as crianças brincam de forma mais criativa em áreas verdes. Em consequência dos esforços básicos feitos por ONGs como a Children & Nature Network, o Congresso dos EUA estuda atualmente a promulgação da lei No Child Left Inside Act (Nenhuma Criança Dentro da Sala de Aula), uma lei que fornece recursos aos professores para uso dos pátios escolares e áreas verdes locais como espaço para aulas. Na Holanda, ativistas conservacionistas e ecológicos – em cooperação com o Ministro da Agricultura, Natureza e Segurança dos Alimentos – insistem para que o Parlamento apoie iniciativas importantes para ajudar na conexão das crianças com a natureza. Na Alemanha, as Waldkindergärtens – pré-escolas onde crianças pequenas passam o tempo escolar junto à natureza – estão se multiplicando.

Para as gerações anteriores, era um pressuposto óbvio que as crianças usavam seu tempo livre para brincar. Mas isso não é mais verdade. O brincar é uma espécie em extinção, e precisa haver um esforço consciente e concentrado para salvar o faz-de- conta para as gerações futuras. A consequência de milhões de crianças crescerem sem brincar é um mundo carente de alegria, criatividade, pensamento crítico, individualidade e significado – muitas das coisas que fazem valer a pena ser humano. Precisamos deixar as crianças brincarem.

Extraído do relatório “Estado do Mundo 2010” , publicado por The Worldwatch Institute e Instituto Akatu.

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Brincar espontâneo como preparação para a alfabetização

Fonte: Escola Waldorf Pólen – clique e conheça

criança

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“A capacidade de concentração, a acuidade auditiva (sensibilidade musical, saber ouvir o adulto), o desenvolvimento psicomotor, a maturação da lateralidade (base para a escrita) e a linguagem são amplamente cultivados numa escola Waldorf. Estas são habilidades básicas para que o processo de alfabetização aconteça de forma harmônica.”

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No jardim e maternal Waldorf, o brincar é a  aula da criança, momento em que ela estrutura ativamente a vivência que tem do mundo. Todo o ambiente do maternal e jardim é montado em função de permitir brincadeiras criativas e construtivas. As classes assemelham-se a um lar – sala, cozinha, banheiro, uma tendinha para as bonecas de pano, móveis de brinquedo, enfim, um espaço no qual as crianças se sentem seguras. Panos coloridos para montar cabanas e inventar fantasias; brinquedos artesanais  que mais sugerem do que definem, estimulando a imaginação; tesouros da natureza, tais como pedras, conchas e sementes; bonecas de pano e marionetes – tudo em material natural, para a educação do tato. Depois de brincar espontaneamente, todos juntos ordenam a sala e os brinquedos. Ao ar livre, as crianças brincam com terra, água, areia, pernas de pau, sobem em árvores, adquirindo domínio do próprio corpo, exercitando a coordenação motora  e a autoconfiança.  Canto, histórias e contos, rodas de dança, pular corda, jardinagem e atividades artísticas também enriquecem as manhãs.

A capacidade de concentração, a acuidade auditiva (sensibilidade musical, saber ouvir o adulto), o desenvolvimento psicomotor, a maturação da lateralidade (base para a escrita), a linguagem, são portanto amplamente cultivados. Estas são habilidades básicas para que o processo de alfabetização, que se inicia em torno dos 6 anos e meio, aconteça de maneira harmônica para o desenvolvimento da criança como um todo.

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Os contos infantis e a formação da personalidade das crianças

Fonte: www.contioutra.com – clique e conheça

fairy tale

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“Os contos ajudam a criança a lidar com as dificuldades do seu dia a dia e a elaborar melhor os sentimentos negativos tão comuns na primeira infância, como medo, frustração, abandono, rejeição, rivalidade entre irmãos, inveja, relação com os pais, inferioridade, vingança etc… Os contos mostram que existem os bons e os maus, deixando transparecer valores sempre atuais. A bruxa, o lobo, o pirata e outros personagens maus, representam sentimentos ruins, são arquétipos desses sentimentos, portanto querer que estes personagens morram não é uma atitude violenta, mas sim a necessidade de acabar com estes sentimentos ruins. É preciso lembrar que nas histórias a morte não é violência, é o símbolo da transformação que vai ajudar a criança a elaborar os sentimentos ou sensações que a incomodam.”

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1- Ajudam a criança a lidar com as dificuldades e seus sentimentos!

Os contos ajudam a criança a lidar com as dificuldades do seu dia a dia e a elaborar melhor os sentimentos negativos tão comuns na primeira infância, como medo, frustração, abandono, rejeição, rivalidade entre irmãos, inveja, relação com os pais, inferioridade, vingança etc. Por isso, elas pedem para ler diversas vezes a mesma história.

2- Aprendem a diferença entre o bom e o mau!

Os contos mostram que existem os bons e os maus, deixando transparecer valores sempre atuais. A bruxa, o lobo, o pirata e outros personagens maus, representam sentimentos ruins, são arquétipos desses sentimentos, portanto querer que estes personagens morram não é uma atitude violenta, mas sim a necessidade de acabar com estes sentimentos ruins. É preciso lembrar que nas histórias a morte não é violência, é o símbolo da transformação que vai ajudar a criança a elaborar os sentimentos ou sensações que a incomodam.

Não devemos nos preocupar quando a criança festeja a morte desses personagens, eles representam seus medos e esta é a forma que ela tem de vencê-los ou elaborar estes sentimentos que a angustiam.

3- Aprendem a lidar com as frustrações!

Reconhecer a dor e aceitá-la é um meio de superá-la e assim ser feliz. As crianças aceitam com mais naturalidade as desilusões que encontrarão no dia a dia, pois sabe que, à semelhança do que acontece nos contos de fadas, os esforços desprendidos hão de ter uma grandiosa recompensa.

4- Por meio das histórias podemos trabalhar sentimentos e sensações muito presentes nas crianças!

Ingenuidade, aceitação social, medo, inexperiência, insegurança, rejeição, culpa, dor, abandono etc…

5- Podemos trabalhar o conceito de “finitude”!

Tudo na vida tem um começo, meio e fim. As crianças precisam saber que as pessoas não são como os personagens dos desenhos ou jogos eletrônicos, que nunca morrem. Diante de tanta tecnologia, nunca os contos foram tão importantes e necessários na vida da criança como hoje.

6- Aprendem o “limite”!

Por meio dos contos de fadas a criança consegue discernir o certo do errado, o que pode e o que não pode fazer, enfim, reconhece o sim e o não.

7- Aprendem a ética e valores importantes da vida humana!

Os contos de fada sobreviveram ao tempo justamente porque contêm ensinamentos que falam à alma da criança, falam de valores imutáveis, caso contrário já teriam desaparecido, apagados pelo tempo e caídos no esquecimento.

Passar valores à criança é algo complexo. As histórias são, por isso, um meio facilitador de resolver algumas das questões que esta tarefa nos coloca. Se, por um lado, divertem as crianças, estimulam a sua curiosidade e promovem competências cognitivas e de oralidade, por outro lado são também a forma de concretizarmos alguns dos valores que consideramos aceitáveis e oportunos transmitir à criança.

Por isso, os pais devem usar e abusar dos contos. Só assim poderão sonhar com um final feliz para nossa sociedade tão carente dos verdadeiros valores.

8- Tornam-se otimistas e com vontade de vencer obstáculos!

Os contos de fadas exercem uma influência muito benéfica na formação da personalidade porque, pela assimilação dos conteúdos da estória, as crianças aprendem que é possível vencer obstáculos e saírem vitoriosas (o herói sempre vence no final). Isso ocorre porque, durante o desenrolar da trama, a criança se identifica com as personagens e “vive” o drama que ali é apresentado de uma forma geralmente simples, porém impactante.

Essas estórias de contos de fadas normalmente começam com “Era uma vez…” e terminam com “viveram felizes para sempre”. Essa ideia cria a esperança de que as coisas na vida podem dar certo e elas podem ter sucesso em suas dificuldades.

9- Cada criança interpreta a estória da sua forma, entenda qual o significado do conto para seu filho!

Os contos de fadas possuem significados e significantes diferentes em determinadas faixas etárias, como por exemplo, ter um significado para uma criança de cinco anos e outro para uma de treze na mesma estória, já que as situações, os sentimentos, os desejos e anseios são outros.

10- Serão adultos mais felizes!

Os contos de fadas são para serem escutados, apreciados e internalizados, cumprindo desta forma com seu papel que é a construção da personalidade infantil, criando bases sólidas que favoreçam o desenvolvimento intelectual, moral e psíquico. Dessa forma, ao se tornarem adultos, saberão resolver dificuldades, terão uma estrutura mais forte para aguentar seus problemas e saberão que mesmo depois de tantas amarguras terão uma recompensa que será a resolução do que os afligia. Pode não ser a resolução esperada, mas uma coisa é certa: sempre haverá a possibilidade para uma nova descoberta e um recomeço, pois a beleza da vida é justamente lutar por seus ideais e conquistá-los. E isso, só os contos de fadas são capazes de proporcionar ainda na tenra idade!

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O que é medicina antroposófica?

Entrevista com Dr. Bernardo Kaliks

Fonte: www.namu.com.br – clique e conheça

medicina

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“Encontrei a antroposofia quando era estudante de medicina e tinha uns 20 anos de idade. O que me encantou foi a maneira da antroposofia ver como se processa a parte psicológica em relação aos processos fisiológicos do organismo”, conta o médico chileno Bernardo Kaliks, radicado no Brasil há mais de 40 anos. Kaliks explica como a medicina antroposófica complementa a convencional. Segundo ele, a medicina convencional apenas analisa a parte corpórea, enquanto a antroposófica integra também a parte psicológica, intitulada como anímico-espiritual nos textos de Rudolf Steiner, criador da antroposofia. Para aprofundar o tratamento, o médico antroposófico também pode contar com a ajuda de outros terapeutas que aprofundam aspectos dos quais o paciente está mais necessitado. “

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importante

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Elogie seu filho do jeito certo

Marcos Meier

Fonte: www.justrealmoms.com.br – clique e conheça

criança com pintas

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“Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim…”

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“Na vida não há prêmios nem castigos. Somente consequência”
Elogie o esforço, não a inteligência.
Elogie do jeito certo.

Recentemente, um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência.. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!”, e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa… As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “Parabéns, meu filho, por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “Isso mesmo, filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é, amor”, “Acho você muito esperto, meu filho”, “Como você é charmoso”, “Que cabelo lindo”, “Seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, de copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

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Madre Teresa de Calcuta

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Entenda por que o letramento precoce pode ser prejudicial

Juliana Duarte

Fonte: www.revistaeducacao.uol.com.br – clique e conheça

estresse infantil

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“O letramento precoce é um assunto permeado por controvérsias. Enquanto algumas instituições de ensino apostam em atividades ligadas à leitura e à escrita, outras defendem a ideia de que é preciso preparar a criança antes de abordar esse tipo de assunto. Introduzida pelo filósofo e educador croata Rudolf Steiner (1861-1925) em 1919, a pedagogia Waldorf defende que os pequenos (com até 7 anos de idade) tenham apenas uma responsabilidade na escola: brincar. Ao participar de jogos e atividades lúdicas, meninos e meninas desenvolvem diversas habilidades, entre físicas e motoras, além de um estímulo essencial para a vida: a confiança. Segundo a teoria, nessa fase o aluno tende a gastar muita energia e se prepara fisicamente – isso é fundamental para o seu desenvolvimento neurológico e sensorial. Tais capacidades refletem em domínio corporal, linguagem oral e, principalmente, contribuem para a inteligência da criança.”

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Aprender a ler e a escrever antes do tempo pode excluir etapas decisivas no desenvolvimento das crianças

O letramento precoce é um assunto permeado por controvérsias. Enquanto algumas instituições de ensino apostam em atividades ligadas à leitura e à escrita, outras defendem a ideia de que é preciso preparar a criança antes de abordar esse tipo de assunto.

Introduzida pelo filósofo e educador croata Rudolf Steiner (1861-1925) em 1919, a pedagogia Waldorf defende que os pequenos (com até 7 anos de idade) tenham apenas uma responsabilidade na escola: brincar. Ao participar de jogos e atividades lúdicas, meninos e meninas desenvolvem diversas habilidades, entre físicas e motoras, além de um estímulo essencial para a vida: a confiança. Segundo a teoria, nessa fase o aluno tende a gastar muita energia e se prepara fisicamente – isso é fundamental para o seu desenvolvimento neurológico e sensorial. Tais capacidades refletem em domínio corporal, linguagem oral e, principalmente, contribuem para a inteligência da criança.

Em poucas palavras: na educação infantil, aprimorar essas características é mais importante do que aprender a ler o próprio nome. “Eliminar atividades que favorecem a criatividade e o pensamento pode ter consequências graves. Infelizmente, muitas dessas práticas estão sendo substituídas pela escolarização antecipada”, alerta Luiz Carlos de Freitas, diretor da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Os ideais disseminados pelo croata têm ligação direta com estudos elaborados por outro profissional de renome na área, o psicólogo bielorrusso Lev Vygotsky (1896-1934). Ele dizia que a alfabetização é resultado de um processo longo e repleto de etapas, como gestos e expressões. Ao fazer um símbolo no ar, por exemplo, a criança já se manifesta a partir de uma linguagem mais próxima da escrita. Esse aprendizado gradual é imprescindível e deve acontecer nas classes de primeira infância, sem que atividades mecânicas de leitura e escrita atrapalhem ou forcem as etapas de desenvolvimento. “O letramento exige um grau muito grande de amadurecimento neuromotor. Desse ponto de vista, a criança só estará pronta para ser alfabetizada por volta dos 6 anos”, afirma Eliana de Barros Santos, psicóloga e diretora pedagógica do Colégio Global e da Escola Globinho. Segundo ela, brincar leva o aluno a compreender a si mesmo, seus sentimentos e o mundo em que vive. “Essa prática garante a formação das bases necessárias para a construção de outras linguagens”, comenta.

Estimular a leitura precoce, por sua vez, compromete tal formação. Além disso, pode ocasionar problemas como sobrecarga, deficiências na coordenação motora, apatia, desinteresse, desmotivação e estresse. “Aprender a ler não é simplesmente decifrar as letras, mas sim dominar um sistema simbólico, o que exige um grande amadurecimento neuropsíquico”, explica a diretora.

ANA – Avaliação Nacional de Alfabetização

Essa discussão ganhou fôlego principalmente depois da implantação da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013. Direcionada a estudantes do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas, a prova avalia os índices de alfabetização e letramento em língua portuguesa e matemática. O objetivo é verificar se as crianças são preparadas corretamente para uma nova fase da vida estudantil. No entanto, uma questão defendida por muitos profissionais da área é que a aplicação de uma prova desse porte pode não ser tão benéfica quanto parece e ter reflexos já nas classes de educação infantil.

De acordo com Sandra Zákia Sousa, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), a ANA tende a fortalecer uma visão que já existe nas unidades escolares – a de que, na primeira infância, é preciso preparar os estudantes para a etapa seguinte, o ensino fundamental. “Fazer isso significa antecipar iniciativas relacionadas a processos de alfabetização e letramento, ou seja, o educador pula etapas importantes e passa a concentrar suas energias em algo que ainda não precisaria ser abordado”, diz.

Para Freitas, testes como a ANA deveriam acontecer apenas a partir do final do ensino fundamental. O formato também poderia ser diferente. O interessante, segundo ele, é que o método avalie as políticas públicas em geral e não a escola. “Um professor sabe muito bem em quais pontos seus alunos são bons ou não”, ressalta.

Pais podem contribuir

Ao mesmo tempo em que a instituição exerce um papel importante, os pais também devem redobrar o cuidado com o letramento precoce. De acordo com Sandra, a pressão pode começar a ocorrer dentro de casa, quando os familiares incentivam a criança a ler palavras ou a escrever nomes aleatórios. “É fundamental que todos se atentem a isso. No lar, bem como na escola, as atividades devem ser adequadas para a faixa etária”, diz.

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Ser mãe é aprender a perdoar as próprias imperfeições

Nívea Salgado

Fonte: www.mildicasdemae.com.br – clique e conheça

mãe 2

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“Mãe erra por inexperiência, por cansaço, por ser humana. E, pior do que saber que errou, é perceber que foi o filho quem sofreu com esse erro e isso machuca lá no fundo do seu coração. Porque achou que o choro era de fome, e não percebeu que era dor de ouvido. Porque colocou roupa demais e só depois viu que o filho ficou cheio de brotoejas. Porque não sabia o que fazer para parar a cólica e o bebê chorou até dormir de exaustão. Porque não sabia de que tamanho precisava cortar o pedaço de fruta, e na primeira vez que ofereceu, o filho engasgou. Porque passou o pequeno do berço para a cama, e dias depois ouviu o barulho da queda no chão. Porque gritou quando o filho teve a décima crise de birra do dia, ao invés de pegá-lo no colo e distraí-lo…”

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Acho que, nessa vida, não existe uma única pessoa que goste de errar. Por isso me sinto à vontade para confessar a vocês: eu sempre detestei cometer um erro. Sabe aquela menininha que buscava o caderno nota 10 na escola? Essa era eu. O desenho tinha que ser caprichado: todos os cantinhos pintados, e se possível com degradê de cores. As contas matemáticas, perfeitamente resolvidas. Receber uma lição de casa com correções era motivo de irritação: como é que eu não tinha acertado tudo? Mas, o que mais me doía, certamente, era errar com alguém. Causar sofrimento a um amigo, ou parente, era algo que me corroía por dentro. Eu me colocava no lugar daquela pessoa, sentia o sofrimento que eu havia causado (por menor que ele fosse) e ficava extremamente triste comigo mesma.

O tempo passou, eu cresci. E quando minha filha nasceu, eu me vi sendo a grande responsável por seus cuidados. Era eu quem decidia o jeito de colocá-la no berço, a forma de amamentar, a marca da fralda que ela usava, se deveria ou não marcar o pediatra (e quantas vezes não tive dúvida, depois de um dia inteiro de choro!). Eu percebi que tomar decisões por alguém significa acertar de vez em quando, errar um montão de vezes, e ter que desculpar a si mesma por todos os erros que cometeu.

Mãe erra por inexperiência. Porque achou que o choro era de fome, e não percebeu que era dor de ouvido. Porque colocou roupa demais e só depois viu que o filho ficou cheio de brotoejas. Porque não sabia o que fazer para parar a cólica e o bebê chorou até dormir de exaustão. Porque comprou um sabonete novo e o filhote teve alergia. Porque não sabia de que tamanho precisava cortar o pedaço de fruta, e na primeira vez que ofereceu, o filho engasgou. Porque passou o pequeno do berço para a cama, e dias depois ouviu o barulho da queda no chão.

Mãe erra por cansaço. Porque demorou cinco minutos para acordar quando o bebê começou a chorar durante a madrugada (depois de uma semana em que acordou uma média de seis vezes por noite para amamentar). Porque deixou a chupeta na fervura e só se lembrou de desligar o fogo quando ela derreteu. Porque esqueceu a carteira em casa quando saiu correndo para não perder a hora no pediatra. Porque gritou quando o filho teve a décima crise de birra do dia, ao invés de pegá-lo no colo e distraí-lo.

Mãe erra porque acha que a maternidade lhe dá poder de super-heroína. Porque ela ouviu dizer que aquela prima amamentou exclusivamente até os seis meses, nunca teve babá ou ajuda para as tarefas da casa. Porque sua amiga tinha um bebê recém-nascido e trabalhava no computador enquanto ele dormia, já nas primeira semanas do pós-parto. Porque sua irmã é a mãe mais bem-sucedida do universo: o filho dorme a noite toda desde os 3 meses, come até salada de agrião e nunca fica doente. E é claro: se as outras conseguiram, ela tem que conseguir também.

Conclusão: mãe erra todo dia, ou quase isso. E, pior do que saber que errou, é perceber que foi o filho quem sofreu com esse erro. Você pensa: “mas a dor tinha que ser em mim, e não nele”; e isso machuca lá no fundo do seu coração. Mas não adianta, porque você não pode voltar no tempo. Pode, no máximo, aprender com o erro para não cometê-lo novamente. Então você começa a se aceitar como é de verdade: imperfeita. Mas com uma grande vontade de fazer melhor no dia seguinte.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade?

Fonte: www.justrealmoms.com.br – clique e conheça

criança 4 anos

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“Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria, então, sinal de adequação e o mais importante: de sucesso. O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade. Segundo Alicia Bayer, o que não só a entristeceu, mas também a irritou, foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.”

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Nesse mundo contemporâneo, ter, ser, saber, parecem fazer parte de uma competição. Nesse mundo, alguns pais e algumas mães acabam acreditando que é preciso que seus filhos saibam sempre mais que os filhos de outros. E isso sim seria, então, sinal de adequação e o mais importante: de sucesso.

O que uma criança deve saber aos 4 anos de idade? Essa foi a pergunta feita por uma mãe, em um fórum de discussão sobre educação de filhos, preocupada em saber se seu filho sabia o suficiente para a sua idade.

Segundo Alicia Bayer, no artigo publicado em um conhecido portal de notícias americano – The Huffington Post –, o que não só a entristeceu, mas também a irritou, foram as respostas, pois ao invés de ajudarem a diminuir a angústia dessa mãe, outras mães indicavam o que seus filhos faziam, numa clara expressão de competição para ver quem tinha o filho que sabia mais coisas com 4 anos. Só algumas poucas indicavam que cada criança possuía um ritmo próprio e que não precisava se preocupar.

Para contrapor às listas indicadas pelas mães (em que constavam itens como: saber o nome dos planetas, escrever o nome e sobrenome, saber contar até 100), Bayer organizou uma lista bem mais interessante para que pais e mães considerem o que uma criança deve saber.

Vejam alguns exemplos abaixo:

– Deve saber que a querem por completo, incondicionalmente e em todos os momentos.

– Deve saber que está segura e deve saber como manter-se a salvo em lugares públicos, com outras pessoas e em distintas situações.

– Deve saber seus direitos e que sua família sempre a apoiará.

– Deve saber rir, fazer-se de boba, ser vilão e utilizar sua imaginação.

– Deve saber que nunca acontecerá nada se pintar o céu de laranja ou desenhar gatos com seis patas.

– Deve saber que o mundo é mágico e ela também.

– Deve saber que é fantástica, inteligente, criativa, compassiva e maravilhosa.

– Deve saber que passar o dia ao ar livre fazendo colares de flores, bolos de barro e casinhas de contos de fadas é tão importante como praticar fonética. Melhor dizendo, muito mais importante.

E ainda acrescenta uma lista que considera mais importante. A lista do que os pais devem saber:

– Que cada criança aprende a andar, falar, ler e fazer cálculos a seu próprio ritmo, e que isso não tem qualquer influência na forma como irá andar, falar, ler ou fazer cálculos posteriormente.

– Que o fator de maior impacto no bom desempenho escolar e boas notas no futuro é que se leia às crianças desde pequenas. Sem tecnologias modernas, nem creches elegantes, nem jogos e computadores chamativos, se não que a mãe ou o pai dediquem um tempo a cada dia ou a cada noite (ou ambos) para sentar-se e ler com ela bons livros.

– Que ser a criança mais inteligente ou a mais estudiosa da turma nunca significou ser a mais feliz. Estamos tão obstinados em garantir a nossos filhos todas as “oportunidades” que o que estamos dando são vidas com múltiplas atividades e cheias de tensão como as nossas. Uma das melhores coisas que podemos oferecer a nossos filhos é uma infância simples e despreocupada.

– Que nossas crianças merecem viver rodeadas de livros, natureza, materiais artísticos e a liberdade para explorá-los. A maioria de nós poderia se desfazer de 90% dos brinquedos de nossos filhos e eles nem sentiriam falta.

– Que nossos filhos necessitam nos ter mais. Vivemos em uma época em que as revistas para pais recomendam que tratemos de dedicar 10 minutos diários a cada filho e prever um sábado ao mês dedicado à família. Que horror! Nossos filhos necessitam do Nintendo, dos computadores, das atividades extraescolares, das aulas de balé, do grupo para jogar futebol muito menos do que necessitam de nós. Necessitam de pais que se sentem para escutar seus relatos do que fizeram durante o dia, de mães que se sentem e façam trabalhos manuais com eles. Necessitam que passeiem com eles nas noites de primavera sem se importar que se ande a 150 metros por hora. Têm direito a ajudar-nos a fazer o jantar mesmo que tardemos o dobro de tempo e tenhamos o dobro de trabalho. Têm o direito de saber que para nós são uma prioridade e que nos encanta verdadeiramente estar com eles.

Então, o que precisa mesmo – de verdade – uma criança de 4 anos?

Muito menos do que pensamos e muito mais!

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Madre Teresa de Calcuta

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Tecnologia x desenvolvimento infantil

Não é autismo, é Ipad

Entrevista com a fonoaudióloga Maria Lúcia Novaes Menezes

Fonte: www.entretenimento.r7.com/blogs/andre-barcinski – clique e conheça

ipad

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“Nos primeiros três anos de vida da criança o desenvolvimento da cognição social se dá através do desenvolvimento da intersubjetividade, ou seja, que as diferentes fases da interação da criança com seus pais e cuidadores se dão através de compartilhar experiências e do olhar da criança para o outro. O uso do tablet e outros eletrônicos está cada vez mais tomando o lugar da interação entre as crianças e seus pais e o brincar no contexto familiar. Existem inúmeros casos em que os pais chegam a suspeitar que os filhos são autistas, sem perceber que o uso prolongado de tablets, joguinhos eletrônicos e celulares é que está dificultando o desenvolvimento da comunicação das crianças.”

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A fonoaudióloga Maria Lúcia Novaes Menezes está preocupada com um fenômeno que tem percebido nos últimos tempos: o aumento do número de crianças muito novas – de dois ou três anos – usando tablets.

Profissional com mais de 30 anos de experiência, a doutora tem atendido, em seu consultório no Rio de Janeiro, inúmeros casos em que os pais chegam a suspeitar que os filhos são autistas, sem perceber que o uso prolongado de tablets, joguinhos eletrônicos e celulares é que está dificultando o desenvolvimento da comunicação das crianças.

Fiz uma breve entrevista com a doutora Maria Lúcia Novaes Menezes. Aqui vai a conversa:

A senhora disse estar assustada com o número de pais que deixam filhos pequenos – crianças de dois ou três anos – usarem tablets. Isso tem aumentado nos últimos tempos?

A cada ano percebe-se que aumenta o número de crianças com menos de três anos de idade fazendo uso de tablets. Podemos observar, nos shoppings, bebês com tablets pendurados nos carrinhos. Isso tem prejudicado o desenvolvimento da linguagem e, principalmente, da socialização.

Quais as consequências que a senhora tem percebido nas crianças?

Se considerarmos que, nos primeiros três anos de vida da criança o desenvolvimento da cognição social se dá através do desenvolvimento da intersubjetividade, ou seja, que as diferentes fases da interação da criança com seus pais e cuidadores se dão através de compartilhar experiências e do olhar da criança para o outro, a utilização do tablet impede estas ações.

O tablet, utilizado por longo tempo, retira do contexto da criança esse contato fundamental para a socialização, causando um prejuízo no desenvolvimento das habilidades humanas que dependem da socialização, do envolvimento com o outro, prejudicando o desenvolvimento da socialização e do aprendizado que depende de experiências com o mundo à sua volta.

A senhora mencionou que alguns pais a procuram para tratar de supostos problemas de comunicação das crianças, sem perceber que o uso do tablet é uma das principais razões para isso.

O que tenho observado, principalmente no último ano de clínica, é que o uso do tablet e outros eletrônicos está cada vez mais tomando o lugar da interação entre as crianças e seus pais e o brincar no contexto familiar. Os pais passam muito tempo no trabalho, chegam em casa cansados e, quando os filhos querem assistir desenhos e joguinhos no tablet, eles liberam, em vez de tentar conversar ou brincar.

Como conseqüência, se a criança tem alguma dificuldade para adquirir a linguagem e a socialização, essa pouca comunicação com os pais poderá desencadear esse déficit. Talvez, em um contexto familiar onde fosse mais estimulado a se comunicar e brincar, essa dificuldade não aparecesse de forma tão acentuada. Essa hipótese surgiu da minha prática clínica, onde na entrevista com os pais eles relatam o uso de tablets, jogos no celular e DVD. Tem acontecido com freqüência que a observação dos pais da forma que interagimos e brincamos com a criança no set terapêutico e como, aos poucos, seu filho vai começando ou expandindo a sua comunicação e o interesse em brincar, eles mudam a dinâmica com seus filhos no contexto familiar, a comunicação verbal e social da criança começa a expandir, os pais ficam mais tranqüilos e mais próximos dos filhos, e a criança, tendo a companhia do pai ou da mãe, passa a se interessar mais pelos brinquedos e em brincar e diminui o interesse pelo tablet, DVDs e joguinhos nos celular.

A senhora mencionou casos em que os pais suspeitavam ter um filho autista, mas o problema da criança se resumia a uso prolongado de novas tecnologias.

No ano de 2014 atendi crianças com idade em torno de dois anos, trazidas com queixa de comunicação social e desenvolvimento da fala, os pais suspeitando de autismo. Mas, ao mudar a dinâmica familiar, essas crianças apresentaram uma mudança muito grande na sua comunicação social e verbal.

O que os pais devem fazer para evitar problemas desse tipo, numa época em que os tablets estão em todos os lugares?

Sei que é difícil ir contra o sistema e penso que a criança deve ser cobrada pelos amiguinhos para ter e usar um tablet. O que talvez auxiliasse a romper com o hábito dos joguinhos eletrônicos e tablets seria restringir ao máximo possível o uso do tablet. Talvez a melhor forma de se conseguir é dando mais atenção ao filho através de conversas, do brincar, e utilizar mais jogos não eletrônicos e mais interativos.

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A Maternidade e o desenvolvimento da criança

Maria Leopoldina Leal

 Fonte: www.namu.com.br – clique e conheça

mae e filho

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“O afeto materno e a segurança que ele traz são suportes muito importantes, tornando-se ponte para alçar novos caminhos. A mãe suficientemente boa permite que o pequeno fantasie um mundo ideal que o fortalece emocionalmente, o alimenta de crenças e o leva a tornar-se um indivíduo apto a se desenvolver. Quando adulto, essas crenças se manifestam de diversas formas: ideologias, filosofias, religião, esperança, expectativa e perspectivas, inovações, otimismo, valores, princípios. São combustíveis para buscas e superações.”

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A “mãe suficientemente boa” tem a sabedoria de apresentar o mundo em doses “homeopáticas”

Desde a Antiguidade o ser humano pensa em deuses, anjos, santos e criaturas mitológicas. Antes disto, há 20 mil anos, na Europa, o homem das cavernas desenhava animais com valor de totens e pintava simbolizações mágicas de caça. A habilidade em acreditar é traço característico do ser humano e se fortalece no exercício da imaginação.

Por sua vez, ser capaz de acreditar leva o indivíduo a ser mais forte e bem estruturado emocionalmente. Todo este conceito foi trabalhado pelo inglês Donald W. Winnicott (1896-1971), pediatra que chamou de “mundo transicional” essa capacidade imaginativa do homem.

Mãe não precisa ser perfeita

Winnicott era pediatra, mas teve forte atuação como psicanalista. Ele reconhecia a carga genética, no entanto também identificava a importância do ambiente na formação de seus pacientes. De modo simples e com clareza, via o conjunto, e concluiu que o afeto materno e a segurança que ele traz são suportes muito importantes, tornando-se ponte para alçar novos caminhos.

Inicia-se nesse ponto o diferencial deste estudioso de sensibilidade ímpar. Para ele, a mãe que mais vai beneficiar o filho é aquela atenta às necessidades básicas, que preserva a infância e apresenta os problemas do mundo real aos poucos, conforme o pequeno tenha estrutura. Nem por isso o pediatra colocou sobre os ombros das mães uma carga pesada, porque também afirmava que essa mãe não é uma criatura perfeita, mas uma pessoa normal, com altos e baixos emocionais.

Sabedoria natural

Winnicott deixou claro que a mãe perfeita não existe. Existe a mãe suficientemente boa (good-enough mothering, em inglês), que mantém sua individualidade e, por vezes, erra tentando acertar. “A mãe suficientemente boa é um colo protetor e facilitador para que o filho enfrente o mundo”, interpreta a psicóloga Maria Leopoldina de Siqueira Leal. Graduada em psicologia clínica, fez mestrado e doutorado pautados na obra de Winnicott.

A mãe suficientemente boa é um colo protetor e facilitador para que o filho enfrente o mundo.

Um dos aspectos que definem a “mãe suficientemente boa”, explica a psicanalista, é a sabedoria para apresentar o mundo em doses “homeopáticas”, evitando que os choques de realidade sejam antecipados. Isso quer dizer que ela vai procurar apresentar o mundo, e o outro, no momento em que o pequeno tiver estrutura emocional para isso.

Novo papel

A mãe com esse perfil orienta, facilita e encaminha sem interferir demais. É coerente em relação ao que se pode mostrar para cada idade, aceita o fantasiar e permite o crescer. Maria Leopoldina Leal conta que a música preferida do pediatra era Let it be, dos Beatles, traduzido por “deixe estar”. A canção sugere que se deixe o tempo passar porque as coisas se acertam.

Menos preocupação, mais orientação e apoio, atender as necessidades básicas e reais dos filhos, é isso o que deve fazer a mãe suficientemente boa. Sem abrir mão de sua individualidade, diga-se.

Mãe exigente

“Winnicott retirou das mães muito do peso que havia em seus ombros, ele alivia a culpa e abre caminho para que se seja naturalmente boa. Se ela estiver saudável, ela vai cumprir esse papel que a natureza lhe permitiu, de ser mãe”, diz Leal, cuja tese de doutorado trata do tema, sob o título Preocupação materna primária, um conceito winnicottiano.1

Winnicott retirou das mães muito do peso que havia em seus ombros, ele alivia a culpa e abre caminho para que se seja naturalmente boa.

“A mãe suficientemente boa não é rígida, é exigente. Respeita e atende às necessidades do bebê, permite à criança fantasiar, tem laço forte com o filho e aceita seu desenvolvimento, até que ele se desconecte para tornar-se adulto. E depois, voltar para perto, porque o laço jamais será desfeito”, afirma a psicanalista.

Da imaginação ao desenvolvimento

Enquanto protegida do mundo real, a criança pode – e deve –desenvolver seu pensamento mágico e fantasiar o mundo ideal, exercícios que, para ela, são espontâneos e naturais. Quanto mais puder trabalhar sua dose de sonho e crença, mais forte e completo será quando adulto. Quanto mais a criatividade puder fluir, mais hábil e confiante estará para resolver conflitos.

Lembrando: a mãe suficientemente boa permite que o pequeno fantasie um mundo ideal que o fortalece emocionalmente, o alimenta de crenças e o leva a tornar-se um indivíduo apto a se desenvolver. Quando adulto, essas crenças se manifestam de diversas formas: ideologias, filosofias, religião, esperança, expectativa e perspectivas, inovações, otimismo, valores, princípios. São combustíveis para buscas e superações.

Capacidade de crer

Com esse conceitual teórico consistente, Winnicott define que a característica maior do ser humano, que até o diferencia dos outros seres vivos, é a capacidade de crer. “Essa capacidade é a criatividade, ou riqueza imaginativa, inerente à natureza humana”, afirma a psicanalista. “Ele jamais personificou o ‘acreditar’, no entanto, retirava as amarras que impediam a crença em algo além da psique”, diz Leopoldina. Winnicott não fala em alma, mas fala muito em natureza humana. A força que leva uma pessoa a se reinventar, criar um universo de perspectivas e ideias, reiniciar, enfim.

O grande ensinamento que Winnicott nos deixa é que todo ser humano tem capacidade e criatividade para se desenvolver permanentemente.

Sempre há tempo de se fazer um novo curso, realizar um antigo desejo, superar dores: essa ‘crença’ de que tudo pode melhorar mantém um indivíduo de pé, e acaba resultando em atitude proativa. “O grande ensinamento que Winnicott nos deixa é que todo ser humano tem capacidade e criatividade para se desenvolver permanentemente”, afirma a psicanalista. O pediatra morreu aos 75 anos, superando a expectativa de vida da época (1971), e ainda atendia em seu consultório. Leal incita à reflexão, referindo-se a uma frase de Winnicott: “Oh, deus, fazei com que eu esteja ainda vivo ao morrer”.

Quem foi Winnicott

O britânico Donald W. Winnicott formou-se médico na Universidade de Cambridge e vivenciou as guerras mundiais (1896-1971). Ele apreciava as ideias de Sigmund Freud, relevantes durante seus atendimentos como pediatra. Não foi escritor como Freud, não era místico como Carl Gustav Jung, seus conceitos não foram tão divulgados mas, conforme é estudado, mais e mais ganha reconhecimento.

Pediatra de formação e estudioso das teorias de Sigmund Freud, Donald Winnicott observou em seu consultório como as relações interpessoais interferem na formação de uma personalidade. Estabelecidos a partir da observação, seus conceitos são simples, objetivos e flexíveis.

Diferenças teóricas

Enquanto Freud se pautou em uma teoria que resume o desenvolvimento psíquico à maturidade sexual, Winnicott construiu um corpo teórico consistente expandindo as possibilidades conforme observava em consultório a elaborada rede formadora de uma personalidade. Freud buscava adequar o paciente à teoria, Winnicott usava as teorias para entender a psique. Seus conceitos podem ser subdivididos em temas mas todos são absolutamente interligados.

Pioneiro em consultas terapêuticas (em que além do paciente entravam mãe, avó, irmãos), durante o atendimento percebia se um irmão subjugava outro, se a mãe era amorosa ou rígida, entre outros aspectos da relação vivida por seu paciente. Ele reconhecia a carga genética mas também a importância do ambiente. Ante a rigidez, preferia o afeto, este sim curativo e positivo para a formação. Morreu aos 75 anos, ainda atendendo em consultório.

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Medicina Antroposófica e seus fundamentos

Fonte:www.luaama.com.br

Publicado por: Página Comunidade Vovó Lupo no Facebook – clique e conheça

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“A medicina antroposófica amplia os conhecimentos da medicina acadêmica pela concepção de que o ser humano, além de seu corpo físico, também é uma realidade psíquica e espiritual individualizada, que interage com seu meio ambiente, sociedade e cultura. Tal ampliação se deve ao desenvolvimento do pensamento, o qual, partindo do lógico, objetivo e sensível, pode alcançar a essência arquetípica dos processos naturais. Todos os medicamentos antroposóficos são obtidos da natureza, a partir de substâncias minerais, vegetais ou animais. Não há medicamento antroposófico sintético, embora o médico antroposófico possa recorrer aos chamados medicamentos alopáticos sintéticos quando necessário. Tampouco se concebe um medicamento antroposófico obtido de uma planta geneticamente modificada, ou que em seu processo de cultivo foram usados agrotóxicos, fertilizantes químicos ou herbicidas sintéticos. A razão disso está na visão antroposófica de que os processos fisiológicos ou patológicos do ser humano encontram na natureza algum processo correlato ou oposto. De acordo com cada caso, a medicina antroposófica indicará um medicamento para estimular no organismo humano uma reação que levará à cura ou alívio da enfermidade. O medicamento antroposófico, portanto, estimula as forças auto-curativas do organismo.”

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A MEDICINA ANTROPOSÓFICA

A medicina ampliada pelos princípios da antroposofia, designada por medicina antroposófica, amplia os conhecimentos da medicina acadêmica pela concepção de que o ser humano, além de seu corpo físico, também é uma realidade psíquica e espiritual individualizada, que interage com seu meio ambiente, sociedade e cultura.

Tal ampliação se deve ao desenvolvimento do pensamento, o qual, partindo do lógico, objetivo e sensível, pode alcançar a essência arquetípica dos processos naturais.

Essa metodologia está fundamentada na obra do filósofo social Rudolf Steiner e em seu trabalho conjunto com a médica Ita Wegman, proporcionando-nos um novo conceito de saúde, enfermidade e cura. Portanto, a medicina antroposófica não é uma simples técnica de diagnóstico e medicação; ela possibilita um caminho de desenvolvimento interior do médico, permitindo-lhe conferir, além desses preceitos médicos, um auxílio no processo de conhecimento e desenvolvimento próprio e de seus pacientes.

O Ministério da Saúde define, em sua Portaria 1600 de 2006, que “a medicina antroposófica apresenta-se como uma abordagem médico-terapêutica complementar, de base vitalista, cujo modelo de atenção está organizado de maneira transdisciplinar, buscando a integralidade do cuidado em saúde. Entre os recursos terapêuticos da medicina antroposófica, destacam-se: a utilização de aplicações externas (banhos e compressas), massagens, movimentos rítmicos, terapia artística e uso de medicamentos naturais (fitoterápicos ou dinamizados). (…) Utilizam-se recursos que estimulam os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade.”

Assim, desde a década de 1920 ela vem se expandindo a partir da Europa, sendo praticada em vários países do mundo.

No Brasil, o movimento médico antroposófico começou na década de 1950 com o pioneirismo da médica Gudrun K. Burkhard. Antes disso, já havia membros da Sociedade Antroposófica entre os imigrantes alemães nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Em 1969, com o apoio da Associação Beneficente Tobias, Burkhard inaugurou a primeira clínica de medicina antroposófica no Brasil, a Clínica Tobias, em São Paulo. Atualmente, além da sede nacional da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica, a Clínica Tobias abriga também uma área de consultórios particulares, cursos de formação em medicina antroposófica e terapia artística, assim como o ambulatório didático e social.
O Brasil, atualmente, conta com o segundo maior contingente de médicos antroposóficos do mundo, somente atrás da Alemanha, e o primeiro em médicos em formação antroposófica.

OS MEDICAMENTOS ANTROPOSÓFICOS

Quando a medicina antroposófica começou a se estruturar, houve a necessidade de que um laboratório farmacêutico atendesse às suas designações. Dessa forma, em 1921, Steiner e Wegman criaram a Weleda e os primeiros produtos medicinais antroposóficos começaram a ser produzidos. Oskar Schmiedel era o químico responsável. A sede da Weleda estabeleceu-se em Arlesheim, Suíça.

Em 1935, o químico Rudolf Hauschka iniciou os trabalhos do laboratório Wala, tendo também como base os fundamentos da Antroposofia de Steiner. Desde então, a Wala produz medicamentos para uso injetável subcutâneo, glóbulos sublinguais e produtos de uso tópico.

Em 1971, a Abnoba foi fundada na Alemanha para produzir e comercializar especificamente preparações de Viscum album. Suas pesquisas farmacêuticas são orientadas pelo método de conhecimento científico de Goethe.

Na tentativa de melhorar a eficácia dos preparados de Viscum album, membros da Verein für Leukämie and Krebstherapie (Sociedade para o Tratamento da Leucemia e Câncer) desenvolveram em 1972 o medicamento Helixor, liderados pelos médicos Dietrich Bóie e Maria Günczler em Stuttgart, Alemanha. Como a demanda foi crescente, em 1975 foi fundado o laboratório Helixor, que atualmente também produz Helleborus niger.

Na cidade austríaca de Pörtschach, desde 1980, o laboratório Novipharm dedica-se à produção de Viscum (Isorel) a partir do trabalho de Herta, Rudolf, and Elisabeth Weiss.

No Brasil, o casal de farmacêuticos Marilda e Flávio Milanese desenvolveu a farmácia magistral Sirimim a partir de 1998, que produz novos medicamentos antroposóficos através do éter químico. Seus medicamentos não usam álcool, mas sim glicerina a 70% para tornar sua assimilação mais fácil, além de glóbulos e cremes.

Todos os medicamentos antroposóficos são obtidos da natureza, a partir de substâncias minerais, vegetais ou animais. Não há medicamento antroposófico sintético, embora o médico antroposófico possa recorrer aos chamados medicamentos alopáticos sintéticos quando necessário. Tampouco se concebe um medicamento antroposófico obtido de uma planta geneticamente modificada, ou que em seu processo de cultivo foram usados agrotóxicos, fertilizantes químicos ou herbicidas sintéticos.

A razão disso está na visão antroposófica de que os processos fisiológicos ou patológicos do ser humano encontram na natureza algum processo correlato ou oposto. De acordo com cada caso, a medicina antroposófica indicará um medicamento para estimular no organismo humano uma reação que levará à cura ou alívio da enfermidade. O medicamento antroposófico, portanto, estimula as forças auto-curativas do organismo.
Um medicamento antroposófico pode agir, de acordo com sua composição, de três modos:

(1) estimulando um processo contrário à doença – esta é a maneira alopática de ação, por exemplo, para uma inflamação pode-se usar uma planta que estimule no organismo suas atividades anti-inflamatórias;

(2) agindo de modo igual à doença e provocando uma reação contrária maior do organismo no sentido da cura – princípio homeopático de ação: aquilo que provoca, também pode curar;

(3) proporcionando um modelo orientador para o órgão ou sistema doente, levando à sua atividade sadia – este princípio é exclusivo dos medicamentos antroposóficos.
Muitos medicamentos antroposóficos são dinamizados, ou seja, diluídos e agitados ritmicamente, um processo farmacêutico que ‘desperta’ na substância seu potencial curativo, que antes estava ‘adormecido’. Há, também, remédios antroposóficos feitos a partir de tinturas de plantas, extratos secos e chás, ou seja, medicamentos não dinamizados.

Existe grande preocupação com a qualidade da substância que será usada para se fazer o medicamento antroposófico, pois se entende que a substância é a fase final de um processo. Então, o processo precisa ser tão valorizado quanto seu produto final. O modo de cultivo (orgânico e, preferencialmente, biodinâmico) e o momento mais adequado tanto para semeadura, como para colheita – de acordo com seu potencial terapêutico – é fundamental para medicamentos de origem vegetal.

Entre o mineral natural e o derivado de uma reação química sintética – ainda que ambos tenham a mesma composição – o mineral natural será o escolhido para compor um medicamento antroposófico justamente porque ele trará consigo todo o processo natural que culminou na substância mineral.

Para os metais, a dinamização é feita levando-se em consideração a fase do ano, pelas influências que a Terra sofre dos planetas, Sol e Lua.

As principais vias de administração dos medicamentos antroposóficos são a oral, a injetável subcutânea e a tópica (compressas externas de pomadas, cremes, tinturas, óleos e infusões). De acordo com a trimembração do ser humano – um dos fundamentos da medicina antroposófica – e o que se pretende estimular, o médico optará por uma ou outra via.

Oficialmente a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) reconhece os medicamentos antroposóficos como uma categoria de medicamentos dinamizados, e a farmácia antroposófica é reconhecida pelo Conselho Federal de Farmácia.

A instituição que congrega os farmacêuticos antroposóficos no Brasil é a Farmantropo (Associação Brasileira de Farmácia Antroposófica), fundada em 2005 e filiada à Associação Internacional de Farmacêuticos Antroposóficos (IAAP), sediada em Dornach, Suíça.

A CONSTITUIÇÃO DO SER HUMANO DE ACORDO COM A ANTROPOSOFIA

Nos fundamentos da antroposofia estão duas estruturas constitucionais básicas do ser humano, uma tríplice e outra quádrupla. São importantes alicerces para o diagnóstico antroposófico e, por conseguinte, para a terapêutica.

A estruturação quádrupla do ser humano, ou quadrimembração, é composta por organizações que, em equilíbrio, determinam a saúde.

A organização física é o que o ser humano tem em comum com o reino mineral, ou seja, os minerais, substâncias inorgânicas. Porém, como todo ser vivo, hierarquicamente acima da organização física está a organização vital, com suas leis próprias diferentes das leis físicas.
A organização vital domina o inorgânico para o desenvolvimento da vida vegetativa. É de sua competência o crescimento, a reprodução celular, o anabolismo, a regeneração e a cicatrização. É o que o ser humano tem em comum com o reino vegetal. A caracterização dos ritmos orgânicos, a memória, a adaptabilidade e a sensação de bem estar são qualidades da organização vital. Seu suporte material é a água – única substância sem a qual não há vida, no sentido biológico da palavra.

A organização anímica (do latim anima, “alma”, “animalidade”) que o ser humano tem em comum com o reino animal deve ordenar os processos vitais para que exista vida de relação. São suas características a sensibilidade, a dualidade simpatia-antipatia, os instintos e o psiquismo. As forças do desgaste estão ligadas à organização anímica, assim como os movimentos.

Existe, portanto, uma luta de opostos complementares entre as organizações vital e anímica, uma que promove o crescimento e a vitalização, e outra que desgasta a vitalidade e dá consciência.

O quarto e último membro é a organização do eu, exclusiva do ser humano, que deve dominar os princípios anímicos e os instintos para o desenvolvimento da vida interior: consciência de si, auto-reflexão e habilidade para modelar o destino individual. O andar ereto, o falar e o pensar são qualidades da organização do eu. Para a antroposofia, isso é de tal importância que torna o ser humano tão diferente dos animais quanto estes dos vegetais e estes, por sua vez, dos minerais. Por isso, de acordo com esta visão, o ser humano não pertence ao reino animal.

Dentro da organização física, além de sua parte sólida, existem os constituintes líquidos, aéreos e o calor. A medicina antroposófica chama de organismo líquido o conjunto de líquidos orgânicos que mostra como a organização vital atua na organização física. Já o organismo aéreo, conjunto de gases, revela a atuação da organização anímica na física. E o organismo calórico – temperatura orgânica, sua regulação, distribuição e fisiologia –, mostra a atuação da organização do eu na organização física.

A medicina hipocrática, resgatada pela medicina antroposófica, considerava quatro humores ou forças básicas no ser humano: a bile negra, ligada ao temperamento melancólico, aos pulmões e ao elemento terra (organização física); a fleuma, ligada ao temperamento fleumático, ao fígado e ao elemento água (organização vital); o sangue, ligado ao temperamento sanguíneo, aos rins e ao elemento ar (organização anímica); e a bile amarela, ligada ao temperamento colérico, ao coração e ao elemento fogo (organização do eu).

A estrutura tríplice, ou trimembração, distingue sistemas que interagem dinamicamente.
O sistema neurossensorial é composto fundamentalmente pelo sistema nervoso central e periférico e órgãos dos sentidos, incluindo a pele. Tem como características básicas a imobilidade, a temperatura mais baixa e a pequena capacidade de regeneração. Sua célula mais típica é o neurônio, extremamente especializado, que funciona em rede e não isoladamente.

Do ponto de vista estrutural, o sistema neurossensorial está sediado na cabeça, com partes moles internas e arcabouço ósseo externo, este composto por ossos chatos que não se articulam. Na cabeça, apenas a base do crânio e a articulação têmporo-mandibular apresentam movimento articular.

Do ponto de vista morfológico tudo é simétrico no sistema neurossensorial. A metade direita é exatamente igual à esquerda.

Totalmente oposto ao neurossensorial é o sistema metabólico-locomotor, composto pelos órgãos infra-diafragmáticos e os membros. O calor e o movimento são suas características marcantes, além da habilidade de multiplicação e regeneração. Um típico representante celular é o hepatócito, generalista – cada hepatócito faz o que todos os outros fazem – e independente dos demais. Mesmo morfologicamente falando, existe polaridade entre o neurônio e o hepatócito.

A estrutura óssea dos membros é totalmente oposta à da cabeça. Os ossos são longos e internos, com partes moles externas. Todos eles se articulam para assegurar grande a característica desse sistema: o movimento.

Morfologicamente, na cabeça reina a ordem, no abdome reina o caos. A assimetria é marcante, especialmente ao se observar os intestinos, a disposição das vísceras como fígado, baço, pâncreas, etc. As grandes exceções simétricas no abdome são os rins, as supra-renais e as gônadas – todos eles tiveram sua origem embriológica comum e migraram desde a cabeça até o abdome, porém mantendo uma membrana que os separa do restante dos órgãos, o peritônio. Embora estejam no abdome, é como se não pertencessem a ele.

Entre sistemas polares dentro de um mesmo organismo, há a necessidade de mediação, de equilíbrio entre os opostos. Isso é feito pelo sistema rítmico, sediado no tórax – exatamente entre a cabeça e o abdome. Coração, pulmões e toda a circulação sanguínea são os principais constituintes desse sistema.

No sistema rítmico tudo funciona por meio de alternância entre os opostos, ou seja, contração e expansão, inspiração e expiração, sístole e diástole. Suas características lembram, em parte, o neurossensorial e, em parte, o metabólico. Coração e pulmões têm alguma capacidade de regeneração, nada comparável, por exemplo, ao fígado. Porém, não tão reduzida quanto o tecido nervoso.

As costelas formam uma caixa no tórax, como o crânio. Porém, não de ossos chatos, mas sim longos, como os ossos dos membros. Não possuem a mobilidade destes, mas existe algum movimento para as incursões respiratórias.

A simetria no tórax também aponta para algo intermediário. Aparentemente, coração e pulmões são simétricos. Todavia, o coração está ligeiramente desviado para a esquerda e para frente e suas cavidades esquerdas são mais desenvolvidas que as direitas. O pulmão direito tem três lobos, enquanto o esquerdo possui apenas dois.

O sistema rítmico deve promover a harmonia entre o que está acima (neurossensorial) e o que está abaixo (metabólico-locomotor), assim como o que está dentro vida psíquica e o que está fora (mundo externo).

Cada sistema e órgão podem ser individualmente trimembrados.

Três qualidades anímicas se desenvolvem, tendo como base cada um dos três sistemas. O pensamento se origina no do sistema neuro-sensorial, o sentimento no rítmico e a vontade, do metabólico-locomotor.

O predomínio metabólico-locomotor no primeiro terço da vida (até os 21 anos) está ligado à maior incidência, nesta fase, das doenças inflamatórias agudas, geralmente febris, chamadas na medicina antroposófica de ‘doenças quentes’. No terço médio – entre 21 e 42 anos – com o predomínio rítmico, normalmente se tem a fase mais estável da vida do ponto de vista de saúde. Já a partir dos 42 anos, com o predomínio neurossensorial, tornam-se mais frequentes as doenças assim chamadas ‘frias’, esclerosantes e degenerativas.

Outros fundamentos antroposóficos são importantes para a compreensão do ser humano, dentre eles a composição sétupla, a duodécupla, os quatro órgãos cardinais, as leis biográficas, as constituições infantis. Sugere-se a leitura das obras referenciadas para sua compreensão.

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Madre Teresa de Calcuta

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Homens e mulheres se complementam

Pela poesia de Victor Hugo

Fonte: www.contioutra.com – clique e conheça

victor hugo

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“O homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.”

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O escritor francês Victor Hugo (1802-1885) aponta-nos em um de seus poemas mais famosos diversos aspectos de como homens e mulheres se complementam.

Então, diga-nos: sendo Victor Hugo um dos maiores escritores românticos da história, você também é romântico(a)?

1 –  O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.

2 – O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o amor.
A luz fecunda, o amor ressuscita.

3 – O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.

4 – O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.

5 – O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.

6 – O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.

7 – O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.

8 – O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.”

E, no final, arremata:

“Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Os contos de fadas e as questões existenciais

Dr. José Carlos Neves Machado

Fonte: Comunidade Vovó Lupo no Facebook – clique e conheça

contos de fadas

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“Através dos contos de fada, principalmente aqueles folclóricos, pode-se aprender mais sobre os problemas interiores dos seres humanos e sobre as suas soluções do que qualquer outro tipo de estória, dentro de uma compreensão infantil. A criança já se encontra, naturalmente exposta à sociedade em que vive e enfrenta cada uma do seu modo e graças aos recursos interiores que lhe são próprios, os conflitos que surgem à sua frente, exatamente por ser a vida desconcertante e complexa, a criança precisa ter a possibilidade de fantasiar e aprender a lidar com esses desajustes, nesse turbilhão de sentimentos ela se encontra, muitas vezes perdida, falta uma ordenação não moralista, mas moral, para colocar ordem na casa interna e os contos permite isso, é com esse tipo de significado que trabalham os verdadeiros contos de fada.”

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Através dos contos de fada, principalmente aqueles folclóricos, pode-se aprender mais sobre os problemas interiores dos seres humanos e sobre as suas soluções do que qualquer outro tipo de estória, dentro de uma compreensão infantil. A criança já se encontra, naturalmente exposta à sociedade em que vive e enfrenta cada uma do seu modo e graças aos recursos interiores que lhe são próprios, os conflitos que surgem à sua frente, exatamente por ser a vida desconcertante e complexa, a criança precisa ter a possibilidade de fantasiar e aprender a lidar com esses desajustes, nesse turbilhão de sentimentos ela se encontra, muitas vezes perdida, falta uma ordenação não moralista, mas moral, para colocar ordem na casa interna e os contos permite isso, é com esse tipo de significado que trabalham os verdadeiros contos de fada.

Os personagens, quando verdadeiros e bem construídos, lidam com essas frustrações e angústias de uma forma muito peculiar, mas através do esforço, tenacidade e persistência conseguem alcançar o objetivo, em outras palavras podem viver felizes para sempre. Nos contos de fada o bem é sempre BEM e o mal é representado pelo MAL, que pode tomar forma de uma bruxa, de um mentiroso, de um falso amigo, mas esses elementos são polares e diametralmente opostos, o que já não acontece em muitos contos modernos, onde o bem se camufla, se confunde com o mal e perdemos a noção de certo e de errado, para a criança isso é devassado, pois a mensagem não se estabelece de uma forma clara e nítida, tudo é muito nebuloso e não irá ser um bom auxílio para alguém que já vive um conflito interno, esses elementos fantásticos que as estórias modernas e muitas vezes inventadas pelos pais (com raras exceções), evitam, geralmente, esses problemas existenciais, que são, justamente, as causas do conflito e a fantasia da criança não consegue alcançar. A criança precisa e anseia para que lhe sejam apresentadas sugestões de uma forma simbólica, na qual, por uma espécie de reconhecimento ela possa sair da angústia em que vive, ou de algum modo mostrar que alguém já viveu algo parecido e obteve sucesso e ela, criança, certamente também terá: “não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe e se não morreram estão vivos até hoje”. Os contos de fada têm a riqueza de colocar os dilemas existenciais de uma forma breve e categórica, permitindo à criança aprender o problema em sua forma mais essencial, a narrativa dos contos simplifica todas as situações, por isso são tão especiais, principalmente quando contados na hora de dormir, com a criança em sua própria cama, tendo ao seu lado um bom narrador, preferencialmente o seu pai ou sua mãe, que se limita a ler ou contar a estória, sem se preocupar em imitar a voz dos personagens e nem em apresentar as figuras, deixando para a própria criança fantasiar isso à vontade. Existem contos de fadas específicos para cada idade e também podemos indicá-los para várias situações mais específicas, no geral os contos dos Irmãos Grimm são bastante recomendados para as crianças de primeiro (contos curtos) e segundo setênio (mais extensos) e os de Andersen assim como os contos mitológicos para as crianças maiores.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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10 razões por que os dispositivos eletrônicos portáteis deveriam ser banidos a crianças menores de 12 anos

João Pedro Martins

Fonte: www.familia.com.br – clique e conheça

tablet 2

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“Estudos já mostraram que o uso exagerado de tecnologia está ligado a um aumento de casos de déficit de atenção, mas também, a uma redução de concentração, na memória e a uma maior impulsividade. Além disso: atraso no desenvolvimento físico,  obesidade, privação do sono, doenças mentais, agressividade e dependência.”

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A tecnologia veio trazer muitas coisas boas para as nossas vidas, mas o seu uso exagerado pode causar muitos problemas no desenvolvimento das crianças.

Há pouco mais de uma década, as crianças desejavam ter um boneco que representasse o seu herói favorito, ou brincar com kits de construção; hoje em dia, é mais fácil encontrar uma criança jogando com um computador ou tablet. Há pouco mais de uma década, poucas crianças tinham um celular pessoal, mas, hoje em dia, existem cada vez mais crianças com menos de 12 anos que têm um aparelho celular.

Os avanços tecnológicos trouxeram coisas maravilhosas, principalmente na sala de aula; no entanto, estudos sugerem que o uso exagerado de tecnologia, por parte de crianças com menos de 12 anos, é bastante prejudicial para o desenvolvimento delas.

  • 1. Crescimento cerebral acelerado

    O nosso cérebro está em constante mudança, mas o seu crescimento é bastante acelerado quando somos crianças, e se estabiliza no final da adolescência (21 anos de idade). O desenvolvimento do cérebro de uma criança é determinado pelos estímulos que recebe ou pela falta desses. Segundo Linda S. Pagani, doutora em psicologia da educação, a exposição exagerada a tecnologias, como celulares, tablets e até televisão, está associada a problemas cada vez maiores nas crianças de hoje – ao déficit de atenção, a atrasos cognitivos, a uma aprendizagem difícil e a uma maior impulsividade.

  • 2. Atraso no desenvolvimento físico

    Segundo Cris Rowan, terapeuta ocupacional, grande parte da aprendizagem e desenvolvimento infantil é realizado através da observação e experimentação. Essa segunda parte requer movimento, contato físico com o ambiente. Todos nós lembramos de ver uma criança tentando caminhar pela primeira vez, ou quando corre, curiosa, atrás de um animal de estimação. Quando uma criança está brincando com um tablet, por exemplo, ela não está interagindo, não está se movendo. O seu desenvolvimento físico está restrito a um sedentarismo que nós, adultos, já somos alertados a evitar.

  • 3. Obesidade

    Os adultos são constantemente alertados para este problema, mas, infelizmente, é algo que está também aumentando nas crianças: o sedentarismo. O uso exagerado das tecnologias está diretamente ligado a uma diminuição do exercício físico que, nas crianças, é sinônimo de brincadeiras ao ar livre ou o simples correr dentro de casa, quando se está brincando. Segundo estudos realizados nos Estudos Unidos da América, citando Dr. Mark Tremblay, a obesidade em crianças é 30% mais elevada quando essas têm uma televisão, ou computador, no próprio quarto. É também de notar que, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, 30% das crianças obesas vão desenvolver diabetes, para não esquecer os riscos já conhecidos de AVC e de ataque cardíaco precoce.

  • 4. Privação do sono

    Segundo a fundação Kaiser, 60% dos pais não fazem uma supervisão cuidadosa sobre o uso das tecnologias por parte dos filhos, e 75% dessas crianças estão autorizadas a usar essas tecnologias, no quarto, antes de dormir. Estudos similares já foram realizados em adultos com problemas para adormecer, e é de notar que o uso de tecnologia, antes de dormir, é a causa. Segundo Hanna Fry, investigadora da Universidade de Londres (UCL), “a tecnologia também desempenha um papel nos hábitos de sono. A chamada ‘luz azul’ produzida por aparelhos como a televisão, o smartphone, o tablet e o computador prolonga a sensação de ser dia, e consequentemente o estado de alerta do cérebro, fazendo descer os níveis de melatonina. Portanto, se é quase impossível alterar o ciclo circadiano, pelo menos podemos não piorar a nossa situação, evitando o uso destes aparelhos ao serão. Um livro é uma boa alternativa.” Um livro é, realmente, uma excelente alternativa, principalmente para as crianças.

  • 5. Doença mental

    A Universidade de Bristol realizou um estudo sobre a relação entre o uso excessivo de tecnologia por parte das crianças, e os resultados foram preocupantes. Existe, de fato, uma relação entre esse uso exagerado e o aumento de casos de depressão infantil, transtorno do apego, ansiedade, défice de atenção (ver ponto 1) e até autismo, transtorno bipolar e psicoses.

  • 6. Agressividade

    A televisão e os jogos de vídeo expõem as crianças, mesmo desde pequenas, à violência física e até sexual. Apesar de muitos desses conteúdos terem uma restrição quanto ao uso por menores, muitos pais ignoram esses avisos, e crianças são expostas a programas de televisão e a jogos violentos. Não devemos nos esquecer de que as crianças se desenvolvem principalmente através da observação e, quando elas passam muito tempo com esses conteúdos estão, também, aprendendo com eles.

  • 7. Demência digital

    Este ponto está ligado ao ponto 1 e 5. Estudos já mostraram que o uso exagerado de tecnologia está ligado a um aumento de casos de défice de atenção, mas também, a uma redução de concentração e na memória (Dr Christakis). Crianças que não conseguem se concentrar e prestar atenção também não conseguem aprender.

  • 8. Dependência

    Um dia, vi uma foto que ilustra esse problema: uma família, numa sala, em que os pais estavam no sofá vendo televisão, uma adolescente estava no celular enviando mensagens, e uma criança estava brincando com um tablet O aumento do uso da tecnologia está criando um afastamento entre pais e filhos. Segundo Cris Rowan, como as crianças não encontram conforto nos pais, vão apegar-se aos jogos e aparelhos digitais, o que pode causar dependência, o que se torna mais visível quando chegam à adolescência; hoje, há cada vez mais jovens incapazes de conseguir se separar dos jogos de vídeo ou das redes sociais sem mostrar sinais de depressão, irritabilidade e ansiedade.

  • 9. Emissão de radiação

    Todos os aparelhos elétricos emitem algum tipo de radiação. Apesar de essa radiação ser bastante reduzida, a constante exposição a ela, segundo a Organização Mundial de Saúde, pode ser classificada de possivelmente cancerígena. Os adultos têm uma maior resistência à radiação, mas uma criança, durante o seu desenvolvimento, é mais frágil e, mesmo que reduzida, a radiação recebida, desde a tenra idade, pode provocar danos que só serão notados no futuro.

  • 10. “Insustentável”

    É dessa forma que a terapeuta ocupacional Cris Rowan classifica a forma como as crianças são criadas e educadas com uma exposição exagerada às tecnologias. Segundo ele, “As crianças são o nosso futuro, mas não há futuro para crianças que fazem uso excessivo de tecnologia”, principalmente quando observamos que esse uso exagerado traz mais problemas do que benefícios.

    Encontrar um equilíbrio pode ser a resposta mais rápida, mas o equilíbrio pode não chegar. Um estudo realizado por Rowan concluiu que uma criança dos zero aos dois anos não deve estar exposta à tecnologia; entre os três e os cino anos apenas devem estar uma hora por dia, mas apenas televisão, subindo para duas horas até os 12 anos. Apenas quando atingem os 13 anos, a exposição pode ser alargada a outros aparelhos (como PC, tablet), mas apenas duas horas por dia, com um aconselhamento de apenas 30 minutos de vídeo e jogos por dia.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

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Noite – Sono e sonho na visão da Antroposofia

Rudolf Lanz

Fonte: Comunidade Vovó Lupo no Facebook – clique e conheça

sono

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“A parte anímico-espiritual pode sofrer efeitos nocivos: em contato com o mundo surgem desejos irracionais e impulsos negativos (ódio, inveja, cobiça) que prejudicam a própria “substancialidade” da alma e do espírito. Uma ação má deteriora o ego, uma cobiça excessiva afeta o corpo astral. Para se regenerarem desse desgaste, os vários componentes do ser humano devem periodicamente afrouxar os laços que os unem, permitindo a cada um haurir forças renovadoras em seu próprio meio. Esse fenômeno constitui o sono. A inconsciência do sono é, pois, uma necessidade imperiosa para todo ser dotado de uma consciência desenvolvida.”

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Durante o estado de vigília, os quatro membros da entidade humana fazem-se presentes: Podemos também dizer que o indivíduo, para constituir o seu ser, reúne, durante a sua vida, “substâncias” de quatro planos.

Essa aglomeração está longe de ser harmoniosa. Sabemos, por experiência própria, que nem o nosso corpo, nem a nossa alma, nem o nosso eu como ser moral, são perfeitos. Ao contrário, a nossa vida traz um desgaste constante dos vários membros da nossa entidade.

A própria consciência, os impulsos nocivos, as impressões feias, os alimentos impróprios, etc., prejudicam o organismo, ou seja, a parte constituída pelos corpos físico e etérico, produzindo perturbações dos sistemas digestivo, circulatório, etc., as quais podem até chegar à doença.

Mas também a parte anímico-espiritual pode sofrer efeitos nocivos: em contato com o mundo surgem desejos irracionais e impulsos negativos (ódio, inveja, cobiça) que prejudicam a própria “substancialidade” da alma e do espírito. Uma ação má deteriora o ego, uma cobiça excessiva afeta o corpo astral.

Para se regenerarem desse desgaste, os vários componentes do ser humano devem periodicamente afrouxar os laços que os unem, permitindo a cada um haurir forças renovadoras em seu próprio meio. Esse fenômeno constitui o sono. A inconsciência do sono é, pois, uma necessidade imperiosa para todo ser dotado de uma consciência desenvolvida.

Com efeito, durante o sono ocorre uma separação da parte anímico espiritual da parte físico-etérica. Aliviado da consciência, das sensações da vida anímica, o corpo descansa na cama, reduzido ao nível de uma planta, pois aparenta apenas funções vegetativas. Não se manifestam a consciência, a personalidade, os sentimentos e os pensamentos. Nesse estado inconsciente, forças e seres superiores penetram no organismo e o corpo etérico se regenera pela entrada de impulsos e forças provenientes do plano etérico universal.

O corpo astral e o eu se desligam do organismo durante o sono e voltam para as regiões das quais originalmente emanaram. Não devemos imaginar essa separação como simplesmente espacial. Durante essa sua permanência nos mundos superiores, o corpo astral e o eu recebem impulsos dos seres superiores que vivem nessas regiões. Ambos têm experiências notáveis, mas sem pensamento próprio porque o cérebro, instrumento do pensar ficou na cama e sem a possibilidade de se lembrar mais tarde dessas experiências (porque o corpo etérico, instrumento da memória, tampouco os acompanhou nessa viagem). Enquanto o homem aparentemente dorme, o seu eu está na realidade em plena atividade; mas só o clarividente pode observar esse fato.

Falei em seres superiores. Teremos ainda ensejo de ocupar-nos detalhadamente desses seres. Aqui bastará dizer que existem seres “bons” e “maus” – que a crença popular identifica como os anjos e demônios. Dos impulsos recebidos desses entes durante o sono dependerá o comportamento do indivíduo depois de despertar. Uma sabedoria antiga conhecia essas influências: os homens se deixavam inspirar durante o sono pelos deuses, pelas musas. Nos contos de fada autênticos encontramos a cada passo alusões à inspiração recebida nessas ocasiões.

Antes do adormecer e do acordar existe um estado de pouca duração, durante o qual o eu e o corpo astral estão “separados” do corpo físico, enquanto existe a ligação com o corpo etérico. O homem está, pois, em presença da sua “memória” (ligada ao corpo etérico) e pode exercer certas funções mentais (igualmente ligadas ao corpo etérico), mas faltam-lhe as percepções sensoriais claras, a plena consciência e o pensar racional que não podem prescindir do instrumento do corpo físico.

Certas experiências do eu durante esse estado, combinadas com reminiscências da memória, fazem surgir então os sonhos. O sonho constitui, pois, um estado intermediário entre o sono e a vigília. Ele é caracterizado por uma consciência reduzida, por imagens e formas do mundo exterior, porém sem lógica e clareza. O eu traduz suas vivências e recordações e em imagens simbólicas.

Desde tempos imemoriais o homem conhecia a natureza desse estado que possibilitava uma experiência velada de certas realidades espirituais. Daí a importância atribuída à arte de analisar os sonhos para conhecer a realidade espiritual ou para chegar à verdadeira personalidade do homem que se revela durante o sonho quando inexistem os tabus sociais e as barreiras que fazem com que o caráter se dissimule durante a vida normal.

Sem pretender sermos completos, podemos indicar alguns tipos relevantes de sonhos:

Em muitos sonhos, o homem é perseguido pelas reminiscências do dia. Preocupações e angústias o acompanham, problemas não resolvidos martelam seu espírito de maneira incoerente, certos impulsos (vingança, ódio, amor, cobiça) manifestam-se de modo irrefreado. Um sono repleto de sonhos dessa espécie não é regenerador, pois impede uma separação suficiente e benéfica entre o eu e a parte orgânica.

Muitos sonhos são determinados, no seu enredo, por influências do ambiente. Assim, podemos sonhar uma estória, que termina no tilintar agudo de uma flauta tocada por um dos personagens do drama onírico. Acordados, verificamos que o despertador provocou o tilintar no sono: eu recordo toda uma estória que o precede; e cujo final lógico é o tilintar. Isso prova que os sonhos não se desenrolam no tempo, mas são imagens instantâneas que somente ao recordar são mentalmente decompostas em várias fases sucessivas. Da mesma maneira, um incêndio no sonho pode ter por causa o calor excessivo provocado por um cobertor.

Há sonhos causados pelo próprio corpo. Uma refeição um pouco pesada, tomada antes de dormir, pode provocar pesadelos, e muitas vezes o próprio órgão pode aparecer sob uma forma simbólica (intestinos = serpente, dente = torre, sangue = água). Vemos mais uma vez que o sonho é simbolizador. A arte de interpretar os sonhos consiste, justamente, em descobrir a “realidade” que se traduz em símbolos.

Como já foi dito, os desejos mais íntimos do eu, reprimidos durante a vigília e sem possibilidades de subir à consciência, podem ter livre curso no sonho embora sob forma simbólica. Esse fenômeno figura nos fundamentos de muitas análises psicoterapêuticas.

Um tipo de sonho ainda mais significativo é aquele onde o indivíduo encontra pessoas vivas ou mortas, delas recebendo uma mensagem que amiúde se confirma, mais tarde, na realidade: uma pessoa ausente pode nos dizer no sonho que está doente ou morta; a notícia confirmatória chega poucos dias mais tarde. O que se torna patente, aqui, é uma experiência feita pelo eu, de uma realidade no mundo espiritual. Com efeito, a morte de qualquer pessoa é um acontecimento que se reflete naquele domínio. Transcendendo os limites do espaço, o eu vivencia esse fato e o sonho o transforma em imagem.

Finalmente, há pessoas que ao despertar sabem que no sonho lhes apareceu um ser espiritual superior com uma mensagem ou uma revelação, ou que elas “assistiram” a acontecimentos do futuro. São os chamados sonhos proféticos, que tamanho papel tiveram em tempos passados, desde os sonhos interpretados por José na Corte do Faraó (as vacas gordas e as vacas magras) até visões dos profetas (aparições de Serafins, Querubins, Anjos. etc.). Esses sonhos também têm papel importante na psicologia moderna (especialmente em C.G.Jung).

Não há adormecer ou despertar sem sonho; na maioria dos casos, porém, não o lembramos. Muitas vezes também, sem poder recordar um sonho concreto, acordamos com a certeza de ter passado um tempo num outro mundo.

Ao despertar, sonhamos muitas vezes com a volta ao corpo sob forma simbólica. Sonhamos, por exemplo, que voamos e nos aproximamos cada vez mais do chão, até bater nele. Nesse instante despertamos. Ou queremos entrar num edifício ou, por exemplo, numa torre. Não o conseguimos durante algum tempo, até que finalmente quase irrompemos nela à força e acordamos. Aqui o corpo é representado pelo símbolo da torre.

O sono, com a fase transitória do sonho, é, pois, um fenômeno que decorre de uma necessidade rítmica de todo o nosso ser. Compreende-se facilmente que sonos ou sonhos provocados artificialmente (narcóticos, hipnose, anestesia) não são, nesse sentido, “naturais”, e perturbam o equilíbrio forças físicas e psico-espirituais.

Os três estados: vigília, sonho e sono correspondem a três graus diferentes de consciência.

Podemos dizer que o homem é homem somente quando, no estado de vigília, é plenamente consciente e lúcido.

A Antroposofia ensina que a consciência do animal é semelhante (embora não idêntica) à nossa consciência de sonho, enquanto a planta vive numa inconsciência total correspondendo ao nosso estado de sono. A consciência dos minerais – se é que podemos ainda falar em consciência – seria ainda mais apagada do que a do nosso sono mais profundo.

Existem também no próprio homem zonas ou sistemas diferenciados por vários graus de consciência; Rudolf Steiner teve a intuição genial da trimembração do organismo humano, cuja essência pode ser resumida da seguinte forma:

O homem é plenamente consciente em seu pensar e em suas observações sensoriais. A esse sistema, Rudolf Steiner chama de sistema neuro-sensorial, ensinando que ele está centrado na cabeça, muito embora o corpo todo possua percepções sensoriais. O pólo oposto é constituído pelas funções completamente inconscientes do metabolismo e da vontade traduzida em movimentos (o homem tem a representação clara dos motivos e do resultado almejado de um ato de vontade; mas o “funcionamento” e a realização do impulso volitivo lhe são completamente ocultos). Esse outro pólo constitui o sistema do metabolismo e dos membros. Ele atua em todo o corpo, mas seu centro está no abdome e nos membros.

Entre esses dois pólos, e com o grau de consciência intermediário entre a lucidez completa do sistema neuro-sensorial e a inconsciência do sistema metabólico-motor, acha-se o sistema circulatório (respiração, circulação), que tem por sede a parte torácica e que liga, por assim dizer, os dois extremos. A esse sistema corresponde a vida sentimental e um grau de consciência que equivale ao sonho.

Já que se falou, neste capítulo, de seres superiores, parece indicado dizer mais algumas palavras sobre esse assunto. O leitor desejoso de conhecer detalhes mais amplos deve consultar a obra de Rudolf Steiner.

Não existe religião que não fale de seres elevados possuidores de inteligência, conhecimentos e poderes superiores aos do homem. As divindades da mitologia hindu, grega e germânica são alguns desses seres; também nas religiões chamadas “monoteístas” (judaísmo, cristianismo e islamismo) existem arcanjos, anjos, demônios e diabos. Que são eles, uma vez serem nitidamente superiores aos seres humanos? O cristianismo, mantendo o dogma israelita “Deus é um”, fala ao mesmo tempo de Anjos, Querubins, Serafins e outros seres respeitabilíssimos. Como explicar essa multidão de “deuses”?

Admitindo-se um caráter evolucionista do cosmo (voltaremos a esse assunto mais adiante) nada impede de imaginar, acima do homem, seres que possuam faculdades superiores, sem precisar, para sua existência, de um corpo físico. A experiência supra-sensível revela de fato, ao vidente, a existência de tais seres, e a Antroposofia contém descrições detalhadas dessas “hierarquias superiores”. Com efeito, esses entes pertencem a vários níveis de evolução, cada um caracterizado por um novo grau de consciência, de faculdades e funções.

O nosso espírito humano é naturalmente incapaz de captar totalmente os estados de consciência desses seres. Apesar disso, é possível descrever-lhes certos aspectos. Mas em épocas passadas, certos indivíduos mais evoluídos tinham a capacidade de “perceber” esses seres e de ter contato com eles. A Antroposofia não pretende inovar nesse campo. O esoterismo cristão de um Dionísio Aeropagita já continha uma descrição pormenorizada dos “coros dos anjos”, e o próprio São Tomás de Aquino repetiu essa doutrina com pleno endosso da sua própria sabedoria.

Rudolf Steiner soube completar os conhecimentos tradicionais a esse respeito, pela sua própria experiência. Ele mostrou a ligação íntima desses seres e da sua atuação no nosso mundo e sobre o homem. A “imanência” dessas entidades é total. Tudo o que se passa em nosso mundo resulta da ação e da influência de tais seres. Isso não impede que o homem, em determinado grau do seu desenvolvimento, consiga libertar-se de tal influência criando as condições para seu próprio livre arbítrio.

Imediatamente “acima” do ser humano encontram-se entidades que as várias religiões chamam de Anjos (em grego, Aggeloi). São entes cujo “corpo” mais baixo é o corpo etérico. Entre as suas múltiplas funções há aquela de constituírem elementos de ligação entre o homem e os mundos superiores. Cada homem tem, portanto, o seu “anjo”, fato que se traduz no conceito popular de “anjo da guarda”.

Os chamados Arcanjos (Archaggeloi) já não são dedicados a indivíduos, mas a povos e outros agrupamentos. Cada povo tem o “seu” arcanjo que lhe determina as características étnicas. Quando um povo se forma como tal (por exemplo, o povo suíço ou belga), o fato espiritual correspondente é que um arcanjo começa a atuar pouco a pouco sobre um certo número de indivíduos, fazendo nascer neles um espírito de comunidade e a sua diferenciação étnica e histórica dos outros povos.

Os Arqueus, ou “Espíritos de Época”, são os líderes espirituais de toda uma época. Quando novos impulsos aparecem na história da humanidade, ao mesmo tempo, em todos os povos evoluídos, isso se deve à influência desses Arqueus.

Acima dos Arqueus existem os “Espíritos da Forma”, ou Exusiai. São idênticos aos Elohim da Bíblia. Veremos. mais tarde. que o nosso “eu” nos foi originalmente “dado” pelos Exusiai.

Os “Espíritos do Movimento” ou Dynameis constituem a próxima hierarquia. São os regentes cósmicos de todos os ritmos e movimentos.

Os “Espíritos da Sabedoria” ou Kyriotetes permeiam de suas emanações tudo o que nos aparece como repleto de sabedoria, desde as formas harmoniosas da natureza até os grandes princípios da sabedoria cósmica que filósofos como Aristóteles ou astrônomos como Kepler ainda vislumbravam como que por intuição.

Os “Espíritos da Vontade” ou Tronos representam a vontade divina como impulso básico de todo o Universo.

Os dois grupos supremos, os Serafins (8) e os Querubins (9), fogem a qualquer análise humana. São os seres mais elevados ainda acessíveis ao ser humano e constituem a parte dos impulsos mais puros do amor, caridade e elevação da alma. O próprio Velho Testamento fala repetidamente desses seres por ocasião das visões dos grandes profetas.

Onde está “Deus” nesta hierarquia? Em que consiste a Trindade? O conhecimento humano não pode aspirar a abranger essas alturas da existência cósmica. Seria temerário fazer afirmações a esse respeito. Tentar descrever “Deus” já seria uma blasfêmia, e mesmo os maiores iniciados, como por exemplo, Rudolf Steiner, somente puderam aproximar-se dele com um balbuciar de humildade. Qualquer outra atitude seria de presunção e de prepotência. Aliás, a Antroposofia não promete revelar “tudo”. Ela tem os seus limites e procura apenas alargar o nosso campo de observação. A Antroposofia é ciência, mas não onisciência. Se soubéssemos tudo, seríamos… Deus!

Mesmo assim, a obra de Steiner contém profundas revelações sobre o Mistério de Deus e da Trindade.

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O Resgate da Mitologia

Fonte: Curso de Mitologia no Facebook – clique e conheça

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“Existe uma espécie de preconceito generalizado contra os pensamentos não-científicos, especialmente contra os métodos filosóficos especulativos e o pensamento mítico. Porém a Mitologia transfere o conhecimento humano de um plano meramente materialista (científico) para um plano psíquico vivo (Inconsciente Coletivo) e deste, para um derradeiro plano espiritual. O desafio está em realizar a verdadeira “religião”: a “religação” do mundo externo ao mundo interno, do concreto ao abstrato, do material ao espiritual, do mortal ao imortal e eterno…”

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Existe uma espécie de preconceito generalizado contra os pensamentos não-científicos, especialmente contra os métodos filosóficos especulativos e o pensamento mítico. Porém, o estudo da Mitologia não pode ser visto com um interesse meramente histórico. A Mitologia Grega é a base do pensamento ocidental e guarda em si a chave para o entendimento de nosso mundo, de nossa mente analítica e de nossa psicologia. Ao se comparar a Mitologia Grega com as demais mitologias (africanas, indígenas, pré-colombianas, orientais, etc) descobre-se que há entre todas elas um denominador comum. Algumas vezes estaremos frente aos exatos mesmos deuses, apenas com nomes diferentes, sem que exista nenhuma relação histórica ou geográfica entre eles. Este material comum a todas as mitologias foi descoberto pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung e foi por ele denominado de “Inconsciente Coletivo”. O estudo deste material revela-nos a mente humana e seus meandros multifacetados. Como foi dito, os mitos são atemporais e eternos e estão presentes na vida de cada Ser Humano, não importa em que tempo ou em que local.

O estudo da Mitologia torna-se então essencial a todo aquele que pretende entender profundamente o Ser Humano e sua maneira de ver o mundo. Os deuses tornam-se forças primordiais da natureza psíquica humana e readquirem vida e poder. Nota-se a sua utilização no cotidiano em cada pequeno detalhe. A existência real dos deuses mitológicos antigos em todas as suas roupagens étnicas reafirma em última instância a idéia de divindade em si: através dos deuses encontra-se a “Idéia de Deus” (Imago Dei) e, através dela, Deus em toda sua misteriosa ambigüidade. A Mitologia transfere o conhecimento humano de um plano meramente materialista (científico) para um plano psíquico vivo (Inconsciente Coletivo) e deste, para um derradeiro plano espiritual. O desafio está em realizar a verdadeira “religião”: a “religação” do mundo externo ao mundo interno, do concreto ao abstrato, do material ao espiritual, do mortal ao imortal e eterno.

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Madre Teresa de Calcuta

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Direito às crianças

Prof. Dr José Martins Filho

Fonte: www.pediatrajosemartinsfilho.wordpress.com – clique e conheça

presença dos pais

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“Existe esse problema do vínculo, do afeto, do carinho, da atenção e da presença dos pais. Alguns tão pobres e problemáticos como o Brasil descobriram que a criança é o futuro da humanidade. Ando pelo Brasil falando de aleitamento, de tercerização, de vínculo e de afeto, esclarecendo e combatendo a alienação parental…”

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“Muitos me chamam de ingênuo, utópico e romântico quando falo do direito às crianças terem um vínculo garantido para as mulheres que precisam trabalhar para sustentar a família…

Tenho escrito, feito vídeos sobre esse problema do vínculo, do afeto, do carinho, da atenção e da presença dos pais. Infelizmente nem sempre sou ouvido e atendido…às vezes vejo risos sardônicos e caretas quando falo da experiência que tive quando trabalhei em outros países, principalmente na Europa.

Tenho recebido mensagens de muitas mulheres brasileiras, que estão em outros páises… Vejam a Áustria (2 anos de licença para a mãe e 2 meses para o pai). Já recebi testemunhos e exemplos de muitas outras pessoas de vários outros países. Recentemente recebi uma mensagem da também da Austrália falando dos dois anos… e claro que em todos os países nórdicos assim é…. as pessoas temem o desemprego das mulheres e dizem que os patrões não vão mais contratar mulheres, etc., mas esquecem que é o Estado quem vai pagar esse tempo para cuidar das crianças e claro, economizará com muito menos crianças enfermas, com creches em tempo integral, com crianças com problemas emocionais e físicos…

Tenho um sonho e sei que um dia.. talvez eu não esteja mais vivo, conseguiremos isso e aí será bem mais fácil falar de amamentação exclusiva de 6 meses e até dois anos complementada…falar de vinculo, de desenvolvimento infantil, etc.

Por favor, quem puder e ler esta mensagem, divulguem, compartilhem…

No meu novo livro que está sendo terminado (está no forno brando) falo muito disso e cito exemplos de países, alguns tão pobres e problemáticos como o Brasil e que descobriram que a criança é o futuro da humanidade. É preciso pensar muito, antes de criticar…

Conto com a ajuda e o apoio de todos… ando pelo Brasil falando de aleitamento, de tercerização, de vínculo e de afeto, esclarecendo e combatendo a alienação parental e vendo se conseguimos melhorar as condições legais de adoção.

Conto com quem quiser me ajudar… entrem no meu blog (pediatrajosemartinsfilho.wordpress.com) e vejam os trabalhos.

Grande abraço a todos que amam as crianças e sabem que elas são o futuro da humanidade… sem afeto, sem carinho e sem proteção, não conseguiremos melhorar esse mundo violento e egoísta em que vivemos.”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Sinto muito, mas não deu…

Milene Mizuta

Fonte: www.liderdesi.web587.kinghost.net – clique e conheça

sinto muito

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“Mas de tanto doer, tentando ser o que não sou,
sobraram algumas coisas legais:
Eu aprendi a não ter preconceitos religiosos, étnicos e sociais. Eu aprendi a não ter medo de tentar e errar. Eu aprendi a achar bonito o que não é perfeito, e de tanto achar bonito, não sei mais qual o referencial de perfeito, para mim você é lindo e perfeito! Eu aprendi que religião tem a ver com bondade e atos e não com nomenclaturas ou templos.Eu aprendi que pessoas sofrem e muito, independente de dinheiro, crença, raça e qualquer outra coisa que possa nos diferenciar. Eu aprendi que família tem sua base em laços de amor e só, por isso, qualquer ser humano que me ame pode fazer parte da minha família. Eu aprendi que mulheres morrem e adoecem tentando dar conta do que esse mundo impõe como exigência. Eu aprendi que homens morrem e adoecem tentando dar conta do que esse mundo impõe como exigência. Eu aprendi que falar é bonito, mas que ouvir com amor cura tudo. Eu aprendi que qualquer trabalho tem um valor imensurável no mundo e que todo ser humano tem a capacidade de fazer coisas incríveis e transformadoras. Eu aprendi que pessoas mudam, porque o que está vivo muda.Aprendi que não existe certo e errado, existe o possível a ser feito naquele momento. Aprendi que ser gentil é muito mais fácil. Aprendi que todos temos coisas boas e ruins, e que isso é uma realidade imutável. Aprendi a amar e respeitar o ser humano incondicionalmente e compreender que diferentes não são concorrentes, são simplesmente diferentes.”

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Meu texto dessa vez, quer pedir desculpas publicamente e propor um acordo de paz, mas como sempre vou ter que explicar tudo bem bonitinho para não complicar mais do que já é complexa a questão. Então vou começar com uma frase: Sinto muito, mas não deu…

Quando eu nasci, primeira filha, a expectativa da família é que viesse um homem. Sinto muito, mas não deu…

Nasci em uma família de um lado oriental cheia de valores e bons costumes e do outro lado, italianos religiosos fervorosos.

Já que não rolou de ser homem que ao menos eu fosse delicada e feminina, minha mãe me colocou no ballet, mas com 9 anos a professora falou que eu era muito desengonçada e distraída, ainda assim minha mãe acho que falando comigo eu melhoraria. Sinto muito, mas não deu…

Na escola eu aprendi a ler e a escrever no primeiro semestre, fui a melhor aluna da sala, mas como gostava muito de brincar com pessoas que tinham problemas chamados “sociais” na época a professora dizia para minha mãe que era bom cuidar disso porque era muito boa para ficar com “aquele tipo” de gente, não aceitei nada daquilo, tinha tudo para ser um exemplo. Sinto muito, mas não deu.

Na adolescência tentei jogar vôlei nas aulas de educação física, de todos os esportes era o que todas as meninas gostavam mas achava aquilo tudo tão chato, que fui jogar Handball, esporte considerado “violento”. Era para ser vôlei sinto muito, mas não deu.

Fui para igreja nas aulas de primeira comunhão, mas hoje posso dizer que achava tudo aquilo uma coisa de maluco, alguém me dizer o que pode ou o que não pode, foi ali que descobri que falava super bem e um dia me disseram que deveria fazer uma apresentação, tudo que consegui foi fazer um link sobre a natureza e Deus pai, pecado e o escambau, não rolou…Sinto muito, mas não deu.

Comecei a “namorar” muito cedo apesar de ouvir que meninas tinham que ser recatadas e que jamais poderiam ser mal faladas eu não conseguia, quando me dava conta já estava arrastando um bonde escancarado para o primeiro menino que achava bonitinho. Resultado: Fiquei mal falada. Sinto muito, mas não deu.

Minha mãe tentou me recuperar me mandando para um seminário de jovens, mas a menina que sentava do meu lado só falava sobre a primeira relação sexual dela e como tinha sido boa, juro por tudo que tenho de sagrado, eu tentei naqueles cinco dias me concentrar nos ensinamentos para ser uma pessoa melhor, mas tudo que eu tinha decidido é que queria experimentar “aquilo” que a menina tinha me contado…sinto muitíssimo, mas não deu mesmo.

Meninas não saiam a noite na minha adolescência, mas eu, eu não conseguia era sair ainda noite de  nenhum lugar. Tentei algumas vezes juro, sinto muito, mas não deu.

Meninas tinham que casar virgem, vou parar por aqui, sinto muito mas logo no início já não deu.

Traí meu primeiro namorado, juro, tentei ser fiel. Sinto muito, mas não deu.

Tentei beijar poucas bocas, negar algumas vezes…sinto muito, mas não deu, já tinha perdido a conta aos 19 anos.

Tentei não ser amiga de gays ou namorar pobres, negros e burros essa galera da “margem”, sinto muito mas, não deu.

Me formei e tentei entrar no mercado de trabalho e ganhar muito dinheiro para construir patrimônio, “pensar no futuro”, mas tudo que começava não me dava prazer e eu parava, juro que me esforcei tantas vezes para me estabilizar e tentar ser feliz na minha aposentadoria, mas…sinto muito, não deu.

Tentei arrumar um bom partido para casar, mas o resultado foi um filho sozinha aos vinte e quatro anos. Cara, te juro eu tentei e como tentei, sinto muito mesmo, mas não deu.

Tentei ter um parto “decente”, mas fiz cocô em todo o quarto, porque meu filho escorregou perna abaixo e eu não quis tomar analgesia, porque queria mesmo era que aquele guri nascesse logo, não queria ninguém perto, me achava “dona” do meu corpo, que absurdo… tentei fazer desse momento um momento sublime, sinto muito, mas não deu.

Minha família acreditava que demonstrações de amor estão diretamente vinculadas a sua presença física em festas, comemorações e afins e aos 25 anos com um filho de oito meses resolvi tentar a vida em outro estado 800 km da minha família de origem. Queria dizer como amo vocês, sinto muito, mas não deu…

Tentei usar chupeta, dar açúcar, acostumar meu filho a minha rotina, dar antibiótico no primeiro espirro, mas não conseguia, eu achava que febre era bom, que criança não precisava de leite de vaca mantive ele “pregado” no peito até os 2 anos quase. E o pior e mais insano de tudo, decidia tudo sozinha, não pedia opinião, porque vivia sozinha, não tinha nenhum argumento do porquê daquilo, tentei ser coerente e informada…sinto muito, mas não deu.

Tentei ter uma babá exemplar, que cuidasse do meu filho como eu, mas o resultado foi ele pregado na TV mais de cinco horas por dia, enquanto trabalhava insanamente para botar comida na mesa e dividia meu tempo com minhas saídas a noite, porque sempre me senti no direito de reconstruir minha vida, tentei ser uma mãe exemplar…sinto muito, mas não deu.

Sempre achei que o homem deveria aceitar meu filho e ponto, que isto não estava em discussão, e pasmem, não tinha vergonha de dizer que era solteira e tinha um filho que ficava com babá, enquanto eu enchia a cara! Tentei acreditar que eu era menos interessante por já ter um filho, sinto muito, mas não deu, ainda hoje não acredito nisso.

Encontrei uma pessoa “na night” e decidimos casar, ele assumiu meu filho como filho dele, namoramos pouco e nossa família se conheceu no dia do nosso casamento, que foi uma cerimônia esquisita, com um pastor que nunca ninguém tinha ouvido falar. Não teve bebedeira nem nada disso, eu queria que aquilo fosse para mim, meu filho – que levou as alianças – e meu futuro marido. Poderia ter feito diferente, mas não queria…sinto muito, mas foi o que deu…

Mudei de trabalho em trabalho e nada me satisfazia, até procurar uma formação de uma profissão que não existe no mercado e resolvi que isso seria meu caminho de vida, porque eu acredito que trabalho tem uma relação estreita com satisfação, amor e felicidade. Eu tentei ser rica e acreditar que dinheiro não traz felicidade mas manda comprar, sinto muito, mas não deu.

E quando meu filho mais velho estava com dez anos e a vida mais calma eu decidi…viajar? Não, ter outro filho, parido em casa, sem visitas até um mês, dormindo comigo, só mamando leito de peito, longe da chupeta, sem vacina, blábláblá. Mais velha era para o negócio ser mais equilibrado não é? Sinto muito, mas não deu…

Minha mãe morreu e no velório dela, muitas pessoas da minha família tentaram me convencer de que ela tinha feito tudo aquilo para preservar a família, juro que tentei acreditar nisso, mas sinto muito, não deu. Para mim minha mãe estava falando: “Filha seja livre!”

Estava decidida a ser mãe meio período e trabalhar no outro, porque acredito na importância da mãe em casa. Acreditava, sinto muito, mas também não deu. Criei um projeto de um curso que forma pessoas em nada e faz uma tal de economia associativa, onde indivíduos apoiam indivíduos e o dinheiro não é determinante para sua participação. Queria conseguir explicar meu trabalho em duas palavras, sinto muito, mas não deu. Era para ficar em casa meio período, mas o negócio cresceu tanto que não consigo ficar em casa meio mês de tanto que viajo. Sinto muito, mas não deu.

Ficar casada administrando os conflitos do dia a dia, acreditando que ficar juntos para todo o sempre é mais importante que tudo. Sinto muito, mas nem essa deu.

Em pleno inferno astral aos 37 anos eu olhei para mim e com muito amor eu disse: “Milene, nós tentamos, tudo que pudemos, mas não deu…”

Faço parte do seleto grupo de pessoas marginalizadas, aos trinta e sete anos, com dois filhos um de cada pai, separada, com uma profissão que não se explica, falando palavrão, com algumas tatuagens no corpo e de roupa curta.

Cara, como eu tentei ser igual a vocês, juro, li dezenas de livros, chorei litros em terapias, corri de um lado para o outro, adoeci, mudei tantas vezes, eu tentei dias a fio da hora que abria meus olhos ao pijama que escolhia para me deitar. Sinto muito, como eu sinto, mas não deu.

Mas de tanto doer, tentando ser o que não sou, sobraram algumas coisas legais:

Eu aprendi a não ter preconceitos religiosos, étnicos e sociais.

Eu aprendi a não ter medo de tentar e errar.

Eu aprendi a achar bonito o que não é perfeito, e de tanto achar bonito, não sei mais qual o referencial de perfeito, para mim você é lindo e perfeito!

Eu aprendi que religião tem a ver com bondade e atos e não com nomenclaturas ou templos.

Eu aprendi que pessoas sofrem e muito, independente de dinheiro, crença, raça e qualquer outra coisa que possa nos diferenciar.

Eu aprendi que as vezes falamos coisas e fazemos outras porque o discurso posto em prática traz novidades que não esperávamos, aprendi a não julgar.

Eu aprendi que família tem sua base em laços de amor e só, por isso, qualquer ser humano que me ame pode fazer parte da minha família.

Eu aprendi que eu e meus dois filhos somos uma família, que eu, meus dois filhos e meu ex- marido, somos uma família, que eu, meus filhos e todos os outros homens ou mulheres que nos amem são nossa família.

Eu aprendi que mulheres morrem e adoecem tentando dar conta do que esse mundo impõe como exigência.

Eu aprendi que homens morrem e adoecem tentando dar conta do que esse mundo impõe como exigência.

Eu aprendi que não existem perguntas mais cruéis que: “Tem certeza que você é isso?” ou “Tem certeza que você está infeliz?” ou “Porque fazer tanto drama por nada?”

Eu aprendi que frases do tipo: “Dê graças a Deus por essa pessoa que te atura!” “Eu esperava mais de você.” “Um dia quem sabe você chega lá”, “Se coloque no seu lugar”, são tão avassaladoras moralmente que podem destruir alguém.

Eu aprendi que violência física não se justifica, por nada.

Eu aprendi que falar é bonito, mas que ouvir com amor cura tudo.

Eu aprendi que qualquer trabalho tem um valor imensurável no mundo e que todo ser humano tem a capacidade de fazer coisas incríveis e transformadoras.

Eu aprendi que pessoas mudam, porque o que está vivo muda.

Eu aprendi que ter razão é uma coisa estúpida e cruel, que bom mesmo é estar certa do que é melhor para você, independente do que o resto do mundo pense a respeito disso.

Aprendi a ser generosa, porque encontrei gente muito generosa na minha vida.

Aprendi que não existe certo e errado, existe o possível a ser feito naquele momento.

Aprendi que ser gentil é muito mais fácil.

Aprendi que todos temos coisas boas e ruins, e que isso é uma realidade imutável.

Aprendi que puta não é um xingamento para mulheres, muito menos ser filho delas.

Aprendi que gay não é um xingamento para os homens ou mulheres, é uma preferência sexual.

Aprendi a amar e respeitar o ser humano incondicionalmente e compreender que diferentes não são concorrentes, são simplesmente diferentes.

E por falar em concorrência, minha proposta para você que tudo “deu” é a seguinte:

Se eu te contar que tudo que fiz não foi tentando ir contra você, mas na verdade tentando ser igual a você, fica mais fácil de fazermos as pazes?

Fica melhor se eu contar que adoro ver como sua vida é toda bem estruturada e que fico imaginando como gostaria de ter nascido assim?

Fica melhor se eu te disser que mesmo você sendo tão diferente eu gosto do que você é?

Então te proponho, gostar de mim…me aceitar e reconhecer que tenho coisas boas, eu te proponho parar de me julgar, porque o que fiz foi o melhor que pude, te proponho ainda que sejamos próximos para aprendermos uns com os outros.

Te entrego na mão a tarefa de me tirar da marginalidade e me colocar no mesmo patamar que você, o das pessoas que fizeram tudo que foi possível tentando acertar, mesmo as vezes errando.

Te digo que não te ameaço sendo o que sou, que não vou destruir sua família, seus alicerces, suas bases, nem suas crenças, porque não quero te fazer mal por ser diferente, eu só sou o que sou.

E como sou muito arrojada e como você é muito ponderado e juntos somos mais, proponho ainda aceitarmos todas essas diferenças que existem no mundo com o que temos de melhor e tirarmos todos esses que continuam a margem. Assim como eu existem um contingente enorme de pessoas doendo e doendo, acordando todos os dias olhando para a imagem imponente e intacta do indivíduo perfeito, morrendo pouco a pouco tentando fazer alguma coisa com isso.

Eu te dou minha liberdade com base no amor, você me dá sua segurança com base na sua estabilidade. E juntos criamos uma sociedade livre, amorosa, segura e estável.

E fique tranquilo, não tem nada de errado com a gente, só vivemos e levamos a vida de uma maneira distinta da sua, nem pior nem melhor, só diferente, somos felizes e para nossa felicidade ser completa só falta você acreditar nisso.

Eu queria discorrer um texto de tantas linhas defendendo o meu ponto de vista, te odiando, e te falando tantas vezes o quanto você é preconceituoso, medroso e que sua vida é uma chatice, mas eu não acredito nisso…sinto muito, não deu. Pedir para fazermos as pazes foi o que deu.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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