Arquivos da categoria: Post

Do que vale olhar sem ver?

Paisagismo Biodinâmico

Manfred Osterroht

paisagismo 1

Inscreva-se em nosso site e receba informações sobre os trabalhos da Biblioteca:

inscreva se

“Do que vale olhar sem ver?” – Goethe

Paisagismo Biodinâmico, o que será?

Quando comecei a projetar e revitalizar jardins (e áreas maiores também), logo percebi o quanto minhas vivências na agricultura biodinâmica ajudavam a encontrar soluções de longo prazo, sustentáveis e ao mesmo tempo estéticas. Então percebi que por trás de minhas decisões estava o diagnóstico. Me dei conta que eu o fazia aos poucos, sem pressa de mostrar ao cliente que já tinha encontrado uma solução, era uma elaboração segundo o Goetheanismo.

Queria ser fiel ao principio de fazer jardins para o gosto e as preferências do cliente e não para mim. Não demorou e passei a dar valor redobrado à primeira fase, ao diagnóstico dos usuários e do local.

E logo o método dos quatro passos se mostrou o mais eficiente:

  1. Colher os fatos e descrevê-los na riqueza de suas nuances.
  2. Unir os fatos e encontrar os processos aos quais pertencem.
  3. Relevar os processos até compreender quais são os mais essenciais.
  4. Escolher o arquétipo dentre os processos relevados, como se fosse um símbolo.

Só agora, partindo dos arquétipos encontrados, é possível projetar o jardim com mínimas chances de vir ao encontro do que o cliente pensa, deseja e quer. Subitamente estamos diante do homem trimembrado. O que o cliente nos diz, é apenas 1/3 de sua demanda. Temos que nos dedicar a ele o suficiente para percebermos suas preferências, aquilo que é expresso pelo sentimento. E ganhar sua confiança para que relate suas utopias, seu projeto maior.

Então, finalmente, podemos nos dedicar à base física onde será implantado o jardim. O relevo, a declividade, o caminho das águas pluviais, o clima, as rochas, tudo junto compõem uma primeira imagem. Em seguida olhamos atentamente para aquilo que as plantas expressam em toda redondeza. Deste ponto de vista, toda planta é indicadora, revela em porte, vigor, cores e brilho como consegue lidar com todo ambiente ao longo do ano. Juntos, relevo, solo e plantas estão sempre indicando de que forma um jardim consegue ser mais ecológico e verdadeiramente adequado (sustentável).

Agora é só unir o diagnóstico do usuário com as demandas ambientais e dar asas à criatividade. Bom, resta saber como alçar isto que chamamos de criatividade. Eis a outra metade de um bom projeto…

Participe de um curso de Paisagismo Biodinâmico, em São Paulo:

paisagismo 3

IMPORTANTE: Compartilhe este artigo no Facebook.

Clique na imagem – ajude a Biblioteca

Conheça nossa página do FACEBOOK e acesse vários artigos interessantes:

facebook-wallpaper-21551