Os filhos são nossos

Os filhos são nossos

Kiki

Fonte: www.eumae.pt – clique e conheça

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“Afinal se eles são nossos , frutos do nosso Amor, nós temos a obrigação de nos dar a eles , de os considerar a nossa grande prioridade na vida… Podemos viver felizes na mesma e continuar a ter tempo para as escolhas que fizemos mas sem nunca deixar de lado aquele que é o nosso grande compromisso… Não falhar com os nossos filhos!”

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Os filhos são nossos. Porque saíram de nós. Não da nossa barriga, mas de nós. Daquilo que construímos. E embora tenham nascido de um amor que já não existe, esse amor acaba por existir para sempre. Neles. Porque foi de amor que eles foram feitos. Da carne com carne, do beijo com beijo.

Terão sempre um pouco dele, terão sempre um pouco de nós. Nem que seja o mau feitio do pai ou o jeito fantástico para dançar da mãe. (Cada um que puxe a brasa à sua sardinha como quiser.)

Numa separação, acaba-se o casal, acaba-se aquele núcleo familiar. Mas os filhos levam até à eternidade aquilo que um dia existiu. E por isso serão sempre nossos. Tão meus. Tão dele. E só por isso merecem todo o nosso respeito e toda a nossa consideração.

Eu entendo o coração de uma mãe que sofre por ter de deixar um filho ir para o pai. Seja para férias, seja para fins-de-semana. Entendo o amor visceral que faz uma mãe sofrer por ter de deixar o filho ir. As saudades dilacerantes. Também a mim me custou tanto, doeu por dentro. As primeiras noites que eles dormiram longe de mim. As primeiras noites que não rezámos juntos o anjo da guarda, que não pus a almofada na posição que eles gostam, que não lhes dei aquele beijo igual a todas as noites desde que nasceram. Juro que entendo. Mas um pai ama tanto um filho como uma mãe. Eles são tão nossos quanto deles. E um pai (ou mãe) não pode ser privado desse privilégio. Nem os filhos! De os deitar na cama à noite e de se deitarem com o pai, de lhes dar aquele abraço quentinho e de receberem aquele abraço quentinho. De os ver acordar no dia seguinte e de se enrolarem no sofá com o leite e os desenhos na televisão. Porque quando uma mãe priva o pai de o fazer, não está só a privar o pai. Está também a privar o filho.

Com o tempo apercebemo-nos que é tão importante para eles o tempo que passam do lado de lá, como é o tempo que passamos nós sozinhas sem eles. Porque temos um privilégio que as mães casadas não têm. Tempo!

Tempo para dormir, tempo para sair, tempo para namorar, tempo para ler, tempo para ir ao ginásio. Nem que seja para arrumar a casa sem tropeçar nos brinquedos que acabámos de arrumar 5 minutos antes. Tempo para não fazer nada! Tempo!

Aquele tempo que tanto reclamávamos que não existia. E por isso, temos de ver o copo meio cheio.

É importante! É muito importante que nunca nos esqueçamos disto. Quando um dia tivermos vontade de lhes (ao ex) mostrar que estamos zangadas, tristes, frustradas, não nos esqueçamos! Os filhos são feitos do nosso amor. Que mesmo que já não exista em nós, existe neles. Que não saíram só da nossa barriga. Saíram de nós! E são tão nossos, quanto deles.

E nós recebemo-los de volta preenchidas, realizadas, relaxadas e descansadas e eles voltam para nós felizes e completos! Completos porque têm tempo de pai e tempo de mãe. Porque recebem amor de pai e amor de mãe. (Mesmo que tenham comido ovos com salsichas o fim‑de‑semana inteiro! São ovos feitos com tanto amor como a carne assada com esparregado feitos por nós!) E assim estaremos a criar adultos fortes, felizes e justos.
Os filhos são nossos! Meus e dele! Porque saíram de nós.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Sobre o brincar e os brinquedos

Sobre o brincar e os brinquedos

Dra. Elaine Marasca Garcia da Costa

Fonte: www.luaama.com.br – clique e conheça

Artigo compartilhado por: Página do Facebook Comunidade Vovó Lupo – clique e conheça

brinquedos

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“No brincar, a criança usaria e desenvolveria todos os seus impulsos advindos do corpo físico e da imaginação, dando liberdade à sua fantasia numa entrega profunda a si mesma.”

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Entende-se que o brincar seja a principal atividade da criança pré-escolar. Ao contrário do adulto, não seria uma atividade de lazer, mas um processo de muita seriedade, como se fora o trabalho para este. No brincar, a criança usaria e desenvolveria todos os seus impulsos advindos do corpo físico e da imaginação, dando liberdade à sua fantasia numa entrega profunda a si mesma.

O brincar, uma atividade essencial nos primeiros sete anos de vida, tem uma força modeladora na estrutura física e na vitalidade da criança e, em especial, para o seu cérebro.

A escolha das atividades e dos brinquedos é fundamental para que isso ocorra de maneira harmônica. Ela deve guiar-se, em primeiro lugar, pela idade da criança; deve ter um caráter de incentivo, não sendo aconselhável, portanto, brinquedos já totalmente acabados, a fim de que se possa estimular a possibilidade de participação da criança na sua complementação.

Segundo aquilo que viveria na alma da criança do primeiro setênio, ou seja, a imitação de tudo e de todos, um simples amontoado de blocos de madeira poderia se transformar em vários objetos de sua vida cotidiana: uma casa, um carro, um móvel, uma lojinha cheia de mercadorias etc.

Observa-se, por exemplo, que as bonecas prontas, feitas de material sintético, levam, muitas vezes, a um rápido desinteresse da criança, por mais bonitas e perfeitas que sejam. Ao contrário, é muito comum encontrarmos crianças que não largam de sua boneca de pano, apenas com traços sugerindo o rosto, o qual poderá ser, inclusive, completado pela própria criança.

Os pequenos animais, trens, caminhões, fazem a alegria da criança, desde que elas mesmas os conduzam. Os brinquedos com automação, saídos de histórias grotescas e monstruosas da tevê poderiam funcionar como uma espécie de droga que nada teriam de autêntico, podendo embrutecer e causar um vício que cresce em necessidade de maiores estímulos, ou mesmo uma perigosa atrofia psíquica. (LANZ, 2000).

Os brinquedos considerados pedagógicos devem exigir da criança, um treinamento da habilidade manual, do equilíbrio e do domínio de seu próprio corpo como um todo. São interessantes e extremamente educativos aqueles que lembrem trabalhos caseiros ou profissões como, por exemplo, os utensílios domésticos, as ferramentas de lavoura, jardinagem e tantos outros.

Os materiais utilizados na confecção dos brinquedos devem estimular o desenvolvimento especialmente dos sentidos; devem ser de matéria verdadeira, natural e robusta (madeira, pano, pedra, metal), pois, através do brincar e dos brinquedos, a criança adquire confiança no mundo dos adultos.

Tudo que não fosse natural deveria ser mantido afastado do mundo infantil, especialmente os brinquedos plásticos, que de várias maneiras podem dar sensações falsas, como por exemplo:

• Tamanho desproporcional ao peso;
• Cores antinaturais;
• Desenho grotesco, antiestético;
• Fragilidade, fazendo com que se quebrem facilmente.

Além disso, o toque de um brinquedo plástico seria considerado totalmente artificial e não auxiliaria no desenvolvimento do sentido do tato, tão importante nesse período. Por fim, poderíamos dizer, ainda, que são produtos desenvolvidos em série, em máquinas, quase sem a presença do homem, o que traria uma imagem de massificação, não colaborando com um desenvolvimento sadio do caráter individual.

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Madre Teresa de Calcuta

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Bata nela!!!

Bata nela!!!

Vídeo produzido por: www.fanpage.it – clique e conheça

bata nela

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“Não se deve bater em garotas, nem mesmo com uma flor.
Porquê? Porque eu sou homem.”

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Ambiente escolar totalmente desfavorável

Ambiente escolar totalmente desfavorável

Hidrafil – via Wikimedia Commons

Fonte: Medium Brasil – clique e conheça

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Ambiente escolar totalmente desfavorável, foco na memória e não na habilidade de pensar, inibição da criatividade, conteúdos nem sempre relevantes, padronização do ensino. Tomo emprestada a metáfora do fascinante educador Rubem Alves, afirmando que a maioria das escolas são gaiolas, quando na verdade deveriam ser asas:

“Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.”

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Os problemas enfrentados pelas gerações atuais são cada vez mais dinâmicos. O mundo muda rapidamente e, para transpor seus novos desafios, cresce a demanda por pessoas que realmente pensem. Pessoas capazes de olhar para os problemas e imaginar soluções. Capazes de criar, inovar e reinventar. Pessoas que construam a mudança que o mundo precisa. Contraditoriamente, logo nos primeiros anos de vida, inserimos as crianças em um sistema educacional que tenta convertê-las em adultos consumidores, e não criadores de conhecimento. Adultos que deixam seus talentos de lado para se tornarem simplesmente medianos. Colocamos as crianças em um ambiente há muito tempo ultrapassado e esperamos que ele proporcione a elas alguma educação.

Eis algumas razões pelas quais o modelo educacional vigente é obsoleto e quais são as sequelas que ele deixa em cada um que passa por ele.

Ambiente escolar totalmente desfavorável

Conforme observado pelo especialista em educação Ken Robinson, as escolas são indústrias. Essa afirmação talvez não seja tão imediata, mas pare para pensar. As escolas agrupam os alunos em turmas, que nada mais são do que lotes. Em uma sala de aula, cada lote passa por uma rotina repetitiva, na qual profissionais especializados — os professores — desempenham seus papeis de maneira bem segmentada — cada um ensinando o conteúdo específico que lhe cabe, mesmo que na verdade todo o conhecimento esteja entrelaçado, e não dividido em disciplinas. Sirenes tocam indicando que é hora da aula atual ser interrompida para dar lugar à próxima. Após vários anos de repetições diárias desse ciclo, os alunos recebem o rótulo de “formados”, o que indica que o lote está pronto para ir para o mercado.

Infelizmente, não para por aí. Além de uma fábrica, as escolas também possuem características de um presídio. Elas cerceiam a liberdade dos alunos. Todos têm hora para entrar, hora para ir para o pátio e hora para sair. Há inspetores vigiando os estudantes e uma série de punições — advertências, suspensões e expulsões — para os que tiverem mau comportamento.

Esse conjunto de medidas faz com que as escolas suprimam o desejo de aprender, ao invés de despertar a curiosidade e estimular a inteligência. Tomo emprestada a metáfora do fascinante educador Rubem Alves, afirmando que a maioria das escolas são gaiolas, quando na verdade deveriam ser asas.

“Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.” – Rubem Alves

Escola de cinco décadas atrás e escola de hoje: pouca coisa mudou

O modus operandi que norteia o funcionamento de praticamente todas as escolas é o mesmo há muitas décadas. As poucas mudanças que aconteceram não foram de caráter educacional, e sim cultural, como o surgimento das escolas mistas e o fim dos internatos. Fora isso, as escolas em que você estudou seguem os mesmos paradigmas das escolas em que seus avós estudaram. Salas de aula, lousas, cadernos e a velha relação dual: “o professor ensina e o aluno aprende”.

Foco na memória, e não na habilidade de pensar

Ao invés de ensiná-los a pensar, as escolas apenas obrigam os alunos a digerir grandes quantidades de informações. Transmite-se o conhecimento em aulas puramente expositivas. Posteriormente, o conteúdo é cobrado em provas, que são a forma que as escolas encontraram para avaliar se os alunos realmente aprenderam. Isso é bastante curioso, porque as provas, em geral, exigem que os alunos apenas reproduzam o que lhes foi “ensinado”, e não que desenvolvam seu raciocínio, senso crítico e a habilidade de relacionar fatos para tirar conclusões. Basicamente, na escola, os alunos são treinados para memorizar informações e despejá-las em avaliações escritas.

Inibição da criatividade

As escolas instituem desde o começo que serão feitas perguntas, e que cada pergunta admite apenas uma resposta correta. Se o aluno não responde exatamente o que lhe foi ensinado, ele errou. E é bom que não erre muitas vezes. Caso contrário, ele não passará de ano. O aluno aprende que ele não tem liberdade para pensar fora da caixa.

Conteúdos nem sempre relevantes

O cenário em uma sala de aula é, quase sempre, o mesmo: alunos sentados durante várias horas anotando o que o professor ensina. Não importa se o assunto lhes interessa ou se terá utilidade no futuro. Na verdade, a escolas desperdiçam boa parte do tempo e da energia dos alunos com assuntos desnecessários, quando poderiam estar desenvolvendo habilidades relevantes para a vida pessoal e profissional.

As escolas ensinam que a democracia surgiu na Grécia Antiga, mas não despertam nos alunos o pensamento crítico para avaliar o nosso cenário político e tomar melhores decisões. As escolas ensinam conhecimentos matemáticos nada triviais, como logaritmos, mas não instruem sobre noções básicas de economia ou finanças pessoais. As escola ensinam o que são dígrafos e sujeitos desinenciais, mas não formam pessoas que saibam utilizar bem a linguagem na hora de se comunicar com clareza.

Padronização do ensino

O ensino é o mesmo para todos. Um aluno que se interessa mais por uma determinada área não tem, dentro da maioria das escolas, a oportunidade de se aprofundar nela. Alunos com capacidades e interesses distintos são agrupados simplesmente por terem idades iguais, freando o desenvolvimento dos que têm mais facilidade e ignorando as necessidades especiais dos que possuem dificuldades. Além disso, as escolas conduzem o ensino sempre da mesma maneira, ignorando o fato de que cada aluno se adapta melhor a um tipo de aprendizado: visual, auditivo, cinestésico, entre outros.

Ao passar por todas as falhas desse modelo educacional, as crianças não ficam ilesas de suas consequências: redução da capacidade criativa, desprezo pelo ato de estudar, pouca habilidade para pensar por si próprias, estresse e acúmulo de muitas informações dispensáveis.

É por isso que já passa da hora das escolas serem reinventadas. Ao invés de doutrinar os alunos para se tornarem cidadãos obedientes e passivos, elas precisam estimulá-los a pensar de maneira inovadora e lidar com problemas reais — que são muito diferentes de um enunciado aguardando uma resposta decorada. Quando isso acontecer, chegaremos ao cerne da resolução de boa parte dos problemas contemporâneos.

E, quiçá, de uma verdadeira revolução.

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.” — Nelson Mandela

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As Doze Noites Santas: 12ª Noite Santa – Constelação de Áries

As Doze Noites Santas

12ª Noite Santa - Constelação de Áries

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Como um eco longínquo, é feito o Reconhecimento, a síntese de todo o caminho, unindo o Natal ao Batismo. O Natal como o nascimento da criança natural e o Batismo como o posterior nascimento da criança divina, o Cristo, como uma luz brilhando no interior, como um Sol interno na alma livre e plenamente consciente. Da Região de Áries, o Cristo, o próprio Filho de Deus, lhe traz a liberdade de ser você mesmo…”

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Décima-segunda Noite Santa

ouça a narrativa

Um novo Sol e um novo dia, e a última noite desta Ascenção através das hierarquias espirituais. Alcançamos o último degrau desta escada, que nos transporta para as fronteiras do universo.

Este é o portal por onde o filho de Deus, o Eu cósmico, adentrou da esfera macrocósmica, da esfera de Brahman, Javé, de Alá, da esfera do divino, para a nossa existência. Através deste portal ressoa no nosso Cosmos, vindo das regiões macrocósmicas além do Zodíaco, a voz do Pai:

“Este é o meu filho muito amado, hoje eu o engendrei.”

Como um eco longínquo, é feito o Reconhecimento, a síntese de todo o caminho, unindo o Natal ao Batismo. O Natal como o nascimento da criança natural e o Batismo como o posterior nascimento da criança divina, o Cristo, como uma luz brilhando no interior, como um Sol interno na alma livre e plenamente consciente.

A voz de Deus é a voz da consciência humana que eleva o Eu de uma condição terrena, inferior, a uma condição cósmica, superior, trazendo para o ser humano a possibilidade de se tornar o Ser da Liberdade e do Amor – o ápice da hierarquia espiritual.

Nesta noite, pense em uma Graça que você quer alcançar.

Da Região de Áries, o Cristo, o próprio Filho de Deus, lhe traz a liberdade de ser você mesmo!

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As Doze Noites Santas: 11ª Noite Santa – Constelação de Touro

As Doze Noites Santas

11ª Noite Santa - Constelação de Touro

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Na décima primeira Noite Santa através do portal do Touro o Espírito Santo emana a plenitude do amor divino inspirada como persistência em relação ao que se pretende alcançar.”

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Décima-primeira Noite Santa

ouça a narrativa

De novo vem o Sol e um novo dia, e ao cair da noite uma estrela brilha no céu, emanando seu brilho da Constelação de Touro, portal por onde adentra à esfera do Zodíaco, vindo das regiões macrocósmicas, o sopro do Espírito Santo.

Os Reis Magos estavam próximos ao lugar onde se encontrava a Criança, e iluminando a noite, o brilho da estrela que os precedia ampliava enormemente a dimensão do deserto. A alma se eleva, tocando outra dimensão que não é terrena, e o Espírito Santo adentra a dimensão humana, manifestado sob a forma de uma pomba, no Batismo de João.

É uma noite de grande expansão da alma, os horizontes se ampliam e a nossa alma pode se elevar, alcançando a dimensão da alma do Cosmos, da Sofia divina, e sentir a presença do Espírito . No Antigo Egito isso era representado nas esculturas que portavam os chifres do Touro com o espaço entre eles preenchido por um disco solar coroando a cabeça do faraó, considerado o descendente direto de Deus.

Foram as forças do Touro que configuraram a laringe, o órgão da fala, que segundo Steiner está em transformação, e ele diz que nos estágios evolutivos futuros do ser humano, a palavra terá de novo a força plasmadora referida na Gênesis de todas as religiões: No princípio era o verbo e o verbo estava em Deus.

A palavra será como uma lança sagrada de expressão do amor divino.

Na décima primeira Noite Santa através do portal do Touro o Espírito Santo emana a plenitude do amor divino inspirada como persistência em relação ao que se pretende alcançar.

Nesta noite, deixe seu olhar buscar novos horizontes para a sua vida. Da região de Touro, o Espírito Santo traz a você a força da persistência que leva ao progresso.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 10ª Noite Santa – Constelação de Gêmeos

As Doze Noites Santas

10ª Noite Santa - Constelação de Gêmeos

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Da região de Gêmeos, os Serafins, Espíritos do Amor, lhe trazem impulsos para vencer a barreira do individualismo e da solidão e encontrar sentido na união e na fraternidade. A fraternidade é o mais poderoso impulso para a vida social, porque ela pode quebrar as barreiras de status, etnia e crenças.”

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Décima Noite Santa

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De novo sai o sol, atravessamos um novo dia e vem o cair da noite. Uma estrela brilha no céu, emanando seu brilho da Constelação de Gêmeos, o portal através do qual emanam as forças espirituais dos Serafins, os Seres do Amor. Amor que não está mais assentado nos laços físicos, nos laços da paixão, mas em laços espirituais. O amor fraterno.

O mito grego de Kastor e de Polydeukes, irmãos que eram filhos da mesma mãe com pais diferentes, sendo que Kastor era mortal e Polydeukes imortal. Ocorreu que Kastor morre e o seu irmão vai até Zeus e pede que a sua imortalidade seja retirada e concedida a Kastor; Zeus comovido, tornou ambos imortais e os colocou no céu na forma de uma constelação, a constelação de Gemeos!

Ele os eleva à condição macrocósmica, e o que os torna imortais não são os laços de sangue, mas o abrir mão de si mesmo, que é a forma ainda mais elevada de Amor!

No Evangelho temos a expressão dessa forma de amor: “onde dois estiverem reunidos em meu nome eu estarei no meio deles” – abre-se mão do próprio Eu, e ganha-se um outro Eu que é eterno.

A fraternidade é o mais poderoso impulso para a vida social, porque ela pode quebrar as barreiras de status, etnia e crenças.

Na décima Noite Santa, através do portal de Gêmeos, os impulsos espirituais dos Serafins ajudam a vencer a barreira do individualismo e da solidão.

Nesta noite abra o seu coração, reconheça o bem em si e nos outros. Da região de Gêmeos, os Serafins, Espíritos do Amor, lhe trazem impulsos para vencer a barreira do individualismo e da solidão e encontrar sentido na união e na fraternidade.

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As Doze Noites Santas: 9ª Noite Santa – Constelação de Câncer

As Doze Noites Santas

9ª Noite Santa – Constelação de Câncer

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Na nona Noite Santa, através do portal de Câncer, recebemos os impulsos espirituais dos Querubins. Os Querubins trazem o impulso para que as transições de um ciclo para outro ocorram de forma harmoniosa. Eles atuam na forma da espiral cujas forças vêm do ciclo anterior, criam um invólucro e se direcionam para o próximo ciclo – em uma sequência repetitiva, harmoniosa.”

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Nona Noite Santa

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De novo sai o Sol, atravessamos um novo dia e vem o cair da noite.

Uma estrela brilha no céu, emanando o seu brilho da Constelação de Câncer, o portal do qual emanam as forças espirituais dos Querubins, os Seres da Harmonia.

Foi a ação dos Querubins no início da evolução que criou o cinturão protetor de estrelas em volta do nosso sistema separando-o da totalidade macrocósmica.

Esta ação está expressa na própria configuração do tórax: as forças de Câncer configuram os doze pares de costelas, o invólucro protetor físico do coração, o órgão da vida.

Os Querubins trazem o impulso para que as transições de um ciclo para outro ocorram de forma harmoniosa. Eles atuam na forma da espiral cujas forças vêm do ciclo anterior, criam um invólucro e se direcionam para o próximo ciclo – em uma seqüência repetitiva, harmoniosa. Podemos observar essas espirais cósmicas também em ciclos menores da natureza . São os Querubins que cuidam por exemplo que a semente do outono renasça como uma nova planta na primavera.

Essas transições no nosso desenvolvimento às vezes se apresentam de forma dramática, como crises .

Na nona Noite Santa, através do portal de Câncer, recebemos os impulsos espirituais dos Querubins, que nos trazem força para nos harmonizarmos com o novo e cria aconchego para que os momentos de transição ocorram de forma harmoniosa.

Nesta noite, deixe de lado a apreensão pelo que está em transição na sua vida. Da região de Câncer , os Querubins, Espíritos da Harmonia, trazem a você a força da harmonia com o novo e aconchego para os momentos de transição.

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As Doze Noites Santas: 8ª Noite Santa – Constelação de Leão

As Doze Noites Santas

8ª Noite Santa – Constelação de Leão

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

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“Nesta noite, abandone o medo dos desafios que você tem pela frente. Da região de Leão, os Tronos, Espíritos da Vontade, lhe trazem poderosas forças para vencer as provas que as suas escolhas lhe trazem.”

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Oitava Noite Santa

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Nasce um novo Sol, atravessamos mais um dia e vem o cair da noite. Uma nova estrela brilha no céu, emanando luz da Constelação de Leão, portal do qual emanam as forças dos Tronos, os Seres da Vontade.

Alcançamos a primeira hierarquia, de seres espirituais muito evoluídos que manifestam as intenções divinas atuando da esfera macrocósmica para dentro do nosso sistema solar.

Na evolução, os Tronos eram seres tão completamente conscientes de si que seu querer era sua própria substância, e este querer é tão exaltado que estes seres produziam calor e doaram sua própria substância.

As forças de Leão configuraram o coração humano e os dirigentes da Antiguidade e os reis da Idade Média associavam sua realeza com este signo, que era relacionado com a coragem e a prontidão de realizar no exterior o que é determinado a partir de dentro: da voz do coração.

Na oitava Noite Santa, a partir do portal do Leão, recebemos os impulsos de entusiasmo e coragem para enfrentar as provas que o destino nos traz.

Nesta noite, abandone o medo dos desafios que você tem pela frente. Da região de Leão, os Tronos, Espíritos da Vontade, lhe trazem poderosas forças para vencer as provas que as suas escolhas lhe trazem.

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Madre Teresa de Calcuta

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Que a jornada continue…

Que a jornada continue…

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Nossos votos para a caminhada de todos neste ano de 2015:

“Que o meu pensar seja claro, verdadeiro, sem julgamento, ponderado. Que meu sentir seja aquecido, amoroso, com compaixão pelo outro, trazendo a verdade do amor latente em si. Que minha ação seja fiel a uma causa, apaziguadora. Que eu possua a virtude de fazer o bem. Que eu possa ajudar ao outro ser humano e acompanhá-lo. Que eu desenvolva o sentido humanitário e colocar a minha força à disposição da humanidade. Que eu Ilumine com sabedoria os lados negativos ou sombras. Que eu possa ajudar o outro a encontrar suas metas e realizá-las. Que eu acompanhe o destino do outro, ajude-o a encontrar os lados positivos da vida para aproveitar, para um todo maior, as qualidades positivas de cada um.”

Biblioteca Virtual da Antroposofia

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Espero que continuemos nosso trabalho nessa direção em 2015. Obrigado a todos que apoiam o trabalho e que compartilham nossos artigos.

Este é um trabalho desenvolvido por seres humanos que, por mais que se esforcem, tropeçam, caem e erram. Mas sempre tentando estar firmemente conectados com o propósito e direção mencionados acima.

Coloco a importância de sempre curtir e compartilhar todo o artigo que fizer sentido para você, pois ele ajuda a ampliar o alcance do trabalho e a tocar mais corações para que, quem sabe no futuro, tornar-se um trabalho formador de opinião (ou formador de reflexão no nosso caso) e adentre verdadeiramente o social. O Trabalho é alimentado pelas Vontades de quem participa e quem atuar em consonância com sua missão, perceberá a força do grupo atuando em si, a fusão de suas vontades. A soma das Vontades dos que atuam no grupo, pode trazer outras pessoas para atuar conforme valores específicos do grupo, com os quais têm consonância.

Lembro que nosso trabalho depende de apoio e doações e é muito importante sua ajuda. Se você compartilha dos valores ou missão da Biblioteca, ajude:

linhaMais uma vez gostaria de lembrar que eu, Leonardo Maia, assumo a iniciativa e total responsabilidade pelo trabalho desenvolvido pela

Biblioteca Virtual da Antroposofia

Esta é uma iniciativa particular, todos os conteúdos são baseados na minha visão e opinião e na de meus colaboradores.

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As Doze Noites Santas: 7ª Noite Santa – Constelação de Virgem

As Doze Noites Santas

7ª Noite Santa – Constelação de Virgem

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

sophia

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“Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetes, os Seres da Sabedoria. As forças do Signo da Virgem configuraram o ventre, que é um aspecto físico do feminino que pode receber e gerar outro ser. A alma, a nossa vida interna também tem esta qualidade do feminino, de levar para dentro, de acolher no íntimo e de guardar a nossa essência, o nosso Eu, para gerar o Espírito individualizado em nós.”

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Sétima Noite Santa

ouça a narrativa

De novo temos o nascer do sol que anuncia o novo dia, e no final deste o cair da noite. Uma nova estrela brilha no céu emanando luz da Constelação da Virgem o portal do qual emanam as forças dos Kyriotetes, os Seres da Sabedoria, também chamados Domínios.

Na evolução, eles acordaram ao perceber a existência de outros Seres, para os quais criaram então o espaço do acolhimento. Estamos ainda no âmbito da segunda hierarquia, os Seres que acolhem e realizam os planos divinos.

As forças do Signo da Virgem configuraram o ventre, que é um aspecto físico do feminino que pode receber e gerar outro ser. A alma, a nossa vida interna também tem esta qualidade do feminino, de levar para dentro, de acolher no íntimo e de guardar a nossa essência, o nosso Eu.

A Virgem é a imagem terrestre da Alma cósmica, a Sofia, e ela é considerada virgem porque corresponde a um aspecto de nossa alma que permanece intocada pelas necessidades terrestres, e pode então acolher e gerar o Espírito individualizado em nós. Isto significa um estado de entrega e doação constantes, de cortesia e polidez.

Na sétima Noite Santa através do portal da Virgem recebemos os impulsos espirituais dos Kyriotetes, que são capacidades de criar o espaço para algo novo Ser gestado no íntimo, e de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.

Nesta noite concentre-se, como faz a semente, na essência do que você quer realizar. Da região da Virgem, os Kyriotetes, Espíritos de Sabedoria, trazem a você a capacidade de encontrar forças a partir do seu próprio interior, para fazer desabrochar a sua vida.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 6ª Noite Santa – Constelação de Libra

As Doze Noites Santas

6ª Noite Santa – Constelação de Libra

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

libra

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“Na sexta Noite Santa, através do portal da Balança – Libra, recebemos dos Dynamis, ou Virtudes, os impulsos espirituais para desenvolver o equilíbrio interior e conseguir conter as forças de dispersão para que tenhamos uma vida coerente e harmoniosa.”

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Sexta Noite Santa

ouça a narrativa

Temos o nascer do sol, a passagem de mais um dia e o cair da sexta Noite Santa. Uma nova estrela brilha no céu, irradiando da Constelação de Balança o portal através do qual emanam as forças espirituais dos Dynamis, também chamados de Virtudes, os Seres do Movimento! Continuamos no âmbito da segunda hierarquia. Na evolução, os Dynamis acordaram ao perceber o que estava ocorrendo a sua volta, e atuaram criando um equilíbrio dinâmico, uma correta relação, uma permanente reciprocidade entre as coisas. Estar em desequilíbrio significa estar separado, não está inserido na unicidade de todas as coisas. Suas forças configuraram a bacia, que é responsável pelo equilíbrio no manter-se ereto.

No trabalho biográfico estudamos a expressão da Balança por volta dos 28 anos, que é o marco de mudanças entre as forças do passado que nos carregaram até aí e as forças do futuro que trazem a possibilidade de uma nova expressão da nossa individualidade através da nossa capacidade de transformar a herança da educação herdada. Os Dynamis nos oferecem a possibilidade de colocar as influências do passado e as possibilidades do futuro, o dentro e o fora, os processos de fusão e de separação em uma correta relação de reciprocidade, em um equilíbrio dinâmico.

Na sexta Noite Santa, através do portal da Balança, recebemos dos Dynamis, ou Virtudes, os impulsos espirituais para desenvolver o equilíbrio interior e conseguir conter as forças de dispersão para que tenhamos uma vida coerente e harmoniosa.

Nesta noite reconheça quais os pontos de equilíbrio de sua vida. Da região de Libra, os Dynamis, Espíritos do Movimento, trazem a você a capacidade para equilibrar na alma as forças de dispersão e ter uma vida coerente e harmoniosa.

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As Doze Noites Santas: 5ª Noite Santa – Constelação de Escorpião

As Doze Noites Santas

5ª Noite Santa - Constelação de Escorpião

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

elohim

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“Nasce de novo o sol, atravessamos um novo dia e cai a noite e uma nova estrela brilha no céu irradiando da Constelação de Escorpião através da qual emanam as forças espirituais dos Exusiai, os Seres da Forma, também chamados de Potestades ou Poderes. Agora atingimos o âmbito da segunda hierarquia. Eles também foram seres de um estado evolutivo anterior tão avançados em seu processo que podem acolher os planos divinos e torná-los manifestos, de forma que haja uma concordância entre a esfera macrocósmica da consciência do Cosmos e o nosso sistema Solar, que é uma expressão microcósmica onde a nossa existência humana está inserida, onde acontece a nossa biografia, humana.”

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Quinta Noite Santa

ouça a narrativa

Nasce de novo o sol, atravessamos um novo dia e cai a noite e uma nova estrela brilha no céu irradiando da Constelação de Escorpião através da qual emanam as forças espirituais dos Exusiai, os Seres da Forma, também chamados de Potestades ou Poderes. Agora atingimos o âmbito da segunda hierarquia. Eles também foram seres de um estado evolutivo anterior tão avançados em seu processo que podem acolher os planos divinos e torná-los manifestos, de forma que haja uma concordância entre a esfera macrocósmica da consciência do Cosmos e o nosso sistema Solar, que é uma expressão microcósmica onde a nossa existência humana está inserida, onde acontece a nossa biografia, humana.

Os Exusiai estão envolvidos nos processos de criação de um novo ser, na transformação de uma forma em outra, na metamorfose constante da substância.

Na Bíblia eles são chamados de Elohins, e no corpo humano as forças de Escorpião configuraram os genitais a partir dos quais é possível a procriação ou seja, a criação de um novo ser físico.

Estamos no âmbito das forças sexuais, que são as forças que oscilam tanto para o egoísmo mais absoluto, aquilo que pode ser caracterizado como o mal, porque ao oferecer a possibilidade da maior satisfação imediata podem subjugar o humano ao nível do animalesco. Mas que também trazem uma das maiores possibilidades para a superação do egoísmo e transcendência de forças. Se em Sagitário tínhamos a imagem de um cair e levantar constantes entre o animalesco e o humano, aqui temos a imagem de uma luta, na nossa vida interior, entre a morte e ressurreição. E esta é uma luta muito individual, onde em liberdade oscilamos entre as sombras que obscurecem o nosso ser, os esconderijos onde vive o Escorpião venenoso, e as forças de expansão do Ser, representadas pela águia que se eleva às alturas e de lá contempla o Todo.

O Escorpião é então o signo das forças duplas, tanto destrutivas, retrógadas, que mudam constantemente de aparência e invadem a nossa alma trazendo caos à nossa vida, como é também portador de forças construtivas que têm a ver com transmutação constante e contínua superação, para que a substância divina, o Espírito, possa em nós ser plasmado de novo e sempre! No apocalipse esta característica de forças duplas é apresentada como a espada de dois gumes.

Nesta quinta Noite Santa, recebemos através do portal de Escorpião os impulsos espirituais dos Exusiai, ou Potestades, para aceitar por um lado as nossas fraquezas, e por outro lado receber os impulsos espirituais para a superação e transformação dessas forças.

Nesta noite procure ficar em paz consigo mesmo. Da região de Escorpião, os Exusiai, Espíritos da Forma, lhe trazem a capacidade de renascer das crises e de todos os processos de perda, impotência, dor e desespero.

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As Doze Noites Santas: 4ª Noite Santa – Constelação de Sagitário

As Doze Noites Santas

4ª Noite Santa – Constelação de Sagitário

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

centauro

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“Nesta quarta Noite Santa recebemos através do Portal do Sagitário os impulsos espirituais dos Arqueus, também chamados de Principados, para o fortalecimento da personalidade, de forma que tenhamos forças de estabelecer e sustentar impulsos mais abrangentes na nossa vida que nos orientem para o futuro e que contenham metas espirituais para a nossa existência.”

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Quarta Noite Santa

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Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Sagitário, de onde emanam as forças espirituais dos Arqueus, os Seres da Personalidade, também chamados de Principados. Isto significa que eles não só possuem um Eu como sabem que o possuem e através dessa consciência intensificada eles criam uma imagem de si no exterior. Eles projetam no exterior a força de sua luta interna que é a própria luta do centauro, do ser humano emancipado por um lado na sua inteligência mas por outro lado, em luta constante para superar suas forças animalescas, seus instintos selvagens, suas forças egoísticas.

Os Arqueus são considerados os Espíritos do Tempo porque essa luta é a própria luta do desenvolvimento humano no nosso tempo, abrangendo algo que ultrapassa todas as etnias e se torna uma influência cultural na nossa civilização.

Aqui a tarefa anterior dos Arcanjos, que era proteger a sabedoria cósmica das intenções egoístas é ampliada pelos Arqueus, estando expressa no desafio da nossa civilização moderna na luta entre o materialismo exacerbado e a preservação dos recursos naturais.

No portal sul da Catedral de Chartres, a escultura de Micael preside as 3 hierarquias. Rudolf Steiner constantemente se refere a ele como o Regente desta nossa Época, com a missão de dominar o Dragão, o ser mítico representado pelo nosso intelecto, quando a sabedoria cósmica é apropriada através da compreensão das leis, através da ciência natural e precisa ser colocada no mundo de forma mais ampla para o bem de todos. Tanto no aspecto pessoal de construção da personalidade como neste aspecto temporal, esta luta representa um cair e levantar constantes.

Nesta quarta Noite Santa recebemos através do Portal do Sagitário os impulsos espirituais dos Arqueus, também chamados de Principados, para o fortalecimento da personalidade, de forma que tenhamos forças de estabelecer e sustentar impulsos mais abrangentes na nossa vida que nos orientem para o futuro e que contenham metas espirituais para a nossa existência.

Nesta noite reavalie as suas qualidades pessoais. Da região de Sagitário, os Arqueus, Espíritos da Personalidade, lhe trarão as forças da inteligência que erguem você, que sustentam você, e apontam a direção do futuro. Eles injetam clareza no seu pensar para que você perceba e assuma o compromisso com o que há de melhor em você.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

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As Doze Noites Santas: 3ª Noite Santa – Constelação de Capricórnio

As Doze Noites Santas

3ª Noite Santa – Constelação de Capricórnio

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

Arcanjo Uriel3

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“Nesta terceira Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Capricórnio os impulsos dos Arcanjos para o fortalecimento da nossa personalidade através da expansão da luz e autonomia da nossa inteligência.”

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Terceira Noite Santa

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Atravessamos mais um dia, cai a noite e uma nova luz brilha no céu irradiando da Constelação de Capricórnio o terceiro degrau nesta escada espiritual. Deste portal emanam para nós as forças espirituais dos Arcanjos. Os Arcanjos são denominados Seres da Luz.

Rudolf Steiner os descreve na Ciência Oculta como aqueles seres que durante a evolução acordaram ao enxergar o seu próprio reflexo no exterior. Quando eles doaram sua própria essência, essa sua essência era a própria Luz que se irradiou para os quatro cantos do universo.

A luz dos Arcanjos é representada hoje em nós pela nossa inteligência, que se irradia para o meio ambiente e se torna consciente de sua própria existência, para nós mesmos e para o mundo.

Os Arcanjos se tornaram, na evolução, guardiões da inteligência cósmica, com a missão de proteger o amor divino contido na Inteligência que criou e transformou tudo em sabedoria para o bem de todos.

Nesta terceira Noite Santa recebemos através do Portal da Constelação de Capricórnio os impulsos dos Arcanjos para o fortalecimento da nossa personalidade através da expansão da luz e autonomia da nossa inteligência.

Nesta noite anseie pelo bem de todos. Elevando a alma às alturas espirituais e unindo –se ao ser do Cristo, a visão do seu lugar no mundo e do que você precisa realizar se tornará mais clara. Da região de Capricórnio, os Arcanjos, espíritos das cosmovisões, trarão coragem para você alcançar suas metas.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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As Doze Noites Santas: 1ª Noite Santa – Constelação de Peixes

As Doze Noites Santas

1ª Noite Santa – Constelação de Peixes

Texto: Edna Andrade / Narração: Mirna Grzich

Fonte: www.noitessantas.com.br – clique e conheça

1 noite

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“Estamos no primeiro degrau da escada que está assentada na esfera humana terrena na dimensão da existência do anthropos – o ser da liberdade. A liberdade é uma das duas principais forças espirituais que nos foram destinadas conquistar ao longo da vida. A outra força será ao final da escada, o amor.”

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Primeira Noite Santa

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Soam as 12 badaladas da meia noite anunciando o Natal. Vem a aurora, atravessamos o dia, cai a noite e uma luz se acende no céu irradiando um brilho que emana da Constelação de Peixes e ilumina a primeira vigília santa.

Estamos no primeiro degrau da escada que está assentada na esfera humana terrena na dimensão da existência do anthropos – o ser da liberdade.

A liberdade é uma das duas principais forças espirituais que nos foram destinadas conquistar ao longo da vida. A outra força será ao final da escada, o amor.

A sabedoria antiga nos conta que foram as forças espirituais de Peixes que configuraram os pés humanos. Quando observamos os pés verificamos que eles são formados em forma de uma abobada que vai propiciar simultaneamente com a verticalização da coluna o andar ereto, primeiro grande aprendizado da vida. Quando criança nos arrastamos, engatinhamos e finalmente nos erguemos e nos apoiamos-nos próprios pés superando as forças da gravidade significando isto uma grande conquista e a condição para o desenvolvimento do pensamento, sendo o pensar o que diferencia o Humano dos outros reinos da natureza.

Ao longo da vida seguidamente fazemos uma analogia íntima com este fato:

“andar nos meus próprios pés, saber por onde ando,”, seguir os meus próprios passos,” “não vou andar nos passos de ninguém” são expressões que expressam uma correta relação com a terra e com o destino em termos de liberdade pessoal.

Nesta primeira Noite Santa recebemos da constelação de Peixes os impulsos para se firmar nos próprios pés e se erguer, condições básicas para alcançar a liberdade individual, meta ao qual nos destinamos como seres individualizados.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Reflexões sobre o Natal

Reflexões sobre o Natal

Marina Fernandes Calache

Fonte: Antroposofiando Medicina Antroposófica – clique e conheça

Natal

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“Para as crianças o Natal virou sinônimo de presentes. Presentes que quase nunca preenchem o vazio interno, o que as torna quase sempre mais exigentes e caprichosas. E, no caso dos que nada recebem, desperta os sentimentos de revolta e injustiça. Também os adultos têm sentimentos contraditórios despertos, alguns se sentem muito felizes nesta época, entrando com espírito festeiro e alegre, porém, quando o Natal termina, mesmo que tudo tenha corrido bem, o sentimento que surge é de ressaca, e uma sensação de vazio aparece e às vezes incomoda, mas, já tem outra festa chegando e este sentimento é abafado. Outros se sentem tristes, uma enorme vontade de chorar surge, um vazio que parece tomar todo o espaço do peito, e uma enorme vontade de que esta época passe bem rapidamente. Por que estes sentimentos contraditórios? O que acontece com esta época?”

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O Natal hoje tem uma característica muito materialista. O excesso de afazeres e compras leva as pessoas a se distanciarem do real sentido do Natal.

Estes excessos também conseguem ressaltar de maneira ainda mais explícita as diferenças sociais, trazendo dor e culpa. Dor para aqueles que não têm e culpa para aqueles que cometem os excessos.

Para as crianças o Natal virou sinônimo de presentes. Presentes que quase nunca preenchem o vazio interno, o que as torna quase sempre mais exigentes e caprichosas. E, no caso dos que nada recebem, desperta os sentimentos de revolta e injustiça.

Também os adultos têm sentimentos contraditórios despertos, alguns se sentem muito felizes nesta época, entrando com espírito festeiro e alegre, porém, quando o Natal termina, mesmo que tudo tenha corrido bem, o sentimento que surge é de ressaca, e uma sensação de vazio aparece e às vezes incomoda, mas, já tem outra festa chegando e este sentimento é abafado. Outros se sentem tristes, uma enorme vontade de chorar surge, um vazio que parece tomar todo o espaço do peito, e uma enorme vontade de que esta época passe bem rapidamente. Por que estes sentimentos contraditórios? O que acontece com esta época?

O ser humano distanciou-se muito da Natureza. Ela, por sua vez, continua interferindo e se comunicando com o homem. Porém, os ouvidos dos homens não conseguem mais ouvir a voz da Natureza, seus olhos também já não enxergam sinais evidentes, como por exemplo, os das estações do ano. A mesmice dos dias geralmente regulados pelo excesso de trabalho, ou pelos vários canais de comunicação em massa que procuram levar nossa atenção para os acontecimentos do mundo, geralmente os mais deprimentes, tudo isto nos leva a vivenciar os dias sem diferenciação.

As estações do ano não se diferenciam somente devido ao fato de usarmos ou não casacos, mas, internamente nos sentimos diferentes. Entretanto, seguimos sem dar importância, tornando os dias todos iguais.

No passado, o homem se encontrava fortemente ligado à Natureza e encontrava nela sabedoria; o sentimento do homem era de unicidade e dela extraiu todo simbolismo que reconhecemos como as grandes festas do ano.

O Natal era celebrado desde épocas muito antigas, em muitos lugares diferentes, por povos distintos. Na Europa do Norte e Central – Escandinávia, Escócia, Inglaterra, nos círculos Celtas – havia a celebração da festa do fogo. No hemisfério norte, nesta época, é inverno, os dias se tornam mais curtos, como se a Natureza esmorecesse, é como se houvesse um adormecimento de suas forças.

No dia 25 isso se invertia, e, embora ainda se encontrassem no inverno, o sol começava a aumentar, prenunciando a primavera. A vitória do sol sobre as trevas.

O Sol sempre representou vida para a Terra, seu trajeto e distância marcam profundamente todos os acontecimentos aqui na Terra, determina as estações do ano, as colheitas, etc. O Sol traz a consciência para o homem. Quando ele aparece no horizonte o homem acorda para seu dia, quando desaparece no horizonte aos poucos sua consciência o abandona e ele se entrega ao sono, assim como toda a Natureza.

A nossa consciência é nosso Sol que ilumina as trevas da matéria, e, este ciclo solar, traz a antiga lembrança de quando a consciência adentrou a corporalidade humana, dando-nos a chance de tornarmo-nos seres humanos.

Por isso esta festa, ou esta época do ano, nos remete ao nosso lado mais precioso, nos remete a épocas antiqüíssimas onde o que acontece no Natal é como um marco, como algo colossal; foi o momento do grande passo rumo à humanização quando uma alma imortal passa a habitar um corpo físico perecível. A vitória do Sol sobre a escuridão.

O olhar dos povos antigos para o Sol e a Terra e também para as outras estrelas e planetas é de que eles eram a expressão externa, ou seja, os corpos celestes são portadores de seres espirituais, assim como o homem porta um espírito.

O Sol faz seu trajeto celeste dentro da mais perfeita ordem e harmonia, num ritmo preciso e isso propicia todos os processos rítmicos ligados à vida.

No homem também podemos admirar esta ordem, este ritmo acontecendo, por exemplo, em todo funcionamento orgânico, no processo da digestão, da respiração, dos batimentos cardíacos. O caótico no ser humano surge nas paixões, instintos e mesmo no pensar. Atentamos contra esta ordem todos os dias, na alimentação incorreta, nos ritmos de vida abusivos, nos caprichos, nos pensamentos inverídicos. E mesmo assim nosso ritmo interno persiste em sua ordem, somente saindo dela quando os erros cometidos contra ela são intensos e persistentes.

Por isso a confirmação no dia 25 de dezembro de que o sol permaneceria no seu curso perfazendo todo seu ciclo, enchia o homem de alegria e o remetia aos tempos longínquos onde também o ser humano, embora ainda incipiente, dava mostras de ter o seu curso na humanidade desenvolvido em todo o seu ciclo como Ser Humano, aquele que porta um EU!

Estas festas são consideradas pagãs, porém elas carregam em seu bojo todo o futuro do cristianismo.

Não há confirmação de que tenha nascido nesta época, a designação do dia 25 de dezembro como comemoração religiosa; só foi iniciada no século IV quando o Papa Júlio I levou a cabo um estudo intensivo sobre a data de nascimento de Jesus de Nazaré, que aos 30 anos aporta o ser solar Cristo em seu batismo pelo fogo do Espírito Santo, atua como um sol que ilumina o caminho a ser seguido; que traz o impulso crístico a viver entre todos os seres humanos numa extrema demonstração de amor divino.

Toda a postura de Cristo era de amor, respeito para com o outro, de perdão para aqueles que o maltrataram, porém, não sabiam o que faziam, tudo o que ele fez e faz pelos homens se encerra na máxima “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. Toda sua postura é de um amor transbordante. É como se ele trouxesse a substância do amor das alturas celestes para a Terra para habitar a alma humana, o EU humano. Este amor vívido que jorra como raio de sol e que ilumina quem está na frente. Trazer essa força do amor parece ter sido a grande missão de Cristo.

Temos esta chance anual de nos remeter a essa época, fazer um balanço de nossos relacionamentos, de nosso envolvimento com os que nos circundam, transformar tudo o que é treva, iluminado pela luz do amor.

E só há uma maneira de passar por esse processo, através do perdão pelo que trouxe mágoas, e perdoar não é esquecer, nem é compreender, nem mesmo passar por cima dos fatos.

Perdoar é deixar jorrar amor pelo outro e ajudá-lo a consertar os erros cometidos contra a própria pessoa que perdoa. O rancor e a mágoa são potentes algemas, enquanto o perdão é a chave que as abre e o amor é aquele que ensina a mão algemada a ser novamente livre. Eis nossa grande chance que, renovada anualmente, passamos nesta época. Nossos anos nesta vida são limitados, temos, quando muito, umas oitenta chances de passar por essa época com toda abertura cósmica que ela propicia a aliar nossa evolução pessoal ao propósito crístico ligado a nós. Que todos nós tenhamos a força de não desperdiçá-lo, que possamos preencher nosso Natal com o que há de mais elevado em nosso espírito e que ele tenha sabor de conquista, de conquista de nós mesmos, para que possamos nos oferecer em convivência para o outro.

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Quando nasce um bebê, nasce uma mãe também

Quando nasce um bebê, nasce uma mãe também

Cris Guerra

Fonte: Precisar Não Precisa Mas Eu Quero – clique e conheça

mãe

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“Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: É por ali, filho, naquela direção. Os desejos da mãe aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente. Nasce também o medo da morte – mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho…”

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Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo.

Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte – mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho.

Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente.

Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno voo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho – alguém está?

Mente quem diz que mãe sente menos dor – pelo contrário! Ela apenas aprende a deixar sua dor para outra hora. Atira o seu choro no chão para ir acalentar o do filho. Nas horas vagas, dorme. Abastece a casa. Trabalha. Encontra os amigos. Lê – ou adormece com um livro no rosto. E, quando tem tempo pra chorar – cadê? -, passou. A mãe então aproveita que a casa está calma e vai recolher os brinquedos da sala. Como esse menino cresceu, ela pensa, a caminho do quarto do filho. Termina o dia exausta, sentada no chão da sala, acompanhada de um sorriso besta. Já os filhos, ah Filhos fazem a mãe voltar os olhos para coisas que não importavam antes. O índice de umidade do ar. Os ingredientes do suco de caixinha. O nível de sódio do macarrão sem glúten. Onde fica a Guiné-Bissau. Os rumos da agricultura orgânica. As alternativas contra o aquecimento global. Política. E até sua própria saúde. Mães são mulheres ressuscitadas. Filhos as rejuvenescem, tornando a vida delas mais perigosa – e mais urgente.

Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: É por ali, filho, naquela direção.

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Madre Teresa de Calcuta

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A importância da febre para a criança – A febre na visão da medicina ampliada pela antroposofia

A importância da febre para a criança

Dra. Zélia Beatriz Ligório Fonseca

Fonte: Coletivo Waldorf Campo Grande – clique e conheça

febre

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“Sendo um dos primeiros sinais de combate a uma infecção, a natureza produz febre para capacitar o organismo a se fortalecer. Cada êxito que o organismo tem em neutralizar uma bactéria, ou vírus, torna-o mais competente para combater as próximas infecções. Assim quanto mais se impede a ação natural da febre, mais ocorre a probabilidade da criança se reinfectar novamente, situação bastante comum pela constante ação contrária à febre. Por exemplo, com o comum uso de medicamentos para abaixar a febre. Além de que ir contra a febre predispõe o sistema de defesa do organismo (sistema imunológico), a ficar confuso frente às situações comuns facilitando alguns distúrbios. É o caso das alergias que são uma resposta exagerada frente a um estímulo. Ou o freqüente achado clínico de hipotermia em pacientes com câncer.”

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Febre – ou hipertermia – é o aumento da temperatura do corpo, acima da média considerada normal que varia entre 36°C e 37, 8°C dependendo se a medição for feita no reto, oral ou axilar. Abaixo de 36 graus temos uma hipotermia.

São núcleos localizados no hipotálamo, no nosso cérebro, os responsáveis pela conservação da nossa temperatura corporal através de ajuste entre os mecanismos de geração e conservação de calor de um lado e de dissipação do calor e redução da temperatura corporal de outro.

Fisiologicamente o organismo usa os seguintes mecanismos para aumentar e manter a temperatura:

  • Trabalho muscular;
  • Tremores;
  • Diminuição do calibre dos vasos sanguíneos;
  • Preferência pelo calor;

Assim como temos mecanismos para diminuir a temperatura:

  • Aumento do calibre dos vasos sanguíneos;
  • Preferência pelo frio;
  • Sudorese

Causas

Até mesmo exercícios prolongados podem provocar um aumento da temperatura, também a exposição exagerada ao sol, chamada Insolação ou Intermação. Mas na grande maioria dos casos, nas crianças, as febres são causadas por vírus, ou seja, são uma reação do organismo a agentes estranhos ao nosso corpo, vulgarmente chamados de germes e micróbios.

Então a febre não é uma doença como muitos a tratam, mas o sinal de que o organismo está atuando com suas defesas em favor do todo.

É cientificamente comprovado o fato de que a maioria dos vírus não consegue se multiplicar em temperaturas elevadas e assim o combate sem critérios às febres acaba por estender por longo tempo um estado que só deveria ocorrer por poucos dias. Algumas bactérias também são destruídas por temperaturas mais elevadas.

A febre na visão da medicina ampliada pela antroposofia

O calor é o portador do EU, e o nosso EU só se liga ao corpo físico no decorrer do desenvolvimento.

Quando nascemos temos um corpo que foi plasmado pela mãe e no transcorrer, principalmente dos primeiros sete anos de vida, devemos transformar esse corpo em substância própria, individual. As febres infantis seriam momentos em que o EU tenta penetrar mais intensamente no organismo causando “crises”.

Desse modo poderíamos encarar cada episódio febril como um rejuvenescimento onde o velho corpo herdado seria substituído por um novo mais adequado àquela individualidade.

Sendo um dos primeiros sinais de combate a uma infecção, a natureza produz febre para capacitar o organismo a se fortalecer. Cada êxito que o organismo tem em neutralizar uma bactéria, ou vírus, torna-o mais competente para combater as próximas infecções. Assim quanto mais se impede a ação natural da febre, mais ocorre a probabilidade da criança se reinfectar novamente, situação bastante comum pela constante ação contrária à febre. Por exemplo, com o comum uso de medicamentos para abaixar a febre. Além de que ir contra a febre predispõe o sistema de defesa do organismo (sistema imunológico), a ficar confuso frente às situações comuns facilitando alguns distúrbios. É o caso das alergias que são uma resposta exagerada frente a um estímulo. Ou o freqüente achado clínico de hipotermia em pacientes com câncer.

Quando procurar um médico?

Como dissemos cada estado febril é uma crise e nós passamos por vários momentos de crise durante nosso desenvolvimento físico e espiritual, mas toda crise envolve riscos e o ideal é que ela seja observada com carinho e atenção não permitindo que ultrapasse certos limites que cada ser apresenta.

Na avaliação da criança febril os pais precisam de um mínimo de segurança e tranqüilidade no julgamento de seu estado. Segurança é fruto do conhecimento e da experiência. Quando falta segurança vem o medo que a criança percebe e imita. Sempre que houver insegurança ou dúvida, deve-se procurar o médico de imediato.

Sugestão prática na avaliação da febre:

  • Lactentes (bebês de peito): em caso de febre sempre procurar o médico;
  • Febre maior que 39º, e que dure mais que 72 h;
  • Febre que reaparece após um período sem febre de mais de 24 hs;
  • Abatimento acentuado e “gemência”, mesmo após controle da temperatura;
  • Surgimento de outros sinais: lesões na pele, diarréia, dor de garganta, vômitos contínuos, dor de cabeça, etc..

Como manejar

  • A febre tem um caminho natural, indo da cabeça em direção aos pés. Constatando a febre, ponha a mão nos pés. Se estiverem frios significa que ela está caminhando e não completou o seu trajeto. Então, toda criança com febre deve ser agasalhada. Quando se tem um suadouro após uma febre, significa que ela realizou o seu trabalho naquele momento;
  • Os banhos são a melhor forma de controlar a temperatura;
  • Nunca usar água fria ou álcool, pois podem causar uma queda brusca da temperatura e conseqüentemente hipotermia;
  • Banho de imersão nos menores, ou escalda-pés nos maiores, com limão. A água deve estar um pouco abaixo da temperatura da criança (tépida). Cortar e espremer um limão dentro da água (abaixo da linha d’água). Deixar por 10 minutos. Se necessário, repetir.
  • Rodelas de limão na sola dos pés. Corta-se o limão em rodelas e coloque uma a uma em fila na sola dos pés subindo até a “batata” da perna. Prender com uma faixa ou meia grossa. OBS.: os pés devem estar aquecidos no uso do limão, se não estiverem, aqueça-os antes friccionando-os;
  • Chá de flores de Sabugueiro para estimular a sudorese. Líquidos à vontade para eliminação das toxinas, em forma de sucos de frutas, chás e água;
  • Dieta leve sem óleo ou frituras, evitando carnes, ovos, leite, leguminosas, enquanto durar a febre. Respeitar a falta de apetite da criança: se forçar a alimentação provoca-se náuseas e vômitos.

Convulsão febril

Eis um grande fantasma para a maior parte dos pais e responsáveis das crianças.

A convulsão febril ocorre em crianças de 6 meses a 5 anos de idade. Não é a temperatura muito alta quem desencadeia a convulsão, mas a rapidez com que ocorre a variação de temperatura. Quedas bruscas de temperatura também são causa de convulsão como nos banhos de água fria ou com álcool. A convulsão febril apesar de assustadora para os pais, não deixa seqüelas. Muitas vezes é confundida com tremores que na verdade são somente um mecanismo fisiológico de aumentar a temperatura como dito anteriormente.

Prevenção

O natural é que a criança tenha alguns episódios febris durante seu desenvolvimento, mesmo na visão alopática, o que mostraria um desenvolvimento do sistema imunológico.

E na visão antroposófica, esses episódios seriam aproveitados na transformação de um corpo próprio.

Mas podemos atuar preventivamente para que essas crises sejam ultrapassadas tranqüilamente, sem intercorrências, resultando unicamente em benefícios para a criança. E a principal medida é alimentar:

  • Uma alimentação correta, sadia para cada fase da vida é a melhor medida preventiva de qualquer doença.
  • Preservação do ritmo sono-vigília. Uma criança necessita de pelo menos dez horas de sono para manter-se saudável.
  • Uma outra medida preventiva é a manutenção do equilíbrio do nosso corpo calórico, cuidar para que as crianças tenham suas extremidades sempre aquecidas.

Com esses pequenos cuidados, tão simples, damos às crianças a oportunidade de se desenvolverem bem e terem um futuro bem mais saudável.

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Papéis invertidos: Mulheres com energia masculina e homens com energia feminina

Papéis invertidos:

Mulheres com energia masculina e homens com energia feminina

Valéria Bastos

Fonte: www.somostodosum.ig.com.br – clique e conheça

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“E quando um toma o papel do outro o que acontece na relação? Cada um se acomoda naquilo que é mais fácil, naquilo que o outro permite e impõe. Os homens se acomodam, as mulheres assumem mais e mais tarefas, se sobrecarregam e depois reclamam da omissão e falta de apoio. Como é difícil para algumas descansarem no seu feminino, pedirem ajuda, entrarem em contato com a fragilidade e delicadeza. Parece até que tudo isso é sinônimo de fraqueza e submissão. Mas está distorcido, pois o feminino suave e doce tem uma beleza e poder sem igual. É muito poderoso quando uma mulher se apropria disso, de conquistar as coisas na vida a partir dessa energia feminina equilibrada, que a coloca em contato com a força intuitiva, da criatividade, abundância, fluidez e magia.”

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É estranho, mas é bem isso que está acontecendo! Na medida em que as mulheres conquistaram seu espaço na sociedade e incorporaram em suas vidas cada vez mais e mais atribuições, foram pegando para si o papel do masculino e estão se tornando O GUERREIRO na relação com a vida. Vão à luta, conquistam o mundo e sobrevivem a tudo. Parece até que estão numa guerra. E, de fato estão. Sobrevivem às emoções, aos fracassos, às crises, à depressão, ao vazio, à falta de apoio e sentido na vida, à solidão. O preço é bem alto: a conta dos remédios cresce, as visitas aos consultórios terapêuticos e psiquiátricos, as doenças, as dores do corpo que não tinham antes…

E o que é pior: o tempo perdido que não volta mais! Ah, aquele doce tempo de sonhar, fazer planos, querer um parceiro, um marido, alguém para dividir a vida. Sabe que muitas mulheres deixaram até de sonhar com isso? Parece algo tão distante, tão irreal diante de relacionamentos cada vez mais superficiais e vazios, que elas agora querem admitir que talvez não seja mais viável mesmo.

E nesse ciclo de criar e recriar suas feridas emocionais, vão decretando para si mesmas os velhos postulados de findar sozinha, envelhecer e repetir o que sempre fizeram. Excursões e viagens sozinhas já é algo normal. Ir a festas e eventos e sair sozinhas, também. Afinal, precisam de um homem para que mesmo? Mas como esse padrão de comportamento foi construído ao longo de várias vidas? Como interromper esse ciclo vicioso e tornar a vida um novo ciclo virtuoso? Será possível? Abrindo-se para liberar o conteúdo armazenado no inconsciente é um bom começo.

Por outro lado, os homens perderam seu espaço na relação com o mundo e estão igualmente perdidos e sem poder. O poder real, yang, forte, equilibrado, vibrante. Não essa coisa banal e desequilibrada de conquistar muitas mulheres a cada dia, de lutas e competições vazias e fazendo parte de um jogo sem sentido, de disputas tolas que não levam a nada. Perdeu-se a capacidade da conquista real, de um relacionamento intenso, de ser vitorioso de verdade por conquistar a mesma mulher a cada dia, mesmo diante dos altos e baixos e percalços da vida a dois. De conquistar seu lugar no mundo profissional por seus atributos, de ter contato com a linhagem ancestral e a se colocar nessa hierarquia de tal forma que consiga passar para os filhos os valores e a herança de valores humanos há muito perdidos ao longo das guerras e domínios históricos.

E quando um toma o papel do outro o que acontece na relação? Cada um se acomoda naquilo que é mais fácil, naquilo que o outro permite e impõe. Os homens se acomodam, as mulheres assumem mais e mais tarefas, se sobrecarregam e depois reclamam da omissão e falta de apoio.

Como é difícil para algumas descansarem no seu feminino, pedirem ajuda, entrarem em contato com a fragilidade e delicadeza. Parece até que tudo isso é sinônimo de fraqueza e submissão. Mas está distorcido, pois o feminino suave e doce tem uma beleza e poder sem igual. É muito poderoso quando uma mulher se apropria disso, de conquistar as coisas na vida a partir dessa energia feminina equilibrada, que a coloca em contato com a força intuitiva, da criatividade, abundância, fluidez e magia.

Mas muitas mulheres endureceram e perderam essa capacidade. Secaram o útero, mas antes, tiveram que secar as lágrimas. Muitas até nem choram mais. Triste, pois lágrima que corre tem um significado profundo de liberação e de deixar ir aquilo que não se quer mais.

Houve mudança também no corpo. Perderam as formas e, encouraçadas, colocaram na cintura e barriga uma super camada de proteção de gordura. Outras estão no outro extremo e modelaram corpos masculinos para si, de tão identificadas que estão com a energia masculina. É luta mesmo e puxam ferro pra valer!
No passado, os homens forjavam as espadas malhando o ferro; hoje muitas mulheres malham o ferro e se tornam verdadeiras armas de combate com os homens para ver quem pode mais.

Por outro lado, os homens também fazem isso, buscam um corpo forte, que mais parece uma armadura, mas que esconde uma fragilidade que não tem tamanho. Outros estão de fato, bem identificados com o feminino e estão encerrados em corpos franzinos, muito delicados, buscando outros homens para se relacionar. Buscam na verdade o seu masculino perdido.

É meio louco tudo isso, bem neurótico. As pessoas dizem que querem uma coisa, um relacionamento vivo, real, intenso, mas estão criando exatamente o contrário disso. Desencontros e mais desencontros, sob o pretexto de ter perdido o “time”. E perderam mesmo, e perderão outros e outros tempos se não despertarem para o AGORA, para a necessidade de mudar o padrão, de fazerem escolhas mais conscientes e começarem a pensar, falar e agir diferente.

UM CONVITE ÀS MULHERES: descansem no seu feminino, usem a magia da sedução para outro nível de conquista, coloquem seu poder pessoal à disposição de algo maior na sua vida, pois estão aqui para isso, para ajudar a recriar esse belo planeta e nos colocar em contato com outras vibrações mais elevadas.

UM CONVITE AOS HOMENS: peguem seu bastão de poder de volta, reassumam seu espaço na vida e se abram para novas possibilidades de manifestação desse poder. Sua força está aí, naquilo que tem a ver com a energia masculina equilibrada de servir, de prover, de agir. Como é belo ver um homem agindo com segurança e força – o verdadeiro Guerreiro!

UM CONVITE AOS DOIS: se abram para o amor, para o convívio, para a intimidade, para a partilha. Conseguirão isso retirando as máscaras da auto-suficiência, se permitindo sentir, falar, dialogar, contar um ao outro seu ponto fraco, aquilo que dói, onde está sua ferida. O cuidado vem depois disso, de um saber e querer cuidar de si e do outro. Ser verdadeiro consigo é porta para ser verdadeiro com o outro. Amar-se e respeitar-se profundamente são condições para amar e respeitar o outro.

E assim, a verdadeira alquimia acontece. O relacionamento em níveis mais e mais profundos, cada um no seu espaço de poder, com sua força. Dois inteiros convivendo lado-a-lado, sem co-dependência, sem bengalas, sem ataques, sem fuga nem medo. Pura entrega, fluidez, encontro, intensidade.

Estão preparados para isso? Podem começar a criar essa realidade neste exato momento. Quem quer mudar, começa AGORA. Não existe isso de um dia quem sabe, ou aquela infindável listinha de quando isso acontecer, depois que eu me formar, trabalhar em tal lugar, conquistar isso e depois aquilo. Essa lista não acaba nunca. É apenas pretexto para quem não quer a mudança. Mude hoje, agora, enquanto lê e sente o seu coração vibrar.

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A importância das imagens no desenvolvimento infantil

A importância das imagens no desenvolvimento infantil

Sonia Ruella

Fonte: Coletivo Waldorf Campo Grande no Facebook – clique e conheça

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“A imagem se forma dentro de nós, de modo análogo a um processo metabólico mental. Assim como digerimos os alimentos e os transformamos em parte de nós, também “digerimos” o mundo à nossa volta e o interiorizamos, tornando-o parte de nós. Na criança pequena, inexperiente, seu corpo todo funciona como um “sensor” que capta tudo em volta, incapaz de selecionar o que assimilará para construir seu mundo interior. Esse universo interno, constituído de imagens, plasma seu desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual. Todo o processo de conhecimento do mundo e também nossos sentimentos são “tocados” pelo mundo de imagens. Nossa preocupação é que a criança interiorize as imagens do mundo valorizando a moral, a ética, o bem e a verdade. Por isso, usam-se tanto, no primeiro setênio, os contos de Fadas que descrevem simbolicamente os ciclos correspondentes aos ideais da evolução humana: crescimento, autodesenvolvimento e até mesmo morte e renascimento….”

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Quem estuda a Pedagogia Waldorf sabe que as imagens têm grande valor na educação das crianças; é, portanto, uma preocupação e um dever do educador escolher imagens adequadas à formação dos pequenos.

A imagem se forma dentro de nós, de modo análogo a um processo metabólico mental. Assim como digerimos os alimentos e os transformamos em parte de nós, também “digerimos” o mundo à nossa volta e o interiorizamos, tornando-o parte de nós.

Na criança pequena, inexperiente, seu corpo todo funciona como um “sensor” que capta tudo em volta, incapaz de selecionar o que assimilará para construir seu mundo interior. Esse universo interno, constituído de imagens, plasma seu desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual. Todo o processo de conhecimento do mundo e também nossos sentimentos são “tocados” pelo mundo de imagens.

O educador é quem seleciona as imagens que são propícias ao desenvolvimento da criança, pois o Eu dela ainda não é capaz de “pensar” claramente nem de usar sua liberdade com consciência.

Nossa preocupação é que ela interiorize as imagens do mundo valorizando a moral, a ética, o bem e a verdade. Por isso, usam-se tanto, no primeiro setênio, os contos de Fadas que descrevem simbolicamente os ciclos correspondentes aos ideais da evolução humana: crescimento, autodesenvolvimento e até mesmo morte e renascimento. Há verdades ocultas que as crianças reconhecem com o coração; por exemplo, não é necessária nenhuma interpretação intelectual para que elas entendam que a luta contra o dragão nada mais é que a luta entre o Bem e o Mal, ou que o caminho árduo percorrido pelo filho do Rei representa o caminho interior do homem em busca de seu Eu superior.

Além dos contos de fadas, o educador deve oferecer às crianças situações e ambientes que também falem de sentimentos bons e acolhedores, como uma tonalidade suave e firme, canções adequadas, cantinhos da sala arrumados para propiciar bem-estar e acolhimento e elementos que tragam a natureza para perto, como sementes, brinquedos em madeira, tecidos naturais, cera de abelha para modelagem e tintas com pigmentos naturais… Além do cuidado com esse mundo “externo”, é preciso lembrar que a criança percebe facilmente o mundo “interno” do adulto, pois seus sentidos estão totalmente abertos. Sabemos que ela imita tudo que está em volta, inclusive a postura interior do adulto. Por isso, o educador deve, sobretudo, ser digno de ser imitado, para que sua imagem seja boa, bela e verdadeira dentro do ser humano que queremos formar.

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Madre Teresa de Calcuta

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Aprender ou passar no vestibular?

Aprender ou passar no vestibular?

Helena Trevisan

Fonte: www.ensinowaldorf.blogspot.com.br – clique e conheça

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“Aprendizagem que privilegia apenas o intelecto dificilmente atinge o ser humano completo. O melhor exemplo disso são as informações formatadas exclusivamente para o vestibular. É um rio que passa na vida do vestibulando e que deságua no oceano do esquecimento… Quando a gente aprende algo e dele não se esquece nunca mais, é porque o coração e a alma também foram tocados… Quando o conhecimento é elaborado no intelecto, passa pelo sentimento e determina uma vontade, aí, sim, ele não desgruda mais da gente.”

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Discute-se muito a baixa qualidade do ensino público, com efeitos sobre as classes de menor poder aquisitivo. Deveriam também causar aflição sérios tropeços das escolas privadas, inclusive as que obtêm as melhores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Esses problemas, que passam despercebidos pela maioria dos pais e educadores, afetam jovens das classes mais altas, supostos candidatos mais prováveis à elite intelectual do País.

Os pais precisam desde cedo decidir se o plano para seu filho é aprender ou passar no vestibular. É possível aprender e passar no vestibular, mas é limitada e frustrante a trajetória intelectual da criança cujos pais estabelecem como meta o vestibular, não o aprendizado.

As escolas chamadas “convencionais” parecem ter por objetivo boas notas no Enem e no vestibular, não propriamente o aprendizado. Há crescente pressão dos pais nesse sentido. Não percebem que educação voltada para a competição e o vestibular é, acima de tudo, desinteressante para a criança. E sem interesse não há aprendizado.

A educação voltada para o vestibular busca prioritariamente habilitar o profissional a competir dentro de padrões estabelecidos por uma conveniência de massificação. Talentosos e ignorantes são, juntos, conduzidos como gado para uma mesma faixa de referência na vizinhança da média.

Os mais inteligentes (não necessariamente os mais bem treinados para tirar notas) não têm oportunidade de seguir seus processos próprios de exploração, retenção e desenvolvimento intelectual. São forçados a seguir método desenhado com requisitos mínimos para a compreensão dos medíocres.

A ideia de permitir que desponte uma elite intelectual sofre resistência, silenciosamente. Por séculos de tradição aristocrática, a elite, ainda que tivesse maior oportunidade de desenvolvimento intelectual, dominou pelos sobrenomes, não por méritos pessoais. A democracia trouxe o desprezo pela elite e a noção irrefletida de que todos devem ser iguais. Grande erro! Todos não devem ser iguais, mas devem, sim, ter iguais oportunidades de desenvolvimento de suas habilidades. E os mais talentosos devem ser estimulados e prestigiados.

Cada pai deve empenhar-se em livrar os filhos da cultura da comparação, que os aprisiona na mediocridade, e habilitá-los a usufruir plenamente seus talentos, tendo por referência apenas a excelência, não a concorrência.

O jovem deve, sim, ter disciplina, mas não aprender por disciplina. Equívoco corriqueiro é estabelecer que aprender e tirar boas notas são obrigações da criança. Só se aprende por interesse. Para uma criança, as obrigações são chatas e desinteressantes. Toda criança sadia, minimamente bem educada e com ambiente emocional estimulante é capaz de aprender. Basta que o aprendizado seja interessante. Se lhe for apresentado como obrigação, contudo, o melhor que uma criança disciplinada fará é decorar, o que ajuda a tirar notas e passar no vestibular, mas não a integrar o conhecimento ao processo mental, ou seja, aprender.

Notas não avaliam a criança, mas a capacidade de ensinar e de disciplinar das escolas e dos pais, que, portanto, exigem boas notas em benefício de sua própria imagem na sociedade, não em benefício da criança. Boas notas não preparam a criança para uma vida de realizações.

O típico adulto moderno dá prioridade ao cultivo de seu próprio sucesso, numa rotina, no mais das vezes, intelectualmente improdutiva. Mais fácil é não se envolver na formação intelectual dos filhos, não ler para eles sobre a História do homem, não explicar por que a Terra é redonda, o que são as estrelas, a origem da vida, a evolução e as diferenças das espécies, não ensinar a brincar com números (no lugar de videogames, que mantêm a criança abobalhada), não despertar logo cedo o interesse pelo conhecimento, a curiosidade pelas coisas da natureza.

Mais conveniente é terceirizar por completo a educação, entregar as crianças à escola e esperar que voltem com um diploma, que não diz que o filho se tornou uma pessoa instruída, mas apenas que os pais cumpriram o seu dever segundo a convenção dos nossos tempos. Para o filho pouco serve aquele canudo, senão, talvez, para arrumar um emprego. Para o pai o diploma do filho é uma sentença absolutória da negligência intelectual a que abandonou a cria.

Formam-se legiões de burros, rasos, ignorantes, imaturos com diplomas (muitos com boas notas!). Pessoas destituídas da oportunidade de desenvolver seus talentos individuais. Enlatadas, padronizadas, comoditizadas. Dirão os pais que bem preparadas para competir no mundo moderno, mas, na verdade, aleijadas de suas competências subjetivas e jogadas para competir na mediocridade a que foram rebaixadas.

Não é à toa que no curso da educação moderna pessoas brilhantes – de Winston Churchill, Albert Einstein e Warren Buffett a Bill Gates e Steve Jobs – em algum momento se desgarraram da educação convencional ou a deixaram ter influência secundária em sua formação intelectual. São pessoas que se recusaram a entrar na competição e se desenvolveram muito acima dela.

“Aprendizagem que privilegia apenas o intelecto dificilmente atinge o ser humano completo. O melhor exemplo disso são as informações formatadas exclusivamente para o vestibular. É um rio que passa na vida do vestibulando e que deságua no oceano do esquecimento… Quando a gente aprende algo e dele não se esquece nunca mais, é porque o coração e a alma também foram tocados… Quando o conhecimento é elaborado no intelecto, passa pelo sentimento e determina uma vontade, aí, sim, ele não desgruda mais da gente.”

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Castigo e Elogio

Castigo e Elogio

Leonore Bertalot

Fonte: www.ensinowaldorf.blogspot.com.br – clique e conheça

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“Em vez de castigar, prefiro usar a palavra recuperar ou consertar. Devemos ensinar como consertar estragos físicos ou psíquicos que causamos aos colegas, aos pais, à natureza etc. O bom exemplo é um ato de educar bem mais eficiente que qualquer castigo. A criança pequena não erra, não atua por maldade. Errar só pode quem sabe, mau só é quem conhece e sabe julgar entre o bem e o mal. Não se trata, por isso, de castigar a criança, mas sim, de ajudá-la a formar impulsos bons a partir de cada experiência. Quebrou o vidro da janela? Ou a xícara preciosa da avó? O barulho, os cacos espalhados, a cara consternada ou triste dos grandes assustam a criança, fazem-na sentir com muita evidência a consequência do seu ato, premeditado ou não. Algumas recebem um grande choque e se este é aumentado por exclamações ou agressões físicas (que só são um desabafo de nossa emoção), a experiência é traumatizante e, não, pedagógica.”

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A palavra castigo exige reflexão. Não gosto de usa-la quando se trata de educar crianças. O homem é um ser que aprende com seus erros, com as experiências e as consequências que os seus atos acarretam.

A criança cresce imitando, espelhando as experiências, as habilidades, os hábitos do seu meio. Ela realiza as suas experiências próprias: o fogo queima, a chama é quente, certos objetos quebram ao cair, outros cortam; a terra, o suco de frutas, o chocolate, etc, mancham, sujam a roupa, os galhos finos das árvores quebram; existem coisas “proibidas”, provocando que os grandes gritem, se assustem, ou façam longo discurso, ou batam na criança que as toca, ou as come, ou as investiga etc. A tarefa do adulto é a de proteger o corpo e a alma da criança nos casos de grandes perigos e, no restante, guiar, acompanhar o menor nas experiências que a vida lhe oferece.

A criança pequena não erra, não atua por maldade.

Errar só pode quem sabe, mau só é quem conhece e sabe julgar entre o bem e o mal. Não se trata, por isso, de castigar a criança, mas sim, de ajudá-la a formar impulsos bons a partir de cada experiência.

Quebrou o vidro da janela? Ou a xícara preciosa da avó? O barulho, os cacos espalhados, a cara consternada ou triste dos grandes assustam a criança, fazem-na sentir com muita evidência a consequência do seu ato, premeditado ou não. Algumas recebem um grande choque e se este é aumentado por exclamações ou agressões físicas (que só são um desabafo de nossa emoção), a experiência é traumatizante e, não, pedagógica.

A criança “roubou” e “mentiu”. Para que serve um castigo, tapas ou fechar no quarto, ou mesmo sermões insinuando que a criança pode ser rejeitada, marginalizada, até presa por tais atos? O ato deve ser analisado e julgado, nunca a criança.

Pegar coisas e dizer “não fui eu” não é ato de roubo e mentira na criança de 9-10 anos, nem defeito caracterológico do pré-adolescente, mas imaturidade ou consequência de atitudes incorretas do meio.

O comportamento difícil da criança é um alerta para adultos em seu meio, especialmente para os pais educadores. Falta de respeito, agressividade, sensibilidade exagerada podem ser sinais de carências várias: falta de amor, de interesse e de atenção às suas necessidades, atitudes rígidas demais ou negligência dos que devem dar exemplo.

Em vez de “castigar”, prefiro usar a palavra recuperar ou consertar. Devemos “ensinar” como consertar estragos físicos ou psíquicos que causamos aos colegas, aos pais, à natureza etc.

O bom exemplo é um ato de educar bem mais eficiente que qualquer castigo.

Ser repreendido por uma pessoa que amamos muito é doloroso, constrangedor. Nós nos sentimos envergonhados, achamos que somos ruins, que não merecemos conviver com as pessoas que respeitamos.

Por outro lado, quando a pessoa amada nos elogia, a sensação é de felicidade profunda, sentimos um calor que nos permeia e um impulso de querer crescer e ficar sempre melhor.

Quem não conhece tais sentimentos? Dos dois podemos aprender algo para a vida.

O ser humano aprende e cresce como pessoa através das experiências que realiza. Uma reação de ira, como desabafo do adulto em resposta a um ato insensato do filho, não deixa de ser uma experiência esclarecedora sobre causa e efeito dos nossos atos, mas o efeito que produz na alma da criança não é o de fomentar a autoconfiança e a confiança no adulto, é o de faze-la sentir-se tolida, repelida.

Quando o ato da criança exige uma correção, esta será tanto melhor se, ao corrigir, também se criem nela impulsos necessários para crescer e melhorar.

Quando a correção precisa seguir logo o ato incorreto, respire dez vezes para poder agir com calma. Quando nossa reação não pode ou não precisa ser imediata, é bom preparar a conversa que iremos ter , talvez só a noite ou no dia seguinte, ou ainda no fim de semana. Estudar, então, junto com a criança, como pode ser consertado ou reposto o que foi estragado,; isto ajuda a querer crescer. Com crianças menores não serve muito conversar sobre o valor ou o perigo do que eles fizeram. Melhor é contar-lhes uma história em que alguém repara ou vence a fraqueza que causou o problema. Então a criança se identifica como herói da história que saiu vitorioso e passa a querer ser como ele.

É verdade que as vezes um tapa é melhor do que nenhuma reação do pai, na hora em que o ato da criança exige uma reprovação. Porém a agressão física, no melhor dos casos, é apenas uma muleta, uma substituição, por não nos ocorrer nada melhor. É nosso dever de adulto realizar um trabalho em nós mesmos, que nos possibilite aplicar correções mais construtivas.

E o elogio deve ser autêntico, deve ser merecido, senão tem efeito contrário, só alimenta uma falsa auto-estima. Também a forma como elogiamos deve ter um efeito na alma da criança, que lhe infunda o desejo de crescer e melhorar sempre.

Acriança cresce ao nosso lado. Se ela percebe que nós também crescemos em acertos e autodomínio e que a ajudamos a consertar e corrigir o que ainda não foi certo, isto a encoraja a querer melhorar. Assim se cria um clima de confiança adequada para que sua alma possa desabrochar em toda sua plenitude.

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Madre Teresa de Calcuta

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Sobre fugir do conflito

Sobre fugir do conflito

Augusto de Franco

Fonte: Perfil do Augusto Franco no Facebook

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“Recusar a luta não é recusar o conflito. O problema não é o conflito, senão o modo de resolver o conflito. Não se pode escapar do conflito, como pensavam as pessoas pias, as pessoas evoluídas, as pessoas espiritualizadas, que queriam ir para um lugar (imaginário) onde não haveria conflito, onde tudo seria harmonia e concordância. Mas uma sociedade sem conflito estaria morta, congelada. A supressão do conflito só pode acontecer em rebanhos, em sociedades obedientes, em mundos onde não há lugar para a sujeira e a imperfeição, para os desvios dos caminhos já pavimentados, para o erro no cálculo, para a falha na armadura, para o imprevisível e, enfim, para o acaso. Mas onde não há lugar para o acaso também não há lugar para a liberdade.”

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Tenho compartilhado, com várias pessoas com as quais convivo em algumas atividades interativas, duas observações.

A primeira é que as pessoas que estão buscando e ensaiando novos processos de vida humana, em iniciativas de livre aprendizagem, de cocriação ou de ocupação de espaços públicos para se comprazer na convivência social, estão mais querendo experimentar do que estruturar discursos e referenciá-los em narrativas já existentes. Elas não estão teorizando. Elas não estão usando teorias já existentes para orientar e justificar as suas práticas. Simplesmente estão fazendo o que acham bacana. Não estão nem mesmo querendo se apresentar como grandes adeptas de causas, como acontecia há não muito tempo.

A segunda observação é que essas pessoas não têm a vibe militante. Não se parecem com gente que está guerreando, se preparando para se defender de inimigos ou para enfrentá-los e derrotá-los. Sobretudo não estão selecionando pessoas. Das novas pessoas que chegam não cobram nenhuma postura, nenhum alinhamento, nem procuram saber o que pensam em termos políticos, filosóficos ou religiosos. Não estão também querendo arrebanhar mais pessoas para algum propósito. E nem ficam aborrecidas ou desapontados quando pessoas tidas por importantes não aparecem. Os ambientes que configuram com sua convivência estão funcionando como naquela primeira proposição do Open Space: “a pessoa que vem é a pessoa certa”. Ora, isso não é nada menos do que fantástico: é o outro-imprevisível!

A impressão que se tem é que elas, se pudessem, criariam um novo mundo para elas, sem exigir que os outros participem desses mundos. Quando outras pessoas aparecem, então elas interagem (como se tivessem estado sempre ali), mas não se tornam parte, não conformam um corpo definido. E o mais bacana é que elas sentem que podem mesmo fazer isso. Agora – ao que parece – já é possível a emergência e a convivência ou a coexistência de múltiplos mundos altamente conectados.

No entanto tenho notado também uma certa tendência dessas pessoas a fugir do conflito quando por algum motivo ele se instala, sobretudo quando é tematizado segundo as velhas classificações, do tipo esquerda x direita, seguidor de tal filosofia x seguidor de outra filosofia ou ateu x religioso.

Talvez haja uma razão mais profunda, que não consigamos ainda captar, para explicar tal comportamento. E ele parece superar antigos comportamentos sectários de que temos amargas lembranças.

A seu favor podemos dizer que, nessas novas experiências, elas não estão mais lutando contra pessoas. Estão apenas desobedecendo. Sem nunca explicar – como vou fazer agora – por que se comportam assim, essas pessoas estão resistindo à determinadas configurações que reproduzem a cultura patriarcal, que induzem à ereção de estruturas hierárquicas e que condicionam a adoção de modos autocráticos de regulação de conflitos.

Sim, elas estão experimentando redes distribuídas e democracia por meio da desobediência prática (não teórica). Não fazer o que todo mundo faz, não ter um objetivo fixo e um planejamento para atingi-lo, talvez seja a forma mais eloquente de desobediência. Daí a recusa à luta.

Quem luta contra um inimigo é um obediente. Sempre obedece a alguém, a algum grupo definido por fronteiras de identidade: nós x outros. Mas é a luta contra inimigos que gera as configurações que programam alguém para obedecer-e-mandar (sim, é a mesma coisa), quer dizer, para erigir hierarquias. E na luta – que é uma forma de guerra, mesmo que não seja a guerra quente, travada com armas em campos de batalha – não se pode experimentar a democracia na vida cotidiana. Porque as exigências do combate só são compatíveis com dinâmicas autocráticas.

A paz como caminho (não-caminho) revolucionário é não-luta. Mas é desobediência civil e política que desconstitui a guerra, quer dizer, a construção de inimigos (e a manutenção de inimigos) como pretexto para organizar cosmos sociais estruturados segundo padrões hierárquicos e regidos por modos autocráticos.

Mas recusar a luta não é recusar o conflito. O problema não é o conflito, senão o modo de resolver o conflito. Não se pode escapar do conflito, como pensavam as pessoas pias, as pessoas evoluídas, as pessoas espiritualizadas, que queriam ir para um lugar (imaginário) onde não haveria conflito, onde tudo seria harmonia e concordância. Mas uma sociedade sem conflito estaria morta, congelada. A supressão do conflito – característica das distopias (e das utopias, sim, todas as utopias são autocráticas) – só pode acontecer em rebanhos, em sociedades obedientes, em mundos onde não há lugar para a sujeira e a imperfeição, para os desvios dos caminhos já pavimentados, para o erro no cálculo, para a falha na armadura, para o imprevisível e, enfim, para o acaso. Mas onde não há lugar para o acaso também não há lugar para a liberdade.

As pessoas que fugiam do conflito nunca eram melhores do que as outras. Pessoas cordatas não eram necessariamente pessoas boas. Boa educação, bons modos, abstinência de crítica, medo de ser mal-interpretado, desejo de ser admirado – tudo isso foi e ainda é, em grande parte, esforço de adequação, quer dizer: obediência, não desobediência.

O problema é que essas pessoas queriam ser aceitas por alguém que (supostamente) estaria acima delas. Elas queriam corresponder ao que esperavam delas. Mamãe programou-as para isso. E então elas saíam mundo afora atrás da mamãe: procurando aprovação. Mas não havia ninguém acima delas, a menos que elas se abaixassem. Quando elas se abaixavam, entretanto, por esse simples gesto elas já deformavam o campo social, configurando um ambiente favorável à reprodução da cultura patriarcal, hierárquica e autocrática.

Ao contrário do que lhes foi ensinado nas famílias, nas escolas, nas igrejas e nas seitas religiosas e filosóficas, padrões de inadaptação não são sinais de insanidade, pelo contrário: quando alguém se adapta a um meio doente, quem está doente é quem se adaptou. Se elas queriam se polir para passar lisas pelos esgotos, sem atritos, sem rusgas, então elas estavam doentes. Continuando nesse caminho, não raro uma pessoa assim almejava viver em lugares assépticos e de repente se pegava lavando as mãos compulsivamente com medo da sujeira. Não conseguiam ver que a pureza só existia na imagem que foram socialmente (Maturana diria: antissocialmente) compelidas a criar de si mesmas para satisfazer às expectativas mórbidas da sociedade de controle. E não descobriam que a persona é coletiva (e é também uma doença).

Então, depois de ser assaltado por tudo isso, me lembrei dos velhos alquimistas quando diziam que a matéria prima para a transformação está nos lugares mais vis e desprezados. E pensei, cá por minha conta, que se alguém não está sujo o suficiente, não pode ser aproveitado pelo simbionte (quer dizer, pelo outro-imprevisível). E que quem ser aproveitado não pode fugir do conflito.

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Madre Teresa de Calcuta

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O Homem e a Mulher – O Animus e a Anima

O Homem e a Mulher – O Animus e a Anima

Milene Mizuta

Fonte: Curso Líder de Si (Módulo Integração Masculino / Feminino) clique e conheça

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“Se o homem integra sua Anima ele desenvolve: Desenvolve a capacidade de sentir o que se passa no outro ser humano, desenvolve a retidão de caráter, a ponderação no julgamento, a sensibilidade em lidar com o outro, o senso de Justiça, a polidez, a gentileza, liberta o sentir, a criatividade, a capacidade de ouvir, a integração com a família, a capacidade de liderança, encontra um sentido para a vida, respeito e devoção pela mulher, o interesse pela ecologia.
Se a mulher integra seu animus ela desenvolve: Capacidade de concentração, capacidade de agir, pensamento claro, equalizar a simpatia e a antipatia, não se deixar subvalorizar, tornar-se mulher e não mãe, torna-se forte mas não “machona”, raciocínio lógico, objetivar sentimentos e não se deixar levar por ele, compreender o Homem de maneira mais abrangente, ter metas e aspirações e conseguir trazê-las para terra, a capacidade de controlar a fala e não ser fofoqueira, a capacidade de manter-se neutra e não criar conflitos, capacidade acolher e cuidar do outro, compreensão mais ampla de seu papel e a doação para família, a força do discernimento diferenciando o real da fantasia.”

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O Homem e a Mulher

Com o conhecimento dos arquétipos, podemos entender como isso é na vida real, como essas diferenças se apresentam no dia a dia em cada um de nós, cada homem deve ter em si um Marte e cada mulher deve ter em si uma Vênus, a essência de cada um de nós esta justamente nesses arquétipos. Mas não só em nós mora esses arquétipos mas também em nossas relações, sejam elas eróticas ou não. Todo relacionamento deve ter em vários momentos forças de Marte e Vênus.

As diferenças entre o Homem e a Mulher chegam inclusive no âmbito biológico.

homem e mulher 1

Também na fisiologia íntima existem diferenças entre o homem e a mulher, o homem possui um quantidade maior hemácias no sangue e dentro das hemácias encontramos a hemoglobina que é a proteína portadora do ferro, ou seja, o homem tem mais ferro no organismo, para elucidar a explicação, vamos pegar como exemplo uma pessoa que esta anêmica, quando isso acontece, falta a vontade de atuar, a pessoa se sente fraca. Falta ferro que é o elemento de Marte o símbolo do masculino, entre tanto para administrador dosagens de ferro para um paciente anêmico, é necessário que junto a isso seja receitado o cobre, porque é esse elemento que faz um receptáculo para que o ferro seja absorvido pelo organismo, e a mulher tem uma quantidade maior de cobre no sangue, ou seja, homens possuem fisiologicamente maior propensão a atuação, e mulheres ao acolhimento.

O ferro quando queimado produz luz, o cobre quando queimado produz calor. Completando o quadro interior:

homem e mulher 2

Na vida embrionária também é possível observar o jogo dessas duas forças. O sistema genito-urinário, é o único sistema que depois se diferencia, enquanto no homem certas partes se desenvolvem, suas equivalentes no sexo feminino se atrofiam.

Por sua natureza biológica já conseguimos entender que o homem é mais voltado para pensar e o agir e a mulher para o sentir.

A expressão artística nos mostra isso, o homem sempre foi representado por episódios de luta e embate e mulher sempre pela beleza, com um filho no braço ou com instrumentos musicais.

Os contos de fadas também ilustram esse papel masculino, do lutador, do “mocinho”, daquele que salva a donzela, e a mulher sempre representada como a frágil princesa, a musa inspiradora, aquela por quem o príncipe é capaz de todas as façanhas.

Esse arquétipo que foi muito usado no “amor cortês”, que foi um conceito europeu medieval de atitudes, mitos e etiqueta para enaltecer o amor, e que gerou vários gêneros de literatura medieval, incluindo o romance. Ele surgiu nas cortes ducais e principescas das regiões onde hoje se situa a França meridional, em fins do século XI. Em sua essência, o amor cortês era uma experiência contraditória entre o desejo erótico e a realização espiritual, “um amor ao mesmo tempo ilícito e moralmente elevado, passional e auto-disciplinado, humilhante e exaltante, humano e transcendente”.

No decorrer da história da humanidade esse arquétipo foi se perdendo, a revolução industrial, o feminismo, foram formatando novas formas de relacionamento onde no momento atual encontramos em muitos casos a inversão de papéis, que refere-se justamente a esse imagem mais essencial que cada um de nós carrega sobre o feminino e o masculino.

Animus e Anima

Podemos falar também sobre essas forças dos arquétipos dentro de nós, que foram denominadas por Jung como: Anima e o Animus, o arquétipo da anima (termo em latim para alma),constitui o lado feminino no homem, e o arquétipo do animus(termo em latim para mente ou espírito), constitui o lado masculino na psique da mulher. Ambos os sexos possuem aspectos do sexo oposto, não só biologicamente, através dos hormônios e genes, como também, psicologicamente através de sentimentos e atitudes.

Sendo a persona a face externa da psique, a face interna, a formar o equilíbrio são os arquétipos da anima e animus. O homem traz consigo, como herança, a imagem de mulher. Não a imagem de uma ou de outra mulher especificamente, mas sim uma imagem arquetípica, ou seja, formada ao longo da existência humana e sedimentada através das experiências masculinas com o sexo oposto.

Cada mulher, por sua vez, desenvolveu seu arquétipo de animus através das experiências com o homem durante toda a evolução da humanidade, ou seja, todo homem tem dentro de si uma Anima e toda mulher tem dentro de si um Animus, aquilo que na fase lemúrica era unido fisicamente encontramos no homem moderno uma parte como expressão física, e a outra como algo que temos que buscar o equilíbrio, desenvolver e integrar, para tornarmo-nos novamente unos no decorre da biografia, mas antes que isso aconteça, na época da adolescência quando desperta pela primeira vez a imagem da Eva e do Adão  dentro do indivíduo até aproximadamente 28 anos, como não somos “inteiros” buscamos no outro aquilo que em nós ainda não existe, e aí começa o duro caminho do relacionar-se.

Três fenômenos ocorrem relacionamentos de pessoas que ainda não estão integradas, e por muitas vezes levando-os inclusive para o fim:

O espelhamento - O outro é para mim como que um espelho, encontro comigo mesmo na alma do outro. “Não consigo mais viver sem ele”, é um exemplo claro de espelhamento, sem a individualidade do outro não consigo me reconhecer.

A projeção: A imagem ideal feminina ou masculina que mora dentro de nós é projetada no parceiro, que sendo de carne e osso, jamais consegue corresponder à imagem ideal.

A transposição: Uma imagem condicionada de pai, mãe, amante, amor platônico, ideal, que nunca foi confrontado com a realidade, que nunca foi efetivamente vivido, que permanece como imagem ideal positiva que se transforma em um verdadeiro fantasma no relacionamento (Dona Flor e seus dois maridos), gerando uma expectativa sobre o parceiro além da possibilidade humana.

A integração do Animus e da Anima

À partir dos 28 anos começa na biografia a necessidade interna da integração, a mulher começa a sentir necessidade de integrar seu animus, que significa, ter o pensar mais assertivo, força na ação, trazer para o mundo seus desejos, e homem começa ter necessidade de expressar mais os seus sentimentos, tem vontade de ficar mais com a parceira e tem vontade de compartilhar.

Agora é a fase da individuação da alma, onde eu começo a percorrer o caminho para tornar-me um indivíduo inteiro capaz de compartilhar com o outro.

Agora começamos a lutar com antigas normas, “homem não chora”, “você não pode depender de seu marido” , etc.

As características positivas da anima:

O calor nos sentimentos
A capacidade de amar
Atribuir significados mais profundos e humanos
Compadece-se com o sentimento alheio
Cuidar
Ouvir
Criatividade
Beleza
Leveza
Senso estético
Religação com o espiritual

As características positivas do animus:

Força de iniciativa
Força de ação
Falar
Pensamento claro
Raciocínio lógico
Concentração
Cumprimento de metas, aspiração
Lutar
Empreender o novo
Força do discernimento

Se o homem integra sua Anima ele desenvolve:

Desenvolve a capacidade de sentir o que se passa no outro ser humano
Desenvolve a retidão de caráter
A ponderação no julgamento
A sensibilidade em lidar com o outro
O senso de Justiça
A polidez
A gentileza
Liberta o sentir
A criatividade
A capacidade de ouvir
A integração com a família
A capacidade de liderança
Encontra um sentido para a vida
Respeito e devoção pela mulher
O interesse pela ecologia

Se o homem não integra sua anima ele se torna:

Excessivamente agressivo
Vingativo
“Embruxado”
Emotividade inferior, fala-se de uma alma endurecida
Excessivamente “palhaço”, não leva nada a sério
Não respeita a mulher
Torna-se um mal caráter
Não consegue ponderar as coisas
Torna-se grosseiro
Não é criativo
Não tem modos, vira uma “mulher bem vulgar.”
Torna-se materialista, não consegue ver o lado espiritual das coisas
Pode tornar-se um alcoólatra ou adicto em drogas como cocaína
Torna-se machista, acha que a mulher merecer ser punida.
Torna-se fraco e sem vontade, dependente da mulher
Unilateral, com uma bitolação no pensamento
Não consegue se comprometer com nada na vida
Não sustenta promessa

Se a mulher integra seu animus ela desenvolve:

Capacidade de concentração
Capacidade de agir
Pensamento claro
Equalizar a simpatia e a antipatia
Não se deixar subvalorizar
Tornar-se mulher e não mãe
Torna-se forte mas não “machona”
Raciocínio lógico
Objetivar sentimentos e não se deixar levar por ele
Compreender o Homem de maneira mais abrangente
Ter metas e aspirações e conseguir trazê-las para terra
A capacidade de controlar a fala e não ser fofoqueira
A capacidade de manter-se neutra e não criar conflitos
Capacidade acolher e cuidar do outro
Compreensão mais ampla de seu papel e a doação para família
A força do discernimento diferenciando o real da fantasia

Se a mulher não integra o animus ela se torna:

Vulgar
“Machona”, disputa tudo com o homem
Fria e dura
Perde a sensibilidade
Tem sempre o sentimento de ser injustiçada porque se compara ao homem
Tem opiniões pré fixadas
Mãe autoritária
Excessivamente regrada, transforma a casa em um quartel general
Excessivamente dependente do marido e dos filhos
Muito fantasiosa chegando ao histerismo
Medo de tudo e de todos
Busca constante proteção
Quer disputar o tempo inteiro
Excessivamente julgadora
Aproxima-se sempre de homens mais frágeis para poder ser a “comandante” da situação

As relações

Não vou enfocar aqui o aspecto erótico, e sim a questão de como nos relacionamos no dia a dia e o que isso tem haver com a integração.

Nos relacionamentos atuais, homem e mulher, filho e mãe, empregado e empregador, chefe ou subordinado, encontramos as “sombras” que surgem da falta de consonância dessas duas forças: Marte e Vênus ou Homem e Mulher.

Diante da discussão de um tema, da aparição de um problema, normalmente entramos em áreas de conflito, a integração dessas forças por nós é o que permite relações harmoniosas. Isso no dia a dia significa:

homem e mulher 3

Quando algo tem que ser expressado, devemos fazer uso dessas duas forças para que algo novo possa ser construído:

Vênus – Amor / Marte – Verdade

Amor e Verdade constroem
Amor sem Verdade é falso
Verdade sem Amor é duro
Falta de Amor e Verdade destrói

Como Cultivar a Anima e o Animus

Como cultivar a Anima:

  • Exercitar a parceria nas relações, se dispor a trabalhar em equipe.
  • Se colocar a serviço do outro
  • Cuidar dos filhos ou de crianças
  • Praticar atividade artística
  • Buscar o espiritual
  • Cultivar a fantasia ativa – experimente escrever para sua anima.
  • Cultivar a religiosidade
  • Procurar o encontro com seu Eu
  • Cuidar da casa
  • Fazer trabalhos manuais
  • Fazer atividades lúdicas – brincar
  • Cantar ou dançar
  • Fazer atividades que exijam paciência.

Como cultivar o Animus:

  • Exercitar a parceria nas relações, se aproximar verdadeiramente das pessoas.
  • Promover a organização da casa, do trabalho, da agenda.
  • Buscar a realização profissional
  • Buscar o espiritual
  • Estudar ciência, matemática, filosofia, história
  • Cultivar a fantasia ativa – experimente escrever para seu animus
  • Procurar o encontro com seu Eu
  • Trabalhar com a terra
  • Estudar de forma sistemática
  • Trabalhar com atividades que exijam prazo
  • Iniciar um projeto pessoal por menor que seja

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Quer entender mais sobre isso tudo? No Líder de Si a gente ensina para vocês!

Aberturas de novas turmas: Curitiba – Joinville – Vinhedo

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Informações: (48) 3207-9102 ou inspirecursos@gmail.com

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A criança e os três veículos de expressão: o corpo, as emoções e a mente

A criança e os três veículos de expressão:
o corpo, as emoções e a mente

Patrícia Fonseca

Fonte: Escola Waldof Acolher de Campo Grande – clique e conheça

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“No ser humano, encontramos três veículos de expressão: o corpo, as emoções e a mente, que correspondem às funções do querer, do sentir e do pensar. A educação do corpo fortalece também o caráter da criança, pois desenvolve a sua força de vontade, criando nela qualidades como a disposição para enfrentar dificuldades e a perseverança. As emoções são trabalhadas por meio da arte, por meio da expressão artística, são dadas muitas oportunidades para o refinamento da sensibilidade, e a harmonização de conflitos na área afetiva e social. A mente é educada por meio da transmissão do conhecimento de forma balanceada e adequada à idade do aluno. Com a educação integrada de todos os aspectos do seu ser, a criança aprende a não dissociar seus pensamentos, sentimentos e ações, podendo tornar-se um adulto equilibrado e coerente.”

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O aprender a ler e a escrever é muito mais do que uma mera tarefa diária de memória e escrita.

Na Escola Waldorf não há a prática do fast-lesson.

Constituição humana em Waldorf

No ser humano, encontramos três veículos de expressão: o corpo, as emoções e a mente.

A esses três veículos de expressão correspondem três funções: o querer, o sentir e o pensar.

E na Psicomotricidade, esses veículos de expressão são observados pelo “ato psicomotor da criança”, que precisa ser consciente, ou seja , a criança precisa sentir satisfação em realizar os movimentos por meio do Saber Fazer, do Querer Fazer e do Poder Fazer.

Todos esses aspectos precisam ser trabalhados com a mesma atenção para a plena realização do potencial humano. Esse é o objetivo da Pedagogia Waldorf, e por isso ela desenvolveu atividades para atingir plenamente os aspectos do corpo físico , do corpo anímico e do corpo espiritual.

O corpo é educado por meio de atividades práticas como jardinagem, marcenaria, construção, ginástica, trabalhos manuais, artes, canto, música, entre outras.

A educação do corpo, tal como é praticada nas Escolas Waldorf, fortalece também o caráter da criança, pois desenvolve a sua força de vontade, criando nela qualidades como a disposição para enfrentar dificuldades e a perseverança.

As emoções são trabalhadas por meio da arte: música, canto, desenho, pintura, literatura, teatro, recitação, escultura e cerâmica. Por meio da expressão artística, são dadas muitas oportunidades para o refinamento da sensibilidade, e a harmonização de conflitos na área afetiva e social.

A mente é educada por meio da transmissão do conhecimento de forma balanceada e adequada à idade do aluno.

Nas Escolas Waldorf busca-se cultivar o sentimento de admiração que as crianças têm em relação à natureza e ao mundo como forma de manter vivo o seu interesse em aprender.

Arte e atividades práticas são também instrumentos a serviço das matérias acadêmicas.

Com a educação integrada de todos os aspectos do seu ser, a criança aprende a não dissociar seus pensamentos, sentimentos e ações, podendo tornar-se um adulto equilibrado e coerente.

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Madre Teresa de Calcuta

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O déficit de atenção está no comportamento da nossa sociedade e não nas nossas crianças

O déficit de atenção está no comportamento da nossa
sociedade e não nas nossas crianças

Marcela Picanço

Fonte: www.lounge.obviousmag.org – clique e conheça

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“Foi aí que minha mãe resolveu perguntar à minha médica por que eu ficava concentrada nas coisas que eu gostava de fazer. Ela disse que isso era normal. Nas áreas que eu tinha mais habilidade, os sintomas não apareciam de modo que me atrapalhassem. Que doença engraçada, né? Mal do século, eu diria. A nossa sociedade está criando doenças para quem estiver fora do padrão de comportamento esperado. Então, vi que o problema não estava em mim e nem na maioria das crianças que precisa tomar um remédio para entrar num padrão social. O problema está no nosso ensino totalmente precário, que se preocupa mais se o aluno vai passar em medicina do que se ele será um bom cidadão.”

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Alguns dados apontam que nos últimos anos os casos de Déficit de Atenção triplicaram entre nossas crianças. Eu estou entre uma dessas crianças. Com uns treze anos comecei a tomar um remédio com tarja preta chamado Ritalina, que pra mim, de fato fazia uma diferença enorme. Quando eu era criança fui chamada várias vezes de hiperativa, desconcentrada. Meus professores adoravam falar como eu me dispersava rápido. Engraçado, continuo assim, mas hoje tento usar isso ao meu favor. O remédio vai soltando doses ao longo do dia e pode durar até 8 horas. Tomava antes de ir para escola e ficar ligada na aula. Nunca fui boa em matemática, física, química, mas me esforçava o bastante pra não ficar de recuperação. Lembro que eu achava que o remédio fazia uma diferença significativa na hora de fazer uma prova. Eu realmente me transformava, durante 8 horas, em uma pessoa mais focada. O déficit de atenção é mais comum do que se imagina.

Assim que entrei na faculdade resolvi largar o remédio. Fui percebendo, ao longo dos anos, que eu não precisava dele para escrever uma boa redação, ou pra ler um livro que eu gostava, nem pra fazer prova de história. Não precisei do remédio para decorar um dos meus primeiros textos de teatro. Eu nem tomava o remédio pra ir pra aula de teatro e eu era uma pessoa igualmente focada nessas aulas. Foi aí que minha mãe resolveu perguntar à minha médica por que eu ficava concentrada nas coisas que eu gostava de fazer. Ela disse que isso era normal. Nas áreas que eu tinha mais habilidade, os sintomas não apareciam de modo que me atrapalhassem. Que doença engraçada, né? Mal do século, eu diria. A nossa sociedade está criando doenças para quem estiver fora do padrão de comportamento esperado.

Então, vi que o problema não estava em mim e nem na maioria das crianças que precisa tomar um remédio para entrar num padrão social. O problema está no nosso ensino totalmente precário, que se preocupa mais se o aluno vai passar em medicina do que se ele será um bom cidadão.É claro que em alguns casos específicos, o uso da Ritalina é de extrema importância e eficácia, mas acredito que, na maioria das vezes, o Déficit de atenção poderia ser tratado de outras formas. Estudei minha vida toda numa escola diferente, que se importava com a cabeça dos seus alunos e valorizava o que eles tinham de melhor, incentivando a arte, o esporte e a ciência. Lembro que as notas eram dividias em 40% de provas e os outros 60% eram de comportamento. Se você soubesse lidar bem com um grupo, participasse da aula, fosse educado e responsável, já era o suficiente pra passar de ano. E ninguém deixava de estudar, afinal queríamos ter notas boas. Depois fui pra uma escola que tinham tantos alunos que os professores não conseguiam gravar o nome nem dá metade deles. Nunca mais falamos em preconceito ou direitos humanos. Nunca mais falamos sobre ler livros sem ser por obrigação. Depois, mais tarde, os professores reclamavam que líamos pouco, mas como, se tínhamos tão pouco incentivo? Lembro que na minha outra escola ganhei gosto pela leitura quando eu ainda era bem pequena. Devorava livros e mais livros, afinal a gente tinha uma aula só de leitura.

Me mudei para essa nova escola porque eu precisava passar no vestibular, mas eu não via sentido nenhum em nada daquilo. Fui me sentindo cada vez mais idiota porque eu não conseguia ir bem em nenhuma matéria de exatas, mas falaram que pra passar no vestibular era preciso saber mais exatas do que humanas. Aumentei a dose do remédio Ritalina pra poder ficar pelo menos na média. Fico pensando quantas crianças vão ter que se sentir burras e diferentes e tomar um remédio tarja preta pra ficar na média na escola, pra ficar na média na vida, pra ser sempre medíocre porque a educação não nos dá a oportunidade de sermos brilhantes. No ensino médio os adolescentes são constantemente comparados, como em uma empresa, para que haja desde cedo um espirito de competição. Infelizmente essa competição é completamente injusta, pois as pessoas têm habilidades diferentes. Como já disse Albert Einstein “Todo mundo é um gênio, mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em árvores, ele passará sua vida inteira acreditando ser estúpido” e é exatamente isso que nosso ensino faz.

A qualidade de uma escola é medida pelo número de aprovações que seus alunos têm no vestibular e não pela pessoa que ela está formando para o mundo. Como queremos ter profissionais mais dedicados se, desde pequenos, somos ensinados que se importar com o outro não é o que importa, mas sim ser sempre melhor que todo mundo? Infelizmente, nossa educação forma pessoas cada vez mais quadradas, que pensam dentro de uma caixinha. Não se permitem ir atrás das informações e nem na melhor forma de resolver problemas. As aulas de artes são totalmente técnicas e insuportáveis. Não nos dão oportunidade de sermos realmente quem queremos ser e crescemos adultos chatos, controladores e depressivos.

Infelizmente nosso comportamento é resultado da educação que tivemos e isso só vai mudar quando todas as áreas foram igualmente valorizadas nas escolas e entre os alunos. Cada vez teremos mais crianças com déficit de atenção. Principalmente agora com a tecnologia, que todas elas podem ter acesso rápido a tudo. Por que elas ficariam prestando atenção em uma aula chata? Por que elas ficariam prestando atenção em algo que elas podem aprender em um segundo procurando no Google? O nosso sistema educacional precisa mudar rapidamente, pois não podemos achar que o ensino pode continuar o mesmo de 20 anos atrás, onde não existia tanta informação com facilidade. As crianças estão perdendo o interesse na escola. Elas estão vendo o mundo de possibilidades que existe ao redor delas, vendo tudo que elas podem criar e transformar e os colégios continuam insistindo naquele velho formato. Todas as pessoas têm uma genialidade, mas o mundo insiste, por algum motivo que sejamos medíocres, dentro de um padrão. Não valorizam o aluno bagunceiro, nem o que vive no mundo da lua. Esses que no futuro provavelmente serão os adultos mais criativos. A nossa educação mata a nossa criatividade. Na escola não temos nenhuma oportunidade de nos mostrar e nem de crescer intelectualmente, pois quanto mais velhos ficamos, taxam de ridículo aquilo que fazemos de diferente, mas que se for estimulado, poderia ser genial. É triste a situação em que vivemos, mas já foram inauguradas escolas com uma proposta totalmente diferente de ensino, onde as matérias não são separadas, mas são aprendidas juntas, como se fosse uma só. Os alunos também não são separados por turmas de acordo com a idade, mas sim por habilidades que os alunos apresentam. Espero que esse realmente seja o futuro do nosso ensino e que não criemos mais doenças para fazer as crianças se sentirem anormais. “Somos todos folhas da mesma árvore”, esse era o lema da minha primeira escola. Ainda bem que aprendi assim.

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Madre Teresa de Calcuta

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Arquétipos – O inconsciente coletivo e o inconsciente individual

Arquétipos – O inconsciente coletivo e o inconsciente individual

Os símbolos e arquétipos de Jung

Rodrigo De Souza

Fonte: www.somostodosum.ig.com.br – clique e conheça

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“Inconsciente coletivo é a parte do inconsciente individual que resulta da experiência ancestral da espécie, ou seja, ele contêm material psíquico que não provêm da experiência pessoal. Jung compara o inconsciente coletivo ao ar, que é o mesmo em todo o lugar, é respirado por todos e não pertence a ninguém. O conteúdo psíquico do inconsciente coletivo são os arquétipos. Que são uma forma de pensamento universal com carga afetiva, que é herdada. Os arquétipos são como diferentes “formas de bolo”, que dão características ao bolo. Eles dão origem as fantasias individuais e também às mitologias de todas as épocas.”

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Para que possamos falar de símbolos e arquétipos, é necessário explicar o conceito de inconsciente coletivo. De maneira simples, inconsciente coletivo é a parte do inconsciente individual que resulta da experiência ancestral da espécie, ou seja, ele contêm material psíquico que não provêm da experiência pessoal.

Jung compara o inconsciente coletivo ao ar, que é o mesmo em todo o lugar, é respirado por todos e não pertence a ninguém.

O conteúdo psíquico do inconsciente coletivo são os arquétipos. Que são uma forma de pensamento universal com carga afetiva, que é herdada. Os arquétipos são como diferentes “formas de bolo”, que dão características ao bolo. Eles dão origem as fantasias individuais e também às mitologias de todas as épocas. Por exemplo, todo mundo quer encontrar seu “par perfeito. ou alma gêmea, pode-se dizer que isto se resulta de um arquétipo, da figura de Adão e Eva, ou de outra, pois em todas as religiões existe uma história que ilustra a união entre “as polaridades.

Este conceito se propaga e por mais que qualquer pessoa negue, sempre existe um desejo ainda que inconsciente de se encontrar alguém muito especial que corresponda ao que esperamos. Esta é uma fantasia individual resultante de um mito. lung nos diz que o conceito de arquétipo é muito mal compreendido, pois este não expressa uma imagem ou conteúdo definido, mas sim uma variação de detalhes e um motivo, mas nunca perdendo a configuração original.

Seguindo o mesmo exemplo anterior das almas gêmeas, existe o desejo de encontrar alguém que seja o mais próximo possível da perfeição (talvez você esteja negando isto bem agora, mas lembre-se que isto é inconsciente!), mas o que é ser perfeito? Para cada pessoa existe um conceito. Entendeu agora?

Todo arquétipo traz características positivas e negativas, por exemplo, você pode querer ser o príncipe da Branca de Neve, com o cavalo branco e tudo, mas também existe urna imagem e um medo de que este vire um sapo, ou que o romance acabe como o de Romeu e Julieta.

Estes arquétipos e muitos outros presentes em nós, como a figura materna, a figura do irmão ou da irmã, entre outros, não podem ser destruídos e permaneceram em nós por toda a nossa existência, mas necessitam ser constantemente trabalhados. As principais estruturas formadoras de nossa personalidade são arquétipos.

Bom, agora vamos falar um pouco sobre os símbolos, estes não podem ser comparados aos arquétipos, já que os arquétipos não tem um conteúdo definido. Nosso inconsciente se expressa basicamente pelos símbolos.

Os símbolos podem ser individuais ou coletivos. Jung se interessou mais pelos coletivos ou universais como: a estrela de Davi, a Cruz entre outros, em sua grande maioria religiosos. Um dos mais famosos símbolos é o Martelo de Thor, adotado por Hitler como Suástica. O Martelo de Thor (Deus do Trovão), é do tempo dos Vikings e simboliza a proteção divina contra o perigo. Mas como foi mal usado por Hitler, hoje vemos esse símbolo com medo e desaprovação. Para conseguir desprogramar esse estado, não basta saber a verdade, mas sim repeti-la várias e várias vezes até se reprogramar a mente.

Os símbolos podem ser nomes, imagens familiares entre outros, eles possuem um significado óbvio, mas também trazem conotações específicas. A imagem, o nome ou outra coisa, só pode ser considerada símbolo quando evoca algo mais que seu simples significado. Por exemplo, o nome de Jesus, não é apenas um nome, tornou-se símbolo, porque traz consigo muitas outras coisas, mesmo para quem não é um cristão. O nome Jesus traz um aspecto inconsciente, que não pode ser definido ou explicado plenamente. Assim são os símbolos.

O símbolo é algo dinâmico e vivo, que vai além do consciente. Eles podem ser encontrados nos sonhos com uma representação individual ou coletivo. Por isso, quando aparecerem símbolos em seus sonhos, procure saber o que eles representam para você, fazendo uma ponte para com a sua situação de vida. Jung dizia que como uma planta produz flores, assim também a psique cria os símbolos.

Toda essa história de símbolos, arquétipos e inconsciente coletivo, nos deixa várias portas abertas à diferentes interpretações. Um médico poderia dizer que tudo isto é transmitido geneticamente, um sociólogo, poderia dizer que é pelo meio-ambiente e a cultura que impõe esses conceitos desde cedo, ou ainda um espiritualista pode compreender isto como urna referência à imortalidade do espírito e a bagagem da alma em suas muitas viagens pelo planeta.

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Aprendizado x Adestramento intelectual

Aprendizado x Adestramento intelectual

Sonia Setzer

Fonte: Página do Facebook Jardim Guará Mirim – clique e conheça

adestramento

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“Rudolf Steiner (1861-1925), filósofo e cientista austríaco, fundador da Antroposofia e também da Pedagogia Waldorf, diz que, nos primeiros sete anos de vida, parte das forças de crescimento e vitalidade estavam atuantes na maturação dos órgãos. Quando essa função se completa ficam livres para poderem ser utilizadas no aprendizado formal. O que significaria alfabetizar ou ‘ensinar’ aritmética ou outra coisa intelectual qualquer a uma criança antes dos sete anos? Ela certamente apresentaria resultados satisfatórios para o momento, mas em realidade não se pode falar em aprendizado, mas em adestramento, assim como se faz com animais. O que não se nota é que esse ‘aprendizado’ se faz às custas das forças atuantes na maturação dos órgãos. Essa deficiência vai se apresentar apenas muitas décadas depois, quando o organismo, numa fase de menor vitalidade for decair com mais rapidez. Pode-se notar já nos dias atuais como doenças que antigamente atingiam somente pessoas idosas, fazem-se presentes em pessoas na faixa dos 30, 40, 50 anos de idade. O que não se investiga é a relação com uma intelectualização precoce, que subtrai essas forças tão valiosas e importantes dos órgãos, na fase de maturação.”

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Sabe-se que, ao nascer, a criança ainda não está totalmente desenvolvida. Embora já tenha certa autonomia, seus órgãos ainda são bastante imaturos e a maturação dos mesmos ainda vai levar muitos anos.

Ao contrário dos animais, que pouco tempo depois do nascimento são totalmente independentes dos pais, o ser humano leva em geral 21 anos para ter autonomia plena (em muitos países essa idade foi antecipada para os 18 anos).

No processo educativo deve-se respeitar as fases de amadurecimento, tentando não sobrecarregar a criança com coisas que ela ainda não tem maturidade para realizar. Assim por exemplo, para poder aprender a ler e escrever, por volta dos sete anos de idade, ela precisa adquirir um perfeito domínio do espaço tridimensional.

É nessa época que se estabelece a dominância de um dos hemisférios cerebrais, evidenciando a maturação do sistema nervoso central. Esta é adquirida principalmente por meio da motricidade. Isso significa que a criança deve ter as vivências do que é em cima e embaixo, frente e trás, direita e esquerda.

Como se obtém isso? Pelas próprias brincadeiras infantis, que são praticamente as mesmas em todas as regiões do globo, onde ainda se permite que crianças brinquem. Desde correr, saltar, pular altura ou distância, além das brincadeiras com bola e corda, treinando habilidades como pular num só pé, andar de perna de pau, subir em árvores (ou estruturas colocadas para este fim num playground) que desenvolvem a motricidade grossa, bem como desenhar, recortar, colar, fazer pequenos trabalhos manuais, exercitar-se soltando pião, empinando pipas etc., para desenvolver a motricidade fina. Até mesmo o balanço, o escorregador e o gira-gira são excelentes para a criança vivenciar, inconscientemente, em seu próprio corpo, o que sejam as leis do pêndulo, o plano inclinado, a força centrífuga, que somente muito mais tarde ela compreenderá de forma abstrata.

Mas também os outros órgãos ainda estão se desenvolvendo nesse período, o que requer a atuação de forças de crescimento e vitalidade. Rudolf Steiner (1861-1925), filósofo e cientista austríaco, fundador da Antroposofia e também da Pedagogia Waldorf, diz que parte das forças que nos primeiros sete anos de vida estavam atuantes na maturação dos órgãos, quando essa função se completa ficam livres para poderem ser utilizadas no aprendizado formal.

Ora, o que significaria, por exemplo, alfabetizar ou ‘ensinar’ aritmética ou outra coisa intelectual qualquer a uma criança antes dos sete anos? Ela certamente apresentaria resultados satisfatórios para o momento, mas em realidade não se pode falar em aprendizado, mas em adestramento, assim como se faz com animais. O que não se nota é que esse ‘aprendizado’ se faz às custas das forças atuantes na maturação dos órgãos. Essa deficiência vai se apresentar apenas muitas décadas depois, quando o organismo, numa fase de menor vitalidade for decair com mais rapidez. Pode-se notar já nos dias atuais como doenças que antigamente atingiam somente pessoas idosas, fazem-se presentes em pessoas na faixa dos 30, 40, 50 anos de idade. O que não se investiga é a relação com uma intelectualização precoce, que subtrai essas forças tão valiosas e importantes dos órgãos, na fase de maturação.

Tendo em vista esses poucos exemplos, é de se desejar que as crianças em seus primeiros sete anos de vida realmente possam usufruir de uma infância sadia, desenvolvendo ao máximo suas habilidades motoras (grossas e finas), pois isso é um investimento de saúde para a velhice. Esse é um dos princípios fundamentais dos jardins de infância Waldorf no mundo todo.

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Marte e Vênus como arquétipos puros das forças masculinas e femininas

Marte e Vênus como arquétipos puros
das forças masculinas e femininas

Milene Mizuta

Fonte: Curso Líder de Si (Módulo Integração Masculino / Feminino) clique e conheça

marte e venus

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Sobre Marte e Vênus como arquétipos puros das forças masculinas e femininas, o arquétipo de Marte é determinado pela vontade e o arquétipo de Vênus é determinado pelo sentir:

“Marte dá uma substância impulsiva, uma alma de sensação forte, vontade cheia e paixão. Vênus é o elemento do amor cósmico.” – Rudolf Steiner

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Marte

Marte é um elemento universal, usado quando queremos expressar força, poder, luta e agressividade.

O elemento do planeta Marte é o ferro, no nosso organismo esse elemento é de suma importância já que sua carência no sangue, causa a anemia que nos deixa fraco e sem vontade, diante de uma infecção o ferro sérico (livre do plasma sanguíneo) é o agente mobilizado para a defesa do organismo, como um verdadeiro armamento bélico, quando  temos deficiência dessa substância no organismo, diante de uma infecção sentimo-nos prostrados.

O arquétipo do Marte, é determinado pela vontade.

“Marte dá uma substância impulsiva, uma alma de sensação forte, vontade cheia e paixão.”  (R. Steiner).

A natureza volitiva vai da força cruel à força férrea na ação, à energia dirigida à meta e ao domínio de si mesmo.

A vontade é uma força atuante que impregna o pensamento e o sentimento. Precisa de esforço e de tarefas como seu elemento de vida. Seu pensar é certeiro como uma lança, sua  vontade é atuante e segura como a espada de aço e o seu sentimento se esconde atrás do escudo. Vivem em suas tarefas e lutam pelas suas metas. Gosta de ter liberdade de ação e põe isso em prática.

Marte frutificou civilizações e uniram o interesse pelo trabalho. Enfurecem-se em caso de impedimento às próprias iniciativas. Os conflitos vêm da raiva, da agressão ou de um comportamento muito obstinado. Muitas vezes parecem gigantes entre anões e destroem, por excesso de força, o que eles próprios construíram.

Na mitologia encontramos dois deuses gregos: Ares que é Deus da guerra, amante de Afrodite, que ajuda vencer as lutas, representado muitas vezes com um escudo e lança na  mão. Hephaistos que é o Deus manco, esposo legítimo de Afrodite, que é o Deus Vulcano dos romanos, ou deus da forja que faz sob encomenda todos os utensílios dos deuses, intenso trabalhador.

Ereto, cabeça levantada, peito inflado e ombros para trás. Lembra o temperamento colérico. Membros musculosos, aperto de mão firme é atento e pesquisador. Quando está com raiva, os seus olhos fulminantes ferem, o nariz se sobressai em luta. Lábios bem formados, vermelhos e vivos. O queixo é muitas vezes saliente, seus movimentos são impulsivos, chegando a ser grosseiros.

Como forte lutador caminha com passos certos para a sua meta, empurrando os outros para o lado. É um trabalhador eficaz e um guerreiro sem medo – luta pela verdade e pelo direito. Pioneiro em todos os campos da vida. Estão sempre atentos e acordados e têm presença de espírito. Sabem observar bem e provam tudo pelo pensamento prático, agudo e críticos.

Os pensamentos são como se fossem marteladas em pregos. Percebem as tarefas sem se deter nos problemas – o que não tem importância fica para 2º plano. Pensar materialista, acordado, disposto assumir a tarefa, desde que se convença de sua necessidade. Nada lhe parece inalcançável. Como pesquisador, prova o existente e avança com pioneirismo. Na técnica vai fazendo descobertas novas.

Pensar reformador ou revolucionário, abrindo caminhos. Sua memória é fraca e seu olhar é para o futuro. Esconde os sentimentos atrás da armadura e do escudo, pois é extremamente vulnerável e não tolera não ser percebido ou ser posto de lado.

Não gosta de comunicar as suas vivências, elas ficam consigo mesmo, porém os golpes do destino lhe provocam profunda dor. É decidido e seu ditado é: “Um homem, uma palavra.”

Vênus

“Vênus é o elemento do amor cósmico” – Rudolf Steiner

Extrovertida, passiva ou estética. Ela está preenchida por simpatias e antipatias, julgando com facilidade. Tem um tipo de índole, que tem necessidade de um mundo externo estético, de uma ou outra maneira e o julga de acordo com esta sua necessidade inata.

Entra em conflito com o mundo externo que não corresponde às suas idéias, o que gera julgamentos negativos (crítica) e antipatias, enquanto urna harmonia com o mundo externo é razão para um forte julgamento positivo.

Procura ligação com as pessoas a quem julga positivamente e se fecha às que julga negativamente. O seu elemento de vida é o sentir. Acolhem o mundo como conteúdo de vivência e se entregam aos seus sentimentos. Dedicam-se às pessoas, à natureza e, em especial, à arte.

Gostam de desenvolver sentimentos religiosos. Gostam de ser belos e espalham beleza a  sua volta. Gostam de ser felizes e tornar os outros felizes.

Sem simpatia e participação murcham como a flor sem água.

Na mitologia aparece a Freira dos Germanos e Vênus – Afrodite dos gregos e romanos representados pela estátua da Vênus de Millôs, famosa pela sua graça e beleza.

Uma Afrodite cósmica, desperta o sentido da beleza e aquece o sentimento para a beleza e amor divino. Uma Afrodite terrestre desperta alegria sensorial, sensualidade. Ela nasce do esperma de Uranos (céu), que cai do céu no oceano, e das águas e ondas do mar nasce das espumas, onde ela está sobre uma concha.

A Deusa do ar e da luz. O amanhecer e a primavera são seus elementos. Ela se une a vários deuses: O seu marido terrestre é Hepheistos, Deus da forja e dos metais. O seu amante é Ares, Deus Marte, da guerra. O seu filho é Eros ou cupido Vênus desperta sensações e a faculdade do amor. A sua natureza é meiga e pacífica.

No céu acompanha o sol em seu caminho. ( A faculdade do amor leva da esfera de Vênus à esfera solar).

Tende às formas arredondadas, cabeça pequena, cabelos ondulados, testa estreita, olhos brilhantes, alegres e nariz perfilado. Sua boca geralmente sorri, os ombros são estreitos, os seios bem desenvolvidos nas mulheres, cintura estreita e bacia mais larga, acentuando a forma feminina. Os braços são arredondados, de poucos músculos e mãos não criadas para o trabalho.

A postura é relaxada, o andar gracioso, a fala é suave e a sua conduta é de ter muito tato com os outros.

Corpo bem estruturado, levemente encurvado, rosto oval, redondo. Freqüentemente bonito e muitas vezes feio. Seu pensar é cheio de sentimentos e imagens coloridas.

Acolhem a verdade somente de uma forma: critica ou artística. Só os pensamentos que desperta sentimentos é que são acolhidos. Não é de a sua natureza fazer contas e resolver problemas. O mundo se apresenta através de lentes cor de rosa. E um pensar cheio de sentimentos repletos de sonhos e paixões. Sua tendência é poética e não científica.

Houve uma época da humanidade que foi denominada a época de cobre (também a criança passa por essa fase em seu desenvolvimento), onde a consciência em relação ao mundo exterior se apresenta por imagens.

Hoje, a consciência em imagens está soterrada pela consciência vigil. Os venusianos vivem num mundo de sentimentos e sonham colorido. São mais determinados pelo sistema neuro-vegetativo do que pelo seu cérebro e são sensíveis ao mundo elementar. Estas características se manifestam às vezes como telepatia, sonhos diurnos, visões, sensações e até alucinações.

O sentimento está sempre em movimento. Floresce em cada flor e jubila-se com cada passarinho. Beleza, música e canto são os seus elementos.

“Sentimentos variam como as ondas do mar. Seu compartilhar traz alegria e tristeza. Entrega e amor são os elementos de vida”.

Vivem na exaltação de sentimentos, como numa febre anímica. O mundo das expectativas e dos desejos preenche com paixão sua alma, o que é sucedido pela desilusão, podendo chegar até a histeria. Depois disso, estão
esgotados.

De natureza agradável, que espalham uma atmosfera alegre e sempre têm uma palavra compreensiva para todos. Evitam brigas, desarmonia e contradições.

Têm senso de beleza, o que os faz embelezar o ambiente. A sua compaixão os leva a ser  mão aberta e ter uma atuação delicada. Trabalham com dedicação, sem pedir recompensa. O sentimento de significar alguma coisa para alguém e ser amado, leva a sacrifício bem como a executar coisas desagradáveis com paciência.

Nem dinheiro, nem qualquer outra coisa as mantêm num lugar frio. Por outro lado, são capazes de seguir uma pessoa amada até na pobreza.

O venusiano em excesso está sob a natureza emocional das paixões, se entrega demasiadamente ao prazer. Torna-se animal. Após a excitação vem o desleixo ou nojo; muitas vezes torna-se sujo ou adoece com moléstias venéreas. Sua atitude muitas vezes é grandiosa e dócil.

Lidar com esse tipo é especialmente difícil. Há um campo pelo qual ele se interessa que diz respeito aos segredos anímicos dos outros, ou seja, o mundo do amor e do ódio. Conversas com estas pessoas podem ser conseguidas através deste tema aquilo que depende de amor e ódio das outras pessoas.

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Quer entender mais sobre isso tudo? No Líder de Si a gente ensina para vocês!

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Informações: (48) 3207-9102 ou inspirecursos@gmail.com

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Armadilhas do ego

Armadilhas do ego

Mooji

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“Sempre esteja consciente ao se sentir superior. A noção de que você é superior é a maior indicação de que você está em uma armadilha egóica. O ego adora entrar pela porta de trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então, distorce-la para servir o seu objetivo ao fazer você se sentir superior aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual certo”. Superioridade, julgamento e condenação. Essas são armadilhas do ego. Seja no conhecimento, na atuação no mundo ou no caminho espiritual (religião).”

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Se você acha que é mais “espiritual” andar de bicicleta ou usar transporte público para se locomover, tudo bem, mas se você julgar qualquer outra pessoa que dirige um carro, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” não ver televisão porque mexe com o seu cérebro, tudo bem, mas se julgar aqueles que ainda assistem, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” evitar saber de fofocas ou noticias da mídia , mas se encontra julgando aqueles que leem essas coisas, então você está preso em uma armadilha do ego.

Se você acha que é mais “espiritual” fazer Yoga, se tornar vegano, comprar só comidas orgânicas, comprar cristais, praticar reiki, meditar, usar roupas “hippies”, visitar templos e ler livros sobre iluminação espiritual, mas julgar qualquer pessoa que não faça isso, então você está preso em uma armadilha do ego.

Sempre esteja consciente ao se sentir superior. A noção de que você é superior é a maior indicação de que você está em uma armadilha egóica. O ego adora entrar pela porta de trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então, distorce-la para servir o seu objetivo ao fazer você se sentir superior aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual certo”. Superioridade, julgamento e condenação. Essas são armadilhas do ego.”

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Sobre aquela mesma coisa de sempre disfarçada de amor-livre

Sobre aquela mesma coisa de sempre disfarçada de amor-livre

Júlia Vita

Fonte: www.versoando.wordpress.com – clique e conheça

amor livre

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“Falta de tempo, competitividade, pressa, não ouvir o outro, não se importar com o outro. Falta de presença nas relações, de ser, de estar, de disponibilizar a sua existência. Só que romper com isso é um processo. Um processo a ser descoberto e construído de forma individual, mas com toda certeza coletivamente. Isso envolve diálogo, verdade e presença.”

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Já faz um tempo que não estou buscando (mais) uma relação sexo-livre, como as outras que eram comuns me acontecerem – por alguns motivos que vou explicar mais pra frente. Mas como as coisas vão acontecendo, organicamente, por elas mesmas, a gente muitas vezes perde a racionalidade e deixa acontecer. Tudo bem, embora eu não busque, é bom (exceto pelos motivos que me fizeram encher o saco disso).

Pelas minhas experiências nesse tipo de relação, e observando o que acontece de forma parecida nas outras – principalmente com as moças -, consigo perceber que alguma coisa bem estranha acontece nesse universo.

As pessoas com quem desenvolvi, até sem saber, relações sexo-livre são geralmente: homens que buscam/lutam (ou pelo menos mantém esse discurso) para se afastar das amarras monogâmicas. Com a posição de “amor sem posse é possível, o amor é livre”, etc. Muito bonito, muito harmonioso. Só que pelo que pude perceber, é que eles acabam não mergulhando, e sim só molhando os pés.

Abrindo um parênteses imaginário pra explicar melhor: eu busco me relacionar de forma diferente e, usando de comparação ou pequena análise, as pessoas podem me enxergar no grupo de pessoas “livres”. Ou seja, estou disponível, assim como não vou encrencar com nada também. Então conheço essas pessoas, trocamos muitas ideias interessantes e na semana seguinte tomamos uma cerveja, nos beijamos, transamos. Aí isso se repete algumas vezes, mas as trocas de ideias vão sendo bem escassas, o interesse no outro menor ainda. Mas eu permaneço sendo alguém disponível para sexo.

Enquanto eu desenvolvo um grande apreço pela pessoa, por poder compartilhar com ela algumas trocas (ideais e corporais) – tendo ela como personagem vivo e presente no meu processo de desconstrução, o mesmo não acontece de forma recíproca.

Nos encontramos algumas vezes, – por acaso, na maioria delas -, um “oi, tudo bem?” esquisito, seguido por um beijo (beijo esse que não é a demonstração do carinho/apreço/afeto, e sim apenas um passo pra ter certeza de que o sexo ainda pode acontecer). Então esse beijo aceito significa que sim, o caminho continua aberto e sim, eu ainda faço parte desse universo dele. E aí, foi só um beijo, dois beijos e lá vou eu novamente sendo guiada pra um sexo completamente estranho, mas bem comum, disfarçado de liberdade – onde eu não me sinto nada segura.

Esses caras não vão criar vínculo nenhum. Não serão pessoas que falarão “oi, tudo bem?” realmente importando-se com isso, porque não se importam. Quer dizer, percebo que os homens chegam até mim demonstrando interesse, falando de relações livres e de como o mundo é bonito. E depois que dormimos juntos, o objetivo “livre” já foi alcançado e eles podem continuar vivendo normalmente e me colocando na lista de pessoas disponíveis. O que é isso senão continuar reproduzindo a ideia pessoa-produto? Ou, no caso, mulher-produto.

Aprofundando na minha situação enquanto mulher na posição sexo-livre: os homens não me consideram uma pessoa para somar, trocar. E sim pra fugir do usual. Inclusive muitas vezes percebo que na verdade eles estão até buscando um amor romântico e fantasiado com alguém, paralelamente, mas mantendo o discurso amor livre comigo pra ter sexo livre.

Quero dizer que é fácil gritar amor livre aos ventos. Qualquer um pode fazer isso. Mas o que eles estão fazendo de diferente? Se antes de questionarem a monogamia, eles também tinham várias parceiras sexuais, sem envolvimento, preocupação e cuidado – e ainda com respaldo pra isso? Não só respaldo, como também um grande prêmio por isso. Na verdade o que acontece então é a mesma coisa de sempre, mas com um nome diferente. Ou seja, sem desejo algum de realmente criar laços mais verdadeiros.

Não reduzo esses laços apenas às relações nesse campo, repensar nossas relações significa olhar pro que o capital impõe. Falta de tempo, competitividade, pressa, não ouvir o outro, não se importar com o outro. Falta de presença nas relações, de ser, de estar, de disponibilizar a sua existência. Só que romper com isso é um processo. Um processo a ser descoberto e construído de forma individual, mas com toda certeza coletivamente. Isso envolve diálogo, verdade e presença.

E eu não estou esperando um amor romântico de filme, que a pessoa se apaixone por mim loucamente. Pelo contrário. Eu luto pra que a gente se importe um com o outro, eu espero que o porteiro do meu prédio sinta-se amado quando eu pergunto se ele está bem, porque eu espero que ele esteja bem e espero que ele sinta-se confortável pra me pedir ajuda. Porque sim, as pessoas precisam de ajuda, precisam da relação com o outro de forma verdadeira (e o caos se sustenta justamente nesse afastamento, nesse não estar presente. E é contra isso que estamos, ou não?)

Eu até gosto de sexo-livre, quando a relação me deixa bem consciente do que tá acontecendo. Eu tenho tesão, gosto de dividir essa disponibilidade com alguém. Sexo é divertido, gostoso, saudável. Mas são pessoas. Ou seja, são pessoas com quem me relaciono. E pra mim, por ser mulher, preciso parar e pensar a cada momento sobre qual papel eu estou ocupando.

Resumindo: ter sexo livre da forma sacaneada como ele acontece, principalmente pras mulheres, não vai sanar minha sede por relações verdadeiras num mundo caótico. Não vai.

Relações livres, ou qualquer uma que se disponha a questionar a monogamia, não diz respeito a quantos parceiros sexuais você tem. E sim à forma como você se relaciona.
Percebo que repensar isso – falando pessoalmente – significa transformar como eu me posiciono diante das outras pessoas. Refletir que situações de poder existem em toda relação, seja ela “amorosa” ou não. E que precisamos nos cuidar, ajudar o outro a se cuidar e cuidarmos juntos. Até poderia fazer considerações sobre a dificuldade da mulher (e de diferentes “ser mulher”) nessa desconstrução toda, mas prefiro deixar pra outro momento.

E é com muito auto-cuidado que escrevo. Esse texto começou com uma vontade de tornar explícito algo que me incomoda. Mas é um texto pra mim, antes de tudo.

Cuidando pra que não aconteça da forma que eu não gosto. Como proteção, auto-cuidado, por saber a minha posição.

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Por que alguns pais estão tirando os brinquedos-tela de seus filhos?

Por que alguns pais estão tirando os brinquedos tela de seus filhos?

  Patrícia L. Paione Grinfeld

Fonte: Ninguém cresce sozinho – clique e conheça

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“As telas ditam o que deve ser feito. É ela que domina a criança, e não o contrário. O que a princípio parecia uma ferramenta interativa e educativa, começa a ser visto como uma dominação corpo-mente. A criança deixa de ser quem decide, respondendo a mecanismos solicitados/esperados pelo “brinquedo”. De ativa, a criança torna-se passiva, o que é extremamente empobrecedor para seu potencial criativo e, consequentemente, seu desenvolvimento global.”

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Até um tempo atrás, um brinquedo só saía de cena pelas mãos de um adulto, quando a criança aprontava alguma. O brinquedo era tirado como forma de castigo, punição ou resolução de conflito.

Atualmente, além destas conhecidas e comuns situações, alguns pais começam a tirar de seus filhos um brinquedo que eles mesmos ofertaram: as telinhas. Desta vez, não porque a criança causou, mas porque o uso do “brinquedo” começa a mostrar um lado que muitos não acreditavam existir:

1) As telas ditam o que deve ser feito. É ela que domina a criança, e não o contrário. O que a princípio parecia uma ferramenta interativa e educativa, começa a ser visto como uma dominação corpo-mente. A criança deixa de ser quem decide, respondendo a mecanismos solicitados/esperados pelo “brinquedo”. De ativa, a criança torna-se passiva, o que é extremamente empobrecedor para seu potencial criativo e, consequentemente, seu desenvolvimento global.

2) Os brinquedos-tela exigem, em muitas situações, uma maturidade que a criança ainda não tem. Esta imaturidade para operar a máquina só é percebida quando situações reais aparecem – passar longo período do dia diante de seu magnetismo (deixando de lado outras formas de brincar), comprar jogos ou acessar conteúdos sem autorização (mesmo sabendo que não é permitido), se ver instigado ou obrigado a vencer e vencer, ter e ter, entre outras. Como toda máquina, os brinquedos-tela, especialmente os conectados à rede, precisam de um operador que o domine; um operador que realmente seja capaz de saber o momento de parar e prosseguir em todas as ações, para que ele possa dominar a máquina e não ser dominado por ela.

3) Os eletrônicos distanciam cada vez mais pessoas de pessoas. Momentos que poderiam ser ricos para troca e interação tornam-se momentos de isolamento e desinteresse pelo que está ao redor. Se o relacionamento afetivo e a curiosidade que o mundo desperta são motores para o aprendizado, as crianças debruçadas na tela estão sendo privadas do modo mais genuíno da díade ensinar-aprender.

Isto faz pensar em algumas questões importantes e necessárias que não se esgotam numa resposta única:

1) Estes “brinquedos” são para criança?

2) Existe momento certo para oferecer um brinquedo-tela à criança?

3) Orientar, limitar acesso, conteúdo e tempo de uso é suficiente?

4) É possível um uso seguro – no sentido mais amplo da palavra – das telas pela criança?

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Madre Teresa de Calcuta

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As conquistas fundamentais da primeira infância

As conquistas fundamentais da primeira infância

Patrícia Fonseca – Pedagoga, Psicomotricista e Educadora Waldorf em Formação

desenvolvimento infantil

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“Segundo Rudolf Steiner, na primeira infância, a individualidade espiritual da criança está trabalhando intensamente por meio de seu corpo através do brincar. Somente no brincar esta individualidade é visível. Brincar é um processo natural, indispensável para a saúde psíquica e emocional da criança. Do Engatinhar ao Escrever, o corpo pontua os caminhos psicomotres que a criança percorre desde o momento em que rola de um lado para o outro, rasteja, engatinha, senta, se equilibra, fica em pé, locomove-se e torna-se apta a explorar o mundo ao seu redor por meio da brincadeira, até conquistar a primeira escrita de letras, considerando todas as conquistas complexas que a levaram a esse sistema simbólico de comunicação humana. Andar e falar são conquistas fundamentais no seu relacionamento com o cosmo e com os outros seres humanos.”

Patrícia Fonseca

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Toda criança em sua primeira infância, está desenvolvendo seus sentidos e sua vida anímica, o seu pensar imaginativo e a sua capacidade de criar. Seu corpo físico está em pleno desenvolvimento ligando as primeiras experiências psicomotoras ao processo do desenvolvimento da inteligência, relação esta indispensável para a constituir a vida de relações com o mundo.

Tudo isto é alcançado através do método natural que o ser humano possui durante a infância, o brincar.

Segundo Rudolf Steiner, na primeira infância, a individualidade espiritual da criança está trabalhando intensamente por meio de seu corpo através do brincar.

Somente no brincar esta individualidade é visível. Brincar é um processo natural, indispensável para a saúde psíquica e emocional da criança.

Na idade do Jardim de Infância, o brincar das crianças são como rastros que imprimem as suas primeiras conquistas mais especializadas: o falar, o andar, o fazer, o sentir, o modelar, o amassar. o cortar , o rasgar, o pensar , o agir, o correr, o subir, o parar, o pincelar, o traçar.

Do Engatinhar ao Escrever, o corpo pontua os caminhos psicomotres que a criança percorre desde o momento em que rola de um lado para o outro, rasteja, engatinha, senta, se equilibra, fica em pé, locomove-se e torna-se apta a explorar o mundo ao seu redor por meio da brincadeira, até conquistar a primeira escrita de letras, considerando todas as conquistas complexas que a levaram a esse sistema simbólico de comunicação humana. Andar e falar não são atributos físicos que uma criança adquire naturalmente, são conquistas fundamentais no seu relacionamento com o cosmo e com os outros seres humanos.

As marcas de seu desenvolvimento psicomotor, teve início antes mesmo de sua chegada à Terra. O movimento corporal da criança pequena é a base para o seu aprendizado intelectual posterior.

A criança tem muitas forças vitais, mas precisa dos adultos para ajudá-la a equilibrá-las e integrá-las à personalidade em formação.

A brincadeira realiza tudo isso com criatividade e as Jardineiras Waldorf (professoras ) realizam tudo isto com muito amor e respeito à criança.

Cores, gestos, sons, expressões, tons de voz, qualidades nos materiais e nas atividades diárias de um Jardim Waldorf, fazem parte de uma rotina saudável, chegando a representar o ambiente do Lar.

A criança pequena tem competências imitativas ilimitadas, que são a expressão de um um profundo desejo de aprender, de explorar o mundo, de pesquisá-lo.

A repetição de brincadeiras, ouvir as mesmas histórias, fazer o pão várias vezes, empilhar toquinhos diariamente e vê-los cair, é fascinante para as crianças.

A brincadeira é a expressão do espírito humano.

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Madre Teresa de Calcuta

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A queda do paraíso na biografia humana

A queda do paraíso na biografia humana

Milene Mizuta

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“Na biografia de todos nós, ocorre a queda do paraíso, aquele momento em que nos diferenciamos sexualmente e percebemos que o mundo é feito de dois “seres” bem distintos e é também aquele momento em que saímos da proteção do ambiente familiar e vamos para a vida, e começamos a nos deparar com tribos e bandos, onde temos que encontrar nosso lugar, essa fase nos é conhecida como adolescência. Na fase dos 14 aos 21 anos começa a busca da complementação da alma cada Adão busca sua Eva, cada Eva o seu Adão – primeiro como complementação e, à medida que há o amadurecimento psicológico no decorrer dos três setênios seguintes (21 a 42), haverá a integração dessas partes dentro de cada um.”

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Na biografia de todos nós, ocorre a queda do paraíso, aquele momento em que nos diferenciamos sexualmente e percebemos que o mundo é feito de dois “seres” bem distintos e é também aquele momento em que saímos da proteção do ambiente familiar e vamos para a vida, e começamos a nos deparar com tribos e bandos, onde temos que encontrar nosso lugar, essa fase nos é conhecida como adolescência.

A partir da pré-puberdade, a diferenciação sexual torna-se cada vez mais visível.

A mulher amadurece mais rapidamente que o homem; a forma do seu corpo denota também as qualidades da alma feminina: mais redonda, mais cósmica, mais espiritual, menos ligada à terra: A tonalidade de voz é mais alta, ossos mais leves, hemoglobina do sangue em porcentagem menor, útero e órgãos de reprodução retraídos para dentro do corpo.

O homem tem seu corpo mais anguloso, ossos pesados, mais terrestre, cérebro mais pesado, hemoglobina em porcentagem mais elevada (portanto quantidade de ferro maior), pensamento mais racional, voltado para a luta, defesa, para a ação. Órgãos sexuais mais baixos e expostos.

Nossos órgãos sexuais têm os elementos masculino e feminino ao mesmo tempo, uma parte se desenvolve, outra regride, dando a diferenciação sexual. Também animicamente, tanto o homem como a mulher tem dentro de si a parte feminina da alma (que Jung denomina de “anima”) e a parte masculina (“animus”). De acordo com a intensidade do animus, o homem ou a mulher podem ser mais ou menos masculinos. Se predominar a anima, o homem ou a mulher podem ser mais ou menos femininos.

Na fase dos 14 aos 21 anos começa a busca da complementação da alma cada Adão busca sua Eva, cada Eva o seu Adão – primeiro como complementação e, à medida que há o amadurecimento psicológico no decorrer dos três setênios seguintes (21 a 42), haverá a integração dessas partes dentro de cada um.

Cada um de nós carrega dentro de ser humano ideal, que esta diretamente ligada a imagem que foi construída a partir de nossas vivências, uma mãe amorosa, um pai provedor, ou uma mãe agressiva e um pai alcoólatra, tudo isso ajuda a formar a imagem que carregaremos dentro de nós sobre o feminino e masculino. Nessa fase da vida entramos em contato com o arquétipo do homem e da mulher ideal.

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A separação do sexos

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Milene Mizuta

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“A liberdade nos é concedida a partir do conhecimento, quando conhecemos algo isso nos dá a condição de escolher. Que imagem grandiosa para dizer que os sentidos físicos iam despertando e que os homens se tornavam conscientes de si, experimentando o sentimento de pudor! E assim nós Homens fomos expulsos do paraíso, e aquilo que era uno começou a se dividir, por isso sempre procuramos o outro, como forma de integração daquilo que um dia foi separado.”

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Na Lemúria vivia um povo, a leste da África, na região coberta hoje pelo oceano Índico.
Desse povo as notícias que nos chegam vem através da tradição oral e dos relatos do Livro do Gênesis.

Esse nosso ancestral vivia no que conhecemos hoje como Paraíso. O homem e a mulher viviam totalmente entregues as forças cósmicas que supriam todas as suas necessidades.

Eram unos a essas forças. Mas estavam submetidos a uma única restrição, não poderiam comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.

Nós sabemos, por experiência própria que onde há regras logo se cria a possibilidade de quebrá-las, que onde se põe um obstáculo imediatamente vem o desejo de ultrapassá-lo.”

Isso significa que Homem vivia em conformidade com todas a leis divinas, não precisando de nada mais para viver. Nossos corpos não tinham estruturas rígidas como as que conhecemos hoje, podemos comparar a um feto, onde o corpo todo esta estruturado, mas não possui a “rigidez” de uma criança recém-nascida.

A procriação até então dava-se de forma assexuada com ainda hoje encontramos em  organismos inferiores, como as amebas, onde uma parte desse organismo se libera gerando uma outra.

A separação dos sexos na humanidade nos é conhecida exaustivamente pelo livro dos Gênesis, que cita que primeiro houve a criação de Adão e depois Eva de sua costela.

Eva foi gerada a partir da costela que compõe o tórax, parte óssea que protege todos os nossos órgãos rítmicos: coração, pulmão, etc.

Homem que vivia em estado de sonho tinha tudo que era necessário para sua sobrevivência, mas para isso não deveria possuir a liberdade, que nos é concedida a partir do conhecimento, quando conhecemos algo isso nos dá a condição de escolher.

“Ordenou Deus Jeová ao homem: De toda árvore do jardim podes comer livremente, mas da árvore do conhecimento do Bem e do Mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás”

Então a serpente disse à mulher:

“Certamente não morrereis, porque Deus sabe que no dia em que comerdes do fruto, abrirse-vos-ao os olhos, e sereis como Deus, conhecendo o Bem e o Mal”

E os homens sucumbiram a essa influência, com o resultado seguinte:

“Foram abertos os olhos de ambos, e conhecendo que estavam nus, coseram folhas de figueira. . .”

Que imagem grandiosa para dizer que os sentidos físicos iam despertando e que os homens se tornavam conscientes de si, experimentando o sentimento de pudor! E assim nós Homens fomos expulsos do paraíso, e aquilo que era uno começou a se dividir, por isso sempre procuramos o outro, como forma de integração daquilo que um dia foi separado.

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O relacionamento humano

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“Só é possível relacionar-se com o outro quando aprendo a me relacionar comigo, mas para aprender a me relacionar comigo, primeiro preciso relacionar-me com o outro:

Você atuou em mim; no entanto, não afetou com isso minha liberdade, mas ofereceu-me a possibilidade de eu mesmo dar a mim essa liberdade, no momento certo da vida. O que você fez me possibilita aparecer agora diante de você, estruturando a mim mesmo como um ser humano a partir de minha própria individualidade, que você deixou intocada por um recatado respeito.”

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O drama de todo indivíduo é representado no “palco” chamado alma.

Esse drama de desenvolvimento baseia-se no que chamamos de o “encontro humano”, o campo das relações é o campo do drama individual de todos nós.

É a partir do relacionamento com outro que conseguimos desenvolver aquilo ao que viemos, Steiner cita de forma maravilhosa:

Vejo vir ao meu encontro o ser humano, que em cada olhar, em cada movimento me revela: “Você atuou em mim; no entanto, não afetou com isso minha liberdade, mas ofereceu-me a possibilidade de eu mesmo dar a mim essa liberdade, no momento certo da vida. O que você fez me possibilita aparecer agora diante de você, estruturando a mim mesmo como um ser humano a partir de minha própria individualidade, que você deixou intocada por um recatado respeito.”

O encontro com outro ser humano sempre nos traz a possibilidade de um aprendizado sobre nós mesmo. Não existe caminho de desenvolvimento que não passe pelo encontro com o outro.

Encontramos no outro a possibilidade de reconhecimento das respostas que existem em nós, buscando aquilo que precisamos desenvolver.

O encontro humano é hoje o grande desafio de desenvolvimento da humanidade, todos nós buscamos pela integração a um grupo social, a uma família, a um parceiro, a uma
comunidade e mesmo assim cada vez mais nos mantemos distantes do contato humano, porque relacionar-se verdadeiramente dói.

Dói quando envoltos ao emaranhado complexo das relações, temos que nos deparar com aspectos obscuros e ainda não desenvolvidos de nossa alma.

Steiner diz que só nos tornamos verdadeiramente adultos a partir dos 35 anos, idade essa, em que o setênio da integração masculino e feminino arquetípicamente já foi concluído, o que nos torna indivíduos mais inteiros e preparados para entrada da vida adulta.

Isso mostra que só é possível relacionar-se com o outro quando aprendo a me relacionar comigo, mas para aprender a me relacionar comigo, primeiro preciso relacionar-me com o outro, complexo não?

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

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Os sete tipos anímicos do ser humano

Os sete tipos anímicos do ser humano

Milene Mizuta

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tipos planetários

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“Que o meu pensar seja claro, verdadeiro, sem julgamento, ponderado. Que meu sentir seja aquecido, amoroso, com compaixão pelo outro, trazendo a verdade do amor latente em si. Que minha ação seja fiel a uma causa, apaziguadora. Que eu possua a virtude de fazer o bem. Que eu possa ajudar ao outro ser humano e acompanhá-lo. Que eu desenvolva o sentido humanitário e colocar a minha força à disposição da humanidade. Que eu Ilumine com sabedoria os lados negativos ou sombras. Que eu possa ajudar o outro a encontrar suas metas e realizá-las. Que eu acompanhe o destino do outro, ajude-o a encontrar os lados positivos da vida para aproveitar, para um todo maior, as qualidades positivas de cada um.”

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Próximo aos 14 anos uma mudança ocorre e a criança começa a entrar no período de puberdade.

Esse é um momento muito difícil para a criança e algumas vezes também para a família,
normalmente a entrada para essa puberdade ocorre com um mudança brusca no comportamento. Uma criança que era então mais melancólica pode tornar-se mais explosiva, ou pode ficar ainda mais intropesctiva. O contrário também pode ocorrer: uma
criança muito expansiva de repente pode tornar-se um adolescente muito introspectivo.

Max Stibbe em sua apostila “Os sete tipos anímicos” cita:

“Quando a criança atravessa o portal da puberdade a vida anímica se liberta (se desprende); isso pode ser considerado como o terceiro processo de nascimento da criança. Anteriormente, a alma, que sempre esteve presente desde o nascimento era totalmente “apegada” ao corpo físico e à organização da vida, com o início da puberdade, ela própria se separa dessas funções da mesma forma que o feto se separa do corpo da mãe. Agora, a alma nasceu como uma entidade independente.

Esse é o acontecimento importante da puberdade. Todos os outros fatos tais como a maturidade sexual, são efeitos secundários, em vez de serem primários. A puberdade evindencia-se quando ocorre uma mudança completa no relacionamento entre a alma e o corpo e também entre a alma e o mundo em geral.

Com o nascimento da entidade da alma livre surge a necessidade urgente de um mundo interior individual – um mundo onde a alma não precise mais ser dependente dos pais e de outros fatores do meio ambiente, mas siga as leis por si mesmas e busque uma relação própria com o mundo exterior.”

Dos 14 aos 21 entendemos então que temos nascimento da identidade do ser humano.

O nascimento de uma qualidade da alma, que torna a expressão no mundo algo individual, a alma que é a “morada” de nossas cobiças, julgamentos, desejos, etc… é muito mais flexível que em sua estrutura, muito mais que o corpo etérico que esta diretamente
ligado ao organismo físico, Uma pessoa de um temperamento colérico pode se esforçar durante toda a vida para controlar seu temperamento; hora conseguirá, hora não, porque nossos temperamentos foram constituídos na mais tenra idade e sempre servirão
como pano de fundo da nossa biografia. Já nas qualidades da alma podemos caminhar por entre elas, exemplo: Podemos mudar nossos julgamentos, pensamentos e modo de sentir as mesmas coisas no decorrer da vida porque a alma é versátil.

Todas essas forças são manifestações do que chamamos de forças do cosmos, onde o homem antigo tinha sua fonte de inspiração.

Na antiguidade, quando os homens olhavam para o céu enxergavam nas estrelas manifestações de forças espirituais. Essas forças eram sentidas no âmbito da alma, que é o âmbito do sentimento, do pensamento e do julgamento que fazemos das coisas.

Tipo Lunar ou sonhador

a leiteira

A lua é o satélite da terra, ela espelha a luz solar, é responsável pelos ritmos primordiais e instintivos do homem, nascimento, mudança de marés, crescimento e ciclo de plantas.

Também é responsável por muitos mistérios que a envolvem, servindo de inspiração para muitos artistas.

O ritmo lunar acontece a cada 18,5 anos e meio. O dia em que esse astro manifesta maior influencia na terra é a segunda feira (Monday). Como não poderia ser diferente, o tipo Lunar possui também essas características em todos os aspectos.

Físico: Tipo arredondado, tem o andar calmo e tranqüilo, tem uma aparência acolhedora, uma singeleza, são pessoas que transbordam vivacidade.

Pensar: O tipo lunar no pensamento é sonhador e através do seu pensar ele é capaz de alcançar as mais inesperadas fantasia; é romântico. Como são pessoas muito cheias de vida, possuem também boa memória, sempre tem um texto, alguma observação, alguma frase, alguma sabedoria popular para acrescentar à conversa, ao conteúdo, mas, com pouca propriedade, normalmente não são grandes estudiosos. São pessoas cheias de conteúdos intelectuais, mas com pouca propriedade e profundidade neles.

Sentir: O tipo lunar tem pouca elaboração no sentimento, por isso, como a lua, espelham o mundo exterior, é aquele tipo de pessoa que chamamos de esponja e espelha através dos seus atos como esta o ambiente externo. São pessoas que na maioria das vezes se emocionam ao ver outras pessoas emocionadas, são capazes de reproduzir sentimentos,
instantaneamente, por não terem nenhum tipo de elaboração dos mesmos, acolhendo a todos sem distinção. O tipo lua sempre sabe do que o outro gosta, tem uma profunda ligação com os ritmos, acorda com o sol e deita com o sol, gosta da segurança da rotina.

Agir: No agir são pessoas cuidadosas, amáveis e acolhedoras, sempre sabem do que outro gosta ou precisa, normalmente são aquelas que tem uma relação intima com a alimentação, cuidando sempre da nutrição de todos que o rodeiam.

Virtude: Fantasia criativa, cuidado com o ambiente, inclinação social, prudência, circunspeção, análise de uma situação com cautela.

Polaridades Lunares

Pessoas com polaridades lunares, podem, se não trabalhadas se transformarem em lunáticos, pessoas fantasiosas, que perdem a conexão com a realidade.

Pensar: fuga da realidade, abstração intelectual, incapacidade de cuidar de seus pensamentos.

Sentir: Exagero dos sentimentos, acolher sem discriminação, não sustenta ajuda.

Agir: imprudência, agir por reflexo, um sonambulismo constante.

Relação com o outro: Receptiva, sempre trabalha com a necessidade alheia, tem uma insensibilidade com os sentimentos do outro, superficialidade, não sustenta promessas.

Relação com o mundo: Introvertido e internamente passivo, reage ao ambiente, sempre decide pela maioria.

Tarefa: Ir para as profundezas de si mesmo, encontrar a verdade interior.

O que devemos aprender com o tipo Lunar (ou sonhador):

Acordar e deixar desenvolver as forças da vida. A repetição diária e rotineira das nossas ações nos âmbitos: da profissão, da alimentação, do sono e vigília, da vida familiar, do cotidiano.

No desenvolvimento interior, na base de exercícios repetitivos, por exemplo: Exercícios de concentração, meditação etc. Observação Goetheanística diária.

Na repetição de exercícios esportivos ou tarefas como regar plantas. No estudo sistemático de certas coisas. No colecionar objetos de arte ou da natureza, para observar correlação dos fenômenos. Arquivar as coisas – ordenar – cuidar da vida.

Tipo Saturno ou autoconsciente

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Cronos ou Saturno é considerado na mitologia como o Senhor do Tempo, na mitologia ele era filho de Urano (céu) e Gaia (terra), Incitado pela mãe ele corta os testículos de Urano, o que separa então o céu da terra, surgindo então o tempo. Existia sobre ele uma lenda
de que um dos seus filhos o destronaria e por isso Saturno comia todos os seus filhos assim que gerados.

O ritmo de Saturno acontece a cada 28 anos e é o ritmo mais demorado de todos os planetas. No ser humano, nesta época acontece a crise dos talentos, quando somos
levados a olhar para nossa essência, qualidade principal de Saturno. O dia da semana é sábado (Saturday).

Físico: Pessoas normalmente com físico rígido, com arcadas, com dificuldades nas articulações, são pessoas que abandonam a aparência física por um ideal, trazem uma
imagem de desvitalização.

Pensar: O tipo Saturno tem um pensar profundo, trabalha normalmente dentro de si, tem grande elaboração interna, tudo deve ser transformado em passado para que seja elaborado e a partir disso, cava a verdade, tem a memória do passado, busca a essência das coisas.

Sentir: Tem uma vida interna rica, o mundo externo não invade o mundo interno, se fecha cada vez mais no seu sentir, o que o torna fora do ritmo do mundo; cria um mundo próprio de sentimentos, é leal e sustenta promessas, tem um contato pobre com o ser humano, pouca troca com o mundo.

Agir: Cauteloso, lento, não gosta de mudança, é perseverante, metódico, perfeccionista, não se expõe com facilidade.

Virtude: Profundidade, lealdade, vai à essência.

Polaridades Saturninas

Pensar: Obsessivo, julgador, crítico, fora do foco.

Sentir: Obstinado, excesso de crítica e auto critica, frio, fechado, se colocar como superior aos outros, sentimentos não compartilhados.

Querer: vontade fraca, não se coloca no momento certo e se sente lesado por isso, projeta no outro a sua dificuldade, é autodestrutivo, se transforma no espírito do contra.

Relação com o outro: leal, seja fiel a ele, não o traia porque ele jamais esquecerá, rancoroso, julgador.

Relação com o mundo: Introvertido, ativo internamente, detalhista, pobre em contato físico.

Tarefa: lidar com o outro, achar o equilíbrio entre o tempo interno e o tempo externo.

O que devemos aprender com o tipo Saturnino (ou auto consciente):

Manter fidelidade em suas combinações. Perseverança em suas metas. Fazer retrospectivas e se manter de acordo com o ideal estabelecido. Manter a relação com o espiritual divino. Saber ir até a essência das coisas, dos fatos. Saber focar e ter clareza nos pensamentos. Ir fundo em suas pesquisas científicas materiais ou espirituais. É o pesquisador por excelência, o historiador e filósofo.

Tipo Mercurial (Inovador ou Flexível)

mercúrio

Mercúrio ou Hermes na mitologia era filho de Júpiter, Diz a lenda que quando criança se livrou das faixas, roubou os cavalos de Apolo, subornou seu servo, escondeu os cavalos e voltou para as faixas sem que ninguém percebesse. Júpiter, ao saber do ocorrido, ao invés de puní-lo achou aquilo muito intrigante e o perdoou.

Mercúrio é o deus dos mensageiros, ladrões e comerciantes e leva consigo o Caduceu: símbolo da Medicina, por ser considerado também o Deus da Cura, aquele que leva movimento a processos de estagnação. É o Deus da velocidade e da associação.

O dia da Semana é Quarta Feira (Wednesday).

Físico: tem um físico leve e proporcional e normalmente conservam uma jovialidade e uma alegria aparente, são belos, são pequenos.

Pensar: pensar curioso, pensar associativo, o pensar percorre muitos lugares ao mesmo tempo o que traz um conhecimento vivo, e veloz, sempre sabe o que precisa ser feito. Tem boa memória também nos detalhes, é ávido por saber, é muito inteligente, vive no presente.

Sentir: Tem um sentir volátil,por não ter elaboração interna, o mundo interno é invadido pelo externo o que faz com que o mercúrio mude de opinião diversas vezes sobre o mesmo assunto, vive na simpatia e na antipatia, vive nos humores, são pessoas superficiais, não tem um objetivo claro, vive no presente, esta com todos e com ninguém, faz muitas coisa e não se liga verdadeiramente a nenhuma e a ninguém. E infiel a si e aos outros.

Agir: É rápido e veloz, se adapta facilmente as situações, é flexível, ajeitado, gracioso na forma de se expressar,traz inovações, não deixa as coisas estagnarem, improvisa, inventa, fala muito e como esta em muitos lugares e sabe de tudo, pode tornar-se um fofoqueiro, o fofoqueiro de todos nós é Mercúrio.

Virtude: Inteligência, a Cura.

Polaridades Mercuriais:

Pensar: Vive somente no agora, tem pouca perseverança é dispersivo no pensamento, seu pensamento pode fugir do controle.

Sentir: depende dos humores, é infiel.

Agir: age sem pensar e esgota sua força física por isso. Como sabe tudo, pode tornar-se muito inteligente e conseguir envolver o outro.

Relação com o outro: E de fácil convivência, não tem problemas no aspecto social, facilmente perdoado por sua alegria, trabalha bem em grupo, é perspicaz.

Relação com o mundo: Dança pela vida, aceita o mundo exterior e interior, não julga, tem expectativa que todos o acolham.

Tarefa: Desenvolver consciência e afeição, observar, refletir, internalizar-se e calar-se, levar a observação para ser aquecida no coração.

O que devemos aprender com o tipo Mercurial (Inovador ou Flexível):

Colocar novamente em movimento situações estagnadas, rígidas. Mediar. Nunca partir da opinião de que um problema é insolúvel. Superar o peso, a gravidade, a inércia. Quando dois partidos são de opiniões opostas, tentar unir os lados positivos de cada um. Onde existe muito, colocar onde tem pouco (dinheiro, mercadorias etc.); adequação para o comércio e medicina; por o excesso onde existe escassez, mesmo no organismo humano; curar. Incentivar as trocas. Associar várias idéias para obter uma imagem ou um diagnóstico. Renovação, condução, abrir espaços.

Tipo Jupiteriano (ou dominante)

júpiter

Zeus ou Júpiter é o pai, o rei dos deuses e dos homens; reina no Olímpio e, com um movimento de sua cabeça, agita o universo. Júpiter era filho de Saturno e traçou a estratégia para destronar seu pai e a partir disso os deuses ganharam a eternidade presente do tempo retirado de Saturno. Era sábio e tinha altivez de um rei. Era conhecido por sua imparcialidade, sua visão sistêmica, sua sabedoria.

O ritmo de Júpiter marca a cada 12 anos, que são normalmente os nós da nossa carreira profissional. O dia da Semana é Quinta Feira (Thursday).

Físico: São pessoas com características altivas, tem em si
uma impressão de realeza, tem uma testa grande e
presença onde chegam.

Pensar: Ativo, dinâmico, pensar amplo, sistêmico, sábio, tem grande capacidade de síntese, pensar organizado.

Sentir: Índole alegre e jovial, tem um impulso apaziguador, é regido pela razão, o mundo interno esta em equilíbrio com o mundo externo, sentir equilibrado.

Agir: Ordenador, organizador, tem um agir sábio, comanda o presente, é estratégico, senhor das boas maneiras.

Virtude: Sabedoria, esperança que move para o futuro, segurança na vida.

Polaridades Jupiterianas

Pensar: Calculista.

Sentir: Muito formalismo, vicio de honra, soberba, altivez exagerada.

Agir: Dominador

Relação com o outro: Bons modos, calmo, bom aconselhador.

Relação com o mundo: Boa convivência, agradável no contato, impulso de paz, bom organizador e mediador de conflitos.

Tarefa: Desenvolver a humildade, colocar a sua sabedoria a serviço da humanidade.

O que devemos aprender com o tipo Jupiteriano (ou Dominante):

Onde seja necessário, assumir a liderança. Realizar a partir de um ideal, mas não perder a visão global. Ser sistemático e ordenado para alcançar a meta. Finalização e arredondamento das coisas. Numa comunidade, organizar as coisas para que cada indivíduo esteja no lugar certo, contribuindo para o todo sem perder sua individualidade. Liderar, organizar, fazer acontecer, envolvendo todos e o todo.

Tipo Venusiano (ou estético)

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Da espuma do mar, fecundada pelo testículo de Urano (o Céu) nasceu uma jovem levada primeiro à ilha de Cítera e em seguida à Chipre. Deusa encantadora, não tardou a percorrer a costa, e as flores nasciam sob os seus pés delicados: seu nome era Vênus.

Era a deusa do amor, da fertilidade o dia da semana é Sexta.

Físico: Traços definidos, rosto arredondado, aspecto esteticamente agradável, docilidade

Pensar: Artístico, transforma tudo em imagens, estético, superficial, poético, só se interessa pelo que diz respeito à alma humana, é excelente ouvinte e tem interesse genuíno pelas dores do outro.

Sentir: Movimentado por desejos e paixões, para conhecer tem que percorrer um longo caminho; vive no exterior, o mundo interno tem pouca elaboração e trabalha na antipatia e simpatia, se fecha imediatamente quando algo não vai de encontro aos seus valores estéticos, é fiel àquilo que percebe como genuíno, tem forças da alma e forças do coração.

Agir: encantadoras, dóceis, sabem esperar, trabalham por dedicação e amor, não pensam no dinheiro, cuidam do estético do ambiente deixando tudo agradável.

Virtude: Sustenta o outro, acolhe, trata a dor.

Polaridades Venusianas

Pensar: Pautado pela simpatia e antipatia,incapaz de equalizar as forças e desenvolver empatia, é unilateral.

Sentir: voltadas ao misticismo, tudo tem um significado místico, uma explicação espiritual, tem um vampirismo pelo sentimento do outro, uma febre na alma em saber das dores do outro, é cruel ou quer superproteger, sente prazer na beleza, pode tornar-se ganancioso e guloso, que são desejos instintivos, tem pouca elaboração interna.

Agir: Volátil e intrigueiro, gosta de fazer intrigas sobre a vida dos outros, transformando a relação em caos.

Relação com o outro: Trabalha nas polaridades, ou ama ou odeia

Relação com o mundo: Deixa o mundo agradável e bonito, aquece a alma a través da docilidade e da beleza.

Tarefa: Corrigir as tendência unilaterais, buscar o pensamento objetivo, desenvolver a empatia e a compaixão.

O que devemos aprender com o tipo Venusiano (ou estético):

Abertura e sensibilidade para o outro e o ambiente. Senso estético e criar ambiente. Receptividade para o espiritual ou religioso. Entrega e amor até ao sacrifício para o outro ou pela causa. Fantasia criativa. Dedicação com amor. Cuidar da alma, da harmonia da psique.

Tipo Marte (ou agressivo)

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Marte foi considerado pelos Romanos como o deus da guerra, ele é o guerreiro que sempre tem o lado esquerdo ao menos coberto, pois nesse Deus imperam a força e a coragem sem sentimentos.

Dizem que a aliança entre a guerra e o amor, entre a força e a beleza se deu através da união de Vênus com Marte que, mesmo com toda sua brutalidade, não pode resistir. Da união de Marte e Vênus na mitologia nasce a Harmonia.

O dia da Semana é Terça Feira (Tuesday).

Físico: São pessoas que mostram força apesar de diversos tipos de estatura, tem um rosto mais anguloso e tórax largo.

Pensar: Objetivo, prático, preciso, revolucionário, pensar pioneiro, não vê dificuldades, tudo para o Marte é possível, é o grande reformador.

Sentir: Quente, ambicioso,belicoso, apaixonado, tem o sentir fechado, o caos não o invade, ele trabalha no mundo, tem pouca sensibilidade.

Agir: Lutador nato, gosta do embate, movimentado, impulsivo, faz o que é necessários, age com coragem, decidido, cheio de empenho.

Virtude: a Coragem que vem do coração

Polaridades de Marte

Pensar: Partidário, Agitador.

Sentir: Arbitrário,confuso.

Querer: Explosivo, agressivo, traz o mal para a Terra.

Relação com o outro: Dominador, irritado com a preguiça, quando impedido fica muito agressivo

Relação com o mundo: Extrovertido, Ativo, tem a missão de trazer consciência, a partir das forças de Marte é que algo frutifica.

Tarefa: Travar essa briga internamente e trazer paz nas ações.

O que devemos aprender com o tipo Marte (ou agressivo):

Abrir caminhos superando os obstáculos. Trazer os ideais até a execução prática. Com convicção e total empreendimento se colocar para uma meta maior. Se mostrar lutador, mas ao mesmo tempo servidor. Pegar as coisas com entusiasmo e coragem. Assumir tarefas que necessitam uma ação rápida e muito esforço. Tomar decisões claras e pontuais. É o grande empreendedor e coloca as coisas na prática e na Terra.

Tipo Solar (ou Radiante)

sol

O tipo solar é o tipo chamado ideal, onde o homem deve se espelhar, os tipos solares ou qualidades solares são mais conhecidas em iniciados como Sidarta, Cristo, Goethe; todas a qualidades em equilíbrio.

Pensar: Claro, verdadeiro, sem julgamento, ponderado.

Sentir: Aquecido, amoroso, tem compaixão pelo outro, traz a verdade do amor latente em si.

Agir: Fiel a uma causa, apaziguador.

Virtude: Fazer o bem.

O maior exemplo dessas qualidades em equilíbrio é o Cristo.

O que devemos aprender com o tipo Solar (ou Radiante):

Ajudar ao outro ser humano e acompanhá-lo. Desenvolver o sentido humanitário. Colocar a sua força à disposição da humanidade. É a figura ideal para o educador, aconselhador,
pastor ou médico. Iluminar com sabedoria os lados negativos ou sombras. No aconselhamento biográfico, ajudar o outro a encontrar suas metas e realizá-las. Acompanhar o destino do outro, ajudar a encontrar os lados positivos da vida. Conseguir aproveitar, para um todo maior, as qualidades positivas de cada um.

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Quer entender mais sobre isso tudo? No Líder de Si a gente ensina para vocês!

Aberturas de novas turmas: Curitiba – Joinville – Vinhedo

3 líderes

Informações: (48) 3207-9102 ou inspirecursos@gmail.com

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Por que não forçar alfabetização da criança antes dos 7 anos

Por que não forçar alfabetização da criança antes dos 7 anos

Patrícia Fonseca

Fonte: Escola Waldof Acolher de Campo Grande – clique e conheça

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“O Brincar da criança é a manifestação mais
profunda do impulso que conduz ao fazer,
sendo que neste fazer, o homem tem a
sua verdadeira essência humana.
Não seria possível imaginar uma criança
que não desejasse ser ativa, como o é
quando brinca, pois o brincar representa a
liberação de uma atividade que deseja se
libertar do cerne do ser humano.”

Rudolf Steiner

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O período que vai de 0 a 7 anos de idade (primeiro setênio) – é fundamental na construção do desenvolvimento da criança, pois é quando as forças vitais estão trabalhando profundamente no corpo infantil.

Devemos evitar que essas forças vitais que estão a trabalhar na construção do pensar posterior, sejam desviadas de seu trabalho sobre o corpo nos primeiros anos de vida, por exemplo, antecipando a intelectualização das crianças. Uma alfabetização precoce ou dirigida erroneamente no primeiro setênio, desvia as forças etéricas do corpo para o “pensar” e este pensar não está pronto, mesmo que em sua linguagem verbal apresente uma grande expressão intelectual. Mas são apenas as manifestações de uma personalidade que se mostra organicamente a sua capacidade que será utilizada a partir dos sete anos.

Em torno dos sete anos as forças vitais (sensório-motora) se metamorfoseiam em forças do pensar e a criança fica pronta para um aprendizado lógico.

“O Brincar da criança é a manifestação mais
profunda do impulso que conduz ao fazer,
sendo que neste fazer, o homem tem a
sua verdadeira essência humana.
Não seria possível imaginar uma criança
que não desejasse ser ativa, como o é
quando brinca, pois o brincar representa a
liberação de uma atividade que deseja se
libertar do cerne do ser humano”

Rudolf Steiner

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Madre Teresa de Calcuta

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Música, neurociência e desenvolvimento humano

Música, neurociência e desenvolvimento humano

Mauro Muszkat

Fonte: www.amusicanaescola.com.br – clique e conheça

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“As crianças, de maneira geral, expressam as emoções mais facilmente pela música do que pelas palavras. Neste sentido, o estudo da música pode ser uma ferramenta única para ampliação do desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, incluindo aquelas com transtornos ou disfunções do neurodesenvolvimento como o déficit de atenção e a dislexia. A música não apenas é processada no cérebro, mas afeta seu funcionamento: a experiência musical modifica estruturalmente o cérebro. Ciência e arte compartilham o dinamismo do desenvolvimento, que não é um estado, mas um processo permanente de aprendizagem e busca de equilíbrio e abrange a capacidade de conhecer, conviver, crescer e humanizar-se com as várias dimensões da vida.”

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Na última década, houve uma grande expansão nos conhecimentos das bases neurobiológicas do processamento da música devido, em parte, às novas tecnologias de neuroimagem. Tais técnicas permitem revelar em tempo real como océrebro processa, dá sentido e emoção à impalpabilidade de sons organizados e silêncios articulados.

O processamento musical envolve uma ampla gama de áreas cerebrais relacionadas à percepção de alturas, timbres, ritmos, à decodificação métrica, melódico-hamônica, à gestualidade implícita e modulação do sistema de prazer e recompensa que acompanham nossas reações psíquicas e corporais à música. De que maneira o cérebro sincroniza durações, agrupa e cria distinções entre sons e timbres, reconhece consonância e dissonâncias, programa movimentos precisos na execução instrumental e leitura, armazena e evoca melodias familiares e ritmos?

Como tais processos modulares integram percepções múltiplas em uma experiência singular, essencialmente emocional que seduz e direciona ao mesmo tempo nossos sentidos, nosso corpo e cognição. Entender o cérebro musical pode elucidar aspectos fundamentais da mente humana, da emergência da consciência a partir da emoção, da percepção implícita à consciência autorreflexiva. Se por um lado, a neurociência tradicionalmente lida com a objetividade dos dados e sinais que cartografam o funcionamento cerebral, por outro, a música não pode ser entendida sem levarmos em conta a subjetividade, o envolvimento lúdico e a transitividade que caracterizam a arte.

Ciência e arte compartilham o dinamismo do desenvolvimento, que não é um estado, mas um processo permanente de aprendizagem e busca de equilíbrio e abrange a capacidade de conhecer, conviver, crescer e humanizar-se com as várias dimensões da vida.

Processamento Musical

A atividade musical mobiliza amplas áreas cerebrais, tanto as filogeneticamente mais novas (neocórtex) como os sistemas mais antigos e primitivos como o chamado cérebro reptiliano que envolve o cerebelo, áreas do tronco cerebral e a amígdala cerebral. As vibrações sonoras, resultantes do deslocamento de moléculas de ar, provocam distintos movimentos nas células ciliares (receptoras) localizadas no ouvido interno e são transmitidas para centros do tronco cerebral.

A frequência de vibração dos sons tem uma correspondência com a localização das células ciliadas do ouvido interno e a intensidade dos sons está diretamente relacionada ao número de fibras que entram em ação. Quanto mais intenso o som, mais fibras entram em ação.

Existe uma relação entre a localização da célula sensorial na cóclea e a frequência de vibração dos sons. A frequência que mais excita uma célula sensorial muda sistematicamente de alta (sons agudos) para baixa frequência (sons graves). Assim, os estímulos sonoros nas chamadas células ciliares são levados pelo nervo auditivo de maneira organizada ao córtex auditivo (lobo temporal).

O primeiro estágio, a senso-percepção musical, se dá nas áreas de projeção localizadas no lobo temporal no chamado córtex auditivo ou área auditiva primária responsável pela decodificação da altura, timbre, contorno e ritmo. Tal área conecta-se com o restante do cérebro em circuitos de ida e volta, com áreas da memória como o hipocampo que reconhece a familiaridade dos elementos temáticos e rítmicos, bem como com as áreas de regulação motora e emocional como o cerebelo e a amígdala (que atribuem um valor emocional à experiência sonora) e um pequeno núcleo de substância cinzenta (núcleo acumbens) relacionado ao sentido de prazer e recompensa. Enquanto as áreas temporais do cérebro são aquelas que recebem e processam os sons, algumas áreas específicas do lobo frontal são responsáveis pela decodificação da estrutura e ordem temporal, isto é, do comportamento musical mais planejado.

Há uma especialização hemisférica para a música no sentido do predomínio do lado direito para a discriminação da direção das alturas (contorno melódico), do conteúdo emocional da música e dos timbres (nas áreas temporais e frontais) enquanto o ritmo e duração e a métrica, a discriminação da tonalidade se dá predominantemente no lado esquerdo do cérebro. O hemisfério cerebral esquerdo também analisa os parâmetros de ritmo e altura interagindo diretamente com as áreas da linguagem, que identificam a sintaxe musical.

A música não apenas é processada no cérebro, mas afeta seu funcionamento. As alterações fisiológicas com a exposição à música são múltiplas e vão desde a modulação neurovegetativa dos padrões de variabilidade dos ritmos endógenos da frequência cardíaca, dos ritmos respiratórios, dos ritmos elétricos cerebrais, dos ciclos circadianos de sono-vigília, até a produção de vários neurotransmissores ligados à recompensa e ao prazer e ao sistema de neuromodulação da dor.

Treinamento musical e exposição prolongada à música considerada prazerosa aumentam a produção de neurotrofinas produzidas em nosso cérebro em situações de desafio, podendo determinar não só aumento da sobrevivência de neurônios como mudanças de padrões de conectividade na chamada plasticidade cerebral.

Música e Plasticidade Cerebral

A experiência musical modifica estruturalmente o cérebro. Pessoas sem treino musical processam melodias preferencialmente no hemisfério cerebral direito, enquanto nos músicos, há uma transferência para o hemisfério cerebral esquerdo.

O treino musical também aumenta o tamanho, a conectividade (maior número de sinapses-contatos entre os neurônios) de várias áreas cerebrais como o corpo caloso (que une um lado a outro do cérebro), o cerebelo e o córtex motor (envolvido com a execução de instrumentos). Ativação maior de áreas do hemisfério cerebral esquerdo pode potencializar não só as funções musicais, mas também as funções lingüísticas, que são sediadas neste mesmo lado do cérebro.

Vários circuitos neuronais são ativados pela música, uma vez que o aprendizado musical requer habilidades multimodais que envolvem a percepção de estímulos simultâneos e a integração de varias funções cognitivas como a atenção, a memória e das áreas de associação sensorial e corporal, envolvidas tanto na linguagem corporal quanto simbólica.

As crianças, de maneira geral, expressam as emoções mais facilmente pela música do que pelas palavras. Neste sentido, o estudo da música pode ser uma ferramenta única para ampliação do desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças, incluindo aquelas com transtornos ou disfunções do neurodesenvolvimento como o déficit de atenção e a dislexia.

Estimulando o Cérebro Musical

O uso da música para fins terapêuticos data de tempos ancestrais e apoia-se na capacidade da música de evocar e estimular uma série de reações fisiológicas que fazem a ligação direta entre o cérebro emocional e o cérebro executivo.

A música estimula a flexibilidade mental, a coesão social fortalecendo vínculos e compartilhamento de emoções que nos fazem perceber que o outro faz parte do nosso sistema de referência.

Vários estudos revelam efeitos clínicos da música na precisão dos movimentos da marcha, no controle postural, facilitando a expressão de estados afetivos e comportamentais em indivíduos com depressão e ansiedade. Tais efeitos positivos da música têm sido observados em transtornos do desenvolvimento como o déficit de atenção, a dislexia, na doença de Parkinson, na doença de Alzheimer ou em doentes com espasticidade, nos quais a reabilitação com música ou estímulos a ela relacionados como dança, ritmos ou jogos musicais potencializam as técnicas de reabilitação física e cognitiva.

A inteligência musical é um traço compartilhado e mutável que pode estar presente em grau até acentuado mesmo em crianças com deficiência intelectual. Crianças com síndrome de Willians, um tipo de doença genética, apresentam deficiência intelectual e habilidades de percepção, de identificação, classificação de diferentes sons e de nuances de andamento, mudança de tonalidade, muitas vezes, extraordinárias.

O período do neurodesenvolvimento mais sensível para o desenvolvimento de habilidades musicais se dá nos primeiros 8 anos de vida. Estudos com potenciais evocados mostram que bebês já nos primeiros 3 meses de vida apresentam várias competências musicais para reconhecer o contorno melódico, diferenciam consonâncias e dissonâncias e mudanças rítmicas. A exposição precoce à música além de facilitar a emergência de talentos ocultos, contribui para a construção de um cérebro biologicamente mais conectado, fluido, emocionalmente competente e criativo.

Crianças em ambientes sensorialmente enriquecedores apresentam respostas fisiológicas mais amplas, maior atividade das áreas associativas cerebrais, maior grau de neurogênese (formação de novos neurônios em área importante para a memória como o hipocampo) e diminuição da perda neuronal (apoptose funcional).

A educação musical favorece a  ativação dos chamados neurônios em espelho, localizados em áreas frontais e parietais do cérebro, e essenciais para a chamada cognição social humana, um conjunto de processos cognitivos e emocionais responsáveis pelas funções de empatia, ressonância afetiva e compreensão de ambigüidades na linguagem verbal e não verbal.

O avanço das correlações da música com a função cerebral exige cada vez mais, um trabalho multidisciplinar (músicos, neurologistas, educadores musicais) que dê acesso à multiplicidade de experiências musicais, lúdicas, criativas, prazerosas, na análise do impacto da música no neurodesenvolvimento. Este alcance poderá significar um resgate do sentido integrado da arte, educação e ciência e um novo status para invenção e criatividade, pois nas palavras de Drummond, o problema não é inventar, é ser inventado, hora após hora e nunca ficar pronta nossa edição convincente.

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Madre Teresa de Calcuta

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Uma real compreensão dos estágios de desenvolvimento infantil

Uma real compreensão dos estágios de desenvolvimento infantil

Lílian de Almeida Pereira Bustamante Sá

Fonte: Perfil do Facebook da Vovó Lupo – clique e conheça

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“Preste atenção nos dramas sofisticados e poemas que lêem os alunos Waldorf das séries mais avançadas. Preste atenção a uma peça de Shakespeare apresentada por crianças da oitava série e você verá a sabedoria da didática Waldorf em relação à leitura. Utilizando um verdadeiro conhecimento do ser humano, uma real compreensão dos estágios de desenvolvimento infantil, o professor é capaz de educar com métodos que permitem o desabrochar prazeroso das crianças. Como Rudolf Steiner diz: É inteiramente real o fato de que o verdadeiro conhecimento do ser humano pode soltar as amarras e libertar a vida interior da alma e trazer o sorriso a nossas faces.”

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Há mais aprendizado no Jardim de Infância do que os olhos podem ver.

Todos aqueles que entram em contato com a Pedagogia Waldorf, baseada nas reais necessidades da criança e seu desenvolvimento, certamente percebem quão bela ela é: dos encantadores brinquedos naturais e criativos; dos temas das épocas do ano ligados à natureza e às festas universais cristãs; nas turmas do jardim de infância com crianças de 3 anos a 6 anos de idade como uma grande família, onde a criança de fato vivencia a construção do social; das pinturas em aquarelas com pigmentos naturais, aos incríveis desenhos coloridos onde todos se expressam em liberdade e criatividade; do plantio da horta atéa culinária, quando todos cuidam, colhem, cozinham e servem refeições orgânicas e naturais e aprendema comer de tudo; o brincar alegre, ativo e criativo, com as bonecas de pano, panos que se transformam emcabanas e acolhedores cestos que viram camas macias, caixas com tocos de madeira de onde surgem grandes cidades; o tanque de areia, balanços, trepa-trepas e árvores para serem escalados, balanços, o corre-corre cheio de risos, gritos de júbilo; e tudo mais que a criança pode trazer de inovação, transformação do que a cerca e que ela imita. Assim a criança se desenvolve por inteiro, neurologicamente, fisicamente, animicamente e socialmente.

Visitantes e potenciais pais apreciam o surpreendente conjunto de criações artísticas realizadas pelas crianças – as aquarelas e desenhos, os animais e bonecas de tricô, os cestos, os teatrinhos de bonecos, as formas modeladas em cera de abelhas, os tricôs e bordados que ajudam na coordenação motora, somente para listarmos alguns pontos. A música que as crianças cantam e tocam, suas canções e suas maravilhosas brincadeiras são realmente impressionantes. É de se admirar, todo o envolvimento dos pais com a escola, onde juntos constroem a educação das suas crianças. Não é possível deixar de notar as felizes expressões nos rostos das crianças.

Mas, invariavelmente, levanta-se a questão sobre como e quando se ensina leitura às crianças das escolas Waldorf. A crescente preocupação de nossa sociedade acerca do declínio das habilidades de leitura é tão profunda que, subitamente, todas as maravilhas e belezas da educação Waldorf desvanecem sob a névoa dessa discussão. “As escolas Waldorf têm uma estratégia lenta para a introdução da leitura”, dizem as pessoas. “Alunos Waldorf não são ensinados a ler e escrever no jardim de infância como crianças de outras escolas”, dizem outros.

Como mãe de 4 alunos que freqüentam uma escola Waldorf, freqüentemente escuto tais comentários e, em todos os casos, um brado de protesto brota dentro de mim: “Olhem com mais profundidade!” é o que quero gritar. A habilidade na leitura requer muito mais do que parece à primeira vista.

As pessoas geralmente concebem a leitura como a habilidade em reconhecer a configuração de letras dispostas numa página e em pronunciar as palavras e frases nelas representadas. Esta concepção atém-se ao lado mecânico e mais exterior, portanto mais fácil de se perceber, associada à atividade da leitura. Assim, quando se fala sobre ensinar à criança ler e escrever estamos nos limitando à decodificação de símbolos que representam sons e palavras.

Já lecionei por vários anos em escolas, públicas e particulares, que seguem a metodologia convencional. No jardim de infância as crianças com menos de 5 anos são instruídas a memorizar o alfabeto – um conjunto de símbolos abstratos – e a aprender os sons associados a eles. Tal processo, chamado de “aptidão à leitura”, é estéril e abstrato, alheio à natureza da criança pequena.

Nas primeiras séries da escola primária, as crianças continuam a exercitar o aspecto mecânico mais exterior da leitura. Alunos consomem longos períodos de tempo lendo textos simplórios que correspondem ao patamar de suas capacidades de decodificação. Cartilhas e livros contêm histórias e informações escritas com vocabulário limitado e frases de estrutura simples. Há neles muito pouco que possa inflamar as jovens fantasias, que provoque admiração ou que estimule a simpatia pela beleza e complexidade da linguagem.

Quando esses alunos alcançavam a quinta ou sexta série, todos eles eram capazes de decodificar as palavras escritas, com diversos e variadas graus de fluência. Alguns até eram bons leitores, mas, para muitos de meus alunos, as palavras e sentenças não se completavam para formar um conjunto coerente. Eles tinham dificuldade para compreender ou recordar o que haviam acabado de ler. Superficialmente, esses alunos pareciam estar lendo. Entretanto, com tal limitada compreensão, pode isso realmente ser chamado de “leitura”?

Claramente, a leitura é muito mais do que isso que nos acostumamos a ver! Além do processo superficial de decodificar palavras em uma página, há ainda a correspondente atividade interior a ser cultivada para que uma verdadeira leitura possa ocorrer. Os professores Waldorf chamam esta atividade de “vivenciando a história”. Quando uma criança está vivenciando uma história, ela forma cenas da sua imaginação no seu interior, em resposta às palavras. Através da habilidade de formar imagens mentais, de compreender, a criança vê sentido na atividade de leitura. Sem esta habilidade, a criança pode muito bem decodificar as palavras em uma folha de papel mas continuará sendo funcionalmente iletrada.

Obviamente, professores não-Waldorf reconhecem a importância da atividade interior da leitura, também. Eles se referem a ela como habilidade de compreensão na leitura. Nas séries mais avançadas do ensino fundamental, um esforço tremendo é despendido na tentativa de expandir nos alunos o vocabulário e, de alguma forma, exercitar a compreensão. É uma tarefa árdua, principalmente como conseqüência do ensino prévio e precoce da leitura, fora de sincronismo com as capacidades naturais da criança. O professor das séries mais avançadas tem que lidar com os problemas de compreensão da leitura e também com a tremenda antipatia em relação à leitura que assola os jovens com dificuldades.

É muito difícil dar aulas a alunos de quinta ou sexta séries que tenham dificuldades com compreensão da leitura, com a construção de imagens mentais. Esta capacidade interior parece nunca ter se desenvolvido neles. Por outro lado, crianças do jardim de infância e das primeiras séries, se deixadas desimpedidas, permanecem naturalmente ocupadas desenvolvendo, interiormente, cenas imaginativas. Estas crianças adoram ouvir histórias e, verdadeiramente, vivem no reino visual da imaginação. É muito trágico, em muitas escolas, ver as crianças mais novas sendo desviadas do desenvolvimento e fortalecimento de suas capacidades interiores, tão essenciais à verdadeira leitura, em direção à aprendizagem de símbolos estéreis e abstratos e a habilidades de decodificação.

A mesma afirmação pode ser feita para o enriquecimento do vocabulário. Todos sabemos que a jovem criança facilmente desenvolve seu senso lingüístico e que seu vocabulário se expande rápida e inconscientemente. Elas escutam novas palavras em histórias e conversas e, de alguma forma, captam o significado delas. Elas podem até não conseguir dar definições “de dicionário” a essas novas palavras mas, misteriosamente, novas palavras se encaixam nas imagens que fluem através da mente da criança quando ela escuta histórias. É angustiante saber que nas primeiras séries escolares a maioria das crianças não é exposta à rica e complexa linguagem, simplesmente porque esta não seria compatível com as capacidades limitadas de decodificação da criança. Justamente no período que suas mentes estão mais abertas a aquisição da linguagem, elas permanecem na escola, então, convivendo com vocabulários artificialmente limitados! Certamente, a construção do vocabulário é um processo gradual durante os anos escolares e além deles. Entretanto, é muito mais fácil para as crianças maiores aprender novas palavras se elas já tiverem passado pelo processo de desenvolvimento do senso lingüístico, de um extenso conjunto de palavras e de imagens mentais sobre as quais será construído o novo vocabulário.

Aparentemente, o crescente problema de analfabetismo funcional observado neste país [EUA] não é causado pela falta de capacidades técnicas de decodificação. Para a maioria das crianças com dificuldade de leitura, há, sim, uma crise na compreensão, uma crise amplamente causada pela introdução precoce de capacidades de decodificação e pelo desconhecimento das poderosas ferramentas oferecidas pela imaginação e pela atividade artística que são veredas naturais de aprendizagem para crianças nos primeiros períodos escolares. Ironicamente, esforços mais contundentes e ainda mais precoces no desenvolvimento de habilidades de decodificação são a única cura hoje oferecida pelos organismos educacionais, o que apenas agrava mais ainda o problema.

O método convencional de ensino da leitura deve ser virado ao avesso com o intuito de aproveitar as vantagens do desenvolvimento natural das capacidades de aprendizado das crianças. E precisamente isso é o que ocorre nas escolas Waldorf. Nos primeiros dias do jardim de infância, crianças nas escolas Waldorf começam a aprender a ler. Verdade seja dita, não são os aspectos técnicos, secos e externos da leitura que elas são incentivadas a realizar. Ao invés disso, elas são mantidas em contato com os aspectos interiores muito mais importantes da leitura.

Ao trabalhar com real conhecimento sobre a criança em desenvolvimento, os professores Waldorf começam o ensino da leitura através do cultivo, na criança, do sentido da linguagem e de suas capacidades em formar imagens mentais. Imagens verbais vívidas e o uso de uma linguagem rica são constantemente empregados na sala de aula. Vocabulários difíceis e sentenças com estruturas complexas não são evitadas durante as atividades de contos de fadas e histórias. As crianças cantam e recitam um vasto repertório de canções e poemas que muitos acabam decorando. As crianças vivenciam um mundo interior de imagens e fantasias, totalmente inconscientes de que elas estão desenvolvendo as mais importantes capacidades necessárias para a leitura compreensiva, para ler e entender. Elas aprendem naturalmente e alegremente e ficam no jardim até os 6 anos de idade.

Histórias imaginárias, canções e poesia não se findam no jardim de infância. Rudolf Steiner nos indica que crianças no jardim e depois entre as idades de 7 a 14 anos têm, acima de tudo, o dom da fantasia. Assim, somente há sentido no fato das crianças aprenderem melhor se o currículo é apresentado de maneira a cativar a imaginação. Em seu livro “Kingdom of Childhood”, Steiner diz: “Devemos evitar uma aproximação direta às letras convencionais do alfabeto que são utilizadas na escrita e na imprensa do homem civilizado. Antes, devemos guiar a criança de uma forma vívida e imaginativa através dos vários estágios que o próprio Ser Humano percorreu na história da humanidade”.

Minhas próprias crianças experimentaram a alegria de aprender as letras do alfabeto através de contos e através da aquarela e do desenho que acompanham cada letra. A letra “K” (King=Rei), por exemplo, pode ser introduzida através do conto de uma bela história sobre um rei. Então, o professor pode desenhar a figura de um rei em uma posição que lembre letra “K”e então da história e do desenho retira a letra K e assim por diante. Este processo tem sua base no passado da humanidade, à escrita pictórica usada pelo homem antigo, e empresta qualidades vivas e reais a nossos modernos símbolos – qualidades que a criança consegue compreender. Mesmo tendo levado o primeiro ano inteiro para a apresentação do alfabeto desta maneira, meus filhos nunca manifestaram tédio. Eles estavam vivenciando seus mundos de fantasia, vivenciando o desabrochar da fantasia e imaginação. Eles estavam, na realidade, aprendendo a “compreensão da leitura” muito antes de aprender a “decodificação de símbolos”. Surpreendentemente, crianças Waldorf apreendem primeiramente à parte difícil sem se darem conta disso! Eles vivem as histórias, criam imagens interiores, e compreendem as palavras. Então vem a parte fácil: aprender a decodificar letras, que não são mais estranhas e abstratas, e ler as palavras escritas.

O primeiro livro que minha filha Anna leu, quando finalmente aprendeu a ler na escola, não foi uma cartilha chata, mas um belo conto de E. B. White “A Teia de Charlotte-Web”. De fato, ela aprendeu a decodificar mais tardiamente que seus colegas que freqüentavam a escola convencional. Mas ela aprendeu a ler fluentemente, com compreensão e prazer, muito mais cedo que a maioria deles. Preste atenção nos dramas sofisticados e poemas que lêem os alunos Waldorf das séries mais avançadas. Preste atenção a uma peça de Shakespeare apresentada por crianças da oitava série e você verá a sabedoria da didática Waldorf em relação à leitura.

Utilizando um verdadeiro conhecimento do ser humano, uma real compreensão dos estágios de desenvolvimento infantil, o professor Waldorf é capaz de educar com métodos que permitem o desabrochar prazeroso das crianças. Como Rudolf Steiner diz, “É inteiramente real o fato de que o verdadeiro conhecimento do ser humano pode soltar as amarras e libertar a vida interior da alma e trazer o sorriso a nossas faces”.

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Madre Teresa de Calcuta

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A devoção e veneração como caminho de conhecimento

A devoção e veneração como caminho de conhecimento

Rudolf Steiner – O conhecimento dos mundos superiores

Fonte: Rudolf Steiner Archive – clique e conheça

coração

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“Eu penso
renovar o homem
usando borboletas.”

Manoel de Barros

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Há crianças que olham com admiração religiosa para os que elas veneram.  O tamanho respeito que têm por essas pessoas não lhes permite guardar, mesmo no mais recôndito do coração, qualquer pensamento de crítica ou oposição. Tais crianças crescem tornando-se jovens felizes de poder contemplar qualquer coisa que os preenche de veneração. É dentre as fileiras de tais crianças que se recrutam muitos estudantes do conhecimento superior.

Você pausou alguma vez frente à porta de uma pessoa venerada, e sentiu, nesta sua primeira visita, uma admiração religiosa ao apertar a manivela  para entrar ao quarto que para você é um lugar sagrado? Nesse caso, um sentimento se manifestou dentro de você que pode ser a germe de vossa aderência futura a um caminho de conhecimento. Para cada ser humano em processo de desenvolvimento é uma benção ter o alicerce de tais sentimentos.  Mas não se deve pensar que esta disposição conduz à submissão e escravidão. O que uma vez era uma veneração pueril para as pessoas se converte, depois, em a veneração da verdade e do conhecimento.  A experiência ensina que os que melhor mantém a cabeça erguida são os que aprenderam a venerar ao que merece veneração; e a veneração sempre é apropriada quando flui das profundezas do coração.

Se não desenvolvemos em nosso interior este sentimento profundamente arraigado de que existe algo maior que nós, nunca encontraremos a força para evoluir em algo superior. O iniciado só adquire a força para levantar a cabeça às alturas do conhecimento guiando seu coração às profundezas da veneração e devoção. As alturas do espírito só podem ser escaladas ao passar pelos portais da humildade.  Você pode obter o conhecimento verdadeiro unicamente quando já aprendeu a valorizá-lo. Certamente o homem tem o direito de voltar seus olhos para a luz, mas primeiro precisa adquirir este direito.  Existem leis na vida espiritual, como na vida física. Esfrega uma vara de vidro com um material apropriado e esta se eletrificará, ou seja, receberá o poder de atrair corpos pequenos. Isto acontece conforme a lei da natureza. Todos os que aprenderam um pouco de física o sabem. Semelhantemente, a familiaridade com os primeiros princípios da ciência espiritual mostra que cada sentimento de verdadeira devoção acolhido na alma desenvolve um poder que pode, cedo ou tarde, conduzir adiante no caminho do conhecimento.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O que você mudaria em si próprio?

O que você mudaria em si próprio?

Fonte: Youtube – clique e conheça

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“As pessoas ficam perturbadas, não pelas coisas, mas pela imagem que formam delas.”

Epictetus

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Oportunidade – Workshop de autoimagem

lavestuarista

Local: Florianópolis – 21 e 22 de março de 2015 /Buenos Aires – 28 e 29 de março de 2015
Informações: inspirecursos@gmail.com / workshops@lavestuarista.com.br

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Um Lema Espiritual

Brevemente estaremos fazendo o lançamento do livro:

Conferências aos trabalhadores do Goetheanum – VOL III

Editado pela Editora Árvore da Terra, onde o valor arrecadado pelas vendas de exemplares será utilizado para a editoração de outras traduções da “Coleção Antroposófica”. Ajudem com a compra de um exemplar. Aguardem o convite para o lançamento.

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Um Lema Espiritual

Rudolf Steiner

Postado pelo Dr. Gildo Pereira de Oliveira

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“Procurem a vida realmente prática e material, mas procurem-na de modo que ela não os torne insensíveis ao espírito que nela atua. Procurem o espírito, mas não o procurem com volúpia metafísica, por egoísmo metafísico; Procurem-no por quererem usá-lo desinteressadamente na vida prática, no mundo material…”

Rudolf Steiner

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Um lema devem os homens empunhar, caso contrário não haverá progresso em nossos tempos:

Procurem a vida realmente prática e material, mas procurem-na de modo que ela não os torne insensíveis ao espírito que nela atua. Procurem o espírito, mas não o procurem com volúpia metafísica, por egoísmo metafísico; Procurem-no por quererem usá-lo desinteressadamente na vida prática, no mundo material.

Observem o velho ditado “ espírito nunca sem matéria, matéria nunca sem espírito” de modo a poderem dizer: queremos realizar toda ação material à luz do espírito, e queremos procurar a luz do espírito de modo tal que ela nos desenvolva calor para nossa ação prática.

O espírito que por nós é conduzido à matéria, a matéria que por nós é trabalhada até sua revelação , pela qual ela extrai de si própria o espírito; a matéria que tem seu espírito revelado por nós; o espírito que por nós é tangido para a matéria; ambos formam aquele existir vivo, capaz de levar a humanidade a um progresso real, aquele progresso que só pode ser almejado pelas melhores esperanças nos mais profundos recônditos das almas na atualidade.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O dia em que tive coragem de dizer: “Sou linda, grata!”

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Conferências aos trabalhadores do Goetheanum – VOL III

Editado pela Editora Árvore da Terra, onde o valor arrecadado pelas vendas de exemplares será utilizado para a editoração de outras traduções da “Coleção Antroposófica”. Ajudem com a compra de um exemplar. Aguardem o convite para o lançamento.

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O dia em que tive coragem de dizer: “Sou linda, grata!”

Milene Mizuta

Fonte: Líder de si – clique e conheça

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“O comportamento é um espelho em que cada um vê a sua própria imagem.”

Johann Goethe

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Vou contar esta história desde o começo. É longa, então vai ali pegar um cafezinho e volta aqui.

Meu pai é japonês e minha mãe Italiana. Ambos filhos de imigrantes que vieram lá das bandas de longe. Nasci pequena, bem miúda com uma cabeça grande. Minha mãe era uma italiana linda de morrer, curvilínea, olhos verdes, cara de artista de cinema, alegria para dar e vender. Meu pai um japonês atípico, bonito, alto,com lábios carnudos, cabelos negros, charmoso, sensível e músico.

Dessa combinação ganhei meus cabelos castanhos e finos. Meus olhos puxados. Meus 1,50m de altura e uma magreza absoluta. Lábios enormes, pouco peito, pouca bunda, estômago alto, pele amarela e pernas finas. Sensibilidade e bom humor.

Passei pela infância ouvindo: “Milene é a Olívia Palito”, “Milene tem dois gambitos”, “O cabelo da Milene parece uma pena de pintinho”, “Milene parece menina da Etiópia”, “Não dá nem para bater na bunda da Milene”.

Na pré adolescência, todas as minhas amigas tinham peito e bunda. Eu, além de não ter grandes atributos físicos, ainda era oriental. Era a Japa, Japoronga, Filha de pasteleiro, nariz achatado, bunda achatada, TaKa Kara no Muro, Zóio puxado e por aí vai. Era também muito inteligente, ágil, esperta e falava muito bem. Fui até pivot do time de handball, que também contava com a Marisa, que parecia modelo, a Viviane que era a Vivi bundão, a Elaine peituda, a Bira era gostosa, a Alexandra tinha o abdômen sarado e a bunda dura. E eu…eu era a filha do Adolfo, que era na época o diretor de esportes do Município. Se bem eu não sofria por causa do meu biotipo, meu corpo era completamente ignorado por mim.

Anos mais tarde conheci o skate. Resolvi que minha tribo seria a dos skatistas, alternativos e diferentes. Mulher ali tinha que ser contraventora, isso eu sabia ser, usava tênis Alva e calça larga, camiseta de marca e comecei a fumar. Sinceramente, uma boa revista de atualidades e um cigarro sempre me caíram muito bem, isso sim compunha meu visual.

A primeira crise com meu corpo – que até então nunca havia existido – foi aos 20 e poucos anos, parei de comer porque me achei gorda, diagnóstico: anorexia. Cheguei a pesar 39 quilos, me recuperei, sozinha, sabe lá Deus como.

Na faculdade eu era a mais diferentona, cabelo raspado, Marlboro vermelho, Adidas no pé, ouvia bandas indies. Sempre tive mulheres lindas ao meu lado, e amei todas elas. Nunca me senti inferiorizada, mas era bem claro para mim, que meus atributos eram outros.

No começo deste texto eu disse que tinha herdado uma coisa chamada sensibilidade, pois então, foi aos 24 anos, depois da faculdade, que ela veio à tona. Engravidei, e meu corpo passou pela maior transformação que podia, minha cintura ficou com uma circunferência considerável, meus seios cresceram, e junto com isso veio uma crise, afinal uma mãe não combina em nada com cigarro e vodkas, que eram minhas boas companheiras naquela época.

Me joguei na terapia, e quem me recebeu foi uma mulher cheia de delicadeza, uma beleza esculpida na bondade, e com um coração tão grande que não cabia no peito. Descobri uma outra forma de ser eu mesma. Meu filho nasceu, amamentei muito, mudei toda minha vida. Aprendi a ser mãe. Debandei da casa dos meus pais oito meses depois por intermédio da minha terapeuta, com tudo o que tinha dentro de um carro, meu filho e minha mãe para me ajudar nesse início em Florianópolis.

A vida andou, emagreci de novo e arrumei alguns namorados, culpa da minha inteligência e do meu bom papo e não da minha beleza estonteante, sempre pensei.

Moro em uma cidade que foi considerada a capital da “gente bonita” e mesmo assim, casei! Aleluia! Casei! Com um cara legal, vou dizer que meu marido é bonito viu…assumiu meu filho maior, gosta dele e temos uma família feliz e em construção. Foi nesse período em que me senti mais bonita.

Aos 31 anos fui fazer a formação de Aconselhadores Biográficos e minha vida mudou, aí sim tive a certeza que gente bonita é gente honesta, gente bonita é gente que compartilha, gente bonita é gente inteligente e amorosa, gente que cumpre com os compromissos, gente que acredita que a vida é muito mais que adquirir coisas, que a vida é ser o melhor que se pode, eu encontrei mulher bonita de outro jeito lá.

Segui meu caminho, comecei projetos deliciosos e maravilhosos e fui ser mãe de novo aos 35 anos do meu marido bonitão! De novo meu corpo mudou.

E aí a mulher mais bonita que conheci na minha vida morreu, minha mãe. Sabe qual a sensação que tive? Que tinha virado adulta. Virei mulher. Nessa fase tive transtorno alimentar novamente, outra crise anoréxica, cheguei aos 40 quilos. Ter transtorno alimentar significa muitas coisas, mas uma das carapuças que serve em mim é que uma pessoa com anorexia não quer crescer, quer ficar sempre com corpo de menina. Aos dezoito anos, eu não queria crescer, aos 37 anos eu não queria envelhecer.

Foi aí, então, que eu reencontrei uma menina chamada Lígia Baleeiro, minha sei lá eu o que…mais que amiga, numa viagem com as amigas para Buenos Aires, cidade onde ela mora hoje e numa conversa de botequim, resolvemos fazer um workshop de auto desenvolvimento e autoimagem. Eu Aconselhadora Biográfica, ela Consultora de imagem.

Sou uma pessoa muito abençoada, tenho tudo que preciso: um trabalho que amo, marido, família, estabilidade financeira, tenho um projeto que se chama Líder de Si que está em cinco cidades do Brasil, que tem um trabalho social lindo. Quem ainda precisa se sentir bonita com tendo tudo isso? RESOLVI QUE PRECISO! RESOLVI QUE QUERO!

Durante toda minha vida carreguei o sentimento de me sentir mais feia que os outros, cheia de defeitos e fui suplantando isso com outros atributos que tenho, que maravilha, minha falta de beleza grega, me fez conquistar outras coisas, estou bem longe de ser uma mulher mal resolvida, de ser superficial e medrosa, não sou dependente e acredito em movimentos que defendem o direito das mulheres, não tenho medo dos homens e sempre me senti amada, gosto de coisas profundas e com significado, gosto de fazer parte de movimentos que transformem o mundo, minha falta de estética, me fez direcionar todas as minhas forças para minhas conquistas como pessoa, me fez comprar casa ao invés de sapatos, sou resolvida com quem sou por dentro, então estava na hora de fazer as pazes com a parte de fora.

Nesse workshop eu fiz o que sei fazer de melhor, ensinar as pessoas a perceberem o que elas causam no mundo a partir da forma como se comportam, terem uma auto percepção de seus aspectos emocionais e como eles impactam nas relações. Mas como já disse que tenho tudo, nos meus trabalhos mais recebo que dou, e no dia seguinte ao meu conteúdo, recebi o conteúdo da Lígia Baleeiro, e foi aí, que a confusão começou dentro de mim.

A Lígia começa com uma frase assim: “O caminho mais fácil é ignorar ou fazer cirurgia plástica, difícil mesmo é aceitar o corpo que se tem”. Como ignorar? Quem aqui está ignorando, pensei… Sim, aí me dei conta que sempre ignorei meu corpo. Pensei algumas vezes em colocar silicone, mas não fiz, fiquei com preguiça, juro, como pari dois filhos sem uma intervenção cirúrgica, tinha preguiça de passar por uma cirurgia. E assim cada um de nós nesse dia foi tomando consciência do próprio corpo, triângulo para cima e para baixo, quadril, cintura, peito, alto, baixo, perna curta, perna comprida, e muita coisa que nunca tinha parado para pensar. E fui pela primeira vez em toda minha vida explorando, olhando, e tendo consciência do meu templo, sim, meu templo, porque o meu corpo é o templo que abriga minha alma nessa vida e o qual eu percebi que havia ignorado até então.

No meio desse mede, mede, puxa, puxa, aconteceram alguns fatos muito importantes, tem uma história que de acordo com o homem vitruviano de Da Vinci, que é de onde vem toda teoria de proporção. Pra sermos a perfeição e harmonia deveríamos medir 8 cabeças, mas como não somos perfeitos, a consultoria de imagem ensina a compensar essas medidas. E para minha felicidade eu tenho exatamente as oito cabeças ! Mas quando a história foi falar sobre quadril maior que o ombro ou ombro maior que quadril, a mulherada toda ficou feliz, afinal como boas brasileiras que ali estavam todas eram trabalhadas nas curvas. Mas quando chegou minha vez…mediram umas trocentas vezes, não acreditando que minha mini-bunda também poderia significar alguma coisa no contexto, até que a Lígia falou assim: Gentchi, ela pode ter o quadril maior, mesmo sendo magra e com pouca cintura.

Aí veio outra: “Mi, você não é NADA criativa na hora de se vestir…quando muito um brinco ou um lenço colorido!”. Peraí, peraí…magrela, sem bunda, sem cintura tudo bem, estou acostumada, agora SEM CRIATIVIDADE…aí é ofensa, justo eu, uma pessoa tão criativa, que vive a vida criando a cada dia coisas novas…não, não e não! Mas o pior é que ela estava certíssima…minha cabeça é do século XXI e meu guarda roupa do século passado!

E depois outra: “Meninas, agora me digam, que parte do corpo de vocês que vocês mais apreciam? Que gostam de mostrar?
Respostas imediatas: Meu colo, minha perna, minha cintura. E minha resposta? Nada de resposta. Me dei conta que não tinha nenhuma parte do meu corpo que gostaria de mostrar, ou, que reconhecia como bonita. :( Tudo isso calou muito fundo em mim….Mas eu estava trabalhando lembram-se? Volta para realidade Milene, termina seu trabalho. Fechamos o workshop que foi uma lindeza sem fim!

Voltei para Florianópolis com a minha mala, novos amigos, muita alegria, um quadril maior que o ombro, tronco e perna do mesmo tamanho, sem criatividade para se vestir, sem cintura e ainda não apreciando nenhuma parte do meu corpo.

Caí na real! isso mesmo…porque a realidade meu povo é matéria, é tomar consciência de quem se é de verdade, e na nossa vida não existe nada tão verdadeiro quanto o que o corpo realmente é. O corpo não mente, ele é daquela forma, daquele jeito, tem aquela media, corpo é matemática.

Agora, com o decorrer da vida a gente vai vestindo esse corpo, com o nosso emocional. E meu corpo pedia que eu fizesse as pazes com ele. Como posso gostar de mim se ignoro e não aprecio nada em mim? Não tem segurança interna que dê conta de tamanho abandono.

Então comecei a me perguntar…o que me levava a tamanho descaso comigo mesma? E um dia lavando a louça – isso mesmo lavando a louça – tive um clique. Eu não gosto de mim porque não me pareço com as modelos e formas perfeitas das quais fui bombardeada a vida inteira…só isso. Não tem nada de errado comigo, nada fora do lugar, não tem nada que deveria ser diferente, sou da forma como tenho que ser.

E eu como boa feminista me peguei mais uma vez sendo inconscientemente comandada por essa sociedade que criou uma mulher como objeto. Sem perceber e bem longe do meu discurso, não me aceitar como sou é a forma mais primordial de compactuar com tudo isso.

E pior de tudo, suplantei isso com o discurso de que sou interessante e inteligente, porque gente, dizer que tudo bem não ser perfeita e ser legal, é a mesma coisa que dizer, realmente você tem que ser alguma coisa que a sociedade exige.

Aceitar o seu corpo não é tentar ser legal para suplantar sua feiura…nada disso, aceitar quem você é, é perceber que não existe bonito ou feio. E que você é linda, mesmo, de verdade…O que acontece com a gente é que de forma bem caricata funcionamos como aquelas crianças que recortavam figuras de revistas para fazer uma colagem, como não temos claro como é nosso corpo, recortamos nosso rosto, com um requinte de photoshop mental, e colamos na primeira modelo de corpo ideal que encontramos.

E com aquela nova imagem nos dirigimos para a loja mais próxima buscar nossa nova roupa. Só que quando entramos no provador, aquela modelo desgraçada, nos abandona na porta do provador. E então aparece a tal frustração, mas pensem, ficamos frustradas não com o nosso corpo, mas com o fato de não termos aquele corpo que idealizamos.

Porque em nenhum momento, mas nenhum mesmo, nós nos imaginamos dentro daquela roupa, eu imaginei a Kate Moss a Gisele, mas eu…eu fui totalmente ignorada dentro desse processo, talvez se eu tivesse me imaginado dentro daquilo com a realidade de quem sou o resultado seria acima da expectativa, talvez inclusive aquela roupa caísse melhor em mim que nelas.

Talvez meu corpo seja lindo e eu não tenha me dado conta…talvez o lindo seja relativo e eu ainda não tenha me dado conta, talvez eu queira ser a dona das minhas roupas daqui para diante, não quero mais dividi-las com a Kate ou com a Gisele, elas tem bastante, não precisam mais das minhas…

Partindo desse princípio a primeira coisa que fiz foi me reconstruir.
Sabem quem sou eu? Eu sei, vou contar agora para vocês: Sou a Milene, tenho 1,50m de altura, 65cm de cintura, meu quadril é levemente maior que meu ombro, pouca cintura, tenho um equilíbrio bem bonito entre minhas pernas e meu tronco, meus braços são finos e minhas pernas também, tenho um bumbum pequeno que não é caído, minhas costas são bonitas, tenho bem pouco seio, meu abdômen é bonito e não tenho barriga, meu estômago é alto, meu cabelo é liso e tenho vários cabelos brancos na parte da frente, meu sorriso é bonito com um dente frontal torto, meus olhos são puxados e castanhos porque sou oriental, tenho várias rugas de expressão e um bigode chinês (vide google) bem acentuado, tenho uma alegria contagiante, sou muito criativa, sou muito perseverante, sou brava e determinada, falo bem para caramba, sou charmosa, muito charmosa e meus cabelos brancos tem deixado isso ainda mais forte. Tenho 37 anos e cara de 37 anos.
Leiam essa descrição, parece uma mulher feia? Porque me ignorei tanto tempo? Me digam?

E então com a Lígia eu aprendi que transformando isso para linguagem objetiva e real significa: Sendo baixinha, posso abusar de roupas curtas. Tendo tronco e pernas proporcionais, posso usar saia longa e vestido curto e vou ficar linda. Tenho abdômen bonito e apesar da idade posso mostrar, porque ele é bonito mesmo. Tenho pouco seio, posso usar decotes e blusas fechadas que vai ficar lindo também.
Quando mais a roupa for criativa e colorida, mas chamo a atenção para meu estilo e menos para minha magreza, além do que, sou uma pessoa criativa então abusar das cores vai me cair muito bem. Salto ou sapato baixo, pode tudo!
Gente, eu posso tudo percebem? Eu fico linda de qualquer jeito…
Isso foi me dando uma alegria, tão grande, porque pela primeira vez eu me dei conta de forma objetiva e clara do meu templo, e me apaixonei por ele, e ele…sou eu! Eu me apaixonei por mim mesma.

Sendo apaixonada por mim eu também percebi uma coisa, meu consumo inconsciente despencou, como me amo, fica difícil modelo, marca, revista, opinião alheia me dizer o que fica bom, agora eu sei do que preciso e isso me faz entrar em uma loja e saber exatamente o que vou comprar, com o que vou usar, cruzado com meus valores, me impede de comprar uma roupa que custa uma fortuna construída com uma cadeia suja de produção. Marcas que usam trabalho escravo, que utilizam a mulher deliberadamente como meio de consumo, que são a favor da ditadura da beleza criando um exército de mulheres anoréxicas que assim como eu brigam diariamente pelo prazer de poder comer, não constarão na minha fatura do cartão de crédito. A minha natureza humanitária agradece.

O meu corpo, tornou – se para mim algo simples, do qual aprendi conviver, a tarefa de ser linda, não esta mais do lado de fora, esse tornou-se um reflexo do que mora hoje dentro de mim, combino, cores, modelos, formas me divertindo com o que sou, adorando estar dentro de mim, o que era algo infinitamente complexo, quando desvendado tornou-se simples. Porque a felicidade esta no simples, difícil mesmo é ser simples assim.

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Oportunidade – Workshop de autoimagem

lavestuarista

Local: Florianópolis – 21 e 22 de março de 2015 /Buenos Aires – 28 e 29 de março de 2015
Informações: inspirecursos@gmail.com / workshops@lavestuarista.com.br
Saiba mais: www.vestindominhahistoria.wordpress.com – clique aqui

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Madre Teresa de Calcuta

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Sobre a “hipnose” da televisão e a perda da consciência

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Conferências aos trabalhadores do Goetheanum – VOL III

Editado pela Editora Árvore da Terra, onde o valor arrecadado pelas vendas de exemplares será utilizado para a editoração de outras traduções da “Coleção Antroposófica”. Ajudem com a compra de um exemplar. Aguardem o convite para o lançamento.

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Sobre a “hipnose” da televisão e a perda da consciência

Eckhart Tolle

Fonte: Ventos de paz – clique e conheça

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“Quando estamos vendo televisão, nossa tendência é cair abaixo do nível do pensamento, e não nos posicionarmos acima dele. A TV tem isso em comum com o álcool e com determinadas drogas. Embora ela nos proporcione um pouco de alívio em relação à mente, mais uma vez pagamos um preço alto: a perda da consciência. Sua inatividade é apenas no sentido de que ela não está gerando pensamentos. No entanto, continua assimilando os pensamentos e as imagens que chegam à tela, ela permanece ligada à atividade do pensamento do programa que está sendo exibido. Mantém-se associada à versão televisiva da mente coletiva e segue absorvendo seus pensamentos.”

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“Para um número significativo de pessoas, ver televisão é algo “relaxante”. Observe a si mesmo e verá que, quanto mais tempo sua atenção permanece tomada pela tela, mais sua atividade intelectual se mantém suspensa.

Assim, por longos períodos você estará assistindo a atrações como programas de entrevistas, jogos, shows de variedades, quadros de humor e até mesmo a anúncios sem que quase nenhum pensamento seja gerado pela sua mente.

Você não apenas deixa de se lembrar dos seus problemas como se torna livre de si mesmo por um tempo – e o que poderia ser mais relaxante do que isso? Então ver televisão cria o espaço interior? Será que isso nos faz entrar no estado de presença?

Infelizmente, não é o que acontece. Embora a mente possa ficar sem produzir nenhum pensamento por um bom tempo, ela permanece ligada à atividade do pensamento do programa que está sendo exibido. Mantém-se associada à versão televisiva da mente coletiva e segue absorvendo seus pensamentos.

Sua inatividade é apenas no sentido de que ela não está gerando pensamentos. No entanto, continua assimilando os pensamentos e as imagens que chegam à tela. Isso induz um estado passivo semelhante ao transe, que aumenta a suscetibilidade, e não é diferente da hipnose.

É por isso que a televisão se presta à manipulação da “opinião pública”, como é do conhecimento de políticos, de grupos que defendem interesses específicos e de anunciantes – eles gastam fortunas para nos prender no estado de inconsciência receptiva. Querem que seus pensamentos se tornem nossos pensamentos e, em geral, conseguem.

Portanto, quando estamos vendo televisão, nossa tendência é cair abaixo do nível do pensamento, e não nos posicionarmos acima dele. A TV tem isso em comum com o álcool e com determinadas drogas. Embora ela nos proporcione um pouco de alívio em relação à mente, mais uma vez pagamos um preço alto: a perda da consciência.

Assim como as drogas, essa distração tem uma grande capacidade de viciar.
Procuramos o controle remoto para mudar de canal e, em vez disso, nos vemos percorrendo todas as emissoras.

Meia hora ou uma hora mais tarde, ainda estamos ali, passeando pelos canais. O botão de desligar é o único que nosso dedo parece incapaz de apertar.

Continuamos olhando para a tela. Porém, normalmente não porque algo significativo tenha chamado nossa atenção, e sim porque não há nada interessante sendo transmitido.

Depois que somos fisgados, quanto mais trivial e mais sem sentido é a atração, mais intenso se torna nosso vício.

Se isso fosse estimulante para o pensamento, motivaria nossa mente a pensar por si mesma de novo, o que é algo mais consciente e, portanto, preferível a um transe induzido pela televisão. Dessa forma, nossa atenção deixaria de ser prisioneira das imagens da tela.

O conteúdo da programação, caso apresente alguma qualidade, pode até certo ponto neutralizar, e algumas vezes até mesmo desfazer, o efeito hipnótico e entorpecedor da TV. Existem determinados programas que são de uma utilidade extrema para muitas pessoas – mudam sua vida para melhor, abrem seu coração, fazem com que se tornem mais conscientes.

Há também algumas atrações humorísticas que acabam sendo espirituais, mesmo que não tenham essa intenção, por mostrarem uma versão caricata da insensatez humana e do ego.

Elas nos ensinam a não levar nada muito a sério, a permitir um pouco mais de
descontração e leveza na nossa vida. E, acima de tudo, nos ensinam isso enquanto nos fazem rir. O riso tem uma extraordinária capacidade de liberar e curar.

Contudo, a maior parte do que é exibido na televisão ainda está nas mãos de pessoas que são totalmente dominadas pelo ego. Assim, a intenção oculta da TV é nos controlar nos colocando para dormir, isto é, deixando-nos inconscientes.

Evite assistir a programas e anúncios que o agridam com uma rápida sucessão de imagens que mudam a cada dois ou três segundos ou menos. O hábito de assistir à televisão em excesso e essas atrações em particular são duas causas importantes do transtorno de déficit de atenção, um distúrbio mental que vem afetando milhões de crianças em todo o mundo.

A atenção deficiente, de curta duração, torna todos os nossos relacionamentos e percepções superficiais e insatisfatórios.

Qualquer coisa que façamos nesse estado, qualquer ação que executemos, carece de qualidade, pois a qualidade requer atenção.

O hábito de ver televisão com freqüência e por longos períodos não só nos deixa inconscientes como induz a passividade e drena toda a nossa energia. Portanto, em vez de assistir à TV ao acaso, escolha os programas que despertam seu interesse.

Enquanto estiver diante dela, procure sentir a vívida atividade dentro do seu corpo – faça isso toda vez que se lembrar.De vez em quando, tome consciência da sua respiração.

Desvie os olhos da tela em intervalos regulares, pois isso evitará que ela se aposse completamente do seu sentido visual.

Não ajuste o volume acima do necessário para que a televisão não o domine no nível auditivo.

Tire o som durante os intervalos.

Procure não dormir logo após desligar o aparelho ou, ainda pior, adormecer com ele ligado.

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Neurose de caráter, ganância e corrupção na visão junguiana

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Neurose de caráter, ganância e corrupção

Visão Junguiana

Waldemar Magaldi Filho

Fonte: IJEP – Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa – clique e conheça

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“Se não houver uma integração criativa e harmoniosa entre o material e o espiritual, acaba acontecendo a enfraquecimento dos princípios éticos, a corrosão do caráter e a predisposição à corrupção. Esta dualidade intrínseca em cada um de nós, simultaneamente nos faz tentados e tentadores, com medo generalizado em busca da segurança material. Esse conflito está presente no âmago da nossa sociedade depressiva, fazendo-nos desejosos do gozo advindo dos prazeres imediatos, destroçando o amor e a ética. A verdadeira ética depende da consciência limpa, da boa noite de sono, da alegria e motivação para servir e da disposição para o exercício da alteridade, onde podemos nos ver por meio dos outros. Precisamos estar conscientizados de que importa muito menos o que queremos da vida, do que o que a vida quer de nós! Essa é a grande pergunta! Será que estou servindo ao propósito da minha vida, disseminando a igualdade de possibilidades, a paz e o amor?

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Com o advento do dinheiro, aconteceu a monetarização da vida em todos os sentidos. No início, o dinheiro era advindo da produção excedente de uma pessoa ou família, e servia para ser trocado pela produção excedente de outros, evitando assim o transtorno das barganhas de produtos e serviços. Graças a ele a vida ficou mais prática e fácil. Porém, foi surgindo a possibilidade e o desejo de acúmulo do dinheiro, porque ele não era perecível como a maioria dos produtos trocados. Com o passar dos tempos algumas pessoas, provavelmente por mérito da criatividade, dedicação e sorte, conseguiram acumular mais, e começaram a usar o serviço ou a produção de outras pessoas com intuito de ficarem com uma parcela do ganho produtivo delas. Outras pessoas foram ficando mais capacitadas e especialistas, oferendo serviços e ou produtos cada vez mais requintados e raros e, consequentemente, mais caros. Neste interim aconteceu o surgimento de grupos de indivíduos que juntaram forças e dinheiro, criando organizações de poder econômico, para tirarem mais lucros dos produtores de bens ou serviços, produzindo a menos valia dos produtores individuais, consolidando as vantagens da produção em escala. Tudo isso fomentou as diferenciações de classes sociais, econômicas, culturais, regionais e raciais, segmentando a sociedade, fortalecendo as minorias dominantes da maioria dominada, com seus subgrupos de excluídos, cada vez mais crescentes.

Paralelamente, no atual capitalismo neoliberal, o ter dinheiro, ou patrimônio, foi deixando de estar atrelado à produção de serviços ou produtos. Com isso, as pessoas deixaram de ser, invertendo a ordem natural da vida, porque o desejo de ter, preferencialmente sem servir ou produzir, explorando quem for possível, virou o grande negócio. Nesta ótica é que surge o mercado, um ente desconhecido e extremamente poderoso, capaz de reger a vida de todos nós, porque é o mercado que define o que presta e o que não presta, o que pode e o que não pode, o que é ético e o que não é ético. Causando um grande problema, porque o mercado segue apenas a lógica do lucro, do poder e do acúmulo. Desejando que a maioria fique na lógica do consumo, da dívida e do trabalho, objetivando o enriquecimento da minoria dominante e escravizando, pelo medo da exclusão econômica, a maioria solitária e pobre, representada pela massa infeliz, com desejo de mudança, mas sem saber o quê e como mudar, por estar condicionada aos desejos materiais e a ganância, como meio de alívio para esse mal estar. Essa é a lógica da desigualdade e, com ela, a dificuldade da mobilidade social.

Aliado a essa dinâmica da desigualdade econômica, perversa e viciosa, temos as questões humanas divididas diante das demandas dos instintos, representada por nosso lado titânico e materialista, e as arquetípicas, representada por nosso lado dionisíaco e anímico. Esta tensão é geradora de angústia e, se não houver uma integração criativa e harmoniosa entre o material e o espiritual, acaba acontecendo a enfraquecimento dos princípios éticos, a corrosão do caráter e a predisposição à corrupção. Esta dualidade intrínseca em cada um de nós, simultaneamente nos faz tentados e tentadores, com medo generalizado em busca da segurança material, porque a segurança espiritual, que é a fé, há muito foi perdida, com a contribuição desta ciência materialista, reducionista e causal. Sem fé e com medo, resta-nos a ilusão do poder e, com ela, perdemos também a capacidade de amar, porque onde um está o outro não pode estar.

Neste contexto é que a ganancia e a corrupção ganham espaço. O escrúpulo perde para o poder econômico, e a fé para a concretude patrimonial. Esse conflito está presente no âmago da nossa sociedade depressiva, fazendo-nos desejosos do gozo advindo dos prazeres imediatos, destroçando o amor e a ética. A verdadeira ética depende da consciência limpa, da boa noite de sono, da alegria e motivação para servir e da disposição para o exercício da alteridade, onde podemos nos ver por meio dos outros. Para isso, é preciso a capacidade de enfrentamento consciente dos episódios de mal-estar, insônia, angústia improdutiva, ansiedade, medos, culpas, ressentimentos ou depressão por meio do autoconhecimento, até compreendermos o que estamos fazendo ou deixando de fazer que esteja gerando esse mal-estar, conscientizados de que importa muito menos o que queremos da vida, do que o que a vida quer de nós! Essa é a grande pergunta! Será que estou servindo ao propósito da minha vida, disseminando a igualdade de possibilidades, a paz e o amor? Para depois que criarmos condições mínimas de igualdade podermos fomentar a liberdade, com ética e autoestima, para não corrermos o risco de voltarmos para a dinâmica do poder pelo poder.

Sabemos que este atual sistema econômico está comprometido, por conta da falta de sustentabilidade. Infelizmente, nosso consumo consome o planeta que está exaurido e muito populoso. Precisamos encontrar outra forma de vida, para diminuir a explosão demográfica, a desigualdade social e o individualismo egoísta, competitivo e cumulativo. Também acredito que a meritocracia é o melhor meio para contemplar quem se dedica, de forma íntegra e harmoniosa. Mas, neste momento, com tanta desigualdade, os pobres coitados que nascem sem condições mínimas de sobrevivência não tem chance de entrar no jogo do neoliberalismo. Por isso, necessitamos de um Estado que intervenha, de forma ética, consciente e não populista, na coibição dos abusos da usura, dos excessos de ganhos das minorias ricas e dominantes, impedindo, fiscalizando, punindo a ganancia, e a corrupção, que é sua parceira, fomentando a inclusão, erradicando as desigualdades, com objetivo de tirar, o mais rápido possível as pessoas da sua dependência, “desmamando-as” dos programas de qualquer tipo de ajuda social. Porque o melhor programa social é aquele em que as pessoas dependam dele o menor tempo possível!

Por isso, precisamos de muito investimento na educação para aprendermos a consumir sem consumir o planeta e continuar a gerar as desigualdades. A ideia não é tirar as conquistas que as pessoas conseguiram, com dignidade, escrúpulo e ética. O objetivo é o de dar condições para que todos possam ter conquistas com ética, mérito, trabalho e, na medida do possível, tirar daqueles que enriqueceram com corrupção, sem trabalho ou na criminalidade.

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O salário ideal para ser feliz

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O salário ideal para ser feliz

Fernanda Zandonadi

Fonte: www.gazetaonline.globo.com – clique e conheça

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“Não ter dinheiro também pode gerar infelicidade, afinal, a pessoa não tem como sustentar as necessidades essenciais da vida, como moradia, saúde, alimento. Riqueza não garante felicidade, mas na miséria não é possível ser feliz. Chegamos então ao meio termo, de ganhar um valor que sustente as necessidades da vida. Nesse caso, o dinheiro gera segurança, conforto e agilidade, no sentido de poder se deslocar de um ponto para outro rapidamente, por exemplo. Esses elementos são importantes para nos sentirmos menos estressados e mais tranquilos. Agora, é importante frisar que esses são elementos que favorecem a felicidade, mas não geram felicidade. Do ponto de vista psicológico, a felicidade tem mais a ver com as relações com outras pessoas. Boas relações geram felicidade, saúde gera felicidade, reconhecimento pelas pessoas que compartilham seu trabalho gera felicidade. As coisas que geram felicidade são imateriais. Há casos em que a falta de dinheiro atrapalha a felicidade: falta de dinheiro para fazer um curso com que você sonha, por exemplo. Mas se há pessoas que lhe ajudam, você encontra forças para ir atrás de seu sonho. Por isso, ganhar muito não gera felicidade, pois, com um salário médio por mês, você tem acesso a bons serviços. Em condições normais, essa renda permite uma vida confortável em todo mundo. Tudo a mais que o dinheiro pode trazer, comprar uma Ferrari ou um iate, esse a mais vai trazer alegrias momentâneas, mas não a felicidade. No fim das contas, para ser feliz, é preciso ver que a vida tem sentido. A felicidade é gerada com uma vida com realização pessoal, a qualidade de vida emocional.”

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“Arrume um bom emprego, com um salário melhor, e você fica OK”, já cantava Roger Waters, em idos anos, no grupo de rock britânico Pink Floyd. Pesquisas revelam, no entanto, que não é bem assim que a banda toca.

Segundo o instituto norte-americano Marist Institute for Public Opinion, aqueles que ganham uma média de 50 mil dólares, ou cerca de R$ 95 mil por ano (R$ 7,9 mil por mês), são mais felizes e satisfeitos do que aqueles que ganham menos ou mais do que isso.

As razões para estar mais longe da felicidade quando se ganha pouco são óbvias: é mais difícil manter uma vida confortável com dinheiro miúdo no bolso.

No outro extremo, o daqueles que têm salários de dar inveja, também há motivos para a felicidade de menos. Uma delas é o custo desse dinheiro. Afinal, deixar a conta gordinha no fim do mês pode significar tempo a menos com a família, mais estresse no trabalho, relações sociais abaladas.

Mas isso não significa, na opinião do sociólogo Alberto Carlos Almeida, que não existam ricos ou pobres felizes. “O estudo levou em conta uma média entre a população pesquisada e mostra que, a partir de um determinado ponto, ganhar mais dinheiro não significa mais felicidade. Não é que exista um teto fixo, mas uma diminuição do impacto marginal da variação do dinheiro sobre a felicidade”.

A relação entre dinheiro e felicidade já rendeu outras pesquisas. Em 2010, um estudo da Universidade de Princeton apontou que, até a faixa de 75.000 dólares por ano – convertido para reais por mês daria quase R$ 12 mil – mostra que elevar a renda até esse patamar contribui para o aumento da felicidade. Depois de chegar a esse teto, no entanto, o ganho extra deixa de fazer diferença na satisfação de vida do entrevistado.

Podemos afirmar, com base nas duas pesquisas, que a faixa salarial da felicidade no Brasil fica entre R$ 8 mil e R$ 12 mil mensais.

Efeito cunhado

O estudo aponta que um fator que pode influenciar o grau de felicidade é a comparação. Quem ganha, por exemplo, R$ 10 mil e vive em um ambiente em que todos ganham quantia similar, sente-se satisfeito com a renda e a vida. Mas ganhar os mesmos R$ 10 mil e morar em um bairro de gente muito, muito rica pode não ser uma boa ideia.

Isso é o chamado “efeito cunhado”, brinca Almeida. “Você quer estar melhor do que seu cunhado. Isso é inerente ao ser humano, fazer comparações e estar em um patamar melhor do que o vizinho ou o colega”.

Tristeza não tem fim…

A medida monetária da felicidade se aplica a poucos no país. Se levarmos em conta ganhos mensais de dez salários mínimos – patamar abaixo do ideal medido pela pesquisa – apenas 4% da população brasileira está em uma zona financeira de conforto. Os números são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e revelam ainda que a tristeza prevalece no país na hora de verificar o contracheque: 32,7% da população recebe até um salário mínimo, diz o Censo 2010.

As pesquisas mostraram que dinheiro e felicidade podem andar de mãos dadas, mas difícil é mensurar o quanto um elemento depende do outro. Os brasileiros, por exemplo, lideram o Índice de Felicidade Futura (IFF), que é uma pesquisa realizada pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Essa é a quarta vez consecutiva que o povo brasileiro fica à frente do ranking, feito a partir de dados do Gallup World Poll em 158 países.

No outro extremo, o Brasil é um dos países com maior desigualdade de renda entre as nações membros do G20, perdendo apenas para a África do Sul, segundo levantamento publicado pela Oxfam – confederação internacional formada por 15 organizações que trabalham em conjunto com 98 países, para encontrar soluções duradouras para a pobreza e para a injustiça.

O poder de compra do consumidor brasileiro

Os estudos norte-americanos apontaram que o salário ideal fica entre 50 mil e 75 mil dólares anuais. O discutível, nas pesquisas, é o poder de compra que esse dinheiro tem nos Estados Unidos e por aqui.

No Brasil, por exemplo, a alimentação é, em média, mais barata do que nos Estados Unidos. Esse item, no entanto, pesa mais nas finanças dos mais pobres. Isso significa que quem ganha R$ 1 mil vai gastar um percentual maior do salário pela comida do que quem ganha R$ 15 mil, afinal o óleo e o arroz têm o mesmo preço para todos os consumidores.

E para você, qual é o salário ideal?

O salário ideal para ser feliz é uma ideia que gera polêmica. Em uma cafeteria, encontramos Regiane Gonçalves Martins, de 38 anos, Rafaela Saar, 22, e Daiane Nascimento, de 23 anos.

As três são vendedoras e ganham entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por mês. Veja o que elas pensam sobre a remuneração certa para uma vida tranquila.

Daiane. “Acho correto falar em torno dos R$ 8 mil como salário ideal. Quem ganha mais vive em função do trabalho e quanto mais ganhamos, mais gastamos. Muitos ricos vivem em função do dinheiro. Eu seria feliz com esse salário”.

Regiane. “Eu acho que independentemente de um salário alto, dá para ser feliz”.

Daiane. “Mas dinheiro abre muitas portas e gera oportunidades”.

Rafaela. “É verdade. Se não tiver dinheiro, não tem como viver com tranquilidade”.

Regiane. “Mas eu acho
que dinheiro dá prazer, mas não lhe faz feliz”.

Rafaela. “Não concordo com isso”.

Regiane. “Depende de cada um. Há eventualidades, claro, como problemas de saúde, e nessas horas precisamos de dinheiro”.

Rafaela. “Pois é. Mas ter dinheiro para pagar isso também é uma forma de felicidade”.

Perguntamos qual seria o salário ideal para cada
uma delas:

Rafaela. “Uns R$ 15 mil. Eu faria tudo que gosto, como viajar, estudar”.

Daiane. “Eu acho que R$ 12 mil. Eu poderia ajudar a família, comprar um carro, comer bem, viajar, dar uma boa educação para o filho”.

Regiane. “Uns R$ 10 mil”.

Repórter. “Mas você disse que seria feliz com um salário bem mais baixo”.

Regiane. “Seria sim, mas isso não quer dizer que não gosto de dinheiro. Eu sou feliz com R$ 2 mil, mas com R$ 10 mil seria bem melhor!”

Análise:

O sentido da vida

Após dados levantados em vários países, há um consenso de que, até por volta de 5 mil dólares mensais, o dinheiro faz diferença em relação à satisfação com a vida. A partir desse valor, o ganho a mais já não faz diferença. Há estudos com ganhadores de loterias, com novos ricos e com pessoas que nasceram ricas e permaneceram nessa classe econômica que mostram que, a partir de um ponto, o dinheiro já não é um diferencial, ou seja, você não é mais feliz por ter mais renda. Por outro lado, não ter dinheiro também pode gerar infelicidade, afinal, a pessoa não tem como sustentar as necessidades essenciais da vida, como moradia, saúde, alimento. Ou seja, riqueza não garante felicidade, mas na miséria não é possível ser feliz. Chegamos então ao meio termo, de ganhar um valor que sustente as necessidades da vida. Nesse caso, o dinheiro gera segurança, conforto e agilidade, no sentido de poder se deslocar de um ponto para outro rapidamente, por exemplo. Esses elementos são importantes para nos sentirmos menos estressados e mais tranquilos. Agora, é importante frisar que esses são elementos que favorecem a felicidade, mas não geram felicidade. Do ponto de vista psicológico, a felicidade tem mais a ver com as relações com outras pessoas. Boas relações geram felicidade, saúde gera felicidade, reconhecimento pelas pessoas que compartilham seu trabalho gera felicidade. As coisas que geram felicidade são imateriais. Há casos em que a falta de dinheiro atrapalha a felicidade: falta de dinheiro para fazer um curso com que você sonha, por exemplo. Mas se há pessoas que lhe ajudam, você encontra forças para ir atrás de seu sonho. Por isso, ganhar muito não gera felicidade, pois, com um salário médio por mês, você tem acesso a bons serviços. Em condições normais, essa renda permite uma vida confortável em todo mundo. Tudo a mais que o dinheiro pode trazer, comprar uma Ferrari ou um iate, esse a mais vai trazer alegrias momentâneas, mas não a felicidade. No fim das contas, para ser feliz, é preciso ver que a vida tem sentido. A felicidade é gerada com uma vida com realização pessoal, a qualidade de vida emocional. E isso, o dinheiro não dá. Mas, claro, na miséria é impossível ser feliz.

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Bebês sofrem com o estresse? Sim, o que não é bom

capa-conferencias3_livrariaBrevemente estaremos fazendo o lançamento do livro:

Conferências aos trabalhadores do Goetheanum – VOL III

Editado pela Editora Árvore da Terra, onde o valor arrecadado pelas vendas de exemplares será utilizado para a editoração de outras traduções da “Coleção Antroposófica”. Ajudem com a compra de um exemplar. Aguardem o convite para o lançamento.

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Bebês sofrem com o estresse? Sim, o que não é bom

Fonte: Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV) – clique e conheça

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“Há situações que desgastam o bebê: desentendimentos dos pais, primeiro dia de aula na escola nova, atividade demais no dia, dentre outras situações que exigem da criança muito mais do que ela dá conta, e ela pode angustiar-se. Porém, vale lembrar que um pouco de desafio faz parte, já que ele prepara o corpo da criança para enfrentar problemas maiores. O que não pode acontecer é esse sistema de alerta, causado pelo estresse, permanecer acionado por muito tempo, prejudicando o desenvolvimento da pessoa.”

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Muitos pais acham que criança não se sente desgastada diante de situações muito difíceis. Grande engano. Você, que trabalha com a Primeira Infância, tem de mostrar-lhes que existem tipos de estresse infantil que podem interferir no bom desenvolvimento infantil. Ao mesmo tempo, também pode contar-lhes que nem toda situação desafiadora é considerada negativa e que o estresse que ela gera é benéfico ao indivíduo.

A matéria, de Stephanie Kim Abe, foi publicada no site Educar para Crescer e replicada no site Nota Máxima. O artigo traz muitas informações sobre o tema. Ressaltamos algumas delas para que você possa embasar sua conversa com pais e cuidadores sobre o estresse infantil.

Para começar, o que é desgaste para uma criança pode não ser para um adulto. Exemplo: cair da cadeira é uma situação bem mais difícil ao bebê do que para um adulto. Este, por exemplo, pode ficar estressado no trânsito, enquanto que o bebê segue dormindo, sem se dar conta do “inferno” que está fora do carro.

É por isso que temos de olhar de um jeito diferenciado às emoções da criança pequena. Enfrentar um cachorro pequeno e inofensivo para ela desencadeia o mesmo sistema de reação do corpo que o de um adulto, frente a frente com um leão.

Há exemplos clássicos – e recorrentes em muitas famílias – de situações que desgastam o bebê: desentendimentos dos pais, primeiro dia de aula na escola nova, atividade demais no dia, dentre outras situações que exigem da criança muito mais do que ela dá conta, sem angustiar-se.

Porém, vale lembrar que um pouco de desafio faz parte, já que ele prepara o corpo da criança para enfrentar problemas maiores. O que não pode acontecer é esse sistema de alerta, causado pelo estresse, permanecer acionado por muito tempo, prejudicando o desenvolvimento socioemocional da pessoa.

O que ajuda a criança a vencer o desgaste causado por uma situação adversa? Apoio, carinho e “colo” dos pais, o que é diferente da superproteção, uma postura que não contribui ao bem-estar da criança.

Extraímos da matéria três questões-chave para sua reflexão e para você transformá-las em argumentos sobre o perigo do estresse negativo. Veja:

Como identificar que a criança sofre com o estresse?
Há várias mudanças no comportamento que podem demonstrar que ela está sendo afetada pelo estresse: voltar a fazer xixi na cama, ficar birrenta, tornar-se agressiva, chorar por nada, ser mais briguenta, ficar mais tímida ou amedrontada, ter pesadelos, mostrar nervosismo. Há também a manifestação de dores físicas, como no estômago, tontura e distúrbios alimentares.
No caso de recém-nascidos, pode gerar estresse situações como deixar o bebê chorar sem consolo, não amamentá-lo quando está com fome, não oferecer conforto quando está angustiado, limitar contato corporal com ele (durante mamadas ou à noite), não dar atenção, estimulação, conversação e brincadeiras.

Quais os níveis de estresse?
Nem todo estresse pode ser considerado prejudicial à saúde e há níveis toleráveis até que se torne tóxico. O nível de estresse está mais relacionado com a maneira como a situação é enfrentada. Lembrando que a forma como a situação afeta a criança depende não só dela, mas também de como as suas relações de suporte, como os pais, ajudam-na a enfrentar tal questão.
O estresse positivo estimula e motiva a criança a enfrentar a situação. Já o estresse negativo é aquele que intimida e ameaça a criança, e a faz reagir de um modo inadequado ao problema.

Qual a importância de lidar com o estresse na Primeira Infância?
É nessa fase que o cérebro está em pleno crescimento e desenvolvimento. O bebê nasce com cerca de um quinto do tamanho do cérebro do adulto. Ao final do primeiro ano, está com cerca de 60% do cérebro desenvolvido, e ao final do terceiro com cerca de 90%. Ou seja, além de uma impressionante velocidade de desenvolvimento na Primeira Infância, o cérebro do bebê tem muito mais conexões neuronais do que o cérebro dos adultos. Experiências traumáticas têm mais probabilidade de gerar mudanças irreversíveis no cérebro se acontecerem nessa etapa da vida.

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Estados primordiais da Terra – A Lemúria

capa-conferencias3_livrariaBrevemente estaremos fazendo o lançamento do livro:

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Conferência aos trabalhadores volume II – 1ª conferência

Os estados primordiais da Terra – A Lemúria

Rudolf Steiner – Tradução Gerard Bannwart

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“Quando seres humanos se reúnem,
certamente não se deve considerar a vida do homem como
vida físico-humana isoladamente, porém deve-se também
considerar a própria Terra…”

Rudolf Steiner

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Conferência aos trabalhadores volume II – 1ª conferência

Estados primordiais da Terra – A Lemúria

Rudolf Steiner – Dornach, 20 de setembro de 1922

  • Lama terrosa e ar ígneo.
  • Pássaros-dragões, Ictiosáurios e Plesiosáurios.
  • Pássaros-dragões como alimento dos Ictiosáurios e dos Plesiosáurios.
  • Aves, animais vegetarianos e Megatérios.
  • A terra: um gigantesco animal morto.

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