capa-conferencias3_livrariaBrevemente estaremos fazendo o lançamento do livro:

Conferências aos trabalhadores do Goetheanum – VOL III

Editado pela Editora Árvore da Terra, onde o valor arrecadado pelas vendas de exemplares será utilizado para a editoração de outras traduções da “Coleção Antroposófica”. Ajudem com a compra de um exemplar. Aguardem o convite para o lançamento.

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Conferência aos trabalhadores volume II – 1ª conferência

Os estados primordiais da Terra – A Lemúria

Rudolf Steiner – Tradução Gerard Bannwart

lemuria

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“Quando seres humanos se reúnem,
certamente não se deve considerar a vida do homem como
vida físico-humana isoladamente, porém deve-se também
considerar a própria Terra…”

Rudolf Steiner

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Conferência aos trabalhadores volume II – 1ª conferência

Estados primordiais da Terra – A Lemúria

Rudolf Steiner – Dornach, 20 de setembro de 1922

  • Lama terrosa e ar ígneo.
  • Pássaros-dragões, Ictiosáurios e Plesiosáurios.
  • Pássaros-dragões como alimento dos Ictiosáurios e dos Plesiosáurios.
  • Aves, animais vegetarianos e Megatérios.
  • A terra: um gigantesco animal morto.

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o texto, clique aqui…

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Os 12 sentidos – A percepção e nossa experiência no mundo

Fonte: www.corpoconsciente.wordpress.com – clique e conheça

12 sentidos

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A nossa experiência no mundo depende fundamentalmente da nossa percepção. A percepção é um processo cognitivo, uma forma de conhecer o mundo. Embora todos os processos cognitivos estejam interconectados, a percepção é o ponto em que cognição e realidade encontram-se e, talvez, a atividade cognitiva mais básica da qual surgem todas as outras. Precisamos levar informações para a mente antes que possamos fazer alguma coisa com elas. A percepção é um processo complexo que depende tanto do meio ambiente como da pessoa que o percebe, e a essência desse processo é a experiência sensorial, a vivência da realidade por meio do Mundo dos Sentidos.

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Referência – Os Doze Sentidos e os sete processos vitais- Rudolf  Steiner

Rudolf Steiner o fundador da Antroposofia deu as 1ªs conferências sobre os sentidos em 1909 em Berlim*, e  pela primeira vez, e em oposição à habitual divisão dos sentidos em cinco, ele considera a existência de outros sentidos, no entanto só em 1916  define os doze sentidos, considerando o seu estudo a base da recém fundada Antroposofia (Antropos-Homem/Sophia-sabedoria).

Vamos tentar resumir o tema que é extenso, rico e naturalmente necessita ser
vivenciado para ser melhor compreendido.

Dito isto podemos dividir os doze sentidos em 3 ESTRATOS:

1- Um estrato inferior Janelas para ter percepção do interior do corpo

O Sentido do Tato – o sentido do tato dá-nos a noção de nós próprios, contráriamente ao que possamos pensar o tato não nos informa sobre o mundo mas apenas sobre os nossos limites até onde sou EU.  Segundo R.Steiner o sentido do TATO permite-nos a sensação da presença Divina.

O Sentido da Vida – dá-nos a sensação de estarmos no corpo, fazemos parte dele, recebemos informação sobre o estado do corpo – bem estar, mal estar através do sistema nervoso simpático e parassimpático recebemos a sensação do estado atual do nosso corpo.
Com o sentido do tato sentimos as fronteiras do nosso corpo físico, o sentido da vida informa-nos sobre o estado dos processos metabólicos que formam nosso corpo vivo, algo que está em constante vir a ser.

No Sentido do Movimento – temos a sensação do nosso movimento, normalmente só temos “consciência” de um movimento após o termos efetuado, na verdade o movimento baseia-se no nosso músculo que necessita contrair certas zonas e descontrair outras para que o movimento nasça , é a noção do estado da nossa musculatura que nos é transmitido pelo sentido do movimento. Como imagem; a imagem da orquestra e do que se passa entre os vários naipes e o solista. * Para Rudolf Steiner o sentido do movimento transmite-nos a sensação de liberdade –o pássaro em nós.

O Sentido de Equilíbrio – é o sentido que tem um orgão especial que são os canais semicirculares no nosso ouvido interno , permite que ao movermo-nos de um lado para o outro não deixemos para trás o que vive no corpo. Quando me desloco carrego comigo o meu corpo – a sensação de paz interna é-me conferida pelo sentido de equilíbrio.

2- Os  Sentidos  Médios (exteriores)  > Janelas para ter percepção da natureza

O Olfato – o cheiro é-nos veiculado pelo elemento ar, eu cheiro porque o ar carrega substâncias que atuam sobre o nariz, existem mais de 4000 odores. p.ex: O olfato transporta-nos para memórias de infância. O que nós pensamos o animal cheira. O cão diferencia o mundo à sua volta através do cheiro

O Gosto ou Paladar – o gosto revela-nos as características das substâncias na medida em que elas estão dissolvidas na água. Existem 4 tipos de sabores que no fundo encontramos em todas as substâncias vivas – o salgado, o amargo, o ácido e o doce, estes 4 sabores estão presentes no mundo vegetal e também no mundo dos orgãos; o amargo do fel, o doce do sangue, o ácido no estômago.

A Visão – trata-se de um sentido complexo, mas no fundo o que a visão nos permite é a percepção das cores, mas nos olhos acabamos encontrando elementos de todos os sentidos inferiores, o tato, a vida, o equilíbrio, o movimento. A visão eleva de certo modo os 4 sentidos inferiores e ao fazê-lo permite ao Eu entrar em contacto com a luz do mundo.

O Sentido Térmico – o calor é uma substância em si, através do calor mantemos em equilíbrio o nosso mundo interno e assim permitimos à nossa organização do Eu viver. O sentido calórico não nos diz nada sobre a temperatura exterior mas sim sobre o equilíbrio entre o calor interno e externo.

3- Os Sentidos Superiores  >Janelas para ter percepções do outro ser humano

Nos Sentidos Superiores entramos numa área especificamente humana onde todos nós  somos uma irmandade.
Como humano queremos salientar o estado evolutivo da humanidade que se destaca dos demais reinos da natureza, apesar de ser pertencente a todos eles, o mundo físico, o mundo vegetal e o mundo animal.

O sentido da Audição – pela audição percebemos que cada elemento da natureza possui o seu próprio Tom, revelando a sua íntima natureza. Um metal soa diferente de um pedaço de madeira, assim como a voz humana se diferencia do som emitido por um pássaro.
Entramos em contacto com a íntima essência de cada ser.

O sentido da palavra – pela Palavra percebemos a concreta essência conceitual do pensamento humano.

O sentido do pensar – pelo sentido do pensar percebemos o pensar do outro e o nosso próprio pensar, o que nos permite sentir o Homem como um ser dotado da qualidade de formar conceitos a respeito do que no exterior vive e vivenciar os conceitos da sua própria existência.

O sentido do Eu o sentido do Eu, nos possibilita sentir-nos unos com outro ser, passando a senti-lo como a nós mesmos. A possibilidade de nos percebermos como seres Humanos, verdadeiros, reais e espirituais, capazes de criar e de co-criar sem perder o conceito de sermos criaturas.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Coração de Pedra ou Cabeça de Vento, quem é você?

Milene Mizuta

Fonte: Líder de si – clique e conheça

romeu e julieta

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“Quando aquilo que eu penso conecta-se ao que sinto, mágicas acontecem, eu sou capaz de dizer não quando necessário sem medo de não ser aceito, digo sim com amor sem me sentir lesado, abro mão e me sacrifico entendendo que aquilo é necessário, aceito e respeito minhas escolhas e as escolhas do outro, largo o controle, entro no fluxo, falo o que sinto, acolho o que o outro sente, aprendo a amar meu irmão, confio com o coração na minha lógica, que nasce a partir das minhas vivências, não explico, compreendo. Que eu, como Homem Moderno, aqueça meus pensamentos e disso faça surgir a moral humana, aquela que regula e equilibra as boas ações no mundo. Pensar com o coração, me faz começar algo com certeza e terminar algo com dignidade, integra intelecto e índole, o pensar com o coração criou a música uma escala lógica e cadenciada de notas que quando tocadas de forma harmônica volta para o coração e enche nosso peito.”

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Vou contar uma estória feita de gente de verdade que existe no mundo real.

Como pode ser uma estória? Porque não chamamos de história? Simplesmente porque histórias requerem fatos reais que se interligam de forma lógica e cronológica, e nossa vida não se faz assim, a nossa vida se faz de fatos que estão fora da lógica, do entendimento, da realidade sensorial, por detrás de cada fato existe um mundo de conto de fadas que ignoramos e transformamos nossa vida em um amontado de fotografias sem tridimensionalidade, não colocamos cor nem movimento, e na estória, pode tudo e nesse texto eu quero poder tudo…

Era uma vez Romeu, menino que tinha um olhar profundo, nasceu em uma casa de forma retangular, com grandes escadas que se conectavam a muitos quartos de cor branca, com uma mobília muito bem organizada. As pessoas da casa de Romeu se encontravam somente nos corredores e juntas se destinavam a algum lugar onde algo deveria ser feito, tudo era muito organizado na vida de Romeu. Na cidade de onde ele veio era sempre inverno, flocos de neve caiam todos os dias e a paisagem era sempre alva, cortada por árvores sem folhas com troncos negros que ramificavam em mil vertentes e afinavam em suas pontas até quase desaparecerem. As grandes janelas da casa de Romeu iam do chão até o teto e a limpeza era tão impecável que era possível ver tudo ao redor. Tudo funcionava em perfeita ordem ao redor de Romeu.

A brincadeira predileta de Romeu era sair pela porta e se afundar até o pescoço na fria neve, olhar para o céu e contar todos os flocos de neve que caiam em direção ao seu nariz. Romeu era feliz, sempre existia neve, sempre haviam flocos a serem contados.

Era uma vez Julieta, menina cega. E por ser cega seus pais almofadaram toda a casa para que ela não se machucasse, na casa de Julieta tudo era redondo, nada tinha pontas, não haviam escadas somente uma grande sala com tapetes e almofadas. As pessoas da casa de Julieta, tinham muito medo que ela se machucasse, por isso abriram grandes janelas que não tinham vidros, e ela ficava sentada no meio dessa sala e sentia em seu rosto o ambiente externo que invadia tudo. Julieta nasceu em um lugar onde sempre era sol, com vento morno e árvores que davam frutas em abundância, enchendo a casa de fragrância. Chovia muito todos os dias e em seguida abria-se um lindo sol, que queimava até a mais negra pele. Julieta não sabia como era o mundo, por isso sua brincadeira predileta era girar em torno daquela sala almofadada e se jogar em algum canto sentindo o macio de algo que a aconchegava.

Romeu e Julieta cresceram…

E de tanto se afundar na neve alva, Romeu criou um cabeça de gelo. E de tanto girar no calor Julieta criou um coração de vento.

Romeu ordenava coisas, com sua cabeça de gelo, e as congelava com seu olhar profundo, guardando-as em uma caixa, nessa caixa tudo tinha um nome, um lugar e um significado, dentro dela deveriam se manter para sempre.

Julieta bagunçava coisas, com seu coração de vento, girava tão forte que fazia grandes furacões em sua casa afastando todos de perto. Julieta não encontrava mais suas coisas e não podia mais pentear seu próprio cabelo que se tornou um grande emaranhado no topo de sua cabeça e deixou de mostrar seu lindo rosto que tinha bochechas de cor carmim…

Julieta e Romeu continuam a viver em seus reinos, mas no meio disso tudo surgiu um ser mágico capaz de fazer com o que os dois se encontrassem, aquecendo o pensamento frio de Romeu e ordenando a profunda confusão de Julieta. O nome desse personagem é: Ser Humano.

Em nossa cabeça vive o Romeu, que vê a vida de forma alva, conta flocos de neve, e que vive em um lugar ordenado e claro, envolto a um líquido transparente nosso cérebro é nossa janela para o mundo. Esfria coisas, ordena fatos, organiza e explica o que se passa ao nosso redor. Nosso Romeu, questiona, diferencia, nosso Romeu, pensa.

Em nosso sistema rítmico em nosso coração vive Julieta, que roda infinitas vezes em seu próprio eixo, nos confunde, não enxerga, é redonda, aquecida, confortável, colorida. Julieta roda para qualquer lugar e não se sabe para onde vai. Nossa Julieta, sente.

E todos os dias vivemos um conto Shakespeariano dentro de nós, entre encontros e desencontros de Romeu e Julieta ao final do dia temos o sentimento que algo que deveria surgir do mais idealizado amor, morreu.

Romeu nos faz congelar nossas emoções tornando-as conceitos lógicos, tentando concatenar uma sequência lógica de fatos que façam sentido. Romeu joga neve branca no que é colorido, e nos afunda em uma neve fria e alva, fazendo o sentimento gelar. E como consequência disso eu me torno frio e pontudo, machuco, julgo, separo, segrego, explico e entendo.

Julieta nos faz temer nossos atos, pede excessiva segurança e faz o nosso pensamento se tornar algo tão confuso, mas tão confuso que nos sentimos dentro de um tornado, somos jogados por todos os lados, perdendo nossas certezas e não observando a vida como ela realmente é. E como consequência disso, eu me desespero, peço aceitação constante, meus olhos cegam, meus sentimentos explodem e me queimam como brasa, jogando fogo para todos que estão ao meu redor.

Mas existem momentos em que Romeu e Julieta realmente se encontram, quando isso acontece, Romeu entrega para Julieta uma luneta mágica do qual ela vê estrelas e consegue conta-las, e Julieta entrega para Romeu uma pele de lã de carneiro que colocada ao redor do seu ombro aquece seu coração e desmancha as finas camadas de gelo. E como consequência disso chega aos meus olhos a verdade, o mundo como ele é, tridimensional, com todos os lados de uma mesma coisa e ainda com o colorido que só o coração pode dar.

Quando aquilo que eu penso conecta – se ao que sinto, mágicas acontecem, eu sou capaz de dizer não quando necessário sem medo de não ser aceito, digo sim com amor sem me sentir lesado, abro mão e me sacrifico entendendo que aquilo é necessário, aceito e respeito minhas escolhas e as escolhas do outro, largo o controle, entro no fluxo, falo o que sinto, acolho o que o outro sente, aprendo a amar meu irmão, confio com o coração na minha lógica, que nasce a partir das minhas vivências, não explico, compreendo.

E toda e qualquer tipo de ação que nasce desse encontro de amor, faz germinar na terra ações que crescem fortes como as árvores de Romeu com flores e cores do mundo de Julieta.

Dentro do meu conto de fadas, o final sempre é feliz, porque a felicidade está em compreender aquilo que se vive e confiar no porvir.

Dentro da nossa alma existe um palco, onde Romeu e Julieta se encontram todos os dias, abrem-se as cortinas e o espetáculo se faz do amanhecer ao anoitecer, esses dois personagens, pedem incessantemente que eu como Homem Moderno, aqueça meus pensamentos e disso faça surgir a moral humana, aquela que regula e equilibra as boas ações no mundo. Pensar com o coração, me faz começar algo com certeza e terminar algo com dignidade, integra intelecto e índole, o pensar com o coração criou a música uma escala lógica e cadenciada de notas que quando tocadas de forma harmônica volta para o coração e enche nosso peito.

Essa é a vivência do aprendizado, quando eu faço aquilo que está em conexão com o que penso e sinto, minha ação torna-se assertiva no mundo e quando volta para meu peito, toca profundamente minha alma, colore meu dia e em minha cabeça fica gravada a mais linda memória que jamais vou esquecer. E diante de meus olhos surge uma linda porta de vidro vinda da casa de Romeu, pronta para ser aberta, que vai chegar em um caminho florido e cheio de cores vindo do mundo de Julieta.

As vezes a porta vai ser demasiada pesada, então temos que lembrar que além dela existem árvores frondosas com cheiro de frutas, as vezes o vento vai ser demasiado revolvo, então temos que lembrar que existe uma porta de vidro segura onde sempre poderemos nos abrigar.

Em nós vive o mundo. E nada do que venha ao nosso encontro seremos incapazes de suportar, a não ser a dor de passar por uma vida com Julieta e Romeu perdidos dentro de nossos medos. Confia Romeu, Compreende Julieta e dessa ordem vai nascer a força do sol no mundo, o amor.

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Quer entender mais sobre isso tudo? No Líder de Si a gente ensina para vocês!

Aberturas de novas turmas: Curitiba – Joinville – Vinhedo

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Informações: (48) 3207-9102 ou inspirecursos@gmail.com

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Estou fazendo algo que realmente importa?

Vamos desligar o celular e ligar nossos filhos?

Cris Leão

Fonte: Página Social do Facebook Brinquedos Waldorf – clique e conheça

tenderly

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“A vida não pode ser ter filhos e lidar com a infância deles como se fosse um peso, um obstáculo e começar uma contagem regressiva para ver se passa logo. A vida precisa ser mais do que isso. E vai ser quando todo mundo entender que precisa prestar mais atenção no que importa. A fofoca, a foto no Instagram, a moda, as coisas que você compra com seu salário, as festinhas, tudo isso passa. Também passa a infância das crianças. E quando passar, você não vai conseguir se lembrar do que estava fazendo durante aqueles anos. Porque simplesmente não estava fazendo nada que importa.”

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Fazer uma obrigação civil pequena, como jogar o lixo no lixo e perceber que os outros não fazem, já te deixa chateado. Agora imagina o que é virar sua vida de cabeça para baixo, mudar de amigos, mudar de profissão, parar de ter profissão, se reinventar umas 4 vezes só para poder fazer a obrigação de criar filhos direito e perceber que a maioria não tá nem ai.

Cenas como bebê tomando Coca-Cola na mamadeira, criança que nem anda indo para a escola passar 8/12 horas diárias, criança de 2 anos (ou menos) escolhendo em restaurante o que vai comer, criança de colo no cinema às 9 horas da noite para assistir O Homem de Ferro e tantas outras cenas que tenho presenciado nos últimos anos estão me deixando revoltada.

No começo era por pena das crianças, que com tanta modernidade e tecnologia, adivinha? Continuam precisando de adultos para criá-las, protegê-las e orientá-las. (e sim, abrir mão de ir ao cinema para ficar com elas) Mas como sou da política “cada um no seu quadrado” vou tocando o barco, com meus muitos erros também. Acontece que hoje eu me dei conta que do mesmo jeito que o lixo jogado na rua pelo sem noção atrapalha a minha vida e a de todo mundo que faz direito, essas crianças criadas com excesso de tecnologia, excesso de competição, excesso de compromissos e zero limites e educação em casa também podem atrapalhar a estrutura da sociedade como um todo.

Foi pensando em tudo isso e planejando uma fuga para a lua que, para a minha surpresa, eu conheci duas mães maravilhosas que me fizeram ter de volta esperança na humanidade. E por isso é minha obrigação dividir.

Uma engenheira civil que construía hospitais e uma enfermeira com PHD, duas mulheres apaixonadas pela profissão mas que com muito amor e verdade decidiram largar o trabalho e se dedicar aos filhos. Até que o terceiro filho complete 5 anos. Significando privação de sono, de dinheiro e de tempo para elas mesmas. Sim, porque ninguém em sã consciência pode achar que é mais fácil ficar em casa e criar os filhos. Fique uma semana inteira (sem babá e empregada) e você vai ver. Mas elas não escolherem o fácil, escolheram o verdadeiro. Escolheram o que importa.

A vida não é uma corrida. Não é sobre quem tem o melhor carro, a melhor casa, ou vai aos melhores lugares. A vida não pode ser trabalhar e ligar a televisão depois de um dia exaustivo até esperar o final de semana quando se vai gastar um pouco (ou muito) dinheiro porque “merece”. A vida não pode ser ter filhos e lidar com a infância deles como se fosse um peso, um obstáculo e começar uma contagem regressiva para ver se passa logo. A vida precisa ser mais do que isso. E vai ser quando todo mundo entender que precisa prestar mais atenção no que importa. A fofoca, a foto no Instagram, a moda, as coisas que você compra com seu salário, as festinhas, tudo isso passa. Também passa a infância das crianças. E quando passar, você não vai conseguir se lembrar do que estava fazendo durante aqueles anos. Porque simplesmente não estava fazendo nada que importa.

Eu fiquei com o meu primeiro filho até ele completar 3 anos. Depois voltei a trabalhar em agência de publicidade porque precisávamos da grana. Em um ano pedi demissão e fui dar aula na faculdade só 2 manhãs por semana até minha filha mais nova completar 3 anos. Então recebi a proposta de ser coordenadora da agência da faculdade e meus olhos brilharam, meu coração pulou e eu aceitei. Trabalhava 4/5 horas por dia, mas precisei fazer pós a noite e com as distâncias de São Paulo, algumas vezes passava 7 horas por dia no carro entre uma obrigação e outra. E nessa época, (um ano) fiquei pouco tempo com meus filhos. Até que um dia eu vi na televisão duas mulheres super bem sucedidas se abrirem e com lágrimas nos olhos falarem que sentem muito por não ter passado tempo com os filhos durante a infância deles. A consequência chegou para elas e eu senti que ainda dava tempo de correr atrás do prejuízo. Pedi demissão (pela terceira vez) e fiquei com eles. Cheia de medo e insegurança, claro.

Decidimos mudar para Miami e ter menos dinheiro e ser mais família. Do começo do processo de mudança até o começo das aulas aqui, eu fiquei com as crianças por 6 meses. Sem escola, sem babá, sem empregada e na maior parte do tempo, só eu e os dois. Não foi fácil, claro. Uma vez uma psicóloga me disse que para eu resolver minha crise de identidade que surgiu com o nascimento do meu filho sem planejar, eu precisava me entregar por inteiro nisso. Agora eu entendo o que ela disse. O amor constrói, o amor une, o amor liberta. Ou como diz esse lindo trecho do poema do Drummond “Não é pois todo amor algo divino e mais aguda seta que o destino?”

A vida é dura e às vezes muito feia. Ter uma criança e poder vivenciar sua infância é um presente. E se você se importa com questões sociais e ambientais, cuide bem do seu filho pelo bem do planeta, pela paz. Mas se você só pensa em dinheiro, essa mesma psicóloga (que tem doutorado em Paris e sabe das coisas) disse que não existe plano de previdência melhor para os pais, do que estar presente na infância dos seus filhos.

Talvez você só precisa desligar a televisão, desligar o celular, parar de olhar o computador, se desconectar com o mundo lá fora e se conectar com seu filho, bem lá dentro.

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O limite entre minha corporalidade e o mundo ao meu redor

Rudolf  Steiner

Fonte: www.corpoconsciente.wordpress.com – clique e conheça

abraço

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“A experiência de  sermos  tocados, com qualidade  e presença,  nos devolve à morada da nossa alma  (o corpo físico). Restaura o sentido de pertinência  e  a relação do  nosso mundo interno com o externo torna-se um campo a ser  “tateado” com mais propriedade e segurança. Qualquer  relacionamento bem sucedido, depende da constante manutenção do Sentido do Tato.”

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O Sentido do Tato, traz a notícia do Limite entre minha corporalidade e o mundo ao meu redor.       “O  Sentido do Tato transmite o limite de si mesmo em relação ao outro. É uma vivência inconsciente; profunda de si mesmo”.

O Sentido do Tato é um dos meios para ter auto-estima –auto segurança. Eu preciso me sentir. Abraçado , o bebê se acalma, se sente.

De outro lado, me vivenciando, percebo que o mundo ao redor me segura, me dá segurança.  Percebo que o mundo não é só um buraco,um vácuo. O Tato me assegura confiança por permitir uma noção de limite. Mesmo que inconsciente , a confiança visceral em Deus nos é dada pela vivência do Tato- do apoio.

Processo Inconsciente , que gera a Vivência de Deus no mais visceral, profundo, que se vive como Ser Humano. O lugar mais profundo de cada um.

Confiança e Medo são os dois grandes pilares do Sentido do Tato. Medo é uma vivência inconsciente de que Deus não nos segura.

Todas as funções orgânicas são tranquilas quando a pessoa se sente segura. Sempre que a confiança abalar, vai sentir medo. Abala o sistema nervoso.

“Qualquer  relacionamento bem sucedido, depende da constante manutenção do Sentido do Tato”.

O CÉREBRO HUMANO TEM UM SISTEMA CRIADO ESPECIALMENTE PARA O TOQUE

A pele é o mais extenso órgão do sentido de nosso corpo e o sistema tátil é o primeiro sistema sensorial  a tornar-se funcional em todas as espécies até o momento pesquisadas .Talvez depois do cérebro , a pele seja o mais importante de todos os nossos sistemas de órgãos.

A pele, como uma roupagem contínua e flexível, envolve-nos por completo. É o mais antigo e sensível de nossos órgãos, nosso primeiro meio de comunicação, nosso mais eficiente protetor. O corpo é todo recoberto pela pele. Até mesmo a córnea transparente de nossos olhos é recoberto pela pele. A pele também se vira pra dentro para revestir orifícios como a boca, as narinas.

Na evolução  dos sentidos, o tato foi, sem dúvida, o primeiro a surgir. O tato é a origem de nossos olhos, ouvido, nariz e boca. Foi o tato que, como o sentido, veio diferenciar-se dos demais, fato este que parece estar constatado no antigo adágio “matriz de todos os sentidos”. Embora possa variar estrutural e funcionalmente com a idade, o tato permanece uma constante, o fundamento sobre o qual assentam-se todos os outros sentidos.

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Madre Teresa de Calcuta

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O trabalho de auto-conhecimento através dos contos de fadas

O conto de fada numa abordagem Junguiana

Marilene Tavares de Almeida

Fonte: www.eca.usp.br – clique e acesse

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“Os contos são mais do que ensinamentos, são uma verdadeira iniciação, misteriosa e mágica, quase sagrada. Como todas as obras de arte tradicionais, eles são sóbrios, em meios, mas ricos em símbolos e arquétipos. Os contos são um enigma cuja resolução deve ser procurada no nosso interior e não neles mesmos, são formas simbólicas pelas quais a psique se manifesta e que podem contribuir para a formação harmoniosa da criança. Há saídas para o ser humano, não somente a partir da coletividade, mas, sobretudo, a partir das metamorfoses de cada um – o caminho a que Jung chamou o “processo de individuação”. Para Jung, “individuação” significa tornar-se um ser único, dar a melhor expressão possível às nossas características pessoais e intrínsecas.”

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A cada dia me encantam mais e mais as histórias dos contos de fadas, talvez porque adoro ler entrelinhas e descobrir pontos de vista diversos. Com eles desato nós, desfaço (pré)conceitos. Aprendo que as histórias têm outras feições, outros jeitos, outras formas. Aprendo sob uma ótica diferente a reescrever a minha história ou histórias.

Para Jung os contos de fada têm origem nas camadas profundas do inconsciente, comuns à psique de todos os humanos, “dão expressão a processos inconscientes e sua narração provoca a revitalização desses processos restabelecendo assim a conexão entre consciente e inconsciente”.

Pertencem ao mundo arquetípico. O arquétipo é um conceito psicossomático, unindo corpo e psique, instinto e imagem. Para Jung isso era importante, pois ele não considerava a psicologia e imagens como correlatos ou reflexos de impulsos biológicos. Sua asserção de que as imagens evocam o objetivo dos instintos implica que elas merecem um lugar de igual importância.

Os arquétipos são percebidos em comportamentos externos, especialmente aqueles que se aglomeram em torno de experiências básicas e universais da vida, tais como nascimento, casamento, maternidade, morte e separação. Também se aderem à estrutura da própria psique humana e são observáveis na relação com a vida interior ou psíquica, revelando-se por meio de figuras tais como anima, sombra, persona, e outras mais. Teoricamente, poderia existir qualquer número de arquétipos.

Os mitos seriam como sonhos de uma sociedade inteira: o desejo coletivo de uma sociedade que nasceu do inconsciente coletivo. Os mesmos tipos de personagens parecem ocorrer nos sonhos tanto na escala pessoal quanto na coletiva. Esses personagens são arquétipos humanos. Os arquétipos são impressionantemente constantes através dos tempos nas mais variadas culturas, nos sonhos e nas personalidades dos indivíduos, assim como nos mitos do mundo inteiro.

Histórias representativas do inconsciente coletivo, oriundas de tempos históricos e pré-históricos, retratando o comportamento e a sabedoria naturais da espécie humana.

Os contos de fadas apresentam temas similares descobertos em lugares muitíssimo separados e distantes em diferentes períodos. Lado a lado com as idéias religiosas (dogmas) e o mito, fornecem símbolos com cuja ajuda conteúdos inconscientes podem ser canalizados para a consciência, interpretados e integrados.

São histórias desenvolvidas em torno de temas arquetípicos. Jung tinha como hipótese que sua intenção original não era de entretenimento, mas de que viabilizavam um modo de falar sobre forças obscuras temíveis e inabordáveis em virtude de sua numinosidade, que arrebata e controla o sujeito humano, e seu poder mágico. Os atributos dessas forças eram projetados nos contos de fadas lado a lado com lendas, mitos e, em certos casos, em histórias das vidas de personagens históricas. A percepção disso assim levou Jung a afirmar que o comportamento arquetípico poderia ser estudado de dois modos, ou através do conto de fadas e do mito, ou na análise do indivíduo.

Por isto seus temas reaparecem de maneira tão evidente e pura nos contos de países os mais distantes, em épocas as mais diferentes, com um mínimo de variações. Este é o motivo porque os contos de fada interessam à psicologia analítica.

Os contos de fadas, os mitos, a arte em geral, são formas simbólicas pelas quais a psique se manifesta e que podem contribuir para a formação harmoniosa da criança. Apesar das contingências externas, das conjunturas sócio-político-económicas, há saídas para o ser humano, não somente a partir da coletividade, mas, sobretudo, a partir das metamorfoses de cada um – o caminho a que Jung chamou o “processo de individuação”.

Para Jung, “individuação” significa tornar-se um ser único, dar a melhor expressão possível às nossas características pessoais e intrínsecas.

A criança ouve a história e ela pode levá-la a uma mudança pessoal, não porque a entenda (usando, portanto, o intelecto), mas sim porque as imagens que ela contém vão diretas ao seu inconsciente, vão “trabalhar” os seus conteúdos e resolver algum problema eventual.

Apesar das suas características ditas “universais”, o conto de fadas tem sofrido alterações ao longo do tempo, de acordo com os gostos conscientes ou inconscientes de cada geração. Tal como o mito, também o conto de fadas apresenta seres e acontecimentos extraordinários, mas, em contrapartida e tal como a fábula, tende a desenrolar-se num cenário temporal e geograficamente vago, iniciando-se e terminando quase sempre da mesma forma: “Era uma vez…” e “Viveram felizes para sempre.”

Devido ao poder e à simplicidade das suas imagens, são formas de nos ajudar a despertar e operam a diversos níveis da consciência. A análise do conto propõe-nos um atalho atraente para o interior de nós mesmos, e convida-nos a efetuar um verdadeiro trabalho de auto-conhecimento e de transformação.

Os contos são mais do que ensinamentos, são uma verdadeira iniciação, misteriosa e mágica, quase sagrada. Como todas as obras de arte tradicionais, eles são sóbrios, em meios, mas ricos em símbolos e arquétipos. Os contos são um enigma cuja resolução deve ser procurada no nosso interior e não neles mesmos.

No conto A Bola de Cristal, por exemplo, o príncipe parte em busca de sua princesa que espera ser libertada. Mas quando a encontra, ela parece-lhe abominável. Então ela diz: “O que vês não é o meu verdadeiro rosto. O Grande Mágico tem-me em seu poder. Por causa dele, os homens só podem ver-me sob esta forma horrível. Se quiseres contemplar a minha verdadeira aparência, vê-me no espelho. O espelho não se deixa enganar e mostrar-te-á a minha verdadeira face”. O herói olha para o espelho e vê nele o rosto, cheio de lágrimas, da moça mais bela do mundo.

O conto é um espelho mágico no qual somos convidados a mergulhar, a fim de nos reconhecermos. Não no sentido de nos afogarmos numa auto-contemplação estéril, como Narciso, mas antes no de nos observarmos tal e qual somos, para além das aparências.

Existe em cada um de nós uma princesa encantada que achamos feia e abominável: são os nossos recalques, que vivemos sob a forma de vergonha, inveja, cólera e desencorajamento, entre outros. Se aprendermos a ver esses instintos nesse espelho de verdade que são os contos, poderemos contemplar as verdadeiras belezas que habitam em nós e que choram enquanto aguardam a sua libertação.

Essas princesas só têm um herói: nós mesmos. É a nós que compete libertar o nosso reino interior e a princesa belíssima que nos espera. É a parte mais íntima do nosso ser que encontramos no espelho dos contos e que nos conduz à libertação e ao desabrochar pleno. Existe uma identidade perfeita entre nós e o conto. O conto é a nossa história. É a encenação metafórica de aspectos nossos que ignoramos, recusamos, ou que não sabemos ver tal e qual são. Se conseguirmos penetrar no espelho e reconhecer a nossa imagem, se escutarmos o conto para nele encontrarmos aspectos concretos da nossa existência, bastar-nos-á pôr em prática as suas propostas e viver a nossa vida segundo esse modelo de verdade.

Somos feitos da mesma maneira que os contos são feitos e a função dos contos é lembrar-nos isso mesmo. Se não nos lembramos, é porque estamos sob o feitiço de um Grande Mágico, que nos subjuga, seja através de condicionamentos mentais, seja através das representações falseadas da realidade.

O conto tem por fim acordar a nossa estrutura de verdade profunda, levar-nos a experimentá-la e a pô-la em movimento, a fim de que possamos harmonizá-la com o arquétipo ideal. É ele a chave de acesso a um maior auto-conhecimento.

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Madre Teresa de Calcuta

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Primeiro setênio – a atuação das forças vitais no corpo

Fonte: ABMA – Associação Brasileira de Medicina Antroposófica

corpo vital

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“O período que vai de 0 a 7 anos de idade – é fundamental, pois é quando as forças vitais estão trabalhando profundamente no corpo infantil, que multiplica em muitas vezes seu tamanho inicial, desde o nascimento. Em torno dos sete anos as forças vitais se metamorfoseiam em forças do pensar e a criança fica pronta para um aprendizado lógico. Devemos evitar que essas forças sejam desviadas de seu trabalho sobre o corpo nos primeiros anos de vida, por exemplo, antecipando a intelectualização das crianças. Uma alfabetização precoce ou dirigida erroneamente desvia as forças etéricas do corpo para o “pensar”. Como conseqüência, futuramente podemos ter adultos desvitalizados e que adoecem facilmente.”

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O primeiro setênio – período que vai de 0 a 7 anos de idade – é fundamental, pois é quando as forças vitais estão trabalhando profundamente no corpo infantil, que multiplica em muitas vezes seu tamanho inicial, desde o nascimento. Assim, a primeira dica é adotar o aleitamento materno.

O leite materno, além de ser o mais específico e equilibrado, contém as forças etéricas protetoras da mãe e reforça o vínculo de afeto tão essencial nessa fase. Em torno dos sete anos as forças vitais se metamorfoseiam em forças do pensar e a criança fica pronta para um aprendizado lógico. Devemos evitar que essas forças sejam desviadas de seu trabalho sobre o corpo nos primeiros anos de vida, por exemplo, antecipando a intelectualização das crianças.

Uma alfabetização precoce ou dirigida erroneamente desvia as forças etéricas do corpo para o “pensar”. Como conseqüência, futuramente podemos ter adultos desvitalizados e que adoecem facilmente.

Durante o primeiro setênio é importante sentir que o mundo é bom: calor, nutrição, favorecer o desenvolvimento neuro-psicomotor através de brinquedos pedagógicos, de histórias, muitas brincadeiras- também ao ar livre – e fantasias.

Assim, tudo que pudermos fazer para proteger e fortalecer essas forças vitais durante o começo da vida significará um trabalho preventivo para a saúde até o último setênio.

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O ponto fraco do ensino forte

Martha Mendonça

Fonte: www.revistaepoca.globo.com – clique e conheça

ponto fraco

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Em qual ambiente vc deseja que seu filho se desenvolva?

(  ) Em um ambiente tecnológico e dinâmico, onde vai aprender a ler com 5 anos para poder competir no moderno e concorrido mercado de trabalho, onde possam decorar regras gramaticais e fórmulas matemáticas para estimular ao máximo sua capacidade intelectual e se tornarem futuros líderes, custe o que custar

(  ) Em um ambiente tranquilo e em contato com a natureza, longe das pressões modernas onde podem desenvolver seus valores, capacidades e individualidade estimulando sua criatividade, imaginação e auto-estima em harmonia com o desenvolvimento intelectual para se tornarem mais humanos e felizes

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Foram os piores anos da minha vida.” A frase ainda é dita com sofrimento pela estudante carioca Chanel de Andrade Rodrigues, de 18 anos. Ela está no 1o ano da faculdade de artes, mas não esquece o período em que estudou no Santo Agostinho, do Rio de Janeiro, um dos colégios mais tradicionais e bem-conceituados do país. Do 7o ano do ensino fundamental ao 1o ano do ensino médio, passou seus dias perdida entre aulas que não acompanhava, um enorme volume de conteúdos para memorizar, provas difíceis, notas baixas e um séquito de professores particulares a cada final de ano letivo. Na escola, não gostava de sair para o recreio e não comia nada. Em casa, compensava a ansiedade comendo demais. Na escola anterior, menos rígida, onde tirava boas notas, costumava nadar e fazer aulas de dança. No Santo Agostinho, evitava as aulas de educação física. Chanel entrou em depressão e engordou 20 quilos.

A mãe tentou convencê-la a fazer terapia, mas ela se recusava. “Eu só queria ser invisível”, afirma. “Odiava a competitividade que estava sempre no ar.” Só depois que Chanel foi reprovada, no 1o ano, sua mãe decidiu trocá-la de escola. (Procurado por ÉPOCA, o Santo Agostinho não respondeu aos pedidos de entrevista.) O caso de Chanel é apenas um entre centenas que revelam uma realidade incômoda: o custo emocional alto – muitas vezes altíssimo – do modelo de eficiência adotado naquelas escolas que exigem alto desempenho dos alunos e garantem todo ano boas colocações nos melhores vestibulares.

Consideradas as melhores do país, quase sempre campeãs nas provas nacionais de avaliação, as escolas de ensino tradicional representam, na mente de muitos pais, uma esperança de sucesso para a vida dos filhos num mercado de trabalho competitivo. Apesar de seus resultados inquestionáveis e da procura crescente por escolas desse tipo, esse modelo agora começa a ser mais e mais questionado por seus efeitos colaterais.

O ensino tradicional surgiu na Europa do século XVIII como um modelo em que os alunos são ensinados e avaliados de forma padronizada. Ele se inspira na ideia de que a mente das crianças é uma tabula rasa, um espaço em branco sobre o qual os diversos conteúdos – gramática, matemática, ciências, história etc. – devem ser inscritos seguindo um método rigoroso de exposição e avaliação. Mais do que qualquer outra aptidão, valoriza o acúmulo de conhecimento: quanto mais fatos e fórmulas o aluno aprende, mais bem avaliado ele é.

Há, ainda, uma forte pressão por desempenho nas provas e um grande volume de conteúdo a estudar. As escolas tradicionais também costumam ser mais rígidas em regras de comportamento, como respeito ao horário, frequência às aulas, uso de uniforme e atitude no recreio. Apesar de ter incorporado conceitos pedagógicos mais modernos, a essência do modelo tradicional de ensino permanece a mesma – e a educação tradicional está em alta no mundo, com filas de espera para matrículas e salas abarrotadas de alunos.

A grande procura por uma vaga numa dessas escolas se explica pelo desempenho acima da média de seus alunos. No Brasil, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que classifica as escolas públicas e particulares a partir das notas tiradas numa prova feita pelos alunos, é decisivo para a família na hora de escolher onde matricular seus filhos. Há anos, os colégios mais tradicionais e rígidos ocupam o topo da lista. “É comum hoje em dia pais e mães compararem as posições das instituições em que seus filhos estudam. Se os resultados das escolas não são bons, bate o sentimento de que se está fazendo algo errado”, afirma Quézia Bombonato, presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

Em Vinhedo, no interior de São Paulo, uma escola aberta em 2001 mostra essa tendência. O Colégio de Vinhedo, que busca alunos de classe média alta, reproduz uma escola tradicional europeia. Os alunos usam uniformes formais, os professores vestem ternos e tailleurs. A própria decoração da escola parece de outro tempo – embora, dentro da sala de aula, haja lousas interativas, câmeras e laptops para cada aluno. Há ênfase no conteúdo e na disciplina. “Nossa ideia é resgatar valores que são esquecidos”, diz o diretor, Eduardo Cumone. “Também temos uma carga horária maior, para que haja melhores resultados.” A proposta da escola encontra eco nos pais. A procura triplicou nos últimos cinco anos. Em 2001, havia uma única turma por série; em 2012, haverá duas ou três.

Os rankings de avaliação também puxam a educação para o lado mais rígido em outros países. “Nos Estados Unidos, está havendo um retorno à tradição, amparado na crença de que pontos na competição internacional são importantes”, diz o psicólogo americano Howard Gardner, criador da Teoria das Inteligências Múltiplas, que propõe vários tipos de inteligência além daquela medida por testes de Q.I. Na Europa, acontece o mesmo. O Reino Unido é um bom exemplo. No fim de 2010, a Secretaria de Educação anunciou uma reforma no ensino que inclui o “retorno aos valores tradicionais”: mais conteúdo, mais disciplina – e até a obrigatoriedade de roupas s mais formais na rede pública, com aventais para as meninas e terno e gravata para os meninos. No anúncio, o secretário Michael Gove mostrou sua preocupação com a queda do país nos rankings mundiais de educação. “Vamos voltar ao topo”, disse.

O ensino tradicional ganhou ainda mais adeptos recentemente com o lançamento do livro Grito de guerra da mãe tigre. Nele, a advogada sino-americana Amy Chua relata sua experiência na criação de duas filhas com rigidez e exigências que beiravam o absurdo. Ambas eram proibidas de ficar abaixo do 1o lugar na classe e tinham de realizar atividades extracurriculares dificílimas escolhidas pela mãe – uma se tornou exímia violinista e a outra pianista. Pela defesa desses padrões quase marciais de ensino, Amy chegou a ser ameaçada de morte na internet. Mas seu livro entrou rapidamente na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos. Isso expõe o medo de toda a nação de se ver rebaixada nas listas internacionais de melhores alunos.

Para quem consegue seguir em frente e encarar tantas exigências, o ensino tradicional pode dar certo. Giulianna Freitas, de 12 anos, cursa o 7o ano do colégio Dante Alighieri, um dos mais antigos e tradicionais de São Paulo. Está lá desde os 3 anos. Ela diz que adora. Afirma tirar de letra as regras rígidas da escola, entre elas uniforme impecável e as restrições ao contato afetivo entre meninas e meninos. “Não me vejo em outro colégio”, diz. Sua mãe, a dentista Ana Claudia Garcia de Freitas, afirma ter escolhido o Dante pelos ótimos laboratórios e pelas bibliotecas. E também por ter sido sua escola – e a de sua mãe. “É uma tradição na família.”

Mas os educadores têm visto com ceticismo cada vez maior o sucesso desse modelo. Eles alertam sobre vários problemas que decorrem da estratégia convencional, baseada na combinação de competitividade e pressão por notas. A primeira limitação é a seleção natural que põe em prática. Esses colégios selecionam os alunos na hora da matrícula – com os famosos “vestibulinhos” – e, depois disso, acabam selecionando, pelo grau de dificuldade em acompanhar o ritmo, aqueles que ficam. “Valorizamos o conteúdo e somos inflexíveis em nossa filosofia de foco no professor, cultura clássica e disciplina”, diz Maria Elisa Penna Forte, supervisora do colégio carioca São Bento, que só aceita meninos e foi quatro vezes campeão nacional do Enem. “Os pais querem que os filhos se saiam bem aqui, mas, em muitos casos, isso não acontece. Aí o melhor é mudar de escola.”

A pressão por boas notas pode causar estresse e doenças emocionais. E não garante sucesso no futuro

São escolas que, naturalmente, funcionam para um perfil de criança. Nem sequer são a maioria. “No caso das escolas tradicionais e seus vestibulinhos, não são os pais que escolhem a escola. É a escola que acaba escolhendo os alunos que quer”, diz Victor Paro, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. Para ele, essa situação põe em xeque a própria qualidade desse tipo de ensino. Essas instituições têm as melhores médias de desempenho por terem a melhor pedagogia ou porque os alunos que passam pelo funil são os mais inteligentes, portanto serão os melhores, independentemente do método de ensino? “Certamente, elas têm valor. Mas é fato que, para entrar, os alunos já têm de ser bons”, diz Paro.

Uma das grandes dificuldades dos pais é aceitar que a maioria dos filhos não se enquadra ou não tem condição de acompanhar o grau de exigência das escolas mais competitivas. Alguns pais acreditam que tirar o filho da escola mais conceituada é sinal de fracasso. Insistem nela – e isso acaba pesando ainda mais sobre os ombros do estudante. “A criança sofre porque não tem o perfil para aquele tipo de colégio”, diz Fábio Barbirato, chefe do setor de Neuropsiquiatria da Infância e da Adolescência da Santa Casa, no Rio de Janeiro. “Os pais precisam conhecer o perfil de seus filhos.”

A política de seleção dos melhores não pode servir para educar a média das crianças, uma exigência social. Não há nada a opor a uma política de seleção rigorosa. Mas um país que precisa oferecer educação de qualidade para todos precisa se preocupar com aqueles que não passam por esse funil – a ampla maioria.

O ambiente de alta pressão tem ainda um custo emocional para aqueles que não se adaptam. Em geral, aumenta o nervosismo da criança, que fica exposta a um grau elevado de exigência antes de ter amadurecido. Os sintomas são noites maldormidas ou mesmo crises nervosas antes de algumas provas. Em alguns casos, o peso da cobrança pode gerar traumas. O médico Barbirato tem promovido uma cruzada contra os transtornos de ansiedade causados pela vida escolar. Diz que, diariamente, na clínica e em seu consultório particular, atende crianças em sofrimento decorrente da pressão dos estudos. Para Jorge Harada, chefe da área de Saúde Escolar da Sociedade Brasileira de Pediatria, o estresse dessas escolas desencadeia um processo orgânico que pode levar à perda da imunidade e causar até anemia. “Vivemos numa sociedade competitiva, mas a escola não pode ser uma fábrica de pessoas em série. É preciso respeitar as singularidades de cada um”, diz.

Nos Estados Unidos, a mãe de uma adolescente que recebeu diagnóstico de estresse agudo não se conformou em reclamar com a escola sobre o ritmo puxado das aulas e lições de casa. A advogada Vicki Abeles, depois de perceber que o drama de sua filha era vivido também em outras famílias, fez um documentário sobre o que chamou de massacre do ensino competitivo, imposto em quase todas as redes de escolas públicas americanas graças a incentivos do governo. O documentário, que ouviu dezenas de alunos e famílias que desenvolveram doenças emocionais por causa da alta pressão, virou sensação. Já arrecadou mais de R$ 10 milhões (custou R$ 800 mil), sem exibições em cinemas, apenas em escolas ou auditórios. “Quero que minhas filhas cresçam saudáveis e criativas. Não acredito no ensino que educa para tirar boas notas em rankings”, afirma Vicki (leia a entrevista na página 95).

Apesar da expectativa dos pais, o ensino tradicional, também não garante sucesso na carreira. “Mesmo no caso de crianças que suportam a pressão das escolas tradicionais, não existe certeza de que serão adultos bem-sucedidos”, diz Quezia Bombonato. “Muitas vezes são alunos com capacidade de absorção de conteúdos e boa memória, mas cujos dons específicos não são devidamente explorados.” Segundo Quezia, o processo completo de aprendizado de um jovem é formado de muitas variáveis. Se o que ele aprende não faz sentido para a vida, isso poderá ser percebido num futuro mais distante, quando ele estiver frente a frente com suas decisões profissionais. “As pressões que ele sofreu nos bancos escolares podem se transformar em problemas de percepção ou relacionamento na vida adulta, comprometendo o sucesso de suas realizações”, diz ela.

Diante dos efeitos colaterais da pressão educacional, muitos pais se voltam para as escolas com propostas alternativas. No geral, elas priorizam o estímulo aos talentos pessoais, as artes, o contato com a natureza e o lado emocional dos alunos. Existe o método construtivista, inspirado nas ideias do psicólogo suíço Jean Piaget, segundo o qual as crianças aprendem em conjunto e sempre usando a realidade de cada um como referência. A linha montessoriana, proposta pela pedagoga italiana Maria Montessori, foi uma das primeiras a inserir questões afetivas na educação. Na pedagogia Waldorf, do filósofo alemão Rudolf Steiner, o aprendizado anda de mãos dadas com atividades corporais e artesanais.

Essas alternativas também podem ser um caminho para o sucesso na vida real. Os americanos Larry Page e Sergei Brin, fundadores do Google, estudaram em escola montessoriana. Eles afirmam que a escola é um dos principais fatores de seu êxito empreendedor. Lá, segundo eles, aprenderam a trabalhar sozinhos, com ideias próprias. Dizem que a educação montessoriana lhes deu liberdade para perseguir seus sonhos e paixões. Outros inovadores da era digital, como Jeff Bezos, fundador da loja virtual Amazon, e Jimmy Wales, criador da Wikipédia, também vieram de escolas montessorianas.

Um dos apelos dessas linhas alternativas é oferecer um ensino que pretende despertar mais iniciativa e a criatividade das crianças. Isso pode ser salutar mesmo para os alunos que, aparentemente, se dão bem no esquema das escolas competitivas. Foi o que percebeu a empresária carioca Tatiana Queiroz, mãe de Artur, de 15 anos, e Olívia, de 12. “Eles tiravam boas notas, mas faziam tudo no automático. Sentia que não estavam motivados. O conteúdo era muita memorização e pouca análise”, diz. Quando os filhos entraram no ensino fundamental, Tatiana optou pelo tradicional Colégio Santo Inácio, pelos bons resultados nos rankings e pela disciplina que complementava os limites que ela estabelecia em casa. Com o tempo, sentiu falta de mais estímulo criativo para os filhos.

A maioria dos colégios tradicionais tem classes numerosas, e, por isso, o diálogo casa-escola fica difícil. Há dois anos, ela transferiu os dois filhos para um colégio alternativo.

“Descobri que cada filho é de um jeito.”

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Madre Teresa de Calcuta

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Brincar com os elementos da Natureza e seus psiquismos

Fonte: Aiuê Produtora – clique e conheça

brincar

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“O que está por trás do brincar com os elementos Terra, Água, Ar e Fogo?
Onde eles atuam no desenvolvimento da criança?”

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Madre Teresa de Calcuta

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A primeira sala de aula de todos nós: O útero

Thomas Verny e Pamela Weintraub

Fonte:  livro “O bebê do amanhã”

bebe no útero

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“Agora sabemos o que sempre nos pareceu verdade intuitivamente – que a separação entre psique e corpo, ou natureza e educação, é impossível. Todo processo biológico deixa uma impressão psicológica e todo evento psicológico modifica a arquitetura do cérebro.  Em  resumo:  as  primeiras  experiências  determinam  em  grande  parte  a arquitetura do cérebro e a natureza e extensão das faculdades mentais dos adultos.”

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Durante  a  última década,  descobertas  revolucionárias  na  área  da  Neurociência  e  da Psicologia abalaram teorias antigas a respeito das primeiras fases do desenvolvimento, demolindo nossas mais respeitáveis tradições de criação de filhos. As informações de laboratórios de primeira linha, como os de Yale, Princeton, Rockefeller e outros têm um alcance de tirar o fôlego. A partir do momento da concepção, o cérebro da criança é conectado a seu meio ambiente. A interação com o meio ambiente não é apenas um aspecto do desenvolvimento do cérebro, como se pensava; é um requisito absoluto que faz parte do processo desde os primeiros dias no útero.

Em geral, quando se trata das primeiras fases do desenvolvimento, os cientistas que não fazem  parte  do  campo  da  Neurociência  –  inclusive  aqueles  que  dão  aulas  em universidades  e  influenciam  a  opinião  pública  –  defendem  pontos  de  vista  mais tradicionais. A maioria dos geneticistas, por exemplo, ainda pensa que os genes são os fatores mais decisivos na determinação da maneira pela qual o cérebro se desenvolve. E,até  recentemente,  a  maioria  dos  psicólogos concordava que,  antes  dos  três  anos  de idade, a experiência tem uma influência limitada sobre a inteligência, as emoções e a estrutura do cérebro.

Porém, as últimas descobertas da Neurociência provam que essas ideias são incorretas. O cérebro é sensível à experiência ao longo de toda a vida, mas é a experiência tida durante os períodos críticos da vida pré-natal e imediatamente seguinte ao parto que organiza o cérebro. Nosso cérebro e, por extensão, nossa personalidade, emerge da interação complexa entre os genes com que nascemos e as experiências que temos.

Agora sabemos o que sempre nos pareceu verdade intuitivamente – que a separação entre psique e corpo, ou natureza e educação, é impossível. Todo processo biológico deixa uma impressão psicológica e todo evento psicológico modifica a arquitetura do cérebro.  Em  resumo:  as  primeiras  experiências  determinam  em  grande  parte  a arquitetura do cérebro e a natureza e extensão das faculdades mentais dos adultos.

Uma relação segura com um ou dois cuidadores principais leva a um desenvolvimento mais rápido  das  capacidades  emocionais  e  cognitivas.  Essas  interações  não  conferem só vantagens  temporárias  –  conferem  também  vantagens  permanentes,  por  serem  a ferramenta número um utilizada pela evolução para construir o cérebro.

Essas  descobertas  surgem  em  contraposição  a  conceitos  errados  sobre  o desenvolvimento infantil,  conceitos que nos deixaram perdidos durante anos e  anos. Não  podemos  mais  invocar  as  fases  abstratas  de  desenvolvimento  sugeridas  por pensadores como Freud e Piaget, que atribuíam pouquíssima percepção ou cognição à criança com menos de três anos de idade; por mais sedutoras que suas teorias tenham sido durante muitas décadas,  elas simplesmente não resistem ao rigor das modernas varreduras do cérebro, nem dos estudos duplo-cego feitos com os recém-nascidos. Não podemos mais apelar para a teoria da evolução de Darwin como prova de que os seres humanos  são  autômatos  inconscientes  impulsionados  pelos  genes  a  propagar impiedosamente a espécie e a sobreviver; a natureza social da construção do cérebro significa que isso é uma impossibilidade.  E não podemos mais ver os nossos filhos através das lentes da economia – perguntando-nos como a exposição à pobreza ou ao crime vai afetar a vida deles – a menos que também levemos em conta os fatores mais importantes da convivência com a mãe e o pai.

Escrevi O bebê do amanhã para construir uma ponte entre as polaridades – para fazer uma conexão entre as ideias problemáticas do passado e as verdades vislumbradas pelaciência – entre o poder da experiência e o poder dos genes. Vou descrever a interface entre a Psicologia (como a mãe ou o pai pega o bebê no colo) e a Biologia (o que acontece no corpo e no cérebro do bebê).

Há dez anos eu só poderia dar alguns palpites a respeito disso.  Hoje,  com base em centenas  de  descobertas  dignas  de  confiança  e  passíveis  de  verificação  feitas  pelas principais universidades e laboratórios do mundo, as respostas são certas e estão fadadas a mudar nossa maneira de criar os filhos e educar os jovens. Ao tomar os conceitos da Psicologia  e  traduzi-los  em  fenômenos  concretos,  mensuráveis  e  observáveis,  os neurocientistas revelaram a programação interna do ser humano para o desenvolvimento de muitas capacidades, como a capacidade de se relacionar socialmente, de ter empatia,de amar.

Quando e como os pais podem esculpir o cérebro em desenvolvimento para criar algo aparentemente tão fugidio quanto a bondade básica? Quando é tarde demais? Quando  é  que  a  depressão  e  a  violência  começam de  fato?  Será  que  os  pais  têm condições de eliminar as predisposições a esses estados antes de eles se tornarem – porto da a vida – profecias que parecem se realizar só por terem sido feitas e repetidas muitas e muitas vezes? As lições secretas da Neurociência e do desenvolvimento infantil dão respostas importantes a essas perguntas.

Um exemplo: a nova ciência do cérebro lançou um ataque esmagador contra a noção de que o aprendizado é mais ou menos constante durante os três primeiros anos de vida. O que as tomografias nos dizem é, ao contrário, que o aprendizado é na verdade explosivo, ocorrendo à medida que regiões diferentes do cérebro são ativadas – de acordo com o cronograma  –  para  o  desenvolvimento  de  capacidades  específicas,  da  linguagem  à música, passando pela matemática. Se você ensinar algo a seu filho quando a janela que dá para o aprendizado dessa capacidade estiver aberta, ele vai aprender rápido; se perder essa chance, essa capacidade vai ser difícil de adquirir mais tarde, se não for impossível.

Toda época definiu o cérebro em termos de suas principais tecnologias. Portanto, só há pouco tempo vimos a passagem da velha analogia do cérebro como circuito elétrico para o cérebro como computador. Embora o cérebro tenha certas coisas em comum com os  computadores,  ele  é  muito  mais  sutil  e  complexo.  Em  primeiro  lugar,  é  um organismo vivo capaz de crescer, multiplicar-se e morrer. Em segundo lugar – e este é um fator realmente crucial – ele é banhado por uma sopa bioquímica de hormônios, neurotransmissores e polipeptídios que lhe permitem estabelecer uma comunicação de mão  dupla  com  regiões  extensas  do  corpo.  São  essas  moléculas  mensageiras  que permitem às mães grávidas se comunicarem tão intimamente com seus filhos ainda por nascer e, mais tarde, são essas mesmas moléculas que determinam se temos tendência à depressão ou à alegria, à ansiedade ou à calma. Os computadores não têm consciência. Não sofrem, nem se alegram e, ao contrário dos leitores deste livro, carecem do desejo básico de tornar o mundo melhor para os jovens.

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Nesta quinta-feira em São Paulo:

bebe do amanhã 2

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Ritmo na infância é saúde pra toda vida

Fabi Corrêa

Fonte: www.antesqueelescrescam.com – clique e conheça

Velhice - Time_by_Yasny_chan

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“O ritmo, diário, semanal, mensal e anual, é essencial para a saúde. A vitalidade, a força que nos mantém saudáveis e com o corpo funcionando, e que se forma nos primeiros sete anos, se forma a partir desse ritmo durante o primeiro setênio. É o tal corpo etérico, ou o corpo vital.”

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Acabou a Copa, as férias estão chegando ao fim e o ano vai, finalmente, começar no Brasil. E qual foi a coisa mais gostosa dessas férias, com viagens ou não? Pra mim foi sair do rotina! Poder passar duas horas sentada à mesa do café da manhã ou ir dormir tarde sem medo de ser feliz – ou do despertador tocar às 5h50 OH, NO! Mas isso só tem graça porque é uma exceção na rotina e no ritmo do dia. No sítio em que passamos uma parte das férias, pudemos nos esbaldar. Dormir pouco – ou muito. Comer tudo duas vezes – ou não comer nada. Almoçar pizza e jantar milho com marshmallow na fogueira. Mas sabemos que ao final do mês vamos voltar para o arroz-feijão com abóbora diário, para a caminha depois do banho quente às sete da noite, para a lição de casa e para a aula de música às segundas-feiras. E isso também chama-se ritmo: uma pausa na rotina do ano para descansar, ver o mundo e recobrar as forças para o próximo semestre.

O ritmo, diário, semanal, mensal e anual, é essencial para a saúde. A vitalidade, a força que nos mantém saudáveis e com o corpo funcionando, e que se forma nos primeiros sete anos, se forma a partir desse ritmo durante o primeiro setênio. É o tal corpo etérico, ou o corpo vital.  Seu desenvolvimento  tem tudo a ver com o ritmo que estabelecemos para as crianças e como o mantemos ao longo da idade adulta. Claro que podemos viver toda uma vida ignorando que noite é para descansar e dia para trabalhar. Ou que de manhã precisamos abastecer nosso corpo para o dia e à noite comer um pouco menos pra dormir bem, mas uma hora a conta chega. Depois de anos deixando de lado tudo isso, é comum que venha uma crise de stress ou uma doença mais grave. Mas também é bom saber que quem teve uma infância com ritmo e até hoje cultiva isso, vai aguentar com mais saúde quando a vida exige algum tipo de sacrifício. Diz-se que as crises de burn out, um estresse extremo, estão ligadas ao desrespeito total e absoluto aos ritmos que tanto precisamos. E vale dizer que ritmo está ligado a rotina, mas não significa fazer natação na segunda e inglês na quarta. Isso é rotina. Ela ajuda a estabelecer os ritmos, mas para criarmos um ritmo precisamos nos ligar ao que acontece na natureza e ao que vem de dentro de nós. O dr. Alexandre, dentista antroposófico, falou da importância do ritmo para a saúde bucal aqui.

Fui buscar no livro Consultório Pediátrico (que infelizmente está esgotado, mas que você pode conseguir com alguma amiga ou em algum sebo), que é referência para os cuidados com as crianças a partir da visão antroposófica, a importância desse cultivo e como é que se faz isso. Pense na respiração. Para que a gente fique vivo, temos que ir de um extremo a outro constantemente e sem nunca parar, assim vivemos no equilíbrio. Quem inspira pouco tem problemas e quem expira pouco também. Pense no sono diário, período que nos recupera do trabalho e do cansaço do dia, que nos refaz e nos devolve a saúde que perdemos ao longo das horas acordados.

– Ritmo tem uma função reguladora e nos ajuda em qualquer processo de adaptação, por isso a gente relaxa quando estabelece horários para que os bebês mamem ou se alimentem (com exceção de quem pratica a livre demanda, o que não é meu caso e também não é a indicação da antroposofia).

– Ritmo substitui força. Tudo o que acontece ritmicamente tem um gasto de energia menor do que o que precisamos fazer fora do tempo habitual

– Ritmo gera hábitos. E todo mundo sabe que, pra conseguir qualquer coisa nessa vida, hábito é essencial. Seja pra fazer atividade física, estudar, comer bem, formar valores.

– Repetir conscientemente alguma coisa fortalece a vontade. E para as crianças de hoje em dia eu acho isso fundamental: é tão pouco esforço para conseguir qualquer coisa (claro que me refiro à classe média e daí pra cima), que falta vontade muitas vezes.

– Nos relacionamos com a natureza por meio do ritmo pois ele existe naturalmente no dia, no ano, nos planetas, nas plantas, no mar.

O Ritmo do recém-nascido e do bebê

Tudo o que nos adultos acontece de uma maneira sincronizada, não se dá do mesmo jeito no recém-nascido, desde processos metabólicos, hormonais, de sono. Por isso precisamos ensinar as crianças repetindo com elas o que mais tarde será seu ritmo. Uma criança que aos poucos vai ganhando hora certa pra sair da cama e voltar pra ela, que tem um horário certo para o banho, que “sabe” que toda tarde vai dar um  passeio no carrinho e que começa a ter horários para as mamadas, ganha harmonia no funcionamento de todo o organismo, seja dos rins, figado, estômago. Pois os órgãos também têm ritmo. Dar uma voltinha pela calçada ou pelo quintal de manhã para tomar sol e se dar conta que o dia começou, olhar a mãe ou o pai preparar o almoço durante a manhã, escutar os irmãozinhos chegarem da escola e saber que às cinco vem o banho, uma musiquinha de ninar e a hora de ir pro bercinho, dão segurança e trazem saúde para os órgãos.

O ritmo da semana, do mês, do ano

Os nomes de cada dia estão ligados aos planetas regentes desses mesmos dias em algumas línguas (inglês e espanhol, por exemplo. Assim, domingo é sunday (ou dia do Sol, em inglês) e sexta-feira é viernes (ou Vênus, em espanhol). Não é a tôa que isso acontece. Cada dia tem seu ritmo e podemos criar o nosso, baseados nessa força da natureza. Por exemplo, durante a semana o horário de dormir é sempre o mesmo. Aqui em casa, sete e meia da noite, mas cada família tem suas necessidades. Domingo pode ser mais livre, com passeios e waffle no café da manhã, justamente porque é um escape da rotina diária. Procuro receber os amiguinhos do Antonio também sempre no mesmo dia. De preferência na quinta, quando o ritmo de trabalho da semana já vai se relaxando e o final de semana está perto. Então meu filho já espera a quinta-feira pulando.

Na escola Waldorf, são cultivados os ritmos do ano com os trabalhos em torno das estações do ano e das festas, como a Páscoa, o dia de São João e o de São Micael, que marcam, cada uma, o começo de uma nova época para as crianças. Sim, são festas cristãs, mas mesmo as crianças que venham de outras crenças ganham muito com o cultivo do ritmo. Ao saber que tudo sempre vai se repetir, eles criam confiança e segurança na vida. Assim é o aniversário da criança, um ritmo que já falamos aqui, e que merece ser comemorado de um jeito muito especial. E, claro, temos as épocas do ano, que não são tão marcadas no Brasil, mas que se diferenciam por nos levar a uma espécie de respiração da alma: no verão ficamos mais para fora, saímos, e no inverno ficamos mais introspectivos, mais reflexivos, descansamos um pouco mais. Cultivar esse ritmo com a criança é ajudá-la a se ligar à natureza e à saúde que essa conexão traz.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Princípio dos Temperamentos

Fonte: João Pé de Feijão – Brinquedos inspirados na Pedagogia Waldorf – clique e conheça

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“Segundo a sabedoria grega, a constituição física do ser humano poderia ser agrupada de acordo com seus temperamentos. Os temperamentos são a maneira característica que um grupo de indivíduos tem em comum de se expressar, de se relacionar, de ver e viver o mundo. Conforme suas características, os elementos de cada grupo agem e reagem de maneira semelhante.”

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Rudolf Steiner seguiu algumas ideias herdadas da sabedoria grega, segundo as quais, a constituição física do ser humano poderia ser agrupada de acordo com seus temperamentos. Os temperamentos são a maneira característica que um grupo de indivíduos tem em comum de se expressar, de se relacionar, de ver e viver o mundo. Conforme suas características, os elementos de cada grupo agem e reagem de maneira semelhante. Baseado neste princípio, o conhecimento e o diagnóstico dos temperamentos pelo educador são questões básicas no ensino Waldorf. São quatro tipos básicos de temperamentos humanos: Colérico, melancólico, sanguíneo e fleumático.

Em geral, o professor terá em sua classe um equilíbrio entre os quatro temperamentos. Sua arte consistirá em atingi-los todos de maneira igual. Se ele se dirige de preferência aos alunos de um determinado temperamento, os outros vão criar-lhe problemas sérios. Donde a necessidade de atuar sobre todos. Esta capacidade deve ser desenvolvida, pois o professor terá, graças à sua própria índole, uma instintiva propensão para um ou outro temperamento. Um dos meios recomendados por Rudolf Steiner consiste em agrupar os alunos na sala de aula conforme os temperamentos, sentando-os juntos. Desse modo os sangüíneos, por exemplo, ficariam mais calmos, cansando-se mutuamente com sua turbulência; e os fleumáticos, exasperados pela indolência dos seus respectivos vizinhos, ficariam mais “nervosos” dentro das suas possibilidades.
De qualquer forma, o conhecimento dos vários temperamentos ajuda o professor a compreender os alunos e seu comportamento.

Sanguíneo – elemento Ar

A criança sangüínea pode também ser chamada de “aérea”. Seu corpo leve e ágil parece viver acima do chão. Nunca pára durante muito tempo, seus movimentos consistem em pulos; quando cai, não chora senão durante alguns segundos para logo voltar à alegria, que é seu estado predominante. Assim como não põe os pés firmemente sobre o chão, tampouco se fixa a uma ocupação. Da mesma forma, não se prende durante muito tempo a uma tarefa.

É geralmente inteligente, mas carece de perseverança e de concentração. Não gosta de comida pesada, e tem uma predileção por alimentos azedos e picantes Adormece facilmente e acorda rapidamente. De modo geral, sentimos nela um predomínio do elemento aéreo, isto é, dos processos da respiração e circulação. Em casos extremos, seu caráter tem uma tendência doentia para a superficialidade e para interesses fúteis. Não é pela força que o adulto consegue dominar esse temperamento. Ele tentará prender o interesse da criança sangüínea a uma ocupação ou a uma pessoa através de uma inclinação afetiva. Se ela for tomada de um verdadeiro amor, fixar-se-á mais demoradamente no objeto de sua afeição.

Convém lembrar que a infância em geral tem algo sangüíneo em comparação com as outras idades. É uma característica da criança não ligar-se com extrema seriedade àquilo que a circunda. A alegria e uma inconstância graciosa – lembrando um pequeno passarinho – são qualidades que, mantidas dentro de certos limites, sempre nos sensibilizam, provindas de qualquer criança.

Melancólico – elemento Terra

O temperamento melancólico é, em todos os sentidos, oposto ao sanguíneo. Em vez da leveza e da alegria, temos o peso e a tristeza. A criança melancólica foge ao contato com o mundo ambiente. Ela cria dentro de si um mundo imaginário em que gosta de se isolar, embora esteja, no fundo, ávida e afeição e de compreensão. Seu próprio corpo parece ser um fardo.

Seus movimentos são lentos e desajeitados, contrastando com a agilidade da criança sangüínea. Por isso, a criança melancólica não é, em geral, facilmente aceita pelos colegas; isso reforça sua tendência à solidão e ao ensimesmamento. Não tendo contatos fáceis com o mundo real, ela cria dentro de si um mundo imaginário onde lhe cabe o lugar de honra e de destaque que não consegue ocupar na vida: a criança se transforma em herói, em princesa, em autor de infinitas proezas.

O ensimesmamento conduz a um egocentrismo exagerado. Como o corpo não é dominado pela criança, ele se transforma em algo pesado e hostil. A criança melancólica tem uma tendência para doenças, qualquer dor ou mal-estar a arrasa, e ela se compraz, de certa forma, no papel de um pequeno mártir. Sua sensibilidade, tanto física como psíquica, é extrema.

O melancólico come pouco e sofre, muitas vezes, de problemas de digestão. Em compensação, gosta de doces e de balas. Sua vontade é fraca, ele leva muito tempo para acordar, e adormece com dificuldade. Em geral, a criança melancólica tem horror ao frio, aos exercícios físicos, aos jogos violentos.

A amargura diante da vida reflete-se na denominação deste temperamento: melancolia significa a presença de “bílis preta”. A melancolia só pode ser superada por muito calor: seja pelo afeto e compreensão que vem de fora, seja por um calor da alma que nasce quando a criança tem a sua atenção desviada para outras pessoas que sofrem ainda mais do que ela própria. Daí o seu pendor para contos tristes e sentimentais. Em vez de exercícios esportivos violentos, convêm fazê-la participar de movimentos rítmicos e musicais; sua arte preferida, aliás, é a música.

Enquanto o temperamento sangüíneo está relacionado com o elemento “ar”, o melancólico tem grande afinidade com o peso da matéria sólida, isto é, com o elemento “terra”.

Colérico – elemento Fogo

Não é difícil nos convencermos da ligação entre o temperamento colérico e o “fogo”. A criança colérica é em geral pequena e atlética. Seus membros são curtos, a nuca forte e grossa, de modo que todo o corpo contém algo da força concentrada e retida de um touro. Mas esse período de concentração não dura muito. À primeira ocasião, o colérico “estoura” numa atitude de violência descontrolada fora de proporção com a causa do incidente.
Uma vez terminado o acesso de raiva, o colérico será o primeiro a lamentar seu comportamento, e tomará as melhores resoluções – até a próxima vez.

É nesses intervalos que o colérico é acessível; tentar retê-lo ou argumentar com ele durante a explosão é inútil e serve apenas para torná-lo ainda mais furioso. Mas, nos intervalos “normais”, ele sofre da sua falta de autocontrole. Em geral, seu temperamento tem também muitos aspectos positivos: é uma criança responsável, perseverante, corajosa e aplicada. Nem sempre aprende com facilidade, mas sua energia é dirigida tanto a ela própria quanto ao mundo exterior. Todo o seu ser é dominado pela vontade, e ela joga toda a sua personalidade para realizá-la. O colérico é o líder nato; seus conceitos de moralidade são simples e, às vezes simplistas: o mal tem de ser contido com toda a energia.

O tratamento do temperamento colérico requer muita paciência e compreensão. Reagir com violência apenas faz a situação piorar.

A melhor maneira de canalizar o excesso de forças represadas consiste em impedir o represamento: exigir da criança colérica grandes esforços físicos, até o limite da sua capacidade. Convém até colocá-la em situações em que suas forças são insuficientes para levar a cabo uma tarefa, nesse caso, ela será tomada de um sentimento benfazejo de vergonha, ao constatar que não é o “tal”, vencedor de todos os obstáculos.

Como o colérico faz questão de ignorar qualquer acesso de sentimentalidade, outra abordagem deste temperamento difícil e complexo consiste em desenvolver nele sentimentos de carinho e amor. Se o colérico encontra ideais e objetos elevados para sua veneração, seu autocontrole será mais fácil. Nunca se deve tratar coléricos com ironia ou críticas mesquinhas, pois atrás das aparências duras e violentas, em geral se esconde uma alma delicada e sedenta de carinho.

Fleumático – elemento Água

Na criança fleumática observamos uma nítida preponderância dos processos “viscerais”, isto é, do elemento “água”. O corpo gorducho, a sonolência quase crônica, a falta de interesse para com o que acontece ao seu redor, indicam que o fleumático está absorvido por seus processos metabólicos. Vive num sonho constante, do qual detesta ser tirado. Sua fantasia é medíocre, mas, em compensação, ele é muito ordeiro e perseverante.

Aliás, seria errado considerar no temperamento fleumático apenas os lados negativos. A constância dos sentimentos conduz a uma bondade em relação aos colegas, e a uma fidelidade fora do comum. Atrás da impassividade da sua expressão esconde-se muitas vezes uma inteligência prática considerável, e a lentidão em captar impressões e conhecimentos novos é compensada pela perseverança, pela calma e pelo espírito metódico.

O fleumático também é um introvertido; mas ele não sofre disto, como o faz o melancólico; ele aprecia não ser incomodado. Grande parte da sua atenção se concentra na comida e na alimentação – primeira fase dos processos metabólicos que predominam seu temperamento. Nas atividades artísticas, aparece freqüentemente um senso estético bem desenvolvido; contudo, a força do fleumático estará menos na inspiração genial do que na execução esmerada e na regularidade de exercícios.

O tratamento do fleumático consiste principalmente em despertar-lhe a consciência e a atenção. Como tem tendência para dormir muito, devem-se reduzir as horas de sono. Em vez de sopas, pudins e doces que ele adora, convém aumentar o consumo de frutas, saladas e alimentos bem salgados. De modo geral, é preciso lutar contra a gordura e exigir movimentos físicos.

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Madre Teresa de Calcuta

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A vida secreta da criança por nascer

Thomas Verny e Pamela Weintraub

Fonte:  livro “O bebê do amanhã”

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“As mulheres grávidas e seus filhos ainda por nascer  conseguem  perceber  os  pensamentos  e  sentimentos  uns  dos  outros;  faz diferença sermos concebidos com amor, com pressa ou com raiva, e se a mãe deseja ou não a gravidez;  os pais  se  saem melhor  quando vivem num ambiente  calmo e estável,  quando não têm vícios e quando têm o apoio dos familiares e amigos. A conclusão que genética não é destino, que o meio ambiente é da maior importância para o desenvolvimento, coloca uma nova responsabilidade sobre os ombros dos pais, mas também oferece uma nova oportunidade.”

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UM NOVO PARADIGMA PARA A CRIAÇÃO DOS FILHOS

Uma nova ciência do cérebro prova que a emoção humana e o senso de identidade originam-se  não  no  primeiro  ano  após  o  nascimento,  mas  muito  antes  –  no  útero. Quando sugeri este conceito pela primeira vez em meu livro de 1981, A vida secreta da criança por nascer, ele foi considerado controvertido.

Talvez porque, naquela época, a pesquisa ainda fosse preliminar. Expus-me à crítica notória da comunidade científica. Enquanto os cientistas vociferavam, grandes segmentos do público, mães em particular, aceitaram prontamente as conclusões: que as mulheres grávidas e seus filhos ainda por nascer  conseguem  perceber  os  pensamentos  e  sentimentos  uns  dos  outros;  que  faz diferença sermos concebidos com amor, com pressa ou com raiva, e se a mãe deseja ou não a gravidez;  que  os pais  se  saem melhor  quando vivem num ambiente  calmo e estável,  quando não têm vícios e quando têm o apoio dos familiares e amigos.

Nos últimos  dez  anos,  dúzias  de  demonstrações  e  milhares  de  estudos  e  conclusões  de pesquisas revalidaram minhas ideias originais, principalmente a respeito do papel crítico que  as  experiências  pré-natais  e  primeiras  experiências  pós-natais  desempenham no desenvolvimento da personalidade e da psique. Mas  isso  não  é  tudo.

Com  base  em  algumas  extraordinárias  técnicas  novas,  os neurocientistas também mapearam a biologia do vínculo e do afeto. Quando a mãe olha amorosamente nos olhos do filho recém-nascido, o corpo desse bebê recebe uma injeção de  hormônios  que  levam  à  socialização  e  à  empatia  e  seu  cérebro  é  literalmente programado para a capacidade de amar (o termo científico é “dotado da capacidade de amar”).

A pesquisa prova que, no decorrer dos primeiros anos de vida, o cérebro do bebê sintoniza-se constantemente com o cérebro da pessoa que cuida dele para produzir os neurotransmissores e hormônios certos na sequência apropriada; essa programação determina, em grande medida, a arquitetura do cérebro que o indivíduo vai ter durante a vida toda. Uma sintonização incompleta ou inadequada pode lesar as redes nervosas do córtex pré-frontal, a sede de nossas funções humanas mais avançadas, produzindo desde uma  vulnerabilidade  prolongada  até  problemas  psicológicos.  Mas,  quando  a programação é adequada, a criança é dotada de um verdadeiro manual de instruções para ter saúde. Mesmo que inconsciente, o fluxo constante de mensagens verbais e não-verbais enviados pelos pais e outros responsáveis interage com a biologia para regular o crescimento do cérebro.

Os novos estudos revelam que toda experiência dos primeiros tempos, da concepção em diante, afeta materialmente a arquitetura do cérebro. Da viagem até o canal vaginal por onde vai nascer, até as tardes na pracinha, a criança vai registrar cada experiência que tiver no circuito de seu cérebro. Sempre que a mãe acaricia seu bebê, sempre que o pai brinca com a filha ou filho, estes atos fisiológicos são convertidos instantaneamente em processos neuro-hormonais que transformam o corpo e criam os circuitos do cérebro da criança. Toda vez que uma criança é traumatizada ou sofre maus tratos, a integridade do circuito é ameaçada; se o trauma for muito profundo, a arquitetura do cérebro ficará lesada de forma permanente.

Tudo o que a mãe grávida sente e pensa é comunicado por meio de neuro-hormônios a seu filho por nascer, tão inevitavelmente quanto lhe são transmitidos o álcool e a nicotina. Assim como o vírus de um computador corrompe gradualmente os programas de qualquer sistema que ele infecta, também a ansiedade,depressão ou estresse da mãe alteram a inteligência e a personalidade, pois recriam aos poucos os circuitos do cérebro.

A conclusão que genética não é destino, que o meio ambiente é da maior importância para o desenvolvimento, coloca uma nova responsabilidade sobre os ombros dos pais,mas também oferece uma nova oportunidade. As lições da Neurociência, da Psicologiado nascimento e do desenvolvimento inicial, ainda desconhecidas por grande parte do público e até pela maior parte dos especialistas, vai transformar a arte de criar os filhos.

No passado, sabíamos que a estimulação era uma coisa boa. Mas qual o melhor tipo,quanto e feita por quem? Será que o tom de voz da mãe faz diferença e, se a criança deve ser exposta à música quando ainda está no útero, de que tipo essa deve ser?

Quando eu era pai de uma criança pequena, só conseguíamos responder intuitivamente a essas perguntas. Hoje as mães e os pais podem consultar um mapa rodoviário baseado em estudos conclusivos que esclarecem a teia complexa de influências essenciais para a construção de um cérebro humano.

Existem lições secretas da criação de filhos para que as crianças tenham a saúde, a capacidade, a paixão, o bom humor e o caráter  duradouros  do  bebê  de  amanhã…

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Madre Teresa de Calcuta

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Carreira e o Futuro

Qual a relação entre o que faço hoje e minha missão de vida

Hélcio Padrão Diretor e Consultor da Vitadenarium

Fonte: Vitadenarium – clique e conheça

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“Por que razão eu nasci neste mundo? Eu tenho uma missão a cumprir? Qual a relação entre minha missão de vida e o meu vir a ser? É possível fazer o que realmente acredito? E se fizer o que acredito, será possível me sustentar financeiramente? Qual a relação entre o que faço hoje e minha missão de vida? O trabalho pode ser prazeroso? O que realmente eu quero realizar de concreto nesta vida?”

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Por que razão eu nasci neste mundo? Eu tenho uma missão a cumprir? Qual a relação entre minha missão de vida e o meu vir a ser? É possível fazer o que realmente acredito? E se fizer o que acredito, será possível me sustentar financeiramente? Qual a relação entre o que faço hoje e minha missão de vida? O trabalho pode ser prazeroso? O que realmente eu quero realizar de concreto nesta vida?

Estas perguntas são comuns na vida de qualquer jovem, quando da escolha de sua profissão, e retorna com mais força por volta dos 28 anos, dos 35 e pode acompanhá-lo até o fim de sua vida. A carreira e a vocação há muito tem sido a questão central na vida da maioria das pessoas. Isso não foi sempre assim, se pensarmos que antes da revolução industrial os filhos geralmente seguiam o ofício do pai.  Hoje temos uma incrível liberdade de escolha, com infinitas possibilidades, pois a maioria das profissões do futuro sequer foram criadas. Mas esta liberdade também traz muitas dúvidas, incertezas e inseguranças. Será que vai dar certo o que eu quero fazer? E se não der, como vou sobreviver?

Até por volta dos 28 anos as pessoas normalmente se dispõem a realizar tarefas, a cumprir o que lhe é solicitado, pois ele está ávido por aprender e também porque se encontra em uma fase que necessita buscar uma estabilidade financeira, comprar uma casa, constituir família, etc. Mas chega uma hora que isso não mais o satisfaz: sente então a necessidade de que sua profissão faça sentido para ele, busca reconhecer o que gosta de fazer, o que lhe dá prazer. Aí vem a pergunta: devo sempre fazer meu dever, cumprir minhas obrigações, num constante “tem que fazer”, ou poderia buscar uma alternativa onde eu pudesse fazer algo à partir do amor à ação? Posso ser realmente livre se continuar sempre no “tem que…”, e como fazer uma virada do “tem que” para o “fazer por amor”?

Quando um ser humano reconhece seus potenciais, seus talentos e acredita realmente neles, e do mesmo modo desenvolve uma habilidade de reconhecer as necessidades do mundo, à partir é claro de sua área de interesse, de seus talentos, ele então começa abrir a porta que lhe permitirá fazer esta tão sonhada transição. Quando isso acontece, quando a ação está dirigida realmente para as pessoas que ele se dispõe a servir, e promove ao mesmo tempo um bem para a sociedade, e se este está tão convicto de sua visão de realização no futuro que o faz persistir e enfrentar os desafios do caminho, a sustentabilidade financeira acontece como consequência, no momento que ele estiver maduro o suficiente para cumprir o que se propos a fazer. Isso pode acontecer à partir da criação de um novo empreendimento, ou mesmo transformando sua forma de atuar dentro da própria instituição onde trabalha. Isso não importa tanto, desde que este consiga se harmonizar com seu ambiente e busque realizar o que faz sentido para ele, o que ele acredita que trará excelentes resultados para todos.

O homem tem hoje como grande desafio se individualizar; e esta individuação é uma capacidade inerente apenas ao ser humano. E cada ser humano é um ser único, e com dons e talentos infinitos. Mas somente quando se torna criativo, quando cria à partir de si, do que brota do seu mais íntimo querer, este ser humano pode realmente se tornar único, individualizado. Enquanto segue ordens ou faz algo por imitação este ser deixa de ser ele próprio, e sendo assim não pode ser tornar consciente de quem realmente é. O desenvolvimento da consciência só pode acontecer para aqueles que se arriscam ser eles próprios, aqueles que encontram a coragem de expor o que vive em seu mais íntimo, o que possui de mais belo e verdadeiro.

Muitas pessoas podem indagar então: se todos fizerem apenas o que amam fazer, as tarefas mais árduas deixarão de ser realizadas. Mas isso é exatamente o contrário. Quando alguém age por amor à ação ele se dispões a lidar com todos os desafios, com todas as dificuldades, pois tem a consciência de sua missão, do que precisa fazer, e se entrega de corpo e alma à sua tarefa. Gandhi e Mandela amavam o que faziam e se prontificaram até morrer pelo que queriam realizar no mundo. E graças à visão de futuro que acreditavam ser possível tornar realidade eles se tornaram grandes homens, e foram reconhecidos pelo bem que proporcionaram à humanidade, mesmo quando muitos tentaram dissuadi-los.

Ao mesmo tempo as organizações têm então como desafio permitirem que seres humanos possam expressar sua criatividade; e não deveriam fazer isso apenas por querer fazer algo de bom, mas principalmente para sobreviverem. Onde as pessoas atuam por amor e sentem a possibilidade de se tornarem criativas, as inovações e as melhorias constantes se tornam possíveis. E esta semente do novo não encontrará solo  fértil onde se cultiva uma postura competitiva que só gera pressão e o medo. A criatividade humana encontrará espaço onde houver cooperação e confiança entre seus membros.

A humanidade está carente de pessoas que se aventuram no caminho da liberdade, e de criarem instituições sustentáveis que promovam o bem estar social.

Se conectar com sua missão de vida tem uma íntima relação com a liberdade, amorosidade e desenvolvimento humano e, principalmente, com a construção de um mundo melhor para todos.

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Por que não explicar tudo para a criança pequena

Pilar Tetilla Manzano Borba

Fonte: Pedagogia Waldorf Joinville – clique e conheça

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“O ser humano leva 21 anos para adquirir maior consciência das coisas. Esse tempo é o tempo que o sistema nervoso central leva para mielinizar todas suas células nervosas, isto é, deixa-las maduras. Essa bainha de mielina é a responsável pelas conexões nervosas (sinapses) entre os neurônios. A criança não tem consciência das coisas como nós adultos já a temos. Ela não tem discernimento, crítica e julgamento ainda sobre as coisas da vida. Ter consciência significa fazer as sinapses entre os neurônios. Nas sinapses há um dispêndio de energia muito grande. Quando exigimos da criança que aprenda algo com a cabecinha, ou entenda as coisas como nós queremos que ela entenda, estamos fazendo com que ela use essas forças formativas que estão plasmando os órgãos para a compreensão e o entendimento e aí nós as desvitalizamos e promovemos uma má formação dos órgãos para o resto de suas vidas!”

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O ser humano leva 21 anos para adquirir maior consciência das coisas. Esse tempo é o tempo que o sistema nervoso central leva para mielinizar todas suas células nervosas, isto é, deixa-las maduras. Essa bainha de mielina é a responsável pelas conexões nervosas (sinapses) entre os neurônios.

Nos primeiros anos de vida, até a troca dos dentes, por volta dos seis anos, a mielinização para a aprendizagem está sendo formada. A consciência da criança está ainda num estado de sono nesta etapa da infância,ou seja, ela não tem consciência das coisas como nós adultos já a temos. Por isso que a criança é criança e depende de nós para tudo. Ela não tem discernimento, crítica e julgamento ainda sobre as coisas da vida.

Ter consciência significa fazer as sinapses entre os neurônios. Nas sinapses há um dispêndio de energia muito grande. Por isso que quando prestamos atenção em algo ou quando usamos por demais nossos órgãos dos sentidos nos sentimos cansados. À noite necessitamos dormir para repor essa energia gasta durante o dia de vigília, de atenção a tudo.

Em antroposofia costumamos dizer que nos sete primeiros anos o corpo da vida ( vital, ou etérico) da criança está sendo plasmado, formado. Seus órgãos ao nascer não estavam de todo amadurecidos e para que esse amadurecimento ocorra é necessário ter energia, vitalidade. Lembre-se sempre que consciência é gasto de energia, é queima de substância cerebral.

O cérebro também é um órgão e ele é a base para o pensamento. Se a criança até três anos está formando cérebro para pensar como é que ela pode usá-lo pensando? Não se cozinha feijão numa panela que ainda está sendo feita! Como a criança ainda não tem a coordenação fina pronta porque lhe dar um lápis, uma agulha? Se ela ainda não se administra nos perigos porque lhe dar a tesoura, a faca?

Outros órgãos como o fígado, pulmões, coração, rins, estão amadurecendo também e quando exigimos da criança que aprenda algo com a cabecinha, ou entenda as coisas como nós queremos que ela entenda, estamos fazendo com que ela use essas forças formativas que estão plasmando os órgãos para a compreensão e o entendimento e aí nós as DESVITALIZAMOS e promovemos uma má formação dos órgãos PARA O RESTO DE SUAS VIDAS!

Já está provado pela ciência que o avanço da doença ALZHEIMER é também decorrente de uma exigência precoce do sistema neurosensorial na infância. Rudolf Steiner cita muitas vezes esse fator em seus livros. Por isso que a Pedagogia Waldorf, por estar baseada numa ciência antroposófica, preocupada em formar seres humanos saudáveis, verdadeiros e livres, é totalmente contra a alfabetização precoce. Essa pedagogia prima por excelência pela saúde física, emocional, mental e espiritual da criança e do adolescente principalmente no período de seu desenvolvimento.

Hoje, com essa mania de escolarização precoce, as crianças de um modo geral estão muito doentes: depressão, dores de barriga, dores de cabeça, pedra nos rins, pneumonia, cansadas, entediadas, tristes apáticas… O que estamos fazendo com nossas crianças?

As crianças aprendem pelo movimento e pela repetição. Se quiser que ela atenda uma ordem faça o que quer que ela faça: coma você com a boca fechada se quer que assim o aprenda; fale você mais baixo; feche a porta você sem bater; escove você os dentes com a torneira fechada; seja você carinhoso com ela, e assim por diante. Na infância as crianças aprendem pela IMITAÇÃO do que você faz e não pela palavra, pelo sermão. Mas, é óbvio que precisamos conversar com ela para que aprender a falar; mas devemos saber o que falar e o que não falar.

Deixe que a criança descubra o mundo por si mesma, vivenciando-o; experimentando-o; incorporando-o e, sobretudo, aprendendo ao vivo e não através da mídia. Promova-lhes as oportunidades. Quanto mais a criança descobrir por si através do movimento, do equilíbrio e dos seus órgãos dos sentidos, mais ela fará conexões nervosas e quanto mais sinapses ele tiver feito na infância por ela mesma mais espaço no cérebro ela terá para a aprendizagem posterior cognitiva.

Conheça mais sobre a Pedagogia Waldorf – clique aqui!!!

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Madre Teresa de Calcuta

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Por que não explicar tudo para a criança pequena

Pilar Tetilla Manzano Borba

Fonte: Pedagogia Waldorf Joinville – clique e conheça

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“O ser humano leva 21 anos para adquirir maior consciência das coisas. Esse tempo é o tempo que o sistema nervoso central leva para mielinizar todas suas células nervosas, isto é, deixa-las maduras. Essa bainha de mielina é a responsável pelas conexões nervosas (sinapses) entre os neurônios. A criança não tem consciência das coisas como nós adultos já a temos. Ela não tem discernimento, crítica e julgamento ainda sobre as coisas da vida. Ter consciência significa fazer as sinapses entre os neurônios. Nas sinapses há um dispêndio de energia muito grande. Quando exigimos da criança que aprenda algo com a cabecinha, ou entenda as coisas como nós queremos que ela entenda, estamos fazendo com que ela use essas forças formativas que estão plasmando os órgãos para a compreensão e o entendimento e aí nós as desvitalizamos e promovemos uma má formação dos órgãos para o resto de suas vidas!”

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O ser humano leva 21 anos para adquirir maior consciência das coisas. Esse tempo é o tempo que o sistema nervoso central leva para mielinizar todas suas células nervosas, isto é, deixa-las maduras. Essa bainha de mielina é a responsável pelas conexões nervosas (sinapses) entre os neurônios.

Nos primeiros anos de vida, até a troca dos dentes, por volta dos seis anos, a mielinização para a aprendizagem está sendo formada. A consciência da criança está ainda num estado de sono nesta etapa da infância,ou seja, ela não tem consciência das coisas como nós adultos já  a temos. Por isso que a criança é criança e depende de nós para tudo. Ela não tem discernimento, crítica e julgamento ainda sobre as coisas da vida.

Ter consciência significa fazer as sinapses entre os neurônios. Nas sinapses há um dispêndio de energia muito grande. Por isso que quando prestamos atenção em algo ou quando usamos por demais nossos órgãos dos sentidos nos sentimos cansados. À noite necessitamos dormir para repor essa energia gasta durante o dia de vigília, de atenção a tudo.

Em antroposofia costumamos dizer que nos sete primeiros anos o corpo da vida ( vital, ou etérico) da criança está sendo plasmado, formado. Seus órgãos ao nascer não estavam de todo amadurecidos e para que esse amadurecimento ocorra é necessário ter energia, vitalidade. Lembre-se sempre que consciência é gasto de energia, é queima de substância cerebral.

O cérebro também é um órgão e ele é a base para o pensamento. Se a criança até três anos está formando cérebro para pensar como é que ela pode usá-lo pensando? Não se cozinha feijão numa panela que ainda está sendo feita! Como a criança ainda não tem a coordenação fina pronta porque lhe dar um lápis, uma agulha? Se ela ainda não se administra nos perigos porque lhe dar a tesoura, a faca?

Outros órgãos como o fígado, pulmões, coração, rins, estão amadurecendo também e quando exigimos da criança que aprenda algo com a cabecinha, ou entenda as coisas como nós queremos que ela entenda, estamos fazendo com que ela use essas forças formativas que estão plasmando os órgãos para a compreensão e o entendimento e aí nós as DESVITALIZAMOS e promovemos uma má formação dos órgãos PARA O RESTO DE SUAS VIDAS!

Já está provado pela ciência que o avanço da doença ALZHEIMER é também decorrente de uma exigência precoce do sistema neurosensorial na infância. Rudolf Steiner cita muitas vezes esse fator em seus livros. Por isso que a Pedagogia Waldorf, por estar baseada numa ciência antroposófica, preocupada em formar seres humanos saudáveis, verdadeiros e livres, é totalmente contra a alfabetização precoce. Essa pedagogia prima por excelência pela saúde física, emocional, mental e espiritual da criança e do adolescente principalmente no período de seu desenvolvimento.

Hoje, com essa mania de escolarização precoce, as crianças de um modo geral estão muito doentes: depressão, dores de barriga, dores de cabeça, pedra nos rins, pneumonia, cansadas, entediadas, tristes apáticas… O que estamos fazendo com nossas crianças?

As crianças aprendem pelo movimento e pela repetição. Se quiser que ela atenda uma ordem faça o que quer que ela faça: coma você com a boca fechada se quer que assim o aprenda; fale você mais baixo; feche a porta você sem bater; escove você os dentes com a torneira fechada; seja você carinhoso com ela, e assim por diante. Na infância as crianças aprendem pela IMITAÇÃO do que você faz e não pela palavra, pelo sermão. Mas, é óbvio que precisamos conversar com ela para que aprender a falar; mas devemos saber o que falar e o que não falar.

Deixe que a criança descubra o mundo por si mesma, vivenciando-o; experimentando-o; incorporando-o e, sobretudo, aprendendo ao vivo e não através da mídia. Promova-lhes as oportunidades. Quanto mais a criança descobrir por si através do movimento, do equilíbrio e dos seus órgãos dos sentidos, mais ela fará conexões nervosas e quanto mais sinapses ele tiver feito na infância por ela mesma mais espaço no cérebro ela terá para a aprendizagem posterior cognitiva.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Por uma Pedagogia da Descoberta

Derbi Casal

Fonte: www.outraspalavras.net – clique e conheça

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“A escola mata a descoberta. Ela entrega o conhecimento pronto em um currículo, definido de acordo com aquilo que é considerado por autoridades como conhecimento válido, todo o resto é excluído. O que há nesse “resto”? Toda a experimentação, o conhecimento informal, aprendido nas vivências, os saberes tradicionais, transmitidos pelos mais velhos e a descoberta.”

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Sociedade está madura para Educação que reduza papel dos currículos obrigatórios e estimule prazer do conhecimento — exercitado em bibliotecas transversais e de livre acesso

A escola mata a descoberta. Ela entrega o conhecimento pronto em um currículo, definido de acordo com aquilo que é considerado por autoridades como conhecimento válido, todo o resto é excluído.

O que há nesse “resto”? Toda a experimentação, o conhecimento informal, aprendido nas vivências, os saberes tradicionais, transmitidos pelos mais velhos e a descoberta.

A serendipidade (o princípio da descoberta) só existe quando há liberdade de escolha por caminhos diferentes e aleatórios. A descoberta se dá, principalmente, quando não estamos procurando exatamente aquilo. Esse processo, que não pode ser controlado, é inexistente na grade escolar. Na escola somos todos considerados incompetentes para adquirir nosso próprio conhecimento. E nunca somos estimulados à fazê-lo.

A palavra serendipidade surgiu em referência a um antigo conto persa sobre os três príncipes de Serendip. Em suas aventuras eles viviam se deparando com situações inusitadas e fazendo descobertas ao acaso, encontrando respostas para questões que eles sequer haviam feito. Tinha um pouco de sorte envolvida, mas era a sagacidade dos meninos, um toque genial de mentes abertas para a descoberta, que realmente operava a magia.

Essa qualidade da descoberta não é de forma alguma privilégio de mentes superiores. É uma habilidade e um posicionamento, uma forma de ver o mundo, disponível para qualquer pessoa.

Bibliotecas são um excelente lugar para o exercício de serendipidade e nas escolas elas ficam isoladas das pessoas, que mal as frequentam nos intervalos das aulas. Temos alguma contação de história, mas livros previamente escolhidos. Mesmo quando eles não são previamente escolhidos, raramente é o acervo todo ofertado à escolha e, mesmo que fosse, ainda assim seria apenas uma atividade controlada, algum livro teria de ser “o escolhido”, os outros permanecerão inertes nas estantes.
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Em geral é proibido (ou vigiado) andar entre as estantes a procura de livros que não se sabe ainda quais são. Isso é feito em nome da “ordem” que sempre vem de cima, e está sempre acima da vivência, pairando sobre ela, limitando suas possibilidades libertadoras.

Há um tipo de acesso à biblioteca, que é transversal, não linear, baseado quase que puramente na serendipidade. Ao conduzir uma leitura, indo de um texto à outro, colecionando trechos diferentes de cada livro sobre determinado assunto, eu estou praticando a descoberta. Aliás foi essa prática que desenvolveu a ciência como hoje a conhecemos e o acesso não linear a uma coleção de livros foi o embrião do hipertexto.

Essa forma de utilizar acervos surgiu lá na antiguidade e se tornou evidente na Biblioteca de Alexandria. Foi responsável pelo desenvolvimento da filologia, da geografia, da matemática, da astronomia, da medicina, da poesia, da filosofia, da história e de muitas outras ciências e saberes.

A serendipidade foi a maior consequência de se acumular livros em uma sala. Isso desenvolveu toda uma economia e ergonomia do saber: o surgimento da paginação, da referência, da citação, da glosa, do colofão, dos sumários, dos resumos, das bibliografias, dos catálogos, das resenhas… Todas essas formas de diálogo entre livros, escritores e leitores.

Uma biblioteca nunca é a mesma para duas pessoas praticando a descoberta. As escolhas, mais ou menos aleatórias, de livros formam caminhos, percursos diagonais, transversais, paralelos, pela coleção toda. O prazer de percorrê-los é como o prazer do desconhecido, é desbravar os universos não domesticados do saber. E é possível reiniciar muitas vezes o processo, sempre com resultados inusitados.

A autonomia de percorrer estantes, pegar livros, ler um trecho, procurar outro livro, compará-lo com um terceiro, pegar uma enciclopédia e, partindo de um verbete qualquer, buscar outras fontes, é o principio do amor pela pesquisa e do autodidatismo. São qualidades fundamentais para o pensamento livre e crítico.

Não provoca nenhum espanto a pouca valorização das bibliotecas e da leitura nos dias de hoje. É um reflexo do que a educação faz com a descoberta. Em tempos em que a homogeneidade de ideias, comportamentos e atividades e a obediência a regras, controles e currículos é o que está nas bases da educação, é bastante esperado que as capacidades revolucionárias e libertadoras das bibliotecas sejam caladas.

A busca por uma forma de educação livre passa pelo resgate da descoberta como veículo da potência humana. A serendipidade em substituição à rigidez curricular. É aí que está a importância esquecida das bibliotecas!

Em uma pedagogia da serendipidade, a descoberta é o centro do aprendizado e a biblioteca é o coração da escola.

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Alquimia interior:
Do velho chumbo da ignorância ao ouro eterno da sabedoria

Carlos Cardoso Aveline

Lei da mutação

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“Só as precariedades da caminhada certificam que a mudança é realmente autêntica e que há um processo pelo qual o velho chumbo da ignorância se transforma no ouro eterno da sabedoria.”

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Alguns seres humanos gostam de imaginar a realidade como uma estrutura imóvel, mas esta é uma ilusão de ótica.

Helena Blavatsky escreveu que mesmo quando algo parece estar imóvel, a transmutação e o movimento que ocorrem interiormente são extremos. Neste ponto, a Física atual confirma a sabedoria antiga.

Também no plano emocional e mental, a vida é movimento e transmutação constantes. O ser humano é um caleidoscópio.

A construção de hábitos estáveis e corretos na vida diária permite organizar o fogo alquímico interior de modo que ele expresse o que há de mais puro e elevado. Porém, tal construção deve avançar sob desafios constantes. Só as precariedades da caminhada certificam que a mudança é realmente autêntica e que há um processo pelo qual o velho chumbo da ignorância se transforma no ouro eterno da sabedoria.

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Conferência aos trabalhadores – 6ª conferência

O processo de nutrição
do ponto de vista físico-material e anímico-espiritual

Rudolf Steiner – Tradução Gerard Bannwart

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“Só se consegue entender processos superiores quando se conhece efetivamente certos processos inferiores. Paracelso era um homem que sabia mais do que os outros. Ele apontava insistentemente para o fato de existir uma força transformadora dentro do ser humano.”

Rudolf Steiner

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Conferência aos trabalhadores – 6ª conferência

O processo de nutrição
do ponto de vista físico-material e anímico-espiritual

Rudolf Steiner – Dornach, 16 de setembro de 1922

  • Ptialina, pepsina, tripsina.
  • Sentir o fígado.
  • Secreção biliar.Amido: açúcar; albumina: albumina líquida, formação de álcool; gorduras: glicerina, ácidos graxos; sais permanecem sais.
  • Sobre a morte de Paracelso.
  • Absorção de grandes porções de álcool.
  • A enxaqueca.
  • O cérebro no líquido cerebral.
  • Principal diferença entre homem e animal.
  • Sais e fósforo como os principais materiais no cérebro humano.
  • Sal e pensar, fósforo e vontade.

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse o texto, clique aqui…

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Interação nas atividades artísticas e culturais do seu filho

Andressa Basilio

Fonte: www.revistacrescer.globo.com – clique e conheça

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“Muito mais do que aplicativos ou programas de televisão ditos como educativos, tão comuns hoje em dia, as atividades que mais contribuem para a formação cognitiva são aquelas ligadas às artes, que são as melhores maneiras de acelerar o desenvolvimento da coordenação motora da criança e de incentivar a criatividade. Crianças que têm o hábito de cantar ou dançar com os pais são mais desinibidas. Além disso, quanto mais contação de história e leitura em família, melhor é o desenvolvimento da fala e da conversação. ”

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O presença dos pais em atividades como pintura, leitura e artesanato é fundamental para as crianças acelerarem suas funções cognitivas, além de aumentar o bem-estar.

Pintar, ler, contar histórias, fazer artesanato, cantar e até fazer compras! Você sabia que essas atividades, quando feitas com a participação dos pais, ajudam o seu filho a ficar mais feliz e, ao mesmo tempo, contribui com o desenvolvimento das habilidades cognitivas e sociais? A conclusão foi apresentada por um estudo feito pelas Universidades Open e de Oxford, ambas no Reino Unido.

Ao acompanhar por quatro anos 800 casais, pais de crianças de 2 e 3 anos de idade, os pesquisadores observaram três frentes. Na primeira delas, mediram o quanto o engajamento com atividades artísticas e culturais afetavam no bem-estar mental. A segunda media que tipos de atividades eram importantes para a cognição da criança e, na terceira frente, quais elementos eram mais benéficos para o desenvolvimento social.

Entre as descobertas mais interessantes, os pesquisadores notaram que muito mais do que aplicativos ou programas de televisão ditos como educativos, tão comuns hoje em dia, as atividades que mais contribuem para a formação cognitiva são aquelas ligadas às artes plásticas. Pintura, desenho e artesanato, por exemplo, foram listados como as melhores maneiras de acelerar o desenvolvimento da coordenação motora da criança e de incentivar a criatividade.

O estudo mostrou que as crianças que tinham o hábito de cantar ou dançar com os pais eram mais desinibidas. Além disso, quanto mais contação de história e leitura em família, melhor era o desenvolvimento da fala e da conversação. “É claro que os pais não podem se envolver com seus filhos em todas essas atividades o dia inteiro, mas é encorajador saber que o tempo gasto lendo um livro junto com a eles, pintando ou cantando uma canção de ninar pode ajudar muito no desenvolvimento da criança”, escreveu no artigo de apresentação da pesquisa, Laurance Roope, um dos autores.

A neuropediatra Lara Cristina Antunes dos Santos, da UNESP de Botucatu, explica que as atividades relacionadas às artes desenvolvem tanto a parte cognitiva quanto a emocional. “A arte, no geral, se conecta às nossas emoções e pode auxiliar a entender as situações e a curar traumas, entre tantas outras coisas”, diz. De acordo com a especialista, é importante que os pais diversifiquem as atividades que oferecem aos filhos, desde que não seja uma imposição. “O tipo de atividade artística que mais desenvolve a cognição é aquele que a criança gosta mais”, diz.

A interação com os pais

Quase todas as atividades listadas acima fazem parte da grade escolar de crianças em idade pré-escolar. Porém, existe um motivo fundamental que explica por que seus benefícios são maiores quando praticadas em casa: o envolvimento dos pais. “Os pais devem ser parceiros nesse processo de aprendizagem. A participação deles nas atividades das crianças traz aproximação, melhora a comunicação da família, o engajamento, desperta a curiosidade e estimula o desafio”, diz a psicóloga e pedagoga Marta Ramos Cesaro, do Colégio Madre Alix, em São Paulo.

Além disso, apresentar coisas novas aos filhos contribui para aumentar o repertório em todos os sentidos. Quando você colocar uma música para a criança, por exemplo, em vez de simplesmente ouvi-la, você pode incentivá-la a apurar os ouvidos para escutar os diferentes instrumentos que compõem a melodia, como violão, bateria, baixo, violino. Pode também ajudá-la a entender o que aquela música está querendo dizer. De acordo com a especialista, um exercício como esses ajudam também a desenvolver a concentração e a atenção da criança.

Ao dar um livro na mão do seu filho, você percebe que ele balbucia palavras como se estivesse lendo. Se estiver na fase de alfabetização, ele o lerá de fato. Porém, nesse caso, a mediação dos pais é também fundamental, como explica Marta: “Para garantir que não seja apenas uma prática da leitura, o adulto pode ajudar a criança a entender as palavras, contextualizar a história e interpretar o texto. Quando a gente consegue trabalhar na mensagem daquele texto, o exercício fica muito mais rico e prazeroso para pai e filho”.

É a mesma coisa quando você leva seu filho ao cinema ou ao teatro. Um passeio como este por si só já é gostoso para a criança, mas você pode extrair o máximo dele tanto fazendo da preparação um momento especial – chame a criança para escolher com você o tipo de atividade cultural que deseja fazer – até a hora da saída, na qual você pode estimular a reflexão dela perguntando o que ela entendeu da história que acabou de ver e quais elementos fizeram com que ela gostasse ou não daquilo. A criança vai desenvolvendo o olhar, aprendendo a refletir e a prestar atenção nos detalhes. Pequenas conquistar como essas vão fazer uma diferença enorme lá na frente.

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Por que existe, durante tantos anos, o mesmo professor de classe na Escola Waldorf?

Página do Facebook Núcleo Ideia Viva – clique e conheça

professor waldorf

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“Uma Escola Waldorf lida com o desenvolvimento interno e individual de cada criança. Cada alma que adentra ao ambiente escolar Waldorf é reconhecida como um indivíduo particular, com suas características próprias e peculiares. As crianças querem ser percebidas continuamente em seu desenvolvimento pelo professor e pela família, durante um período bastante longo. Esse período escolar na vida da criança é formador de sua identidade e individualidade , tanto cognitiva, quanto afetiva e espiritual. O professor deve tomar-se da biografia de cada um, percorrendo a todo instante os estados de desenvolvimento tanto passado , como presente e futuro, que conflui na consciência do professor de classe tudo o que a criança é e será nesses oito anos de vida escolar.”

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Por que existe, durante tantos anos, o mesmo professor de classe na Escola Waldorf?

Uma Escola Waldorf não lida com a passividade da criança como se elas fossem apenas receptoras de uma vontade social .

Uma Escola Waldorf lida com o desenvolvimento interno e individual de cada criança. Cada alma que adentra ao ambiente escolar Waldorf é reconhecida como um indivíduo particular, com suas características próprias e peculiares.

As crianças querem ser percebidas continuamente em seu desenvolvimento pelo professor e pela família, durante um período bastante longo.

Esse período escolar na vida da criança é formador de sua identidade e individualidade , tanto cognitiva, quanto afetiva e espiritual.

Para uma maior relação com os pais e com a criança, o professor de classe acompanha o seu grupo por oito anos ( da alfabetização até o oitavo ano ), pois o professor tem a função de promover junto com a família o despertar da consciência da criança.

O professor deve tomar-se da biografia de cada um, percorrendo a todo instante os estados de desenvolvimento tanto passado , como presente e futuro, que conflui na consciência do professor de classe tudo o que a criança é e será nesses oito anos de vida escolar.

O professor de classe forma um envoltório anímico e etérico ao redor da criança, com uma autoridade amorosa, cujas as forças adquirirão uma certa autonomia, resultando na formação de uma imagem integral do mundo, para que a criança possa , harmonicamente , corrigir suas inabilidades e construir novas aquisições.

Podemos dizer que o professor de classe contribui para formar a identidade da criança, ou seja , quer desenvolvê-lo em todos os seus aspectos, quer despertar todas a suas qualidades e disposições inatas e quer estabelecer um relacionamento sadio entre a criança e o seu mundo ambiente, considerando a sua maneira de viver.

O professor de classe pretende ser um espírito universal e não apenas um especialista de matéria.

O professor de classe tem a responsabilidade de permitir , sem julgar , a promoção dos conhecimentos necessários a vida , pois não se limita, nunca, a um programa de memorização e pontuação, mas visa criar uma atmosfera orgânica e viva diante dos conteúdos científicos e espirituais, formando indivíduos práticos e conscientes, criativos e curiosos, pois tudo que causa alienação , para Rudolf Steiner lhe soa como estranho.

Uma mente assim formada haverá lugar para a fantasia e a criatividade.

Haverá lugar para sentir , pensar e agir.

O universo não poderá ser transformado em algo inteiramente cognoscível, como um mecanismo no qual cada parte é conhecida.

Um bom professor de classe Waldorf, deixa sempre pairar um pouco de mistério no ar, provocando na criança a curiosidade e o respeito diante do desconhecido e a vontade de conhecê-lo, pois um universo reduzido a um conjunto de leis inteligíveis, que logo, em primeiro contato, a criança já recebe todo o fenômeno ali contido, só lhe causará desconforto e empobrecimento, criando um movimento estático com um pensamento bitolado.

Ao acompanhar a classe durante oito anos, o professor passará, junto com os seus alunos, por uma transformação significativa.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

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Ciclo de Palestras – 2ª palestra

De Adão a Seth – Caim e Abel

Josef David Yaari

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“O feminino cultiva o que é dado, o que é concedido como realidade espiritual. Vive o cósmico, prepara os rituais. O feminino se estabelece como receptáculo, como continente de infinitas possibilidades de forma e de cultivo do ambiente para a ritualização da vida e a afirmação das leis, da Ordem Imanente da vida. O masculino vai à caça. Se suja. É grosseiro, mas cria as ciências e as artes. o masculino se lança à frente, inventa novos passos, quebra estruturas, modifica a natureza, constrói novas formas de moradia, de espaços e de tempos. O masculino realiza a metamorfose das coisas e do mundo. São os cientistas e artistas que não se satisfazem com as ordens estabelecidas. Estamos falando do elemento masculino e feminino em cada um de nós, independente de sermos homens ou mulheres.”

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Depois de verificarmos como a Antroposofia se estabelece como uma abordagem artístico/científica integradora, como exposto na primeira palestra, vamos agora mostrar como foi o caminho das grandes tradições à contemporaneidade.

Os textos que temos das Grandes Tradições são descrições de imagens vivas e em geral muito mal interpretados pois são lidos como informações e textos intelectuais.

No livro do Gênesis, consta que Seth nasceu quando Adão tinha 130 anos (Gênesis 5:3), “um filho à sua imagem e semelhança”. Gênesis 5:4 diz que Adão gerou “filhos e filhas antes de sua morte, com idade de 930 anos”. Afirma-se em Genesis 4:25 que o nome Seth significa “concedido”.

Segundo Genesis 4:26, com o nascimento de Enos (Gênesis 5:6), os homens passaram a invocar a Deus, dando surgimento à religião. Isto pode significar que Seth teria sido um dos primeiros sacerdotes da humanidade.

Rashi (Rabbi Shlomo Yitzhaqi) refere-se a Seth como ancestral de Noé e, portanto, o pai de toda a humanidade. De acordo com Zohar 1:36b, Seth é “pai de todas as gerações do Tzaddikim” (justos).

Pela tradição, Adão teve 33 filhos e 23 filhas. De acordo com Gênesis 4:25, Seth nasceu após o assassinato de Abel por Caim, e Eva acreditava que ele lhe fora designado por Deus como substituto de Abel, porque Caim o havia matado.

Depois da morte de Abel, Seth é indicado como justo pela teologia judaico-cristã, em contraponto com Caim. No livro apócrifo de Zohar 1:36b, Seth é chamado de ancestral de todas as gerações dos justos. De acordo com o Livro dos Jubileus, também apócrifo, Seth casou-se com sua irmã mais jovem Azura e teve vários filhos, entre os quais Enos e a filha Hôh. No Islão, Seth é considerado um dos profetas islâmicos.

O movimento dos Santos dos Últimos Dias diz que Seth foi ordenado com a idade de 69 anos por Adão, e três anos antes de sua morte, Adão teria abençoado Seth e sua descendência até o fim dos dias.

Ora, Deus (D’eus) “criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele o criou” (Gênesis 2:7).

Mas passado um longo tempo, Adão “conheceu Eva e gerou um filho à sua imagem e semelhança e lhe deu o nome de Seth”.

Temos então uma primeira fase do Homem (Adão), assexuada, pois que é homem/mulher criado à imagem e semelhança de Deus, mas depois temos que “Adão conheceu Eva” e nessa fase sexuada tem como filho Seth.

Então, a princípio temos seres não seccionados, sem gênero portanto, que se reproduzem como iguais e se multiplicam assexuadamente. Mais tarde, porém, vai ocorrendo a diferenciação e, agora os filhos são uma síntese do homem e da mulher.

Mas o que é o homem à imagem e semelhança de Deus? O que é essa extraordinária vitória do espírito que agora se encarna?

Estamos falando de um Eu, uma entidade espiritual que se encarna e que é, por isso, totalmente diferente em relação aos seres criados anteriormente porque no estudo da anatomia e fisiologia humana, apresentam-se fatores diferenciais em relação aos outros primatas, que distanciam o homem enormemente de todos os outros mamíferos. Não são apenas fatos culturais mas realmente fatores anatômicos e fisiológicos. Poderíamos escrever, além de uma “Filosofia da Liberdade”, uma “Anatomia e Fisiologia da Liberdade”. De modo sumário podemos citar alguns exemplos:

a) O pé humano é arqueado dando mobilidade e equilíbrio dinâmico à postura ereta, fazendo com que o corpo em seu todo se comporte como uma viva coluna que sustenta a cabeça, liberando-a do movimento do tronco. O resultado prático é que a cabeça fica serena, em quietude para pensar, enquanto podemos andar ou mesmo correr.

 b) A mão humana não tem uma forma especializada, mantendo-se quase inalterada ao longo de toda a vida. Sua única especialização, especificamente humana, é o polegar oposto em relação aos outros dedos. Nos outros mamíferos, a mão sofre substanciais modificações em relação à forma embrionária inicial. Veja-se a evolução da “mão” do cavalo, do touro, do cão etc. Justamente por não estar especificado para uma determinada tarefa, a mão humana pode fazer toda e qualquer tarefa, sendo que quando precisa de uma utilidade especial, cria ferramentas para isso! Esse eloquente exemplo de contenção da mão em sua forma embrionária pode ser observado em toda anatomia e fisiologia humana, constituindo o fundamento físico de nossa liberdade.

c) A cabeça humana se mantém praticamente a mesma durante toda a vida, enquanto a cabeça dos outros mamíferos, incluindo todos os primatas, tem alterações bem marcadas. Isso pode ser observado com muita clareza no orangotango jovem cuja cabeça é muito semelhante à cabeça de um homem idoso. Com o desenvolvimento ocorre uma hipertrofia da mandíbula e a hipotrofia da região cerebral superior. Por isso a cabeça fica completamente modificada pois a mandíbula ocupa quase 80% da cabeça, ficando os outros 20% para a caixa craniana.

d) A sexualidade humana e a vida instintiva em geral, não tem ciclos marcados como o cio dos animais, podendo ocorrer a qualquer momento, aquém e além de algum critério de saciação, impossível de ser padronizado. A mulher é o único ser da natureza que tem a menstruação na forma como se mostra. Este ciclo é resultado da internalização do ritmo lunar, tornando-se, no ser humano, um ritmo individual.

E é claro que tem muito mais. São tantos os aspectos diferenciais em relação aos seres criados anteriormente que só para isso já existem inúmeras obras a serem estudadas.

Mas, e depois: O que é o homem filho do homem?

Uma entidade espiritual encarna mostrando a presença de um Eu. No entanto, após um grande lapso de tempo, este ser, agora seccionado se distancia de Deus, assumindo a diferenciação cada vez maior de gênero para enfim não mais surgir como Filho de Deus, mas como o Filho do Homem.

E o que é este ser humano seccionado quando no embrião, exatamente no momento da expressão do gênero (masculino ou feminino) inicia-se a formação e divisão do cérebro em parte esquerda e parte direita?

Que mistérios orientam essa encarnação?

Ora, antes de nascer Seth, o qual Eva diz ser  o filho concedido pois “acreditava que ele lhe fora designado por Deus como substituto de Abel, porque Caim o havia matado”, nasceram Caim e Abel.

E Abel era o pastor e Caim o lavrador do solo. E quando Abel recebe o espiritual e entrega o fruto de seu cultivo (pastorear as ovelhas e cuidar da natureza) a Deus, este o recebe com benevolência. Caim, lavrador na Terra, pelo aprendizado de viver no plano físico, sendo forte e vigoroso, transforma e metamorfoseia a natureza. Em (Moisés 4,21,22) é dito que Caim elabora algo por si mesmo: “toca a cítara e outras Artes”. É o homem que cria as ciências e as artes! Mas quando então traz seu produto a Deus, como atividade de seu intelecto e de seu trabalho, para, então, realizar o novo caminhar espiritual, não é recebido por Deus com benevolência!

Abel significa “névoa”, “vapor”, “respiração”. Tem origem no hebraico Hébhel, que quer dizer literalmente “névoa, vapor” ou “ruach” que também significa espírito, que geralmente é associado à Feminino.

Caim significa “lança”, “dardo”, “varão” mostrando claramente seu significado como Masculino.

O feminino cultiva o que é dado, o que é concedido como realidade espiritual. Vive o cósmico, prepara os rituais e perfuma os ambientes com as flores e essências da natureza.

O masculino vai à caça. Se suja. É grosseiro, mas cria as ciências e as artes!

Tem-se falado muito do resgate do feminino, tão necessário em nossos tempos e, aqui, então, quero chamar atenção para o resgate, tão urgente quanto, do masculino.

O feminino se estabelece como receptáculo, como continente de infinitas possibilidades de forma e de cultivo do “clima”, do ambiente para a ritualização da vida e a afirmação das leis, da Ordem Imanente da vida. São os pastores e sacerdotes que encarnam essas funções que também são das mulheres.

As mulheres cuidavam e preparavam os templos para que os homens pudessem participar, à sua maneira, do cultivo da Ordem Maior atuante no mundo.

Por outro lado, o masculino se lança à frente, inventa novos passos, quebra estruturas, modifica a natureza, constrói novas formas de moradia, de espaços e de tempos. O masculino realiza a metamorfose das coisas e do mundo. São os cientistas e artistas que não se satisfazem com as ordens estabelecidas.

E aqui fica claro que não estamos falando de homens e mulheres como se fossem, os primeiros masculinos e as mulheres como expressão apenas do feminino. Estamos falando do elemento masculino e feminino em cada um de nós, independente de sermos homens ou mulheres.

No entanto, quanto maior é a expressão dos gêneros com a ação da sexualidade, maior é a diferenciação humana e o filho do homem abre novos rumos para o universo. Pois também com a aparição dos gêneros, o cérebro se tornou mais eficaz e daí mais efetivo.

Então a essência que o espírito de Deus plantou na Terra se eleva a partir de Abel, do feminino para a divindade para a manutenção da Ordem Imanente no Universo. E emancipação do homem na Terra, se eleva a partir de Caim, do masculino para a divindade, enriquecendo e ampliando a Ordem Imanente no Universo.

Os seguidores de Abel buscam o ascetismo, a ligação com Deus, o amor a Deus acima de tudo, tendendo a considerar pecaminoso que as “divindades” encontrem prazer com as realizações dos homens.

Os seguidores de Caim buscam a atuação intensa, as relações cordiais (do coração) entre os homens para depois juntos elevar o amor a Deus. Constroem os templos, os prédios, as cidades e aram e plantam para obter os frutos, além de caçar e domesticar os animais. E para isso criam as tecnologias e as expressões artísticas, cada vez mais surpreendentes, liberando-se do meramente natural, para elaborar novas formas de expressão do espírito.

Mas, então, na evolução destas duas vertentes opostas dos seres humanos, abriu-se o espaço para entes espirituais, “divindades” que encontraram prazer com as “filhas dos seres humanos, descendentes de Caim…” E vimos nos diversos mitos como “deuses” que passam a ter filhos com os seres humanos e iniciam várias lutas, abrindo espaço para as perversões e a decadência da vida espiritual.

Por que surgiu a necessidade de seduzir e desencaminhar os homens? Por que surgiram esses seres que acabaram sendo chamados de “diabólicos” (aqueles que dividem, divertem, divergem, desvirtuam…)?

Se houve a criação do homem, para que surgiu o mal?

Se na criação do ser humano como 10a. (décima) hierarquia espiritual, a partir da elaboração de sua própria emancipação pelas ciências e pelas artes, para que seduzir os homens para se perderem por suas próprias obras?

Que mistérios são esses?

Então surgiram os seres maléficos, “Rakshasas” ou “Asuras” nas tradições orientais, que se misturam aos seres humanos e os tentam para os tantos descaminhos, causando a confusão e a possibilidade da decadência… Qual é a atuação destes seres?

Seu propósito é polarizar, inclusive com o apoio das muitas instituições religiosas que se perderam do caminho original que estava sendo traçado cuidadosamente nas grandes tradições. Assim propuseram os seguintes polos de atuação:

   a) Estimular a busca de sensações e sentimentos ao grau máximo de intensidade, com a possibilidade de obter “orgasmos cósmicos selvagens” por meio de gostos exóticos, perversões (porque baseadas em agressões físicas ou anímicas) na expressão da sexualidade, no uso das substâncias alteradas para “drogas” dos vários tipos que se inventam ao infinito, consumismo sem sentido, rituais mórbidos de busca a Deus acima de tudo, inclusive em detrimento do amor ao próximo, viagens, cursos, elaborações intelectualóides, etc., etc.

   b) Racionalismos, estruturação enrigecedora, militarismo e demais formas amortecedoras de toda a criatividade, além de sugerir a acumulação de bens e do poder em detrimento do amor, chegando à frase de um dos maiores publicitários internacionais que disse: “Sexo e drogas são para principiantes. O maior negócio é o poder!”

Existe, no entanto, o outro caminho, porque então, o Filho do Homem, por meio de sua atuação masculina sublimada pelo amor ao próximo, se torna o “ungido”, o “Crestos” (o Cristo) que enfrenta a tradição e cura no sábado, contrariando a lei da ordem estabelecida e ainda diz: “Abandona teu pai e tua mãe e me siga (…) porque eu sou o caminho, a verdade e a vida. E ninguém chegará ao pai senão for por mim”.

Vamos então lembrar que: Afirma-se em Genesis 4:25 que o nome Seth significa “concedido”. Ou seja, aquele que não é mais o homem feito à imagem e semelhança de Deus, mas é o homem nascido de homem e mulher, sendo o resultado da herança do próprio homem, à imagem e semelhança, portanto, do homem! E então: Segundo Genesis 4:26, com o nascimento de Enos (Gênesis 5:6), os homens passaram a invocar a Deus, dando surgimento à religião. Isto pode significar que Seth teria sido um dos primeiros sacerdotes da humanidade. E Rashi (Rabbi Shlomo Yitzhaqi) refere-se a Seth como ancestral de Noé e, portanto, o pai de toda a humanidade. De acordo com Zohar 1:36b, Seth é “pai de todas as gerações do Tzaddikim”  (justos).

Cristo, o Filho do Homem, desce aos infernos e imobiliza os Rakshasas e Asuras, chamando cada um de nós a assumir esse caminho da coragem micaélica.

Isto tudo foi dito até o século XX com várias formas de linguagem alegórica em função da diversidade cultural e das tantas formas que se revelam pelos estudos antropológicos.

E, assim, está aberto o caminho para a compreensão dos mistérios da encarnação da 10a. (décima) hierarquia pelo estudo dos livros de Moisés, nas expressões dos Rishis da cultura hindú, nos mistérios persas na polaridade entre “Ahura Masdao” (A aura do Sol) e “Ahriman” (o Deus das trevas), por Hermes no Egito que deu seu nome para o que acabou sendo chamado de “Estudos Herméticos ou Ocultos”, por Cristo do Novo Testamento e pelos testamentos apócrifos, nos mistérios dos Druídas quando falam da “busca do cadáver de Baldur”…

E ainda, podemos verificar as formas de ficções modernas e contemporâneas quando, por exemplo, no “Senhor dos Anéis” de Tolkien, podemos nos emocionar com a polaridade entre Gandalf e Saruman…

Trataremos destes e de outros assuntos nas próximas palestras.

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Este artigo faz parte dos apontamentos e sumários do Ciclo de Palestras:

Fundamentos Esotéricos para a atuação Micaélica e Antroposófica no estado da consciência contemporânea

2ª Palestra: De Adão a Seth – Caim e Abel

Data: 15 de outubro no Instituto Veredas Prolíbera
End: Rua da Fraternidade 130, Santo Amaro – São Paulo/SP
Telefone: (11) 9 5990-2671 (Tim) ou (11) 9 8309-1183 (Tim)
Email: paulacolen@prolibera.com.br ou josef@prolibera.com.br

São apenas 20 vagas – inscreva-se com antecedência

ciclo de palestras

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Madre Teresa de Calcuta

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A importância das imagens na formação da criança

Sonia Ruella

Fonte: www.jardimdasamoras.com.br – clique e conheça

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“Na criança pequena, inexperiente, seu corpo todo funciona como um “sensor” que capta tudo em volta, incapaz de selecionar o que assimilará para construir seu mundo interior. Esse universo interno, constituído de imagens, plasma seu desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual. Todo o processo de conhecimento do mundo e também nossos sentimentos são “tocados” pelo mundo de imagens. É importante que ela interiorize as imagens do mundo valorizando a moral, a ética, o bem e a verdade. Por isso, usam-se tanto, no primeiro setênio, os contos de Fadas que descrevem simbolicamente os ciclos correspondentes aos ideais da evolução humana: crescimento, autodesenvolvimento e até mesmo morte e renascimento. Há verdades ocultas que as crianças reconhecem com o coração; por exemplo, não é necessária nenhuma interpretação intelectual para que elas entendam que a luta contra o dragão nada mais é que a luta entre o Bem e o Mal, ou que o caminho árduo percorrido pelo filho do Rei representa o caminho interior do homem em busca de seu Eu superior.”

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Quem estuda a Pedagogia Waldorf sabe que as imagens têm grande valor na educação das crianças; é, portanto, uma preocupação e um dever do educador escolher imagens adequadas à formação dos pequenos.

A imagem se forma dentro de nós, de modo análogo a um processo metabólico mental. Assim como digerimos os alimentos e os transformamos em parte de nós, também “digerimos” o mundo à nossa volta e o interiorizamos, tornando-o parte de nós.

Na criança pequena, inexperiente, seu corpo todo funciona como um “sensor” que capta tudo em volta, incapaz de selecionar o que assimilará para construir seu mundo interior. Esse universo interno, constituído de imagens, plasma seu desenvolvimento físico, emocional, intelectual e espiritual. Todo o processo de conhecimento do mundo e também nossos sentimentos são “tocados” pelo mundo de imagens.

O educador é quem seleciona as imagens que são propícias ao desenvolvimento da criança, pois o Eu dela ainda não é capaz de “pensar” claramente nem de usar sua liberdade com consciência.

Nossa preocupação é que ela interiorize as imagens do mundo valorizando a moral, a ética, o bem e a verdade. Por isso, usam-se tanto, no primeiro setênio, os contos de Fadas que descrevem simbolicamente os ciclos correspondentes aos ideais da evolução humana: crescimento, autodesenvolvimento e até mesmo morte e renascimento. Há verdades ocultas que as crianças reconhecem com o coração; por exemplo, não é necessária nenhuma interpretação intelectual para que elas entendam que a luta contra o dragão nada mais é que a luta entre o Bem e o Mal, ou que o caminho árduo percorrido pelo filho do Rei representa o caminho interior do homem em busca de seu Eu superior.

Além dos contos de fadas, o educador deve oferecer às crianças situações e ambientes que também falem de sentimentos bons e acolhedores, como uma tonalidade suave e firme, canções adequadas, cantinhos da sala arrumados para propiciar bem-estar e acolhimento e elementos que tragam a natureza para perto, como sementes, brinquedos em madeira, tecidos naturais, cera de abelha para modelagem e tintas com pigmentos naturais… Além do cuidado com esse mundo “externo”, é preciso lembrar que a criança percebe facilmente o mundo “interno” do adulto, pois seus sentidos estão totalmente abertos. Sabemos que ela imita tudo que está em volta, inclusive a postura interior do adulto. Por isso, o educador deve, sobretudo, ser digno de ser imitado, para que sua imagem seja boa, bela e verdadeira dentro do ser humano que queremos formar.

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Os processos de cura

A utilização das terapias externas na medicina antroposófica

Dra. Waldyvia de Paula Machado

processos de cura

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“A Medicina Antroposófica é uma arte de curar que tem como fundamento a compreensão do homem como corpo, alma e espírito e sua relação com o Cosmo e com a natureza. A partir dessa compreensão, entendemos o ser humano doente e buscamos na natureza os processos de cura. A doença está profundamente relacionada com o ser íntimo do homem e jamais pode ser compreendida se isolada da totalidade do ser humano. O homem é um ser que tem dentro dele o Cosmo, assim a cura deve ser buscada, na harmonização com a força criadora divina que é revelada no macrocosmo”

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A Medicina Antroposófica é uma arte de curar que tem como fundamento a compreensão do homem como corpo, alma e espírito e sua relação com o Cosmo e com a natureza. A partir dessa compreensão, entendemos o ser humano doente e buscamos na natureza os processos de cura. Esses processos de cura envolvem diversas terapias como a medicamentosa (medicamentos preparados de forma especial), terapias artísticas, euritmia entre outras e as chamadas terapias externas.

Mas o que são essas terapias externas? São aplicações de substâncias ou de toques movimentados na pele, que podem ser feitas também através do calor ou da água movimentada ritmicamente, exercendo efeito terapêutico através desse contato com a pele, levando para o mundo interno do homem, princípios medicamentosos e forças de cura, modificando assim, estados doentios. As substâncias podem ser óleos etéricos e emulsões de plantas, chás medicinais, raízes de plantas ou pomadas de metais ou vegetais.
As formas de aplicação são: banhos medicinais, compressas, cataplasmas, fricções, escalda-pés, enfaixamentos, banho intestinal e massagem.

Banhos Medicinais

Os banhos medicinais são feitos usando-se óleos essenciais que passam por um processo de dispersão na água através de um aparelho próprio, emulsão de plantas, chás, movimentos rítmicos específicos na água sem uso de substâncias, banhos hipertérmicos (lançando mão somente do calor), banhos de escova, banhos de fricção e o chamado banho nutritivo (que contém uma variação de substâncias para estimular o metabolismo), banho de assento e banho de braço. Eles são feitos numa seqüência rítmica. O paciente faz o banho e permanece um período em repouso. As doenças que podem ser tratadas através dos banhos, são em grande número. Podemos citar algumas: diabetes melittus, obesidade, doenças reumáticas, depressão, stress, insônia, desvitalização, desnutrição, gota, câncer etc.

Compressas

A compressa é uma aplicação de substâncias determinadas em uma parte do corpo, usando-se panos, podendo ser úmida ou seca, quente ou fria, dependendo da patologia. Apesar de seu efeito parecer local, a sua atuação pode se estender a todo o organismo, podendo substituir medicamentos ou abrir caminho para o medicamento atuar de uma forma mais intensa. A compressa é indicada em casos agudos ou crônicos e servem de ajuda a várias doenças como: amigdalite, asma, pneumonia, espasmos abdominais, intoxicações, sinusite, taquicardia, insônia, alterações a nível renal etc. Pode ter efeito anti-inflamatório, analgésico e tranqüilizante. Exemplos: compressa de gengibre nos rins, de ricota na perna em caso de erisipela, compressa nos punhos (cardiopatia), compressa no coração (taquicardia), compressas quentes no fígado (desintoxicação) etc.

Cataplasma

No cataplasma a aplicação é sob forma de uma pasta produzida de partes vegetais ou pomadas, também como a compressa é colocada em uma parte específica do corpo. Exemplo: aplicação de emplasto de pomada de Aurum Lavanda no coração – em caso de taquicardia ou angústia e medo. No cataplasma com pomadas contendo metais ou plantas, a atuação atinge níveis mais profundos no processo de cura.

Fricções

As fricções de órgãos são feitas com pomadas de metais ou vegetais e são aplicadas em um órgão através de movimentos rítmicos específicos. No caso de depressão a aplicação de pomada de Ferrum na região do fígado tem uma atuação significativa.

Escalda-pés

Nos escalda-pés os pés são mergulhados num recipiente com água quente e mais uma ou duas substâncias terapêuticas. Em crises de enxaqueca tem um excelente efeito terapêutico.

Enfaixamentos

Os enfaixamentos são aplicados no corpo todo ou metade do corpo com envolvimento do paciente em lençóis aquecidos e embebidos em óleos essenciais com qualidades terapêuticas. O paciente permanece envolvido por um tempo e depois fica em repouso para que o organismo possa elaborar e que foi recebido. Exemplo: enfaixamento do tórax com óleo de lavanda (bronquite), óleo de Viscum no caso de câncer etc.

Banho Intestinal

O banho intestinal é a única dessas terapias externas citadas que não é realizada diretamente através da pela. Ele promove a limpeza do intestino grosso, eliminando toxinas que estão estagnadas a esse nível, provocando movimento interno no organismo de uma desintoxicação e provocando movimento interno do organismo, abrindo caminho para algo novo, permitindo assim o início de uma desintoxicação. Na nossa Clínica, geralmente, esse é o primeiro passo para o tratamento de desintoxicação e revitalização.

Massagem Rítmica

A massagem rítmica é uma arte de curar com técnica bem aprimorada, profundamente elaborada, que utiliza movimentos rítmicos através do toque e que atua de forma a fortalecer as forças curativas e harmonizadoras do sistema rítmico do Homem. Traz o equilíbrio das tendências que predominam nos pólos do nosso sistema trimembrado (sistema neurossensorial, sistema rítmico e sistema metabólico), além de ter uma ação revigorante e vitalizante sobre todo o organismo. É também um importante auxílio diagnóstico na percepção dos distúrbios internos do organismo humano.

As indicações também são amplas e variadas como: insônia, hipotensão, stress, doenças articulares, doenças arteriais, insuficiência venosa etc.

Para entendermos melhor a atuação dessas terapias explicadas acima, seria bom sabermos de alguns conceitos relacionados com a pele, com o calor e com a água, pois esses são os meios pelos quais as terapias externas atuam.

Algo sobre a dinâmica da pele

A pele é constituída de três camadas – a epiderme (mais superficial), a derme (intermediária) e tecido celular subcutâneo (mais profundo).

A epiderme contém inúmeros nervos e através deles percebemos o calor, o frio, a luz e qualidades químicas, servindo principalmente à percepção tátil e térmica. É o nosso maior órgão dos sentidos.

O fluxo nutriente oriundo do interior do organismo (sangue e linfa num movimento rítmico), atinge a pele na camada da derme se tornando um espelho revelador de distúrbios alimentares, intoxicações, doenças de órgãos internos, revelando também estados psíquicos. Essa camada da pele (a derme) tem também uma função respiratória, assimilando constantemente e de modo muito sutil substâncias externas e em seguida condensando-as em substância corpórea.

O tecido sub-cutâneo (3ª camada) corresponde ao sistema metabólico locomotor do ser humano, onde ocorre movimento e transformação de substância, separação e excreção.
Percebemos então na integração da pela com o interior do organismo, dois movimentos rítmicos: um que revela o mundo interior (de dentro para fora) e outro movimento que parte da periferia (pele) e chega ao mundo interior do organismo, assimilando as substâncias de modo sutil e entregando-as a todo o organismo. Esse segundo movimento tem relação com a ação das terapias externas.

Algo sobre a água

A água, dentre todos os elementos, é o primeiro que está aberto para o Cosmo, a sua essência é pura e contém vida. Ela pode ser permeada pelo organismo vital cósmico (corpo etérico), podendo conter ar e forças vitais. Mergulhar completamente na água renova, permite o nascimento do espírito. A água é sempre pulsativa, cheia de vida. Tem ação também como balança, desfaz tensões, atuando sobre o centro do homem. Na água se desprendem o nosso Eu e nosso organismo anímico (astral). O nosso corpo fica mais leve. A circulação e o coração sempre são aliviados e sofrem uma descarga com os efeitos da água. A água doce é aberta para o céu.

Na água do mar, as forças do sal são benéficas para aquelas pessoas que não estão suficientemente ligadas a terra; como em casos de alergias, em que a pessoa é sensível a pó, pólen, feno etc.

Algo sobre o calor

A regulação do calor do organismo humano é confiada a pele, por isso a estrutura da pele no corpo humano está ajustada essencialmente ao cumprimento dessa missão.

A pele pode abrir-se e fechar-se mais ou menos à superfície. O homem está aberto por completo em sua organização à influência e à percepção do mundo exterior. Quando há perda de calor no organismo por alteração do mundo externo, conseqüentemente o coração – que é o núcleo do espaço calórico central – percebe essa queda. Estabelece-se uma relação entre o coração e a percepção de temperatura da pele, condicionada pelo contato com a temperatura exterior.

O calor é ainda o mediador entre a vida anímica e a corporalidade.Os pensamentos reproduzem interioridades ou exterioridades, mas em rigor; não possuem nada pessoal, não nos “pertencem” em sentido estrito. Somente aqueles pensamentos que nos fazem entrar com calor psiquicamente, que despertam nossa vontade e nosso entusiasmo, os relacionamos com nossa entidade total: passam a ser “propriedade” nossa. Especialmente na segunda metade da vida, o organismo calórico pode estar saudável quando é estimulado pelo anímico. Percebemos então como é abrangente a atuação do calor e da água quando eles são usados em determinadas terapias como nas terapias externas já mencionadas. A doença está profundamente relacionada com o ser íntimo do homem e jamais pode ser compreendida se isolada da totalidade do ser humano. O homem é um ser que tem dentro dele o Cosmo, assim a cura deve ser buscada, na harmonização com a força criadora divina que é revelada no macrocosmo e a encontramos nesses processos curativos.

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Para conhecer mais sobre Terapias Externas:

Terapias Externas II

Local: Espaço Leonardo da Vinci
Endereço: Rua Pau de Canela 1390, Rio Tavares – Florianópolis/SC
Data: 18 de outubro – sábado das 8:30 às 17:00
Valor: R$ 150,00
Informações: inspirecursos@gmail.com

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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O impacto da primeira infância na compreensão do mundo

João Augusto Figueiró – médico e psicoterapeuta do Hospital das Clinicas da FMUSP

Trecho do texto publicado no Mercado Ético – clique e conheça

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“Todos nós construímos um mapa da realidade a partir das experiências vividas na infância. A criança é dotada de uma capacidade absorvente, absorve e estrutura a personalidade do futuro adulto. Ela tem tendência inata a desenvolver sua personalidade original sob a influência do ambiente e da aprendizagem, constrói seu conteúdo mental a partir do alimento social: o homem só pode chegar a seu verdadeiro ser conduzido pelo outro.”

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Quando se pretende falar sobre “o impacto da primeira infância na compreensão do mundo” temos que considerar o mundo adulto e o mundo da criança, a desumanidade do primeiro e a humanidade do segundo. O adulto de hoje foi criança um dia e a criança de hoje será o adulto do futuro. De onde provêm, então, a crueldade e a desumanidade da sociedade contemporânea?

A idéia de que a primeira infância é um período decisivo na formação da personalidade, do caráter e no modo de agir do adolescente e do adulto encontra sustentação em dados recolhidos nos últimos 100 anos de pesquisas científicas. De fato, os primeiros seis anos são fundamentais para a constituição da pessoa. Achados recentes da Neurociência oferecem evidências de que acontecimentos precoces de natureza física, emocional, social e cultural permanecem inscritos por toda vida nas conexões sinápticas através de fenômenos de neuroplasticidade e biomoleculares. Todos nós construímos um mapa da realidade a partir das experiências vividas na infância. Assim, é possível, e muito mais eficiente, lançar os valores e fundamentos éticos da cidadania e da cultura de paz nesta primeira fase da vida, uma vez que a criança é dotada de uma capacidade absorvente, isto é, a criança é aquela que tudo recebe, julga com imaturidade, pouco recusa ou reage. Absorve e estrutura a personalidade do futuro adulto. É a criança que constrói seu conteúdo mental a partir do alimento social e assim acumula experiências que serão utilizadas para a construção de sua vida.

Sabemos há milênios que um adulto é resultado de sua própria natureza, das suas relações com a família e diferentes grupos sociais, com a cultura e com os valores, crenças, normas e práticas. “Educai as crianças e não será necessário castigar os homens”, dizia Pitágoras. Platão clamava pelos melhores “nutrientes” sociais e culturais a serem transmitidos aos menores. Freud demonstrava que as interações precoces envolvendo os aspectos cognitivos e, fundamentalmente, os afetivos são pré-moldes das futuras relações do sujeito consigo, com os outros e com o ambiente. Para Karl Jasper “o homem só pode chegar a seu verdadeiro ser conduzido pelo outro”. Jean Jacques Rosseau definiu o homem como um ser “feliz e bom”, determinando que os preconceitos culturais e as normas da vida social produziriam “sua crueldade e infortúnio”. Locke assegurou: “a criança tem tendência inata a desenvolver sua personalidade original sob a influência do ambiente e da aprendizagem” e Maria Montessori definiu a preparação do ambiente muito antes do ingresso da criança na escola como “chave da educação e da cultura real da pessoa desde o seu nascimento”.

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Conferência aos trabalhadores – 5ª conferência

A percepção e o pensar dos órgãos interiores

Rudolf Steiner – Tradução Gerard Bannwart

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“A melhor forma é a de alimentar a criancinha com o leite da própria mãe. Pois, na verdade, a criança efetivamente procede do complexo corporal da mãe. Portanto, é possível perceber como em todo o seu organismo, em todo seu complexo corporal, a criança tem afinidade com a mãe. Por conseguinte, ela deverá desenvolver-se melhor se não tiver de receber, tão logo venha ao mundo, alguma coisa diferente daquela que também provém do corpo da mãe, com o qual já tem afinidade. Pode-se quase dizer que, em essência, o leite é algo que ainda está vivo quando a criança o recebe. É quase uma vida fluente que a criança absorve dentro de si.”

Rudolf Steiner

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Conferência aos trabalhadores – 5ª conferência

A percepção e o pensar dos órgãos interiores

Rudolf Steiner – Dornach, 13 de setembro de 1922

  • Leite materno e leite de vaca.
  • Amortecimento e reavivamento da nutrição.
  • O fígado como órgão sensorial interno.
  • Atividade perceptiva pelos rins.
  • Escleroses cerebrais.
  • Diabete.
  • Peculiaridades do fígado.
  • O fígado: um olho interno.
  • Secreções biliares.
  • Os olhos do animal como órgão pensante.
  • As cabeças de Jano dos romanos.

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Conteúdo Pedagógico:

A transformação da memória

Línguas Estrangeiras no 4º e 5º anos da escola Waldorf

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“A força do pensar intensificada proporciona às crianças uma sensação de segurança. A memória, ligada até agora a determinados objetos e situações (pensar localizado), transforma-se gradativamente em uma memória mais livre, ligada a acontecimentos rítmicos. A memória puramente conceitual ainda não está à disposição da criança. A mobilidade anímica desabrocha graças às imagens colocadas ante as almas das crianças.”

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Ocorreu uma transformação da relação da criança coma fala, que tinha sido, até agora, emocional e volitiva. A força do pensar pode ser intensificada pela descoberta das primeiras regras de gramática. As palavras são isoladas do contexto da frase pelo seu aspecto morfológico, suas qualidades são observadas; as formas verbais, exercitadas com regularidade. O fluxo amorfo e unitário da fala é configurado e ordenado, isso proporciona às crianças uma sensação de segurança.

A memória, ligada até agora a determinados objetos e situações (pensar localizado), transforma-se gradativamente em uma memória mais livre, ligada a acontecimentos rítmicos. A memória puramente conceitual ainda não está à disposição da criança. Os alunos memorizam com mais facilidade os textos compridos quando estes se expressam de forma rítmica-poética. Diminui a necessidade de fazer gestos ao falar e a mobilidade anímica desabrocha graças ao emprego de imagens, que o professor sempre precisa colocar ante as almas dos alunos.

4º ano

Ler e escrever estão, no 4° ano, no centro do ensino de línguas estrangeiras. Cheias de expectativa, as crianças observam se o professor finalmente trouxe o primeiro caderno para escrever. O professor pode escrever na lousa a primeira linha de um verso ou uma pergunta simples já conhecida; sempre haverá um aluno capaz de ler as palavras corretamente. Ao transcrever o texto com muito cuidado, para o caderno, convém usar lápis de core escrever em letra de imprensa, pois estas requerem maior atenção. Os alunos descobrem as particularidades da ortografia e estas podem ser realçadas pelas cores. A primeira leitura ainda se apoia em um texto conhecido, mas pequenas variantes impedem que se leia algo que o aluno sabe de cor. O vocabulário abrange palavras já conhecidas, mas pouco a pouco ele é ampliado de forma planejada.

Mais tarde serão usados textos impressos. Versos infantis, histórias e cirandas contém as estruturas lingüísticas simples e também as mais complexas. Estas, são pouco a pouco conscientizados e assimililadas pelo exercitar paciente. É importante que o professor siga uma ordem determinada, de antemão, para ter a seqüência de como serão elaborados os conteúdos.

Como primeiro caderno de língua estrangeira, estamos dando início à formulação do “livro didático Waldorf’, isto significa que ele precisa ser elaborado cuidadosamente, com numerações nas páginas, com índice e deve ser guardado! Pode conter regras de gramática e poesias, lado a lado, condizentes como uso vivo da linguagem.

5° ano

Aqui também predomina a língua falada. Os alunos deverão perceber a beleza da nova língua, pela entonação e pela melodia. Eles gostam de pequenas competições e têm prazer em apresentar o resultado do esforço pessoal. Convém treinar a memória. É importante observar as emoções que acompanham as aulas. Tendo como centro o trabalho com o vocabulário e as formas verbais. Dá-se muito valor à assimilação dos assuntos apresentados e à quantidade de matéria. O elemento artístico concreto plasma a memória e o esforço volitivo consolida a memória.

Manifestam-se mais claramente as diferenças entre os alunos, quanto ao dom e quanto a disposição para o trabalho. As estruturas lingüísticas se consolidam decorando pequenos diálogos, (cenas isoladas ou pequenas peças) que podem ser em prosa, contrariamente ao 4° ano. A alternância entre o falar em coro e o uso de papéis individuais ajuda muito na diferenciação interna da classe quanto às suas capacidades.

Textos compostos pelo professor permitem recapitular e ampliar o vocabulário. É importante a compreensão do conteúdo, a tradução literal não é essencial. Se for conveniente, o conteúdo pode ser previamente dado na língua materna. Quando o texto é lido pela primeira vez, os alunos devem escutar primeiro e não acompanhar a leitura. O processo termina pela leitura com a pronúncia correta.

Uma função importante cabe à Gramática, do ponto de vista da Antropologia, ela fortifica o “Eu”. Os elementos básicos devem ser assimilados gradativamente até o 8° ano. O caderno, com disposição sistemática e bem redigido, deveria substituir a gramática impressa também aos olhos dos pais.

Como os dons dos alunos são diferentes, o resultado alcançado numa classe não pode ser uniforme, principalmente em relação aos trabalhos escritos.

Os alunos devem sentir prazer em fazer as tarefas de casa. Os trabalhos feitos em classe são essencialmente exercícios práticos de fixação, mais do que verificação dos conhecimentos adquiridos.

Dominar as regras da gramática e da ortografia não podem ser as únicas metas do ensino de línguas. As línguas atingem as camadas mais profundas do ser humano; elas contribuem para formar o aluno como ser humano.

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Conteúdo Pedagógico:

O domínio da força de vontade e a capacidade de concentração

Trabalhos manuais no 4º e 5º anos da escola Waldorf

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“A atuação consciente exige o domínio da força de vontade, capacidade de concentração e o desenvolvimento da persistência…”

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4° ano

As crianças aprendem a costurar com precisão. Elas conhecem a vida dos artesãos, pelas aulas de noções práticas do mundo do 3° ano. Treinam o manuseio consciente da tesoura, das agulhas de costura, dos alfinetes e do dedal. Os pontos de costura, até agora praticados por imitação, recebem nomes e são executados com precisão.

O objeto confeccionado é uma bolsa, que através de sua configuração artística deve revelar sua função. Os exercícios artísticos praticados nos anos anteriores levam ao esboço concreto da bolsa. Além de outros pontos de bordar, o ponto cruz mostrou-se particularmente indicado para esta faixa etária. A constante repetição da cruz, exige o domínio da força de vontade e sua prática desenvolve a capacidade de concentração.

5° ano

O tricô é reintroduzido e praticado com cinco agulhas. Dá-se continuidade ao trabalho de confecção do próprio vestuário. Pés e mãos recebem um invólucro maleável composto de luvas e meias. Como o objetivo é, nesse caso, o preparo de duas peças idênticas faz-se necessária a igualdade do produto final e o desenvolvimento da persistência para tal. Variados exercícios artísticos deveriam acompanhar o tricô. Pode-se antecipar, desde já, o programa do ano seguinte.

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O Bebê do Amanhã

Ecologia do útero e o alvorecer do Homo Sapiens Frater

Júlia Bárány – editora, pedagoga artística e psicanalista

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“O consumismo ou a economia viva são escolhas feitas para o bebê por nascer já pela forma de os pais prepararem sua chegada. O que é realmente importante para o ambiente do bebê? Como é a escolha dos objetos, das cores e dos sons dos seus primeiros contatos com o mundo? Imagine que este ser vai formar a sua imagem do mundo a partir das primeiras imagens que recebe. O mundo é quente como um cachorrinho que pula e late ou frio como um chocalho de plástico? O mundo é vivo e instigante como a formiga que anda em fileira carregando folhas para o formigueiro, ou morto e bidimensional como a tela de um tablet? Nada pode substituir o olhar amoroso da mãe amamentando seu filho que constrói biologicamente, psicologicamente e espiritualmente os alicerces da personalidade, do temperamento emocional e da capacidade de pensar abstratamente. Nada pode substituir o som da voz dessa mãe cantando cantigas de ninar, nem substituir as rimas e brincadeiras ao vivo, com o toque amoroso e estimulante de um ser humano cuidador.”

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O manual de instruções para ter saúde se adquire no meio ambiente social, afetivo e psicológico que começa antes da concepção, continua no útero, no canal de nascimento e nos primeiros momentos pós-nascimento.

É no útero que as vivências do bebê em formação traçam o mapa que este novo ser irá usar a vida inteira para sua conduta, sua maneira de aprender, se relacionar, amar e trabalhar e… morrer.

A constituição do seu corpo, a formação de seus órgãos, a construção do sistema neuronal e da arquitetura cerebral acontecem na interação com o meio circundante, os sons, os sentimentos, as emoções, os acontecimentos pelos quais a mãe passa e transmite ao filho no útero.

Nessa primeira sala de aula da vida, aprendemos como é o mundo. Assim como a primeira professora de jardim ou de primário nos marcou para a vida toda, também a mãe nos marca de forma indelével e profunda.

Lembranças das quais não nos lembramos mais que, no entanto, estão gravadas no inconsciente, ditam nossas reações, os medos que temos e as limitações que nos cerceiam. Também essas lembranças nos proporcionam confiança na vida ou nos colocam em constante vigilância apreensiva.

Práticas de regressão ao útero ou técnicas de renascimento possibilitam ressignificar e assim nos libertar de amarras das quais não tínhamos consciência.

A forma como fomos concebidos – se foi uma concepção desejada ou acidental -, como fomos gestados – se foi um processo amoroso e bem informado ou inconsequente -, condiciona todo o processo posterior de crescimento e maturação.

Ter filhos pelos motivos errados ou ter filhos pelos motivos certos, ou só ter filhos quando a decisão é consciente, planejada e assumida em sua plenitude é um aprendizado ainda muito pouco disseminado nas nossas sociedades. Eleanor Luzes batalha há anos pela inclusão da matéria “o que é ser pai/mãe” já no ensino médio, considerando esse aprendizado fundamental para a criação de uma sociedade saudável em todos os seus aspectos.

O consumismo ou a economia viva são escolhas feitas para o bebê por nascer já pela forma de os pais prepararem sua chegada. O que é realmente importante para o ambiente do bebê? Como é a escolha dos objetos, das cores e dos sons dos seus primeiros contatos com o mundo? Imagine que este ser vai formar a sua imagem do mundo a partir das primeiras imagens que recebe. O mundo é quente como um cachorrinho que pula e late ou frio como um chocalho de plástico? O mundo é vivo e instigante como a formiga que anda em fileira carregando folhas para o formigueiro, ou morto e bidimensional como a tela de um tablet? Vale a pena se aventurar a descobrir o mundo, mexendo na terra, sentindo o perfume das flores, chupando manga, afagando um bezerro ou é melhor se recolher no sofá, porque o mundo não é nada interessante dentro da caixa de suco com canudo e a imagem de uma manga estilizada, apresentado por uma esponja que tem apêndices que se parecem com braços e pernas, ao som mecânico e hipnótico de musiquinhas criadas especialmente para o bebê desenvolver sua inteligência… de robô.

Nada pode substituir o olhar amoroso da mãe amamentando seu filho que constrói biologicamente, psicologicamente e espiritualmente os alicerces da personalidade, do temperamento emocional e da capacidade de pensar abstratamente.

Nada pode substituir o som da voz dessa mãe cantando cantigas de ninar, nem substituir as rimas e brincadeiras ao vivo, com o toque amoroso e estimulante de um ser humano cuidador.

Aprendemos a nos relacionar… nos relacionando.

Thomas Verny esteve no Brasil nos anos 1980, quando foi publicado o seu livro A vida secreta do bebê antes de nascer, que na época circulou nos meios antroposóficos e marcou muitas mães levando-as a serem mães mais conscientes.

Em 2010 foi fundada a ANEP no Brasil, Associação Nacional de Educação Pré-Natal, na Casa Angela, uma casa de parto que também faz acompanhamento da gestante e orientação pós-parto, ligada à Associação Monte Azul de São Paulo. Existem várias ANEPs pelo mundo, trabalhando em prol de uma concepção planejada, gravidez consciente e parto humanizado.

Hoje há um grande movimento de doulas e de obstetras que cria condições para que as parturientes reconquistem sua maternidade plena, dando à luz em ambiente amoroso e acolhedor, de forma natural, propiciando ao ser que vem a este mundo o processo pleno de maturação para a vida nesta terra.

Sem condicioná-lo a usar drogas desde o instante que foi nascer, atordoando-o com anestesia dada à mãe.

A neurociência nos apresenta cada vez mais provas de como todo esse processo acontece, de como somos formados e o que nos condiciona, dando respaldo científico à sabedoria milenar, natural, esquecida nas grandes cidades.

Maurício Baldissin diz que: “não existe dúvidas de que, seis meses após a concepção, a criança por nascer já é um ser dotado para perceber sensações e sentimentos, como memória e um determinado nível de consciência. (…) É então que essa nova individualidade, alimentada por percepções, começa a esboçar os primeiros traços de sua identidade biográfica.

Conheci a Ceila Santos e seu projeto Clarear, revista que visa a informar, unir e incentivar mães em sua sagrada tarefa de preparar seres humanos para sua trajetória eficaz, poderosa e amorosa nesta terra.

Conheci, no lançamento da revista, o Coral Materna em Canto e me apaixonei: cantar é mais uma forma de amar, como disse Isadora Canto.

Assim fui descobrindo uma rede linda de iniciativas, desejos e muito trabalho em prol de uma humanidade melhor que então será capaz de fazer desta terra um mundo melhor.

Como diz Eleanor Madruga Luzes, médica, psiquiatra, terapeuta junguiana, PhD em Ciência do Início da Vida: “nunca na história da humanidade foi tão claro o fio que nos conduz à melhor qualidade de vida. A vida começa bem antes de nascermos e as primeiras impressões deste tempo são essenciais. Cartas da ONU desde 1978 e da OMS, baseadas em enorme evidência científica, muitas das quais são expostas neste livro, deixam claro o quanto é preciso se preparar para ser pais e mães conscientes e assim criar uma humanidade pacífica, harmônica, inteligente e fraterna.

Países como Hungria, Alemanha, Japão, Irã, Índia e os escandinavos, que promovem a preparação para maternidade e paternidade conscientes já verificaram os efeitos sobre a saúde física e social. Em 15 anos, a Suécia baixou radicalmente o suicídio de jovens, a drogadicção e o crime; em 13 anos, 80% da concepção na Holanda é desejada, e em novembro de 2013 fechou-se a 8ª. penitenciária, coisa que se verifica noutros países.

É fundamental compreender que é preciso cuidar da criança ferida que habita em nós, pois nascemos com marcas da concepção indesejada (50% da população do mundo). (…) e curar estas feridas, para não as repetirmos em nossos filhos, pois somos escravos daquilo que não temos consciência. O caminho da consciência liberta.”

Laura Uplinger, educadora no âmbito do psiquismo pré-natal, celebra a chegada de O bebê do amanhã, chamando Thomas Verny de “humanista dos tempos modernos, que oferece um canto de amor e sabedoria aos que desejam empreender o caminho da maternidade e da paternidade consciente, (…) rico em ternura e pleno de informações de como chegamos ao planeta. (…) na década de 1980 com seu primeiro livro, revelou dimensões do psiquismo pré-natal até então ausentes dos textos de psicologia clínica, e junto com David Chamberlain, fundou a Associação de Psicologia Pré-natal e Perinatal, que congrega regularmente profissionais de várias disciplinas e vários países, em torno da relevância do início de nosso desenvolvimento, quando corpo e psiquismo em plena formação se nutrem tanto do ser da mãe quanto dos alimentos que ela ingere.

Trazer um filho ao mundo é uma Aventura colossal”, afirma Laura.

“A chegada de uma nova criança pode ensinar muito, traz coisas sobre nós mesmos que não tínhamos ideia. Com isso, o bebê também vai esperar muito de nós e esse olhar de ambos os lados nos traz uma transformação de vida”, diz Carla Machado, presidente da ANEP Brasil.

E assim, cuidando com toda essa consciência da ECOLOGIA DO ÚTERO e do primeiro ambiente do bebê, temos chances de construir a nova espécie humana que pratica a liberdade, a igualdade e a fraternidade: o HOMO SAPIENS FRATER.

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Ciclo de Palestras – 1ª palestra

A Antroposofia como abordagem artístico/científica integradora

Josef David Yaari

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“Antroposofia propõe um ato de conhecer, nascido da reverência para cada próximo com pleno respeito à diversidade e às múltiplas possibilidades de integração artística em cada atividade profissional. Por exemplo:
Um médico com base na Antroposofia vai procurar os processos físicos, psicológicos e espirituais que levaram seu paciente à doença. Nesse sentido respeitará a realidade cultural e familiar deste paciente, valendo-se das várias contribuições de várias práticas médico/terapêuticas e com a farmacologia de base antroposófica fará um caminho, único com cada paciente, para encontrar a melhor forma de superar a doença! Poderá assim usar de medicamentos não só antroposóficos, mas também da farmácia alopática, homeopática, fitoterápica, dos florais, além de terapias da cultura local do próprio paciente.”

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A Antroposofia é um movimento iniciado por Rudolf Steiner depois de um longo preparo que vem desde sua infância e adolescência, passando por sua formação universitária que conclui com a tese “Verdade e Ciência” e, pela qual foi convidado a organizar os arquivos científicos da obra de Goethe, a partir de 1883.

Steiner foi então convidado a trabalhar no Arquivo Goethe-Schiller em Weimar (Alemanha) e se transferiu para essa cidade em 1890, onde residiu até 1897. Ali desenvolveu um grande interesse cognitivo e uma consequente atividade literário-filosófica que resultou na publicação de “A Filosofia da Liberdade (1894).

Assim, em torno de seus 28 anos percebeu, a partir dos estudos da obra científica de Goethe, que poderia existir uma metodologia científica que ficou relegada a um segundo plano porque tem em seus fundamentos uma abordagem artística da realidade. Esta abordagem que, na prática, vai muito além do racionalismo, deu origem, por exemplo, à descoberta da metamorfose das plantas e à Teoria das Cores de Goethe que é muito mais aceita pelos artistas, ou seja, por aqueles que lidam com as cores. A teoria das cores de Newton lida com o fenômeno ondulatório da cor, a expressão eletromagnética que tende a uma análise racional que não compreende o fenômeno da cor em sua atuação.

Mais tarde como secretário geral da Sociedade Teosófica regional da Alemanha, percebeu a necessidade de se cultivar uma sabedoria do homem, a Antroposofia, dando o passo de trazer o “Reino dos Céus” da Teosofia para a terra com práticas que vão ao encontro do quotidiano de todos nós.

Este movimento então resultou na Pedagogia Waldorf, na Agricultura Biodinâmica, na Medicina Antroposófica, na Economia Viva e Solidária, na proposta da Trimembração Social, na Terapia Artística e muito mais porque, sendo a Antroposofia uma metodologia integradora, cada pessoa ao conhecê-la é estimulada a trazer ao mundo a sua própria contribuição enriquecendo as práticas em todas as áreas de atividade humana.

Em vez da sequência linear que domina o conhecimento comum, a abordagem antroposófica propõe a observação simultânea das muitas vertentes da realidade que se interpenetram. Assim, por exemplo, ao observarmos um edifício de forma retangular, temos:

a) A concepção geométrica do retângulo que é uma ideia não material pela qual esta configuração é estabelecida por quatro linhas unidas que formam quatro ângulos de 90º e cuja soma então é de 360º;

b) A elaboração interna (pensamentos, sentimentos, expectativas, impulsos, etc.) do engenheiro ou arquiteto, aliada a elaboração externa (desenhos, observações, anotações), ligada ao proponente da obra que pode ser um capitalista interessado em lucros ou um artista interessado em criar formas novas de moradia, etc., etc.;

c) A planta base para a construção, aliada aos operários desta construção, às vontades, expectativas, sentimentos, etc. de todos os envolvidos;

d) O edifício materializado e seus detalhes.

Mas isso tudo está sempre presente e atuante ao mesmo tempo em sentimentos, vontades e pensamentos. E, ainda, temos que adicionar muitas outras ocorrências como o planejamento urbano, social e econômico, detalhes culturais, situações específicas e tantas outras.

Por esta forma de conhecimento, Rudolf Steiner esperava que todo antropósofo se colocasse perante todas as práticas e teorias buscando compreendê-las e integrá-las no caminho de desenvolvimento da comunidade e da humanidade em geral.

Nunca caberia ao movimento antroposófico se colocar como detentor de  um conhecimento que se aparta dos demais. Ao contrário: a expectativa de Rudolf Steiner é que todo antropósofo tivesse a coragem e o conhecimento necessário para avaliar e contextualizar as diversas contribuições de pessoas e culturas diferentes.

E o eixo comum da Pedagogia Waldorf, da Pedagogia Clínica Biográfica, da Medicina Antroposófica e das tantas outras iniciativas antroposóficas é, então, uma abordagem antropológica de todas as práticas e teorias com respeito ao desenvolvimento de cada indivíduo, desde a formação embrionária até a compreensão dos fatores físicos, psicológicos e culturais atuantes.

É isso: A Antroposofia não é mais uma doutrina entre outras! A Antroposofia é uma abordagem que acolhe a expressão das diversas culturas e práticas, integrando-as artisticamente, buscando então a compreensão dos conteúdos e formas necessárias naquele momento e naquele espaço específico, criando assim as condições ideais para uma atuação eficaz com o próximo! E é com esta postura que tenho elaborado o que estou chamando de Meta-Epistème.

Por outro lado, no caminho da lenta materialização da realidade espiritual, a Antroposofia se estabelece após a Teosofia, como o canal de “Sophia”, como entidade que assume a responsabilidade maior de concretizar a humanidade como a décima hierarquia espiritual que colabora ativamente na criação e elaboração dos multiversos.

Por isso, Rudolf Steiner, na constituição da Sociedade Antroposófica no Congresso de Natal de 1923/1924, integra uma Escola Livre Superior de Ciência Espiritual, como forma atuante que amplie e fecunde os diferentes aspectos da diversidade cultural em sua expressão de conhecimento e práticas que incluem as mais diferentes linguagens (intelecto, imagens, inspirações, pintura, música, teatro, artes plásticas em geral, etc., etc.).

Daí, a abordagem integradora é um dever no sentido de se constituir como uma decisão emanada da participação consciente desta Escola Livre Superior. E no parágrafo 9 (nove) dos estatutos da Sociedade Antroposófica, está afirmado categoricamente que “o dogmatismo em qualquer domínio está absolutamente excluído”.

Este assunto é muito ampliado e é o tema-eixo de meu livro “Os caminhos além do “Guardião do Limiar”.

Assim, fundamentada na tradição filosófica que se vale das fontes orientais e ocidentais, a Antroposofia propõe um ato de conhecer, nascido da reverência para cada próximo com pleno respeito à diversidade e às múltiplas possibilidades de integração artística em cada atividade profissional.

Um médico com base na Antroposofia vai procurar os processos físicos, psicológicos e espirituais que levaram seu paciente à doença. Nesse sentido respeitará a realidade cultural e familiar deste paciente, valendo-se das várias contribuições de várias práticas médico/terapêuticas e com a farmacologia de base antroposófica fará um caminho, único com cada paciente, para encontrar a melhor forma de superar a doença! Poderá assim usar de medicamentos não só antroposóficos, mas também da farmácia alopática, homeopática, fitoterápica, dos florais, além de terapias da cultura local do próprio paciente.

O fundamento, como já dito, é uma antropologia física, anímica e cultural/espiritual sempre atualizada com respeito permanente à contemporaneidade. Por isso são práticas sempre integrativas!

E Rudolf Steiner em sua análise da história da filosofia e da humanidade em geral, tomou como eixo de toda sua obra, a vivência profunda do Cristo, o ser solar que reúne em si a mais alta expectativa de cada homem por aquilo que já disse, ou seja, pela intransigente defesa do amor, da transgressão e do ato criativo, constituindo-se  como a figura central do significado do Ser livre, acima das determinações da comunidade e acima das instituições religiosas, doutrinárias ou partidárias de todos os tipos!

Se, ainda hoje, muitas pessoas acreditam que o movimento antroposófico é uma seita, é porque a maioria, incluindo muitos “antropósofos”, não perceberam sua responsabilidade social perante o mundo. E ficaram assim presos ao conhecimento teosófico que reúne as formatações das grandes tradições culturais que elaboraram as imagens da expressão espiritual da humanidade.

Nietsche, em muitas ocasiões, denunciou que a maioria fugindo de seus desafios, busca uma “consolação metafísica”. E, infelizmente, alguns aspectos que dão base à Antroposofia acabam se prestando a servir como esta consolação.

Assim, devo a Rudolf Steiner:

1. O estímulo para cultivar, ser guardião e exercer minhas atividades com o fundamento da Antroposofia que, se explicita como uma entidade de cunho espiritual, responsável consciente da elaboração da humanidade como décima hierarquia espiritual. A Antroposofia é uma abordagem, uma metodologia integradora que dá base para contínua elaboração de uma metodologia científica que se coloca explicitamente além de ideologias, doutrinas ou quaisquer partidarismos ou polarizações, uma forma de conhecer inspirada no Goetheanismo e na Poética, podendo então ser sempre recontextualizada e, por isso, mantendo-se aberta a acolher o que é novo. Esta prática dá acesso (e mostra o caminho de como chegar lá) à realidade espiritual e à sua contraparte material, constituindo assim a base da Pedagogia Waldorf, da Medicina Antroposófica, da Agricultura Biodinâmica, da Economia Associativa e das tantas outras expressões na vida jurídico/política, econômico/financeira e cultural/espiritual;

2. Uma postura aberta, livre para todos os conhecimentos, evitando qualquer juízo sectário que se aparte dos outros conhecimentos. Rudolf Steiner esperava que todos os praticantes desta abordagem estudassem todas as práticas, doutrinas e diferentes expressões culturais, exercendo a arte da integração destes conhecimentos para o bem comum;

3. O fato de que ele (Rudolf Steiner) se irritava quando alguém dizia que isto ou aquilo é ou não é antroposófico.  Porque para ele a Antroposofia é uma abordagem e não uma doutrina que teria “verdades” que poderiam se contrapor a outras “verdades”! É importante salientar que por esta metodologia foram feitas muitas descobertas que formam “um corpo de conhecimentos”, mas como ampliação dos conhecimentos e das práticas existentes. Os médicos devem estar atentos às novas descobertas da fisioterapia, da farmacologia  em geral, da “Medicina Germânica”, da atualização de outras abordagens, etc. Isso vale para todas as outras atividades como a Pedagogia, a Agricultura, a Economia, etc. Por isso é proposta uma atitude antroposófica e não uma “verdade” antroposófica.

4. A postura de participação social e política que obriga a me colocar abertamente a favor do pleno desenvolvimento de todos com respeito à diversidade, aos costumes e criativamente perante o jogo de poder, mantendo-me atento no sentido de não estar a serviço de poderes que diminuam o acesso de todos à emancipação do Ser em cada um.

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Este artigo faz parte dos apontamentos e sumários do Ciclo de Palestras:

Fundamentos Esotéricos para a atuação Micaélica e Antroposófica no estado da consciência contemporânea

1ª Palestra: A Antroposofia como abordagem artístico/científica integradora

Data: 8 de outubro no Instituto Veredas Prolíbera
End: Rua da Fraternidade 130, Santo Amaro – São Paulo/SP
Telefone: (11) 9 5990-2671 (Tim) ou (11) 9 8309-1183 (Tim)
Email: paulacolen@prolibera.com.br ou josef@prolibera.com.br

São apenas 20 vagas – inscreva-se com antecedência

ciclo de palestras

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Conteúdo Pedagógico:

A consciência do “Eu e o grupo” e do “Eu e meu entorno”

Educação física no 4º e 5º anos da escola Waldorf

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As crianças devem chegar a vivências da ordem de “Eu e o grupo” e do “Eu e o meu entorno”, elas devem perceber que “aquilo que faço atua sobre o grupo”.

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4° ano

A aula de Educação física abarca as necessidades de vivências das crianças. Para alguns exercícios oferecem-se os temas da geografia local. Mas aos poucos, perde-se a vinculação com a fantasia: a corrente de rio revolto entre os dois bancos suecos cede lugar ao chão do salão de ginastica.

Deixa-se a “atmosfera do nós” e tentamos elaborar a aula de tal maneira que as crianças cheguem a vivências da ordem de “Eu e o grupo” e do “Eu e o meu entorno”. É a mesma sensação descrita em algumas sagas da mitologia nórdica.

Os exercícios, na ginástica Bothmer, agora partem do “Eu”. Exemplo eu ando; eu paro; eu corro meu caminho…etc.

Os exercícios de obstáculos que foram praticados no 3° ano serão aprofundados, para que se tornem mais exigentes.

Nesta fase é bom dar leves “estímulos de resultado”, como por exemplo : contar quantas crianças do grupo conseguiram o salto sobre uma “vala” ou sobre outro obstáculo.

Jogos em forma de desafio ainda devem ser evitados, deve-se praticar aqueles nos quais as crianças possam vivenciar que “aquilo que faço atua sobre o grupo”.

Para isso, são apropriadas as formas simples de pré-baseball e inúmeras variações dos jogos “Bola do caçador”, “Bola sentada” e outros. Ao mesmo tempo conservamos, naturalmente, alguns dos jogos praticados até agora.

5° ano

Nessa idade, na Educação física, deixa-mo-nos estimular pela atmosfera da história grega e dos jogos olímpicos (na execução antiga). É de grande ajuda quando mantemos frente aos nossos olhos a idéia que o ensino, “como um todo”, deve estar permeado pela alternância entre o “leve” e o “pesado”.

Na ginástica Bothmer, somos conduzidos da ciranda para exercícios propriamente ditos, nos quais se pratica a troca rítmica, entre saltos leves e pesados. Também na ginástica com aparelhos, no ato de saltar, nos movimentamos nesse elemento, por exemplo, no alto sobre o cavalo ou ao pular corda.

No jogo temos a troca do leve e do pesado no agarrar e arremessar. De maneira que, os jogos como “Bola sobre a rede”, “Queimada ” e “Bola ao cesto”, são adequados. É bom começar os jogos com poucas regras . Na maioria das vezes, as crianças nessa idade ainda têm um sentimento natural para uma certa ordem no jogo.

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Cinco maneiras de despertar a espiritualidade de seus filhos

Edward Hoffman

Fonte: Página do Facebook Vovó Lupo – clique e conheça

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“Exponha seu filho à natureza sempre que possível. A proximidade com a natureza durante nossos primeiros anos de vida tem um efeito profundo em nosso desenvolvimento espiritual. Aceite a imaginação e o sentido de deslumbramento de seu filho. A imaginação é uma ferramenta vital para o desenvolvimento interior. Expressões significativas de sua espiritualidade lhes dão uma consciência maior da força superior que cerca todas as coisas. Encoraje seu filho a compartilhar seus sonhos e sempre ouça seu filho com atenção… ”

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Contato com a natureza, estímulo à imaginação, cultivo dos rituais… Pode ser muito divertido e saudável despertar a centelha divina que mora em cada criança.

Você vê a espiritualidade como uma parte essencial da sua vida? Sua conexão com Deus é algo profundamente real? Em caso afirmativo, você está em perfeita sincronia com a cabala. Seus praticantes vêm ensinando há séculos que toda criança nasce com uma espiritualidade inata, que deve ser nutrida pelos adultos que influenciam sua vida – sobretudo pais, avós e outros familiares – com o intuito de desenvolvê-la. Como as principais instituições de nossa sociedade e os meios de comunicação normalmente minimizam a importância da espiritualidade, é vital que estejamos presentes para ajudar o crescimento desse aspecto das crianças.

Veja cinco princípios gerais para serem usados como base e nutrir a espiritualidade de seus filhos na vida cotidiana. Esses princípios têm origem nos ensinamentos mais básicos da cabala, os quais sempre exaltaram a espiritualidade em crianças e a bênção que é ser pai e mãe.

1. Exponha seu filho à natureza sempre que possível. Como já sabiam os visionários poetas ingleses William Blake e William Wordsworth, a proximidade com a natureza durante nossos primeiros anos de vida tem um efeito profundo em nosso desenvolvimento espiritual. Se você vive na cidade, leve seu filho em passeios frequentes ao interior em todas as estações para melhor experimentar os ritmos sutis da vida. Fortaleça o laço diário de seu filho com a natureza ao encorajá- lo a cuidar de animais ou plantas. Procure participar de projetos como a criação de um jardim ou mesmo ter vasos de flores no peitoril da janela.

2. Aceite a imaginação e o sentido de deslumbramento de seu filho. Professores místicos sempre insistiram que a imaginação é uma ferramenta vital para o desenvolvimento interior. Mesmo assim, nos dias de hoje a maioria das escolas e de outras instituições desencoraja essa qualidade natural e vibrante da criança. Reconheça que, ao elogiar o lado fantasioso e imaginativo de seu filho, você está fazendo algo bastante importante. Ler histórias na hora de dormir – ou criar uma historinha com seu filho – é uma excelente maneira de estimular a imaginação.

3. Se você é adepto de uma religião formal ligada a uma igreja ou sinagoga, ou de um credo totalmente pessoal, mantenha rituais regulares em casa. Eles podem ser simples como acender velas ou dar graças pelo alimento antes da refeição. O importante é que sejam expressões significativas de sua espiritualidade e lhe dê uma consciência maior da força superior que cerca todas as coisas.

4. Encoraje seu filho a compartilhar seus sonhos. Se você mostrar genuíno interesse nos sonhos dele, ele poderá aprender a valorizá-los e prestar atenção nas mensagens, procurando por direções em sua vida. Sob esse aspecto, seu encorajamento diário é mais importante do que dar uma direção específica na interpretação dos sonhos. Reserve um tempo nas manhãs para que seu filho se recorde e, então, prossiga com discussões.

5. Sempre ouça seu filho com atenção. Certamente, em um mundo de rapidez pautado pela tecnologia, não é sempre fácil achar momentos tranquilos. De vez em quando, todos ficamos cansados ou impacientes com aqueles que mais amamos. Mas proteger a espiritualidade natural de seu filho requer reservar um tempinho todos os dias para ouvir sobre as alegrias, triunfos e frustrações dele. Evite situações artificiais como “vamos sentar e conversar agora”. Em vez disso, chame de hora da arte e deixe que cada um de vocês desenhe ou faça alguma arte enquanto estiverem sentados à mesa. Ou simplesmente vão ao parque juntos ou conversem no carro. Esses momentos honram o relacionamento especial que você tem com seu filho e, no fim das contas, honram também a centelha divina em cada um de nós.

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Nossa natureza essencial

Eckhart Tolle

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“Quando você percebe o silêncio, instala-se imediatamente uma calma alerta no seu interior. Você está presente. Nesses momentos você se liberta de milhares de anos de condicionamento humano e coletivo. A calma é nossa natureza essencial. O que é a calma? É o espaço interior ou a consciência onde as palavras são assimiladas e se transformam em pensamentos. Sem essa consciência, não haveria percepção, não haveria pensamentos nem mundo.Você é essa consciência em forma de pessoa.”

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Olhe para uma árvore, uma flor, uma planta. Deixe sua atenção repousar nelas. Note como estão calmas, profundamente enraizadas no Ser. Deixe que a natureza lhe ensine o que é a calma. Quando você olha para uma árvore e percebe a calma da árvore, você também se acalma. Você se conecta a árvore num nível muito profundo. Você sente uma unidade com tudo que percebe na calma e através dela. Sentir a sua unidade com todas as coisas é amor.

Quando você percebe o silêncio, instala-se imediatamente uma calma alerta no seu interior. Você está presente. Nesses momentos você se liberta de milhares de anos de condicionamento humano e coletivo. A calma é nossa natureza essencial. O que é a calma? É o espaço interior ou a consciência onde as palavras desta página são assimiladas e se transformam em pensamentos. Sem essa consciência, não haveria percepção, não haveria pensamentos nem mundo.Você é essa consciência em forma de pessoa.

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Conteúdo Pedagógico:

Orientação, representação, fantasia e moralidade – Euritmia

Euritmia no 4º e 5º anos da escola Waldorf

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“A criança tem necessidade de uma orientação no espaço, que a leve mais intensamente ao mundo exterior e desperte novas forças anímicas relacionadas com a fantasia, com a representação e também com a moralidade.”

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4º ano

Depois dos 9-10 anos de idade, a criança tem necessidade de uma orientação no espaço, que a leve mais intensamente ao mundo exterior e desperte novas forças anímicas relacionadas com a fantasia, com a representação e também com a moralidade. Isso ocorre gradativamente pela abertura e dissolução do círculo e pelo posicionamento frontal que será assumido, assim como, pelos movimentos que disso decorrem. Através disto, a criança vivencia objetivamente as direções no espaço e as reconhece também dentro de si, estas lhe revelam um novo ponto de vista do mundo. A euritmia dos sons e a primeira vivência dos mesmos pode começar pela vivência do ser humano como instrumento (escala de dó maior). Na poesia, são descobertos gestos que correspondem às frases e formas para os diversos tipos de palavras. O ritmo é desenvolvido na fala e na música de forma bem diversificada. A euritmia acompanha os assuntos da aula principal, quando as crianças, por exemplo, vêm a conhecer as aliterações. Começam com exercícios preliminares simples, com o bastão, e os exercícios sociais são cultivados com maior consciência.

5º ano

No 5° ano, há a ampliação de tudo o que foi exercitado até agora dos elementos do ritmo e do espaço, na fala e na música. A novidade fica por conta da descoberta da geometria do próprio corpo (estrela de 5 pontas) e do espaço. Paralelamente ao ensino principal, os textos de antigas civilizações podem ser elaborados e também as primeiras obras poéticas em línguas estrangeiras. Começam as primeiras obras musicais em duas vozes. Variados exercícios de saltos preparam a relação elástica para com a própria corporalidade e para com o mundo.

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Música Melhora Memória, Leitura e
Desempenho Escolar das Crianças

Fonte: www.porvir.org – clique e conheça

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“Alguns dos principais elementos da música, como o timbre, o tempo e o tom, são fundamentais para que as crianças desenvolvam, mais rápido, habilidades de leitura, interpretação de texto e comunicação. Os alunos que estudam música têm muitos benefícios em relação ao desenvolvimento da linguagem, da fala e da memória de trabalho auditiva. Fazer música exercita essa memória. Para afinar um instrumento, por exemplo, é preciso lembrar o som da nota. Para improvisar, é preciso lembrar do tema e do ritmo. Para aprender uma música ‘de ouvido’ é preciso exercitar essa memória que lida com a sequência.”

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Para neurocientista, ensino musical pode ajudar a diminuir o vácuo acadêmico que existe entre alunos de alta e de baixa rendas

Segundo um estudo de mais de duas décadas da Northwestern University, dos Estados Unidos, ensinar música para crianças aumenta a capacidade de comunicação, atenção, memória, leitura e o desempenho acadêmico.

A neurocientista Nina Kraus, líder da pesquisa, acompanha grupos de crianças que fazem parte do Harmony Project, iniciativa sem fins lucrativos que oferece, gratuitamente, instrumentos e instrução para jovens que vivem em áreas de baixa renda, desde que prometam continuar na escola.

Em artigo publicado neste mês, a pesquisadora apresenta um recorte da pesquisa com algumas das informações colhidas, desde agosto de 2011, com uma turma de 60 alunos, de 6 a 9 anos de idade, em que apenas 29 tinham contato com a música.

Segundo ela, alguns dos principais elementos da música, como o timbre, o tempo e o tom, foram fundamentais para que essas crianças – os 29 – desenvolvessem, mais rápido que as outras, habilidades de leitura, interpretação de texto e comunicação. “Os alunos que estudam música têm muitos benefícios em relação ao desenvolvimento da linguagem, da fala e da memória de trabalho auditiva”, explica Kraus.

Memória de trabalho auditiva é o nome que se dá àquela que é responsável, por exemplo, pelo armazenamento e organização das últimas palavras lidas de um texto e, por consequência, sua interpretação. “Fazer música exercita essa memória. Para afinar um instrumento, por exemplo, é preciso lembrar o som da nota. Para improvisar, é preciso lembrar do tema e do ritmo. Para aprender uma música ‘de ouvido’ é preciso exercitar essa memória que lida com a sequência”, diz.

Música pode diminuir desigualdade de aprendizagem

Ao contrário de outros estudos que buscam compreender as reações instantâneas da música no cérebro, a pesquisa de Kraus é focada no longo prazo, pois pretende analisar o impacto neurológico da escola e do aprendizado da música em espaços coletivos, para considerar justamente a relação entre a colaboração dos alunos e como isso pode enriquecer as funções cerebrais.

Funções estas que foram monitoradas por meio de eletrodos e outras máquinas responsáveis por identificar o melhor processamento do som e da fala entre aqueles que estudam música. “É uma espécie de aprimoramento na decodificação do som, que vai melhorar a percepção, compreensão e imersão nesse som, que pode ser a própria explicação do professor”, explica a pesquisadora.

Juntas, todas essas habilidades desenvolvidas podem, em alguma medida – segundo outro relatório apresentado em julho deste ano – diminuir a diferença que existe no aprendizado das crianças que estudam em escolas públicas e privadas.

Para a pesquisadora, no futuro, o vácuo que existe na vida acadêmica de pessoas de baixa renda e de pessoas ricas, pode ser diminuído pois o ensino de música melhora o aprendizado desses alunos tornando-os pessoas mais “engajadas, comunicativas e prontas para trabalhar em grupo para alcançar seus objetivos”.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Estresse tóxico: doença infantil do século 21

Fonte: Fundação Maria Cecília Souto Vidigal – clique e conheça

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“Agendas diárias de crianças, cheias de compromissos, estão gerando pequenos estressados e comprometendo seu desenvolvimento. Exposto a esse tipo de estresse, o organismo sofre uma espécie de intoxicação. Cai a imunidade, deixando a pessoa mais exposta a infecções, há uma interferência nos hormônios do crescimento e até mesmo o amadurecimento de partes essenciais do cérebro, como o córtex pré-frontal, é afetado. Muitos pequenos têm uma agenda de compromissos de tirar o fôlego de qualquer adulto…”

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O tema preocupa. Agendas diárias de crianças, cheias de compromissos, estão gerando pequenos estressados e comprometendo seu desenvolvimento. Por isso, você, que atua junto a elas e aos pais, precisa ficar atento e ajudar a combater essa nova forma do estresse.

A matéria sobre o tema foi publicada na revista Época, no final de março. É tão importante que resolvemos compartilhá-la com você, para que possa fazer a sua parte, no dia a dia de seu trabalho.

Os pais estão cada vez mais preocupados com a formação de seus filhos, antevendo os obstáculos que irão encontrar no futuro, especialmente no mundo do trabalho. A preocupação é pertinente, mas a forma de amenizá-la é que preocupa.

Muitos pequenos têm uma agenda de compromissos de tirar o fôlego de qualquer adulto: natação, inglês, equitação, tênis, futebol…

Pode até ser que fiquem mais “preparados”, mas, ainda na infância, estão se tornando crianças estressadas e as consequências disso, no médio e curto prazo, não valem a pena. Para se ter uma ideia, o estresse infantil já é considerado um problema de saúde pública.

A matéria da Época traz o depoimento do psicoterapeuta João Figueiró, um dos fundadores do Instituto Zero a Seis, instituição especializada na atenção à primeira infância, que diz: “Frequentemente essa rotina impõe à criança um sentimento de incompetência, pois lhe são atribuídas tarefas para as quais ela não está neurologicamente capacitada.”

Os especialistas afirmam que essa exposição a uma rotina tão cheia pode transformar as crianças em adultos com propensão a doenças coronarianas, diabetes, uso de drogas e depressão. É mesmo preocupante!

Há um estudo, da pesquisadora Ana Maria Rossi, presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR), realizado com 220 crianças, entre 7 e 12 anos, que revelou oito em dez casos em que os pais foram atrás de ajuda profissional por causa da alteração de comportamento de seus filhos.

Mas, vale ressaltar, que o estresse faz parte da vida. O problema é como ele é vivenciado e por quanto tempo. Os cientistas do Centro de Desenvolvimento da Criança da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, classificam o estresse em três tipos:

Estresse positivo: há pouca elevação dos hormônios e se manifesta por pouco tempo.
Estresse tolerável: caracterizado pela reação temporária e que pode ser contornado quando a criança recebe ajuda.
Estresse tóxico: este sim é o mais perigoso, porque tem efeito prolongado no organismo associado à falta de suporte à criança.

Certos acontecimentos corriqueiros são os principais desencadeadores do estresse tóxico: frustração ou aflição frequentes, como brigas na escola ou na família, crítica e a desaprovação dos pais, excesso de atividades e o bullying.

Também faz parte desse tipo de estresse aquelas situações únicas, de forte impacto, como a morte de alguém próximo, um acidente, a agressão física, o abuso sexual.
“Exposto a esse tipo de estresse, o organismo sofre uma espécie de intoxicação. Cai a imunidade, deixando a pessoa mais exposta a infecções, há uma interferência nos hormônios do crescimento e até mesmo o amadurecimento de partes essenciais do cérebro, como o córtex pré-frontal, é afetado”, relata a matéria.

Crianças estressadas, então, estão mais vulneráveis às doenças. É fato. O problema é que, muitas vezes, os pais não associam a enfermidade do filho ao estresse e a criança acaba sendo medicada de forma errada.

Outro perfil do estresse tem sua origem na superproteção dos pais, que não deixam seus filhos enfrentarem as dificuldades naturais da vida, a exercitarem a resiliência – capacidade fundamental de adaptar-se e sair de situações adversas. Os pequenos se tornam mandões, ditam as regras da casa, e não conseguem lidar com as frustrações.

Outro depoimento que a revista Época traz é mais um alerta sobre o problema: “O estresse é um fator de risco importante para a grande maioria das doenças mentais”, diz Guilherme Polanczyk, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. “E seu efeito sobre o organismo é bem maior em sistemas menos maduros, como o das crianças.”

Alguns sintomas de estresse tóxico, levantados por pesquisas, são: dores de cabeça e abdominais, pesadelos, voltar a fazer xixi na cama e a chupar o dedo, crises de asma, alergias, déficit de atenção ou hiperatividade, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), dentre outros.

O problema é que ainda existem poucas ações voltadas para a saúde mental infantil, mas é possível monitorar a criança observando-a sob três aspectos: seu corpo (se enxerga e fala bem, se os hormônios estão em níveis adequados); sua inteligência (se está adequada à idade); seu lado emocional (comportamentos e reações).

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Série – Contos Brasileiros para crianças e seus elementos interpretativos

A Velha dos Piolhos

 Wesley Aragão

Fonte: www.gepak.com.br – clique e conheça

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“Uma dualidade onde se antagonizam a limpeza original com a contaminação original. A velha representa a contaminação primordial, a que porta a impureza e que a espalha. Ela é uma espécie de “caixa de pandora”, pois também levava consigo a proibição de que mexessem no “outro lado” da sua cabeça. A transgressão de se ter visto este lado proibido, por uma curiosa, fez com que se espalhasse a piolhada pelo mundo. Não é o piolho o que importa. O bichinho é uma metáfora para impurezas primordiais maiores. A alma infantil começa a desvendar o mundo a partir também de um jogo de polaridades qualitativas que vão sendo formadas.”

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As índias sempre iam catar gravetinhos secos no mato, para por na fogueira e cozinhar. Todo dia elas iam catar gravetinhos.

Um dia, as índias chegaram a um lugar para catar gravetos e lá encontram uma velha, sentada:

-Como vão companheiras! – disse a velha. – Vocês podem vir catar piolhos na minha cabeça?

Algumas índias foram então catar piolhos na cabeça da velha. Mas ela disse que só podiam catar piolhos de um lado da cabeça, do outro lado não podiam não. Ela acharam estranho aquilo, mas ajudaram a velha, e cataram tantos piolhos que ficaram assustadas. Nunca tinham visto tantos piolhos na cabeça de alguém! Neste tempo, as índias não tinham piolho.

E noutro dia as índias foram novamente procurar gravetinhos. E quem elas encontram no mato? A velha piolhenta! E ela pede novamente: – Ó, minhas comadres, vocês podem catar meus piolhos? Mas só deste lado da cabeça, hein?

As índias não sabiam que aquela velha era encantada, era a Velha dos Piolhos, que perambula pelo mato, espalhando piolhos e às vezes assumindo a forma de um passarinho. Quem ouve este passarinho mágico, ou quem imita o seu canto, fica piolhento. Não sabendo de tudo isto, as índias foram ajudar a velha.

Uma cunhã mais curiosa fingiu que catava piolhos de um lado da cabeça da velha, mas mexeu no outro lado. E ficou muito assustada. O que foi que ela viu? Que tinha um ninho enorme de piolhos na cabeça dav velha. Todos os piolhos do mundo moravam ali! E os piolhos já iam subindo rapidinho pelos braços da cunhã curiosa. E uma menina falou para a cunhã não dizer para a velha que tinha visto aquela montanha de piolhos. E assim a velha dos piolhos agradeceu e se afastou.

Mas, por isto, as índias pegaram mil piolhos, até hoje. E esta Velha anda por aí, espalhando mais e mais piolhos e cantando feito passarinho.

Elementos Interpretativos:

Neste conto do povo Aruá, fica evidente uma dualidade onde se antagonizam a limpeza original com a contaminação original. A velha representa a contaminação primordial, a que porta a impureza e que a espalha. Ela é uma espécie de “caixa de pandora”, pois também levava consigo a proibição de que mexessem no “outro lado” da sua cabeça. A transgressão de se ter visto este lado proibido, por uma curiosa, fez com que se espalhasse a piolhada pelo mundo. Não é o piolho o que importa. O bichinho é uma metáfora para impurezas primordiais maiores. A alma infantil começa a desvendar o mundo a partir também de um jogo de polaridades qualitativas que vão sendo formadas.

Caso queira adquirir a apostila completa ou outros textos do Dr. wesley Aragão, acesse:

GEPAK – Grupo de Estudos e Práticas Antroposóficas

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Integração global dos elementos da natureza e a auto-sustentação

Fonte: Página do Facebook Brinquedos Waldorf – clique e conheça

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“Os alimentos biodinâmicos também são orgânicos, pois seu cultivo não utiliza adubos químicos ou agrotóxicos. Mas, sua produção leva em conta outros fatores no manejo da terra, que buscam integrar de forma global os elementos da natureza e a auto-sustentação da propriedade, com entrada mínima de recursos e insumos externos. A agricultura biodinâmica estuda os movimentos da lua e dos outros astros, pois a ação da gravidade da lua pode influenciar no crescimento e produção das plantas, assim como tem efeito sobre as marés, por exemplo. Outra preocupação está na prática da rotação de culturas, permitindo que os solos se recuperem mais rapidamente. Algumas pesquisas apontam que os alimentos assim cultivados apresentam uma qualidade nutritiva superior.”

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Os brasileiros já estão mais habituados com os alimentos orgânicos e a oferta desses produtos cresce a cada dia. Porém, outra opção vem crescendo entre quem busca uma alimentação mais saudável e sustentável: os alimentos biodinâmicos.

Os alimentos biodinâmicos também são orgânicos, pois seu cultivo não utiliza adubos químicos ou agrotóxicos. Mas, sua produção leva em conta outros fatores no manejo da terra, que buscam integrar de forma global os elementos da natureza e a auto-sustentação da propriedade, com entrada mínima de recursos e insumos externos.

A agricultura biodinâmica estuda os movimentos da lua e dos outros astros, pois a ação da gravidade da lua pode influenciar no crescimento e produção das plantas, assim como tem efeito sobre as marés, por exemplo. Outra preocupação está na prática da rotação de culturas, permitindo que os solos se recuperem mais rapidamente.

Enquanto os produtos orgânicos apresentam vantagem no fato de não estarem “contaminados” com agrotóxicos, os biodinâmicos apresentam, além deste, um benefício a mais: algumas pesquisas apontam que os alimentos assim cultivados apresentam uma qualidade nutritiva superior.

A Pedagogia Waldorf é a favor da alimentação biodinâmica, já que as crianças são incentivadas a terem refeições mais saudáveis, para que assim possam se desenvolver com saúde e aprender com mais facilidade. Inclusive nas escolas, os alunos são ensinados a plantar da forma biodinâmica. Muito legal, não?

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Madre Teresa de Calcuta

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Conteúdo Pedagógico:

A música e os princípios estruturadores espirituais

Música no 4º e 5º anos da escola Waldorf

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“A sensibilidade musical da criança precisa ser conduzida para a terra. A tônica passa a ser importante. Tudo isso pode ser treinado por meio de canções populares e de autênticos cânones e com isso ser festejado o nascimento do trítono. A vivência mais consciente do mundo-ambiente inspira que haja a procura pelos supostos princípios estruturadores espirituais. Estes princípios são vivenciados na harmonia estética, no equilíbrio da beleza. Neste período deve-se cantar muito e, de forma bem consciente, procurar cantar bonito, criando com isto uma valiosa base para toda a atividade musical futura.”

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Ao redor dos 9/10 anos de idade, o “músico” que vive em cada criança não vivenda mais a atividade musical como algo uniforme. R. Steiner disse: “Convém trabalhar, inicialmente, levando em conta o aspecto biológico da criança, em seguida, trabalhar de tal forma que a criança precise se adaptar à arte musical”.

Isso, deixa aberto o momento de mudança de direção, no “fazer musical”, mas tem-se a impressão, pela descrição da situação através da Antropologia Geral, que esta indicação refere-se a este momento do desenvolvimento.

4º ano

A ligação com as frações e a fixação de ritmos (tempo perfeito e imperfeito) estão no centro da atividade. O aluno deve primeiro ouvir e, em seguida, anotar na escrita musical aquilo que ouviu para depois reproduzi-lo no audível. Faz parte disso o início do estudo dos intervalos. A sensibilidade musical da criança precisa ser conduzida para a terra. A tônica passa a ser importante. Tudo isso pode ser treinado por meio de canções populares e de autênticos cânones e com isso ser festejado o nascimento do trítono. É importante que flautas e instrumentos de corda acompanhem o canto, de modo que surja a atividade em conjunto.

5º ano

A partir da nova compreensão do mundo, recentemente conquistada, procura-se e sente-se uma nova harmonia. A vivência mais consciente do mundo-ambiente inspira que haja a procura pelos supostos princípios estruturadores espirituais.

Estes princípios são vivenciados na harmonia estética, no equilíbrio da beleza.

Em decorrência do que foi exposto antes, neste período deve-se cantar muito e, de forma bem consciente, procurar cantar bonito, criando com isto uma valiosa base para toda a atividade musical futura.

O cantar acompanhado de forma harmoniosa por instrumento, executado em alternância entre o ouvir e o cantar, é muito apreciado pelos alunos e precisa ser cultivado de preferência com acompanhamento instrumental. A criança precisa aprender, através do exercício, a se adaptar às exigências da música.

É cultivada a vivência da terça maior e menor, através dos primeiros cantos corais, com três vozes e de cânones ilegítimos (homomórficos, com acordes duto vertical). Inicialmente, no estudo da estética musical poderá ser apresentada e realizada a prática das primeiras formas e elementos da tonalidade.

Conheça mais sobre a Pedagogia Waldorf – clique aqui!!!

Este conteúdo está disponível na página de Conteúdos Pedagógicos – GERAL

Caso tenha cadastro na Biblioteca – acesse a área aqui!!!

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Os bons filhos são aqueles que nos trazem problemas

Eduardo Sá

Fonte: Observador – clique e conheça

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“Errar é aprender e as crianças não devem ser educadas para se tornarem “modelos normalizados”. Temos de pensar muito bem que tipo de estratégia queremos para que as crianças, ao mesmo tempo que aprendem, sejam capazes de ser afirmativas e sensíveis. Se as crianças não forem expressivas, não sabem pensar. Aquilo que parece uma mais-valia, a longo prazo é uma limitação.”

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No novo livro, o psicólogo Eduardo Sá faz uma crítica às escolas e aos pais. Avisa que “errar é aprender” e que as crianças não devem ser educadas para se tornarem “modelos normalizados”.

“Hoje não vou à escola!”, quantas vezes já ouviu o seu filho dizer isto, logo pela manhã, acabado de sair da cama? No início de mais um ano letivo, o psicólogo clínico e psicanalista Eduardo Sá lança um livro cujo título toma emprestado o protesto infantil. A ideia é explicar que as crianças saudáveis são afoitas, curiosas e que, às vezes, não têm vontade de ir às aulas. “Hoje não vou à escola!“, da editora Lua de Papel, chega esta quinta-feira às livrarias.

Porque “a família é mais importante do que a escola e brincar é, pelo menos, tão importante como aprender”, Eduardo Sá fala dos excessos cometidos no ato de educar uma criança e aponta o dedo tanto a pais como a professores. Defende que, depois de um longo dia de trabalho, é obrigatório que a criança brinque (em vez de se lançar aos trabalhos de casa ditos “XXL”). E, antes de um pai exigir boas notas, deve ensinar ao filho valores como honestidade e humildade.

A crítica às escolas é clara, ao Ministério da Educação também: “Os diversos governos, desde há vários anos — e com todo o respeito — têm gozado com os pais. Fala-se de uma educação para todos e os jardins-de-infância conseguem ser mais caros do que as universidades privadas”. Mas também destaca os longos períodos de aulas e a pouca importância que é dada a disciplinas como educação física e musical. A solução passa, pois, por criar, em conjunto, um sistema educativo onde as crianças fujam para a escola em vez de fugir dela.

Mas o também professor da Universidade de Coimbra e do ISPA, além de autor de livros virados para a saúde familiar e educação parental, deixa ficar ainda o aviso: os pais não devem viver em função da agenda social dos filhos. A consequência pode resvalar para um divórcio a prestações, até porque o mais importante na vida, diz, são as relações pessoais. “Pais mal-amados, por melhores pessoas que sejam, são sempre piores pais”.

A escola é, como diz no livro, “o mundo secreto onde os nossos filhos habitam”. O que quer dizer com isso?

Eu tenho medo que estejamos a fazer das crianças uma super produção dos pais, mais do que propriamente dar espaço para elas possam crescer. Preocupa-me, em primeiro lugar, que não tenhamos uma ideia precisa da mais-valia que representa o jardim de infância. Que os pais imaginem que se trata de uma espécie de atelier de tempos livres, das 9 às 17h, e não o vejam como instrumento indispensável a todo o crescimento: tem mais-valias a nível do corpo, da sensibilidade, da expressão… Um bom jardim-de-infância é meio caminho andado para uma escolaridade tranquila. Depois, as crianças não precisam de estar tanto tempo na escola para aprenderem. Mais tempo de escola não é, obrigatoriamente, melhor tempo. Pelo contrário, as crianças precisam de muito mais tempo de recreio. Crianças mais empanturradas em conhecimento são crianças que pensam menos. Temos de perceber o que queremos, efetivamente, da escola. Se queremos, ou não, uma linha de jovens tecnocratas de sucesso. Acho ótimo que possamos ir por aí, mas jovens assim não são pessoas singulares, são produtos normalizados. E era muito bom que as pessoas percebessem que aquilo que se fala aí pomposamente como mercado vai escolher as pessoas singulares, criativas.

Trata-se de conhecimento em detrimento do pensamento?

Continuamos a favorecer um sistema educativo que premeia fundamentalmente os miúdos que repetem aos que recriam. É um bocado esquizofrênico, quase, porque nós castigamos os que copiam e premiamos os que repetem como se as duas coisas não fossem faces de uma mesma moeda. Temos de pensar muito bem que tipo de estratégia queremos para que as crianças, ao mesmo tempo que aprendem, sejam capazes de ser afirmativas e sensíveis. Depois, é fundamental que se perceba que a família é mais importante do que a escola e que brincar é, pelo menos, tão importante como aprender.

Que equilíbrio sugere entre brincar e trabalhar?

A partir do momento em que as crianças chegam a casa, estão obrigadas a brincar. Brincar faz bem à saúde e é obrigatório brincar todos os dias. É natural que, se as crianças chegam tarde a casa, os pais queiram despachar os trabalhos e utilizem a fórmula “primeiro fazes os trabalhos de casa, depois brincas”. Devia ser ao contrário, porque assim descontraem.

Qual o papel do pai na aprendizagem de um filho?

Os pais deviam ser a verdadeira entidade reguladora das escolas. Há pais que se anulam perante algumas atitudes muito pouco sensatas de professores, seja em relação aos trabalhos de casa, a comentários ou até estratégias pedagógicas. Não gosto de pais que se intrometem de forma abusiva na vida da escola, mas também parece grave que haja aqueles que se anulem. É importante que nós assumamos que a escola tem um tempo que deve ser gerido, no essencial, pelos professores e deve ter nos pais uma entidade reguladora fantástica. Depois, é preciso fazer o resto: porque à parte de todos aqueles tempos, para além do razoável, muitas vezes as crianças chegam a casa e ainda têm não sei quantas atividades extracurriculares; muitas têm trabalhos de casa em formato XXL.

É uma crítica tanto ao professor como ao pai?

Também. Trabalhos de casa em formato XXL, que se fazem entre o banho e o jantar, já com as crianças muito cansadas…pergunto-me qual será a mais-valia ou o objetivo deles. A maior parte dos trabalhos de casa são uma forma rápida para que as crianças passem a ter um ódio de estimação pela escola. Não sou radicalmente contra os trabalhos de casa, mas era bom que o trabalho fosse ir ao supermercado com a mãe, ou com o pai, e fazer os trocos (e outras coisas do género). Ou seja, trazermos a escola da vida para dentro da escola. Acha que as crianças vão aprender com os trabalhos de casa aquilo que não aprenderam na escola?

Nestas circunstâncias, o que pode um pai exigir de um filho?

O pai deve começar por exigir que o filho seja honesto e humilde, algo que, muitas vezes, não o faz. A humildade é uma coisa que faz muito bem à saúde, porque ajuda-nos a aprender com os erros. Tenho medo que estejamos a criar um mundo francamente batoteiro, que torna as crianças debilitadas em relação à frustração. Nós, às vezes, somos poucos tolerantes para com os erros das crianças e esquecemo-nos que errar é aprender. Depois de as crianças serem honestas e humildes, acho importante que elas sejam afoitas, mas que, ainda assim, estejam autorizadas a errar. Uma criança que não erra não é um bom aluno, é uma criança que se vai fragilizando à conta de boas notas.

O que seria, então, uma escola ideal?

Não é preciso ser uma escola ideal. Uma escola onde as crianças tivessem, sobretudo, aulas de manhã, seria uma boa escola (somos animais com ritmos biológicos muito precisos e aprendemos em função deles; somos mais inteligentes de manhã do que a seguir à hora de almoço). Uma escola que tivesse, inevitavelmente, recreios maiores e onde a parte da tarde fosse preenchida com atividades que ajudem as crianças a serem expressivas, como educação física ou expressão dramática. Se as crianças não forem expressivas, não sabem pensar. É muito bom que as pessoas tenham noção disso, que vivemos num mundo estranho onde o número é mais credível do que a palavra; a nossa saúde mental depende do bom uso que fazemos da palavra.

Eu adoraria que nós fôssemos capazes de, em conjunto, organizar um sistema educativo onde as crianças fugissem para a escola. Os diversos governos, desde há vários anos — e com todo o respeito — têm gozado com os pais. Fala-se de uma educação para todos e os jardins-de-infância conseguem ser mais caros do que as universidades privadas. E os livros, os livros, custarem aquilo que custam… Só governos que andam absolutamente distraídos face à realidade e que não têm noção do que é ter filhos entre os zero e os dez anos.

Por que razão escreve que os bons filhos não são os que tiram melhores notas?

As crianças saudáveis não têm 5 a tudo. Ao contrário do que os pais pensam, as crianças saudáveis são acutilantes, curiosas, têm a vista na ponta dos dedos e perguntam “porquê”. É tão estranho que as crianças, até entrarem nas escolas, estejam constantemente na idade dos “porquê” e, assim que entram, parecem sair precipitadamente dela — a escola devia ser quem mais incentiva o “porquê”. Os pais devem, no fundo, ter a noção de que as crianças saudáveis podem não perceber de uma matéria, gostar dela ou até não gostar de um professor. Eles não podem aceitar a ideia de que crianças saudáveis são as que têm sempre um comportamento irrepreensível. Isso não é razoável, nada na vida é assim. Os bons filhos são aqueles que nos trazem problemas, porque nós aprendemos à medida que os resolvemos. Às vezes, os pais parecem criar os filhos na expectativa que estes não lhes deem problemas — crianças que não o fazem são, invariavelmente, adultos infelizes. Não tenho nada contra os alunos que tiram boas notas, mas gostava que os pais fossem igualmente exigentes. Isto é, que quisessem muito que os filhos tivessem boas notas na escola, como filhos, como colegas, irmãos, netos…

Costumo dizer, tentando ser provocatório, que tornamo-nos pais com o segundo filho. Com o primeiro mistura-se tudo: a infância que tivemos e a que queríamos ter tido. Os filhos mais velhos passam sempre muito, porque, às vezes, os pais colocam expectativas exorbitantes sobre eles — mais parecem viver confinados a um guião. Se calhar não é por acaso que os filhos mais velhos são os “certinhos oficiais” de uma família e os mais novos são os rebeldes. Preocupa-me que não se dê espaço para ser-se filho e ser-se criança. É inquietante e estúpido. Crescer é uma receita razoavelmente simples: dar o mais possível de colo, um q.b de autoridade e o mais possível de autonomia.

As crianças estão cada vez menos autônomas?

Sim, estão. E as crianças autônomas são expeditas, afoitas, sentem, pensam e fazem. Passividade e paixão não casam.

Os pais sofrem por antecipação pelo facto de os filhos irem para a escola?

Sofrem, porque eles dão mais importância à escola do que esta merece. A escola é fantástica, mas os pais têm de perceber que é fantástica por vários motivos: pelo que se aprende nas aulas, no recreio e no caminho para a escola. Há pais que, cada vez mais, preferem que os filhos entrem na escolaridade obrigatória aos sete anos para que os meninos tenham mais um ano para serem crianças; acham que a infância acaba quando os filhos entram na escola, o que diz tudo. Portanto, as crianças saudáveis são aquelas que, às vezes, se levantam e dizem “hoje não vou à escola”.

Qual a importância da vida social para uma criança?

Acho uma delícia quando os pais recomendam aos filhos (mais velhos) para ter cuidado com os namoros. Primeiro está o namoro e, depois, a escola. A vida ocupa espaço. Namorar é das coisas que ocupa mais tempo, bem como as relações de amizade; aquilo que é importante na vida são as relações pessoais. É ótimo que os pais deem importância à vida social dos filhos, mas que não se intrometam nela. É grave quando os pais, à custa da vida social dos filhos, não tenham fins de semana. Mais importante são as relações amorosas dos pais. A agenda social dos filhos ajuda a que, muitas vezes, estes se divorciem. E pais mal-amados, por melhores pessoas que sejam, são sempre piores pais.

Há pais que se anulam neste processo?

Há. Claro que a fatura vem logo a seguir. Isto é como na política, nunca há almoços grátis. Há pais que prescindem de uma vida para serem unicamente pais. É um divórcio a prestações.

Voltando à sala de aula, o que é uma criança hiperativa?

Acho que a Direção-Geral de Saúde devia fazer uma campanha pública porque parece existir uma epidemia atípica. Acho importante que constatemos as dificuldades das crianças, mas que não nos ponhamos a medicar com mão leve como se elas tivessem de ser irrepreensíveis.  Uma criança com várias horas de aulas, poucas de recreio e pouca atividade física é seguramente mais distraída. Isso significa que ela tenha algum defeito ou que, na sua ingenuidade, os pais e os professores, pela má gestão que fazem, vão contribuindo para essa dificuldade? Preocupa-me muito que, em Portugal, as crianças tenham cada vez menos atividade física e preocupa-me ainda mais que haja ministros da Educação e ministérios que achem que a educação física seja uma disciplina de classe B, quando comparada com a matemática ou o português — não me choca nada que se possa reprovar o ano com negativa a educação musical e a educação física. Acho que estas pessoas não deviam ser ministros da Educação. O Ministério da Educação, nestas circunstâncias, devia fechar para balanço. As crianças que têm mais atividade física pensam melhor e são mais atentas. Há turmas em colégios de Lisboa em que se contam pelos dedos das mãos as crianças que não estão medicadas, como se isto não tivesse efeitos secundários.

Que tipo de consequências estamos a falar?

Aquilo que parece uma mais-valia, a longo prazo é uma limitação.

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“Deve se fazer perguntas que despertem a curiosidade das crianças, de modo que eles mesmos procurem as respostas e soluções, movidos por um certo zelo… o cultivo dos bons hábitos levam, naturalmente, ao cumprimento do dever.”

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Esse assunto vem ao caso, principalmente a partir do 4° ano, quando os trabalhos escritos começam ou são intensificados.

Rutudolf Steiner fala, nos colóquios seminarísticos, repetidamente, sobre os deveres de casa. Ele diz, por exemplo: “Devemos procurar transmitir as matérias de tal maneira que não necessitemos de qualquer tempo fora das aulas”. O ideal seria, portanto, fornecer tudo que os alunos precisam aprender durante as aulas, evitando “lições de casa” cansativas. “Mas, nem sempre o ensino se torna tão interessante…”. Por isso, penso que devemos chegara ter lições de casa de um tipo diferente.

Como podem ser essas lições de casa de um tipo diferente? O professor deve fazer perguntas que despertem a curiosidade dos alunos, de modo que eles mesmos procurem as respostas e soluções, movidos por um certo zelo. Eles deveriam ter prazer em fazer as tarefas em casa. O trabalho deve levar os alunos a aprofundarem-se mais na matéria. É relevante, nessa idade, a disposição anímica das crianças, elas devem trabalhar em casa, com prazer e por amor ao professor. Alunos que custam a fazer esses exercícios, que não conseguem dar forma ao seu trabalho ou encontrar a solução de um problema, precisam ser encorajados por seus pais e mestres. Tarefas não feitas devem, de qualquer maneira, ser cobradas mais tarde!

As lições de casa não devem constituir um peso. A quantidade e a dificuldade podem ser dosadas individualmente. Entendimentos com os pais a respeito do tempo necessário são tão necessários como uma troca de idéias com todos os colegas que dão aula na mesma classe, sobre a quantidade total de lições de casa. Aí, é também preciso levar em conta a distribuição das várias matérias durante os dias da semana.

O professor deve perceber quando alguns alunos fazem um certo trabalho em casa espontaneamente, por prazer. Nas primeiras séries, tal espontaneidade nem sempre é motivo de satisfação. O motivo para uma surpresa extra pode ser um caderno novo, que convida a fazer trabalhos particularmente bonitos ou a “página do aniversário”, no meio do caderno, ou a oportunidade de ler ou escrever, pela primeira vez, em uma língua estrangeira. A escola pode, dessa maneira, atuar sobre a maneira como ocorre, durante a tarde, o “tempo livre” das crianças. De qualquer maneira, é importante que o professor controle e leve a sério as tarefas que ele próprio exigiu. Isso aumenta a sua autoridade.

Assim como no caso das lições de casa, os exercícios de verificação dependem do ambiente anímico na classe. Tudo depende do ambiente! Aquilo que foi treinado, pode merecer uma verificação. Dando uma certa liberdade aos alunos, as suas várias aptidões podem ser observadas. Todo aluno pode se colocar na situação de ele próprio verificar o seu rendimento e aguardar o resultado com impaciência. Por isso, os trabalhos devem ser corrigidos rapidamente, os elogios não devem despertar a ambição e as críticas eventuais são necessárias. O cultivo dos bons hábitos levam, naturalmente, ao cumprimento do dever.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Orgulho e a Vaidade

Fernando Pessoa

Narciso by Caravaggio

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“O orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros.” – Fernando Pessoa

“Foi o orgulho que transformou os anjos em demônios, mas é a humildade que faz de homens anjos.” – Santo Agostinho

linhaO orgulho é a consciência (certa ou errada) do nosso próprio mérito, a vaidade, a consciência (certa ou errada) da evidência do nosso próprio mérito para os outros.

Um homem pode ser orgulhoso sem ser vaidoso, pode ser ambas as coisas, vaidoso e orgulhoso, pode ser, pois tal é a natureza humana, vaidoso sem ser orgulhoso.

É difícil à primeira vista compreender como podemos ter consciência da evidência do nosso mérito para os outros, sem a consciência do nosso próprio mérito. Se a natureza humana fosse racional, não haveria explicação alguma.

Contudo, o homem vive a princípio uma vida exterior, e mais tarde uma interior; a noção de efeito precede, na evolução da mente, a noção de causa interior desse mesmo efeito.

O homem prefere ser exaltado por aquilo que não é, a ser tido em menor conta por aquilo que é. É a vaidade em ação.

“Há algo maior que o orgulho e mais nobre que a vaidade, a modéstia; e algo mais raro que a modéstia é a simplicidade” – Antoine de Rivarol

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Micro e Macrocosmos – Elementos Indissociáveis

Fonte: www.ideiasdequiron.blogspot.com.br – clique e conheça

Micro e Macrocosmos

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“O superior e o inferior estão ligados por uma só e mesma vida, que é infinita e inesgotável. O todo é Uno e todas as coisas que existem no universo estão dotadas de alma e vida. O universo é eterno no tempo, infinito no espaço e tudo está em constante evolução. Em um universo assim, o espaço, o tempo, tamanho, peso, movimento, sucesso, trocas, relações e perspectivas são sempre relativos a qualquer marco de referência, portanto é suma estupidez crer por costumes, é coisa irracional conformar-se com uma opinião por causa da quantidade de quantos a crêem. Pelo contrário, é preciso buscar sempre a razão verdadeira e necessária…”

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Giordano Bruno (1548-1600). Há 412 anos atrás, o livre-pensador, escritor, astrônomo e filósofo italiano Giordano Bruno, recebia da santa ignorância, o castigo de morrer na santa fogueira da inquisição.

Em suas considerações metafísicas, atacou todas as autoridades que se basearam em dogmas. Estabeleceu que todas as maneiras de ver a vida dependem do lugar em que a pessoa se encontra no mundo, que a verdade absoluta é indescritível e que a Verdade e a Sabedoria não têm limites.

Segundo ele, o mundo é composto de elementos indissociáveis que obedecem a leis do Universo. Para ele, Deus está em todas as coisas e todas as coisas estão em Deus.

Conseqüentemente, seus conceitos influenciaram inúmeros filósofos, particularmente Leibniz e Spinoza.

Por ter idéias heréticas, teve de deixar a Ordem dos Dominicanos, em 1576.

Voltando a Veneza, foi julgado por heresia e queimado vivo em 1600 em Roma, acusado de heresia, sentença esta, baseada no paradigma de uma mente coletiva que não podia suportar simples verdades, atuais como estas:

“O sol não gira em torno da terra,nem a terra é o centro do universo. O universo não está submetido a um destino rígido, mas se encontra em permanente evolução, seguindo uma ordem fixa, desde a eternidade.”

“O superior e o inferior estão ligados por uma só e mesma vida, que é infinita e inesgotável.”

“Se bem os indivíduos sejam inumeráveis, o todo é Uno e conhece resta unidade é o objetivo de toda a filosofia e toda a contemplação humana.”

“Todas as coisas que existem no universo estão dotadas de alma e vida…”

“O universo é eterno no tempo, infinito no espaço e tudo está em constante evolução. Em um universo assim, o espaço, o tempo, tamanho, peso, movimento, sucesso, trocas, relações e perspectivas são sempre relativos a qualquer marco de referência…”

“Nunca deve valer, como argumento, a autoridade de qualquer homem, por excelente e ilustre que seja.”

“É sumamente injusto pregar o próprio sentimento a uma reverência submissa aos outros; é próprio de mercenários ou escravos, e contrário à dignidade da liberdade humana, sujeitar-se e submeter-se.”

“É suma estupidez crer por costumes, é coisa irracional conformar-se com uma opinião por causa da quantidade de quantos a crêem. Pelo contrário, é preciso buscar sempre a razão verdadeira e necessária…”

“As estrelas, consideradas fixas, não o são em absoluto.”

“Já que se pudéssemos observar o movimento de cada uma delas, poderíamos ver que jamais duas estrelas conservam a mesma direção a mesma velocidade, somente as grandes distancias que nos separam delas é que não nos permite perceber as variações.”

“Portanto, há inúmeros sóis e um sem número de Terras que giram ao redor deles. Se aceitarmos que somente nosso planeta é habitado estaremos limitando a infinita bondade e perfeição atribuídas a Deus e as suas obras…”

Tradução do memorial:

“A Giordano Bruno, queimado vivo por intolerância religiosa. A comunidade democrática de Dovadola não esquece que é na harmonia da vida em comum que a liberdade de pensamento encontra seu fundamento.”

1º de agosto de 1909.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Conteúdo Pedagógico:

Tornar as crianças pessoas com prática da vida

Cartas comerciais no curso primário

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“O ensino Waldorf está principalmente concebido para conduzir a vida prática. O aspecto importante, do ponto de vista pedagógico, é a necessidade de aprender a distinguir o essencial do acessório e de apresentar de forma ordenada aquilo que é importante.”

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Rudolf Steiner desejava que a pedagogia Waldorf contribuísse para tomar os alunos pessoas com prática da vida. Eles deviam receber uma formação universal. “O ensino Waldorf está principalmente concebido para conduzir a vida prática”. Ele menciona, nas conferências , a importância, que representa para o destinatário o entendimento do assunto contido numa carta, ele deu como exemplo negativo algo que tinha acontecido a ele mesmo. Prosseguindo, explicou: “Basta dizer o que deve acontecer” e acrescentou: “Qualquer maneira ingênua de se expressar é melhor do que o assim chamado estilo ‘comercial’ “. Essas duas indicações abaixo mostram a nós, professores, como devemos escrever cartas comerciais com as crianças.

A correspondência comercial é mencionada nos colóquios seminarísticos como matéria para o 6° ano, no currículo de Caroline von Heydebrandt, já para o 4° ano, e a partir daí para cada ano, até o fim, do ensino fundamental. “O espírito comercial prático continua sendo cultivado, cuidadosamente, por meio de cartas comerciais e de redações.

A vida oferece muitas sugestões como temas para as cartas comerciais, por exemplo: encomendas de material de leitura, para as aulas de leitura, de material de trabalho, para o bazar natalino (cera para a fabricação de velas, lã, madeira), de acessórios, para as próprias necessidades (tintas, pincéis, canetas t inteiro, compassos, limas, buris, etc.) ou de um cavalo, para uma festa de outono.

O professor informará o comerciante de antemão e pedirá a sua colaboração. Em seguida, a seqüência dos acontecimentos será debatida com as crianças.

1. Consulta e solicitação de prospectos.

2. O pedido, que contém todas as informações que o outro precisa saber.

3. A forma exterior da carta: o endereço, o cabeçalho, o tratamento dado ao destinatário, os cumprimentos. Tudo isso escrito com boa letra e claramente disposta.

4. Depois do recebimento do pacote, a confirmação do recebimento e os agradecimentos.

5. 0 pagamento da fatura (discutir as várias modalidades).

6. Se o comerciante concordar; pode-se incluir uma reclamação, por exemplo, quando o preço faturado não corresponde à oferta ou quando alguns exemplares chegarem danificados, etc.

Outros temas possíveis podem ser: comunicação de uma perda, com a descrição exata dos objetos que não chegaram (violino, guarda-chuva, periquito…); consulta a respeito de uma viagem a uma colônia de férias, solicitação de prospectos para uma viagem de férias ou a descrição de acontecimentos, para testemunho num processo. Ocorreu na minha classe que um colega foi atropelado por um carro, numa passagem para pedestres, quebrando um braço. Três colegas de classe que tinham assistido o desastre foram solicitados pela polícia a dar uma descrição exata do mesmo. A tarefa poderia ser uma descrição exata de um processo de trabalho, por exemplo, a obra de entalhe, de ponteio de repique, para mudar plantas na horta, da forma de um animal, uma receita de bolo ou instruções para a costura de um vestidinho de criança.

O aspecto importante, do ponto de vista pedagógico, é a necessidade de aprender a distinguir o essencial do acessório e de apresentar de forma ordenada aquilo que é importante. As crianças aprendem a escrever dentro de um estilo natural, embora cortês, e sempre em concordância como assunto tratado, evitando a linguagem burocrática e dando ao texto uma forma clara e inteligível.

Um meio metódico, que R. Steiner aplicou nas conferências e que dá lugar ao humor consiste em compor um exemplo negativo e exagerado, pondo em evidência, para as crianças, tudo o que é supérfluo e feio.

Hoje em dia, as coisas se resolvem, no mundo dos negócios, por meio de telefone ou do telex, mas mesmo assim costuma-se confirmar um entendimento por escrito.

O valor pedagógico das cartas comerciais consiste no fato de as crianças serem educadas para a objetividade, para a exatidão e para a atenção que deve ser dispensada aos detalhes; além disso elas aprendem a lidar com outras pessoas com cortesia.

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“O importante não é o que se dá, mas o amor com que se dá.”

Madre Teresa de Calcuta

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Os benefícios da Pedagogia Waldorf para as crianças

Sonia Setzer

Fonte: Perfil do Facebook Vovó Lupo – Clique e conheça

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“Os órgãos ainda estão se desenvolvendo, o que requer a atuação de forças de crescimento e vitalidade. Rudolf Steiner diz que parte das forças que nos primeiros sete anos de vida estavam atuantes na maturação dos órgãos, quando essa função se completa ficam livres para poderem ser utilizadas no aprendizado formal. Ora, o que significaria, por exemplo, alfabetizar ou ‘ensinar’ aritmética ou outra coisa intelectual qualquer a uma criança antes dos sete anos? Ela certamente apresentaria resultados satisfatórios para o momento, mas em realidade não se pode falar em aprendizado, mas em adestramento, assim como se faz com animais. O que não se nota é que esse ‘aprendizado’ se faz às custas das forças atuantes na maturação dos órgãos. Essa deficiência vai se apresentar apenas muitas décadas depois, quando o organismo, numa fase de menor vitalidade for decair com mais rapidez. Pode-se notar já nos dias atuais como doenças que antigamente atingiam somente pessoas idosas, fazem-se presentes em pessoas na faixa dos 30, 40, 50 anos de idade. O que não se investiga é a relação com uma intelectualização precoce, que subtrai essas forças tão valiosas e importantes dos órgãos, na fase de maturação.”

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Sabe-se que, ao nascer, a criança ainda não está totalmente desenvolvida. Embora já tenha certa autonomia, seus órgãos ainda são bastante imaturos e a maturação dos mesmos ainda vai levar muitos anos. Ao contrário dos animai s, que pouco tempo depois do nascimento são totalmente independentes dos pais, o ser humano leva em geral 21 anos para ter autonomia plena (em muitos países essa idade foi antecipada para os 18 anos).

No processo educativo deve-se respeitar as fases de amadurecimento, tentando não sobrecarregar a criança com coisas que ela ainda não tem maturidade para realizar. Assim por exemplo, para poder aprender a ler e escrever, por volta dos sete anos de idade, ela precisa adquirir um perfeito domínio do espaço tridimensional.

É nessa época que se estabelece a dominância de um dos hemisférios cerebrais, evidenciando a maturação do sistema nervoso central. Esta é adquirida principalmente por meio da motricidade. Isso significa que a criança deve ter as vivências do que é em cima e embaixo, frente e trás, direita e esquerda. Como se obtém isso? Pelas próprias brincadeiras infantis, que são praticamente as mesmas em todas as regiões do globo, onde ainda se permite que crianças brinquem. Desde correr, saltar, pular altura ou distância, além das brincadeiras com bola e corda, treinando habilidades como pular num só pé, andar de perna de pau, subir em árvores (ou estruturas colocadas para este fim num playground) que desenvolvem a motricidade grossa, bem como desenhar, recortar, colar, fazer pequenos trabalhos manuais, exercitar-se soltando pião, empinando pipas etc., para desenvolver a motricidade fina. Até mesmo o balanço, o escorregador e o gira-gira são excelentes para a criança vivenciar, inconscientemente, em seu próprio corpo, o que sejam as leis do pêndulo, o plano inclinado, a força centrífuga, que somente muito mais tarde ela compreenderá de forma abstrata.

Mas também os outros órgãos ainda estão se desenvolvendo nesse período, o que requer a atuação de forças de crescimento e vitalidade. Rudolf Steiner (1861-1925), filósofo e cientista austríaco, fundador da Antroposofia e também da Pedagogia Waldorf, diz que parte das forças que nos primeiros sete anos de vida estavam atuantes na maturação dos órgãos, quando essa função se completa ficam livres para poderem ser utilizadas no aprendizado formal. Ora, o que significaria, por exemplo, alfabetizar ou ‘ensinar’ aritmética ou outra coisa intelectual qualquer a uma criança antes dos sete anos? Ela certamente apresentaria resultados satisfatórios para o momento, mas em realidade não se pode falar em aprendizado, mas em adestramento, assim como se faz com animais. O que não se nota é que esse ‘aprendizado’ se faz às custas das forças atuantes na maturação dos órgãos. Essa deficiência vai se apresentar apenas muitas décadas depois, quando o organismo, numa fase de menor vitalidade for decair com mais rapidez. Pode-se notar já nos dias atuais como doenças que antigamente atingiam somente pessoas idosas, fazem-se presentes em pessoas na faixa dos 30, 40, 50 anos de idade. O que não se investiga é a relação com uma intelectualização precoce, que subtrai essas forças tão valiosas e importantes dos órgãos, na fase de maturação.

Tendo em vista esses poucos exemplos, é de se desejar que as crianças em seus primeiros sete anos de vida realmente possam usufruir de uma infância sadia, desenvolvendo ao máximo suas habilidades motoras (grossas e finas), pois isso é um investimento de saúde para a velhice. Esse é um dos princípios fundamentais dos jardins de infância Waldorf no mundo todo.

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Benfeitoria – 7 dias para o fim da captação

Implementação de ensino fundamental Waldorf

Jardim primavera logo

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“Oferecer uma oportunidade para o outro se desenvolver é atuar com amor.”

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A Escola Jardim Primavera é uma Iniciativa Waldorf em Ubatuba

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A Escola é mantida por uma Associação de Mães, Pais e Amigos, que se formou em 2009, com intenção de oferecer uma educação mais harmoniosa com o desenvolvimento individual, priorizando o brincar livre, a alimentação natural, a proximidade pedagógica com as crianças.

Desde então a Escola cresceu muito! E as crianças também. Atualmente, como não temos Ensino Fundamental, as crianças tem que deixar nosso Jardim e ir para a educação tradicional. Sabemos que poderiam se adequar aos mais diferentes contextos pedagógicos oferecidos na cidade e fora dela. Somos seres adaptáveis, afinal.

No entanto, gostaríamos que fossem acompanhados por um professor alinhado com a prática pedagógica oferecida desde a educação infantil. Após refletirmos em conjunto, concluímos que é hora de dar início ao nosso Ensino Fundamental, não só para possibilitar a continuidade da prática pedagógica já vivenciada pelas nossas crianças, mas também para que outras famílias possam contar com esta opção. A cidade de Ubatuba tem muito a ganhar com a abordagem que praticamos na nossa Escola. O Ensino Fundamental Waldorf trabalha a alfabetização, a matemática e demais matérias curriculares, levando sempre em conta o aspecto emocional, social, cognitivo e espiritual da criança. A arte, a natureza e a música não só complementam o aprendizado em sala de aula, como formam a base do aprender de um aluno Waldorf. Isso contribui para que sejam adultos conscientes, criativos e ativos na construção de um mundo mais solidário. Acreditamos estar preparando seres humanos capazes de ter uma vida adulta de qualidade, pessoal e profissionalmente.

No Jardim Primavera, os serviços de manutenção e reformas são normalmente feitos por meio de mutirões, contando com trabalho voluntário e doações por parte dos pais e amigos da escola. Neste momento, já dispomos de uma edificação que pode abrigar nossas turmas de Ensino Fundamental, mas ela precisa de uma reforma estrutural e de adequação à legislação e às orientações da Pedagogia Waldorf.

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As etapas da estabilização – Os 21 anos para lutar

O quinto setênio – 28 a 35 anos – A fase racional

A conquista da alma da índole

Josef David Yaari

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“O alto nível de ansiedade já se inicia logo que a pessoa entra nesse setênio, quando ela percebe um declínio ou esgotamento das capacidades inatas e a exigência do trabalho, onde a paciência e a perseverança tem um papel primordial. Isto quer dizer que tudo depende do trabalho próprio. A pessoa, então, se lança inteiramente na vida mergulha com tudo que tem, expõe-se amplamente, para chegar a ser verdadeira. Por isso, na fase final desse setênio, é comum observar as crises conjugais, a dificuldade de entender o casamento, as já citadas dificuldades afetivas e o sentimento de que os caminhos poderiam ser outros. É o encontro consigo mesmo e o início da desconfiança de que todos os planejamentos elaborados no início dos trinta anos estavam mais orientados pela cabeça do que pelo coração. Vem essa necessidade imperiosa de ser autêntico, ser o “si mesmo”!”

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O início deste período é permeado pelo sentimento de que até aqui fomos carregados, sustentados pela vida, pela família, pelos outros, por nossas capacidades inatas e todos os fatores que representam os fundamentos  de uma vida humana. Sobrevivemos a crise dos talentos e perguntamo-nos qual é nossa índole, qual é nosso caminho próprio de realização. Os impulsos começam a ceder à racionalidade que em muitos casos é exagerada. Há uma tendência de prestar mais atenção aos pensamentos próprios. Isso pode levar a mudanças radicais na vida profissional e mesmo familiar.

Lievegoed chama este setênio de “a fase organizacional” pois nesse momento, tanto o homem quanto a mulher propõem-se a um replanejamento ou a um real planejamento que nunca houve. Há essa procura de maior organização para traçar perspectivas mais sólidas. Künkel, citado por Treichler, mostra a diferença entre um período e outro na vida de Goethe, em trechos de duas cartas escritas à mesma pessoa em situações semelhantes. O primeiro trecho é de Goethe aos 23 anos:

“Ontem à noite romanticamente apaixonado, hoje cedo açoitado da cama pelos projetos. Oh, em minha cabeça tudo parece como em meu quarto; eu não consigo nem achar um pedacinho de papel, além deste azul. Porém qualquer papel é bom para dizer-lhe que eu a amo.”

Nove anos mais tarde:

“Mantém doravante minhas cartas em ordem e manda de preferência arquivá-las tal como farei também com as tuas, pois o tempo passa, e o pouco que nos sobra devemos multiplicá-lo através da ordem, da determinação e da segurança em nós mesmos.

Como observamos, esta fase tem como ênfase a análise dos vários fatores que agem em determinada situação, com a proposta de caminhar para decisões lógicas. Há uma sensação de força e equilíbrio interno que, em geral, gera grande autoconfiança. Por outro lado, ocorre a sensação de que faltam forças ou tempo para tudo que se quer realizar. Essas duas polaridades explicam o grande “pique” de produtividade. As pessoas, nessa fase, trabalham muito, chegando às vezes a 20 horas diárias de extenuante atividade. É também, por isso, que muitos, em torno dos 30 anos dizem que irão trabalhar bastante por “mais alguns anos” para depois parar e “fazer o que gostam”. Essa frase tão típica, revela a necessidade de se estabilizar, ordenar seus caminhos, chegar ao seu máximo, encontrar o precioso tempo para atender às exigências da vida profissional, o atendimento aos filhos, ao cônjuge e tudo o mais. Cada um nesse período procura encontrar a sua maneira, o seu equilíbrio. E é aí, que a grande maioria das pessoas vive o sintoma da sexualidade insatisfatória. Tanto o homem quanto a mulher percebem a necessidade de algo mais. Falta alguma coisa! Dependendo da história de cada pessoa, esse sintoma acentua dificuldades já existentes ou aparecem mesmo sintomas inesperados como uma surpreendente impotência ou frigidez. Esses sintomas revelam dificuldade de viver o processo de autoevolução e estabilidade social, o que é compreensível e esperado. As pessoas na busca de uma forma própria passam por sentimentos de omnipotência, rigidez excessiva, dúvidas impossíveis, etc. Podemos dizer, então, que até aqui justifica-se, e até é mesmo necessário, o egoísmo. No entanto, há casos de exagerada autoconfiança que leva muitos a quase se autodestruírem pela mórbida ansiedade de querer fazer e resolver tudo sozinho!

Essa elaboração da própria índole, do equilíbrio intelectual e afetivo, leva à “crise da autenticidade” que marca a metade dos 30 aos 40 anos. Ocorre o sentimento e a pergunta: “Quem sou eu mesmo, afinal? Até onde eu vou? Como se ordena o mundo para mim e minha própria vida no mundo?”

Esse sentimento de uma certa inadequação faz com que haja um certo isolamento. É comum as pessoas relatarem que nesta fase tem poucos ou nenhum amigo, o que é obvio pelas características descritas.

O alto nível de ansiedade já se inicia logo que a pessoa entra nesse setênio, quando ela percebe um declínio ou esgotamento das capacidades inatas e a exigência do trabalho, onde a paciência e a perseverança tem um papel primordial. Isto quer dizer que tudo depende do trabalho próprio. A pessoa, então, se lança inteiramente na vida mergulha com tudo que tem, expõe-se amplamente, para chegar a ser verdadeira. Por isso, na fase final desse setênio, é comum observar as crises conjugais, a dificuldade de entender o casamento, as já citadas dificuldades afetivas e o sentimento de que os caminhos poderiam ser outros. É o encontro consigo mesmo e o início da desconfiança de que todos os planejamentos elaborados no início dos trinta anos estavam mais orientados pela cabeça do que pelo coração. Vem essa necessidade imperiosa de ser autêntico, ser o “si mesmo”!

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Oportunidade em Ubatuba/São Paulo:

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Conteúdo Pedagógico:

O desenvolvimento do ser humano
através da História e antigas civilizações

História – 5º ano

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“O processo espiralado de desenvolvimento rítmico da humanidade se reflete no desenvolvimento individual do ser humano, portanto sua compreensão é um grande passo para o autoconhecimento.”

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As observações que seguem só fazem sentido em conjunto coma literatura citada. Sem esta o breve resumo da matéria de História do 5°ano é incompleto. Há livros que deveriam existir na biblioteca dos professores e pelo menos o plano de ensino do 5° ano, que consta no livro de Christoph Lindenberg, Ensinar História deveria ser consultado pelos professores.

Depois de termos narrado, até o 9° ano de vida, apenas imagens históricas, cenas da vida de determinados personagens e lendas da história, passamos para a história dos antigos povos orientais. Não convém tratar de relações de causalidade antes do 12° ano.

Para o primeiro ensino relativo aos antigos povos do oriente, o professor deve penetrar intensamente no ambiente e na atmosfera das antigas culturas, de modo que possa dar em forma de imagem as descrições a toda a história, as crianças precisam vivenciar que os homens das culturas antigas não viviam nem pensavam como nós. Isso é particularmente válido quando, ao descrevermos a fixação no solo, estivermos estudando a primeira aculturação da Natureza, durante a época da cultura persa.

Começamos com a civilização oriental mais antiga, aquela dos proto-hindus. Uma descrição cheia de fantasia, como da antiga Atlântida, não cabe nesse ensino. Poderia se mencionar que Platão falou de um poderoso império chamado Atlântida, o qual acabou segundo contam, em meio a terríveis tempestades, terremotos e inundações. O professor conta as antigas sagas e lendas que falam de Manu e dos Rishis. Grandes cantos heróicos nos são transmitidos pelos: Mahabarata, Bhagavad Gita e os Vedas. Os homens procuravam, naquele tempo, ter uma vida afastada do mundo, sem desejos, cheios de saudades do Nirvana, o qual em nada se assemelhava ao Maya, o mundo da ilusão oferecido pela Terra. Os Devas, que atuavam no interior do ser humano e em todos os seres do mundo, eram para os hindus as divindades supremas que se manifestavam aos anacoretas, quando num estado de profunda meditação estes não tinham mais nenhum desejo. Contando algo da vida de Krishna, podemos dar uma idéia de como era o ambiente naquela época.

O hindu daquele antigo tempo não via na divisão social, em quatro grandes castas, como ordem social imposta pela força, mas um destino merecido e adequado a cada um. Aceitando esse destino, o homem poda desenvolver-se, atravessando muitas vidas consecutivas.

A casta dos sacerdotes, os brâmanes, ocupa o primeiro lugar, em segundo está a casta dos reis e do guerreiros. Cada casta tem suas tarefas e obrigações. A esse respeito pode-se citara conversa de Krishna com Ardjuna, no Bhagavad Gita.

Na descrição da vida do Buda 140, embora esta se situe numa época posterior, pode surgir um eco cheio de vida desse período da antiga Índia.

Na antiga cultura iraniana, intensamente ligada à terra, começa a luta contra os Devas, os quais procuram alienar o homem da terra. Esse fato é refletido pelos contos da vida de Rustem.

Os antigos persas veneravam os Asuras, poderosos seres divinos que procuram conduzir o homem à terra e às forças terrestres. Falamos da atuação de Zaratustra e da luta entre Iran e Turan. A vida nômade dos povos turânicos é superada e o homem se torna sedentário. Começam a agricultura, a domesticação das plantas, a criação de animais, etc. Quais são as transformações da terra e a relação dos homens com a terra?

Ao tratarmos das grandes civilizações da Mesopotâmia e do Nilo, podemos falar dos grandes monumentos que ainda lá se encontram. Não deveríamos deixar de mostrar imagens dos grandes edifícios e ruínas. No caderno de época pode haver desenhos, por exemplo: de um Zigurat babilônico ou, mais tarde, de pirâmides ou templos. Não podem faltar amostras da escritura cunciforme e hieróglifos.

Convém contar detalhadamente o conteúdo do poema de Gilgamesh. É importante destacar a busca da vida “eterna” por Gilgamesh. Esta busca era algo evidente para os hindus, mas a essa altura ela se tornou algo impalpável.

Falamos em seguida da fundação das grandes cidades e de outros assuntos. Os tesouros da sabedoria e os bens econômicos são administrados pelos templos. Existem muitos testemunhos arqueológicos, dentre os quais o professor fará uma escolha típica. Isso se aplica, de maneira parecida, ao Egito. Convém desenhar primeiro o mapa da Mesopotâmia e em seguida do Nilo e seu oásis.

O rei divino, o faraó, iniciado no templo, usa a coroa dupla do Egito superior e do Egito inferior, para mostrar que ele é o único dono do país. Naquele tempo, no “Reino Antigo”, ainda não havia propriedade particular. O cajado de pastor do faraó era o seu símbolo de sumo sacerdote, e o flagelo era o signo de juiz supremo e de chefe militar.

Quando se fala do culto aos mortos, as crianças não deveriam sentir algo lúgubre, mas sim respeito pelo que lá se expressa. Para preparar esse assunto convém estudar um pouco da realidade sacral e os textos relativos a ela. A lenda de Ísis e de Osíris deve ser tratada de maneira simples. Quando falarmos das pirâmides contamos que a finalidade delas era mostrar aos egípcios o caminho que a alma seguirá após a morte para chegar ao mundo de Osíris. Talvez seja oportuno dar às crianças, primeiro, uma imagem da solidão que reina no deserto à noite, quando o barco do sol afunda na noite. As primeiras estrelas começam a brilhar, claras e grandes. Os grandes triângulos de pedras brancas e brilhantes se erguem bem alto no céu, encontrando-se na ponta áurea comum, que brilha na última luz do dia. Tudo está claramente ordenado nos quadrantes espaciais da terra e do céu. A pirâmide de Quéops está orientada nas direções norte, sul, oeste e leste, com tanta precisão que permite a correção de bússolas defeituosas. A sua ponta se acha exatamente no 30° grau de latitude direcionado para a estrela polar.

Pode-se perguntar: como foram construídas as majestosas pirâmides? de onde vieram as imensas pedras e como foram elas transportadas? A esse respeito, o professor não se deve deixar enganar por obras de caráter pseudo-científico. O enigma da construção das pirâmides, provavelmente, só pode ser resolvido levando em conta a hipótese de um trabalho de movimentos ritmados, como pode ser lido em autores como Teichmann e Uehli.

Convém também falar da irrigação dos campos e da construção dos canais. O que é um período Sothis? Como era o calendário dos egípcios?

Dependerá do tempo disponível até que ponto podemos tratar do decurso da história egípcia: império antigo, império médio, conquista pelos hiksos e império novo. Para esta época, isso é irrelevante, já que os dados mais precisos serão tratados no 10° ano, quando a história antiga é repetida.

A segunda época de história deveria ser colocada perto do fim do 5° ano, para que a matéria das narrações, a mitologia e as lendas heróicas, já tenham

sido tratadas. Dessa maneira foi narrada a relação como mundo dos deuses e o oráculo de Delfos.

Se a língua grega não é ensinada na escola, recomenda-se recitar, no começo da aula principal, pequenos textos na língua grega.

Convém aprender o alfabeto grego, transcrevendo-o no caderno da época.

Temas possíveis:

1. O contraste entre Esparta e Atenas, em relação às respectivas paisagens e às conseqüências comportamentais que delas decorrem. A educação e a legislação introduzidas por Licurgo (Esparta) e Sólon (Atenas). Os conquistadores dominam os antigos grupos étnicos. Quem são os hilotas e os párias?

2. Os jogos olímpicos, exemplo dos numerosos jogos organizados pelos gregos em honra aos deuses.

3. As guerras contra os Persas pôr em evidência a antiga poderosa potência com seus múltiplos povos e reis divinos em contraste com as tribos da Grécia, jovens e sedentas de liberdade, recorrendo a descrições bem concretas.

4. A Era de Péricles – Nasce a democracia grega sob a égide de Péricles. A Acrópole é construída, surgem os grandes dramas de Sófocles, Ésquilo e Eurípedes. O povo recebeu dinheiro para compensar as perdas causadas pelas faltas no trabalho, para que todos pudessem assistir aos grandes dramas. É a época áurea de Atenas.

Pode-se mencionar as diversas palavras e conceitos daquele tempo que ainda hoje vivem em nossa linguagem e em nossa cultura.

Mencionar o imenso significado de Sócrates, Platão e Aristóteles.

O rei Felipe da Macedônia entrega o seu filho, Alexandre, a Aristóteles, para que seja seu discípulo. Alexandre vê conscientemente como sua a tarefa de levar a sabedoria dos gregos e principalmente a do seu mestre aos povos do Oriente.

5. 0 encerramento da época se dá com as guerras de Alexandre Magno. Trata-se da expansão da cultura grega para dentro da Ásia. Sem Alexandre, pouco saberíamos a respeito dos gregos. Podem ser transmitidas as descrições imaginativas de como Alexandre se defrontou com as antigas civilizações na Mesopotânia, no Egito, na Pérsia e até as fronteiras com a Índia. Cuidado para não se perder em detalhes.

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Brinquedos condizentes com a idade

Extraído de M. Glöckler e W. Goebel, Consultório Pediátrico

Tradução: Sonia Setzer

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“As requintadas possibilidades de movimento e os efeitos luminosos dos brinquedos técnicos fazem da criança uma mera espectadora, em vez de colocá-la em atividade. Na brincadeira, trata-se de dar à criança a possibilidade de desenvolver sadiamente seu corpo pela atividade própria e pela fantasia livre e criativa…”

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No início da vida a brincadeira é, principalmente, exercício dos sentidos e imitação. A oferta e a escolha de brinquedos adequados representam hoje um verdadeiro problema. As crianças são literalmente soterradas sob um monte de brinquedos industrializados sofisticados, considerados especialmente adequados para ela. Entretanto, quem já observou uma criança brincando, mergulhada em seu próprio mundo, constata quão pouco essa atividade está relacionada com essa oferta de brinquedos.

Brincar é a tendência de a criança tornar-se ativa em seu ambiente. Ela faz o que vê os outros fazer. Com dois anos de idade, mexe entusiasmada com um pauzinho no chão e cozinha uma sopa, como a mãe. Tal qual esta, também quer mexer nos ‘botões’ quando ela está utilizando algum aparelho eletrodoméstico. Além disso, também quer fazer ‘clique’ quando o pai tira fotografias em sua presença. Quer examinar os pratos que, antes das refeições, fazem um barulho tão alegre ao serem retirados do armário.

Ela vivencia a realização em sua atividade, e não na contemplação de uma boneca de plástico perfeita ou de uma caricatura de um animal. Numa boneca sem rosto, ou com apenas três pontos dando a indicação da fisionomia, a fantasia infantil cria o que está faltando. A boneca ri, chora, fica zangada ou com sono. Bonecas que sorriem eternamente ou até ‘falam’ geram imagens persistentes desprovidas de veracidade, estagnando a fantasia.

Qual é, então, o brinquedo adequado? No primeiro ano de vida, por exemplo, uma boneca cuja confecção seja a mais simples possível: um pequeno retalho de seda, em cujo centro se coloca um chumaço de lã de carneiro lavada e bem desfiada depois de seca, o qual adquire uma forma redonda (a cabeça) quando envolvido com o tecido e amarrado com um fio, enquanto se dão nós nas pontas laterais, que são as mãos. Mais tarde a boneca pode ser de madeira, e pode ser deitada ou colocada em pé; depois, ainda, uma boneca de flanela macia etc. Na verdade, o brinquedo adequado é todo objeto que desperta uma atividade intensa na criança, representando tão pouco por si mesmo que ela possa equipá-lo com sua imaginação e determiná-lo sempre de outra maneira. Um dedo, no qual se possa observar os movimentos e tudo o que ele sabe fazer, pode ser um brinquedo. Igualmente a ponta de um travesseiro, a qual pode ser dobrada ou afundada. Brinquedo é uma caixinha que se abre e fecha e na qual se podem colocar objetos e tirá-los outra vez. Brinquedo também é um pedacinho de madeira com o qual se possa bater na mesa, explorando os ruídos. Mais tarde, é uma torneira ou uma tampa de garrafa, com a qual se possa pegar água e criar um lago; também uma panela na qual se batuque com uma colher de pau é interessante, ou uma bola colorida de tricô recheada com lã de carneiro, que possa ser empurrada, jogada ou embrulhada; pequenos panos coloridos, com os quais se possa cobrir e novamente descobrir todo tipo de coisas.

Por que é tão importante que o pai, a mãe, os tios e os avós dêem de presente bons brinquedos? Porque os brinquedos habituais, perfeitos, inventados para as crianças, não deixam espaço para a imaginação infantil. Além disso, o material, as cores e as formas da maioria deles geralmente pecam contra o sentido de realidade e contra a sensibilidade estética. As requintadas possibilidades de movimento e os efeitos luminosos dos brinquedos técnicos fazem da criança uma mera espectadora, em vez de colocá-la em atividade. Na brincadeira, trata-se de dar à criança a possibilidade de desenvolver sadiamente seu corpo pela atividade própria e pela fantasia livre e criativa. Em sua obra A educação da criança segundo a Ciência Espiritual, Rudolf Steiner diz o seguinte:

… a criança não aprende por instrução, mas por imitação. E seus órgãos físicos adquirem forma pela influência do ambiente físico. A visão se desenvolve sadiamente quando existem no ambiente da criança fenômenos apropriados de luz e cor; no cérebro e na circulação sangüínea formam-se as disposições para um sentido moral sadio, desde que a criança perceba em seu ambiente fatos morais. Se antes da idade dos sete anos a criança vê ao seu redor somente atitudes tolas, o cérebro adquire formas tais que a capacitam apenas para tolices na vida posterior (…) Se os homens pudessem olhar, como pode fazê-lo o pesquisador espiritual, para dentro do cérebro empenhado em estruturar suas próprias formas, com toda a certeza só dariam a seus filhos brinquedos suscetíveis de avivar as forças plasmadoras do cérebro. Todos os brinquedos que possuem apenas formas mortas e matemáticas destróem as forças plasmadoras da criança, enquanto tudo o que faz surgir a idéia da vida atua de maneira sadia.

A correlação entre atividade corpórea sensata e habilidade com formação das estruturas cerebrais é conhecida há tempo. O melhor tratamento de distúrbios da fala e dislexia é feito com exercícios de habilidade, equilíbrio e orientação espacial, bem como, de maneira geral, com o treino das atividades sensórias com materiais adequados.

Pontos de vista desse tipo, favoráveis ao desenvolvimento da criança, muitas vezes são opostos aos interesses comerciais e à conquista de novos mercados de consumo no âmbito infantil. Se as famílias chegarem por si mesmas a reconhecer o que fortalece as crianças, pode-se prevenir falta de imaginação, de vigor anímico-espiritual e vazio interior. Atualmente, alguns pais já perguntam se uma causa importante da dependência de drogas, tão difundida hoje em dia, não reside no fato de a criança, desde pequena, ser educada para ser dependente de aparelhos ‘interessantes e entretenedores’, não encontrando espaço para desenvolver uma atividade própria satisfatória e uma ocupação com o meio circundante.

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Conferência aos trabalhadores – 4ª conferência

O conhecimento do ser humano segundo corpo, alma e espírito

Rudolf Steiner – Tradução Gerard Bannwart

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“Quem exerce hoje a verdadeira ciência pode falar de um modo inteiramente científico a respeito da entrada de uma alma ou de um espírito no corpo, quando o ser humano desenvolve o seu corpo no complexo corpóreo da mãe e que, por ocasião da morte, o espírito abandona novamente o corpo.”

Rudolf Steiner

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Conferência aos trabalhadores – 4ª conferência

O conhecimento do ser humano segundo corpo, alma e espírito

Rudolf Steiner – Dornach, 9 de setembro de 1922

  • A vida nas células cerebrais e nos glóbulos brancos do sangue.
  • Imbecilidade e amolecimento do cérebro.
  • Amortecimento da vida no cérebro como pressuposto do pensar.
  • Causas da esclerose do fígado.
  • O fígado como órgão de percepção.
  • Troca de materiais no corpo humano.
  • Formação do ser humano no complexo corpóreo da mãe.
  • O sono da criança de peito.
  • Inutilização do corpo com a idade.
  • Câncer intestinal, estomacal ou do piloro.
  • Sobrecarga da memória e esclerose do órgão.
  • Conhecimento real e factual.
  • A ciência tornada prática.

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