Dor de cabeça infantil

Wolfgang Goebel / Michaela Glöckler

Fonte: Consultório Pediátrico

Little girl crying

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Em caso elevação da temperatura

Caso frequente: Uma criança, já desde a manhã, queixa-se de dor de cabeça e mal-estar. A noite tem febre de 39,5°C. A dor de cabeça surge, neste caso, antes ou durante a elevação da temperatura, como sintoma passageiro. Isto pode acontecer no quadro de uma infecção gripal ou outra doença. Uma vez que a febre atingiu seu ponto mais alto, em geral a dor de cabeça cede. Concomitantemente poderão surgir calafrios dores nos braços e nas pernas, dores abdominais e náuseas.

Em caso de irritação e inflamação das meninges

Se a dor de cabeça persiste após a fase de elevação da temperatura, acrescentando-se náuseas ou vômitos, deverá ser observado o seguinte:

1- Se a criança é capaz ou não de sentar-se na cama com as pernas esticadas e os braços erguidos: em caso negativo, ela precisa apoiar-se constantemente com os braços para trás na chamada “posição de tripé”.

2- Se a criança, ainda sentada, é capaz de encostar a boca nos joelhos.

Se ela é capaz de fazer as duas coisas, fica praticamente excluída a possibilidade de estar com meningite. Se não consegue realizar uma das provas, ou se é muito pequena para tais testes, deve-se consultar o médico.

É bem verdade que podem ocorrer erros neste tipo de avaliação, quando os pais fazem as perguntas deixando transparecer ansiedade, pedindo ou explicando em demasia essas tarefas às crianças. Em tais casos ela poderá ficar bloqueada, chorar ou teimar, parecendo incapaz de assumir as posições sugeridas. Quando, em caso de dúvida, o médico foi consultado, esta avaliará se existe apenas um estado de irritação das meninges com febre alta ou se há suspeita de meningite. Os mesmos sintomas podem aparecer ainda, ocasionalmente, numa inflamação dos gânglios linfáticos profundos do pescoço ou num torcicolo acentuado.

Meningites provocadas por vírus (meningite- ditas assépticas) — como, por exemplo, em caso de caxumba — geralmente não têm gravidade, embora sejam desagradáveis para a criança.

Sob suspeita de meningite purulenta ou bacteriana, a criança deve ser levada imediatamente para uma clínica ou hospital, onde lhe seja tirado líquido da espinha com uma agulha bem fina (punção lombar) para exames posteriores necessários. A seguir pode ser feito um tratamento especifico e rápido com antibióticos, que permite, na maioria das vezes, prevenir sequelas. Mas tal tratamento é tarefa do hospital ou da clinica.

Excluída a possibilidade de meningite, oferece-se à criança um pouco de chá adoçado para ser tomado aos goles. Dores de cabeça que persistam por mais de oito horas seguidas ou vômitos que não apresentem tendências a desaparecer devem ser, em todo caso, relatados ao pediatra.

Em caso de enxaqueca

Dores de cabeça sem febre podem ter várias causas e exigem diagnóstico médico. Quando as dores se manifestam em acessos irregulares, acompanhadas ou não por vômitos e náuseas, podem estar representando a enxaqueca infantil. Seu tratamento é feito pelo médico, de modo individualizado, de acordo com a constituição geral da criança. No entanto, em geral mostrou-se eficaz não sobrecarregar o processo digestivo dessas crianças: oferecer somente gorduras de fácil digestão e insaturadas, evitar o excesso de proteínas e, em compensação, oferecer legumes e verduras em grande quantidade. Muito cuidado também com os doces! De modo geral, é preferível oferecer quatro ou cinco refeições menores em lugar de três refeições com quantidades muito grandes. Recomendável também é o sono regular, não excessivamente longo, e sempre a mesma hora de acordar, mesmo aos domingos, Igualmente indispensáveis são a atividade física regular e muito ar puro. Ao ocorrer a crise de enxaqueca, o modo mais saudável de vencê-la é entregar-se ao sono num quarto escuro e dormir à vontade. Durante a crise não se dá alimento — no máximo, um pouco de pão sueco ou torrada e chá com um pouco de limão. Paciência e calma em todos os sentidos favorecem a recuperação.

Em caso de deficiência visual

Se a dor de cabeça só se manifesta com a leitura, é aconselhável uma visita ao oftalmologista. Na maioria das vezes trata-se de miopia, hipermetropia ou outro defeito visual.

Na escola

Se a queixa é de dor de cabeça antes, durante ou depois do horário escolar, convém conversar primeiro com o professor e depois, eventualmente, com o médico. É bom saber que não são poucas as crianças sofrendo de dores de cabeça e de barriga na escola, principalmente entre os nove e os doze anos. Às vezes isto se relaciona com a circulação sanguínea, que só se estabiliza nessa idade e cuja eficiência não acompanha adequadamente o crescimento de estatura típico da puberdade. Em consequência disso, o organismo, por motivos econômicos, redistribui o sangue face a uma demanda unilateral.  Assim, se a cabeça da criança recebe uma menor irrigação sanguínea, surge a dor. Se, por outro lado, a cabeça é bem provida de sangue, a deficiência de irrigação pode apresentar-se nos intestinos, levando a espasmos e a dores do tipo cólica.

Em fins de semana em casa

Dores de cabeça que se manifestam principalmente em casa e especialmente nos fins de semana sugerem um exame da situação familiar. Seria a dor atribuível à alteração do ritmo habitual do levantar, das refeições, das atividades e da hora de dormir? Para eliminar este tipo de dor de cabeça sempre se mostrou eficaz manter um ritmo cotidiano regular, mesmo nos fins de semana. Muito importante é evitar que sejam consumidos doces entre as refeições. Também é preciso cuidar de um funcionamento intestinal regular. Se eventualmente existem gases abdominais, isto deve ser tratado. É importante também que a criança, ao queixar-se de dor de cabeça, não se transforme imediatamente em centro de atenções de família. Pelo contrário, ela deve vivenciar o fato de ser levada para a cama, de ser “depositada”; a importância exagerada atribuída a uma dor de cabeça torna a criança alvo de todas as atenções, fazendo-a projetar qualquer aborrecimento para a cabeça, adotando o adulto como sua “dama-de-companhia”. De modo algum, porém, deve ser empregado sem indicação médica o ótimo analgésico da vizinha.

Ao se deitar o bebê

Manifestações de dor e de mal-estar ao se deitar o bebê no berço sugerem distúrbios de dentição, dor de ouvido ou dor de cabeça, desencadeados na posição deitada pelo afluxo maior de sangue aos vasos sanguíneos da cabeça. Os dois primeiros diagnósticos podem ser confirmados examinando-se e apalpando-se o local, e a dor de cabeça só pode ser deduzida por exclusão das outras causas. Pode haver febre nos três casos, sendo regra quando há uma inflamação do ouvido médio (otite média).

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